terça-feira, 12/12/2023 - 384 Ordinária

Projeto de Resolução nº 5/2023

VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Bom, obrigado, vereadora Isabela, pelo parecer favorável. Eu quero fazer uma saudação ao Felipe Luiz Pizzetti, que está aqui presente, filho do Seu Pizzetti; à Irene Bossardi Pizzetti, a nora; e a Morgana Pizzetti, a neta. Obrigado por estarem aqui desde o início da sessão. Pedi inversão de pauta, presidente, sei que está em primeira discussão, mas é que... Minha assessora disse que seria votado hoje, enfim, a Andreia, mas está tudo certo, quinta-feira a gente faz a votação. Mas eu quero primeiro agradecer ao teu parecer, vereadora Isabela, porque assim, ó, teve uma ciumeira nesse projeto de lei, que quase não me deixaram protocolar, tive que... Pedi até parecer jurídico para dar o nome, olha, foi uma confusão, não é, presidente? Em vários sentidos ciúmes. Mas, eu quero dizer o seguinte à família do seu Pizzetti... Não por que o último voto dele, e eu sinto orgulho, quando teve a biometria, ele me ligou e disse: “Rafael, eu quero votar em ti para vereador, mas tu tem que vir aqui na minha casa me buscar para nós fazer o título”. Então eu fiz o recadastramento biométrico com o Seu Pizzetti. Para mim, foi um dos maiores orgulhos da minha vida. Essa noção que nós discutimos antes, se o Seu Pizzetti tivesse aqui falando por nós, ele só ia dizer: “Nós temos que votar pela justiça social”. Talvez, parece muito simples um caminho que depois nós vamos colocar flores em homenagem, uma pedra ali que já foi até escolhida pelo nosso diretor Rodrigo Webber, e uma placa, mas o Seu Pizzetti, ele, quem teve a oportunidade de conhecer, ele foi e será sempre o porta voz, o elo entre a comunidade e o Legislativo. Ele foi um ícone em Caxias do Sul na área do comunitarismo, da política, independente de cor partidária...
VEREADOR FELIPE GREMELMAIER (MDB): Permite um aparte, vereador?
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Foi torturado, preso pela ditadura várias vezes. Teve seu mandato cassado, e depois, na legislatura 2013 a 2016, nós devolvemos o mandato para aquela chapa na época, na época em que foram cassados pela ditadura. E não teve pessoa em Caxias do Sul que foi mais homenageada do que o Seu Pizzetti. Ele recebeu todas as homenagens possíveis e impossíveis, até a gente criava homenagem para poder homenagear o Seu Pizzetti, de tão merecido que era o seu Pizzetti. E, veja bem, uma das coisas que mais me marcava cada vez que eu via o Seu Pizzetti, ele era um atleta, ele fazia academia...
VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Peço a palavra, presidente.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Ia para a feira, mas o amor incondicional era esposa dele, a Ieda. Não tinha uma vez que ele não vinha aqui e falava da dona Ieda, mesmo com o Alzheimer e a doença da esposa, eles fazem aniversário no mesmo dia, e ele tinha um carinho muito especial por ela. E ele veio então no Natal, foi um momento em que a Câmara estava fechada em recesso. E aí nós conseguimos então fazer com que o Seu Pizzetti fosse velado aqui na Câmara. Então foi no Natal, cinco anos já do passado do Seu Pizzetti. Parece que foi esses dias, vereador Velocino Uez, mas a gente tem que eternizar os ensinamentos do Seu Pizzetti, quando ele falava “os vasos comunicantes”. Essa moção aqui, que a gente discutiu, se a gente escutasse o Seu Pizzetti, parecia que ele estava falando para mim. Se a gente botasse a fala dele aqui, a gente votaria sim sem precisar ninguém mais se manifestar. Então é uma justa e reconhecida homenagem por uma das pessoas que lutou. Se hoje a gente tem o um dos maiores movimentos comunitários do Brasil é por causa do Seu Pizzetti, que foi o fundador da segunda associação de bairro, Amob Madureira, ajudou a fundar a UAB, a União de Bairros, foi um líder sindical e sempre com a sua intelectualidade e também com todos. Ele nunca deixava de citar o Percy, Bruno Segalla, entre vários intelectuais da época e lutadores resistentes que ajudaram a levar a luta pelo bem social, pela justiça social. Seu aparte, vereador.
