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A adoção de políticas para a contratação de pessoas com deficiência (PCD) no mercado de trabalho foi tema de uma homenagem concedida pelo Legislativo caxiense durante a sessão ordinária desta quarta-feira (26/08), com a entrega do Selo Empresa Inclusiva a duas empresas: Orquídea Alimentos (Tondo S/A) e Círculo Saúde. Proposta pela Mesa Diretora, por meio do Requerimento 9/2026, a honraria é concedida a cada dois anos pela Câmara Municipal.
Ao se manifestar da tribuna em nome do Círculo Saúde, a diretora de Operação Hospitalar, Isabel Cristina de Souza, solicitou a três funcionários PCD que a acompanhassem durante o seu pronunciamento. Ela comentou que a inclusão deve ser uma meta das empresas, visando contribuir para uma sociedade melhor e mais diversificada, fomentando um ambiente de trabalho mais humano.
"Proximidade, respeito, acolhimento, valorização das pessoas e compromisso com a sociedade. Crescer, para nós, precisa significar ampliar o cuidado. E acreditamos que uma sociedade verdadeiramente inclusiva também se constrói desta maneira, quando empresas, instituições públicas, entidades e a comunidade assumem juntos a responsabilidade de criar oportunidades e remover barreiras", comentou Cristina.
O diretor financeira da Tondo S/A, João Roth, relembrou a história da empresa que iniciou as suas atividades em 1953, na cidade de Pinto Bandeira, e que atualmente é uma das principais indústrias alimentícias do país, com uma produção mensal de 48 mil toneladas por mês. Segundo ele, a elevada exigência de linhas produtivas de alta tecnologia e o rigor no preparo dos produtos são marcas que fazem parte de identidade da empresa.
"Nossas práticas sustentáveis e decisões responsáveis nos preparam para os desafios de amanhã. A estrutura da Orquídea Alimentos potencializa o trabalho e o talento de mais de 1,3 mil pessoas. Juntos, fortalecemos uma cultura que reconhece o valor de quem faz tudo acontecer. Por trás de cada marca, de cada processo, de cada linha, de cada entrega, existe que alimenta na vida das pessoas. E hoje, atravessamos as barreiras da nossa casa e entramos no lar de milhões de pessoas", salientou Roth.
O presidente do Conselho Municipal das Pessoas com Deficiência, Luciano Silva, afirmou que o prêmio não se trata de um reconhecimento somente ao trabalho inclusivo das empresas, mas também para os PCD que contribuem para o desenvolvimento delas diariamente. Silva afirmou que as empresas obedecem à Lei de Cotas (que obriga empresas com 100 ou mais empregados a reservar de 2% a 5% dos seus cargos para pessoas com deficiência ou reabilitadas pelo INSS) e ressaltou que as fiscalizações devem ser mais amplas para que a legislação seja cumprida.
"A gente que não tem pessoas para fazer essas fiscalizações assiduamente, mas sabemos que (o Ministério do Trabalho) se empenha em fazer para as empresas que não cumprem a lei fazer cumprir. E não somente fazer cumprir, é acolher como a Orquídea e o Círculo Saúde o fazem", declarou.
Ao cumprimentar o Legislativo pela concessão da homenagem, o prefeito Adiló Didomenico destacou que as práticas inclusivas das empresas são um gesto de humanidade que servem como exemplo para as demais. "Mais do que um simples cumprimento de uma obrigação legal, é um gesto de humanidade, de acolhimento e de carinho que precisamos muito cultivar e melhorar nos dias de hoje, em uma sociedade que se torna cada vez mais mecânica e mais e fria, e esse tipo de atitude faz com que a gente reconheça o esforço dessas duas empresas", salientou Adiló.
Dentre os critérios para a concessão do Selo Empresa Inclusiva, estão o oferecimento de postos de trabalho específicos para pessoas com deficiência por empresas com até 100 funcionários, que possuem oferta de capacitação para o exercício de funções de maior remuneração, que adotam soluções arquitetônicas que favoreçam a acessibilidade, tanto para empregados como para o público em geral e que promovem ou patrocinam eventos culturais ou esportivos dirigidos a pessoas com deficiência.
A seleção das empresas é feita por meio de uma comissão formada pelo Conselho Municipal de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência, pela Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Caxias do Sul e pela Comissão de Direitos Humanos e Cidadania da Câmara de Vereadores.