VEREADOR ELÓI FRIZZO (PSB): Senhor presidente, senhoras e senhores vereadores, eu solicitaria anuência dos colegas vereadores para dois votos de pesar conjuntos que estamos solicitando à Casa por conta, principalmente, da importância dessas pessoas para a nossa cidade. No sábado, nós tivemos o passamento do Sr. Antônio Enio Prux dos Reis. Quem não conhece o Seu Nico da Criúva? O Seu Nico foi, por 48 anos, servidor do Samae, direto, tratando da questão do abastecimento de água nas comunidades de Criúva e da Mulada, ajudando no serviço do Samae. A questão de... Entrou no Samae com 18 anos, saiu com 68 e, lamentavelmente, aos 70 anos veio a falecer. Uma pessoa querida na comunidade, conhecido de todos, de todas aquelas comunidades que formam a grande Criúva. Então, neste sentido, peço a anuência dos colegas aí para apresentarmos um voto coletivo, dada a importância desse servidor exemplar. Foi, inclusive, homenageado pelo então prefeito Alceu Barbosa Velho nos 50 anos do Samae. Foi a figura de mais destaque que nós tivemos a oportunidade de fazer a homenagem. E, lamentavelmente, no domingo, provavelmente muitos de vocês o conhecem, proprietário da empresa Servitec de Caxias do Sul, o Odir Antônio Cicconeto, um empreendedor, um desbravador na área do motociclismo em Caxias do Sul. Desde quando a Agrale iniciou o processo de construção das primeiras motos, naquela parceria italiana, desbravou este Brasil com a sua empresa, prestando serviços de assessoria nessa área. Além disso, foi, sem dúvida nenhuma, uma das principais lideranças na construção da pista municipal de motocross – Ascave. Era sócio-fundador da Ascave, tesoureiro da Ascave e, lamentavelmente, nos deixa com um pouco mais de 50 anos, através do... Sofreu um infarto. E, lamentavelmente, nos deixa. Deixa a família ali do Bairro Jardim América, membro da comunidade da igreja, uma pessoa destacadíssima na comunidade de Caxias do Sul. Era uma pessoa com muitos amigos, era um apaixonado por motociclismo. Gostava muito do que a gente chama “uma estradeira”. Estava se preparando, junto como uma equipe de Caxias do Sul, para ir até o Canadá de moto. Corria em muitas oportunidades. Representou Caxias, correndo em circuitos de alta velocidade. Então, uma pessoa destacadíssima na nossa comunidade, a quem eu solicito, então, dividir com os colegas um voto de pesar conjunto. Faço, então, esse registro dessas duas personalidades de Caxias que nos deixaram, então, neste final de semana. Muito obrigado.
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VEREADOR VELOCINO UEZ (PDT): Como na última quinta-feira a gente fez essa homenagem à chegada da colonização italiana no município, e esse coral, desde o primeiro momento, atendeu o meu pedido de vir aqui fazer essas apresentações, belas apresentações, digo eu. Para quem estava presente, se identifica muito com a nossa imigração italiana e representa já nesse ano... Quatro vezes representando o município, como já citei, lá atrás. Estive junto em Coqueiro Baixo, depois numa outra situação e nos próximos dias também vão estar em Vale Real. Então, eu queria propor um voto de congratulação coletivo desta Casa pelo belo trabalho desse coral que se sustenta com as próprias pernas e que, em outubro, vão lançar um CD. Tem uma identificação muito forte com a nossa comunidade caxiense, com a imigração. Então, seria isso, queria propor um voto coletivo de congratulação a esse coral da 3ª Légua, Radize D’Itália. Seria isso. Um pequeno aparte?
