quinta-feira, 16/04/2026 - 161 Ordinária

Requerimento de Constituição de Frentes Parlamentares (Art. 176, XXI) nº 7/2026

VEREADORA ROSE FRIGERI (PT): Bom, primeiro eu quero agradecer às pessoas que assinaram esse requerimento para que a gente possa constituir essa frente com os vereadores e as vereadoras interessadas em fazer esse debate. Quando a gente discute a Tarifa Zero, o que nós precisamos é isso, aprofundar o debate, porque existe muita... Eu acredito que existem muitas confusões em relação a isso. Nós, há dois dias, tivemos aqui a sessão solene dos 40 anos da Visate, e o próprio diretor da Visate comentou sobre isso. Esse é um debate que tem que envolver todo mundo. Porque nós pensamos e existe já em nível federal um projeto em debate que é chamado SUS do transporte público. Quando foi criado o SUS da saúde, o Sistema Único de Saúde, também havia muita discussão na sociedade, as pessoas não sabiam da onde viria essa verba, como pagar. Porque antes só quem trabalhava pelo INSS teria acesso ao atendimento de saúde. E foi através da mobilização, do debate, da organização das entidades, dos sindicatos, de governamentais, de município, estado, federação, que se construiu o SUS, que hoje é um exemplo internacional de validade para o nosso país e modelo para o mundo inteiro. Quando a gente fizer esse debate da tarifa, com certeza nós temos que aprofundar, porque não vai ser o município que vai dar subsídio para a tarifa em Caxias do Sul ficar pública. Porque aí investiria, sei lá, mais de 300 milhões anuais, eu acredito, e isso é inviável. Mas ele teria que ter a participação dos três poderes, tem que ter de fundos. Nós podemos discutir a própria questão do vale-transporte que os empresários pagam hoje, como poderia ser feito para ajudar na tarifa. Enfim, todo esse debate virá a partir da constituição dessa frente. Outra coisa importante, até hoje o vereador Wagner Petrini tem um texto dele no jornal Pioneiro, que ele relembra e fala sobre a importância de que mais gente tendo acesso ao transporte público é toda a cidade que se movimenta. Nós estamos falando inclusive da economia. As pessoas poderão acessar lazer, cultura, o próprio serviço de saúde. Porque eu já sei de pessoas que deixam de ir ao atendimento por não terem verba, não terem dinheiro para o transporte. A própria questão da violência contra as mulheres. Tem mulheres que não têm condições de irem a um lugar fazer a denúncia, depois voltar a outro por falta de dinheiro, por falta de pagar o transporte público. Então, são temas que nós podemos aprofundar. Pode ser a Tarifa Zero, pode ser uma tarifa reduzida, pode ser uma experiência em algumas linhas. Tem mais de 160 cidades no Brasil que estão fazendo esse modelo. Pode ser em regiões de maior vulnerabilidade. Mas, enfim, não se está falando apenas do transporte público. Quando se fala na mobilidade e na tarifa, o acesso a todas as pessoas a transitarem na cidade, nós estamos falando do acesso das pessoas à cidade. Então, tudo isso é fundamental, é muito importante para a cidade se desenvolver, para as pessoas estarem mais incluídas nos serviços, em uma série de coisas. Se apropriarem da cidade. Enfim, essa frente vai debater essas alternativas, essas propostas. Por isso eu peço a aprovação dos colegas vereadores e vereadoras, assim como quem puder participar. Independente da sua opinião, que participe, para que a gente consiga debater e aprofundar esse assunto que está sendo debatido no Brasil inteiro, até fora do país. A gente sabe de países da Europa e de outros lugares que dão incentivos às pessoas andarem de transporte coletivo, para evitar congestionamento, a questão climática e uma série de coisas. Então, eu convido a todos e a todas a aprovarem e a participarem da frente. Obrigada.
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VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Bom, primeiro parabenizar a vereadora Rose, que desde o início da legislatura passada tem... Acho que foi uma das primeiras pessoas que levantou o tema do transporte público, na legislatura passada e nesta, com mais propriedade. Nós homenageamos a Visate esta semana, aqui nesta Casa, e a direção da concessionária apresentava os dados sobre transporte público no Brasil. O que eu quero dizer é que é impossível pensar em transporte público no Brasil sem recurso que subsidie passagem mais barata, mais linhas e horários que permitam uma condição para que os trabalhadores e trabalhadoras usem o transporte público ao invés da necessidade de ter que recorrer ao transporte de aplicativo. A prioridade tem que ser transporte público. Nós precisamos melhorar o trânsito da nossa cidade, precisamos de mais EPIs, precisamos que os ônibus circulem, para que um trabalhador do Centenário possa usar o ônibus como prioridade, pelo custo e pela qualidade. O ônibus tem que chegar antes que o carro. E se isso exige mudar as conversões, criar acessos e corredores mais rápidos, que se faça. Além disso, a pauta da tarifa gratuita é realidade em vários municípios do Brasil. Aliás, geralmente nós pensamos em Maricá, que, por sinal, é um município governado por um companheiro do PT, o Quaquá. Mas aqui, no Rio Grande do Sul, em Canoas, nós temos Tarifa Zero. De onde sai o recurso para a Tarifa Zero de Canoas? Dos cofres públicos. Porque transporte público é um direito social, como é a saúde, como é a educação. Se nós formos a Porto Alegre e visitarmos a Restinga, vereador Cláudio Libardi, no sábado, no domingo, no feriado, o horário das linhas são os mesmos que em um dia útil. Se faz isso com recurso. E é no que nós precisamos avançar. Bem sabemos que as prefeituras, presidente João Uez, não conseguem fazer tudo sozinhas. Então, há uma mobilização a nível nacional de que nós criemos um SUS do transporte público. Um fundo com recurso federal, com recurso estadual e com recursos municipais para garantir que a gente possa qualificar e subsidiar os recursos do transporte público. Está aqui o nosso colega e ex-secretário de Transporte, que pode trazer os dados. Da forma como as coisas estão, o transporte público em Caxias caminha ao fracasso. Fracasso. E não só em Caxias. Esse é um problema de todo o país. Então eu defendo sim que as pessoas possam andar de ônibus, com ônibus de qualidade, com uma tarifa zero, porque isso é realidade. Por que em Canoas dá e em Caxias não dá? E nós nem estamos falando do Quaquá, em Maricá, que em Maricá tem royalties do petróleo, né? Que é uma justificativa. Mas nós temos que caminhar para isso. Então é um debate importante, vereadora Rose. Vamos caminhar, vamos pensar em outros exemplos. Eu estive com o secretário de Trânsito e Transporte, que era colega vereador, Elói Frizzo, a senhora também esteve, em Goiânia, que não é a fina flor da esquerda, mas lá um governo estadual de direita, com o governo municipal de direita, estabelece, vereador Cláudio Libardi, um dos modelos mais modernos. Em uma tarifa técnica de R$ 12,00, Fiuza. Tu já imaginou se a tua tarifa técnica fosse R$ 12,00? Daí os teus cabelo caiam completamente. R$ 12,00. Sabe qual é a tarifa para as pessoas? Cinco pila. Tu sai de Goiânia em uma distância até Bento por R$ 5,00. É muita grana que o governo do estado com os governos municipais aplicam, mas é ônibus de qualidade, EPIs com internet, tudo o que tem de melhor. Não se faz transporte público sem dinheiro, as pessoas precisam ter um bom transporte público com uma tarifa adequada e com horários. Então, vamos juntos, vereadora Rose, tem muito pano para manga e é um momento propício porque é um período eleitoral, não é? Para nós saber o posicionamento, inclusive, das pessoas sobre isso. Em um momento oportuno, logicamente, voto sim.
