VEREADOR CLÁUDIO LIBARDI (PCdoB): Muito obrigado, presidente João. Meus cumprimentos ao senhor, aos demais vereadores desta Casa, a quem nos acompanha de Casa, em especial a quem nos acompanha do plenário. Queria aproveitar esta oportunidade, presidente, para cumprimentar um grande cidadão caxiense que veio até nós, o meu amigo Ladir Brandalise. Representa muito do que nós somos. Eu brinco sempre que o Valdir Anzolin é um popstar, o Ladir é outro popstar, pelo menos da colônia de onde eu venho. Quando ele chega a São João da 4ª Légua, a comunidade para pra receber o Ladir Brandalise. Ele leva alegria a todas as nossas comunidades através do rádio, em especial no domingo. Ele é uma pessoa por quem meu pai tem um apreço inigualável, que é muito respeitado pela minha família. Em todas as oportunidades que tem, mesmo fora da presença da minha família, de falar bem da gente, faz. Então, Ladir, a minha família muito grata a ti. Meus cumprimentos a ti. Bem-vindos aos demais. Tenho certeza que tu representa muito do que nós somos nas comunidades do interior. Parabéns.
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VEREADOR ZÉ DAMBRÓS (PSB): Seu Presidente, quero saudar também o nosso cidadão caxiense Ladir Brandalise. Também a AMOB São Leopoldo; o Tieppo, que é nosso secretário adjunto. Mas, em especial, faço um voto de congratulações à Secretaria da Agricultura, em especial ao Fábio Teixeira, que é o chefe da mecanização, ao Pedrinho, ao Velocino Uez, ao Rudimar, por essa acolhida a uma demanda nossa: calçadas ao redor das hortas comunitárias do Belo e do Vila Ipê. Então, em uma parceria com o Ângelo, com a Codeca, nos próximos dias, mais essa demanda será concluída. E isso é importante por quê? Porque dá dignidade a quem vai trabalhar, porque evita os lixões. Então, parabéns à Secretaria da Agricultura pelo empenho, pelo trabalho; e também à Codeca, onde nós vamos ter, nas hortas da região norte, calçadas ao redor. Parabéns.
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VEREADORA ANDRESSA MARQUES (PCdoB): Senhor presidente, nobres colegas, pessoas que nos acompanham daqui e de casa. Eu queria fazer dois votos, ainda de eventos que aconteceram no final de semana, que eu acho importante registrar aqui. O primeiro deles é para a Caminhada pela Inclusão da escola Alberto Pasqualini, que eu tive a oportunidade de estar presente, fui convidada pela escola, pelo meu querido professor e, o Saulo Velasco. Então, naquele momento a comunidade e a escola se uniram em prol de uma pauta importante, que foi a inclusão. Foi a terceira caminhada. Que a escola siga dando esse exemplo pra a comunidade e para a nossa cidade. Também queria poder aqui fazer votos para a festa que aconteceu na aldeia indígena de Forqueta, em comemoração ao chamado Dia do Índio. Naquele momento, os indígenas da nossa cidade puderam nos mostrar um pouco da sua cultura, da sua forma de se organizar. E nos convidaram. Para nós, foi muito feliz poder estar presente. O pessoal da Rádio Caxias também estava e fez uma cobertura brilhante, para que a gente possa dar visibilidade para os indígenas que vivem na nossa cidade. E por último, senhor presidente, queria falar do jogo que nós tivemos terça de noite, no Enxutão, do Citadino, o primeiro jogo que o meu time jogou, o Base Feminino contra o ARFR. Ganhamos de cinco a zero. Foi uma boa estreia. Mas isso demonstra o crescimento do futsal feminino na nossa cidade. Que a gente possa estar fortalecendo cada vez mais. Seria isso, senhor presidente. Obrigada.
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VEREADOR JULIANO VALIM (PSD): Muito bom dia, presidente, demais colegas vereadores e vereadoras. Também parabenizar a presença do nobre colega, com quem tive o privilégio de trabalhar muitos anos juntos, que é o Ladir Brandalise, nosso cidadão caxiense. O presidente da Associação de Moradores também, da Avenida São Leopoldo. Pertence ao Salgado Filho também aquela região. Enfim, é sempre uma satisfação termos pessoas especiais aqui na nossa Casa. E o Ladir, se hoje eu sou vereador, eu posso dizer que aprendi muito com ele. Uma grande liderança e também proprietário de um grupo musical. Eu sempre brinco com o Ladir. É o Grupo Girotondo. Então assim, é sempre uma satisfação, Ladir. Sempre seja bem-vindo aqui nesta Casa do povo. Muito obrigado.
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VEREADOR CALEBE GARBIN (PP): Senhor presidente, hoje eu quero compartilhar as minhas saudações aos presentes aqui na pessoa do nosso adjunto Tieppo. Sejam todos bem-vindos. Eu quero compartilhar a satisfação que eu e alguns vereadores, representantes também, e o prefeito Adiló tivemos de, ontem, inaugurar o 4° Pelotão da Brigada Militar de Caxias do Sul. Um posto mais avançado, próximo da região da Zona Leste, que vai atender Cruzeiro, Bela Vista, Diamantino, todo aquele entorno. Já com vistas ao avanço, à projeção futura com relação ao Aeroporto Internacional de Vila Oliva. Estavam presentes lá o coronel Vargas, que é o comandante do CRPM; também o Tenente Coronel Fernandes, que é o comandante do 12° Batalhão aqui da nossa cidade; além dos vereadores; o prefeito Adiló. Também parabenizar o Gelson Rech, que é o atual e ainda magnífico reitor da nossa universidade, que fecha a sua gestão com chave de ouro, fazendo mais essa entrega da cidade universitária para Caxias do Sul, dispondo aquele espaço para uma concessão inicial de cinco anos. E também deixar presente aqui o meu desagravo público à pichação que foi feita na Estação Férrea. Ontem mesmo eu comemorava aqui a futura cobertura da pichação, e nós amanhecemos – né, Tieppo? – com vandalismo. Ato de marginal, delinquente, vagabundo, que se encoraja, na madrugada, para fazer esse tipo de coisa. Que bom que a Secretaria de Segurança Pública já está tomando providências para descobrir quem foi. Na minha opinião, tinha que levar lá e fazer limpar. Pichação não é grafite. Grafite é belo, tem que ser respeitado, é manifestação artística. Agora, pichação é coisa de vagabundo. Obrigado, presidente.
