VEREADORA ROSELAINE FRIGERI (PT): Bom dia, então, colegas, quem nos assiste. Eu não poderia deixar de falar de uma tristeza muito grande que tomou conta do Brasil e, especificamente, da minha questão, por ser professora, que foi o assassinato de uma professora em São Paulo. Acho que todo mundo ouviu, não é? A professora Elisabete Tenreiro. Isso, assim, eu achei que ia estar com dificuldade de falar isso aqui hoje, porque quantas e quantas vezes eu, pessoalmente, e muitos de nós aqui, no nosso município e nas nossas escolas, apartamos brigas de alunos, embora a orientação das mantenedoras seja de que a gente não se meta. Eu, pessoalmente, já me meti muitas vezes, porque eu não quero ver aluno de 7º, 8º ano brigando. Foi isso que aconteceu, aparentemente.
VEREADOR ELISANDRO FIUZA (REPUBLICANOS): Um aparte quando possível, vereadora.
VEREADORA ROSELAINE FRIGERI (PT): E a professora, fazendo chamada, levou facada de costas. Uma senhora, uma professora, 71 anos, que não queria se aposentar. E graças à ação de uma outra professora, menos gente, não é? Foram quatro, cinco feridos. Menos gente morreu. Podia ser uma tragédia maior. Mas eu quero dizer que nós temos que refletir isso. Eu lembro quando teve aquela tragédia de Columbine, em 99, eu comentava: “ah, falam tanto dos Estados Unidos, mas nós não temos isso no Brasil”. Era raro acontecer uma coisa dessas e, se nós formos ver nos últimos anos, tem acontecido muito. Eu fiz uma lista: são mais de nove estados nos últimos sete, oito anos. Então isso é grave e como diz – eu já vou concluir – meu colega diretor do Tancredo Neves, ele diz: “a escola também é um lugar de cuidado, e nós precisamos cuidar de quem cuida”. Então nós precisamos de segurança. Nós precisamos de várias coisas nas nossas vidas, nas nossas escolas, para evitar esse tipo de coisa, que vire mais corriqueiro do que já está.
VEREADOR ELISANDRO FIUZA (REPUBLICANOS): Um aparte, vereadora.
VEREADORA ROSELAINE FRIGERI (PT): Ah, desculpa. Alguém tinha pedido aparte.
VEREADOR ELISANDRO FIUZA (REPUBLICANOS): Obrigado, vereadora Rose, pelo seu aparte. Nós também, infelizmente, nos colocamos nessa situação tão difícil e, como a senhora mesmo falou, tem sido algo recorrente que tem acontecido, de violência contra os professores. A gente percebe que parte de muitas pessoas da nossa população está doente. É preciso que haja uma ação o quanto antes do poder público, das forças de segurança, para que a gente possa garantir que os nossos professores e alunos tenham a segurança em sala de aula. Muito obrigado.
VEREADORA ROSELAINE FRIGERI (PT): Obrigada.
Parla Vox Taquigrafia
VEREADOR FELIPE GREMELMAIER (MDB): Senhor presidente, senhoras vereadoras e senhores vereadores. Apresentei dois votos de congratulações. Vou ser breve.
VEREADOR LUCAS DIEL (PDT): A palavra, presidente.
VEREADOR FELIPE GREMELMAIER (MDB): Em duas áreas que eu tenho muita proximidade, que apoio muito. Apresentei um voto com a vereadora Marisol Santos à professora Geneviève Faé, que foi premiada em São Paulo, no final de semana, trazendo um grande prêmio para Caxias do Sul como autora revelação do Prêmio Ecos da Literatura. Então assinamos esse voto através... Que ela conquistou com o seu livro lançado em 2022, o Ponha-se no seu lugar. Deixar aqui o nosso registro. E também fiz um voto de congratulações ao rapper Chiquinho Divilas pela conquista da Menção Honrosa Como Prática de Método Consensual de Resolução de Conflito, na Categoria Demandas Complexas ou Coletivas, na 13ª edição do Prêmio Conciliar é Legal, do CNJ. Então mais uma grande conquista para Caxias do Sul em duas áreas de muita importância, que é a cultura e a inclusão social. E nós temos grandes pessoas em Caxias que têm toda essa capacidade. Deixar aqui, então, esse nosso registro, em parceria com a vereadora Marisol, da professora Geneviève Faé, e do rapper Chiquinho Divilas.
VEREADORA MARISOL SANTOS (PSDB): Um aparte, vereador.
VEREADOR FELIPE GREMELMAIER (MDB): Pois não, vereadora Marisol.
VEREADORA MARISOL SANTOS (PSDB): Muito rápido, só para fazer uma referência e até um convite às pessoas. Eu ia dizer às mulheres, mas não só às mulheres, a todos que busquem e que leiam este livro: Ponha-se no seu lugar. É incrível. É um livro em que, através da sensibilidade da Geneviève Faé, ela trata assuntos densos e complexos, que são as questões das mulheres e das relações com a sociedade. Parabéns à Geneviève por essa premiação e por ser mais uma vez... por nos orgulhar, por nos representar, representar Caxias do Sul nessa premiação.
VEREADORA TATIANE FRIZZO (PSDB): Um aparte.
VEREADOR FELIPE GREMELMAIER (MDB): Pois não, vereador Tati.
VEREADORA TATIANE FRIZZO (PSDB): Só para contribuir também. É um livro que está na minha lista de espera para iniciar. Eu estou muito feliz, porque a gente precisa cada vez mais valorizar os escritores caxienses, como a gente fala, a prata da casa. Inclusive, neste final de semana estive prestigiando também o lançamento do livro do Jonas Piccoli, que é um livro muito bacana, incrível. Vou presentear meu sobrinho com ele. E dizer o quanto a gente precisa realmente valorizar os nossos escritores locais; e também o Chiquinho Divilas, que faz um trabalho incrível. Porque a gente tem muitas pessoas talentosas em Caxias do Sul e, às vezes, a gente não olha para essas pessoas. Então parabéns. Me somo a esse seu voto e da vereadora Marisol, porque são pessoas muito bacanas que estão na nossa comunidade e fazem um trabalho incrível.
VEREADOR FELIPE GREMELMAIER (MDB): Obrigado, vereadora Tati e vereadora Marisol. Sem dúvida, é um livro de impacto e que agora impacta também o Brasil sendo premiado em São Paulo como a terceira melhor autora do ano de 2022. Obrigado, senhor presidente.
Parla Vox Taquigrafia
VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Obrigado, presidente Dambrós. Bom dia, colegas vereadoras; vereadores; as pessoas que nos acompanham aqui no plenário; Passarinho, o nosso mestre de capoeira; escrivães aqui da Polícia Civil. Eu queria fazer dois votos congratulações. O primeiro ao bispo católico da Diocese de Caxias do Sul, Dom José Gislon, que foi eleito presidente da Fundação da Universidade de Caxias do Sul. Lembrando que Hermes Webber, prefeito, saudoso prefeito da nossa cidade foi um dos fundadores da Universidade de Caxias do Sul, à época com Dom Benedito Zorzi e Virvi Ramos. Então a universidade que se constrói pelo ímpeto da comunidade e que me parece que passou um tempo difícil, no que se refere à gestão da Fundação da Universidade de Caxias do Sul, por interesses individuais. Então a gente confia na figura do Dom José Gislon, Bispo da nossa Diocese, junto com o Professor Cláudio Pessôa para, à frente da Fundação da Universidade de Caxias do Sul, retomarem o caráter comunitário e a predileção pelo ensino, pela pesquisa e extensão. Meus votos ao Dom José Gislon, e presumo que seja de todos os colegas vereadores, por um ótimo trabalho à frente da Fundação. E ainda, para concluir, eu faço um voto de congratulações ao ministro Eric. Domingo participei de uma celebração na igreja anglicana, nossa vizinha aqui na Alfredo Chaves, junto com o Reverendo Paulo e o Dom Humberto, Bispo da Diocese e do Estado do Rio Grande do Sul, dessa igreja, e o ministro Eric se tornou ministro leigo, se encaminhando posteriormente para se tornar reverendo da igreja anglicana aqui de Caxias do Sul. Igreja muito antiga, talvez muitos não conheçam, mas ela já tem uma história e uma trajetória de décadas no nosso município, e também eu gostaria de valorizar. Faço coro aqui com várias das falas que foram feitas. Da professora Geneviève, querida professora, do apoio importante nas suas falas e nas suas escritas. Chiquinho, vereador Felipe Gremelmaier, uma valorização merecida pelo CNJ. E a lembrança, vereadora Rose, da professora nesse ato de violência, como tantos colegas professores que sofrem diariamente esses problemas da sociedade. Precisamos estabelecer práticas contínuas e permanentes nas nossas escolas de paz, de pacificação, de justiça restaurativa. Aqui destaco mais uma vez, vereador Bortola, a importância da nossa patrulha escolar, da guarda municipal, que se retome, que se fortaleça junto com o trabalho de saúde mental com os colegas professores. Era isso, presidente Dambrós. Muito obrigado.
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VEREADORA TATIANE FRIZZO (PSDB): Bom dia, presidente. Bom dia a todos que nos acompanham, ao pessoal da polícia civil que está aqui conosco e a quem também nos acompanha através das redes sociais. Eu quero fazer um voto de congratulações, porque, neste sábado, os bombeiros voluntários de Picada Café completaram 15 anos de atuação cuidando das nossas estradas, salvando vidas, auxiliando nas questões de combate a incêndio. Então são 15 anos de serviços prestados a essa comunidade, e a gente valoriza e reconhece o trabalho de todos vocês. Deixar um grande abraço para o capitão Wilson, que é quem organiza aquela corporação e quem está no comando pelo trabalho incrível e incansável que eles fazem ali junto com a comunidade. Parabéns pelos 15 anos de atuação! E, certamente, muitas vidas foram salvas a partir dessa mobilização deles. Obrigada.
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VEREADOR LUCAS DIEL (PDT): Presidente, quero aqui expressar o nosso profundo pesar e fazer esse voto de pesar pelo falecimento da querida amiga Ivone Hermann Nodari, falecida no último sábado em decorrência de um acidente doméstico, onde ela, infelizmente, teve uma queda, teve traumatismo craniano e veio a óbito neste último sábado. A Dona Ivone, que era professora de Educação Física, professora de Matemática, teve uma vida voltada à comunidade. Era membro do Apostolado da Oração da Igreja Cristo Redentor e também fazia parte do Projeto Solidariedade. Era casada também com o professor Antônio Nodari e deixou as três filhas, a Caroline, a Cristine e a querida amiga Denise, e três netos: o Lucas, a Giovana e o Mateus. Então a gente se sente incapaz de encontrar palavras de consolo neste momento de dor. Mas queria deixar o nosso abraço à família Hermann e à família Nodari pelo falecimento da querida amiga Ivone Hermann Nodari. Também, presidente, gostaria de fazer um voto de congratulação ao Samae e à Prefeitura de Caxias do Sul pelo belo evento do último fim de semana, o Acqua Fest, que aconteceu aqui nas imediações da prefeitura, onde congregou festas. A comunidade pôde participar. Mais de 27 mil pessoas participaram desse grande evento. Então parabéns ao Samae e à Prefeitura. Obrigado, presidente.
