VEREADORA DAIANE MELLO (PL): Senhor presidente, senhores vereadores, público que nos assiste. Temos diversos temas para trazer nessa tribuna hoje. Um era da questão do IPAM, já falamos, acho que já deixamos registrada a nossa indignação. Outra situação, antes de adentrar, realmente, no tema que eu vou trazer hoje, aqui, eu queria deixar registrada uma situação, no mínimo, desagradável que aconteceu no último domingo. E não estou falando da vitória do Inter. O que acontece, mas foi em relação à vitória do Inter o que aconteceu. Eu não sou colorada, mas eu crio dois sobrinhos meus, adolescentes, e um deles virou no meio do caminho colorado, então ele nunca tinha visto um título do Inter e por este motivo eu prometi para ele que o Inter ganhando, eu levaria ele para o centro para comemorar. Como muitas famílias foram para o centro da nossa cidade comemorar o título do Inter. Algumas crianças que nunca tinham visto o título, assim como o meu sobrinho que é adolescente. E no meio do caminho, ali na Casa&Cia, a força tática chegou e meio atropelada, eu diria. Não sei se faltou uma organização dos órgãos de segurança da cidade, daqui a pouco a Secretaria de Segurança deveria ter organizado alguma coisa com a Secretaria de Transportes e até mesmo com a Guarda Municipal, porque todo mundo sabia o volume de pessoas que daria no Centro, independente do resultado, poderia ser Grêmio ou Inter, daria um volume de pessoas no centro. E um policial desceu com a sirene ligada e veio diretamente ao meu carro. Ele batia com as duas mãos no vidro do meu carro, mandando que a gente saísse. Gente, só se eu tivesse de helicóptero para sair de lá. Estava toda congestionada a Sinimbu. E olha o tempo que eu passei. Eu vim do Fátima, acabou o jogo, vimos os primeiros segundos, depois a gente adentrou a Sinimbu. E vocês imaginam como é que estava a Sinimbu, com buzinasso e tudo mais. Vocês imaginem o tempo que eu levei para levar até a Casa e Cia, naquele cruzamento ali. E só aí que a força tática apareceu. Eu acredito que foi uma situação, como eu disse, no mínimo desagradável. Aquele policial batendo com as duas mãos no meu vidro. Eu tentei demonstrar que não tinha local para sair. Ele abriu a porta do meu carro, e aí foi para o desespero da minha filha. A minha filha de nove anos estava dentro do carro comigo, no banco de trás. Eu estava no banco da frente, meu marido do lado e meu sobrinho atrás dele. Ele abriu a porta e se deparou comigo. Eu disse “não tem como sair daqui”. E ele gritava desesperadamente, bateu a porta do meu carro. Se eu tivesse colocado o pé pra fora, eu tinha me machucado. Então, aqui vai um alerta para a polícia, para a Brigada Militar, como todos os órgãos de segurança, para cuidar exatamente o que estão fazendo. Eu fiz um boletim de ocorrência. Eu gravei o número da viatura. Me dei ao trabalho de parar o carro, quando nós conseguimos parar, fui até lá, peguei o número da viatura, é 12839. Fiz o registro e espero que isso seja levado adiante. Vou conversar com os comandos, com a Corregedoria. Porque eu, sinceramente, não é porque eu sou vereadora ou porque “a” mais “b”.
VEREADORA ESTELA BALARDIN (PT): Permite um aparte, vereadora?
VEREADORA DAIANE MELLO (PL): Eu quero dizer que essa folia aconteceu de todas as idades. Crianças, jovens, tinham famílias, tinham idosos lá. Era uma comemoração. E como eu disse, não era nem do meu time, mas eu me achei no direito de levar meu sobrinho, porque era uma festa e era para ser uma festa. E acredito que a Secretaria de Segurança deveria ter se organizado para isso. Algumas pessoas dizem que de repente não, não precisava se meter. Mas a gente deveria até mesmo cuidar do patrimônio público. Porque muitos torcedores acabam se passando, sim, subindo em cima das paradas de ônibus. Isso acontece. Daqui a pouco, a gente tendo uma ação coordenada pela Secretaria de Segurança do município, junto com a Guarda Municipal, Secretaria de Trânsito, a própria Brigada Militar, o tático, daqui a pouco a gente poderia ter mais organizadamente aquela festa, aquela folia. E a gente também poderia cuidar melhor do patrimônio público. Seu aparte, vereadora Estela.