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VEREADORA DAIANE MELLO (PL): Senhor presidente, senhores vereadores, pessoal que nos acompanha aqui, pela TV e redes sociais. Eu queria fazer um voto de louvor à Natali Machado, a Nati, que tem feito maravilhas através de um projeto social. Fez uma arrecadação belíssima de material escolar e também de doação para as famílias que precisavam. E agora, recentemente, organizou, então, toda uma atividade de busca de doações e também de entrega para uma família que veio para Caxias do Sul e levou um golpe. Então, foi noticiado, e ela foi atrás, foi verificar e foi até Vila Cristina para fazer a entrega. Então, parabenizar a Nati pelo teu envolvimento comunitário, mas principalmente por ter essa questão do projeto social e estar levantando tantas pessoas para auxiliar, sendo um elo, uma ponte de ligação entre as pessoas que precisam, quem precisa ser ajudado e também as pessoas que querem fazer as suas doações. Então, parabéns. Vida longa a esse projeto que vem nascendo muito enraizado já em situações positivas na tua vida. Então, parabéns por esse belo projeto. Era isso, senhor presidente. Obrigada.
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VEREADORA ROSE FRIGERI (PT): Bom dia. Bom dia, colegas, a quem nos acompanha. Bom dia a quem está aqui, ao Ladir, representando também a Amob. Vão conversar agora conosco, daqui a pouquinho. Mas eu quero fazer uma saudação ao seminário que eu tive a oportunidade de participar ontem. Foi um seminário estadual, mas com representação nacional, de políticas públicas e direitos para as pessoas em situação de rua. E foram mostrados muitos dados. Foi dito lá que Caxias está entre as 12 cidades que tem Pop Rua, mas infelizmente entre as que acabou com o Ciamp, que é o comitê que nós tínhamos, se chamava Comitê Pop Rua. Então, lamentavelmente, Caxias está atrás do Estado nessa pauta. E é uma luta que nós faremos, tenho certeza, junto com o vereador Lucas Caregnato, que é o presidente da Comissão de Direitos Humanos, para reativar o Comitê Municipal. Obrigada.
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VEREADOR SANDRO FANTINEL (PL): Senhor presidente, queridos colegas, membros da Mesa. Bom, hoje eu trago aqui, como eu já tinha prometido em sessões anteriores.
VEREADORA ESTELA BALARDIN (PT): Uma Declaração de Líder à bancada do PT.
VEREADOR SANDRO FANTINEL (PL): Eu já tinha trazido, em sessões anteriores, aqui, que eu estava trabalhando junto com os órgãos ambientais para trazer para os nobres pares e para nossa cidade, nossos cidadãos e principalmente nossos agricultores, informações técnicas, vereadora Sandra, dados técnicos que não tem como tentar interpretar diferente ou dizer que não é, né? Então, hoje, eu gostaria de trazer a reflexão, a transformação silenciosa, porém vigorosa, que ocorreu em nossas terras nas últimas décadas. Muitas vezes, ouvimos críticas infundadas sobre a relação entre a produção rural e o meio ambiente, mas os dados e imagens históricas nos contam uma história de regeneração e mudança de manejo. As imagens do acervo que V. Exas. estão vendo aqui, as imagens do acervo de Caxias do Sul de 1954 mostram, claramente, o uso intensivo do solo com pouca presença de matas fechadas. É um marco da mecanização agrícola, esse avanço tecnológico que aconteceu. (Pronunciamento com recurso de material visual.) O resultado dessa mudança é impressionante, senhoras e senhores. Mapeamentos realizados através do GeoCaxias, comparando imagens dos anos 50 com os anos 90. E aqui vem a surpresa para os ‘ambientaloides’, para eles mesmo que eu estou falando. Imagens dos anos 50 com os anos 90 revelam que houve um incremento de vegetação nativa na nossa região de 32%. Trinta e dois por cento mais mata nativa hoje que nos anos 70, em diversos quadrantes da nossa região. Hoje, temos florestas regeneradas. Importante reconhecer que essa evolução também foi acompanhada por uma consciência ambiental dos produtores e agricultores e uma evolução também nas leis. Portanto, o aumento da cobertura verde que vemos hoje em Caxias do Sul é muito maior do que a gente via há 50 anos atrás. O fato é que temos, hoje, uma região muito mais verde, e o produtor rural moderno não é apenas um fornecedor de alimentos, ele é também, por consequência, um novo modelo de manejo e da evolução tecnológica, o agente que permitiu a natureza retornar ao seu espaço de grandes áreas. E hoje? Agora vem a parte melhor. E hoje? Bom, durante as enchentes, este vereador que vos fala foi severamente atacado pelo site UOL, pela RBS e por tantos outros, porque disse que, para ter segurança nas nossas estradas, em épocas de enchentes e temporal, seria necessário fazer um manejo de retirada de uma parte das árvores que correm risco de cair na beira das estradas: “O cara quer destruir a natureza, ele é contra o meio ambiente.” Pois é. Agora será que esses “ambienteloide” eles poderiam dar uma olhada no que tem na tela aí? Trinta e dois porcento a menos vegetação do que tem hoje, tinha aqui na nossa região a 50 anos atrás. E os vereadores mais velhos aqui, eu vou fazer uma pergunta. Há 30, 40 anos atrás, qual eram os problemas que nós tinha? Tinha as enchentes? Não tinha. Tinha as tempestades, os vendaval? Não tinha. Tinha todas as catástrofes que estão acontecendo agora? Não tinha. Mas tinha menos árvore. A árvore salva. Não se pode cortar a árvore porque a árvore salva o meio ambiente. Mas se tinha 32% a menos e não acontecia nada de ruim? Agora nós temos 32% a mais, e nós temos todas essas catástrofes! E aí o problema era as árvores na beira da estrada que iam causar mais catástrofes ainda. É claro o que acontece quando cai em cima de um carro e mata alguém. Essa é a catástrofe. É isso que acontece. E aí, senhoras e senhores, antes de eu continuar, eu quero mostrar um vídeo que eu mesmo fiz para nós depois discutir. Por favor. (reprodução de mídia audiovisual)
VEREADOR CLÁUDIO LIBARDI (PCdoB): Vereador Sandro Fantinel, o senhor me concederia um aparte?
VEREADOR SANDRO FANTINEL (PL): Então, como vocês viram, quem fez toda essa devastação aí? Todas essas araucárias, árvores nativas, centenárias, tudo no chão. Quem fez isso? A RGE. A RGE precisa, vereador Fiuza, de autorização? Não. A RGE tem que falar com a Semma, com o Meio Ambiente, com a Patram? Não. Derruba tudo e não quer nem saber. Tudo isso por um fio, é? Lá não tem alta tensão, é um fio de luz. Tem um. Um fio. Para quem quiser ir lá ver. Uma devastação total. Não pede licença nenhuma, não tem problema nenhum, não acontece nada. Não estou dizendo que não é necessário. Nada disso. Mas aonde eu quero chegar? Que aquele coitado daquele agricultor que derruba uma árvore para fazer a garagem do trator? Dez, quinze mil de multa. E ainda responde processo. Por que a lei é diferente para um e para o outro não? “Mas é órgãos de estado, é órgãos...” Não me interessa. Para mim não me interessa. O que esse cara aqui um dia pode até cair aqui dentro, mas ele vai cair sempre defendendo a mesma coisa. Todos têm o mesmo direito nesse país e os mesmos deveres. É isso que eu defendo, nada mais. Não tenho nada contra ninguém. Eu defendo que todos nós devemos ser tratados iguais da mesma forma, não importa raça, cor, gênero, ou religião. Isso é democracia. Uma devastação que dá para caminhar meio dia ali. Nada. Tudo tranquilo. Quantos animais ali foram prejudicados? A fauna e a flora? Teve problema para o meio ambiente? Teve problema para os defensores dos animais, vereadora Andressa? Não. Está tudo certo. Agora, o agricultor tira um pedaço de capim, tira duas árvores para fazer uma garagem, para fazer um galpãozinho, para aumentar a sua lavourinha, para poder sobreviver? Multa, multa, multa e multa e multa e processo!