VEREADOR FELIPE GREMELMAIER (MDB): Vereador Rafael, de forma bem breve, lhe cumprimentar pela iniciativa, cumprimentar pela iniciativa e Seu Pizzetti faz falta na Casa. Nós, todos anos, nós tínhamos a certeza que Seu Pizzetti viria aqui para ocupar 20 minutos do espaço da tribuna para trazer o seu recado através da Amob do Madureira. Sempre comentava dos vasos comunicantes. E, quando nós entregávamos títulos Cidadão Caxiense, Seu Pizzetti vinha aqui entregava uma carteirinha de Cidadão Caxiense para quem recebia homenagem. Uma pessoa que a gente conversava muito, que a gente trocava muito conselho com o Seu Pizzetti e sem dúvida nenhuma o senhor faz uma justiça aqui hoje, porque o Seu Pizzetti não é... Não estamos homenageando só o nome dele. Estamos homenageando a luta comunitária de Caxias do Sul que estava presente diariamente dentro desta Casa. Então fico muito feliz em poder ter acompanhado muito, um pouco da trajetória do Seu Pizzetti, mas também de ter acompanhado ele aqui dentro, durante tantos anos. Então parabéns, vereador Rafael, é uma homenagem justíssima a um cidadão de Caxias do Sul que fez muito pela cidade.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Obrigado, vereador Felipe. Então, nada mais justo do que a gente denominar essa passagem que foi feita agora pelas mãos do nosso presidente Dambrós, eu fiquei pensando nós temos que dar porque o povo passa por ali entra o Legislativo. Então ele é a voz, ele é o caminho e, por isso que nós faremos essa homenagem. Só para concluir, presente, na UAB, aqui na Câmara, muitas vezes, a gente disse: “Bah, mas de novo o Seu Pizzetti vindo aqui falar”. E ele repetia a mesma coisa. Mas, se alguém prestou atenção em 10% do que ele falou, talvez, ajuda muito. E ele foi meu mentor em muitas coisas, e até hoje muitas das minhas discussões, do meu ponto de vista foi o Seu Pizzetti que me ajudou a formatar. Então, meu amigo Seu Pizzetti, nós estaremos dando essa é justa e reconhecida homenagem ao senhor. Obrigado, presidente.
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VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Obrigado, presidente. Primeiro saudar novamente os familiares do Seu Pizzetti, filho, nora, a neta. Dizer que é um momento importante e especial. Parabenizar o vereador Rafael Bueno, colega historiador, e que faz essa homenagem. Vereador Rafael, se, na legislatura anterior, a Câmara de Vereadores fez uma justiça do parlamento devolvendo os mandatos que foram cassados no Estado de Exceção e parece que eu ouço Seu Pizzetti falar do Golpe de 64 e da democracia. Eu lembro à época do orçamento participativo, que o Seu Pizzetti foi conselheiro do orçamento participativo pela Amob do Madureira, e o Seu Pizzetti tinha um apreço muito grande pela democracia, pela liberdade, a fala, as ideias... Eu fui vice-presidente da União Caxiense de Estudantes Secundaristas há algum tempo atrás e eu lembro de nós fazermos uma formação com o Seu Pizzetti, quando ele falava do movimento estudantil, lá na década de 50. Então, parabéns, vereador Rafael, que bom que a gente pode fazer essa justa deferência de criar um espaço, um caminho. Certamente, as palavras do Seu Pizzetti, a sua persistência, a sua recorrência nesta Casa. Eu não era parlamentar, logicamente, nessas outras legislaturas, mas das vezes que vinha aqui ou que acompanhava pela TV Câmara quem estava sentado na primeira fila conversando com os vereadores, lembrando da história da cidade. Lembro dele chamar os vereadores quando se discutia uma pauta de trânsito, de viabilidade, de educação, certamente ele chamava a atenção, chamava para a história da nossa cidade.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Um aparte, vereador.