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VEREADORA TATIANE FRIZZO (PSDB): Senhor presidente, nobres pares, colegas vereadores, a todos que nos acompanham através das redes sociais, do canal oficial da TV Câmara, Caxias, comunidade em geral. Bom, hoje eu quero repercutir com muita alegria uma demanda muito antiga da comunidade do Bairro Sagrada Família, uma comunidade que sofreu por mais de 20, 30 anos com diversos alagamentos que aconteciam ali. Então vou pedir para o pessoal da TV mostrar um pouquinho de como é que aconteceu todo esse longo trajeto até que se conseguisse. Bom, ainda em 2020, à época o nosso secretário de Obras era o Gilberto Meletti, e nós levamos uma comitiva de moradores, especialmente o pessoal da borracharia, um ponto bem conhecido, o Dan e o Danny, que tinham inúmeros problemas de alagamento e eles sofriam muito com essa situação, que precisava de melhorias nas redes de esgoto.
VEREADOR MAURÍCIO SCALCO (NOVO): Uma Declaração de Líder à bancada do NOVO.
VEREADORA TATIANE FRIZZO (PSDB): Especialmente na Rua Graciema Formolo e nós levamos então uma comitiva de moradores para questionar se havia um projeto, como é que estava essa situação, se havia previsão de implantação dessa galeria. Nós sabemos que por ser um bairro bem antigo também havia essa dificuldade porque antigamente os esgotos foram construídos e as casas foram construídas em cima dessas galerias, o que não é uma situação específica do Bairro Sagrada Família. A gente sabe que tem outros tantos bairros, loteamentos, com essa mesma situação e aí nós fomos questionar então e conhecer, entender esse projeto e, naquele momento, ainda em 2020, foi apresentado o projeto e nós desde então ficamos cobrando e pedindo ao nosso prefeito essa sensibilidade, para que essa obra saísse do papel. Lembrando que é um valor extremamente elevado para obras nesse sentido. A gente sabe sim que vai causar certo transtorno e ali é uma região, principalmente por estar no entorno da Universidade de Caxias do Sul, a gente sabe que vai gerar algumas dificuldades no trânsito, mas também sabemos que todas as obras vêm para qualificar a nossa comunidade. Então é preciso um pouco de paciência também por parte dos moradores, mas, por ser uma luta muito antiga da comunidade, a gente tem certeza que isso vai acontecer. Já em 2021, então, nós fizemos uma nova reunião, levamos novamente os moradores para verificar quais eram as expectativas, como é que estava com relação à questão orçamentária também da secretaria. Então já com o secretário Soletti. E, com muita alegria, em 2022, veio então, a partir da Prefeitura Municipal de Caxias do Sul, um projeto para esta Casa, um projeto autorizativo para que o município então fizesse a contratação de recursos para subsidiar o Samae, para que o Samae fizesse essas obras da Graciema Formolo e também ali na Atílio Andreazza. Então a gente ficou muito feliz, não é? E a gente sabe que os alagamentos têm sido uma realidade, não apenas no Sagrada Família, mas no Vila Brasil, na comunidade de Galópolis e outros tantos pontos. Mas essa é uma obra muito aguardada, muito esperada. Então, no ano de 2023, ali com um Catusso, nós estivemos novamente conversando a respeito, compreendendo, sabendo, buscando informação se já havia um cronograma para a execução da obra. Então em 2023 a gente teve por parte do diretor Catusso, no momento o Soletti estava de férias, então ele disse: “Vereadora Tati, essa obra tão aguardada pelos moradores do Sagrada Família vai acontecer”.
VEREADOR ADRIANO BRESSAN (PTB): Um aparte, vereadora.
VEREADORA TATIANE FRIZZO (PSDB): “Já temos previsão então para, em 2023 a gente fazer essa assinatura da ordem de início da implantação da canalização.” E é, com muita alegria, que eu participei juntamente com os moradores da comunidade, uma obra muito aguardada. A gente já sabe que nos próximos 15, 20 dias já vai se iniciar, e agradecer novamente a Prefeitura Municipal de Caxias do Sul. A gente sabe das inúmeras dificuldades orçamentárias pelas quais o município vem passando e, sem dúvida, essa é uma obra importante para a comunidade que vai aliviar também muitos outros pontos em que a gente tem problemas, e a gente brinca que acaba tudo desaguando lá na comunidade do vereador Velocino, em Galópolis, onde a gente tem bastante problema de alagamento, mas a gente observa que essas obras pontuais vão melhorar, vão qualificar e vão sanar um problema de muitos anos. Então fica aqui o nosso agradecimento a toda comunidade do Sagrada Família, porque eles são muito organizados, eles se mobilizaram, buscaram as autoridades, cobraram essa obra, mas cobraram com muito respeito. E isso é muito importante. Então o início da obra está previsto para abril. O investimento é superior a R$ 5 milhões, e a construtora responsável será a construtora Dalfovo que vai executar a obra. Agora a gente vai passar um vídeo então para ouvir o depoimento do nosso prefeito também, um momento de muita alegria, de ele poder fazer essa entrega tão importante para comunidade. (Apresentação de vídeo). Então fica esse registro de agradecimento ao nosso prefeito, à equipe do Samae, à Secretaria de Obras, à comunidade, que se mobilizou. É um momento de muita alegria. Seu aparte, vereador.
VEREADOR ADRIANO BRESSAN (PTB): Obrigado, vereadora Tati. Primeiramente, parabenizar. Eu não pude estar presente, porque a gente tem bastantes compromissos.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Um aparte, vereadora.
VEREADOR ADRIANO BRESSAN (PTB): Mas eu fico com inveja. Com inveja porque a gente está cobrando há muito tempo a questão da Júlio Calegari, lá no Bairro Esplanada. Quem está fazendo essas obras aí, graças a Deus, tem que agradecer porque tem dinheiro. O Samae tem dinheiro para fazer, ainda bem. Não é a Prefeitura que está endividada; é o Samae. É o primo rico, não é, vereador Dambrós? Como o senhor sempre dizia. Então eu quero também cobrar aqui que, nos próximos dias, venha alguma coisa positiva para a região do Esplanada, na Júlio Calegari, que também está há 30 anos esperando essa obra acontecer. Então a gente fica feliz por essas famílias lá. Quero aqui lhe parabenizar que a senhora esteve lá presente. Não é porque eu não moro naquela região que eu não vou torcer para essas pessoas terem uma obra lá de extrema importância. Mas também é o momento de eu cobrar, porque eu já venho cobrando há tanto tempo e lá, infelizmente, não entrou ainda nos projetos do Samae, para também resolver aquele problema, que vira um rio lá nos dias de chuva. Tomara que o Samae se sensibilize, aqui o governo, e nós possamos anunciar logo em seguida. Obrigado, vereadora Tati. Parabéns.
VEREADORA TATIANE FRIZZO (PSDB): Obrigada, vereador. Tenho certeza de que outras obras ainda serão contempladas ao longo dos próximos meses. Eu gostaria de fazer um fala aqui também porque neste fim de semana, na sexta-feira, eu estive no Loteamento Balardin, a pedido dos moradores, verificando algumas condições da estrutura. Os moradores acabaram me chamando para verificar as condições da rua, enfim, da segurança viária, da iluminação pública. Reforçar o quanto foi importante que esta Casa e também o nosso prefeito implementou um projeto para regularização fundiária. Aquela é uma área que necessita. Os moradores já estão mobilizados, já fizeram orçamentos, contrataram um escritório particular para fazer a regularização, e isso só foi possível graças a essa legislação aprovada aqui nesta Casa. No sábado, então, eu participei de uma outra reunião a respeito do transporte, que eles estavam com problemas pontuais. Apenas dois roteiros, o de Monte Bérico e o do loteamento Balardin tiveram problemas na comunidade, e logo foi resolvido. O prefeito fez questão de estar junto na reunião, conversar com pais, mães, explicar o que aconteceu e, claro, garantir o transporte escolar para essas crianças do Loteamento Balardin.
VEREADOR OLMIR CADORE (PSDB): Um aparte, vereadora.
VEREADORA TATIANE FRIZZO (PSDB): Então é motivo de muita alegria ter participado de mais esse encontro. Deixar claro para todos que nos acompanham que o gabinete está sempre à disposição e as pessoas podem nos demandar. Muito feliz também por mais essa conquista do Loteamento Balardin. Obrigada.
Parla Vox Taquigrafia
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Um aparte, vereadora Estela.
VEREADORA ESTELA BALARDIN (PT): Seu aparte, vereador Bueno.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Vereadora Tati, eu quero lhe parabenizar. Porque a senhora estava no salto alto, de rainha da Festa da Uva, e conseguiu ser vereadora, andar pelos bairros e tem feito um trabalho fantástico nos bairros. Então é exemplo para muitos políticos aí. Consegue fazer isso. Mas eu também sinto uma inveja. Confesso que eu sinto uma inveja. Que bom que os moradores foram beneficiados ali. Mas a água que vem do Sagrada Família desce tudo no Vila Ipiranga, atrás do Panela Velha, vem ali do presídio e desce. E ali a gente não consegue nem de salto alto, nem de bota, porque ali é de barco. As pessoas estão alagando. O Soletti esteve lá; o Ivanor; o prefeito, quando foi secretário de Obras do Alceu. E a gente sente uma inveja boa, vereador Bressan, mas a gente precisa urgentemente que uma obra seja feita ali. Porque a água está alagando tudo, o pessoal que mora ali na BR, atrás do Panela Velha e desemboca no Vila Ipiranga. Sei que o pessoal está com as máquinas fazendo uma limpeza paliativa neste momento no Vila Ipiranga, mas nós precisamos de mais. Queremos também que a senhora venha aqui dizer assim: “o pessoal foi contemplado lá no Vila Ipiranga”. Obrigado, vereadora.
VEREADORA ESTELA BALARDIN (PT): Muito obrigada, vereador. Então, bom dia a todas e a todos. Hoje, devido à audiência pública que nós teremos amanhã, na quarta-feira, a primeira audiência pública que tratará sobre um dos assuntos mais importantes dos últimos tempos, que é a Maesa, também a última mudança que nós temos no governo Adiló, em relação ao secretário das Parcerias Público-Privadas, eu vou tratar desse tema, que é a questão da Maesa. Eu quero iniciar falando de uma das questões que, para mim, deve ser o início desse tema, que é o espírito que essa lei de doação teve quando isso foi doado, quando esse patrimônio foi doado para Caxias do Sul. No governo Tarso, quando a Maesa foi doada para Caxias, havia um espírito para essa lei de doação acontecer. Esse espírito era o espírito de uma lei de doação para que aquele espaço fosse ocupado de maneira coletiva, de maneira plural, de maneira social, de maneira cultural. O plano de ocupação original carregava esse mesmo espírito. E eu sinto, e tenho pesar ao sentir isso, que isso está se perdendo com esse projeto que a gente vê se colocando agora. E eu acho isso grave. Porque, se a gente recebeu um patrimônio que tinha dado algo, que tinha determinada ação, que tinha determinado aquilo, a gente tinha que valorizar isso. Eu acho que isso deveria ser valorizado. A gente deve valorizar esse histórico, e não só pensar isso como algo do tipo: “Nossa! Há quanto tempo nós debatemos. Faz 10 anos que passa, que a gente debate esse assunto, que a gente reclama e que a gente demora.”. Mas pensar também que faz 10 anos que esse mesmo espírito está sendo deixado de lado agora nesse projeto, esse espírito de ocupação. Outro ponto importante que nunca pode ser deixado de lado quando a gente trata desse assunto é a questão histórica, o patrimônio histórico, a quantidade de trabalhadores e trabalhadoras que fizeram as suas vidas dentro daquele patrimônio, que sustentaram as suas famílias, que fizeram suas carreiras, que fizeram as suas vidas dentro da nossa cidade através do patrimônio da Maesa. Isso não pode ser deixado de lado, isso não pode ser descaracterizado, a gente não pode perder essa essência histórica que a Maesa tem, do trabalho, da construção e de algo que também faz parte da nossa cidade. Eu acho que essa é uma característica bonita, uma característica batalhadora, uma característica de esperança que a nossa cidade tem, e que a Maesa não pode perder. Portanto, eu acredito que entregar o complexo da Maesa para o mercado especulativo seja um erro, um erro gravíssimo que nós não podemos cometer. E por mais que eu ache...
