VEREADOR ADRIANO BRESSAN (PRD): Bom dia, senhor presidente, senhoras e senhores vereadores. Primeiramente, passa o vídeo, por favor; depois a gente vai falar. Não pode? Então vamos lá, depois eu passo então o vídeo, vou justificar aqui e depois a gente passa o vídeo durante... Não pode passar, desculpa. Pelo Regimento não pode. Acho que a gente tem que aqui, vereadoras e vereadores, a gente tem que primeiramente, durante uma campanha eleitoral, a gente tem que ter o compromisso com a verdade e o compromisso com o povo, onde, infelizmente, na campanha eleitoral, e depois a gente vai passar o vídeo, porque o vídeo explicaria, tudo o que aconteceu durante a campanha. Mas eu vou ler alguns trechos em que o Leite quebra a promessa de campanha e quer aumentar o ICMS.
Na campanha eleitoral do ano passado, Eduardo Leite prometeu não aumentar os impostos, mas nessa terça-feira, que foi a passada, em uma reunião no Palácio Piratini, o tucano informou aos deputados da base aliada sobre a intenção de apresentar à Assembleia a proposta de aumento da alíquota base do ICMS de 17 % para 19,5 %, que o próprio governador chegou a reduzir em 2021. Segundo Leite, o governo precisaria protocolar o projeto até hoje para que a tramitação em Regime de Urgência ocorra até o recesso do fim do ano.
O aumento seria feito por todos os estados do sul e sudeste com a finalidade de minimizar as perdas com a reforma tributária. E aí já há uma mentira, porque o deputado Agnaldo Ribeiro, relator da reforma tributária, no mesmo dia, veio a nota: “Acabo de afirmar que na reunião com a bancada gaúcha que a narrativa dos governadores de justificar o aumento de ICMS em virtude da reforma tributária nacional é um grande equívoco.” Leite tentou enganar os gaúchos mais uma vez.
Mais uma vez então eu quero dizer aqui que essa moção que eu assinei, vereador Bortola, estou querendo colocar o estelionato eleitoral que aconteceu nas eleições, mas essa conta eu não pago e não carrego. Que a gente sabe que durante a eleição foi um discurso e depois se tornou outro discurso. E, infelizmente, a gente entende que é só ganhar a eleição que, antes da eleição, no discurso, estava tudo certo, não tinha conta atrasada, o estado estava tudo ok. E, agora, então quem vai pagar a conta vai ser mais uma vez quem mora aqui no estado, quem arrecada, quem trabalha, quem está todo dia tentando sobreviver, é dessa forma. E nós recebemos as entidades, principalmente aqui de Caxias do Sul, duas importantes, pelo Sindilojas, por exemplo, que veio uma nota que onde o aumento das alíquotas ICMS proposto pelo Governo do Estado do Rio Grande do Sul terá um impacto de 3,1% no preço final ao consumidor das mercadorias produzidas e comercializadas no estado. Caso venha ser aprovado, o aumento significará um custo de R$ 330,00 por ano para cada gaúcho. A CDL aqui de Caxias, mais uma vez, também, nos trouxe aqui que a projeção do aumento do ICMS trará sérios impactos para o consumo, uma vez que influenciará no poder de compra dos consumidores, desestimulando o consumo e afetando as vendas no varejo. Outro fato não menos importante é o efeito sobre a competitividade das empresas que uma vez que deverão absorver os custos extras aos consumidores diminuirão a margem de lucro e por sua vez a capacidade de investimentos. Então, a gente sabe que, infelizmente, aumentar impostos é a solução mais fácil que o governo tem de arrecadar, mas não é este o caminho. Que a gente sabe que Caxias do Sul deu exemplo há poucos dias atrás em redução de alíquotas para poder ter maior arrecadação. Estamos indo na contramão. Estamos indo, infelizmente, na contramão. E tudo que o estado, infelizmente, nos traz de retorno é praticamente zero, porque na saúde a CPI identificou que de 12%, 9 % é o que o estado hoje está empregando. Cadê a diferença? Por exemplo, mais uma questão que aconteceu das tragédias, dos temporais, que a falta de retorno é tão grande que, por exemplo, a ponte entre Nova Roma e Farroupilha está sendo custeada por Pix dos próprios moradores. Então é inadmissível que não existe retorno. Não consegue administrar o estado e o que se torna a mais viável? Aumento de impostos. Então eu peço aqui para terminar, só para concluir, senhor presidente, que os deputados, principalmente os nossos deputados aqui de Caxias, o deputado Cláudio, o deputado Búrigo, o deputado Neri, o deputado Pepe e o nosso deputado Pasin, que é logo aqui do lado, que são os da região, que entendam que não é o melhor caminho e que não aprovem, infelizmente, essa tragédia para o povo gaúcho. Obrigado, senhor presidente.