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VEREADORA ESTELA BALARDIN (PT): Bom dia a todas e a todos, colegas vereadores, colegas vereadoras. Eu gostaria de, primeiro lugar, parabenizar a vereadora Rose Frigeri, pela apresentação dessa importante frente parlamentar que vai tratar de um dos principais assuntos do nosso município. Quando a gente fala do transporte público a gente está falando de algo que impacta diretamente na vida de todas as pessoas. As pessoas, inclusive que movimentam a economia da nossa cidade. Que precisam sair de casa para os seus trabalhos, para sua faculdade, para todos os seus afazeres. E tudo isso requer acessibilidade, requer uma melhoria no nosso sistema público de transporte. Porque se a gente olhar para a realidade atualmente, a gente vai perceber que ela está muito aquém das necessidades reais das pessoas. Porque se a gente conversa um pouco com os moradores e moradoras dos nossos bairros, principalmente daqueles que são mais distantes do centro, a gente vê que a realidade é de uma espera muito longa, que a realidade é de ônibus que não estão passando em horários adequados para os momentos que as pessoas precisam estar no centro da cidade. A gente está falando de uma tarifa de ônibus que está muito cara. Eu canso de receber print de Uber que está mais barato do que o ônibus. Então falar do momento onde nós estamos vivendo, também é falar de uma necessidade de um desenvolvimento sustentável. E para isso a gente precisa discutir, sim, a redução dos carros, a redução dos gases que esses carros emitem. E para isso a gente precisa de uma melhoria do transporte público, porque as pessoas não vão utilizar o transporte público se ele está mais caro do que a Uber. As pessoas não vão utilizar o transporte público se ele não passa nos horários que as pessoas precisam. As pessoas não vão utilizar o transporte público se ele tiver condições precárias, que é chover dentro, que é não ter banco direito para todo mundo. Que são estruturais e que, mesmo assim, não funcionam. Então, a nossa cidade é uma das cidades com a tarifa urbana mais cara, e nós temos ônibus em Caxias do Sul que chovem dentro em dias de chuva. Então, a gente precisa discutir seriamente uma frente parlamentar. Eu acho que ela auxiliará e muito, porque com toda certeza esse é um assunto de todos nós aqui, nesta Casa. Nós temos diversos grupos da organização civil, das pessoas, que já estão debatendo esse assunto. Nós já votamos um pedido de informações nesta Casa acerca do transporte público. Então, eu acho que a gente precisa, de fato, continuar caminhando, juntos e juntas, para tratar desse tema, que é tão fundamental e que impacta diretamente na vida das pessoas, de forma positiva ou negativa. E atualmente, com a realidade que a gente tem em Caxias do Sul, está afetando negativamente, por todas essas questões. E aqui a gente está falando dos locais que têm ônibus. O vereador Dambrós não está aqui, mas ele sabe muito da realidade de diversos bairros que ainda não receberam a regularização fundiária e que nem transporte público tem, e que no final de semana não tem horário de ônibus e que, durante a semana, tem três horários e deu. Então, não tem UBS, não tem farmácia, não tem mercado grande, mas também não tem transporte público. Que garantia de acesso e direito à cidade a gente está dando a essas pessoas, se nem transporte a gente está garantindo a elas? E aqui a gente não está falando de algo que a gente acha importante, de algo que a gente acha necessário. A gente está falando de algo que é um direito constitucional. As pessoas têm o direito garantido na Constituição. O direito à cidade precisa ser garantido à nossa população. Então, a gente precisa de uma melhoria drástica, de uma melhoria importante no transporte para aqueles bairros que já contam com o transporte público, mas a gente precisa também um olhar atento, uma ampliação de linhas e uma ampliação de horários para aqueles bairros que, infelizmente, sofrem com o descaso de não ter sequer o ônibus passando na sua rua, no seu bairro, na sua casa. Então, debater o transporte público é falar de todas essas melhorias, mas é também falar, fundamentalmente, da Tarifa Zero, que é uma proposta do governo federal. Então, eu acho que esta Casa, sendo a segunda maior cidade do estado do Rio Grande do Sul, tem tudo para embarcar junto nessa disputa, nesse debate, com o apoio do governo federal, e conseguir instituir isso aqui em Caxias do Sul. Muito obrigada.
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VEREADOR HIAGO MORANDI (NOVO): Obrigado, meu presidente, demais colegas que estão aqui. Saudar a presença do nosso filiado do Partido NOVO. Um rapaz que está se filiando agora. Coisa boa. Seja bem-vindo. Eu acredito que no NOVO a gente vai encontrar pessoas boas lá. E acredito também que muitas pessoas no NOVO gostam do Milton Friedman. Né, Mateus? E ele tem uma frase que ele falava bastante: “Não existe almoço grátis.” Não existe, vereadora Sandra. Já viu almoço grátis? Então assim, fazia tempo que eu não ouvia tanta abobrinha e besteira como eu ouvi de vocês, petistas, os três. O vereador Lucas, a vereadora Rose e a Estela. Porque assim, primeiro a vereadora Rose falou que o SUS é um exemplo bom para nós. Será que é aquele mesmo SUS que eu estava ontem buscando atendimento, vereador Calebe? Esperei horas e horas. E quatro horas, vereadora Sandra, para ficar pronto o meu raio-x. Podia ter morrido. Eu estava com dor no peito, podia ter morrido. Liguei me consultando com o vereador Cristiano, pedindo como era um princípio de infarto, porque talvez era o que eu teria. Mas era uma crise de ansiedade. Mas ali, nessas horas, tudo aquilo que eu esperei, ou aquela sala que eu fiquei, podre, mofada, que eu não vou dizer que é culpa do Adiló; não, é culpa de um sistema que não dá certo, porque tem muito desvio de recurso. Então, nunca vai dar certo. Esse SUS em que eu esperei horas, ou que, até outro dia atrás, nós tínhamos uma máquina que imprimia igual foto. A pessoa lá, que trabalha, até ela está há 28 anos. Eu pedi: “Há quanto tempo?” “Ah, faz pouco tempo que veio o digital. Até outro dia, era igual imprimir uma foto.” Esse SUS deu certo, vereadora Rose? Ou o SUS que as pessoas dizem que estão esperando há três, quatro anos por uma cirurgia? Também não sei se é esse SUS que deu certo. Bom, alguém vai pagar essa conta, vereador Lucas. O vereador Lucas traz o exemplo de Canoas. Meu Deus, é só abrir o Bom Dia Rio Grande que a gente vai ver Canoas os ônibus caindo aos pedaços. Então, ali não dá para comparar, vereador Lucas, não dá. Eu tinha o vereador Ezequiel Vargas, em Canoas, foi cassado, ele batia muito nessa questão do transporte. Porque, vereador Calebe, era uma vergonha. Além de superlotação, os ônibus caíam aos pedaços. Mas vamos para o exemplo bom que o vereador Lucas trouxe. O ônibus de Maricá, transporte público de Maricá, lá eles mantém a tarifa zero usando recursos. Bom, lá, vereador Lucas, a gente não tem quatro bilhões de reais que a prefeitura movimentou de royalties. Então, são quatro bilhões. Dá o orçamento da nossa cidade inteiro o número de royalties que eles ganharam. Então, comparar laranja com banana, muitas vezes, não dá. São exemplos distintos, né? E aqui, também, a vereadora Rose falou da Europa. Vereadora Rose, por isso que a Europa está um lixo, cada vez ficando pior. E a França também está um lixo. Por isso que nos Estados Unidos, que vocês não gostam, o pessoal está tendo que fazer megaoperações e barrar o pessoal de entrar lá. Porque é o país que deu certo. A Europa está cada vez com índices piores, com a saúde precária e com países dando errado, tendo em vista que os países estão assumindo... Presidente, vamos garantir a minha palavra aqui. Eu estava no sino ajudando vocês até agora. Obrigado. Vereadora Rose, eu vou te convencer até o final, confia em mim. Então, por isso que muitos países da Europa estão mudando até questões diplomáticas e não aceitando o pessoal ir para lá, para não estragar mais o que já está. Porque daí vira uma bagunça e o pessoal quer implementar algumas regras que não dão certo em lugar algum no mundo. Então, não vi nenhum exemplo que deu certo. Não sei quem iria pagar essa conta. Assinei a frente parlamentar e eu concordo e sempre vou ajudar. Vou fazer o contraponto, mas vou ser favorável aos vereadores que tenham uma opinião distinta. E a gente está aqui, é um debate saudável nesta Casa. Mas dizer que os exemplos que trouxeram aqui não servem para nada. A Europa está um lixo. Maricá não tem como comparar porque eles recebem dinheiro de royalties. Canoas, o transporte está um lixo, sendo que lá é um prefeito do PL. Eu não tenho problema em criticar ninguém aqui. Então, lá também só recebo reclamação, está tudo errado, na verdade. Está igual a nossa cidade. Queria dizer que não tem como botar esse modelo na prática. Acho que teriam outras prioridades no transporte antes da gente querer pagar uma conta ou fazer a Mariazinha e o Joãozinho que nem pegam ônibus pagar a conta de alguém que pague. Eu sou a favor da meritocracia; quem quer pegar o ônibus, que pegue. Quem não quer, não tem que pagar o ônibus de outras pessoas. Aqui a gente tem que ser sempre favorável à meritocracia. Muito obrigado, presidente, por garantir a minha palavra. Seria isso.
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VEREADORA ESTELA BALARDIN (PT): Vereador, me permite um aparte?
VEREADOR ELISANDRO FIUZA (REPUBLICANOS): Pois não, vereadora. De imediato.
VEREADORA ESTELA BALARDIN (PT): Rapidamente. Só para constar que transporte público não é uma questão de querer. As pessoas pegam e utilizam porque elas precisam para trabalhar, porque nem todo mundo é obrigado a ter carro. Então, aqui, quando a gente ouve falas do tipo: "Ah, pega quem quer". Não, pega quem precisa. Muito obrigada.
VEREADOR ELISANDRO FIUZA (REPUBLICANOS): Obrigado, vereadora Estela. Senhor presidente em exercício, João Uez, cumprimento V. Exa. e toda a Mesa Diretora aqui presente, aos nobres pares e aqueles que nos acompanham pela TV Câmara e também pelas nossas redes sociais. Falar de transporte coletivo é falar de algo muito caro no nosso país e também, por que não, na nossa cidade de Caxias do Sul, até porque nós não vivíamos ilhados. A gente precisa entender, vereadora Rose, que a sua sugestão é uma sugestão que a gente tem que discutir, sim. Mas, com todo o respeito, somente a tarifa zero não vai resolver. O que nós precisamos é entender que precisamos ter um transporte público coletivo urbano de qualidade. E o que nós precisamos para que isso comece a ser implementado? Que nós tenhamos uma visão de prioridade. A primeira prioridade que temos que ter hoje é a saúde, é buscar salvar vidas. Após isso, em uma humilde opinião, a gente tem que elencar a questão da educação. Pessoas que não tem uma oportunidade educacional, uma mudança de cultura, nós estaremos esbarrando em muitas questões de evolução de uma cidade democrática O que nós precisamos compreender? Que sem o transporte público, vereadora Rose, como a senhora bem menciona, a gente vai sim discutir essa frente, muito importante a discussão dela, que temos que priorizar a questão também do transporte coletivo para que a gente possa chegar até a saúde. Como que a gente vai buscar as pessoas que moram nos bairros, chegar até a parte central da cidade sem ter um transporte de qualidade? Como que as pessoas vão chegar até ter uma educação? Buscar a educação sem o transporte de qualidade. Para isso é necessário que o governo federal possa diminuir um pouco os seus gastos e fazer com que essa inclusão de subsídios ao transporte coletivo em todo o Brasil possa, sim, ser implementado. É algo mais palpável e mais visível. Porque o transporte de qualidade é fazer com que as pessoas possam ir aos seus destinos de uma forma mais rápida, mais eficiente e que a integração seja de uma forma mais visível. Por isso que nós trouxemos e vamos debater aqui, semana que vem, a respeito do projeto Integra Caxias que a qual... a Secretaria de Trânsito, através dos nossos servidores conquistou um prêmio nacional de que nós vamos ter, então, um projeto custeado com a garantia tanta jurídica tanto também técnica para que a gente possa ter então três estações de transbordo, EPI Nordeste, Norte e Sul, para que essa integração seja feita, para que o transporte público possa ser mais acessível e que nós possamos fazer com que as pessoas possam, de fato, de uma forma cultural, fazer com que nós atraiamos, venhamos atrair mais pessoas ao transporte coletivo. Mas isso são várias coisas que precisam ser feitas. A mobilidade urbana em Caxias do Sul, de um tratamento com mais recursos e diga-se de passagem, mais macros, fazendo com que todo esse sistema possa ser integrado de uma forma aonde nós possamos ver realmente isso sair do papel. Então é uma discussão boa que nós vamos debater juntos, mas transporte coletivo, apenas 0800 gratuito não vai resolver o problema. Nós precisamos fazer com que o projeto seja feito em todos os itens e camadas para que a gente chegue no sucesso. Muito obrigado.