VEREADORA ROSELAINE FRIGERI (PT): Para declarar o voto.
VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Então que bom, vereador Rafael, que esta nossa Casa pode fazer essa homenagem, essa justa homenagem desta Casa que há anos teve um ato de injustiça com o Seu Pizzetti, com Percy Vargas de Abreu e Lima, com o Ruaro e outros colegas vereadores da década de 60 que tiveram os seus mandatos cassados.
VEREADORA ROSELAINE FRIGERI (PT): Peço a palavra.
VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Seu aparte, vereador Rafael.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Vereador, assim, o Seu Pizzetti... quando eu falo que ele tinha um amor por esse Legislativo porque não tinha um homenagem... podia ser da pessoa mais simples, como o vereador Felipe falou, da pessoa com mais recursos que era homenageada com esse título de Cidadão Caxiense, ele participava. Ele tinha um Monza vermelho, era um vermelho que ele tinha? Bordô. E tinha homenagem e aí quando tinhas os coquetéis na Câmara tinha o vinho e ele tomava o vinho e eu dizia: Seu Pizzetti... Com 90 e poucos anos ele ia para casa dirigindo, mas com o vinho. Eu dizia: Seu Pizzetti, se a polícia pega o senhor, Seu Pizzetti? Ele: “Não, não, mas vou tomar só mais um pouquinho.” Mas ele se emocionava às vezes e tomava o vinho dele. Veja bem, com 90 e poucos anos, que não tem idade para a gente lutar pelos direitos. Então ele entusiasmava com a palavra dele, com a oratória dele, os mais jovens e diversos movimentos. E ele era um cidadão de honra, o presidente de honra da União de Bairros. Então ele é o legado vivo da luta e da resistência. Obrigado, vereador.
VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Bem isso. Eu lembro também, vereador Rafael, o senhor está falando do movimento comunitário, o Seu Pizzetti era o baluarte do movimento comunitário de Caxias. E lembro de uma eleição bem intensa que a gente teve, era uma chapa... era da Tânia Menezes e a outra do Valdoir Rosa e uma briga, uma guerra quase, e o Seu Pizzetti ali conversando com o povo, no escrutínio da eleição da UAB, quantos anos, quantas vezes? Então que bom que a gente possa valorizar pessoas como o Seu Pizzetti que na importância que teve, na sua simplicidade, no dom da oratória, que às vezes parecia cansativo, mas como o senhor disse, eram aulas e mais aulas de ensinamento nesta Casa que era um espaço cotidiano para o Seu Pizzetti. Muito bom, parabéns.
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VEREADORA ISABELA RECH SCHUMACHER (NOVO): Obrigada, senhor presidente. Eu digo que nada é por acaso nesta vida. Então quando caiu para mim fazer a leitura eu fiquei muito emocionada porque  a família Pizzetti já faz parte da minha vida há alguns anos. Eu tive a honra de estudar com a Morgana, ela é minha amiga também de muitos anos, e eu frequentei por muito tempo a família Pizzetti e tive a honra de conhecer o Seu  Pizzetti também. Então fico muito feliz, acho justa e merecida a homenagem. Acho que pessoas que fazem história, em Caxias, merecem a homenagem como o Seu Pizzetti mereceu. Parabéns, vereador Bueno.
