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A união da rede de proteção às mulheres marcou uma manifestação promovida pela Procuradoria Especial da Mulher (PEM) da Câmara Municipal de Caxias do Sul. Representantes do poder público, entidades e movimentos sociais ocuparam a tribuna para reforçar diferentes pautas relacionadas ao enfrentamento da violência e ao encerramento das atividades do Agosto Lilás. A iniciativa reuniu mulheres de diferentes segmentos da cidade, com manifestações sobre acolhimento, acessibilidade, saúde mental materna, maternidade atípica, prevenção e educação. Ao apresentar a atividade, foi ressaltado que a PEM é formada pelas sete vereadoras do Legislativo caxiense e busca aproximar a Câmara da rede que atua diretamente na defesa dos direitos das mulheres.
Gerente do Centro de Referência da Mulher e representante da Coordenadoria da Mulher, a psicóloga Tatiana Vieira dos Santos Leidens destacou que o enfrentamento à violência doméstica depende de uma rede articulada. Segundo ela, os serviços municipais acompanham diariamente histórias de medo e sofrimento, mas também de superação. “Essa superação não é só através dela, mas é através de uma rede. Uma rede de apoio que hoje está presente no nosso município”, afirmou. Já Cláudia Sudan chamou a atenção para as dificuldades enfrentadas pelas mulheres com deficiência e cobrou acessibilidade nos serviços públicos: “Não basta apenas criar leis. Nós temos que praticá-las, temos que executá-las com fiscalizações efetivas. Chega de nós sermos julgadas onde deveríamos ser acolhidas, com respeito e dignidade”.
As manifestações também reforçaram a importância da prevenção. Representando o Grupo Mulheres do Brasil, Daniella Feliciano defendeu que o combate à violência não fique restrito à punição dos agressores. “Só a punição não resolve, ela é um apagador de incêndio, mas a educação e a prevenção são o que está sendo necessário hoje para que tudo comece a finalmente mudar”, salientou. A fundadora da Associação TEAJuntos, Jussara Monteiro, abordou a realidade das mães atípicas, lembrando que a violência também pode ser psicológica, moral, patrimonial e institucional. “Nenhuma mulher deveria precisar escolher entre suportar a violência ou colocar em risco o sustento e o cuidado do seu filho. Cuidar de quem cuida também é combater a violência contra todas as mulheres”, defendeu.
Também participaram representantes da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher, Maio Furta-Cor, Virada Feminina, Instituto Rosa Del Este, Conselho Municipal dos Direitos da Mulher, União Brasileira de Mulheres e Marcha Mundial das Mulheres, entre outros movimentos. As falas convergiram para a necessidade de fortalecer os serviços, ampliar a participação dos homens no enfrentamento à violência, garantir políticas públicas e atuar de forma permanente na prevenção. No encerramento, a Procuradoria reforçou que a proposta é construir uma sociedade unida contra todas as formas de violência: “Nós não queremos uma sociedade dividida. Nós queremos uma sociedade unida pelo fim da violência” destacou a vereadora Andressa Marques/PCdoB. Em seguida, foi exibido o vídeo institucional da Procuradoria Especial da Mulher, produzido pela TV Câmara, que apresenta o trabalho da PEM.