VEREADOR CLÁUDIO LIBARDI (PCdoB): Vou lhe pedir um aparte, vereador Fantinel.
VEREADOR SANDRO FANTINEL (PL): Se ele derruba uma araucária, ele tem que plantar 26. E tem que cuidar das 26. Sabe quanto tempo? Quatro anos, vereadores. Por quatro anos ele tem que cuidar, se morrer uma, tem que ir lá plantar de novo. Por uma que ele derrubou. O agricultor nesse país está sendo esmagado pelos órgãos ambientais, pelas leis ambientais. Por que os jovens não querem mais ficar na lavoura? Porque tudo que tu faz é multa! O agricultor é perseguido. Isso quando não é morto.
VEREADOR CLAUDIO LIBARDI (PCdoB): Eu lhe pedir um aparte rápido.
VEREADOR SANDRO FANTINEL (PL): Isso quando não é morto. Olha o que nós estamos passando, gente. Um pode tudo, o outro não pode nada. E vou entrar num setor diferenciado. Eu sou uma pessoa que defende o empreendedorismo. Eu acho que a nossa cidade precisa ter novas empresas para trazer mais emprego para melhoria da nossa cidade, do nosso povo. Mas eu vi, eu vi lugares aqui em Caxias, onde derrubaram árvores centenárias enormes, araucárias, mata nativa, para quê? Para fazer um loteamento, para implantar uma nova empresa. E lá, será que alguém foi multado? “Não, mas lá teve a licença.” Ah, licença, pois é. Por que não pode ter a licença o agricultor? Por que o agricultor não tem direito a nada? O agricultor só tem direito a plantar, esperar e sonhar em colher se a tempesta não vier e derrubar tudo. Se a enchente não vier e destruir tudo.
VEREADOR CLAUDIO LIBARDI (PCdoB): Vou lhe pedir um aparte.
VEREADOR SANDRO FANTINEL (PL): Se o clima não destruir tudo. Então, gente, eu só peço aqui que os órgãos do meio ambiente comecem a refletir sobre essa questão. Porque a prova está aqui. Só para concluir, senhor presidente. A prova está aqui. Uma Declaração de Líder.
PRESIDENTE JOÃO UEZ (REPUBLICANOS): Com a anuência da líder da bancada, vereadora Daiane Mello, o vereador Sandro Fantinel continua em Declaração de Líder.
VEREADOR SANDRO FANTINEL (PL): Diferentemente daqueles que não me compreendem, eu lhe passo o aparte.
VEREADOR HIAGO MORANDI (NOVO): Um aparte, vereador, também.
VEREADOR CLAUDIO LIBARDI (PCdoB): Obrigado, vereador Sandro Fantinel. A primeira questão que... Eu não falo para o senhor, porque aqui nossa divergência, acho que é ad aeternum nessa causa, eu falo mais para ficar registrado. A primeira questão é que tratando de precipitação, o grande problema das nossas chuvas não está diretamente relacionado ao nordeste do Rio Grande do Sul. Está diretamente relacionado à principal floresta que nós perdemos, que ela é a leste do Brasil. Começa no Rio Grande do Sul, acaba na Bahia. Se a gente for fazer um estudo, a gente perdeu 15% dessa floresta que alterou o nosso corredor de chuva, vereador Sandro Fantinel. E quando a gente faz a supressão de árvores, essa supressão de árvores acaba por promover o aumento da temperatura — o senhor sabe, nós andamos pelo centro —, acaba aumentando a temperatura dos oceanos e promovendo bloqueios atmosféricos. A temperatura do oceano promoveu um bloqueio atmosférico, aproximadamente, em Torres, por isso chove tanto aqui. E eu acho que isso precisaria ficar registrado. Eu tenho certeza que os agricultores de Caxias do Sul têm um respeito pelo meio ambiente. Agora o senhor sabe qual é a realidade nacional. Nós tivemos 15% das nossas florestas nacionais derrubadas, que equivale a 111 milhões de hectares. E não é um problema de discordância meu e do senhor, é um problema que nós temos que enfrentar. Como é que nós vamos evitar que a Mata Atlântica seja tamanhamente atacada? Porque eu e o senhor convivemos com uma realidade que antes não convivíamos. Quantos animais que estavam na fauna hoje e ingressam nos loteamentos? E para finalizar, vereador Sandro Fantinel, eu acho que aqui é o principal. Para que o agricultor não seja multado por construir uma garagem, eu já lhe falei qual é a saída. Nós temos que alterar o Código de Obras. O prefeito Adiló suspendeu a autorização de corte da RGE. Está suspensa. A RGE não pode cortar e as pessoas em casa também não podem cortar se a árvore é nativa, senão elas têm que fazer a substituição. Tem que fazer a substituição.
VEREADOR SANDRO FANTINEL (PL): Mas cortaram.
VEREADOR CLAUDIO LIBARDI (PCdoB): Se cortaram, vão ter que ser multados. O senhor me comunica que eu vou denunciar eles, eles serão multados. E mais do que isso, para que o agricultor possa construir uma garagem, o vereador João Uez também conhece a legislação nesse sentido, tem que ser alterado o Código de Obras. O Código de Obras determina que em área rural só pode construir 2%. Se ele derrubar ou não derrubar a árvore, ele vai ser multado. O problema não é a árvore, é a disposição do Código de Obras, mas o problema da chuva também não tem direta relação com o plantio ou não de árvores aqui, tem direta relação com bloqueios atmosféricos.
VEREADOR SANDRO FANTINEL (PL): Seu aparte, vereador Hiago.