VEREADORA ROSELAINE FRIGERI (PT): Um aparte, vereadora.
VEREADORA ESTELA BALARDIN (PT): Já lhe concedo. Por mais que eu ache que a gente vem aqui e faça esse discurso, e muitas vezes sinta que a gente pode estar, sim, perdendo o discurso, eu não posso deixar de deixar registrado nos Anais desta Casa que eu acho que está sendo cometido um erro. Porque eu acho que a Maesa cultural, por todo esse histórico, por toda a sua importância social, ela deve ser para todos e todas, ela deve ser inclusiva e não excludente. E isso passa outro fator importante que é o formato de concessão. Eu já trouxe isso em outro momento, já me falaram que isso não está em discussão, mas eu vou insistir, sou insistente mesmo e vou dizer que eu acho que a gente tem que discutir isso, sim. Eu acho que a gente não pode abrir mão da gestão da Maesa. Outra coisa que me falaram é que a gente não tem competência, o governo não tem competência de gerir as mudas, de gerir a saúde, de gerir a educação, como é que vai gerir a Maesa? Pois é, eu acho que a gente não pode pautar a gestão da Maesa pela incompetência de um governo. Eu acho que a gente tem que pautar a gestão da Maesa por pensar que vão ter governos mais competentes. Se a gente acha que esse governo de agora, como já foi citado não por mim, por outros vereadores, não consegue gerir podas, portanto não conseguirá gerir a Maesa, outros governos conseguirão. Eu acredito que conseguirá. E, portanto, a concessão da Maesa, que é um projeto de 30 anos, passará pela mão de muitos outros governos. E governos, no meu ver, se a gente construir, poderão ser mais competentes e poderão gerir a Maesa, que poderá continuar sendo nossa, que poderá sendo de uma gestão pública, de uma gestão inclusiva, com participação das pessoas, com participação cultural, com o mercado público, com inclusão social. E eu bato nessa tecla da inclusão, porque o lazer é uma parte tão importante do desenvolvimento social de uma cidade, e Caxias do Sul não tem um espaço de lazer. E a gente não pode entender que o shopping é um lugar que toda a população consegue ir. Ela até pode estar lá, mas ela não vai conseguir aproveitar aquele espaço...
VEREADOR ADRIANO BRESSAN (PTB): Um aparte, vereadora.
VEREADORA ESTELA BALARDIN (PT): Já lhe concedo. Ela não vai conseguir usufruir daquele espaço. Então a gente precisa tornar aquele lugar um lugar que a população vai, sim, conseguir usufruir. Vão poder continuar acontecendo as feiras, com a Plácido de Castro coberta, vai ter o mercado público, vão ter as secretarias. São esses os nossos sonhos. E o nosso sonho, ele tem que ser com essa gestão pública, porque a gente sabe que, tendo a gestão pública, a gente vai ter essa preocupação com o social. Eu quero trazer aqui um exemplo, eu acho que é importante a gente trazer exemplos de coisas parecidas que deram certo, e trago o exemplo da Usina do Gasômetro, que é próximo aqui, duas horas de Caxias do Sul. É um local muito parecido, onde a Prefeitura fez parcerias com o setor privado, mas a gestão continuou sendo da Secretaria de Cultura, e é um lugar que, por exemplo, agora vai ser reformado. Ele já está acontecendo, ele já está funcionando com as parcerias com o setor privado, mas com a gestão da Prefeitura. Então eu quero dizer que eu vejo que há um esforço do prefeito de dizer que não tem como fazer de outra forma, mas eu não vi o prefeito ir atrás desses exemplos. O exemplo, como essa cidade aqui do nosso lado, há duas horas daqui. A Usina do Gasômetro foi visitada? Eu peço isso ao vereador Lucas Diel. A gente visitou A Usina do Gasômetro para ver se poderia funcionar aqui para a Maesa? Se essa forma que foi implementada lá poderia funcionar aqui? Talvez não tenha sido feita, mas o que a gente vê que aconteceu? Foi o Maurício, o antigo secretário da pasta das PPPs saiu e entrou o representante da Multiplan. E eu vou botar no Google o que é Multiplan. Uma das maiores empresas que administra shopping center no Brasil. E eu quero aqui citar uma frase do Brizola e eu vou parafrasear essa frase do Brizola: Tem pele de jacaré, tem boca de jacaré, tem braço de jacaré, tem olho de jacaré, mas não é jacaré. É isso que o prefeito Adiló está falando para nós.  Parece muito um jacaré, mas não é. Parece muito que ele quer que seja um shopping center, mas não é isso que ele quer que seja. Está difícil a gente acreditar que não é... Declaração de líder à bancada do PT. Está difícil a gente acreditar que a Maesa não vai ser o shopping da Maesa. Está difícil a gente acreditar que aquele não vai ter um espaço para uma parcela da população e está difícil a gente acreditar que está sendo de fato dialogado com a população. Eu não consigo afirmar, com todas as letras, que eu acredito que esse processo foi um processo democrático. Eu não consigo dizer aqui que eu quero estar certa. Eu quero muito estar errada, eu quero muito que este espaço seja um espaço inclusivo, que seja um espaço que caiba todas as culturas, que caiba todos os povos e que seja um espaço de lazer para a nossa cidade. Vou ceder os apartes começando pela vereadora Rose.
PRESIDENTE ZÉ DAMBRÓS (PSB): Segue em Declaração de Líder.
VEREADORA ROSELAINE FRIGERI (PT): Parabéns, vereadora Estela, por trazer esse tema num momento bem importante porque nós começamos essas audiências públicas, essas audiências que a prefeitura está se propondo a fazer com a comunidade, com outras entidades. É muito importante que realmente a comunidade, as pessoas entendam o que está acontecendo e sejam ouvidas, que não sejam... e eu não acredito que o objetivo seja esse, de tu dizer que vai fazer para ouvir a comunidade, mas chegar com uma coisa pronta. Acho que uma coisa assim tem que ser bem nítida entre nós e a gente discutiu isso em vários momentos. Ninguém, eu não acredito que nenhum desses vereadores ou vereadoras defenda que não tenha iniciativa privada, como foi muito bem colocado aí. Nós acreditamos que só o poder público não é possível fazer um projeto como se pensa, com a verba, como valor necessário sem a contribuição dos setores privados. Mas se nós formos pensar a forma, as formas de parceira público-privada, existem várias. Foi citado uma aqui, o prefeito apresentou uma já em reunião, está trabalhando com essa. Foi citada essa do gasômetro. Existem várias formas de trabalhar isso. Isso é um dos pontos que se discute quando se coloca a questão da Maesa. Ela tem que ser administrada pela prefeitura, pelo poder público. Isso acho que não dá para a comunidade caxiense abrir mão. A segunda questão é do projeto em si. Foi feito um novo projeto do que aquele original, que é uma luta antiga, vamos relembrar que foi ali no apagar das luzes de 2014, por muita movimentação do governo do estado da época, que era o Tarso Genro, mas da prefeitura aqui, de pessoas ligadas a cultura, a história, vereadores desta Casa também, conseguiu-se ter aquele prédio para o município, que estava pronto para todo ele ser trocado e ir para a iniciativa privada. Só que quando eu entrei lá, na primeira visita no ano passado, a emoção foi muito grande, eu tenho toda... muita gente aqui tem pai, avô, tios que trabalharam lá dentro e essa sensação parece que falava naquele espaço ali. E a gente precisa manter esse espaço como realmente um espaço histórico, cultural como prioridade. Isso ano significa que não vai ter a iniciativa privada trabalhando lá dentro. Mas a grande âncora, se a gente pode fazer uma discussão como dos shoppings, tem que ser a cultura, a história, relembrar aquele espaço como o trabalho dos... questão, como dizia Valentim Lazzarotto, “os pobres construtores de riquezas”, no livro histórico que ele fez sobre a história da Metalúrgica Eberle. Quem construiu aquela riqueza foram os trabalhadores e as trabalhadoras. É isso que tem que ter, é isso que nós... Não podemos entrar lá e imaginar: Não, tem o mercado público... Ninguém aqui discorda que o mercado público é a coisa mais importante de lá, mas tem que ter muito mais coisa. Essa questão da inclusão é fundamental. Então mais uma vez lhe parabenizo e convoco a sociedade caxiense para fazer essa discussão de forma mais democrática e mais ampla possível. Muito obrigada.
VEREADORA ESTELA BALARDIN (PT): Muito obrigada, vereadora Rose.
VEREADOR LUCAS DIEL (PDT): Um aparte, vereadora.
VEREADORA ESTELA BALARDIN (PT): Eu acho que é justamente isso, é importante a gente frisar que a iniciativa privada ela é bem-vinda. Eu acho que a gente tem que ter essa parceria mesmo, tem que fazer em conjunto. A questão é a gestão, é a forma com que essa parceria vai se dar. A parceria, a concessão comum, a gestão continua sendo da prefeitura e a parceria continua acontecendo. Então por que a gente não pode fazer desse formato? Talvez por que a obra demore um pouco mais para se viabilizar? Pois é! Mas talvez o tempo, fazer a qualquer custo para terminar mais rápido não seja o ideal, não é?
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Uma Declaração de Líder, senhor presidente.
VEREADORA ESTELA BALARDIN (PT): Seu aparte, vereador Scalco.
VEREADOR MAURÍCIO SCALCO (NOVO): Obrigado, vereadora Estela. Eu vou ter que botar a minha posição aqui. O projeto que me apresentaram, que eu fui a várias reuniões, não é um shopping! Com todo respeito, não é um shopping! É um projeto inclusivo sim. Precisamos da iniciativa privada para poder viabilizar esse projeto. Nós temos que focar na cidade, nas prioridades. A gente está com um problema de saúde aqui, foi muito debatido aqui. A gente não tem dinheiro para a saúde, não tem dinheiro para a educação. A gente sabe que a zeladoria está a desejar na cidade aqui. A Maesa é um marco, é a menina dos olhos da cidade de Caxias do Sul para o desenvolvimento de turismo, é um espaço de lazer. Vai ser gratuito. Eu não sei, se vocês olharem no Estado do Rio Grande do Sul, não tem nenhum espaço que nem esse para tornar um atrativo para a cidade de Caxias do Sul, não existe nenhuma cidade que tem um espaço tão grande e disponível para se tornar um atrativo para a cidade, para a história da cidade, para o turismo da cidade e é tudo gratuito; não é shopping. Essa narrativa de shopping chega a me deixar nervoso. É um lugar que vai precisar ter lojas privadas sim, porque alguém tem que pagar o aluguel dos espaços para poder manter o local. O poder público não tem dinheiro para manter o local como esse, é muito grande, a estrutura é gigante. E ao mesmo tempo esse local vai ser mantido, vai ter Secretaria de Saúde, vai ser inclusivo, vai ter praças de eventos, vai ter lugar para levar o pessoal para mostrar a sua cultura, a sua arte, o seu artesanato. Está bem dito no projeto, vereadora. Então nós temos que dar força para ele. E outra coisa, meu ponto aqui, eu sou contra o tombamento federal. Nós vamos trancar esse projeto mais 20, 30 anos. O governo federal não consegue manter os museus que tem no Brasil. Vão querer que eles construam a Maesa aqui? É um sonho. Caxias não vai mais esperar 40, 50 aos. Vai cair as paredes daquilo lá e vai virar um lugar que vai ser invadido, que vai virar um monte de dormitório de pessoal que está na rua. Nós temos que usar esse espaço e entregar o quanto antes para a comunidade. Muito obrigado, vereadora.