VEREADOR GUSTAVO TOIGO (PDT): Muito obrigado, vereador Velocino Uez. Eu gostaria também, neste momento, de cumprimentar o presidente Felipe por ter colocado, na Ordem do Dia, também essa homenagem ao dia da imigração e colonização italiana. Uma data que também é estadual, a data da etnia italiana. Mas também cumprimentar V. Exa. Entendo que foste, assim, brilhante, da tribuna desta Casa, quando contou um pouco da história dessa efeméride que aconteceu em Caxias do Sul, lá nos idos de 1875, com a chegada dos primeiros colonizadores. Entendo que, sim, o coral fez um papel muito importante, o Radize D’Itália, a coreografia dos chapéus também foi muito interessante. Eu e o presidente Felipe vamos treinar agora para a próxima edição, do ano que bem, vamos participar desse desafio que V. Exa. nos colocou. Mas o importante foi isso, foi que nós, a Câmara Municipal, mais uma vez não deixou passar essa data tão importante, que relembra o trabalho dos imigrantes, a cultura, o folclore e as tradições. Entendo que, na etnia italiana, também estão representadas todas as demais etnias que compõem o nosso território. Tivemos presenças importantes, Cleudes Piazza, Júlio Ribeiro, José Clemente Pozzenatto, pessoas que têm uma folha de serviços prestados à nossa comunidade, à nossa Festa da Uva, à nossa cultura. Também destacar a presença da secretária de Cultura, Adriana Antunes, que veio também a esta Casa representando o senhor prefeito. E dizer que, ao fim da sessão, fomos brindados com um belo de um filó, com os comes aqui no nosso espaço Mario Crosa, o que integrou todos nós. Então, dizer, vereador Velocino, que V. Exa. está de parabéns, cumpriu um papel importante. És um representante à altura da comunidade caxiense, mas também representa muito bem o nosso produtor, o nosso agricultor, o nosso colono aqui de Caxias do Sul. Cumprimentos. Desempenhaste com maestria essa tarefa que a Mesa Diretora proporcionou. Com certeza precisamos e devemos protocolar em conjunto esse voto de congratulações ao Coral Radize D’Itália. Parabéns.
VEREADOR VELOCINO UEZ (PDT): No momento que permite esse espaço seria isso, mas ainda nesta sessão, no final, se o tempo permitir, vou comentar mais sobre essa bela homenagem, senhor presidente. Neste momento, seria isso.
 
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VEREADOR EDSON DA ROSA (PMDB): Bom dia, senhor presidente, nobres pares. Da mesma forma da história que o vereador Elói Frizzo coloca – de pessoas que, no seu anonimato, fazem Caxias do Sul da forma que é – eu quero também, senhor presidente... Fiz um voto de pesar à Adelaide Maria Vidor Schiavo. Uma mulher de 63 anos, uma rica pessoa, teve a sua vida junto com o seu esposo, o Seu Alfredo, sempre pautada nos movimentos da igreja, principalmente no ECC. Teve o seu passamento, precocemente na semana passada. Teve um AVC por volta de terça-feira, e sexta não suportou e veio a ter o seu passamento. Então, a gente fica triste, mas um abraço à família, a nossa solidariedade... Quem pediu um aparte? Vereador Bandeira, por favor.
VEREADOR ARLINDO BANDEIRA (PP): Vereador Edson, obrigado pelo aparte. Também quero me associar aos votos de pesar à nossa amiga Vidor. Participei, inclusive, do velório em São Ciro. Meus votos de pesar a toda a família enlutada. Que Deus console, neste momento de dor, a todos. Eu sempre digo que, cada um que vai, a gente sente muito, mas que faz parte da vida, e temos que estar preparados. Então, que Deus console a todos, e o meu voto de pesar à família enlutada.
VEREADOR EDSON DA ROSA (PMDB): Obrigado. Obrigado, senhor presidente. Era isso. Obrigado.
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VEREADOR ALCEU THOMÉ (PTB): Eu queria me solidarizar, juntamente com o Frizzo, na pessoa... Pela passagem do nosso amigo Odir, pela pessoa alegre. Uma pessoa sempre pronta para servir. Uma pessoa alegre que não tinha hora para ajudar as outras pessoas. Então, neste momento, nós nos solidarizamos. E a esse voto, eu peço também aos colegas que se unam, porque foi uma pessoa de bem. Essas pessoas de bem, elas marcam uma vida. Isso aí, muito obrigado.