VEREADOR HIAGO MORANDI (NOVO): Vereador Fantinel, a gente tem que atacar também a raiz do problema. Onde está intrínseco isso aí, como a gente chegou até aqui? E para mim a gente chegou até aqui por uma cultura de um estado forte. Quando o estado tem que demonstrar que é forte, ele coloca a polícia, ele coloca o braço — alguns até chamam de cão do estado —, Mas eles botam a mão armada do estado, que muitas vezes é o policial e, às vezes, sobra para ele esse pepino, mas colocam ele para encarar o agricultor, para ir até lá. E a gente vê que muitas vezes também o estado, ele é tigrão com o agricultor, mas ele é tchutchuca com quem faz lobby e quem é amigo do governo. Por exemplo, eu já trouxe até esta Casa a questão da COP 30, onde eles acabaram com a árvore e não queriam nem saber que árvore era, para o chefe de Estado vir aí babar ovo do Lula ou do governo federal. Então, agora que a gente tem 30 milhões de hectares queimando na Amazônia, a gente não vê a Marina Silva. Ela desapareceu, só vai aparecer nas próximas eleições. E aí, ao mesmo tempo, a gente vê, sim, um governo fascista, para mim, quando eles entram dentro de uma propriedade. Não preciso falar para o senhor o que aconteceria com um policial ou qualquer representante do Estado se entrasse dentro de uma propriedade de um texano. Eu não preciso falar como funciona lá. “Ah, mas tem que comparar lá?” Eu já falei nesta tribuna e vou repetir: enquanto os Estados Unidos for o primeiro lugar no mundo, a gente vai comparar sempre com o que deu certo. E lá deu certo. Então, menos Estado forte para o agricultor e mais pesado para quem faz lobby e é amiguinho do governo. Concordo plenamente com o senhor.
VEREADOR SANDRO FANTINEL (PL): É, na realidade, no que a gente tem que chegar e como o vereador Libardi também falou que a gente tem que discutir, a questão é a seguinte: você implanta um percentual, que, se eu não me engano, já está no Código Florestal esse percentual, de que 30% da tua área tem que ser preservada. É, tem que ser preservada. Não, mas isso deveria ser no geral. Esse é o ponto. A lei tem que ser mudada. Por quê? Se eu tenho 100 hectares, eu sei que 30 e poucos hectares eu tenho que preservar, eu sei que eu não posso tocar naquela parte, mas o restante eu posso usar. E aí eu volto aqui, de novo, a citar, depois da enésima vez, aquele agricultor de Santa Lúcia que tem 30 hectares na escritura, só ocupa oito e não pode nem sequer juntar uma árvore que cai nos outros 22. Isso é um absurdo que só acontece no Brasil. E nós sabemos, também, para concluir, e aqui ninguém é criança. Claro que cada um vai defender o seu modo de pensar e a gente entende isso. Mas a questão toda é a seguinte: por que os créditos de carbono? A pergunta é essa. Por que os créditos de carbono? Porque os créditos de carbono são pagos por países ricos que consumiram com as suas florestas, consumiram com as suas reservas e, hoje, eles querem que a gente permaneça uma fazenda e não um país, uma fazenda deles. Eles pagam o crédito de carbono, nós continuamos sendo uma fazenda e eles simplesmente se desenvolvem. Nós não podemos se desenvolver porque o cara quer botar a fábrica e não pode cortar a árvore; o cara quer fazer uma lavoura, não pode porque vai derrubar o mato. Quer dizer que lá detonaram com tudo, agora, aqui, eles compram os nossos governantes com o crédito de carbono? Para quê? Para que a gente permaneça uma eterna fazenda e não possa evoluir. Essa é a grande verdade. Não existe outra verdade, é essa a verdade. Para os países desenvolvidos, não é interessante que o Brasil se torne um país desenvolvido. Não é interessante para eles que a gente se desenvolva. Por quê? Porque, se nós nos desenvolvermos, o nosso produto vai custar mais caro, vereadora Andressa. O nosso produto vai custar mais caro, porque vem de um país desenvolvido. O produto é mais caro, vai ter mais qualidade. Os nossos serviços vão ser mais caros, a nossa comida vai ser mais cara, a nossa prestação de serviço para eles vai ser mais cara, e eles não querem. Eles querem um país subserviente, que custe pouco e que não se desenvolva, que permaneça eternamente uma fazenda para prestar serviço para eles. Essa é a grande verdade de todos os códigos ambientais que estão sendo plantados neste país. Obrigado, senhor presidente.
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VEREADOR JOSÉ ABREU - JACK (PDT): Senhor presidente, peço desculpas aos colegas vereadores e vereadoras pelo passar do tempo. Acredito que todo mundo está cansado. Mas eu comentava, agora, que mais cansado a gente ia estar se estivesse dentro de um tanque na Randon soldando, né? Então, vamos ao debate. Eu trago um assunto, aqui, que fiquei muito chateado ontem quando eu ouvi isso, a entrevista de um grande empresário da região. Quero deixar meu repúdio a esse empresário, à fala que ele fez, que é um empresário e dono da Tramontina, de Garibaldi.
VEREADOR CLÁUDIO LIBARDI (PCdoB): Vou lhe pedir um aparte.
VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Um aparte, vereador?
VEREADOR JOSÉ ABREU - JACK (PDT): E cada vez que passa mais o tempo eu fico mais certo de uma tese que eu tenho que a escravidão não acabou para muitas pessoas. Porque eu vi, eu ouvi a entrevista e ele falando que a ruptura não pode ser abrupta. A ruptura já foi feita em 1888 quando acabou a escravidão. Se esse empresário vivesse naquela época, com certeza ele era contra o fim da escravidão e estava chicoteando os trabalhadores. Seu aparte, por favor, vereador. Vereador Lucas, por gentileza.
VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Olha, vereador Jack. Eu, ontem, quando vi essa manifestação do senhor Clovis Tramontina, bilionário que goza de uma série de benefícios do Estado brasileiro, não pagando imposto para lucros e dividendos, não tendo uma equiparação de impostos do seu jatinho, jet ski e outras benesses, não é? Ao contrário dos trabalhadores, uma professora que vai comprar um Sandero e tem que pagar imposto, ele vem falar que nós estamos criando um país de vagabundo. Eu acho que nós já temos um país de bilionários e de ricos fanfarrões, que se regozijam por benefícios que o Estado estabelece e que quando quer se ampliar um pouquinho os impostos para essa turma do andar de cima, eles abrem um bocão e fazem lobby no congresso com os governos. Então eu rechaço essa fala, me deixa muito triste que nós tenhamos ainda pessoas ricas que deveriam usar do seu dinheiro para buscar informação, estudo e se colocar de uma forma diferente, se manifestar como se nós, na escravidão, nós tivéssemos. É muito triste o nosso rechaço a esse tipo de fala. Muito obrigado.
VEREADORA ANDRESSA MARQUES (PCdoB): Um aparte, vereador.
VEREADOR JOSÉ ABREU - JACK (PDT): De imediato.