VEREADOR OLMIR CADORE (PSDB): Um aparte.
VEREADORA ESTELA BALARDIN (PT): Já lhe concedo. Então eu concordo, vereador, que tem que ser entregue para a população, que essa é a nossa menina dos olhos, que é muito importante para o turismo de Caxias. Shopping Iguatemi, Shopping Villagio, Shopping São Pelegrino, eles também têm entrada gratuita. Eu não acho que eles são inclusivos. Também me deixa muito nervosa quando o encarregado que tratará sobre a Maesa é o representante de uma das maiores empresas responsáveis pelos shoppings centers do Brasil. Então eu posso estar errada, mas me parece que tem conflito de interesse. E vocês podem me dizer que não, mas me parece que tem. E poderia ter sido colocada outra pessoa no cargo, mas se escolheu uma pessoa que tratará do projeto da Maesa, e que é representante de uma das empresas que representa os shoppings centers do Brasil... Então isso é muito contraditório, não é, vereador?
VEREADORA TATIANE FRIZZO (PSDB): Um aparte.
VEREADORA ESTELA BALARDIN (PT): Seu aparte, vereador Bressan.
VEREADOR ADRIANO BRESSAN (PTB): Obrigado, vereadora Estela. Vereador Estela, eu prestei muita atenção no que a senhora colocou até agora e anotei alguns pontos. Então já está acontecendo uma consulta pública, vereadora, onde a comunidade já está inserida no processo. E vai ter mercado público, vai ter esporte, vai ter lazer, vai ter inclusão e vai ter que ter administração privada. Olha, vereadora Estela, eu vou dizer uma coisa para a senhora, hoje é o Governo Adiló que está aqui administrando a cidade. Se um dia vocês estiverem no governo, nem eu quero que essa carga fique para vocês. Nem eu não quero! Isso é um erro, puxar para o poder público hoje fazer toda essa administração, com todos esses problemas que foram mencionados pelo vereador Scalco, é um erro. Infelizmente, vereadora, Estela.
VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Um aparte?
VEREADOR ADRIANO BRESSAN (PTB): Vou dizer a verdade, a senhora é bem mais nova do eu, mas olha se nós esperarmos mais 40 anos mais ou menos, eu não vou mais ver essa Maesa como a gente gostaria e nem, talvez, a senhora vai usufruir desse espaço tão importante. Obrigado, vereadora Estela. (Esgotado o tempo regimental.)
VEREADORA ESTELA BALARDIN (PT): Muito obrigada, vereadores. Desculpa eu não poder dar aparte para quem pediu.
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VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Senhor presidente, é com muita alegria que hoje eu venho a esta tribuna dizer que a Frente Parlamentar “A Maesa é Nossa”, a qual eu coordeno há sete anos consecutivos... Não somente por eu ser, vereador Lucas, historiador; agora estou na terceira graduação de Geografia, então é uma geografia urbana, porque quando a gente fala de Maesa, a gente fala no entorno, a gente fala na cidade; formado em Sociologia, a gente fala em problemas sociais, a mobilidade, as diferenças; mas por eu ser morador do bairro. Como o senhor também é, foi presidente de bairro. Eu fui presidente de bairro também. Mas pela Câmara de Vereadores, nesta legislatura, vereadora Estela, que a senhora faz parte da frente parlamentar, nós sermos 15 vereadores integrantes dessa importante frente parlamentar. Não quero diminuir nenhuma, inclusive, eu sou presidente da Comissão do Idoso. Não quero diminuir nenhuma comissão, nenhuma frente, mas hoje, neste momento que nós estamos vivendo, a Comissão de Saúde e a Frente da Maesa são as duas principais da nossa cidade, porque em uma a gente fala de vida, a gente precisa que as pessoas estejam vivas; e outra, a gente fala do futuro econômico da nossa cidade, que vai gerar emprego, renda, vai mobilizar o nosso interior, os agricultores, vai mobilizar os comerciantes, os artesãos, vai mobilizar uma cadeia produtiva enorme. A área de marketing, a área de som e luz, de shows, músicos, cultura, lazer, gastronomia. Enfim, uma série de fatores aí, o futuro da nossa cidade. E por que eu digo isso? Porque hoje eu faço convite para todos os vereadores e vereadoras, as assessorias, que é muito importante, os assessores são os porta-vozes da nossa comunidade, com a nosso povo do bairro, do distrito, mas principalmente você que está nos olhando através do canal 16, TV Câmara, das redes sociais, para estar presente amanhã. A partir das 18h30, faremos a primeira audiência pública das três audiências públicas. Às 17, eu falo 18h30, primeira chamada. Às 18h30, primeira chamada, porque as pessoas chegam às sete. Às 18h30, às seis e meia da tarde, ali na Maesa, na Plácido de Castro, a entrada, no portão principal, onde nós estaremos fazendo uma visita com os vereadores inicialmente.
VEREADOR LUCAS DIEL (PDT): Um aparte, vereador.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Por isso que, às 18h30, os vereadores... A importância de os vereadores estarem às 18h30, porque a gente fará uma visita inicial e depois a audiência pública.
VEREADOR RICARDO ZANCHIN (NOVO): Um aparte, senhor vereador.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Então é muito importante, porque vai ser a primeira das três audiências públicas que vão decidir o futuro econômico de Caxias do Sul, porque a Maesa é a nossa galinha dos ovos de ouro. O modelo, vereadora Estela, que a senhora se opõe, um grupo, eu vejo como já uma pedra já consolidada. Já está consolidada. A partir disso – e é amanhã que nós temos que discutir – é o que nós queremos ou não alterar no projeto da Prefeitura. Bom, eu já subi nesta tribuna e eu vou defender que a Plácido de Castro seja coberta, tenha uma rua coberta. Nós vamos ganhar mais um espaço público que a gente pode usar diariamente, semanalmente, para feiras, eventos, shows, desfiles, tudo que a sociedade precisar.
VEREADOR CLOVIS XUXA (PTB): Um aparte, vereador.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Um espaço a mais, do lado de fora, um espaço democrático. Quem conhece a Feira de San Telmo lá em Buenos Aires sabe o que é um camelô a céu livre. Agora, o que eu não defendo e não vou defender é que a Maesa seja um shopping center, nem um camelô. A gente não pode defender isso. E eu não vou estigmatizar uma pessoa que veio aqui para a nossa cidade, aceitou um convite do prefeito Adiló, porque eu nem conheço o cara. Então, vereadora Estela, do nosso presidente, então, vou falar do ministro do Turismo que tem ligação com [ininteligível], que tem ligação com miliciano. Então não vou estigmatizar ninguém. Quero ver que ele tenha trabalho aqui na cidade. Seu aparte, vereador Lucas.
VEREADOR LUCAS DIEL (PDT): Muito bem colocado, vereador Rafael. Eu acho que todos nós aqui somos defensores da Maesa. Concordo com a sua fala e concordo em parte com a fala da vereadora Estela, porque é um sonho para Caxias do Sul ver aquele espaço ocupado, ver a comunidade se apropriando daquele local. Mas eu não posso concordar com a fala da vereadora dizendo que não há diálogo, dizendo que é um shopping center e que vai estar se entregando à iniciativa privada, porque essa fala é divorciada da realidade. Nós estamos vivendo um momento onde está se tendo a coragem de se propor um projeto, e nesse projeto está sendo levado em consideração tudo aquilo que foi trabalhado durante todo esse período. Então não há que se falar em não está sendo levado em consideração o projeto inicial.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Tudo está sendo contemplado, não é?
VEREADOR LUCAS DIEL (PDT): Tudo está sendo contemplado nesse projeto. E dizer que isso não está definido. O município está colocando, está tendo a coragem, está tendo a vontade política de se discutir com a sociedade. Inclusive amanhã, vereador Rafael, nós teremos uma audiência lá dentro da Maesa para discutir, para se colocar, ouvir a população. E qualquer cidadão pode se manifestar, qualquer grupo, qualquer associação pode se manifestar nesse sentido de contribuir para essa ocupação. Então, dizer que não há diálogo, que está se entregando à iniciativa privada, que está se fazendo um shopping center? Olha, vereadora, quando se fala de Brizola a gente tem que ter muito respeito. Eu sou um defensor por ser trabalhista, por ser um admirador desse herói nacional que foi o Brizola. E o Brizola sempre se preocupava com as próximas gerações, ele dizia “não quero saber das próximas eleições, quero as próximas gerações”, porque era um estadista e uma pessoa que pensava na comunidade, pensava no desenvolvimento do Brasil. Não dá para fazer essa comparação. Dizer que o jacaré... O jacaré é conhecido por ter uma boca grande. E às vezes a boca grande fala mais do que o próprio conhecimento dos fatos. Nós temos um novo secretário que está sumindo. Então a gente tem que ter, vamos dizer, o respeito. Deixar as pessoas se apropriarem do tema e trabalhar. Então a gente tem que incentivar esse projeto, porque é o anseio da comunidade caxiense ocupar aquele lugar; de ter uma valorização histórica dos trabalhadores da Maesa; um museu da metalurgia, do trabalhador, enfim, do trabalho; ter um mercado público; ter secretarias lá; o acesso franqueado, livre à população. Então todos nós defendemos essa ideia e esse projeto. Ele contempla isso. Então assim, vamos ter, assim, o respeito, vamos ter a... E falar a verdade dos fatos. Onde essa é a preocupação da comunidade, e deve ser a preocupação da Câmara de Vereadores também em se apoiar e incentivar a ocupação da Maesa. Era isso, vereador.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Obrigado, vereador. O prefeito Alceu Barbosa Velho foi um visionário, que lutou junto à comunidade, indiferente de partido. O governador Tarso, depois o governador Sartori. Mas vários foram os partidos, os movimentos. Por isso que, se a gente ficar em um cabo de guerra, colegas vereadores, quem sairá perdendo é a nossa comunidade, principalmente os trabalhadores da zona urbana e da zona rural. Que poderemos ter um grande boom econômico na nossa cidade. Imagina o que a gente vai, nos próximos quatro, cinco anos, de forma imediata ter, vereador, o senhor que é, Zanchin, professor, vereador, mas é economista. Eu não tenho, mas eu tenho a visão. Caxias do Sul ali – imagina? –, tudo em um só lugar. É comida, é lazer, é diversão, é tudo. Então, o que nós temos que fazer e não levar para um cabo de guerra. É amanhã este momento, levar sugestão concreta. Aquilo que já foi, vereador Lucas, lutado lá no início com a Rúbia, com o Elói Frizzo, com a Denise Pessôa, com a Marisa, com todo mundo...
VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Um aparte, vereador.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Foi o início das sugestões. Tudo está contemplado. Bom, eu não concordo que tenha quatro mil metros a Maesa, quero cinco; então vamos lutar para cinco. Alguma coisa vai ser retirada. Do Mercado Público, desculpa.  O que vai ser retirado. Mas não só falar com achismo. A gente tem que falar com fundamento. Eu defendo uma rua coberta, é a rua coberta que eu defendo; o Mercado Público maior. Nós estamos organizando, presidente, um pessoal para a gente ir lá a Niterói. Em Niterói a prefeitura é do PDT. O ex-prefeito Rodrigo Neves foi oito anos; agora o PDT é o Axel. Sabe o que eles estão fazendo? Onde tinha a Ceasa deles, um prédio desocupado desde a década de 70, uma parceria público-privada igual à de Caxias, igual à de Caxias. Eles estão inaugurando em maio deste ano. As lojas já estão todas vendidas. A cidade está comemorando 150 anos. Discordo de muitas coisas que o Maurício Batista fez em Caxias do Sul. Mas o que eu quero dizer é o seguinte: hoje, olha o índice de desenvolvimento, aquele que saiu do Smart Cities, de Caxias do Sul e de Niterói. Porque lá eles estão fazendo tudo parceria público-privada. Saneamento, eles têm 100% de saneamento; agendamento de consultas on-line. Está fluindo a cidade. Então nós estamos atrasados. Mas eu vou me deter ao prédio lá estrutural que é um prédio que é o mercado público que é similar aqui de Caxias. Desculpa, gente, eu não vou ter tempo para os apartes aqui. Mas eu peço, assim, olha, por favor, que estejamos todos presentes amanhã, às seis e meia, para visitação e depois da audiência pública. Levem sugestão, comunidade! Participe! Obrigado.
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VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Permite um aparte, vereador Scalco, de imediato? É cirúrgico, um minuto e 30 segundos. Ou depois, como o senhor preferir.
VEREADOR MAURÍCIO SCALCO (NOVO): Posso te dar depois, só depois de falar o tema?
VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Pode. Como o senhor preferir.
VEREADOR MAURÍCIO SCALCO (NOVO): Obrigado. Senhor presidente, caros colegas. Esse é mais um momento de alegria para mim e para o deputado Marcel van Hattem, deputado federal, em poder ajudar a cidade de Caxias do Sul. Estive na APAE de Caxias do Sul, na sexta-feira. Fui recebido pela presidente executiva, Bernadete; coordenadora-geral, Elizabeth; coordenadora do setor de Assistência Social, a Neura; assistente social Sílvia e a psicóloga Simone. Para o pessoal de casa conhecer um pouquinho, a APAE é uma organização da sociedade civil beneficente de assistência social. Ela presta atenção de forma gratuita, comprometendo-se com o desenvolvimento integral da pessoa com deficiência, sua autonomia, bem-estar, melhora na qualidade de vida e inclusão social.
VEREADOR LUCAS DIEL (PDT): Um aparte depois.
VEREADOR MAURÍCIO SCALCO (NOVO): Nessa sexta-feira, a APAE, há uns dois, três meses, escreveu um projeto para pedir emendas parlamentares ao deputado federal Marcel van Hattem. Então, nessa minha visita, eu comuniquei que está vindo uma emenda de R$ 119.941,00 para ajudar a APAE de Caxias do Sul. Nessa minha visita, eu presenciei que o refeitório APAE, que é um piso de madeira, está cheio de cupins, metade do refeitório está já isolado com uma fita, está caindo o piso, e não tem mais condições de atender em toda sua localidade ali para o refeitório. Também o telhado da APAE está com problemas de infiltração e também está caindo. Então essa emenda parlamentar virá na hora oportuna para ajudar o serviço que a APAE de Caxias presta para as pessoas deficientes de Caxias do Sul. E eu quero agradecer em público aqui, nas redes sociais e na TV Câmara ao deputado federal Marcel van Hattem por toda essa atenção que ele sempre dá a Caxias do Sul. Tem um vídeo que está sendo... vai ser executado agora aqui no telão e mostra que tem uma fita que isolava parte do refeitório e mostra também... Essa parte preta aí do piso é onde tem a parte que está com cupins. Então eles conseguem atender poucas pessoas só num canto dessa sala, devido a estar precário esse piso. Foi um momento de muita emoção, porque o pessoal da diretoria da APAE não esperava que eu fosse lá para anunciar a emenda, não é? E quando eu cheguei para fazer a visita, fui muito bem atendido e tudo mais, aí eu disse: estou trazendo boas notícias. A parte da presidente quase chorou quando soube que essa emenda estava vindo para ajudá-las. Então é importante isso, terem projetos para ajudar Caxias do Sul. Se não tivéssemos um projeto da APAE, não teria vindo essa emenda parlamentar. Então eu ressalto novamente: a Prefeitura de Caxias do Sul e as entidades têm que ter projetos, para a gente conseguir ir atrás de emendas para poder ajudar a população como um todo. Por favor, o seu aparte, vereador Lucas.
VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Agradeço e parabenizo a sua relação com a APAE, que é uma entidade de extrema importância para nossa cidade. Mas eu só quero retomar o tema que foi tocado anteriormente pela minha colega e líder de bancada. A vereadora Estela trás de forma muito objetiva a visão que o Partido dos Trabalhadores tem em relação ao tema da Maesa, falando no modelo. Eu, quando ouvi a fala do secretário e do prefeito no que se referia à discussão pública, à consulta pública, nós queríamos discutir o modelo. E eu fico surpreso quando o líder de governo fala em dissociado da realidade. E ele usa, se vale da metáfora da vereadora Estela para falar da boca grande de jacaré, que jacaré tem a boca grande, eu queria dizer que talvez uma metáfora que se aplicasse bem ao líder de governo é outro bichinho que é um camaleão, que muda de cor de acordo com a temperatura, o camaleão, e talvez algumas pessoas mudem de ideia de acordo com os interesses, com CC ou com qualquer coisa, que faz parte da vida. Se tem contradição, por exemplo, para falar de Brizola, já estou concluindo, é um trabalhista votar a favor da reforma da previdência. Não adianta falar mal da reforma trabalhista e votar... Então, de fato, pior que o jacaré é o camaleão que muda de cor de acordo com os “interesses”, já que estamos parafraseando o Brizola. Obrigado, vereador Scalco.
VEREADOR MAURÍCIO SCALCO (NOVO): Obrigado, vereador Lucas. O seu aparte, vereador Zanchin.
VEREADOR RICARDO ZANCHIN (NOVO): Vereador Scalco, eu acho que o senhor tem que ir mais vezes para Brasília, o senhor tem que ir mais vezes lá porque o senhor no foi a passeio não, pelo que estou percebendo aí... Tem um ditado que a gente fala no mundo de finanças que diz assim: “Números provam o resto trovam, seja no balanço, seja na balança”. Então eu estou... O senhor não havia me falado, mas agora estou acompanhando, estou muito feliz porque o seu contato lá com o nosso Marcel van Hattem, o pessoal do Partido NOVO. Então o senhor tem que ir mais vezes a Brasília porque traz resultado para quem está tão sofrendo, tão necessitado. E eu queria dizer o seguinte, pessoal, os empresários aproveitem enquanto ainda tem arrecadação porque há uma projeção de queda de arrecadação. E essas emendas não são dinheiro público, é dinheiro dos impostos e os empresários estão lutando muito, muito para manter impostos, compromissos em dia. Então enquanto tiver projetos, como o senhor vem falando há um bom tempo, precisamos de projetos. O senhor leva projetos e vem as emendas. Parabéns pelo trabalho.
VEREADOR MAURÍCIO SCALCO (NOVO): Obrigado, vereador Zanchin. A gente tem que agradecer muito ao Marcel, que é do nosso partido, quando vem uma emenda também pertence ao senhor porque ele envia também pelo Partido Novo aqui em Caxias do Sul. Então de forma bem rápida continuamos com o nosso trabalho por Caxias. Quando escutei o vereador Lucas falando camaleão, joga para um lado, para o outro, eu sou da opinião assim, sou independente, o que é bom para Caxias eu estarei apoiando. Este projeto da Maesa é excelente para Caxias.
VEREADOR CLÓVIS XUXA (PTB): Um aparte, vereador.
VEREADOR MAURÍCIO SCALCO (NOVO): A Maesa é a nossa menina-dos-olhos, é a oportunidade de desenvolvimento do nosso turismo, integração com a cultura da cidade, história da cidade e a gente não pode perder essa oportunidade que está sendo dada em nós entregarmos o quanto antes à população de Caxias esse aparelho gigantesco que vai movimentar toda a economia caxiense. O seu aparte, vereador Xuxa.
VEREADOR CLÓVIS XUXA (PTB): Parabéns ao senhor de estar indo buscar verba para Caxias do Sul. O senhor sempre foi muito atento nessa parte, mas quero falar da Maesa. Ontem à noite estive lendo o projeto e achei um projeto muito bom, um projeto para Caxias do Sul e fiquei muito contente da maneira que eles fizeram o projeto ouvindo o povo. Ouvir as comunidades, ouvir os bairros de Caxias do Sul no mês de março, no mês de abril, ouvir as pessoas e fizeram esse projeto ouvindo as nossas comunidades. Um projeto bem redondinho, não sei como ter alguém que possa mexer neste projeto para melhorar, mas acho um projeto um dos melhores projetos já lidos aí. Mobilizou toda a sociedade, ouvir a sociedade, ouvir as culturas, todo tipo de cultura que tem em Caxias do Sul. Vai ter praça também, vai ter hotel, vai ter estacionamento, vai ter mercado público.
VEREADOR VELOCINO UEZ (PTB): Declaração de Líder do PTB, senhor presidente.
VEREADOR CLÓVIS XUXA (PTB): Então um projeto bem redondinho, projeto formado aonde tenho certeza que vai ser bom para a nossa sociedade de Caxias do Sul. Obrigado.
VEREADOR MAURÍCIO SCALCO (NOVO): Obrigado, vereador Xuxa. Então só para concluir, continuo o meu trabalho sério por Caxias do Sul, pela comunidade toda e se precisarem de alguma coisa o meu gabinete está à disposição para tentar ajudar nas demandas. Muito obrigado.
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VEREADOR ADRIANO BRESSAN (PTB): Obrigado, vereador Uez. Senhor presidente, senhoras e senhores vereadores, vamos pelo tema da Maesa que nos interesse e muito. Quando a gente fala da Maesa a gente tem que entender que a Maesa é muito mais do que uma discussão, vereador Rafael, que a gente faz, se for o caso, dentro de um bar ou alguma coisa desse gênero. Nós temos que entender que ali é geração de renda, trabalho, emprego e fomentar ainda mais o desenvolvimento de Caxias do Sul. E aonde eu falo nisso, vereador Fiuza? Nós discutirmos a questão que eu estou vendo que uma que a gente estava juntamente na frente parlamentar, o pessoal: “Ah, quatro mil metros para o mercado público é pouco”. Mas, gente, só um pouquinho. Vocês sabem quanto que é quatro mil metros quadrados? Tem que primeiro... Olha, eu entendo um pouquinho de obra aqui e posso falar. Isso é em torno de 16 pavilhões mais ou menos. Não vai nem ter, sei lá, mercadoria para botar lá dentro. Então nós temos que ter um pouquinho de cuidado que as discussões estão em torno de, sim, querer travar o que nós podemos fazer o mais rápido possível. Aí, quando a gente fala que a Maesa vai ser um pontapé positivo para a cidade de Caxias do Sul...