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VEREADOR RENATO OLIVEIRA (PCdoB): Senhor presidente, senhoras vereadoras, senhores vereadores, telespectadores do canal 16. Para nós, tantos os assuntos do nosso Município, mas não podemos continuar no assunto da esfera federal. Ainda mais ontem, com a vinda da representante da burguesia, representante anti... Ali na CIC, dizendo que... Simone Leite, ontem, esteve dizendo que a reforma trabalhista tem que sair de qualquer forma; que a reforma da Previdência tem que sair de qualquer forma, independente de quem seja o presidente. Então, neste momento em que nós, em que nós... Que este vereador defende Diretas Já... Diretas Já é uma coisa; agora, outro golpe é outra coisa. Eleição indireta, neste momento, seria um fracasso. Claro que não esperaria outra coisa, não esperaria outra coisa, se não fosse essa fala dela, que trabalhador tem comer com uma mão e trabalhar com a outra – aqueles cincos minutos que pode se trabalhar. Isso é o que está... Quando se deu o dinheiro para esses grandes empresários, para fazerem o golpe, foi exatamente isso. Então, nada para mim... Não é novidade isso. Quando se encontra... No mesmo dia em que se encontra em Caxias... No mesmo dia em que se encontra em Caxias uma pessoa – para mim, é uma pessoa; para outros, um mendigo; outros não sabem quem é ainda – no lixo, no lixo esfacelado lá, foi recolhido aqui da nossa região. Foi recolhido lá na reciclagem, foi encontrado ontem por moradores. Então isso é pensar que trabalhadores, que pobres... Tem que aumentar mais o índice de pessoas que não têm onde dormir, que não têm onde morar, que não têm onde comer. Então isso nos preocupa, cada vez mais, quando se tem essas tendências de dizer que a reforma trabalhista tem que sair a qualquer custo, como se a reforma da Previdência tem que sair a qualquer custo, da forma que querem. Se mostrou. Até ontem se dizia que a Friboi, o dono, era do filho do Lula. Pô, mas o filho do Lula pegou tanto dinheiro, está tão bonzinho, que deu dinheiro para o Aécio, para o Temer. Então, é isso que... Então tem coisas que... O Cunha dizia: “Se eu for para a cadeia, eu vou delatar.” E ele está fazendo isso aos poucos. Essas mesadinhas dele, que está pegando R$ 500 mil por semana. Então assim R$ 500 mil... Isso é o que estão dizendo. A gente não sabe o que eles estão pegando, por isso que vai faltar dinheiro para a Previdência. Que para a Previdência, com certeza, para os trabalhadores tem dinheiro. Então, assim, nós não estamos pedindo avanços de direitos a trabalhadores. Nós estamos pedindo para manter os direitos dos trabalhadores. Então, isso, nós, com certeza, nos preocupamos bastante com isso, mas, para nós, não é nenhuma novidade, não é nenhuma novidade quando esse, quando a CIC promove isso. Porque bancaram, esse pessoal ajudou a bancar. Então, agora, neste momento... E dizendo que hoje os trabalhadores têm que ser... Porque exatamente no dia que se encontra uma pessoa no lixo. Estava no contêiner aqui no centro, vereador Fiuza. Foi encontrado lá na área norte, lá na região norte, estava dentro do contêiner. Foi lá que encontraram primeiro a perna dele. Então, para eles, é descartável. Pessoas são descartáveis. Para muitas pessoas, muitas pessoas da burguesia, pessoas são descartáveis mesmo. É só nós vermos este último ano, um ano e meio aqui no nosso quadrilátero central da cidade, quantas pessoas estão morando debaixo de marquises, estão morando debaixo de marquises, e está aumentando gradativamente, está aumentando, está aumentando...
VEREADOR ELÓI FRIZZO (PSB): Permite um aparte, vereador?
VEREADOR RENATO OLIVEIRA (PCdoB): Isso para nós, infelizmente, são pessoas, é gente que corre, que tem sangue, que tem famílias ou tinham famílias. Por necessidade. Nós, aqui nesta ilhazinha que é Caxias, que só temos 500 mil habitantes, então vamos imaginar o que está acontecendo em São Paulo, Rio de Janeiro e na própria Porto Alegre. Então, isso, essa desgraça que está sendo levada ao país tem nome, são esses políticos que vêm a Caxias fazer essa fala, ontem, aqui na CIC. Seu aparte, vereador Frizzo.
VEREADOR ELÓI FRIZZO (PSB): Vereador Renato, eu confesso que, quando li os jornais hoje pela manhã, vi a reprodução de parte da fala da Sra. Simone Leite, não me surpreendi. Não me surpreendi porque essa senhora é uma velha reacionária. Aliás, a Federasul tem sido, historicamente, um espaço da direita mais raivosa do RS. As pessoas que passam por lá, normalmente, têm posturas extremamente conservadoras, muito pouco preocupadas com distribuição de renda, muito pouco preocupadas com direitos dos trabalhadores. Então, nesse sentido, não me surpreende a posição da Sra. Simone Leite. O que me surpreende é a CIC convidar, sabendo das posições dessa senhora, convidar esse tipo de pessoa para vir aqui colocar lenha na fogueira do ponto de vista... Mais ainda do que já está colocado, no sentido da divisão, especialmente, neste