VEREADORA ESTELA BALARDIN (PT): Muito obrigada, vereadora Daiane. Em primeiro lugar, minha solidariedade ao que você, junto com a sua família, junto com uma criança e um adolescente, passou. Isso, de fato, é muito triste. Infelizmente, a gente teve um feriado, o feriado de carnaval, há bem pouco tempo, onde muitas pessoas... É isso, famílias com crianças, muitos jovens que estavam ocupando o seu direito de exercer o direito à cidade, de ocupar as ruas da cidade, foram tratados de forma muito ostensiva. A gente entende a importância do policiamento, mas esse policiamento de fato precisa de uma organização, precisa de uma concepção de que eles não estão ali para acabar com a festa. Eles estão ali para garantir que a festa seja segura. Infelizmente, a gente vê, então, no caso do Gauchão e no caso do carnaval, que foram datas comemorativas bem próximas agora uma da outra, esse policiamento que dialoga muito pouco, mas que trata muitas pessoas e famílias de forma agressiva.
VEREADORA DAIANE MELLO (PL): Obrigada, vereadora Estela. Eu quero deixar registrado que meu pai já dizia um ditado: Tudo que é urgente é ao que não foi dado importância em tempo hábil. E daí eu fui verificar, porque de repente tivesse acontecido alguma morte lá na frente, alguma situação que saiu da ordem mesmo. E não; eles simplesmente se posicionaram ao lado do Magnabosco, daquela quadra, e ficaram ali esperando. Então não era uma situação que precisaria daquela emergência, daquela urgência da polícia. E eu sou totalmente a favor da polícia, sou a favor da Brigada Militar. Eu digo para a minha filha que eles merecem estar ali, que eles precisam, que eles nos trazem segurança.
VEREADORA ROSELAINE FRIGERI (PT): Um aparte, vereadora.
VEREADORA DAIANE MELLO (PL): Só que eu vi a minha filha desesperada pedindo para ir embora de onde seria uma festa. Então, aqui eu quero deixar registrado isso, porque realmente foi uma situação muito desagradável que a gente passou. Seu aparte, vereadora Rose, para gente...
VEREADORA ROSELAINE FRIGERI (PT): Não, só a minha solidariedade. Eu também gosto muito de futebol e é lamentável, às vezes, que aconteça isso em uma festa. Então, eu também entendo a necessidade dos órgãos de segurança especialmente nesses grandes eventos na cidade, essas comemorações, é necessária a segurança, mas é lamentável que, quando a gente mais precisa de alguém que nos dê segurança, tenha que passar por esse tipo de situação. E, infelizmente, é mais comum do que gostaríamos que fosse. Então, a questão não é do órgão em si, mas como alguns agentes, em alguns momentos, agem dessa forma, fazem dessa forma. Semana passada também tive uma conversa...
VEREADOR CLAUDIO LIBARDI (PCdoB): Um aparte, por gentileza.
VEREADORA ROSELAINE FRIGERI (PT): No caso da Guarda Municipal, e eu acho que sim, nós precisamos ver porque o chefe da Guarda dizia: “Não, vou te dizer que isso não é orientação nossa”.
VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Um aparte, vereadora.
VEREADORA ROSELAINE FRIGERI (PT): Eu disse: “Bom, se não é orientação nossa, tem que abrir uma corregedoria”. Exatamente isso que a senhora fez. Se não é orientação do comando, então vai investigar quem fez isso.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Declaração de Líder, presidente.
VEREADORA ROSELAINE FRIGERI (PT): É esse o procedimento que se espera em relação à senhora e a qualquer outra pessoa. Como bem tu disseste: não é o fato de eu ser vereadora, é o fato de ser uma cidadã. Obrigada.
VEREADORA DAIANE MELLO (PL): E aquilo me deixou em choque. Eu não conseguia nem falar, e só mostrava para ele que eu não tinha um helicóptero para sair dali naquele momento. E se não, ele teria que aguardar, realmente. Seu aparte, vereador Libardi.