VEREADOR ELISANDRO FIUZA (REPUBLICANOS): Um aparte?
VEREADOR ADRIANO BRESSAN (PTB): O que eu quero dizer, vereador Uez? Olha só, nós temos ainda quantos problemas para resolver, não é? Nós temos que recuperar a Codeca ou já esquecemos que a Codeca ainda tem uma dívida monstruosa e o quanto ela é importante para a cidade de Caxias do Sul?
VEREADOR VELOCINO UEZ (PTB): Um aparte.
VEREADOR ADRIANO BRESSAN (PTB): Nós temos que resgatar o transporte coletivo, que ainda temos um problema seríssimo na cidade de Caxias. Temos que recuperar as obras da cidade que faz mais de 12 anos, vereador Uez, que não se tem um viaduto na cidade de Caxias do Sul. Nós temos a questão da saúde, da educação, da segurança. A gente tanto vê aqui a bancada do PT pedir: “Mas chama mais gente”. Mas vai pagar como? Nós temos que ter um viés onde a gente possa arrecadar; é a arrecadação que falta. Os subprefeitos, vereador Uez, o senhor que é tão... Que já foi, juntamente com a vereadora Gladis e o vereador Daneluz, que hoje não está na Casa, mas está como secretário, ficam penando por uma caçamba de cascalho. O quanto o prefeito está sofrendo para a gente recolocar as máquinas, o esforço que está para renovar o parque de máquinas em Caxias do Sul, que estava sucateado, tem caminhão que é de 78, que nem sei se tem freio mais aquele caminhão. Parece uma carroça velha ali e ainda está carregando cascalho. Então assim eu acho que tem que ter um pouquinho de solidariedade aqui, de inteligência, que nós precisamos ter de onde arrecadar.
VEREADOR LUCAS DIEL (PDT): Um aparte, vereador.
VEREADOR ADRIANO BRESSAN (PTB): Seu aparte, vereador Uez, que pediu primeiro.
VEREADOR VELOCINO UEZ (PTB): Vereador Bressan, eu sempre destaco, eu não sou contra fala nenhuma, cada um fala o que pensa e bem entender. Mas, quando eu escuto aqui, lá atrás que a gente defendeu o Maurício ali, que apresentou um projeto, é discutível, três, quatro audiências vai ter; não há dialogo, eu escuto. Quando a gente escuta aqui não estava bom o projeto. Uma pessoa que nem assumiu ainda e já estão questionando que o cara não é bom. Eu nem conheço o cara ainda e já foi questionado. Aí eu pergunto, muito mais do que o senhor falou, porque quando passa na subprefeitura lá em Galópolis, por volta de quatro horas as máquinas já estão ali, porque não tem recursos, quem sabe, para pagar umas hora extras, pelo menos no verão, para poder fazer mais estradas. Eu estou penando. E devolvi R$ 11 milhões da Câmara, e pedi R$ 200 mil para poder trocar somente o telhado daquele prédio lá em Galópolis, quem dirá uma Maesa. Então, um prefeito que teve coragem de apresentar uma proposta junto a uma parceria público-privada, não é nenhuma proposta dele, então não é boa. E o cara que vai assumir não é bom. Então, eu quero que me digam: de onde virá o recurso para o município ser o protagonista de reformar toda a Maesa? Ouvi também, o Governo Alceu que recebeu ali, vereador Rafael, a Maesa: incompetente. Aí veio um governo incompetente mesmo: incompetente. Aí o paliativo Governo Cassina, a Rubia fazendo um belo projeto: incompetente. Aquele de agora: incompetente. Porque eu ouvi governos, todos, incompetentes os que passaram até agora, 10 anos de Maesa que o município recebeu. Eu fico muito triste. Eu não sou contra a fala. Cada um fala o que quer e responde pelos seus atos. Mas eu fico muito triste. Eu quero me que respondam: de onde virá o recurso para o município ser o protagonista? Quem sabe agora, de cima para baixo, vem uma tormenta, que nem uma chuva de pedra, e o município possa receber um monte de dinheiro para poder ser o protagonista. Por que eu quero ouvir de onde virá o recurso. Que daí eu vou buscar 200 mil pelo menos para o prédio não apodrecer lá em Galópolis. Eu vou buscar que logo façam os piscinões, que nossa colega diz que dali 30 anos, e eu concordo. O Arroio Pinhal, de Galópolis, a vida toda e não conseguimos fazer nada ainda; além de tudo que o senhor já falou. Fico muito triste. Eu não sou contra a fala.
VEREADOR ADRIANO BRESSAN (PTB): O vereador Fiuza pediu antes. Depois, o vereador Lucas.
VEREADOR ELISANDRO FIUZA (REPUBLICANOS): Obrigado, vereador Bressan. O mundo ideal é que o poder público possa, de uma certa forma, ter o recurso para efetivar qualquer que seja a proposta, mas não é uma situação no momento. Todas as prefeituras e governos têm a sua dificuldade econômica. Mas eu vejo aqui, até fiz a menção de colocar aqui, peço licença à V. Exa., o que aconteceu no cais do porto, em Porto Alegre. (Manifestação sem o uso do microfone) Um local histórico, bonito, que a TV pode até passar aí se o senhor assim permitir e autorizar. O quanto está movimentando pela situação turística, um ponto turístico e eu vejo a Maesa como um excelente ponto turístico que nós estaremos dando uma situação que Caxias do Sul tem a total competência para que realmente esse projeto saia do papel. Nós sabemos o quanto é importante a participação das pessoas, de trazer as suas ideias, mas nós temos também a consciência de que não tem o recurso para que o município possa fazer isso somente pelo município. Muito obrigado.
VEREADOR ADRIANO BRESSAN (PTB): Que lugar bonito. Vou passar para o vereador Lucas, depois o vereador Zanchin. Acho que vai dar tempo aqui.
VEREADOR LUCAS DIEL (PDT): Vereador, concordo com a fala. Acho que a gente tem que... É um momento de discussão coletiva e eu acho que a gente não pode pessoalizar esse debate da Maesa. A questão que à gente foi colocada é justamente... Concordo com a fala do vereador Velocino, onde se está assumindo um novo secretário e já estão fazendo conjecturas do que poderia ser, o que não vai ser. Então nesse sentido a minha fala anterior. Agora, eu acredito que a gente tem que ter um debate em alto nível aqui. Agora, ficar se pessoalizando e eu ficar sendo atacado dentro da sessão com adjetivos e metáforas aqui que foram usadas para mim, direcionadas para mim, eu gostaria, presidente, que fossem retiradas dos Anais aquela colocações do vereador Lucas e também que a gente mantenha o respeito aqui porque o debate é a Maesa e não ficar se atacando um ao outro. Acho que nós, como vereadores da nossa cidade, nós temos que ter a responsabilidade de manter o debate em alto nível. Então nós respeitamos as opiniões contrárias. O momento é de debate e não de ataque pessoal aqui porque eu mantive coerência e não tenho, como foi dito aqui, que tem interesses, “interésses” aqui, fazendo analogias eu acho que divorciadas da realidade. Então pedimos à Casa o respeito entre os pares. Obrigado.
VEREADOR ADRIANO BRESSAN (PTB): Obrigado, vereador. Vereador Zanchin.
VEREADOR RICARDO ZANCHIN (NOVO): Obrigado, vereador Bressan. Existe uma variável muito importante na nossa vida, que é o tempo. Se nós olharmos para nós mesmos no espelho nós vamos ver o tempo passando. Na contabilidade tem a depreciação. O tempo é o senhor de tudo, não adianta. O empresário tem um senso de oportunidade com relação ao tempo. O que eu quero dizer é que nós talvez estejamos perdendo o senso de oportunidade. O empresário pensa no momento, na oportunidade, e até onde eu estou sabendo, até onde eu estou acompanhando, até onde eu estou estudando... Estive na Maesa, levei o nosso deputado estadual Camozzato, trouxe um deputado estadual, vou trazer quem for, vou fazer um debate provavelmente lá na universidade com vários acadêmicos, enfim. Não vamos perder o trem da história. Ou seja, esse senso de oportunidade, a continuar assim, vereador Bressan... Eu estive lá e quem nos atendeu, o servidor público, deu um atendimento sensacional e uma hora ele disse: “cuidado aqui, que aqui pode cair o teto”. Senso de oportunidade. Vamos acelerar isso.
VEREADOR ADRIANO BRESSAN (PTB): Que situação, não é? Tenho 30 segundos, vereador Cadore. O senhor precisa? Fica à vontade.
VEREADOR OLMIR CADORE (PSDB): Obrigado, vereador Bressan. Sobre a Maesa, eu estranho... Não estranho, porque o PT sempre tem esse tipo de posicionamento. Eu ouvi a Estela hoje se manifestando, nervosa contra isso, nervosa contra aquilo. Desde 2014 que a Maesa está para ser ocupada por Caxias do Sul. Agora existe um projeto. Até gostaria de parabenizar o ex-secretário Maurício pelo projeto feito. O projeto contempla quase tudo. A discussão sobre o Mercado Público é oportuna. Eu sempre defendi o Mercado Público e grande, com tamanho gigante. Porque uma das metas da ocupação da Maesa é o Mercado Público. Se nós perdermos essa oportunidade, e foi dito aqui pelo Scalco, pelo Lucas Diel, pelo próprio Velocino, pelo Fiuza, pelo Bressan, por todos, a grande maioria concorda com o projeto. E existem três audiências públicas. E para que servem as audiências públicas? Servem para discutir, para agregar e para melhorar. Nós não podemos vir aqui agora... E é um discurso não só aqui, no plenário, mas na cidade, daqueles que querem que nada aconteça.
PRESIDENTE ZÉ DAMBRÓS (PSB): Concluindo.
VEREADOR OLMIR CADORE (PSDB): O Executivo está disposto a fazer, a construir, aproveitar esse espaço de 53 mil metros quadrados. E há um discurso do contra; há um discurso de quanto pior, melhor. Então, pelo que eu vejo aqui, ouvindo a manifestação dos vereadores, há um discurso da esquerda contra esse projeto.
VEREADOR ADRIANO BRESSAN (PTB): Obrigado, senhor presidente.
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VEREADOR LUCAS DIEL (PDT): Senhor presidente, só realmente ressaltar o trabalho que foi feito este final de semana pelo Samae, o Acqua Fest, um evento que alegrou a comunidade caxiense. Queria deixar aqui, registrar os parabéns a todos os envolvidos, às secretarias que estiveram presentes. Então, todo o poder público e todas as pessoas que puderam participar. A gente verifica que a comunidade está sedenta de eventos. Compareceram em grande número, em torno de 27 mil pessoas que puderam participar de todas as atividades propostas ali, durante o final de semana. Mas também dizer que, no próximo final de semana, dia primeiro de abril, a Semma, Secretaria do Meio Ambiente, promove a primeira Ecofest, a Festa de Ecologia no Ecoparque, que acontecerá então lá no Ecoparque, das 11 horas às 18 horas, no dia primeiro de abril. A Semma vai distribuir mudas e calendários ecológicos e, às 15 horas, promoverá o roteiro de visitação ao Jardim Botânico, em frente ao Ecoparque. O Departamento de Proteção Animal levará cães do canil municipal para adoção. A Secretaria Municipal da Saúde fará exames de aferição de pressão, testes de glicose e dará também orientações sobre vacinação. Também haverá orientações quanto ao mosquito da dengue. Neste dia também o Samae estará presente com a educação ambiental e o caminhão-pipa para distribuição de água. Então ressaltar esse convite da programação que ocorre no sábado, dia primeiro de abril, das 11 horas às 18 horas, no Ecoparque.