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VEREADOR CLÁUDIO LIBARDI (PCdoB): Presidente, muito obrigado. Eu não vou entrar em um debate de cultura, porque cada um tem a sua concepção de cultura. Agora, de todos os lugares que eu visitei e visito, o melhor transporte público que eu já vi na minha vida e o melhor modelo de cultura foi a Europa. Disparadamente. Formação cultural, multicultural, ela tem um respeito a imigração muito grande, ela tem um respeito ao modelo de financiamento público muito grande. Agora, se a gente for falar de financiamento público para áreas específicas, o país que mais financia o transporte público, proporcionalmente, é os Estados Unidos. 70% do transporte subsidiado. O melhor transporte público e exemplo de transporte público do mundo é o transporte público da Inglaterra, que é 50% subsidiado. E não é uma concepção de ser de esquerda ou ser de direita. É uma exclusiva concepção de que o Estado precisa financiar muitas coisas. Defender que o Estado financia a segurança pública, em sua integralidade, de forma gratuita é ser de esquerda? Não é. É simplesmente porque nós temos uma convenção social que determina que o Estado deve necessariamente fornecer saúde, educação e segurança pública. E o nosso debate aqui, que somos muito bem remunerados para fazê-lo, é se nós vamos promover ou não a ampliação dessa convenção social para outras áreas. Alguns concordam, outros discordam. Agora, todos aqui têm plena ciência que o nosso atual contrato social determina que três áreas públicas devem ser necessariamente irrigadas com recursos. Eu entendo que esse é um debate nacional, como bem tratou o vereador Lucas, entendo que ele tem um custo efetivo muito grande, mas eu entendo, vereador Rose Frigeri, que ele é um debate público que tem que ser feito porque é diretamente relacionado à nossa concepção de sociedade. Eu, por exemplo, vivo aqui tratando do orçamento da União, que 49% dos recursos são pagos em dívida pública. Podemos pegar dali, tem saídas econômicas. A grande questão é que a população precisa de respostas. E o grande diagnóstico que nós precisamos fazer, através dessa comissão, embora com divergência teve a assinatura da vereadora Rose, salvo melhor juízo, teve a assinatura até do vereador Hiago.
VEREADOR HIAGO MORANDI (NOVO): Um aparte, vereador.
VEREADOR CLAUDIO LIBARDI (PCdoB): De imediato.
VEREADOR HIAGO MORANDI (PL): O senhor citou os Estados Unidos, se a gente pudesse acabar com o nosso pacto federativo hoje, se tu dissesse: "Ah, o que precisa para arrumar esse país.” Seria acabar com o pacto federativo e cada estado ter sua regra. Se tivesse isso, eu podia dizer que aí, sim, a gente poderia definir se vai ter transporte gratuito ou não. Um dos lugares que está se destacando por ter o transporte gratuito é Nova Iorque. É uma cidade que a meu ver é de esquerda. Claro que a esquerda lá são os democratas, bem mais tranquilo, né, Fantinel? Mesmo os democratas defendem bastante a liberdade lá, mas aí, a gente pega os índices, por isso que tanta gente se manda para o Texas e para outros lugares melhores. Nova Iorque está com índices ruins. Então, eu acho que é questão de administração ruim. Claro, a minha humilde opinião, vereador, mas eu acredito que se a gente tivesse as regras de cada estado seria mais fácil para nós, de cada município, entendeu?
VEREADOR CLAUDIO LIBARDI (PCdoB): Não, eu lhe entendo. É uma concepção de estado que nós divergimos e perfeito. Agora o que precisa ficar claro é que qual é o cerne desse debate? Não é nenhuma questão de quanto custa, é por que as pessoas não usam mais o transporte público. Esse é o cerne do debate de todos aqui. Sabe por que as pessoas no Campos da Serra usam o transporte público, vereador Elisandro Fiuza? Porque praticamente — eu estava conversando com a vereadora Andressa sobre isso ontem — praticamente todos necessitam do transporte público e tem vale transporte. Simples. Daí, tu vai pegar onde a gente tem índices de trabalhadores liberais, não vão utilizar. Em Galópolis, eles vão usar menos, por quê? Porque eles têm transporte fretado. É sobre a concepção de transporte. Essa é a nossa divergência. Concepção de estado nós nunca vamos concordar. E a vida é assim. Agora, que o transporte público, infelizmente, é ineficiente? Ele infelizmente é ineficiente. E não é por um posicionamento meu, é um propósito da sociedade. O Elisandro Fiuza, quando era secretário de Trânsito, foi o único que fez isso com algum vereador, andou de ônibus comigo. Era reclamação de que estava lotado, era reclamação de que as pessoas que estavam com a passagem cara. Daí, depois, eu vou a outro lugar, a reclamação era que o transporte público chega atrasado. Então, são diferentes reclamações. E essa frente tem que ouvir isso. Agora, se nós formos debater concepção de sociedade em um local que não pode ser debatido, nós nunca vamos ter saída. Então, a minha discordância expressa que o debate anterior, nós precisamos verificar como é que a gente resolve o problema do ônibus, porque as pessoas não aguentam mais ligar aqui reclamar do ônibus e parece que a gente não resolve o problema do ônibus nunca.
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VEREADOR ZÉ DAMBRÓS (PSB): Senhor presidente, primeiro quero dizer o seguinte, que não precisa ser do PT ou de esquerda para defender o social. Não precisa. Nós temos que ter essa compreensão. Inclusive, escutei de um senador do PSD, essa semana, essa frase. Nós estivemos em Brasília com o presidente desta Casa, Wagner Petrini, no Ministério das Cidades. Ministério das Cidades. E o Governo Federal tem uma equipe técnica fazendo um estudo do SUM, que é o Sistema Único de Mobilidade. E que vai dar uma divisão entre estados, União e municípios no custo do transporte coletivo. Se nós falarmos, nobre colega Libardi, de 10 anos atrás, nós não tínhamos aplicativo — não sei quantos anos faz que os aplicativos estão aí —, mas com a chegada dos aplicativos que tem horário, que tem itinerário, tu escolhe e que tem valor agregado, se for ver. Porque reúne três, quatro numa família e se torna mais barato. Eu sei do empenho que o nobre colega Fiuza esteve lá, mas eu defendo aqui, pensando em Caxias, de imediato, até esperarmos essa participação do governo federal, eu defendo ampliar uma hora de manhã, uma hora de tarde, com a passagem mais barata. Já falei isso aqui. Deu certo. Não tinha ninguém andando de ônibus de manhã, no meio do espaço. Eu defendo ampliar uma hora, nobre colega Hiago. E uma hora de tarde. Mais passageiros. Nós estamos com quantos? Em 93 mil por dia? “Ah, mas o contrato é 120.” Mas como é que nós vamos chegar?
VEREADOR HIAGO MORANDI (PL): Um aparte, vereador.
VEREADOR ZÉ DAMBRÓS (PSB): Como é que nós vamos ampliar? Se nós tivermos uma passagem mais barata e um espaço maior, nós vamos ter mais passageiros. E também um estudo que esta Casa aprovou, de dois milhões e 700. E fiquei feliz, hoje, com o secretário de Trânsito, que acenou de termos, de imediato, a construção de uma EPI na região norte. Nós ficamos na frente da Secretaria de Transportes meia hora e nós conseguimos contar 30 ônibus passando, um com 10, outro com 20, outro com 40. Tem que ter, o estudo nos proporcionou isso, estações de transbordo na cidade. Pelo menos duas. Uma na região norte e uma na região sul. Eu sei da preocupação do secretário e tenho certeza que isso vai, nos próximos meses, sair do papel. Seu aparte, nobre colega Hiago.
