VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Então, seguindo meu raciocínio. Estive em Brasília semana passada e uma das agendas foi o Ministério da Saúde. Lá no Ministério da Saúde, conversei com os técnicos do orçamento, vereador Rafael, conversando sobre a situação do materno-infantil. Ou seja, o hospital deixou de fazer o atendimento, o que já tinha sido comunicado à prefeitura há dois anos, mais ou menos isso, um pouco mais, um pouco menos. E o questionamento lá do Ministério da Saúde, vereador Velocino, era de que se havia recursos disponíveis para auxiliar na questão de equipamento desse hospital, do Virvi Ramos, que se dispôs, que assinou essa carta de intenção. E a resposta que eu tive do técnico, ele me disse o seguinte: “Mas o município solicitou quando esse recurso?” E aí eu disse: “Olha, acho que o município não solicitou.” Então ela disse: “Não, porque se o município tivesse solicitado, parte do recurso para os equipamentos...” Segundo ela, disse: “Ah, mas tem que fazer a construção?” Eu disse: “Não, não tem construção para fazer, tem provavelmente equipamentos, adequação do espaço.” Então, dos 12% que falta do programa de governo, eu acho que nós temos um problema na Saúde, lá na gestão da Saúde. E falamos várias vezes, porque eu não encontrei a secretária Daniele lá. Aliás, eu acho inclusive, vereador Dambrós, que pode mudar o prefeito, pode ser um outro prefeito ou prefeita. Agora me parece que quem está garantida na vaga da secretária da Saúde é a secretária Daniele. Inclusive eu ouvi isso, que se um colega nosso aqui for eleito prefeito, muda tudo, mas parece que a secretária Daniele é muito amiga do Marcon, do deputado federal Marcon e do vereador Scalco, que ela continua. Pena que o prefeito não se dá conta disso, pena que o prefeito não se dá conta disso. O município de Caxias não foi a Brasília buscar recurso para a situação do materno-infantil. Daí nós vamos fazer o quê? Vamos comprar da rede privada? Porque é isso, nós escutamos aqui, teve discussão com a Lara, Pompéia larga, Pompéia não larga e tal. Bueno, agora vai... Aí o que vai acontecer? O Virvi vai ter que locar o espaço do Pompéia para dar atendimento? Vai ter médico agora neste período? Como é que o Virvi vai conseguir contratar médico? Ou o município, não é? Ou as mães vão ganhar seus bebês em Farroupilha e em Flores da Cunha, porque em Caxias... Então, gente, assim, não é uma fala proselitista, é uma fala objetiva de uma questão de gestão. Eu escuto várias pessoas da atual gestão municipal trazendo dados, fluxograma, tabelas, planilhas, destacando o termo de gestão. Bueno, se nós não temos uma secretária da Saúde, ou alguém do seu staff... Uma secretária da Saúde que elogia e que destaca o principal oponente do prefeito hoje, porque é o que está posto, né? Do ponto de vista pré-eleitoral. E o que eu escuto é isso, a secretária continua, pela fala de quem é pré-candidato. Então eu não sei. O prefeito Adiló tem que... Para cumprir os 12% tem que mudar a rota. Do contrário, nós vamos continuar aí. Eu espero que... Da nossa parte aqui, do Partido dos Trabalhadores, nós vamos construir a vitória eleitoral, democrática e popular para termos uma prefeita. Do contrário, se o senhor acha que está bom, a sua secretária, na derrota por um outro projeto, vai seguir sendo secretária de quem tem uma visão de saúde diferente, ao menos da minha, e que demonstra problemas, demonstra problemas. E não estou discutindo a questão pessoal. Sou vereador, estou trazendo elementos, foram vários. Há dois anos a situação do materno-infantil está posta e o nosso município deixou de buscar recursos em Brasília mais uma vez. Aí não adianta nós querermos chamar os outros municípios se nós, daquilo que nos compete, nós não estamos fazendo a lição de casa. Seu aparte, vereador Rafael.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Vereador, eu acho que essa fala do vereador Lucas é muito preocupante, eu espero que ele esteja até errado, equivocado nessa fala dele, vereador Cadore. Eu acho que a gente tem que chamar uma reunião da comissão de saúde urgente ainda até o final do ano para verificar essa situação. Porque, se tem dinheiro e a gente não busca recurso para isso... E eu também fiquei sabendo, vereador, porque a gente escutou a matéria na imprensa, a gente leu o protocolo de intenções, e pelo que eu fiquei sabendo, o Hospital Virvi Ramos vai arrendar parte do Hospital Pompéia, eles vão botar o recursos humanos lá. Então as crianças vão nascer no Pompéia, mas com a mão de obra do Virvi Ramos, dentro do Pompéia? É meio estranho isso, não é? (Manifestação sem uso do microfone.) É, mas é o que vai acontecer. Obrigado, vereador.