VEREADORA MARISOL SANTOS (PSDB): Um aparte, vereador.
VEREADOR LUCAS DIEL (PDT): Aparte, vereadora.
VEREADORA MARISOL SANTOS (PSDB): Obrigada, vereador Lucas. Quero só reforçar aqui as suas duas falas. Primeiro, estivemos no Acqua Fest no fim de semana. Que evento lindo. A comunidade muito envolvida. Acho que, num próximo, a gente tem que combinar de fazer uma equipe para descer no toboágua aquele, que eu não me encorajei. Mas, numa próxima, quem sabe? Mas foi muito divertido a gente ver as famílias envolvidas ali e, ao mesmo tempo, também participando das ações aqui no nosso estacionamento, aqui da prefeitura, onde também havia muitas informações. Então conseguindo entender um pouco mais do que a gente vive falando aqui, da questão da separação do lixo, dos cuidados com a saúde. Tantos itens importantes que foram abordados – não é? – naquela quase feirinha que foi feita ali, além das atrações culturais. Quando o senhor fala também sobre a questão do Eco Fest no próximo dia primeiro, primeiro de abril, acho também que é importante que a gente reforce isso para a comunidade como convite, porque eu ainda me incomodo um pouco quando a gente fala de Caxias não ter parques e espaços de lazer. E aí eu geralmente questiono: Mas o Jardim Botânico o senhor conhece? O senhor já visitou o Ecoparque, por exemplo? Conhece aqueles espaços para a gente pensar no que mais pode ser feito lá? E as pessoas ainda não os conhecem. Então acho que é uma excelente oportunidade de fazer essas trilhas pelo Jardim Botânico, que é muito bonito, conhecer um pouco mais do Ecoparque e aí sim, efetivamente, contribuir para uma cidade melhor. Parabéns por ter trazido esses assuntos, por esse também muito especial para a comunidade, no próximo dia 1º de abril.
VEREADOR LUCAS DIEL (PDT): Obrigado, vereadora. É exatamente, que a comunidade possa conhecer os espaços tão bonitos da nossa cidade. E este é um dia especial, então, dia 1º de abril, participarem do Ecofest, das 11 às 18 horas, no Ecoparque. Obrigado, Presidente.
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VEREADOR RICARDO ZANCHIN (NOVO): Presidente, caros colegas, há tempos que eu falo que o caxiense, no final de semana, em geral, ele sai fora, ele vai fazer um passeio lá, acolá ou vai para as Hortênsias ou vai para o Vale dos Vinhedos, e a minha palavra-chave é atração e retenção. A Maesa e o mercado público e todo aquele projeto, vereador Lucas, ele é de suma importância para que chegue na sexta-feira, e o caxiense não pense “Vou picar a mula”, como se diz numa gíria. Vou para... Eu vejo muita gente saindo, claro, que nem a vereadora Marisol falou com muita propriedade, Caxias do Sul, nós temos, temos, temos colônia, temos Jardim Botânico, temos... Mas parece um diamante mal lapidado, que é uma situação que o poder público precisa resolver, com o secretário de Turismo, o novo secretário. A informação, a divulgação, para criar uma cultura turística também. Então imagina um turista que venha de São Paulo, Rio de Janeiro ou do exterior, Córdoba, agora eu recebi um amigo. Ele vem para Serra Gaúcha, nós somos vendidos no bom sentido, no Brasil, como Serra Gaúcha. O que lembra Serra Gaúcha? Qual cidade lembra para você Serra Gaúcha? Gramado, Canela. “Ah, e vou dar uma passada no Vale dos Vinhedos.” Precisa se estruturar. Agora, nesse caminho entre Gramado e Bento, para aqui em Caxias, no mercado público, na Maesa. O projeto que eu vi lá, vereador Lucas, tecnicamente falando, vereadora Marisol, tecnicamente que eu falo é matematicamente, dentro do que me concerne, VPL, TIR, Payback, prazo de retorno. Tudo certo o projeto em si. Então resumir o projeto Maesa a um shopping, eu acho que não é por aí. Então acho que a questão agora é de oportunidade, censo de oportunidade, porque os empresários estão com um pé atrás, ou dois talvez para novos investimentos. O governo do PT ainda não lançou a tal da âncora fiscal. Estamos todos aqui assim: Qual vai ser a âncora fiscal? Como vão ser os impostos? Qual a reforma? Então já estamos em standby, liberando isso uma hora dessas sai lá do ministro da Economia, o advogado lá, o... como é que chama? O Haddad. Vai sair alguma coisa, vai sair, mas Caxias do Sul não pode perder esse trem da história aí, para que ela não seja só uma rota, mas, sim, que as pessoas parem aqui. E o maior atrativo é urgentemente dentro de abertura, audiência pública. Vereador Rafael, estarei lá, só não entendi bem o horário, eu entendi... (Manifestação sem uso de microfone.) Às seis e meia, visitação para os vereadores. Convido a comunidade, convido as lideranças, convido todos para ouvir. E aí, sim, vir com propriedade, vereador Uez, com propriedade, com conhecimento, falar com conhecimento do que está acontecendo. Obrigado, senhor presidente.
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VEREADOR ZÉ DAMBRÓS (PSB): Obrigado. Eu ouvi falar bastante aqui do Samae, inclusive, estive no sábado, à tarde, no Acqua Fest e achei bem interessante a valorização da água, e todas as secretarias presentes. Sugeri ao Meletti que nós levássemos, que nós levássemos para os bairros o Lagoa Fest, Complexo Esportivo da Zona Norte Fest, enfim, eu acho que é um belo de um trabalho. E é por isso também que o Ecoparque vai ter todos os serviços das secretarias nos próximos dias. Mas eu não poderia deixar de falar aqui sobre as obras que o Samae está financiando através, claro, com a fiscalização, os projetos dos técnicos da Smosp. Obras que há anos nós estávamos aguardando. Todos nós sabemos ali na borracharia o problema que era. Nós sabemos também que a Alexandre Rizzo são recursos do Samae. Na região sul, meu colega Bressan, tem duas obras que vão ter um custo de mais de 8 milhões, que é ali na pizzaria na perimetral sul, também no Paiol, na Graciema Formolo. Mais de 22 milhões investidos do Samae. Eu sugeri ao prefeito, esses dias, de que ali na Matteo Gianella, Pio X, fosse feito um piscinão porque sempre quando chove tem dois moradores que me mandam os vídeos ali no Via Atacadista. Aliás, chegam, constroem e nada de contrapartida para o município. Vai ter na Mário Lopes, nobre colega Renato, e o senhor sabe como está a nossa Mário Lopes. Então era bem mais barato, eu sugeri para o prefeito, indenizar uma casa, um terreno, e construir um piscinão ali perto da Via Atacadista porque os alagamentos são constantes. Eu gostaria que o Samae, junto com a Secretaria de Obras, elencasse os dez principais problemas que nós temos na cidade, de alagamentos, e que fosse subsidiado com recursos do Samae. Ou nós vamos terminar o governo com quantos milhões em caixa? O Samae? O inverno está chegando. Aliás, também quero lembrar que no meu pedido de informações, que aparecem 60 projetos de pavimentação prontos, que o Samae fizesse o saneamento. Se o Samae consegue subsidiar para fazer essas grandes extensões para resolver os alagamentos, imagina para essas ruas?  Poderia inclusive fazer um contrato com a Codeca, porque existem contratos Samae com a Codeca. Então está chegando o inverno, os moradores querem pavimentação, mas dezenas de ruas falta o saneamento. Primeiro é o saneamento. Então eu vejo aqui a Isabel, do Pôr-do-Sol, que sabe o quanto nós sofremos com alagamento, não é Isabel? E que o piscinão resolveu. Então eu quero encerrar a minha fala dizendo que se não tem recurso nós precisamos buscar quem tem condições de subsidiar essas obras e o caminho é o Samae, o caminho é o Samae.  Muitas, muitas, muitas comunidades aguardando o calçamento e falta fazer o saneamento. Então parabenizo por ter passado por esta Casa a autorização de 22 milhões e que bom que iniciaram essas obras. Que bom que essas famílias não vão perder tudo agora com as chuvaradas, mas nós precisamos mais. Se não tem recurso... Bom, vamos aguardar agora o Refis, os grandes devedores têm oito procuradores cobrando. Bom, vai entrar quanto de recursos? Então nós esperamos que este inverno seja um pouco menos dolorido para as pessoas que estão pisando no barro, estão sofrendo com os alagamentos. Era isso. Obrigado, senhor presidente.
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VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Sim. Eu volto a falar de um tema que está fazendo aniversário, fez aniversário agora no mês de maio. Peço que o pessoal coloque a imagem porque se torna mais pedagógico. Apresentando a Caxias real para os colegas vereadores. Essa é a chapa, o final da chapa, o valão, lá na Coesp. Falamos isso e eu protocolei uma indicação ao governo municipal no dia 02 de março de 2021. Nesse local já estiveram secretário de Obras, o secretário de Trânsito e Transporte, vários diretores das respetivas secretarias, mas eu vou repetir, no passado foi feita contenção no valão, uma obra da Secretaria de Obras, se não estou enganado. Na medida que quando não tinha essa contenção desbarrancava, fechava a rua e garantiu, então, a  trafegabilidade das casas que ficam no em torno do valão. Ocorre que nessas casas todas são pessoas que moram, são famílias da nossa cidade com crianças que tem como espaço para brincar a rua na frente do valão. Como foi feita essa contenção, antes, quando as crianças brincavam e eventualmente escorregavam, escorregavam no barranco e caia dentro do valão. Agora é alto, dois metros, um pouco mais, um pouco menos. As crianças que vão brincar aí, se tiver o vídeo pode colocar o vídeo, só tira o áudio, por favor, elas caem dentro do valão e batem a cabeça porque aí, como é concreto, acabam se machucando. Então é uma... lá tem uma  mãe, uma criança brincando, aí tem o valão e o que nós solicitamos? Não é tão extenso, para lá segue, tem gente que mora mais para adiante, do lado do valão, O que nós solicitamos? Um guarda-corpo. Inclusive à época quem indicou o guarda corpo como uma alternativa foi o secretário Soletti que seria o mais barato para fazer o guarda-corpo. Estivemos lá, falei com o secretário Alfonso e disse que tem que fazer uma base de concreto para fazer o guarda-corpo. Sabe, vereador Zanchin, o senhor que é um homem sensível e quando a gente conversou sobre isso, apresentei, o senhor até me questionou, os moradores lá da chapa se disponibilizaram a comprar saco de cimento para fazer a base. É disso que nós estamos falando. E não é uma obra complexa, não vai muito cimento. Eles se disponibilizaram, essas pessoas que moram aí. Quando tem muita chuva o valão sobe e as famílias um pouquinho mais para frente, quando elas saem de dentro de casa, elas molham o pé nesta água de esgoto. Vereador Fiuza que foi secretário de Habitação deve conhecer bem essa área. Então assim, eu uso esse espaço novamente para cobrar uma indicação que tem dois anos. Teve criança que caiu aí e teve que fazer doze pontos na cabeça. Nós vamos esperar uma criança morrer por causa de um custo que é o quê? Quanto vai custar para fazer isso aí? 10 mil? 15 mil? Bom, eu não sei, mas imagino que o custo da vida de uma criança não se mensure porque poderia ser o nosso filho e nós somos todos privilegiados, quem tem filho, porque pelo que sei ninguém de nós mora na beira do valão. Mas aí existem famílias caxienses, cidadãos e cidadãs, e crianças que caem aí, Então eu gostaria de solicitar novamente a Prefeitura Municipal que despenda o recurso de um montante que não é significativo para resolver esse problema de cidadãos caxienses porque depois vai ter que ir para Samu fazer ponto. Essa criança pode ter um problema, inclusive um aneurisma, um coágulo, um traumatismo craniano, enfim. Mas que se resolva porque senão eu vou achar que quando é uma solicitação de um vereador da oposição não se faz. E aqui destaco, ontem, por exemplo, no Planalto, o trabalho da Secretaria de Transportes que está lá fazendo a sinalização. Parabéns aos servidores que estão lá. Mas são problemas distintos e que precisam ser resolvidos. Eu espero que não ter que usar essa tribuna para no terceiro ano e num sinistro, num acidente com  uma criança, gente. Não é rios de dinheiro, nós não estamos falando de uma obra que precisa de um projeto de engenharia. Então eu aguardo o retorno da Secretaria de Transportes e/ou Obras porque para mim não interessa qual, mas que se resolva e remeto novamente a esta Casa para deixar nos Anais que, caso aconteça alguma coisa aí na frente, nós falamos e cobramos mais uma vez. Obrigado, presidente.