VEREADOR HIAGO MORANDI (PL): Não, eu concordo com várias questões que vocês trazem, principalmente na questão da mobilidade. Só que eu sempre avalio a questão de prioridade, vereador Dambrós. Eu não vejo este governo com prioridade de multar a Visate. Vocês sempre falam aqui do prefeito Guerra. Falam, criticam bastante. Eu tenho várias críticas para fazer para ele. Mas, na época dele, a gente teve várias multas. Em torno de R$ 1.700. Quando a gente tem um simbolismo, a empresa sendo multada, mostra que ninguém está acima da lei ou que nenhuma empresa está acima do poder público. Eu tive alguns problemas, até mandei, na época, para o secretário Fiuza, com a Visate, onde as pessoas pessoas alegavam que não estava passando no horário. E acabou não dando em nada, né? E a Visate não está nem aí. Por isso que, cada vez mais, eu vou desgastar a empresa e vou falar mal. Porque eu acho que essa é a prioridade também, não só se preocupar com a mobilidade. Mas, se dizem se preocupar com a mobilidade, vão ouvir a opinião pública. Abre uma enquete, coloquem, que vocês vão ver qual é a opinião sobre o transporte em Caxias. Muito obrigado.
VEREADOR ZÉ DAMBRÓS (PSB): Esta semana eu tive uma discussão ferrenha com um eleitor seu, do De Zorzi, que não dá valor para o nosso transporte coletivo. Eu já andei por Porto Alegre e por vários outros municípios. Lages e vários outros municípios. Eu percebo, assim, eu reitero: nós temos um transporte magnífico em Caxias. Falem o que quiser, podem distorcer a minha fala, fazerem vídeo, o que quiserem. Eu admiro ônibus revisado. Tem freio nos ônibus. Revisado, novo, bom, limpo, motoristas educados. O que nós precisamos é tornar o transporte atrativo, baixar o valor da passagem. Isso como? Saindo dos cofres públicos, para as pessoas não compreenderem que é dinheiro para a Visate? Não é isso. Estações de transbordo eu acho que é uma bela de uma saída. Reitero, admiro muito o trabalho da Visate, porque quem pega o ônibus sabe que está seguro e que vai chegar ao destino. Era isso, senhor presidente.
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VEREADOR JOSÉ ABREU – JACK (PDT): Senhor presidente, nobres colegas vereadores, vereadoras. Quero procurar me ater aqui ao tema, porque, infelizmente, tudo que se vende pauta para esta Casa vira um debate em nível mundial agora. Nem é mais federal. Então, ou é esquerda, ou é direita. Só falta pegar um porrete e dar na cabeça do outro aqui. Então é uma loucura. Eu estou falando isso porque eu escuto isso lá na no bairro, escuto isso lá. Converso com os empresários, converso com todo mundo. Então eu vou procurar, aqui, me ater ao assunto. Já de início, parabenizar a vereadora Rose por essa pauta, pauta que, para mim, é muito importante. que é a questão da mobilidade urbana, a questão do valor das passagens de ônibus. E dizer para vocês que, infelizmente, falando aqui, já que todo mundo fala aqui de Brasil, da Europa, parece que só no Brasil não dá certo as coisas. A gente precisa cortar aquele cordão umbilical lá da escravidão, porque a gente ainda vive nessa vibe de que nada dá certo no Brasil, nos outros países dá, por que aqui não dá? Então eu vou trazer um exemplo aqui para vocês de uma cidade bem pertinho aqui, Parobé, que tem a tarifa zero, foi implantada em 2022 por um prefeito do PDT, não porque é do meu partido, mas parabenizar o Diego Picucha por ter feito – ter tido a coragem de colocar a tarifa zero. Eu entendo lá é um município pequeno, mas dá exemplos que saltou lá de 200 passageiros por dia para 1000. E digo mais para vocês, esse dinheiro que seria investido ali na passagem é investido no comércio local. Depois eu explico para o senhor como é que funciona lá, vereador Fiuza. Então ele tem um impacto econômico muito grande na economia para o trabalhador, esse dinheiro reduz o custo de vida dos trabalhadores e aumenta a arrecadação do comércio local. Em vez de eu gastar R$ 12 em passagem de ônibus para ir e voltar aqui em Caxias, eu vou tomar meu café, eu vou poder almoçar, vou poder comer um pastelzinho, vou poder trabalhar com a barriga cheia, não é? Porque não tem coisa melhor que trabalhar bem alimentado. Então, isso é uma pauta muito importante para nós, vereador Hiago, para nossa cidade. É muito importante a gente fazer esse debate. Facilita o acesso ao trabalho, à saúde, ao serviço e o impacto ambiental, vereador Cláudio, o senhor que defende a pauta ambiental. Mais ônibus é menos trânsito na cidade, é menos poluição, então é muito importante para nós.
VEREADOR CLÁUDIO LIBARDI (PCdoB): Se o senhor me permitir um aparte.
VEREADOR JOSÉ ABREU - JACK (PDT): Por gentileza, vereador.
VEREADOR CLÁUDIO LIBARDI (PCdoB): O senhor, vai em um ponto que para mim é essencial. Que a grande questão é que a vida é feita de exemplo, não é? Toda vez a gente quer criar roda, não precisa criar roda. Vamos pegar onde funciona e tentar copiar o modelo. É muito mais fácil, vereador Jack. Essa é a essência do nosso trabalho. A gente faz viagens por que, como vereadores? Para tentar verificar modelos que funcionam e trazer esses modelos para cá. A gente verifica esses modelos e promove a implementação. Essa é a nossa função. Não precisamos criar roda aqui. Não vivemos entre os grandes gênios do século XXI. Somos vereadores e temos capacidade de ir em locais que os técnicos, junto de grandes gênios, desenvolveram, e copiar esse modelo. Essa é a grande insistência. O vereador Zé Dambrós, aqui, vereador Jack, se o senhor me permitir mais 10 segundos, falou que nós precisamos ter um modal de integração através de EPIs. O maior modal de integração de EPIs do planeta está à disposição de uma visita. E quantas vezes todos os senhores viram eu cobrando o prefeito Adiló de visitar o modal de integração? Porque nós não precisamos criar um novo modelo, nós precisamos copiar um modelo que funcione. Parabéns pela fala do senhor.
VEREADOR JOSÉ ABREU - JACK (PDT): Obrigado, vereador. Então, só para dizer para vocês aqui, vereador Zé Dambrós, a gente... Nós nunca mais pensamos em mobilidade urbana nessa cidade desde a saída do prefeito Alceu. O senhor estava nesse governo, o senhor sabe. O que foi investido em mobilidade urbana nessa questão do corredor de ônibus para Visate que foi muito criticado, que hoje nunca mais ninguém se incomodou com buraco no asfalto. Então, muito importante dizer para vocês que na época do governo Alceu, a gente tinha 160.000 usuários. Hoje a gente tem 90.000. Então por que isso acontece? São 70.000 pessoas que abandonaram o transporte público. Eu te digo aqui, vereador Zé Dambrós, não é por causa dos aplicativos. É que se eu precisar ir no Rizzo, eu vou gastar R$ 12,50, se eu pegar um aplicativo da minha casa no Rizzo, eu vou gastar R$ 6,50. Então é uma questão de economia no bolso das pessoas. Então é simples. Enquanto menos pessoas usam, mais caro vai ficar a passagem. Menos pessoas usam, mais cara fica a passagem. Quanto mais cara fica a passagem, mais gente desiste do transporte. Então, é um ciclo de fracasso que a gente precisa mudar nesta nossa cidade, com certeza, a questão da mobilidade urbana. Obrigado, presidente.
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VEREADORA DAIANE MELLO (PL): Senhor presidente, senhores vereadores, eu acho que essa frente parlamentar, ela nos oportuniza a discutir sobre situações do transporte coletivo aqui na nossa cidade. E exatamente aquilo que o vereador Cláudio nos trouxe.
VEREADOR ELISANDRO FIUZA (REPUBLICANOS): Peço um aparte, vereadora.
VEREADORA DAIANE MELLO (PL): Para trazer para o nosso real, porque nós vivemos aqui todos os dias. E quantas vezes nós viemos aqui discutir sobre o transporte coletivo, até mesmo com o então vereador, Elói Frizzo. Porque esse Planmob, no caso, que é o programa que foi feito, esse projeto, esse plano, que foi feito de mobilidade urbana, ele foi apresentado a sua versão final, vereador Lucas, eu estava pesquisando nas minhas mensagens, porque eu participei, dia 27 de março de 2024, a versão final. Foi em todas as regiões da nossa cidade se discutir questões de melhorias e o plano foi apresentado dia 27 de março de 2024 e até agora não foi colocado em prática na nossa cidade. Então, um plano muito caro para nós, que com muitas alternativas viáveis para o nosso município, ele estava lá parado. E a gente falou quantas vezes sobre isso aqui na Câmara de Vereadores. Não foi uma nem duas, foi em audiência pública e tudo mais. O transporte coletivo não é bom e aqui eu vou discordar do vereador Dambrós. É só a gente pegar, vereador Dambrós, eu lhe convido para nós irmos para os bairros da Zona Norte e fazer esse deslocamento e conversar com as pessoas. De dez pessoas, nove reclamam do nosso transporte coletivo, infelizmente, na nossa cidade. Ele não está bom, ele não é atrativo. A gente pede inúmeras ampliações de linhas de transporte e elas não são feitas. O transporte é o mais caro do país. Não estamos com os qualitativos bons. E eu discordo totalmente disso porque a gente verifica em todos os bairros da nossa cidade muitas das reclamações. É a gente passar a tarde ali no meu gabinete respondendo mensagens sobre transporte coletivo. E dizer que os freios funcionam é um deboche. Eu sinto como um deboche, depois ficam bravos com a questão dos vídeos, mas dizer que os freios estão funcionando é, no mínimo, uma situação complicada, em uma Câmara de Vereadores, a gente falar da questão da Visate.
VEREADOR ELISANDRO FIUZA (REPUBLICANOS): Um aparte, vereadora.
