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A valorização dos servidores municipais e a defesa dos serviços públicos marcaram a participação da presidente do Sindicato dos Servidores Municipais de Caxias do Sul (Sindiserv), Silvana Piroli, na Tribuna Livre da sessão ordinária desta quarta-feira (28/10). Na data em que se celebra o Dia do Servidor Público, a dirigente agradeceu a dedicação da categoria no atendimento à população e destacou a contribuição dos profissionais para a qualidade de vida na cidade, mesmo diante da falta de equipamentos, pessoal e condições adequadas de trabalho.
Silvana reconheceu as dificuldades financeiras do município, mas rejeitou que servidores ativos e aposentados sejam responsabilizados pela situação. Defendeu que a experiência dos trabalhadores seja considerada na construção de soluções e manifestou oposição a mudanças no estatuto que retirem direitos sob a justificativa de equilibrar as contas públicas. “Não é o servidor o responsável, não somos nós causa desse problema e não aceitaremos a retirada de nenhum direito”, afirmou. Também cobrou diálogo prévio sobre propostas que afetem a categoria. “Eu espero mais uma vez que nenhuma alteração venha para cá sem que a gente possa ter um diálogo, uma discussão e possa avançar.”
Entre os avanços, a presidente do Sindiserv destacou a equiparação salarial, cujo pagamento, conforme relatou, começou em agosto deste ano, com implementação parcelada em seis anos. Agradeceu aos vereadores pelo apoio à legislação que busca assegurar salários iguais para o mesmo tipo de função e atribuiu a conquista à mobilização, à persistência e ao diálogo. “E esta conquista foi uma conquista da nossa luta, da persistência, do diálogo e daqueles que nunca desistiram de acreditar que era possível, mesmo que não fosse numa única vez e é parcelado em seis anos, que a gente pudesse fazer essa conquista”, declarou. Silvana também reconheceu a atuação dos parlamentares que, em janeiro, contribuíram para impedir o avanço da proposta de alteração do estatuto contestada pelo sindicato.
A necessidade de nomear servidores concursados foi outra reivindicação central. Segundo a dirigente, a falta de reposição de profissionais que se aposentaram ou se exoneraram provoca sobrecarga e compromete o atendimento à comunidade. Citou demandas na Guarda Municipal, na saúde, na assistência social e na educação, além de criticar o uso de convocações de ampliação de jornada para suprir necessidades permanentes do magistério. “Nós precisamos ter um serviço público forte, organizado, e serviço público não é gasto. Se tem uma coisa que um prefeito tem que aprender e todos nós temos que aprender é de que a coisa mais importante que se faz nessa cidade é atender diretamente à população através dos seus serviços”, sustentou. Nas considerações finais, pediu que o orçamento contemple a reposição inflacionária e a ampliação do quadro de pessoal.
Nas manifestações das bancadas, Rose Frigeri/PT relacionou a falta de nomeações ao adoecimento da categoria e alertou: “Está faltando servidor em tudo que é lugar”. Cláudio Libardi/PCdoB destacou a aprovação de emenda à Lei de Diretrizes Orçamentárias e defendeu a “previsão de reposição inflacionária automática para os servidores”. Daiane Mello/PL cobrou o chamamento de guardas municipais e atenção às condições de trabalho na assistência social: “Eles estão fazendo milagre com o efetivo que tem hoje na rua”. Marisol Santos/PSDB valorizou a construção de soluções pelo diálogo e afirmou ser necessário “ouvir, conversar e encontrar a melhor forma”. Zé Dambrós/PSB ressaltou a dedicação dos profissionais: “A nossa cidade deve muito aos servidores”. José Abreu Jack/PDT lembrou a atuação na saúde durante a pandemia, com os trabalhadores “arriscando a própria vida para salvar vidas”. João Uez/Republicanos, por sua vez, declarou que votará contra uma eventual reforma administrativa e resumiu: “Ninguém governa sem o apoio do servidor”.