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Após o cancelamento das duas sessões extraordinárias que iriam promover alterações no Estatuto do Servidor de Caxias do Sul, na última quinta-feira (8/1), representantes do Sindiserv, o Sindicato dos Servidores Municipais, se reuniram com o presidente do Legislativo, Wagner Petrini (PSB), na tarde desta sexta (9/1), para reivindicar a manutenção de direitos considerados essenciais pela categoria.
Com a pressão da entidade e a retirada de pauta pela prefeitura do Projeto de Lei Complementar nº2/2026, o sindicato solicitou o encontro com o objetivo de evitar que a legislação retorne ao Legislativo. Conforme o Sindiserv, a aprovação da legislação iria gerar uma série de distorções entre servidores novos e antigos que ocupam a mesma função.
Algumas das principais mudanças atingem os servidores que tomam posse no mês de janeiro. Dentre elas, estão a extinção da licença-prêmio, parcelamento da licença em natureza indenizatória, cancelamento das cinco faltas justificadas (FJs) no ano, anulação das gratificações de 19% e 25% concedidas para os servidores que completam 15 e 25 anos de serviço público, redução de férias de professores de 60 para 30 dias, com os 30 dias restantes transformados em recesso, dentre outros. O projeto continha mais de 50 alterações no Estatuto.
O presidente Petrini agradeceu a presença do Sindiserv e se colocou à disposição para encaminhar soluções em conjunto. Petrini ressaltou que a sua própria história como representante comunitário dialoga com as demandas dos servidores.
“Eu sou um parlamentar que veio de família simples e que sempre teve referências do movimento comunitário. Como presidente da Câmara, estou 100% aberto para qualquer demanda do sindicato e o que for necessário discutir. O nosso mandato à frente da Casa é imparcial e enxerga todos com igualdade”, ressaltou Petrini.
A presidente do Sindiserv, Silvana Piroli, agradeceu a possibilidade de avançar no tema e ressaltou a necessidade de conceder benefícios e direitos iguais para os trabalhadores. Segundo ela, outra questão solicitada é a equiparação do vale-alimentação concedido aos servidores da Câmara na última terça (6). Caso a lei seja sancionada pelo prefeito, o valor passará de R$ 949,52 por mês para R$ 1.899.
“Fomos até o prefeito exigir que o mesmo aumento seja estendido a todos os servidores, e também por isso estamos aqui. A democracia ensina muitas coisas e a gente está disposto a conversar e exigir os mesmos benefícios. A lei tem que ser feita para beneficiar os bons funcionários”, destacou a presidente do Sindiserv.