VEREADORA DAIANE MELLO (PL): Então, é uma situação muito complicada que eu trago essa discussão para que a gente fale realmente da questão do transporte coletivo, da aprovação desse plano e da não colocação em prática ainda disso, que são situações que realmente fariam a diferença na vida das pessoas. Porque, como disse o vereador Jack, é um transporte coletivo caro e que as pessoas vão para a parada de ônibus, muitas vezes, sem ter a certeza que o ônibus vem ou não vem. Então, obviamente, elas preferem outros modelos que vai ser mais barato e que vai deixar elas, muitas vezes, na porta do local aonde elas vão. Seu aparte, vereador Fiuza.
VEREADOR ELISANDRO FIUZA (REPUBLICANOS): Obrigado, vereadora Daiane. Só complementando e auxiliando também a sua fala, mais uma vez, agradecendo o aparte. Desse Planmob são mais de 500 ações. Ciro, 500 ações que precisamos implementar para a mobilidade urbana. Dessas 500 ações, mais de 20 já foram implementadas. Dentre elas, nós tivemos a infelicidade de ter uma licitação que foi dada deserta, que foi a primeira ciclovia que nós iríamos implementar para fazer com que a gente pudesse falar realmente de mobilidade urbana, começando com a primeira ciclofaixa que fosse exequível aqui na nossa cidade de Caxias do Sul. Transporte coletivo urbano, precisamos mudar? Precisamos mudar bastante. Mas no ano passado, nós implementamos mais de 5 mil quilômetros. 5 mil quilômetros implementamos. Com esse implemento nós diminuímos viagens de 40 minutos para 30 minutos, de 30 minutos para 20 minutos. Não é o mundo ideal. Precisamos avançar muito. Por isso que a frente parlamentar vem em bom tom para que a gente faça uma discussão ampla e consiga colocar a régua para cima. Obrigado, vereadora.
VEREADORA DAIANE MELLO (PL): Obrigado, vereador Fiuza. Mas, exatamente, a nossa régua tem que ser para cima. No caso, a gente não pode se basear com os transportes que existem no nosso país e que não são satisfatórios para a população. A nossa régua de Caxias é muito baixa e infelizmente essas ações que o senhor disse que foram implantadas, a gente não compreende nem 10% do plano. Então, isso é muito complexo e a gente precisa, sim, debater sobre isso. Mas, principalmente, colocar em prática planos como esse que foram caros, que custaram para o município e infelizmente não estão na prática da vida das pessoas.
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VEREADOR SANDRO FANTINEL (PL): Bom, presidente, colegas, eu sinto romper a corda, mas é necessário, não adianta. A questão é a seguinte. Não está bom? Não está, vereador Lucas, a gente sabe que não está. Tem muita coisa que tem que ser melhorada. Isso todos aqui sabem, não é uma novidade. A questão toda que eu quero chegar é a seguinte. Se hoje nós atacarmos 10 pessoas na praça e nós perguntarmos para elas: "O que está pior aqui na cidade?" Com certeza, eu acredito que, se não for oito, vão ser sete, vão dizer que é a saúde. Estou errado ou estou certo? Não, vamos botar que, se não são sete, oito vão dizer que é a saúde. Mas os mesmos que aqui dentro vivem criticando que a saúde não funciona são aqueles que querem a passagem gratuita. E aí eu faço a pergunta, gente. Vamos ser coerentes. Se a saúde está decadente, está difícil ou está com problema porque não tem dinheiro para melhorar ela, para atender mais gente, para contratar mais médico, para fazer mais UPAs, para melhorar a situação da população, que está lá, faz um ano que está na fila, com dificuldades, enfim, tantas outras coisas mais.
VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Um aparte, vereador.
VEREADOR SANDRO FANTINEL (PL): Hoje de manhã mesmo, uma pessoa aqui me mandou que  desde 2020 está aguardando uma cirurgia. Desde 2020. Os mesmos que vêm aqui dizer “porque a saúde está uma porcaria, porque não sei o quê, porque tem que melhorar, porque tem que ver” são os mesmos que querem a tarifa gratuita do ônibus. Ou uma coisa, ou a outra. A cidade a gente sabe o quanto ela arrecada, a gente sabe o quanto ela gasta. Isso todo mundo sabe, é de conhecimento de todos. Vamos tirar dinheiro da onde? Então, a gente está aqui discutindo certos assuntos que não são coerentes. Agora, dizer que está ruim o transporte, concordo que tem que melhorar em muitas coisas, em horários, talvez ônibus melhores. Tem que melhorar. Mas a saúde tem que melhorar também. E se nós perguntarmos para o povo: “O que tu quer que melhore primeiro?” Eles vão dizer: "Nós queremos a saúde". Então, tu não pode se queixar do ônibus. Se nós temos que investir na saúde, não dá para atender os dois lugares. É aquela história, não dá para sentar em duas cadeiras. A pessoa que tenta sentar em duas cadeiras senta no chão, normalmente. Então, essa é uma realidade da nossa cidade. E aqui eu não estou defendendo esse ou aquele, eu estou sendo coerente. Se nós temos 10 mil, oito mil estão sendo investidos na saúde e dois mil no transporte. “Ah, mas tem que melhorar o transporte.” Bom, então vamos tirar mil da saúde e vamos botar no transporte? Ou alguém me apresente onde tem a fonte do dinheiro, que a gente vai lá e pega. Porque eu vejo aqui, e até parabenizo o vereador Lucas e o vereador Dambrós, que vão a Brasília, que conseguem melhorias, que conseguem verbas para a saúde através do governo federal. Ótimo. Mas a cidade não pode vver em cima, ela não pode fazer um cálculo matemático para melhorar ou esse ou aquele setor pensando em emendas, vereador. Porque, muitas vezes, a emenda não vem. Então, esse é o ponto a que eu queria chegar. A gente tem que ser coerente. Tem que melhorar? Tem. Vamos procurar maneiras? Vamos procurar. Mas não dá para acobertar duas pessoas com o cobertor de uma. A gente tem que decidir o que a gente quer ou dividir meio a meio. Só que daí os dois não vão ficar bons. Seu aparte, vereador Lucas.
VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Obrigado, vereador Fantinel. Bom, até ia aprofundar o debate, mas eu acho que... Conversando, ontem, com algumas pessoas do Poder Executivo, me falaram da situação muito difícil que as contas do município estão. Então, enfim, quem é da base do governo, o próprio prefeito fala isso, eu acho que nós, enquanto Casa Legislativa, através da Comissão de Orçamento, precisamos conversar. Porque a nossa arrecadação, nos últimos anos, não diminuiu; a arrecadação tem aumentado. Mas me parece que o problema é que o gasto aumenta mais proporcionalmente que a arrecadação. Então, vereadora Sandra e vereador Hiago, que são do Novo, são os que discutem muito economia, os liberais, e quem não é liberal, quem é, temos que discutir a questão de orçamento, porque eu acho que há problema. Nós estamos em um município que não é pobre, nós estamos em um município com uma alta arrecadação, e o que a gente só escuta é que não tem dinheiro. Vereador Fantinel, eu acho que não é uma coisa ou outra. Veja, é uma pauta do senhor o interior de Fazenda Souza. É graças ao aporte financeiro que nós temos uma passagem mais barata no interior. Se não fosse esse aporte, em Fazenda Souza, em Vila Oliva, a turma continuaria pagando um absurdo.
VEREADOR SANDRO FANTINEL (PL): Correto.
VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Aí, pior ainda. E transporte coletivo também é uma prioridade. Então, concluo dizendo: precisamos pensar onde são os problemas de aplicação de recursos do município e onde é possível cortar, se é possível. De fato, não é admissível uma cidade pensar em fazer gestão só com recursos de emenda ou de outros governos. Porque, quando acabar as emendas, daí tem que fechar as portas do município. Então, acho que é outra pauta urgente e necessária, que é o orçamento do nosso município. Muito obrigado.
VEREADOR SANDRO FANTINEL (PL): Era isso, senhor presidente.
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VEREADOR ZÉ DAMBRÓS (PSB): Senhor presidente, quando eu falo freio de ônibus, eu falo manutenção, eu falo segurança de passageiros. Os moradores que reclamam de horários, é bom deixar bem claro aqui, nós temos um secretário de Trânsito aqui, que os horários são determinados pela secretaria e não pela empresa operadora. Os horários são definidos pela secretaria e não pela empresa operadora. E a V. Exa. Falar em mudar vídeo, já distorceu dois vídeos. Mais um é música no Fantástico. Não tem problema nenhum, pode distorcer mais um vídeo que eu não me importo. Já foram dois. Eu quero valorizar a fala do presidente desta Casa hoje sobre tarifa zero, no Jornal Pioneiro. E dizer que nós temos estudos nessas 146 cidades. Nós temos estudos que aumentaram muito a quantidade de passageiros. Muito! Então isso tem um significado, tem um significado muito grande. Então, senhor presidente, eu vou votar sim. Eu acho que é um tema que nós precisamos discutir. Eu sou presidente da CDUH. É importante trazer a comunidade, é importante trazer o secretário. Ouvir a comunidade, tem um conselho de mobilidade e acho que a cidade tem que se preocupar porque hoje não se anda mais. Eu mesmo tenho uma cobrança para liberar as vias da Pio XII e da Moreira que pode ser... Vamos iniciar devagarinho com táxis, como Porto Alegre, vamos liberar táxis. Vamos começar devagarinho, secretário. E depois van, depois outros. Transporte de fretamento. Então é uma preocupação de todos. É uma preocupação de todos, e tenho certeza que essa casa vai colaborar com a cidade. Obrigado.