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VEREADOR LUCAS DIEL (PDT): Obrigado presidente. Nobres colegas, quero aqui cumprimentar toda a família, os familiares do Seu Pizzetti e cumprimentar também o vereador Rafael por esse importante projeto. Se discutia muito a questão da nomeação da praça ao lado da UAB como Praça Luiz Pizzetti também, mas ali é uma região ali que está... uma questão federal também, a gente não está conseguindo fazer a nominação, vamos ver se a gente no futuro até pode fazer porque merecia ao lado da UAB. Não se pode falar em movimento comunitário aqui em Caxias do Sul sem falar no nome do Seu Luiz Pizzetti. Recomendo inclusive a leitura do livro do querido Uili Bergamin, “Luiz Pizzetti – Uma Consciencia Que Pulsa”. É a vida do Seu Pizzetti, os ensinamentos dele, uma pessoa que viveu o comunitarismo levando valores importantes a nossa sociedade. Então aqui eu fico muito feliz com essa proposição. O movimento comunitário de Caxias do Sul se alegra por ter o nome dele ali, na frente, aqui em frente do Poder Legislativo, que é a Casa do Povo. E ele que era um homem do povo e pensava no povo. Uma pessoa que estava preocupada justamente... sempre falava dos vasos comunicantes, é importante levar as informações para as pessoas e que o povo pudesse participar de tudo. Então, é um querido amigo, a gente sente muita saudade dele, da fala dele, da forma carinhosa e respeitosa como ele sempre falava. E até mesmo nos momentos mais sombrios da nossa democracia ele manteve a serenidade, manteve, vamos dizer assim, aquela calma dele, mas com um discurso muito forte, muito importante e muito profundo. Então os ensinamentos do Luiz Pizzetti a gente guarda com muito carinho, e o nome dele a gente vai se lembrar para sempre, vai estar estampado agora na frente aqui da Casa do Povo. Muito obrigado, presidente.
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VEREADORA ROSELAINE FRIGERI (PT): Também quero cumprimentar os familiares do seu Pizzetti. Não vou repetir tudo que foi dito, mas quero relembrar algumas coisas. O meu pai faleceu no dia que eu fiz 17 anos, e eu lembro de ele comentar de várias pessoas – inclusive, na minha infância, ele era do Sindicato da Federação dos Metalúrgicos - de lideranças, inclusive do seu Pizzetti e de muitos outros que se fala muitas vezes aqui nesta Casa, da sua história. Mas o que mais me chamou atenção na história do seu Pizzetti não é que ele teve uma história de luta, é que ele faleceu com mais de 90 anos e, até o fim, ele estava em todas as atividades, em todos os espaços, na luta. Então muitas vezes a gente fala da renovação, da importância de ter a juventude, parabeniza a juventude que está na luta - e deve ser parabenizada - mas também aquelas pessoas que não se cansam e que vão até o fim, persistentes nos seus ideais, é motivo de se vangloriar, de se orgulhar e de parabenizar. Todas as atividades que eu ia - e eu participava de muitas - chamadas nesta Casa ou debates, onde quer que fossem, debates na cidade, o seu Pizzetti estava. E todas as vezes ele falava, e todas as vezes eu aprendia muito. Eram verdadeiras lições de história, de vida. Eu sempre me emocionei muito com essa sensibilidade. Eu estou falando isso do fundo coração, não é porque a família está aqui. Talvez, se a família não estivesse aqui, a gente falaria na segunda discussão, que é de praxe falar. Mas o seu Pizzetti realmente marcou bastante a minha vida de militância, de história e de amizade. Trabalhei um tempo também com o Felipe, ali na Habitação, enfim. Mas é uma história muito linda a do seu Pizzetti. Não é só uma história, como eu falei antes, de início. Ele passou, ele viveu e faleceu lutando, defendendo ideais e dando lições, e a gente aprendendo muito com ele. Então parabéns, Rafael, por essa proposta. Não participei dessa briga, mas que bom que foi vitoriosa.  Obrigada, então, por essa oportunidade.