VEREADOR CLAUDIO LIBARDI (PCdoB): Obrigado. Minha solidariedade à senhora. Acho que é uma situação complexa. Sou torcedor do Juventude, viajei muito pra ver o Juventude em outros locais. Vi serviços excelentes da Brigada Militar, como na final do Gauchão no ano passado. Fizeram nosso acompanhamento da saída do Jaconi até a Arena do Grêmio. Mas também sofri traumas irreparáveis na mão da Polícia Militar, em alguns jogos. Relato o Juventude x Criciúma, no estádio do Criciúma, com a Polícia Militar de Santa Catarina, para nós andar era cacetada em tudo que era lugar. Eu não tinha feito nada, era menor de idade, estava com trompete para tocar, que tocava na banda do Juventude. A sorte, vereadora, é que eu tinha mais medo da minha mãe que do brigadiano, se eu perdesse o trompete. Mas são situações necessárias. Na vitória do presidente Lula, em 2022, eu estava no caminhão de som, acho que os vereadores do PT também estavam na praça. Eu fui... Eu era responsável pelo caminhão de som, também eu recebi uma notificação extrajudicial que ou acabava a festa ou acabava a festa. São situações complexas, mas eu queria reiterar que da nossa parte, muitas vezes a denúncia é fácil de ser feita, pelas nossas posições. Mas a senhora com certeza ganha mais estima minha, ganha mais estima da vereadora Estela, mais estima da vereadora Rose, por vir aqui relatar esse fato.
PRESIDENTE LUCAS CAREGNATO (PT): Segue em Declaração de Líder, vereadora Daiane Mello, pela bancada do PL.
VEREADOR CLAUDIO LIBARDI (PCdoB): Tenho certeza que não é a prática que é orientada. Tenho certeza que não é a prática legal. Tenho certeza que não são 90% da prática. É uma prática justa, uma prática correta. Mas, infelizmente, esses maus exemplos e esses traumas ficam. Para mim ficou, eu me lembro, exatamente, o que aconteceu no dia, como aconteceu com a senhora, e algo que para mim e para senhora é mais fácil ainda porque pelo nosso estereótipo nós não somos vítimas de violência policial, costumeiramente. Infelizmente eu já fui e a senhora também. Muito obrigado.
VEREADORA DAIANE MELLO (PL): Seu aparte, vereador Lucas.
VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Obrigado, vereadora Daiane Mello. Eu quero deixar minha solidariedade. Enquanto presidente desta Casa, eu não posso aceitar que nenhum parlamentar, que nenhuma vereadora ou vereador, e que nenhum cidadão da nossa cidade seja desrespeitado na sua vida. Então, aqui a minha solidariedade. Como presidente eu me coloco à disposição, a senhora registrou ocorrência, para cobrarmos das autoridades competentes, especialmente pelo fato de a senhora estar com uma criança. Eu também tenho filho e isso marca demais as crianças, sendo que muitas delas têm a polícia com admiração. Então é algo importante. Nós recebemos aqui o comandante do 12 na semana passada, e falava sobre a necessidade de valorização da polícia. Eu sou de esquerda e defendo, sim, a todos os profissionais públicos e os profissionais da segurança, que são trabalhadores, mas que precisam seguir a lei. Então, presto minha solidariedade e me coloco à disposição para que nenhum cidadão e cidadã, e que nenhum, nesse caso, vereador ou vereadora desta Casa seja desrespeitado e, se necessário, me coloco à disposição para cobrar explicações das autoridades específicas. Obrigado.
VEREADORA DAIANE MELLO (PMDB): Obrigado, presidente Lucas. Obrigado, vereador Libardi, vereadora Rose, vereador Estela. Sim, eu gostaria, presidente, de depois fazermos um ofício, né, para deixar registrado isso também, além do boletim de ocorrência, porque realmente foi uma situação muito desagradável, como eu disse, é de uma pessoa. Foi ele que foi até o meu carro, bateu no vidro e teve aquela atitude totalmente desrespeitosa com qualquer pessoa que fosse, não era porque eu era vereadora ou não. Mas, causa um trauma, sim. Por exemplo, para a minha filha, que ela chorava e dizia que ela queria ir para casa. Eu pedi para o meu marido parar o carro na metade da Sinimbu, pedi para ela descer do carro, peguei a mão dela e disse, não, nós vamos lá ver quem é que fez, porque eu vou ir atrás para ser responsabilizado. Então, eu acho que essa atitude a gente não se coloca como vítima mesmo, a gente vai atrás para que isso não aconteça com mais ninguém. Era isso, senhor presidente, sobre esse assunto...