VEREADORA ANDRESSA MARQUES (PCdoB): Eu queria saber se ele falaria isso para os trabalhadores que trabalham na empresa dele. E queria saber a opinião desses trabalhadores, se eles acham que nós vivemos em um país de vagabundos. Sinceramente, se fosse por vagabundagem, por meritocracia, eu sempre digo que o povo brasileiro seria um povo rico. Se nós temos uma parcela pequena que acha que não deve trabalhar, isso é outra coisa, não é vereador Jack? Agora, a grande maioria levanta cedo, acorda à tarde, tem mais de um trabalho, trabalha, trabalha, trabalha e chega no final do mês não consegue pagar nem o aluguel. Mas fica fácil, né, vereador Lucas, para ele que tem bilhões de reais, que faz parte dessa meia dúzia que está acostumada a não cumprir com as suas obrigações de pagar imposto, que ficou rico muitas vezes com o apoio do Estado, faz parte de uma minoria e falar de uma maioria que não teve a mesma chance, e que nunca vai ter, porque para uns serem ricos, muitos tem que ser pobre. É essa a lógica da sociedade que a gente vive.
VEREADOR HIAGO MORANDI (NOVO): Um aparte, meu querido amigo Jack.
VEREADORA ANDRESSA MARQUES (PCdoB): Então fica o nosso repúdio sim, nós não podemos aceitar falas como essas, não é? E esse cara vive em um outro Brasil. Não é o mesmo Brasil que eu vivo, que o povo trabalha todos os dias e se esforça muito para ter uma vida melhor.
VEREADOR JOSÉ ABREU - JACK (PDT): Vereador Hiago.
VEREADOR HIAGO MORANDI (NOVO): Vereador Jack, eu não vou abusar muito aqui do seu aparte para o senhor ter um tempo para garantir, mas na escala 6x1, no debate, a gente pode debater com mais tempo. Primeiro, eu venho elogiar, aqui, que diferente de nós, muitas vezes a gente causa um desgosto para a sociedade e a gente tem um custo grande sendo político usando estrutura nesta Casa. Diferente de um empresário que sim, discordando do vereador Lucas, ele paga muito imposto. E aliás, para ele manter os 10.000 funcionários dele isso é muito mais do que nós aqui fizemos. Além dele pagar o salário desses 10.000 funcionários, ele paga uma boa parte além para o governo.
VEREADOR CLÁUDIO LIBARDI (PCdoB): Pedir um aparte.
VEREADOR HIAGO MORANDI (NOVO): Então, agradecer toda a trajetória. Não conheço ele, mas agradecer a trajetória do Clovis Tramontina. Eu só acho que ele se perdeu. Pode ter se perdido na palavra que ele usou, mas esse debate aqui ou esse debate ou o jeito que ele usou o palavreado, que talvez alguns não gostaram, é porque a gente chegou em um caos. O caos mergulhado em burocracia nesse país e muita taxação, que fica um país complicado, complexo de empreender. É ruim para quem paga e também é pouco para quem recebe e a gente está mergulhado nisso por causa de 20 anos de esquerda. Muito obrigado, vereador Jack.
VEREADOR JOSÉ ABREU - JACK (PDT): Obrigado, vereador Hiago.
VEREADOR CLÁUDIO LIBARDI (PCdoB): Vou pedir um aparte.
VEREADOR JOSÉ ABREU - JACK (PDT): Eu, depois da sua fala, eu fiquei até com pena aqui do, do Clovis. Fiquei com pena dele, aqui, porque ele consegue arrecadar só alguns bilhões líquido por ano tirando o couro dos trabalhadores e agora ele não só disse que acabando com a escala 6x1 seria um país de vagabundo como ele falou em ampliar o tempo de trabalho para ampliar a renda dos trabalhadores. Então, é mais fácil o trabalhador ir dormir já lá na empresa, colocar um colchonetezinho e acorrentar o trabalhador na máquina e aí, ele vai poder faturar mais. Por gentileza, vereador Cláudio.
VEREADOR CLAUDIO LIBARDI (PCdoB): Meus cumprimentos, vereador Jack. O senhor sabe que eu negociei, muitas vezes, participação de lucros e resultados da Tramontina. Eu posso falar qual é a concepção de cada empresário dessa cidade e qual é a concepção de trabalho da Tramontina. Estava conversando com a vereadora Andressa, não é isso que os empresários pensam. Isso é o que o atrasado pensa, o que pensa igual o Barão de Cotegipe, que tem que indenizar o dono escravo. A Tramontina só a Cutelaria, que é a operação de Garibaldi, deu R$ 380 milhões de lucro tendo 3.000 funcionários. R$ 380 milhões de lucros depois dos impostos, que fique bem claro. Vereador Jack, se a gente reduzir a jornada de 44 para 40, a Tramontina só vai dar 338 milhões de lucro. Isso é inaceitável, vereador Jack. Só dar 338 milhões de lucro. Onde é que já se viu? O senhor já pensou nisso? Esse país vai virar um caos com a esquerda governando, com o PIB subindo, com todo mundo aumentando salário. Isso aqui está virando um caos mesmo. Só o que faltava os trabalhadores começarem a trabalhar menos. Daí, sim, Jack. Tu imagina, pobre do empresário que vai deixar de ter 380 milhões de lucro e vai ter só 338.
VEREADOR JOSÉ ABREU - JACK (PDT): Obrigado, vereador Cláudio. Eu quero, mais uma vez, deixar aqui o meu repúdio à fala desse empresário e dizer que os trabalhadores merecem mais. Eu pude escutar na íntegra a entrevista dele e queria dizer aqui que, além de deixar a minha indignação com a fala desse empresário, eu quero dizer à imprensa da nossa região aqui que deveria ouvir os dois lados. Quero dizer aqui que o Pioneiro me ouviu, que a Rádio Caxias me ouviu, mas que os outros não me ouviram. Então, dizer para vocês, trabalhadores, aquilo que eu penso. Só para concluir aqui, presidente. Muito obrigado. Dizer aos trabalhadores que acordam todos os dias, trabalham de sol a sol, que a minha opinião, a escravidão não acabou. Hoje a gente só tem dois diferenciais. Um é que a gente não sofre mais agressão física, mas ao contrário, a agressão mental e psicológica todos os dias dentro das fábricas, com pressão para que se produza mais com menos tempo. E dizer que a gente só tem o direito de escolher quem vai nos escravizar hoje. Só essas duas coisas mudaram da escravidão porque nós vivemos numa completa escravidão e que alguns empresários desta cidade querem que volte a escravidão. E deixar bem claro aqui que eu não tenho nada contra empresário nenhum. Eu tenho contra algumas pessoas, alguns boçais, que nem o Clóvis Tramontina que vem falar esse tipo de coisa para o trabalhador, chamando do trabalhador da própria empresa que paga as férias deles na Disney, chamando de vagabundo. Então, jamais vou admitir isso, estou aqui para defender trabalhador sempre. E, com certeza, a redução da jornada de trabalho já passou da hora de ser colocada em prática neste país. Muito obrigado, presidente.
