VEREADOR CLAUDIO LIBARDI (PCdoB): Muito obrigado, presidente. Eu tenho insistido que há necessidade de adequação e de uma melhor técnica dos projetos do Executivo, e recebi com alegria de uma grande procuradora do município a publicação no Diário Oficial do nosso município por parte do secretário Dornelles, de um regramento oriundo da Procuradoria-Geral do Município, através da Instrução Normativa nº 1, que estabelece procedimentos para elaboração, tramitação e encaminhamento de minutas de projeto de lei no âmbito do município de Caxias do Sul. Isso, a partir do dia 13 de março. Uma cena que anteriormente, e com o encaminhamento desse projeto, não havia sido promovida essa correção pela Procuradoria do Município. E é um outro projeto que eu entendo como adequação, como entende o vereador Elói Frizzo. E eu entendo que deveria ser mais claro, vereador Daniel, esse modelo de adequação. Porque se há a possibilidade de adequação com uma licitação contratada em setembro do ano passado, poderia haver previsão orçamentária já em dezembro. Não havia necessidade de nós votarmos novamente algo que podia ter sido solucionado em dezembro. Então eu entendo que há um erro no trâmite legislativo. Mas o que mais me preocupa foi que os assessores da vereadora Sandra me trouxeram uma situação do cancelamento da licitação em razão de um suposto direcionamento. E isso, sim, deve vir com preocupação para esta Casa. Porque os outros, que gostariam de vender os computadores para o município, não tiveram a oportunidade em razão da marca do computador. O município não pode escolher a marca do computador, tem que escolher a especificidade técnica. Houve a suspensão da licitação em razão da escolha da marca de um computador. Não é possível que alguém que escreva a licitação não tenha conhecimento da lei de licitações e da vedação legal para que se escolha a marca na compra de um computador. Então é uma questão que eu, obviamente, vou votar favorável. Mais um voto de confiança em razão da Instrução Normativa nº 1, publicada em 13 de março. Acredito que a procuradoria tende a fazer, em razão dos procuradores concursados, um bom trabalho. Tenho certeza que, através dessa adequação, haverá uma nova política de encaminhamento de projetos para esta Casa. Mas fica a minha preocupação quanto a esse modelo, que eu entendo que possa ser um direcionamento.
VEREADOR DANIEL SANTOS (REPUBLICANOS): Um aparte, vereador.
VEREADOR CLAUDIO LIBARDI (PCdoB): De imediato, vereador Daniel.
VEREADOR DANIEL SANTOS (REPUBLICANOS): Eu recebi aqui do Gustavo, do Ipam, que ele inclusive é o diretor da Farmácia do Ipam. O Meletti é CC8, ele não é presidente, não é diretor. Eu quero só fazer... Porque ele me mandou aqui. É importante salientar que o Meletti não é diretor, ele é um CC8, então. E o Gustavo é servidor de carreira e entende muito bem do processo e o trabalho lá dentro. Obrigado.
VEREADOR CLAUDIO LIBARDI (PCdoB): Eu conheço o Gustavo desde a época que ele disputava a eleição do diretor acadêmico comigo. Eu não tenho nenhum problema com ele. Agora, o que aconteceu por parte da prefeitura, com a suspensão pelo prefeito Adiló, como bem tratou o vereador Frizzo com excelência do que o Gustavo havia feito, o Gustavo errou. É inegável que ele errou. Sobrou o prefeito arrumar. É uma situação que eu comentei com o prefeito Adiló, me lembra algumas tropeçadas de outros governos, que parece que quem manda não é o prefeito, vereador. Como é que um diretor do Ipam publica a criação de um CC, e sobra para o prefeito ter que suspender? Eu sei que o prefeito não tem nada com isso. Eu tenho respeito pelo Gustavo, que eu encontro na rua, sempre converso. Agora, acho que houve um erro pela parte do Gustavo. Cria um desgaste para o prefeito muito fácil. A gente poderia vir aqui e fazer um discurso de dez minutos falando “é só CC, é só CC, é só CC”. A gente fica feliz que o prefeito cortou o CC. E, obviamente, a proposta do Gustavo, original, com certeza ele vai lhe mandar um WhatsApp, ele tem o meu telefone, era aumentar o salário do Meletti. Então, aqui não tem ninguém que é criança. Todo mundo aqui leu o Diário Oficial do Município. Lê a posição do Gustavo, e a proposta dele era criar um CC e aumentar a remuneração para um secretário adjunto. Essa era a proposta.
VEREADOR ELÓI FRIZZO (PSB): Permite um aparte?
VEREADOR CLAUDIO LIBARDI (PCdoB): Por gentileza.
VEREADOR ELÓI FRIZZO (PSB): Até pelo respeito que eu tenho pelo Gustavo, vereador Claudio. Havia uma definição de parte do prefeito, e um pleito que eu entendo justo de parte do diretor da Farmácia do Ipam, de também ser acolhido com uma pequena verba de representação. E foi feito o edital de uma coisa que havia sido discutida, mas não tinha sido acertada com o prefeito, porque o Gustavo tinha opinião contrária. Quero deixar bem claro isso. Tinha opinião contrária. E prevaleceu a opinião contrária do Gustavo, que fez com que o prefeito determinasse a revogação do edital. Então, quero deixar bem clara aqui a posição do Gustavo com relação a esse episódio.
VEREADOR CLAUDIO LIBARDI (PCdoB): O velho poema, né, vereador Frizzo? Um é, mas não parece; o outro parece, porém não é. E aqui o Gustavo, por assinar...
VEREADOR ELÓI FRIZZO (PSB): Aqui, vereador, por exemplo, me permite de novo. Aqui na Câmara, por exemplo, depois que a gente adotou a tal da assinatura eletrônica, a nossa assessoria normalmente é que encaminha tudo. Tu não tem mais o processo físico, que tu olha e tu relê, e relê.
VEREADOR CLAUDIO LIBARDI (PCdoB): Perfeito.
VEREADOR ELÓI FRIZZO (PSB): Então, tem que ter esses cuidados. Que bom que o Gustavo teve esse cuidado, conversou com o prefeito, o prefeito determinou a revogação, e está resolvido o assunto.
VEREADOR CLAUDIO LIBARDI (PCdoB): Eu tenho o cuidado, todos os dias, de ler a documentação que eu assino e eu cobro que o Gustavo tenha esse cuidado também, porque ele é alguém que exerce um cargo que é muito importante para o município e muito importante para os servidores. Vou votar a favor.