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VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Eu vou fazer a leitura de uma matéria aqui, senhor presidente, que eu falei no início da sessão.
 
Mercado Municipal de Niterói: Está chegando a hora
 
Lojistas se se reuniram para discutir últimos detalhes
 
Perto da fase final para inauguração, o Mercado Municipal de Niterói reuniu os lojistas para discutir os detalhes da última etapa das obras.
O Mercado Municipal de Niterói vai abrir as portas em maio. Até lá, todos os detalhes estão sendo ajustados para alinhar comércio, gastronomia, lazer e cultura. De portas abertas, o empreendimento deve abrigar de 800 a 1.000 trabalhadores diariamente.
 
Aí fizeram um café da manhã para reunir o pessoal. Diz o seguinte:
 
O novo Mercado Municipal faz parte de um conjunto arquitetônico da região portuária de Niterói, erguido durante o período histórico chamado Renascença Fluminense.
 
É art déco o prédio.
 
Toda a parte de recuperação do antigo prédio já foi concluída, incluindo a impermeabilização de telhado e a restauração dos traços de arte déco.
“O Mercado Municipal de Niterói será um dos maiores pontos turísticos do Estado do Rio, e mais: estará na lista dos melhores mercados municipais do Brasil. Tem ótima localização e investimento pesado em estrutura. Além de ser um lugar lindo”.
O térreo do Mercado Municipal será um espaço para comercialização de frutas – incluindo espécies raras e de cultivo orgânico e oriundas da economia familiar: verduras, legumes, produtos tradicionais da região, açougue, empórios e especiarias, produtos gourmet, queijos, laticínios e especiarias. No mezanino ficarão restaurantes, cervejarias artesanais e uma adega.
“O mercado é setorizado, o jardim de flores está com 80% comercializado, o setor de gastronomia take-away já está com 80% comercializado. [...] A praça de alimentação com 90% e o setor de cerveja e entretenimento com 99%. Portanto, a gente já ultrapassou a nossa meta comercial, e já estamos seguindo para finalizar as operações, o setor que ainda está disponível é o hortifrúti”. [...]
Toda a arquitetura foi projetada de forma sustentável, com o uso de luz natural, reaproveitamento de água de chuva e telhado verde.
Com uma área de 9.7 mil metros quadrados, o edifício abrigou entre 1930 e 1976 o mercado municipal da cidade. Depois desse período, se tornou Depósito Público Estadual e ficou desativado por 30 anos.
O imóvel faz parte de um conjunto arquitetônico portuário de Niterói e está passando por um processo cuidadoso de revitalização mantendo todas as características de arquitetura neoclássica.
 
(Fonte: https://enfoco.com.br/noticias/cidades/mercado-municipal-de-niteroi-esta-chegando-a-hora-91823)
 
Nesse mesmo espaço, presidente, em outra matéria, eles terão 300 vagas de estacionamento, que é um dos pontos questionados. O projeto é parceria público-privada, onde o Município investirá recursos em todo o entorno e o parceiro privado terá a concessão total, vereadora Estela. A concessão total do prédio. Só repassará um percentual de 6% para a Prefeitura. Então por que nós temos que conhecer essas boas experiências, presidente? Por que lá está dando certo... Oi? Por que Caxias do Sul não pode ter algo que está dando certo em outros municípios? Nós vamos inviabilizar algo? “Ah, tudo está acontecendo e em Caxias não pode acontecer.” Eu estive, nesse fim de semana, em uma cidade que se chama Pareci Novo, ali perto de São Sebastião do Caí. Tinham cinco bandas que estavam tocando. Era Barbarella, eram bandas. Tinha “arrancadão”, borrachão, as coisas que o Wagner Petrini defende. No sábado, teve a Banda Rosa’s. Tudo na praça, tudo de graça. Pessoas de Caxias do Sul indo para lá. Imagina se Caxias do Sul fizer isso aqui no Parque dos Macaquinhos? Crucificam o prefeito, porque está gastando o dinheiro com bandas. São Sebastião do Caí, a cidade toda está enfeitada em clima natalina. Imagina se acontecer aqui em Caxias? Está gastando dinheiro, e as UBSs sem médicos. Gente, quanto mais dinheiro a gente investir em cultura, em lazer e em espaços multiculturais, menos a gente estará gastando em saúde, porque as pessoas estarão felizes. As pessoas estarão menos depressivas, só pensando em doença. É preciso, sim, investir. Por isso, presidente, nós estaremos organizando essa visita a esse complexo em Niterói. A Grégora Fortuna já está também organizando com o Executivo, para que a gente possa trazer essa experiência positiva para ser incluída nessas próximas audiências públicas organizadas pela Prefeitura. Reforço o convite: amanhã, a primeira audiência pública organizada pela Frente Parlamentar junto com a Prefeitura, que dará o início do processo de concessão ao novo complexo da Maesa, com 53 mil metros quadrados, no coração da nossa cidade de Caxias do Sul. Amanhã, às seis e meia da tarde, convidamos todos os vereadores, a partir das seis e meia, à visitação. Posteriormente, às sete horas da noite, toda a comunidade de Caxias do Sul, entidades, moradores estarão convidados para participar desse marco histórico, que é uma audiência pública, a primeira realizada dentro da Maesa. Obrigado, presidente.
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VEREADORA ESTELA BALARDIN (PT): Então, eu quero trazer três indicações que eu já fiz há algum tempo. Duas delas, elas foram no ano passado. Eu já mandei para o secretário por mensagem, pedi para o vereador Lucas Diel que, de pronto, me atendeu, mandou o número do secretário. Infelizmente, o secretário visualizou e não respondeu, vereador. Ele visualizou as mensagens. Mandei mais de uma vez, ele não respondeu nenhuma delas. A indicação eu me lembro da data que uma delas foi feita, porque foi no aniversário do meu pai, foi no dia 21 de setembro, e ela é uma faixa de segurança ali ao lado do Edifício Alvorada, próximo à FSG. Aquele local já havia uma faixa de segurança, só que foi feito o recapeamento da rua e essa faixa de segurança, ela foi coberta e ela não foi refeita. E se vocês já passaram por aquela rua, e tenho certeza de que todos aqui já passaram, sabem que é muito movimentada. E que, portanto, é muito importante ter uma faixa de pedestres ali para que as pessoas possam transitar. Então a gente não está pedindo nem que seja posta uma faixa de segurança de um local novo; é num local que já tinha. E é um pedido que foi feito já no ano passado, já foi entrado em contato com o secretário. O secretário, não sei se ele não conseguiu responder, se ele não teve tempo de averiguar. Mas, então, eu preferi trazer até aqui à tribuna, para dividir com os nobres pares, para trazer até o vereador líder de governo. Dizer da importância. É uma simples faixa de segurança, mas a gente sabe que faixas de segurança podem salvar vidas, principalmente em locais tão movimentados da cidade. As outras duas indicações, elas também dizem respeito à Secretaria de Trânsito, mas elas são relacionadas aos serviços de convivência, uma é o CRAS, outra é um serviço de convivência, parte importante da nossa cidade, a assistência social é fundamental para a população. E as duas indicações falam sobre o acesso. Os serviços, eles precisam estar disponíveis para as pessoas. E eu, fazendo as visitas nos serviços, tive essa demanda de que as pessoas, elas têm dificuldade de acessar, de chegar até o local. No CRAS leste, ele não tem um ponto de referência próximo ao local, ele não tem muitas casas próximo ao local. Não sei se algum dos vereadores que está aqui já foi lá, mas, se já foi, sabe que é um local, de fato, que fica mais afastado, mas é o CRAS, o CRAS de toda uma região, da região leste. E ele é de extrema importância. Então o que a gente pede é que tenha um ponto de ônibus que pare ali na frente, para que o usuário que vá fazer o seu atendimento ali no CRAS possa parar ali. Porque, infelizmente, muitas vezes, elas não conseguem nem explicar, porque o ponto de referência mais próximo que tem é um negócio de gás, que é umas cinco quadras do local. Então elas têm que conseguir explicar para o usuário cinco quadras antes, para eles conseguirem chegar, e muitas vezes eles perdem o atendimento. E a gente sabe a gravidade disso e a importância que a assistência social tem. Então, esse é mais um pedido, vereador Lucas Diel. Hoje, vou direcionar mais isso para ti, que tenha esse ponto de ônibus em frente o CRAS leste. O outro é sobre o Serviço de Convivência Nossa Senhora da Paz, no Charqueadas. Ele é um serviço de convivência extremamente importante, muito grande, muito bonito. Um trabalho realizado com as crianças de extrema importância. Eu sempre fico muito emocionada quando eu falo de serviço de convivência, porque a gente sabe a importância que eles têm. Eu digo que talvez eu não fosse vereadora se eu não tivesse feito parte de um serviço de convivência, não é? Porque o quanto eu aprendi, eu me desenvolvi e o quanto aquilo me manteve longe da rua, da violência, criminalidade, foi fundamental. E as famílias não conseguem chegar até o local, porque, de novo, é um local de difícil acesso, tem ponto de ônibus perto, mas precisa passar por diversas ruas. Então o que se pede é que tenham placas que indiquem. A gente fez a indicação, indicando todos os pontos que seriam necessários, seria em torno de cinco placas, uma que vem de um dos lados, outra que vem de outro lado, para que fosse necessário encontrar o serviço de convivência. Porque a gente sabe que a maioria dos usuários, eles não têm redes de celular – só para concluir –, por exemplo, para botar no GPS e conseguir chegar no Google, que foi a nossa forma de chegar até o serviço. A gente botou no Google e chegou. Os usuários, infelizmente, não têm. Então para que a gente possa garantir a permanência dos usuários nos serviços de assistência, essas duas demandas são importantes. Obrigada.
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