VEREADOR TEN. CRISTIANO BECKER DA SILVA (PRD): Um aparte.
VEREADORA DAIANE MELLO (PL): Mas eu gostaria de falar sobre outro... Seu aparte, vereador Cristiano.
VEREADOR TENENTE CRISTIANO BECKER DA SILVA (PRD): Oi, muito rapidamente, trabalhei por trinta e tantos anos na Brigada Militar, vereadora Daiane, me solidarizo também com a senhora. A abordagem deve ser sempre de forma, num primeiro momento, de forma mais contundente, por óbvio, não sabemos quem está no veículo, e é para zelar pela segurança de todos, mas inclusive já recebemos informações do comando, já apurando os fatos para ver o ocorrido com a senhora. E me solidarizo, como todos os outros vereadores e também vamos estar, claro, atentos a qualquer tipo de situação. Sabemos também que é, para o policial, visto que trabalhei esse tempo todo ali na Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, enfim, um momento de tensão para todos, que é uma comemoração esportiva, por óbvio, até me surpreende a questão da força tática estar orientando o trânsito.
VEREADORA DAIANE MELLO (PL): Só tinha a força tática.
VEREADOR TENENTE CRISTIANO BECKER DA SILVA (PRD): Mas enfim, vamos apurar também, vamos entrar em contato com o comando, o comando mesmo já orienta dizendo que está sendo feita as devidas diligências para apurar os fatos. E nos solidarizamos com a senhora também.
VEREADORA DAIANE MELLO (PL): Obrigada, vereador Cristiano. Obrigada a todos os vereadores. Agora eu queria falar de uma situação também desagradável, mas é uma, como eu digo, as críticas aqui nesse Parlamento são críticas construtivas para melhorar a vida dos caxienses e da nossa cidade. Lagoa do Parque Oasis, a novela continua. (Manifestação com auxílio de imagens.) Gente, é inadmissível um local tão bonito, com tantos moradores ao redor, lá na Zona Norte de Caxias do Sul, estar totalmente abandonado. É um descaso total. Lá na Lagoa do Parque Oasis, ela faz divisa ali com o Jardim Embaixador, o Loteamento Millenium, o próprio Parque Oasis, o Fátima, a Morada dos Alpes, e aquele local está abandonado. E já foi, como eu disse aqui outras vezes na Câmara, ele já foi um local muito bem visto pela cidade, muito bem quisto. Eu fiz diversas ações culturais lá com as crianças das escolas de ao redor e tudo mais, falando até da questão do meio ambiente. A lagoa era assim (gesticulação), tem fotos no Google do pessoal participando, mas a lagoa está depredada. E aqui eu digo assim, a gente precisa preservar os nossos espaços públicos. A lagoa deveria ser um local de convívio para a população. E está num caso crítico, um descaso total. O mato tomar conta, a sujeira acumulada, a segurança de quem frequenta, a ausência de manutenção. E algumas pessoas me dizem assim, mas é que o pessoal ao redor não cuida. Gente, como é que eu faço qualquer campanha de conscientização sem uma lixeira no local? Não tem uma lixeira! Então as famílias que vão lá não conseguem colocar o lixo no local certo. Não tem mais os bancos. É aquela teoria das janelas quebradas, na qual nós falamos na nossa live, não é, vereador Hiago? O pessoal vê que ela está descuidada e acaba ficando assim, mais deteriorada. A minha primeira indicação nessa Câmara foi a respeito da lagoa por eu entender que aquele espaço deveria ser valorizado, deveria ser revitalizado na sua totalidade. Então, quando eu cheguei nesta Casa, depois de diversas discussões no ano passado sobre a lagoa com os moradores ao redor, a gente falou, não, vamos protocolar uma indicação. Fizemos isso, nada aconteceu. E ontem, então, a gente tomou a atitude, eu, o vereador Hiago e o vereador Capitão Ramon, de ir até o Ministério Público e pedir providências. Fomos lá, fomos muito bem atendidos pela doutora Janaína, mais uma vez eu fazendo uma denúncia com ela, eu que fiz em 2015 da cobrança adicional dos partos, agora fizemos a denúncia da questão da Lagoa. Primeiramente a gente quer descobrir quem é o responsável, porque, infelizmente, o Executivo passa de um lado para o outro sem ninguém ser o dono disso.
