VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Colegas vereadores, bom dia a todos; aos que se fazem presentes aqui no plenário; os servidores da saúde, do Ipam, do Sindiserv, a quem nos acompanha pelas redes sociais e também na sua residência. Pois bem, colegas vereadores, de inicio eu peço que a TV Câmara coloque o vídeo para que nós possamos assistir e mais uma vez, talvez, alguns de vocês concluam aquele chavão: na prática, a teoria é outra. Por favor, TV Câmara. (Pausa) Estava funcionando o áudio, daí é perseguição.
PRESIDENTE ALBERTO MENEGUZZI (PSB): Não! Vereador, o senhor tenha calma quando o senhor apresentar os seus vídeos. A Câmara está fazendo o possível para apresentar. Não tem perseguição nenhuma. É só o senhor ter calma.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Eu tenho calma, só que foi testado...
PRESIDENTE ALBERTO MENEGUZZI (PSB): Então, não fale em perseguição que a Câmara que está fazendo o possível para fazer as coisas certas, se o senhor tiver calma. (Segue apresentação do vídeo.)
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Pois bem, colegas vereadores e vereadoras, e aqui eu agradeço o vereador Renato Oliveira por ceder o tempo dele. Que nós ouvimos, não somente neste vídeo, como é voz fluente, depois que o atual prefeito ou rascunho de prefeito assumiu as palavras: competente, sério, responsável e gestão tomaram conta do vocabulário do timinho da gravata. Agrega a ele, o rascunho de prefeito, outros adjetivos falaciosos à gestão, tais como: séria e competente. Eu pergunto: onde está a competência? Onde está a seriedade. Mas o vídeo, assim como várias promessas de campanha, nada mais foi do que um engodo, enganação, mentiras, tudo isso pelo voto, tudo inconsequentemente pelo voto. Segundo diz ele, o autodenominado gestor, os cargos da Festa da Uva, por exemplo, são ocupados por profissionais técnicos altamente capacitados e qualificados e escolhidos através de currículo. Ora, estamos vendo a tal capacitação. Um inclusive é tão capaz e tão qualificado que é um exemplo de nepotismo, esposo da secretária de Recursos Humanos. Assim como outros cargos em comissão do palácio do rei, do clubinho da gravata e do crachá. Mais uma vez na prática, a teoria é outra. O que foi feito de efetivo, de real em termos de ocupação nos pavilhões da Festa da Uva? Quanto rendeu para a autossustentabilidade da empresa tanto apregoada em época de eleição? O que trouxe de cultura para a nossa cidade? Cadê a seriedade e a responsabilidade? Aproveito para questionar pela vinculação óbvia e existente. O que fez a Secretaria de Turismo até hoje? Pois turismo e Festa da Uva são geradores de cultura também. Ou será que a apregoada, nova e mentirosa administração, cultura é outra coisa, menos cultura? Quem assistiu o Jornal do Almoço, ontem, teve a oportunidade de ter um baque na questão do turismo. E eu me sinto envergonhado, enquanto caxiense, enquanto parlamentar da cidade de Caxias do Sul, em assistir um Jornal do Almoço... E não somente para Caxias do Sul, mas toda a região, nós estarmos passando esse vexame. Por favor, TV Câmara. (Segue a explanação com apresentação de vídeo) (Falha no vídeo) É que não, dá, presidente. A gente chegou cedo. Se a gente chega às 7 da manhã; se a gente chega às 8h30, não dá. Bom, vai tentando ali de novo, por favor, depois.
PRESIDENTE ALBERTO MENEGUZZI (PSB): O seu tempo está seguro, vereador.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): (Segue a explanação com apresentação de vídeo) Bom, enquanto, colegas vereadores, cidades da região produzem eventos – nossa cidade vizinha aqui Flores da Cunha –, nossa cidade dorme. E isso a gente pode ver todo dia em forma de piada nas charges do nosso colunista Iotti, que revela essa triste realidade. Festa da Uva e turismo deveriam ser sinônimos, mas não são. Tristemente, estamos vivendo página infeliz da nossa história. E esta página tem nome... O Reizinho. Falar em cultura é fácil. É um discurso fácil para quem se elegeu só criticando o que hoje faz e, o mais grave, conseguiu piorar, pretendendo dar ares de seriedade, de austeridade, gestão competente e capacidade. Ora, ora, colegas vereadores, aqui nesta Casa, o que menos corre voa, como diz o colega vereador Frizzo. Não somos bobinhos nem menos ingênuos para não perceber que a maior verdade deste desgoverno é a mentira, é a falácia, o centralismo exacerbado, o desprezo pelo povo. Talvez, os ocupantes dos cargos da administração da Festa da Uva, que usam o nepotismo, como eu falei, já citei aqui na tribuna, sejam, de fato, possuidores de informação técnica, mas lhes faltam, a exemplo do que acontece com os secretários municipais, autonomia. Ou seja, capacidade de autogerir-se. Tudo depende do rei. Afinal, só o rei e seus mandantes sabem alguma coisa. Mas é uma mentira, não é? Mas tomemos como exemplo o recente Carnaval, do qual eu sou apoiador. O nosso Carnaval de rua foi exterminado, assim como outras atividades tradicionais da nossa cidade, em nome e obra desta falaciosa “indigestão”. O nosso povo deve estar atento a isso. O que agrega o povo, o que é manifestação cultural, o rei não quer que aconteça, pois ele, na realidade, não gosta do povo por perto. Se, ao contrário, gostasse e prezasse o povo, não se manteria encastelado e inacessível àqueles que nele acreditaram. E hoje veem a mentira e constatam que foram vítimas desse estelionato eleitoral. Mas quem sabe na visão do “indigestor” isso seja a nova política, a política de extermínio das manifestações culturais e que agregam festivamente os nossos concidadãos. Quantos já viram o “indigestor” circulando pela cidade em contato com o povão, como fizeram Alceu, Sartori, Pepe, Mansueto... (Esgotado o tempo regimental.)