VEREADOR OLMIR CADORE (PSDB): Permite um aparte, vereador?
VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Seu aparte, vereador Cadore.
VEREADOR ALEXANDRE BORTOLUZ – BORTOLA (PP): Um aparte, vereador Lucas.
VEREADOR OLMIR CADORE (PSDB): Diante do que... Eu já comentei isso em outros momentos. A gente respeita a decisão da Lara, superintendente do Pompéia, mas tem que existir o consenso na transição. Eu acho que é momento de construir e Hospital Pompéia está decidido a romper ou cessar o atendimento no final do ano. Eu acho que tudo passa por aí, uma negociação, uma construção por um tempo maior, especialmente que é final do ano, o foco é outro. Acho, não estou aqui defendendo ninguém ou dizendo que poderia ser mais rápido, ou não foi tão rápido, ou faltou articulação, faltou diálogo. Acho que o momento é dizer: olha, vamos sentar e discutir com serenidade para que a transição aconteça sem prejudicar ninguém. Era isso.
VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Obrigado, vereador Cadore. Antes de passar para o vereador Bortola, bem rápido, é de que quando eu cheguei lá no Ministério da Saúde inclusive eles me questionaram: “Mas e qual é o orçamento? Qual é o recurso necessário?” E hoje nós não temos, né. Porque o protocolo de intenções foi do Virvi, aí o que o município vai colocar, vai alocar de recurso? O que o governo de estado vai colocar de recurso? Nós não sabemos e nós estamos no dia 12/12. Então quando eu falo de planejamento, porque a pandemia não era planejada e chegou; agora isso, há dois anos, está se anunciando. Vereador Bortola.
VEREADOR JULIANO VALIM (PSD): Permite um aparte, nobre vereador?
VEREADOR ALEXANDRE BORTOLUZ – BORTOLA (PP): Vereador Lucas, até semana passada ou retrasada estive visitando Hospital Virvi Ramos e conhecendo as instalações ali de onde vai ser a futura parte do materno-infantil, inclusive o Geraldo acompanhou, nos acompanhou nessa visita. Porém, entretanto, todavia, já vou entrar nesse mérito, vereador Rafael, até deixar tudo pronto e ter toda a estrutura e conseguir os aportes necessários financeiros, inclusive do governo do estado, pelo que eles estão prevendo, de repente final do primeiro semestre do ano que vem ou início do segundo. Então acaba sendo um pouco preocupante nesse sentido, mas se eles conseguirem, se o governo do estado conseguir esse aporte financeiro até mesmo do governo federal, acredito que o quanto antes eles conseguirem, vai ser melhor para a nossa população caxiense. Obrigado, vereador.
VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Vereadora Rose.
VEREADORA ROSELAINE FRIGERI (PT): Eu também acho, me preocupa um pouco essas falas que o vereador Cadore fez agora do próprio Pompéia. Pelo que a gente viu, o Pompéia havia já anunciado, aí o município já pediu prazo, agora de novo. Eu acho que quem está no poder municipal e quer inclusive atingir os 100 %, que é bom, que todo mundo que cumpra os 100 % foi porque se comprometeu, vai ter quatro anos e vai cumprir. Mas tem que se preocupar com isso, porque vamos pegar só falando em saúde, a questão das licitações das duas UPAs, todo mundo sabia. O município sabia, quando fez o contrato anterior, que em dezembro deste ano romperia, acabaria o contrato. Essa coisa das UPAs, o município não teve condições, capacidade, agilidade de fazer a licitação em tempo hábil. Com o Virvi, foi dito aqui pela diretora, que em maio deste ano foi a primeira e última conversa onde ela se colocou a disposição e mostrou o desejo de fazer lá e naquele dia ela falou em oito meses que daria mais ou menos maio, janeiro ali, fevereiro. Isso não foi feito, nunca mais foi feito, foi o depoimento dela na CPI. Então agora mesmo estava dando, antes, uma entrevista para o rádio e eu disse: Olha, uma das vantagens da CPI foi esta. A gente não quer só achar culpados, mas se levantou isso, deu uma mexida na questão da maternidade porque agora foi, retomou o contato com o Virvi. Então acho que isso nós precisamos mesmo nos preocupar porque a saúde é prioritária e tem várias coisas aí sendo apontadas que pelo tempo não vou conseguir aprofundar. Obrigada, vereador.
VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Não, eu acho que é isso, são questões importantes que precisam ser pensadas. Eu tenho Grande Expediente na quinta-feira e vou trazer retorno de algumas outras reuniões em Brasília. Mas o que eu mais escutei dessa vez, vereador Rafael, e nós já estivemos lá e já passamos por essa situação, de recursos que o município deixa de adquirir, deixa de possuir por nós não termos buscado esses recursos, enquanto prefeituras muito pequenas, com uma população ínfima se comparada a Caxias, acaba adquirindo. Então precisamos nos orientar nesse sentido. Obrigado, presidente.