VEREADOR CAPITÃO RAMON (PL): Um aparte, vereador Daiane.
VEREADORA DAIANE MELLO (PL): Seu aparte vereador Hiago.
VEREADOR HIAGO MORANDI (PL): Eu estou curioso para saber o aparte do capitão Ramon, mas eu acho que eu já sei o que ele vai falar, mas espera aí. Só parabenizar a vereadora por ter ido até a promotora e agradecer o tratamento que a gente teve lá, eu acho que agora vão se coçar. Eu acho engraçado porque dessa vez também a gente estava bolando um vídeo bem legal, bem chamativo. Talvez nós fôssemos botar uma canoa, chamar atenção para o problema, só que quando eu botei uma boia de Flamingo, que deu um milhão e meio de visualizações, no Metrópoles deu três milhões, e a gente fez um barulho quanto a isso, eu era chamado de palhaço, de louco, até por vereadores desta Casa, que são tão incompetentes que não se elegeram, vereadora Daiane Mello. Então, quando a gente quer polemizar, tem que chamar atenção para o problema, a gente é taxado como louco. Mas dessa vez a gente cansou e decidiu outro caminho, vamos para os órgãos para ver se a prefeitura toma vergonha na cara. Então, eu acredito que agora o MP, está com o MP, eles vão resolver e pode contar com nós, vamos continuar fazendo oposição forte para deixar um governo forte, um governo melhor, senão vai ser um governo fraco. Seria isso.
VEREADORA DAIANE MELLO (PL): Obrigada pelo aparte, vereador Hiago. Seu aparte, vereador Capitão Ramal.
VEREADOR CAPITÃO RAMON (PL): Vereadora Daiane Mello, primeiramente parabéns por essa liderança que a senhora se tornou ao longo da sua carreira. E no dia de ontem a gente foi ao Ministério Público e fomos muito bem recebidos. E agora eu acredito que nós teremos alguma resposta. E até durante a reunião, eu cheguei até a citar um exemplo da nossa Lagoa do Parque Oasis, guardadas as devidas proporções, ela parece o Vaticano dentro de Roma. Outro país dentro da cidade de Roma. Aqui nós temos a Lagoa do Parque Oasis, é o nosso Vaticano. Não tem dono. Não é do Samae, não é da Codeca, não é da Secretaria do Meio Ambiente, não é da Prefeitura, não é de ninguém. Aquele é um ponto para ser explorado por outro país. Então, hoje não tem um responsável por lá. A gente já tentou falar com qualquer um, todo mundo diz o seguinte: “não é meu, não é meu.” É a batata quente, está passando na mão de todo mundo. Agora chegou ao Ministério Público, eu acho que eles vão passar a batata quente para o prefeito Adiló. E ele vai ter que dizer de quem é o dono. Obrigado.
VEREADORA DAIANE MELLO (PL): Obrigada, vereador Capitão Ramon. É bem isso. A gente se sente meio sem eira nem beira. A gente não sabe para onde correr. E para finalizar aqui, eu quero dizer que a promotora, a Janaína, disse que vai oficiar o município para verificar quem é o dono e para que seja responsabilizado porque é um local que tem água, é perigoso, os moradores até estão tentando fazer uma limpeza, mas que fica até perigoso para as pessoas que ali circulam. Sem falar do mau cheiro, sem falar dos peixes mortos em cima da lagoa. Então, é um local que precisa ser visto pelo Executivo e a gente aguarda essas respostas ansiosamente. Era isso, senhor presidente. Muito obrigada.