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VEREADORA ESTELA BALARDIN (PT): Obrigada a todos os vereadores e vereadoras que ficaram até esse horário. A gente sabe que agora já é passado quase do meio-dia e meia e nós ainda estamos aqui. Mas eu quero, rapidamente, falar sobre algo que todos nós tivemos acesso no dia de ontem, que foi o vandalismo que ocorreu na parte — peço para que a TV Câmara dê prioridade às imagens — na parte que foi reformada da Estação Férrea. A gente sabe como foi importante a conquista dessa concha acústica para nossa cidade. A gente teve bem no início da concha acústica todas as atividades do Novembro Negro e foi especial ver aquele espaço sendo ocupado por diversas pessoas, por famílias, por jovens e ver agora isso acontecendo é algo que nos deixa muito triste. Mas é importante a gente pensar que isso que aconteceu não aconteceu pura e simplesmente por culpa das pessoas que fizeram. Aconteceu, também, por causa de um descaso desta Prefeitura que a gente vem denunciando há muito tempo nesta tribuna, que é a falta e a defasagem de guardas municipais na nossa cidade. No início deste ano, no início de 2026, nós tínhamos 150 guardas municipais. Agora, poucos meses depois...
PRESIDENTE LUCAS CAREGNATO (PT): Só um minutinho, vereadora Estela. Colegas, por favor, nós temos uma colega na tribuna. Hoje, foram várias vezes, ao longo da manhã, essa conversa. E fica muito ruim para quem está falando e para quem está querendo escutar. Então, por favor, vamos garantir o tempo de fala da nossa colega vereadora Estela Balardin, oradora que está na tribuna. Segue com a palavra, vereadora Estela Balardin.
VEREADORA ESTELA BALARDIN (PT): Muito obrigada, vereador Lucas. Então, no início deste ano, no início de 2026, há quatro meses atrás, nós tínhamos 150 guardas municipais, o que é pouco, um efetivo pequeno para o tamanho de Caxias do Sul. Mas, para a surpresa de ninguém, quatro meses depois, a gente já tem um número ainda mais reduzido, de 132 guardas municipais. E tem muitos guardas que vão se aposentar, que vão tirar licença. Então, esse número, que já está muito pequeno, ficará ainda menor. É o menor efetivo histórico da nossa cidade. E historicamente, nós não tínhamos um número tão pequeno de guardas municipais, que estão condicionados a trabalhar sob uma pressão gigantesca, porque não tem sequer pessoas o suficiente para cobrir os espaços públicos da nossa cidade. Aqui, mais uma foto de uma das nossas mais recentes construções, que as pessoas que são base do governo têm coragem de vir aqui e encher a boca para dizer como é bom. (Pronunciamento com recurso de material visual.) Tem coragem de ir lá e gravar vídeo dizendo que isso é um absurdo. Absurdo, para mim, é não ter guarda municipal para cuidar. Garanto que, se tivesse guarda municipal lá não ia ter acontecido. Várias coisas que acontecem nas nossas escolas, se nós tivéssemos a patrulha escolar, não aconteceriam. Será que, se a gente tivesse uma patrulha escolar que consegue ir às nossas escolas, que consegue conversar com o nosso corpo docente, com os nossos estudantes, a gente teria casos como aquela professora que quase foi morta por uma facada dentro de sala de aula? Então, a gente tem que deixar a nossa hipocrisia de lado, de ir gravar vídeo dizendo que a culpa são das pessoas, e começar a entender qual que é a responsabilidade do poder público em relação à segurança. Segurança é uma das principais questões da nossa sociedade, e a gente, enquanto Caxias do Sul, esta Prefeitura está dizendo que isso não é problema deles. E eu quero, aqui, trazer a minha indignação, porque não foi mentido uma única vez para os aprovados da Guarda Municipal, foram diversas mentiras. Lá no início de 2025, 13 de fevereiro de 2025, foi a primeira reunião dos aprovados da Guarda Municipal com a Prefeitura, onde foi dito, com todas as letras, pelo próprio prefeito de Caxias do Sul, que havia orçamento para a nomeação de 70 guardas municipais. Agora, nós estamos em 2026, apenas um ano depois, e não tem mais orçamento. Bom, gente, está cheio de buraco, não é feita poda, não passa ônibus, a saúde está um caos, a educação está em colapso e não tem dinheiro para nomeação dos guardas que tinha há um ano atrás? Significa que o dinheiro foi para onde? O que está sendo feito com o dinheiro de Caxias do Sul? Se não tem dinheiro para educação, não tem dinheiro para segurança, não tem dinheiro para saúde, tem dinheiro para quê nesta cidade? Já foi prometido duas vezes que, no início do semestre de 2025, que no início do semestre de 2026 ia ser realizada a nomeação dos guardas municipais. E, mais uma vez, para surpresa de ninguém, foi mentira, porque isso não aconteceu. Porque agora o discurso é de que não há mais dinheiro, que terá que ser prorrogado esse concurso. Prorrogado por quê? Se a promessa era que eles iam ser nomeados. Então, não adianta a gente ir nos espaços públicos quando acontece o vandalismo, gravar videozinho e achar que isso é revolucionário, quando a gente tem, na prática, como garantir uma efetivação da melhoria da segurança pública de Caxias do Sul e não o faz. Então é um recado bem direcionado para a base do governo, que se está ruim, está ruim porque o prefeito não está fazendo sua parte.
VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Um aparte, vereadora.
VEREADORA ESTELA BALARDIN (PT): Seu aparte, vereador Lucas.
VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Obrigado, vereadora Estela. Primeiro, parabenizar pelo tema que a senhora está trazendo, de maneira tão lúcida e responsável. Porque em geral, há uma tendência só de terceirizar a responsabilidade. E de fato, eu quando vi isso me indignei. Inclusive, eu tenho um projeto nesta Casa que estabelece como patrimônio histórico da cidade o grafite.
VEREADOR CLÁUDIO LIBARDI (PCdoB): Vou lhe pedir um aparte.
VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): E eu sei também da sua luta nesse sentido. Mas nós somos contra a pichação. Somos contra. Não, não vamos botar porque eu sei que esse debate, se deixar... Agora, qual é a função primordial da Guarda Municipal? Cuidar do nosso patrimônio. Porém, tem que ter efetivo. Na campanha foi prometido, depois teve o engodo que ia fazer a reforma administrativa. Eu acho que tenho o receio pela pauta eleitoral, mas o resumo da ópera é que não vai chamar os guardas? A senhora trouxe o número, está menor, está diminuindo porque tem aposentadoria, tem guardas que são chamados em outros concursos.
VEREADORA ESTELA BALARDIN (PT): Exatamente.
VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): E como é que fica? Então parabéns. Esse é uma das questões, mas tem outras do nosso patrimônio que ficam descobertos não por problema da própria guarda, são competentes colegas servidores, mas tem que ter efetivo. Se não tiver efetivo não adianta fazer videozinho, aí, à base do governo que vão passar vergonha. Obrigado, parabéns vereadora.
VEREADORA ESTELA BALARDIN (PT): É isso mesmo vereador Lucas.