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VEREADOR ELISANDRO FIUZA (REPUBLICANOS): Obrigado, senhor presidente, senhoras e senhores vereadores. Para ser bem breve, muitos horários que foram realmente remodelados, mudados, ampliados e também diminuição de tempo de espera, principalmente para os usuários do transporte coletivo, vereadora Rose. É importante a discussão aqui porque a grande parte dos nobres pares, como eu também, não fizemos uso do transporte coletivo. Mas nós atendemos todas as terças-feiras anteriormente aos presidentes de bairros que nos levava as demandas, levava os seus anseios para que nós pudéssemos fazer com que esta estrutura pudesse ser bem dimensionada e organizada. E assim fizemos. Então aqui, quero agradecer há muitos presidentes de bairros que nos procuraram e a gente conseguiu reavaliar e fazer várias mudanças, vereador Cláudio. Inclusive a V. Exa. também junto com a vereadora Rose e tantos outros que lá estiveram, a vereadora Andressa, que a gente conseguiu ajustar vários horários de ônibus. Precisamos melhorar muito e avançar. E dizer, vereador Hiago, que hoje eu tenho a oportunidade de estar aqui junto com a V. Exa. e vou apresentar dados de muitas notificações feitas, de irregularidades que a concessionária foi notificada e houve várias mudanças, principalmente um exemplo raro: elevadores, que muitos carros tinham problemas de elevadores e a qual foi notificada e muitos destes também foram feitas trocas, está sendo substituído e ainda faltam poucos ainda para ser mudados. Muito obrigado. Senhor presidente, no momento oportuno, estaremos votando favorável.
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VEREADOR HIAGO MORANDI (NOVO): Eu não ia falar, mas como o vereador Fiuza acabou falando sobre as notificações, mas a gente não quer notificação, Fiuza. A gente quer multa, taxar a Visate, botar dinheiro, botar eles pagar... Para dinheiro e se teve essas notificações e não saiu na mídia, é como não tem. O pessoal às vezes critica nossos vídeos, mas quando a gente não mostra o trabalho, o povo acha que a gente não faz. Eu vejo excelentes secretários que não tem às vezes... que acaba não botando na mídia e isso é importante. Então, eu acho que talvez faltou um marketing ali, alguma sinalização. Porque, pode ter certeza, o que as pessoas iam adorar compartilhar é que a Visate está sendo multada. Por isso que a última — não me lembro se foi em 2017, qual foi o ano — deu uma polêmica muito grande quando a Visate era bastante multada. Eu fiz alguns pedidos de informações, não deu tempo, mas eu vou procurar com a assessoria, com o jurídico, que eu acredito que a gente fez pedido de informações e eles não falaram sobre isso. Eu acho que eles não tinham respondido, mas eu vou procurar depois. Muito obrigado, vereador.
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VEREADOR CLAUDIO LIBARDI (PCdoB): Quanto ao transporte público e ao modelo de contrato, eu queria me manifestar, presidente, para declarar que, obviamente, voto ‘sim’, mas primeiro para falar que eu e a vereadora Andressa discordamos do modelo do contrato. E eu já tive a oportunidade de externalizar para os demais colegas. Porque um contrato que vai garantir, especificamente, um percentual de lucro e diretamente relacionado ao custo operacional em que a planilha é feita pela própria empresa, eu, particularmente, não tenho como concordar com isso. Porque a gente deixa de ter uma empresa de transporte e passa a ter uma empresa de bilhetagem. O que ela vai apresentar é todo o custo operacional, o quanto ela bilhetou e qual é o valor do prejuízo, para que nós possamos fazer um repasse. Tanto que a lei anterior determinava um repasse, salvo melhor juízo, trimestral dos valores e, posteriormente, o prefeito Adiló agora optou por fazer uma autorização anual, sem os repasses trimestrais com a autorização desta Câmara, o que causava um desgaste tamanho. Nós entendemos que o modelo de cálculo e de bilhetagem não podem ser revisados pela Secretaria e pelo Conselho de Trânsito, que eles devem ser elaborados, secretário Elisandro Fiuza. Por quê? Porque vão ter diversas sub-empresas dentro da empresa contratada. Então, vamos fazer uma suposição. Se um trabalhador vai comprar um pneu aro 13, ele vai pagar R$ 299 o pneu. A Visate não compra um pneu de ônibus, ela vai comprar 500 pneus em cada oportunidade. E por que o preço não baixa, vereadora Andressa? Se a senhora fosse comprar 500 pneus, tinha que baixar a média. E no valor da tabela é tudo preço de mercado, como a prática do óleo diesel, levando em consideração que a empresa tem o próprio posto. Então, nós não podemos mais aceitar que todos os valores sejam feitos de mercado, sendo que toda a população, eu sei, todos os vereadores aqui sabem que a Visate tem os próprios fornecedores e que os valores são abaixo do mercado. É nisso que a gente tem que ir, tem que ir à raiz do problema. E a raiz do problema é o contrato, que eu discordo.
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VEREADOR JOSÉ ABREU - JACK (PDT): Obrigado, presidente. Obviamente que eu vou votar favorável. Quero dizer para vocês que a Tarifa Zero é muito importante, só que é uma realidade um pouco distante. A gente precisa pensar, agora, nos trabalhadores. Precisamos baixar a tarifa, baixar o valor da passagem em alguns horários. Por exemplo, vamos baixar o valor da tarifa, da passagem, das seis da manhã às poito da manhã, das quatro da tarde até às 18 da tarde. Então, muito importante isso para beneficiar quem? Quem movimenta esta cidade, quem realmente toca esta cidade, que são os trabalhadores. Então, obviamente eu voto ‘sim’, mas defendo que a gente reduza, sim, o valor das passagens para os trabalhadores em alguns horários específicos. Isso é muito importante, para que o trabalhador que ganha R$ 1.500, R$ 2.000 possa chegar ao final do mês e possa levar o filho para comer um xis, que hoje em dia não consegue. Então, é muito importante que a gente baixe a tarifa urgente, do transporte público da nossa cidade, para nós podermos ajudar quem movimenta a economia deste país, que são os trabalhadores. Muito obrigado, presidente.
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VEREADORA DAIANE MELLO (PL): Senhor presidente, senhores vereadores, eu acho que essa frente parlamentar, ela nos oportuniza a discutir sobre situações do transporte coletivo aqui na nossa cidade. E exatamente aquilo que o vereador Cláudio nos trouxe.
VEREADOR ELISANDRO FIUZA (REPUBLICANOS): Peço um aparte, vereadora.
VEREADORA DAIANE MELLO (PL): Para trazer para o nosso real, porque nós vivemos aqui todos os dias. E quantas vezes nós viemos aqui discutir sobre o transporte coletivo, até mesmo com o então vereador, Elói Frizzo. Porque esse Planmob, no caso, que é o programa que foi feito, esse projeto, esse plano, que foi feito de mobilidade urbana, ele foi apresentado a sua versão final, vereador Lucas, eu estava pesquisando nas minhas mensagens, porque eu participei, dia 27 de março de 2024, a versão final. Foi em todas as regiões da nossa cidade se discutir questões de melhorias e o plano foi apresentado dia 27 de março de 2024 e até agora não foi colocado em prática na nossa cidade. Então, um plano muito caro para nós, que com muitas alternativas viáveis para o nosso município, ele estava lá parado. E a gente falou quantas vezes sobre isso aqui na Câmara de Vereadores. Não foi uma nem duas, foi em audiência pública e tudo mais. O transporte coletivo não é bom e aqui eu vou discordar do vereador Dambrós. É só a gente pegar, vereador Dambrós, eu lhe convido para nós irmos para os bairros da Zona Norte e fazer esse deslocamento e conversar com as pessoas. De dez pessoas, nove reclamam do nosso transporte coletivo, infelizmente, na nossa cidade. Ele não está bom, ele não é atrativo. A gente pede inúmeras ampliações de linhas de transporte e elas não são feitas. O transporte é o mais caro do país. Não estamos com os qualitativos bons. E eu discordo totalmente disso porque a gente verifica em todos os bairros da nossa cidade muitas das reclamações. É a gente passar a tarde ali no meu gabinete respondendo mensagens sobre transporte coletivo. E dizer que os freios funcionam é um deboche. Eu sinto como um deboche, depois ficam bravos com a questão dos vídeos, mas dizer que os freios estão funcionando é, no mínimo, uma situação complicada, em uma Câmara de Vereadores, a gente falar da questão da Visate.
VEREADOR ELISANDRO FIUZA (REPUBLICANOS): Um aparte, vereadora.
VEREADORA DAIANE MELLO (PL): Então, é uma situação muito complicada que eu trago essa discussão para que a gente fale realmente da questão do transporte coletivo, da aprovação desse plano e da não colocação em prática ainda disso, que são situações que realmente fariam a diferença na vida das pessoas. Porque, como disse o vereador Jack, é um transporte coletivo caro e que as pessoas vão para a parada de ônibus, muitas vezes, sem ter a certeza que o ônibus vem ou não vem. Então, obviamente, elas preferem outros modelos que vai ser mais barato e que vai deixar elas, muitas vezes, na porta do local aonde elas vão. Seu aparte, vereador Fiuza.