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VEREADOR ALBERTO MENEGUZZI (PSB): Vereador Dambrós, parabenizar os familiares que estão aqui, saudar os familiares. Vereador Rafael, se não me falha a memória, dia 25 de dezembro vai fazer cinco anos da morte do seu Pizzetti, ele faleceu no dia de Natal. Eu era presidente da Câmara de Vereadores aqui, em 2018. Nós fomos chamados às pressas. A Casa estava um pouco desorganizada por aquele período. Peguei vassoura, eu e outros servidores, limpamos, colocamos a Casa em dia...
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Um aparte, vereador.
VEREADOR ALBERTO MENEGUZZI (PSB): Para que ele fosse velado aqui. Eu aprendi com o seu Pizzetti um pouco de jornalismo, porque fazer com que alguém que fale muito... Cortar. A gente aprendeu a cortar. Disse: “Olha, quem pergunta conduz.” Não era fácil. Então aprendi muito jornalismo com ele. E aqui na Mesa Diretora também, ele tinha 20 minutos, e ele sempre dizia: “Mais cinco, só mais cinco.” Apertava a campainha: “Só mais cinco, só mais cinco, só mais cinco.” Então também aprendi aqui o “mais cinco” com o seu Pizzetti. Mas, fora essas questões que a gente tem que resgatar e recortar, eu sempre fico pensando na minha vida. Eu vou fazer aniversário este mês, dia 21. Eu fico sempre pensando, quando a gente é 40+, 50+, eu sou 50+, por que causa eu tenho lutado? O que eu deixei na minha vida até agora para que os outros pudessem, com o meu conhecimento, com a minha formação, com tudo que eu vivi, o que eu estou deixando? O que eu posso deixar ainda para as pessoas? Quais são as causas que eu estou lutando? Isso está batendo muito em mim, batendo muito em mim. O que eu quero a partir de agora? A vereadora Rose falou muito bem, envelhecer é bom. A gente vai perdendo a capacidade física, mas a gente não perde a capacidade intelectual. Esqueçamos dessa geração abaixo de 30, eles já vivem numa outra dimensão. Não adianta a gente ficar dizendo “ah, no meu tempo”. No meu tempo era o meu tempo. Essa geração de 30 já está no tempo dela. E nós temos que viver o nosso tempo. E o seu Pizzetti viveu o tempo dele com intensidade. Ele se doou, acima de tudo; ele era de todos, ele era de todos. Quando ele vinha aqui, talvez alguém: “Bah, o seu Pizzetti vai falar. Mais 30 minutos”. Não. Ele teve a sua história, ele teve a sua luta, as falas dele, mesmo que demoradas, sempre nos ensinavam alguma coisa. Para mim, alguém que participa de movimento comunitário, que participa de uma associação de moradores, que participa da reunião do seu prédio, da reunião... Enfim, de qualquer reunião, que participa das questões, essa pessoa merece ser valorizada. O seu Pizzetti... Eu trabalhei na Rádio São Francisco, e teve um período que a gente fazia muitos debates com presidentes de associação de moradores. A rádio abria muito espaço a todos os bairros aqui. E o seu Pizzetti ia lá também. E aí era um desafio para mim também, porque eram quatro presidentes de associações e uma hora para falar. Então também foi um aprendizado para mim. Isso eu estou exagerando um pouquinho. Mas a vida dele, a causa dele, a militância dele, a história dele, inclusive o falecimento dele, no dia de Natal, para mim é muito simbólico, muito simbólico mesmo. Agradeço a presença de vocês aqui. A homenagem do vereador Rafael é justa. Quiçá eu consiga ainda ir até a idade dele. Porque a gente nunca sabe, né? A vida é um sopro. A gente não sabe se a gente vai viver 90, 100 ou amanhã. Que a gente consiga ainda manter as causas, aquela luta, aquela fibra e aquela vontade de fazer diferente, que o seu Pizzetti teve até a sua morte. É isso que ele teve. Então, em nome da bancada do PSB, que tem esse viés e esse DNA do movimento comunitário, assim como ele, evidentemente que votarei favorável. Mas precisava deixar essa homenagem para vocês e para ele. Muito obrigado, presidente.
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Votação: Não realizada

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