PRESIDENTE ALBERTO MENEGUZZI (PSB): Declaração de Líder à bancada do PDT. Segue com a palavra o vereador Rafael Bueno.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): (Falha no microfone) Por que os receberia no palácio do reino? Mas vamos adiante. Quem criticava os repasses para a Festa da Uva... E aqui os vereadores se manifestaram na sessão de anteontem, vereadores de todas as bancadas que estavam na legislatura passada. Insinuando que não era algo sério e transparente. Hoje vem pedir bexiga, vem pedir repasse para a Câmara de Vereadores de R$ 1,5 milhões, e que será, possivelmente, aprovado aqui no plenário. O que é isso? Como já disse aqui da tribuna, a língua é o chicote da boca. Nada mais verdadeiro que isso. O tão competente e tão competente assessorado vêm pedir socorro aqui para a Câmara de Vereadores? A arrogância começa a dar sinal de que está derrocada. Por favor, exibe de novo o vídeo da promessa em época de Festa da Uva. A nossa assessoria, por favor, exiba de novo vídeo. Enquanto o vídeo é colocado, senhor presidente... (Segue a explanação com apresentação de vídeo) Bom, eu já tinha, colegas vereadores, externado a minha manifestação sobre a Festa da Uva, sobre esse projeto. Mas eu quero dizer, e deixar claro aqui nesta tribuna, que eu votarei favorável ao repasse, pois sou verdadeiramente defensor da cultura, e já tenho me manifestado aqui por diversas vezes. E principalmente, em respeito à digna história da Festa da Uva, como evento que congrega e agrega, principalmente, os nossos agricultores, vereador Velocino Uez; nossos colonos, vereador Thomé. Sou favorável ao que é tradicional do povo, do povo em geral. Não apenas de uma classe aquinhoada da nossa sociedade, cujos interesses sabidamente são diversos Do povo em geral, não apenas de uma classe aquinhoada da nossa sociedade, cujos interesses sabidamente são diversos da maioria. São diversos da maioria, e eu digo da grande maioria que precisa, sim, de atrativos culturais e de lazer. Passou-se mais de um ano e o que fez a empresa Festa da Uva – vereador Périco – além de gerar cargos para os seus apaniguados e compadres do Reino? O que fez a grande gestão de pessoas capazes e tecnicamente preparadas? Tragam – líder do governo – mostrem o que foi feito, de fato, de real, de concreto naquela estrutura que o indigestor dizia abandonada, em época de campanha. Cadê a competência? Cadê a transparência tão apregoda, Senhor Indigestor? Ora, meus colegas: votemos favoravelmente ao repasse, pois é uma forma que temos de dizer à nossa sociedade, ao povo humilde e que foi enganado, que os representamos, enquanto o mesmo não pode ser dito pelo indigestor... Ou seria impostor? Passou-se mais de um ano e o que fez a empresa Festa da Uva? Vereador Renato Oliveira. Que o povo na época tinha direito a um dia livre, de forma gratuita, para ir na Festa da Uva. E, agora, a nossa presidente da Festa da Uva está dizendo que o parque nem será aberto, na segunda-feira, e que os desfiles ainda, as pessoas terão que comprar a sua própria roupa, se quiserem participar dos desfiles.
Nossos agricultores – colegas vereadores –, com sacrifício e elevados custos produzem a sua UVA – quantas manifestações o senhor já fez aqui, vereador Velocino Uez –, mas não podem festejar, não puderam neste ano, festejar e expor as suas belezas, sua produção, e talvez não poderão no próximo ano! Nossa festa máxima, nossas festas populares estão sendo exterminadas, aniquiladas, em nome do quê? De uma visão psicopática, de um agir psicopata, da ação psicopata.