VEREADOR CLÁUDIO LIBARDI (PCdoB): Vou lhe pedir um aparte.
VEREADORA ESTELA BALARDIN (PT): É muito importante a gente fazer – Já lhe concedo vereador – essa diferenciação. O grafite é uma forma e um uma expressão cultural fundamental para nossa sociedade, para as nossas periferias, para o direito, para o acesso à cidade. Ter grafites na nossa cidade aumenta o sentimento de pertencimento e isso é muito importante. Mas a pichação nos espaços públicos não é algo defendido principalmente por nós, pela bancada da esquerda e é isso que tentam passar. “Quem defende grafite, defende pichação.” Não. Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. Ou a gente é inteligente o suficiente para entender a diferença, ou a gente está se fazendo de burro. Seu aparte, vereador Cláudio.
VEREADOR CLÁUDIO LIBARDI (PCdoB): A senhora, primeiro lhe cumprimentar pelo modelo de abordagem, achei muito interessante. Eu, na terça-feira estava vindo para a Câmara, estava ouvindo a Rádio Gaúcha e nos comentários, em especial do André Fiedler que nos acompanha aqui, ele comentou o seguinte: "Bom, nós não tínhamos capacidade sem a iniciativa privada”, vereador Lucas, “de fazer a Estação Férrea”. Fizemos. Agora a pergunta que fica no ar é: Nós temos capacidade de gerir a Estação Férrea? É essa a pergunta que nós temos que responder. Nós conseguimos gerir a Estação Férrea ou não conseguimos gerir a Estação Férrea? Porque faz um mês que está pronta e a gente já demonstra incapacidade de promover a gestão. Ela estava lá abandonada há 40 anos. Fizemos uma grande operação, quiçá a maior obra do prefeito Adiló. E será que ele consegue gerir ela?
VEREADORA ESTELA BALARDIN (PT): Muito obrigada, vereador Cláudio. Essa a pergunta mesmo que a gente se faz. Abandonada daquele jeito, a sensação que dá é que a gente não consegue gerir nada. Muito... Seu aparte, vereador Hiago.
VEREADOR HIAGO MORANDI (NOVO): Bem rapidinho, porque está acabando com o que o vereador Cláudio falou, eu também queria falar que eu tenho muita reclamação dos banheiros, por exemplo, de estarem fechados.
VEREADOR CLÁUDIO LIBARDI (PCdoB): Uma declaração de líder.
VEREADOR HIAGO MORANDI (NOVO): Eu acredito que se a Tati, depois, for olhar aqui a nossa sessão, que ela pense nisso também e veja como articular aquilo ali, porque não adianta estar lá, fazer uma inauguração e deixar os banheiros fechados. “Mas tem gente que vai entrar, vai pichar, vai roubar.” Para isso tem a guarda, a gente não pode punir o familiar, as pessoas boas pelos ruins, não é? Se não a gente fecha a cidade. Muito obrigado.
VEREADORA ESTELA BALARDIN (PT): Perfeito, vereador Hiago. Eu acho que todas as colocações aqui só demonstram a importância de nós olharmos para essa questão da nomeação dos 70 guardas municipais aqui em Caxias do Sul. Para finalizar a minha fala, eu quero fazer a observação de que já foi feita todas as licitações de estrutura, equipamento, do curso que os guardas têm que fazer. Então, nomeando dois ou nomeando 70, o curso vai acontecer igual, os custos vão ser igual. Isso já foi licitado. Então, Caxias do Sul está perdendo dinheiro com hora extra, está perdendo dinheiro com licitação que não é posta em prática, por não fazer a nomeação que é tão importante. Muito obrigada.
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VEREADOR CLÁUDIO LIBARDI (PCdoB): Muito obrigado, querido. Sabe que eu... A gente conversa aqui entre os vereadores, e uma oportunidade de estar conversando com o vereador Hiago sobre a minha opção, muitas vezes de não ir no mercado ultimamente. E quando se vai no mercado, eu não sei vocês, mas a gente despende uma hora e meia, duas horas no mercado, porque todo mundo tem algum problema da cidade e quer conversar com o cara. Esse dias estava em promoção os fogões no Sam’s Club e eu falei para a Laís: "Não, vamos lá.” Estava em promoção e tinha mais cashback, vou lá me comprar um fogão. Daí, eu estava entrando assim no mercado, o cara olhou para mim e falou: "Tu é o Cláudio Libardi?" Eu falei: "Bah, vai sair caro esse fogão, né"? Daí, eu falei: "Sou o Cláudio Libardi". Daí, ele falou: "Mas eu vejo vocês falando na Câmara e vocês têm que falar dos banheiros públicos.” O Seu Valentim, ele falou: "Eu vou à Praça da Bandeira, não tem banheiro. Eu vou à Praça Dante, está fechado o banheiro. Eu vou nos EPI, os banheiros não funcionam". Então, eu vou aproveitar a pauta da vereadora Estela para falar que esse é um descuido tamanho e tem me custado, muitas vezes, o meu final de semana pelo banheiro estar fechado, tchê. É um negócio impressionante. As pessoas, Zé Dambrós, na nossa cidade, é óbvio que elas querem que nós tratemos do macro, mas elas esperam de nós o micro, vereador Lucas.
VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Um aparte, vereador.
VEREADOR CLAUDIO LIBARDI (PCdoB): Elas esperam o mínimo. Quem mora em São João da 4ª Légua espera Cascalho. Quem mora no Fátima espera que eles acabem a subida do Morrão. Quem mora no Pioneiro esperava o asfalto, Zé Dambrós. Ninguém espera que nós construamos uma Torre de Babel pela cidade. Quem mora no Planalto quer acabar a entrada do Planalto. Quem mora no Rizzo quer acabar a entrada do Rizzo. Quem mora em Galópolis e não tinha acesso à água, quer ter acesso à água. Quem mora no Carmelo quer o mínimo de infraestrutura urbana, ninguém quer um hospital no Monte Carmelo. E as pessoas, infelizmente, estão cada vez reduzindo mais suas pautas, vereador Lucas, porque a nossa capacidade de gerir a cidade está tão baixa que todo mundo está preocupado com micro, vereador Zé Dambrós. Vereador Lucas.
VEREADOR ELISANDRO FIUZA (REPUBLICANOS): Quando possível, um aparte, vereador.
VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Obrigado, vereador Cláudio. O problema é quando não se tem entregas adequadas nem no atacado e nem no varejo. Que a gente não consegue resolver nem o complexo, não anda a licitação da Maesa. Eu quero ver como é que vai ficar a questão do aeroporto, as obras do Caberlon, lá do Samae, e tantas outras coisas. Isso não entrega. Mas o banheiro da EPI Imigrante tem problema, está trancado, teve que locar um banheiro químico porque não se consegue desentupir um banheiro. Daí, a justificativa é: "Ah não, mas a turma vai lá e entope, quebra". Mas daí bota um guarda lá, bota alguém lá para cuidar. Porque lá — pensando sempre numa lógica de que os pobres têm a quebrar e tal — lá no Bom Samaritano, que é a casa coordenada pelo Frei Jaime, que atende moradores em situação de rua, o banheiro funciona. Morador em situação de rua, 70, 80 por dia. Porque vem o canto da sereia: “Não, porque cagam, porque quebram, porque roubam, porque entope.” Como é que no Bom Samaritano não? Então, assim, é um absurdo. Não ter banheiro público numa cidade? É um absurdo. É porque daí, é assim, não tem explicação. Tem que fechar as portas e nós ir para Jaquirana, porque em Jaquirana tem banheiro público aberto na praça. Em Caxias não tem.
VEREADOR CLAUDIO LIBARDI (PCdoB): É impressionante. Vereador Elisandro Fiuza.
VEREADOR ELISANDRO FIUZA (REPUBLICANOS): Obrigado, vereador. Só para contribuir na questão da EPI Imigrante e Floresta, houve, sim, uma questão infeliz dos banheiros por conta de uma empresa que não efetivou e não concluiu todos os trabalhos. E pelo que a secretaria me colocou, como tive de notificação deles, que esta empresa já organizou os banheiros, vereador, e falta organizar apenas a questão do piso que também está para ser feito agora essa semana que vem. Obrigado.
VEREADOR CLAUDIO LIBARDI (PCdoB): Obrigado. Nós precisamos ter resposta dessas questões micro, porque as pessoas estão indignadas com a questão micro. Às vezes, as pessoas vêm me falar: "Cláudio, eu estou aguardando uma ressonância magnética". Eu falo: "Meu querido, nós estamos com um problema no paracetamol".
VEREADORA DAIANE MELLO (PL): Um aparte, vereador.
VEREADOR CLAUDIO LIBARDI (PCdoB): Essa é a questão. A ressonância magnética, beleza. Eu vou dar um jeito de cobrar. Agora não tem paracetamol, muitas vezes. Essa é a questão que nós estamos. O vereador Lucas tratou ontem de um tema que é importante. Falta EPI.
VEREADOR JOSÉ ABREU - JACK (PDT): Um aparte, vereador, por gentileza.
VEREADOR CLAUDIO LIBARDI (PCdoB): É um negócio difícil demais. Vereadora Daiane.
VEREADORA DAIANE MELLO (PL): Vereador Libardi, é isso que a gente traz todos os dias aqui e a gente se sente impotente, porque a gente fala, porque a gente faz indicação e tem milhares de indicações sobre problemas mínimos, sobre uma pintura de uma faixa de segurança, sobre a colocação de uma sinaleira e ontem me deparava com a situação da questão da saúde. O raio-x da Zona Norte que faz... acho que um mês que está quebrado. E a ambulância do Samu tem que pegar a pessoa, levar até a UPA Central e depois levar de volta. Uma pessoa tinha chegado dez e meia da manhã na UPA Zona Norte ontem, e era quatro e meia da tarde e ela não tinha ido fazer um raio-x. Então, como que a gente exige policlínica e o próprio aeroporto se a gente não consegue organizar uma situação de raio-x na UPA Zona Norte? Um mês, vereador Cláudio Libardi.
VEREADOR CLÁUDIO LIBARDI (PCdoB): Obrigado. Vereador José Abreu.
VEREADOR JOSÉ ABREU - JACK (PDT): Obrigado, vereador Cláudio. Hoje eu ouvi falar, aqui, sobre a questão da saúde. O vereador Fantinel falou sobre a questão da saúde, e quero dizer para vocês... já esteve pior, gente. Todos nós sabemos que a saúde já esteve pior. A saúde melhorou muito e vai melhorar mais ainda. A saúde vai melhorar, a gente está andando para frente na questão da saúde. E eu recebo muitas mensagens de trabalhadores, de pessoas que estão esperando há dois, três anos a questão de uma cirurgia no quadril, que a pessoa fica sem poder caminhar. E eu acredito, e conversando com o secretário, em breve a gente também vai estar atendendo essa questão dos homens. Está sendo zerada a fila para as mulheres. Enfim, a gente precisa, a gente tem que mudar algumas coisas, sim, mas a saúde está no caminho certo, está mudando e melhorando bastante. O senhor sabe muito bem disso. Não é fácil mudar da noite para o dia as coisas, mas as coisas estão andando. Tenho certeza que logo a gente vai conseguir atender toda a população desta cidade, que não é fácil.
VEREADOR CLÁUDIO LIBARDI (PCdoB): Muito obrigado, vereador Jack. Eu espero, sinceramente, que seja ainda no mandato do prefeito Adiló, sabe? Porque, na outra oportunidade, o senhor sabe, ele ficou comentando que o segundo mandato ia ser o bom, o primeiro foi o malvado. E daí o segundo é pior que o primeiro, muitas vezes. E eu acho que o principal defeito, vereador Jack, do governo Adiló é o seguinte: o prefeito... E aqui é uma questão que nos temos, quase que em uma voz só na oposição, que é o medo. O prefeito Adiló precisa começar a demitir quem não trabalha direito, tchê. (Palmas.) Essa é a saída. Tem um monte de gente que não trabalha, que não atende. Daí eu pego... (Manifestação sem uso do microfone.) É, vai ser difícil. Mas, de toda forma, nós chegamos lá para fazer uma cobrança. Daí, o que eu escuto nos corredores é o seguinte, Daiane: “Aquele senhor ali, que trabalha na subprefeitura, tal, não trabalha direito”. Daí chega para desligar ele, sabe o que falam, Zé Dambrós? “Não, não, mas é que a filha dele vai se formar no mês que vem. Nós não podemos, ele tem que pagar a faculdade.” Não é possível, tchê. Eu vou levar a minha irmã ali, que a minha irmã, eu vou te falar, eu já demiti gente, infelizmente, né? Tinha como função quando trabalhava nas outras sedes. Mas, se a minha irmã ficasse nessa prefeitura uns 10 dias, rapaz, eu acho que ela desligava uns 90, 100. Entendeu? E só não ia desligar quem não pode. (Risos.) Mas a questão principal é a seguinte: tem que ter alguém que tenha coragem. Tem que ter método. O cara não trabalhou seis meses. E aí, vereadora Daiane? Se está no bazar da senhora, faz seis meses que não trabalha. Beleza, e a senhora é gente boa. Vereador Jack, está em uma metalúrgica, fica cinco dias olhando o ônibus e não solda, o que vai acontecer no segundo dia? Vai ser demitido. Agora, nós vamos ter as damas de caridade do Pio Sodalício, e temos os homens de caridade da prefeitura do prefeito Adiló, que, infelizmente, nomeia gente que não tem capacidade para isso, para resolver problemas pequenos. Para acabar a história, consegui comprar o fogão de cinco bocas. Muito obrigado a todos.
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Não houve manifestação

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