VEREADOR ELISANDRO FIUZA (REPUBLICANOS): Obrigado, vereadora Daiane. Só complementando e auxiliando também a sua fala, mais uma vez, agradecendo o aparte. Desse Planmob são mais de 500 ações. Ciro, 500 ações que precisamos implementar para a mobilidade urbana. Dessas 500 ações, mais de 20 já foram implementadas. Dentre elas, nós tivemos a infelicidade de ter uma licitação que foi dada deserta, que foi a primeira ciclovia que nós iríamos implementar para fazer com que a gente pudesse falar realmente de mobilidade urbana, começando com a primeira ciclofaixa que fosse exequível aqui na nossa cidade de Caxias do Sul. Transporte coletivo urbano, precisamos mudar? Precisamos mudar bastante. Mas no ano passado, nós implementamos mais de 5 mil quilômetros. 5 mil quilômetros implementamos. Com esse implemento nós diminuímos viagens de 40 minutos para 30 minutos, de 30 minutos para 20 minutos. Não é o mundo ideal. Precisamos avançar muito. Por isso que a frente parlamentar vem em bom tom para que a gente faça uma discussão ampla e consiga colocar a régua para cima. Obrigado, vereadora.
VEREADORA DAIANE MELLO (PL): Obrigado, vereador Fiuza. Mas, exatamente, a nossa régua tem que ser para cima. No caso, a gente não pode se basear com os transportes que existem no nosso país e que não são satisfatórios para a população. A nossa régua de Caxias é muito baixa e infelizmente essas ações que o senhor disse que foram implantadas, a gente não compreende nem 10% do plano. Então, isso é muito complexo e a gente precisa, sim, debater sobre isso. Mas, principalmente, colocar em prática planos como esse que foram caros, que custaram para o município e infelizmente não estão na prática da vida das pessoas.
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VEREADOR SANDRO FANTINEL (PL): Bom, presidente, colegas, eu sinto romper a corda, mas é necessário, não adianta. A questão é a seguinte. Não está bom? Não está, vereador Lucas, a gente sabe que não está. Tem muita coisa que tem que ser melhorada. Isso todos aqui sabem, não é uma novidade. A questão toda que eu quero chegar é a seguinte. Se hoje nós atacarmos 10 pessoas na praça e nós perguntarmos para elas: "O que está pior aqui na cidade?" Com certeza, eu acredito que, se não for oito, vão ser sete, vão dizer que é a saúde. Estou errado ou estou certo? Não, vamos botar que, se não são sete, oito vão dizer que é a saúde. Mas os mesmos que aqui dentro vivem criticando que a saúde não funciona são aqueles que querem a passagem gratuita. E aí eu faço a pergunta, gente. Vamos ser coerentes. Se a saúde está decadente, está difícil ou está com problema porque não tem dinheiro para melhorar ela, para atender mais gente, para contratar mais médico, para fazer mais UPAs, para melhorar a situação da população, que está lá, faz um ano que está na fila, com dificuldades, enfim, tantas outras coisas mais.
VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Um aparte, vereador.
VEREADOR SANDRO FANTINEL (PL): Hoje de manhã mesmo, uma pessoa aqui me mandou que  desde 2020 está aguardando uma cirurgia. Desde 2020. Os mesmos que vêm aqui dizer “porque a saúde está uma porcaria, porque não sei o quê, porque tem que melhorar, porque tem que ver” são os mesmos que querem a tarifa gratuita do ônibus. Ou uma coisa, ou a outra. A cidade a gente sabe o quanto ela arrecada, a gente sabe o quanto ela gasta. Isso todo mundo sabe, é de conhecimento de todos. Vamos tirar dinheiro da onde? Então, a gente está aqui discutindo certos assuntos que não são coerentes. Agora, dizer que está ruim o transporte, concordo que tem que melhorar em muitas coisas, em horários, talvez ônibus melhores. Tem que melhorar. Mas a saúde tem que melhorar também. E se nós perguntarmos para o povo: “O que tu quer que melhore primeiro?” Eles vão dizer: "Nós queremos a saúde". Então, tu não pode se queixar do ônibus. Se nós temos que investir na saúde, não dá para atender os dois lugares. É aquela história, não dá para sentar em duas cadeiras. A pessoa que tenta sentar em duas cadeiras senta no chão, normalmente. Então, essa é uma realidade da nossa cidade. E aqui eu não estou defendendo esse ou aquele, eu estou sendo coerente. Se nós temos 10 mil, oito mil estão sendo investidos na saúde e dois mil no transporte. “Ah, mas tem que melhorar o transporte.” Bom, então vamos tirar mil da saúde e vamos botar no transporte? Ou alguém me apresente onde tem a fonte do dinheiro, que a gente vai lá e pega. Porque eu vejo aqui, e até parabenizo o vereador Lucas e o vereador Dambrós, que vão a Brasília, que conseguem melhorias, que conseguem verbas para a saúde através do governo federal. Ótimo. Mas a cidade não pode vver em cima, ela não pode fazer um cálculo matemático para melhorar ou esse ou aquele setor pensando em emendas, vereador. Porque, muitas vezes, a emenda não vem. Então, esse é o ponto a que eu queria chegar. A gente tem que ser coerente. Tem que melhorar? Tem. Vamos procurar maneiras? Vamos procurar. Mas não dá para acobertar duas pessoas com o cobertor de uma. A gente tem que decidir o que a gente quer ou dividir meio a meio. Só que daí os dois não vão ficar bons. Seu aparte, vereador Lucas.
VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Obrigado, vereador Fantinel. Bom, até ia aprofundar o debate, mas eu acho que... Conversando, ontem, com algumas pessoas do Poder Executivo, me falaram da situação muito difícil que as contas do município estão. Então, enfim, quem é da base do governo, o próprio prefeito fala isso, eu acho que nós, enquanto Casa Legislativa, através da Comissão de Orçamento, precisamos conversar. Porque a nossa arrecadação, nos últimos anos, não diminuiu; a arrecadação tem aumentado. Mas me parece que o problema é que o gasto aumenta mais proporcionalmente que a arrecadação. Então, vereadora Sandra e vereador Hiago, que são do Novo, são os que discutem muito economia, os liberais, e quem não é liberal, quem é, temos que discutir a questão de orçamento, porque eu acho que há problema. Nós estamos em um município que não é pobre, nós estamos em um município com uma alta arrecadação, e o que a gente só escuta é que não tem dinheiro. Vereador Fantinel, eu acho que não é uma coisa ou outra. Veja, é uma pauta do senhor o interior de Fazenda Souza. É graças ao aporte financeiro que nós temos uma passagem mais barata no interior. Se não fosse esse aporte, em Fazenda Souza, em Vila Oliva, a turma continuaria pagando um absurdo.
VEREADOR SANDRO FANTINEL (PL): Correto.
VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Aí, pior ainda. E transporte coletivo também é uma prioridade. Então, concluo dizendo: precisamos pensar onde são os problemas de aplicação de recursos do município e onde é possível cortar, se é possível. De fato, não é admissível uma cidade pensar em fazer gestão só com recursos de emenda ou de outros governos. Porque, quando acabar as emendas, daí tem que fechar as portas do município. Então, acho que é outra pauta urgente e necessária, que é o orçamento do nosso município. Muito obrigado.
VEREADOR SANDRO FANTINEL (PL): Era isso, senhor presidente.
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VEREADOR ZÉ DAMBRÓS (PSB): Senhor presidente, quando eu falo freio de ônibus, eu falo manutenção, eu falo segurança de passageiros. Os moradores que reclamam de horários, é bom deixar bem claro aqui, nós temos um secretário de Trânsito aqui, que os horários são determinados pela secretaria e não pela empresa operadora. Os horários são definidos pela secretaria e não pela empresa operadora. E a V. Exa. Falar em mudar vídeo, já distorceu dois vídeos. Mais um é música no Fantástico. Não tem problema nenhum, pode distorcer mais um vídeo que eu não me importo. Já foram dois. Eu quero valorizar a fala do presidente desta Casa hoje sobre tarifa zero, no Jornal Pioneiro. E dizer que nós temos estudos nessas 146 cidades. Nós temos estudos que aumentaram muito a quantidade de passageiros. Muito! Então isso tem um significado, tem um significado muito grande. Então, senhor presidente, eu vou votar sim. Eu acho que é um tema que nós precisamos discutir. Eu sou presidente da CDUH. É importante trazer a comunidade, é importante trazer o secretário. Ouvir a comunidade, tem um conselho de mobilidade e acho que a cidade tem que se preocupar porque hoje não se anda mais. Eu mesmo tenho uma cobrança para liberar as vias da Pio XII e da Moreira que pode ser... Vamos iniciar devagarinho com táxis, como Porto Alegre, vamos liberar táxis. Vamos começar devagarinho, secretário. E depois van, depois outros. Transporte de fretamento. Então é uma preocupação de todos. É uma preocupação de todos, e tenho certeza que essa casa vai colaborar com a cidade. Obrigado.
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VEREADOR ELISANDRO FIUZA (REPUBLICANOS): Obrigado, senhor presidente, senhoras e senhores vereadores. Para ser bem breve, muitos horários que foram realmente remodelados, mudados, ampliados e também diminuição de tempo de espera, principalmente para os usuários do transporte coletivo, vereadora Rose. É importante a discussão aqui porque a grande parte dos nobres pares, como eu também, não fizemos uso do transporte coletivo. Mas nós atendemos todas as terças-feiras anteriormente aos presidentes de bairros que nos levava as demandas, levava os seus anseios para que nós pudéssemos fazer com que esta estrutura pudesse ser bem dimensionada e organizada. E assim fizemos. Então aqui, quero agradecer há muitos presidentes de bairros que nos procuraram e a gente conseguiu reavaliar e fazer várias mudanças, vereador Cláudio. Inclusive a V. Exa. também junto com a vereadora Rose e tantos outros que lá estiveram, a vereadora Andressa, que a gente conseguiu ajustar vários horários de ônibus. Precisamos melhorar muito e avançar. E dizer, vereador Hiago, que hoje eu tenho a oportunidade de estar aqui junto com a V. Exa. e vou apresentar dados de muitas notificações feitas, de irregularidades que a concessionária foi notificada e houve várias mudanças, principalmente um exemplo raro: elevadores, que muitos carros tinham problemas de elevadores e a qual foi notificada e muitos destes também foram feitas trocas, está sendo substituído e ainda faltam poucos ainda para ser mudados. Muito obrigado. Senhor presidente, no momento oportuno, estaremos votando favorável.