Ou seria sociopata?
Bem, pouco importa o diagnóstico, o que conta é que as sequelas serão notadas e sentidas de forma perene, infelizmente. E haveremos, lamentavelmente, de sentir e sofrer por longo tempo, por atos inconsequentes, frutos desse populismo, dessa demagogia, desse abuso de poder por parte de um indigestor que mais não faz do que buscar a cada momento evacuar suas nocivas patologias.
Porém, algo é certo: se a intenção foi criar um fato, o INDIGESTOR criou. E ficará marcado [...] como o destruidor da cultura, das festividades populares e tradicionais de nossa Caxias do Sul. Já somos motivo de chacota em nível nacional.
Será que o valor que agora, que votaremos em seguida, será suficiente ou logo teremos uma nova demanda, pois o eficiente planejamento e gestão não terão dimensionado a real necessidade?
E aqui eu digo isso porque essas obras, de VPCI e acessibilidade, eram para estar prontas em março do ano passado e se passou um ano e a gente não viu nada. Por isso que estão pedindo essa bexiga, esse favor, para a Câmara de Vereadores, para que, neste momento, nós possamos aprovar este R$ 1,5 milhão de repasse para a Festa da Uva. Diferente de quando a bancada do PT criticou o repasse na edição da Festa da Uva passada, e que teve recorde de participação do povo. Povo esse do Brasil e de fora do Brasil, e que deu lucro de mais de R$ 250 milhões para a nossa cidade, fora a geração de emprego, e mais de R$ 4 milhões que voltou para os cofres da Prefeitura e da Festa da Uva. Senhoras e Senhores Vereadores, legítimos representantes do povo, pois do meio do povo nós viemos e no meio do povo estamos: Os conclamo – conclamo a quem, talvez, iria votar contrário, como eu tinha pensado inicialmente – a votarmos favorável a esse repasse, pois estaremos atestando de forma legal e material a incompetência de quem prometeu mundos e fundos – como visto nesse vídeo –, mas nem fundos e, menos ainda, mundo possui. Exceto seu microcosmo, onde deambulam figuras turvas albergadas por forças vindas de onde desconhecemos. Não vamos deixar de torcer para que a Festa da Uva, a próxima (talvez no ano de 2019...) seja um sucesso, pois estaremos permitindo também que o Indigestor usufrua de holofotes da mídia em todas suas formas. Não sejamos agentes de mais pseudos-traumas numa personalidade dissociada da realidade... Se não aprovarmos, seremos tidos como os responsáveis pelo não sucesso da Festa, pois transferir responsabilidades é hábito do rascunho de prefeito. A Festa da Uva é maior que todos nós, pois é uma festividade popular e, acima do povo, só o Criador. Deixo essa manifestação, colegas vereadores, pois eu votarei favorável, porque eu sou a favor de tudo que é do povo, principalmente as manifestações culturais. E a gente percebe, de fato, quem anda nas ruas, quem anda nos bairros e nas vilas, vereador Renato Oliveira – e eu agradeço, mais uma vez, ao senhor que cedeu este tempo –, o quanto as pessoas estão abatidas. Teremos um show, neste mês agora de março, nos Pavilhões da Festa da Uva, que o valor mais barato do ingresso é R$ 60,00 para assistir 2, 3 atrações musicais. A Festa da Uva, o ingresso era o ingresso popular, onde as pessoas dos bairros, das vilas e do centro participavam e se integravam na alegria da diversidade. Infelizmente, está passando um ano tímido, triste; a nossa cidade está triste sem os eventos culturais, e onde as próprias pessoas querem autogerir, e aqui eu digo do Zanuzi, em específico, um evento, a Prefeitura não dá o mínimo, não dá segurança. E a gente viu no que deu. A nossa cidade, principalmente na zona central, virou um lixo, porque a Codeca não ajudou na estrutura. Não teve segurança, porque a Guarda Municipal não foi chamada. Os nossos parques e praças viraram um caos, como foi a Praça das Feiras, que está subutilizada, é todo dia banco revirado, é todo dia furto de cabeamento, porque não tem segurança no local. Então, eu me coloco favorável a esse repasse da Festa da Uva para nós não sermos taxados como os corresponsáveis pelo insucesso que poderá ser a Festa da Uva. Uma Festa da Uva que não dialoga com a Câmara de Vereadores e não dialoga com a nossa comunidade, que deve e é a principal responsável pelo sucesso da nossa Festa da Uva. E pela cultura da nossa cidade, pela razão de existir da nossa cidade... (Esgotado o tempo regimental.) Favorável a este repasse de R$ 1,5 milhão. Aliás, essa bexiga que o então vereador votou contrário a esse repasse, na época, enquanto vereador, e, hoje, vem pedir bexiga para nós, vereadores, votarmos favoráveis. Mas eu votarei favorável. Obrigado, senhor presidente. (Palmas)