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No grande expediente desta quinta-feira (21), o vereador Hiago Morandi/NOVO fez uma série de críticas à administração municipal, abordando temas ligados à saúde, segurança pública e educação. O parlamentar afirmou que esses são os principais assuntos levados pela população ao gabinete dele e classificou como preocupante o cenário enfrentado pelo município. Segundo Morandi, o governo do prefeito Adiló Didomenico deixará marcas negativas em áreas consideradas prioritárias.
Na área da educação, o vereador mencionou a polêmica envolvendo a retirada dos 9º anos do ensino fundamental de 15 escolas e alterações no transporte escolar no interior. Já em relação à segurança pública, criticou o não chamamento de guardas municipais aprovados em concurso e a falta de ações ostensivas nos bairros. Conforme declarou, faltam investimentos e presença efetiva da Guarda Municipal nas ruas. “Quando passa uma viatura, às vezes é um furto a menos, um arrombamento a menos, uma pessoa que não vai ser assaltada”, afirmou ao defender maior atuação preventiva.
Grande parte do pronunciamento foi dedicada à situação da saúde pública, especialmente das UPAs Central e Zona Norte. Morandi relatou visitas às unidades e afirmou ter encontrado servidores sobrecarregados, falta de estrutura e situações de insegurança envolvendo pacientes e usuários de drogas. Segundo ele, há falhas de gestão e ausência de integração entre os órgãos responsáveis pelo atendimento. “O que está acontecendo é uma cidade desleixada”, declarou ao cobrar mais liderança e capacidade de articulação do Executivo municipal.
Durante a manifestação, a vereadora Sandra Bonetto/NOVO pediu aparte e apresentou questionamentos relacionados à Parceria Público-Privada (PPP) da educação, citando respostas encaminhadas pelo Executivo em pedido de informações protocolado pela bancada. Já o vereador Lucas Caregnato/PT defendeu maior diálogo do prefeito com o Legislativo e alertou para dificuldades de governabilidade enfrentadas pela administração municipal. Ao final, Morandi reforçou que continuará cobrando ações concretas do Executivo e afirmou que o governo precisa “ter mais humildade” para dialogar com a Câmara e com a população.