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VEREADOR HIAGO MORANDI (NOVO): Eu não ia falar, mas como o vereador Fiuza acabou falando sobre as notificações, mas a gente não quer notificação, Fiuza. A gente quer multa, taxar a Visate, botar dinheiro, botar eles pagar... Para dinheiro e se teve essas notificações e não saiu na mídia, é como não tem. O pessoal às vezes critica nossos vídeos, mas quando a gente não mostra o trabalho, o povo acha que a gente não faz. Eu vejo excelentes secretários que não tem às vezes... que acaba não botando na mídia e isso é importante. Então, eu acho que talvez faltou um marketing ali, alguma sinalização. Porque, pode ter certeza, o que as pessoas iam adorar compartilhar é que a Visate está sendo multada. Por isso que a última — não me lembro se foi em 2017, qual foi o ano — deu uma polêmica muito grande quando a Visate era bastante multada. Eu fiz alguns pedidos de informações, não deu tempo, mas eu vou procurar com a assessoria, com o jurídico, que eu acredito que a gente fez pedido de informações e eles não falaram sobre isso. Eu acho que eles não tinham respondido, mas eu vou procurar depois. Muito obrigado, vereador.
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VEREADOR CLAUDIO LIBARDI (PCdoB): Quanto ao transporte público e ao modelo de contrato, eu queria me manifestar, presidente, para declarar que, obviamente, voto ‘sim’, mas primeiro para falar que eu e a vereadora Andressa discordamos do modelo do contrato. E eu já tive a oportunidade de externalizar para os demais colegas. Porque um contrato que vai garantir, especificamente, um percentual de lucro e diretamente relacionado ao custo operacional em que a planilha é feita pela própria empresa, eu, particularmente, não tenho como concordar com isso. Porque a gente deixa de ter uma empresa de transporte e passa a ter uma empresa de bilhetagem. O que ela vai apresentar é todo o custo operacional, o quanto ela bilhetou e qual é o valor do prejuízo, para que nós possamos fazer um repasse. Tanto que a lei anterior determinava um repasse, salvo melhor juízo, trimestral dos valores e, posteriormente, o prefeito Adiló agora optou por fazer uma autorização anual, sem os repasses trimestrais com a autorização desta Câmara, o que causava um desgaste tamanho. Nós entendemos que o modelo de cálculo e de bilhetagem não podem ser revisados pela Secretaria e pelo Conselho de Trânsito, que eles devem ser elaborados, secretário Elisandro Fiuza. Por quê? Porque vão ter diversas sub-empresas dentro da empresa contratada. Então, vamos fazer uma suposição. Se um trabalhador vai comprar um pneu aro 13, ele vai pagar R$ 299 o pneu. A Visate não compra um pneu de ônibus, ela vai comprar 500 pneus em cada oportunidade. E por que o preço não baixa, vereadora Andressa? Se a senhora fosse comprar 500 pneus, tinha que baixar a média. E no valor da tabela é tudo preço de mercado, como a prática do óleo diesel, levando em consideração que a empresa tem o próprio posto. Então, nós não podemos mais aceitar que todos os valores sejam feitos de mercado, sendo que toda a população, eu sei, todos os vereadores aqui sabem que a Visate tem os próprios fornecedores e que os valores são abaixo do mercado. É nisso que a gente tem que ir, tem que ir à raiz do problema. E a raiz do problema é o contrato, que eu discordo.
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VEREADOR JOSÉ ABREU - JACK (PDT): Obrigado, presidente. Obviamente que eu vou votar favorável. Quero dizer para vocês que a Tarifa Zero é muito importante, só que é uma realidade um pouco distante. A gente precisa pensar, agora, nos trabalhadores. Precisamos baixar a tarifa, baixar o valor da passagem em alguns horários. Por exemplo, vamos baixar o valor da tarifa, da passagem, das seis da manhã às poito da manhã, das quatro da tarde até às 18 da tarde. Então, muito importante isso para beneficiar quem? Quem movimenta esta cidade, quem realmente toca esta cidade, que são os trabalhadores. Então, obviamente eu voto ‘sim’, mas defendo que a gente reduza, sim, o valor das passagens para os trabalhadores em alguns horários específicos. Isso é muito importante, para que o trabalhador que ganha R$ 1.500, R$ 2.000 possa chegar ao final do mês e possa levar o filho para comer um xis, que hoje em dia não consegue. Então, é muito importante que a gente baixe a tarifa urgente, do transporte público da nossa cidade, para nós podermos ajudar quem movimenta a economia deste país, que são os trabalhadores. Muito obrigado, presidente.
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VEREADORA DAIANE MELLO (PL): Obviamente, eu votarei favorável. A vereadora Rose tem um compromisso, está se segurando para sair. Mas não tem como a gente deixar de se manifestar quando a gente fala de transporte coletivo e prioridade das pessoas. Obviamente, a questão do transporte impacta tanto as pessoas que trabalham, as pessoas que procuram um serviço de saúde e às vezes não conseguem, que têm que ir ao CES buscar um medicamento, que têm que ir atrás de um emprego. Então, o transporte coletivo é, sim, uma prioridade e precisa estar também nas nossas discussões. Então, a nossa sugestão é que o Planmob seja implementado o quanto antes na sua totalidade ou o mais avançado possível disso. Como o vereador Fiuza, ex-secretário do Trânsito, falou de algumas coisas que foram colocadas em prática, mas acho que tem que avançar bastante. A questão das conversões, a questão das estações de transbordo, principalmente para a área norte da nossa cidade. Muitas questões que impactam realmente no dia a dia das pessoas. E a gente falar da questão do valor da passagem. A gente não pode aceitar que a nossa passagem seja tão cara e a gente tenha tantos problemas quanto a questão dos elevadores, quanto as goteiras, quanto a questão da queimação dos horários e tantas outras coisas que a gente tem de problema na nossa cidade. Quanto aos vídeos, nós vamos continuar fazendo. E alguns, vereador Dambrós, vamos colocar na íntegra, como o seu pronunciamento de hoje. Porque eles são muito interessantes, e é bom mostrar para a população o que cada um pensa sobre o transporte coletivo da nossa cidade. Era isso, senhor presidente. Muito obrigada.

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VEREADORA ROSELAINE FRIGERI (PT): Bom, já perdi meu compromisso. Era no PIM, Primeira Infância Melhor. Era importante, mas esse debate também está mostrando o quanto é importante e o quanto essa frente vai render, espero. E eu acho que tem propostas divergentes, e é isso que a gente quer, debater. Mas uma coisa é certo, não se trata de tirar dinheiro de um para botar em outro. Toda mudança sempre gera debate, e eu citei isso quando foi criado o SUS, que, sim, é um modelo. Agora, se ele não funciona bem em algum lugar ou outro, aí é uma questão de adequar a sua gestão. Agora, não existe país no mundo que tem o modelo do SUS para atendimento à saúde como o Brasil. Então, só reforçar isso. Todo esse debate mostra a importância desta frente e do nosso voto. Convido todos a participarem da frente. Obrigada.
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VEREADORA ANDRESSA MARQUES (PCdoB): Obrigada, senhor presidente. Cheguei no meio desse debate importante. Achei oportuno participar de qualquer forma, estava na reunião da Rede de Proteção à Mulher. Vereador Libardi me atualizava sobre a discussão e nós temos um problema grave, hoje, na nossa cidade, em relação ao contrato que a gente tem com a Visate e em relação à forma que nós calculamos a tarifa. Ocorre que nós, aqui, discutimos, inclusive, subsídios para o transporte público, que ao fim e ao cabo não estão sendo utilizados para qualificar o transporte público. Na prática, a gente tem trabalhado para manter um contrato com uma empresa que apresenta um sistema falido. E na nossa concepção, muitas vezes, vereadora Rose, a Prefeitura não faz seu papel nem de fiscalizar, de coordenar, de comandar e fazer a gestão, de fato, do transporte público. Infelizmente, quem dá as cartas de como é o transporte é esse contrato que tem diversos problemas. Então, a nossa bancada acha que nós precisamos olhar para a questão do contrato, da planilha. Nós temos uma proposta que é de municipalizar a tarifa. Então, que a tarifa e a gestão dessa tarifa sejam feitas pela Prefeitura e pela secretaria, porque hoje quem manda nessa planilha, na prática, é a Visate, e ela coloca ali os custos, diversos custos que tem no transporte. Quanto mais custo ela colocar, mais ela vai acabar recebendo. Porque, no contrato, diz que ela tem que ter os 6% de lucro. Então, nós estamos trabalhando para manter um transporte público falido. Nós achamos que tem que municipalizar a tarifa. Nós achamos que a gente precisa olhar para esse contrato para que a gente possa mudar, alterar essas regras e tomar medidas necessárias para isso, para que a gente possa mudar o modelo de transporte e que a gente não fique mais escravos de uma empresa que não oferece mais qualidade de transporte para nossa população. Por isso, nós defendemos, sim, Tarifa Zero, que tenha orçamento federal, estadual e municipal para isso. Obrigada, senhor presidente.
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Votação: Não realizada

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