momento tão crucial, que estão sendo encaminhadas essas propostas de alteração no Congresso Nacional. E, mesmo algumas alterações que estão sendo encaminhadas, a nível do Governo do Estado, pelo Governador Sartori, são propostas que dividem o Rio Grande, e, por isso, nada mais justo que sejam submetidas a um plebiscito. Se há uma coisa interessante, que a nossa Constituição Estadual conseguiu introduzir, foi exatamente o plebiscito para ouvir a população, para saber se querem privatizar ou não a CEEE, se querem privatizar ou não a Sulgás e assim por diante. Então, nesse sentido, acho que a democracia tem que ser exercida na sua plenitude, mas aí ela vem para cá já... “Não, porque é um absurdo pedir eleições diretas para a Presidência da República”. Mas que legitimidade tem este Congresso para eleger alguém? E aqui não se está querendo romper com a Constituição, absolutamente. A Constituição, naquele momento que foi feita, tinha essa razão muito clara, não é? Mas tu, pelo menos, podias ter, por exemplo, a possibilidade de contar com o impedimento de um presidente e ter um vice-presidente, como na época do Collor tivemos o Itamar Franco, que fez todo esse processo de transição. Hoje nós não temos. Imagina, sai o Temer e assume o Rodrigo Maia. Estamos num mato sem cachorro, num mato sem cachorro. Então, nesse sentido, a proposta de eleições diretas, passando esse Brasil a limpo, é uma proposta que tem muito sentido, é coerente. Não é porque nós queremos rasgar a Constituição brasileira. Agora, se não der para ser eleição direta, que pelo menos o Congresso tenha a sensibilidade, o que não vai ter, de escolher alguém, se eventualmente o Temer vier a renunciar ou ser cassado. Dizer que não renuncia, ele é irrenunciável, que nem diz o... Ele não “desrenuncia” também, que nem diz o Iotti. Então, vamos ver o que esta semana nos aguarda, do ponto de vista da sucessão brasileira. Mas, lamentável mesmo a passagem dessa senhora aqui por Caxias do Sul. Que ela nem venha mais a esta cidade, que ela se enfurne lá em Canoas, de onde ela saiu. Aliás, de Canoas para Caxias aqui, só veio coisa ruim, só veio coisa ruim de Canoas para Caxias. Acho que o que tinha de pior em Canoas, lamentavelmente, vieram para Caxias, que agora até essa senhora aí também parece que está dando os seus ares por aqui. Era isso, vereador Renato. Obrigado pelo aparte. (Esgotado o tempo regimental.)
VEREADOR RENATO OLIVEIRA (PCdoB): Agradeço, vereador Frizzo. Obrigado, presidente. Esse seria o meu espaço neste dia. Obrigado.
 
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VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Senhor presidente, bom dia a todos e a todas, quem está nos assistindo pelo canal 16, TV Câmara. Triste, vereador presidente, trazer um tema aqui da tribuna, que, por 12 anos, se investiu em saúde pública muito nesta cidade na questão do povo, principalmente dos bairros da nossa cidade.
 
... Nos últimos quatro anos, quase 27% do Orçamento do Município iam para a saúde. Isto sim era tratar o tema com prioridade. O prefeito Alceu não media esforços para suprir a falta de investimentos do Estado e da União. A obrigação legal era investir 15%, mas ele preferia aplicar 27%. Crise nunca foi desculpa para não investimento em saúde. Cortava-se onde dava para cortar, mas da saúde não se cortava nada. Tanto que nos últimos quatro anos Caxias ganhou prêmios e reconhecimento importantíssimos pelos avanços na área da saúde. Milhares de vidas honradas! Por dezenas de vezes o prefeito Alceu saía do seu gabinete para buscar recursos aonde fosse. Ele não tinha a mesquinha e egoísta preocupação em deixar que o vice o substituísse enquanto ele peleava por Caxias, junto aos Órgãos Estaduais e Federais, e junto às instituições da iniciativa privada.
 
Como todos os outros prefeitos fizeram isso, e graças ao deputado Pepe Vargas, Mauro Pereira e também Assis, deputados aqui de Caxias do Sul, que intermediavam reuniões lá em Brasília para que isso fosse possível.
 
Repito: isso sim era tratar o tema com prioridade! Resultado: EM VEZ DE MÉDICOS PEDINDO EXONERAÇÃO, TÍNHAMOS MÉDICOS PEDINDO CONTRATAÇÃO! Concursos gerando expectativas. População cada vez mais bem atendida. Naquele ritmo, já teríamos nossa Caxias ainda melhor, exatamente como na promessa que se fazia, e se cumpria: nossa Caxias melhor a Cada dia. Cabe ao gestor municipal apresentar um plano de contingência para situações atípicas - onde está este plano da atual gestão? O prefeito falou publicamente que contraria 70 médicos para contingenciamento - onde estão? Só conseguiu contratar 25 médicos! Ele falou do plano de contingências, mas este plano não contempla a contratação de médicos e sim o redirecionamento de consultas para o PA é lógico q vai sobrecarregar uma estrutura já fragilizada. Exatamente quando ele deveria privilegiar a atenção básica e investir nesta atenção que efetivamente tem comprometimento com a saúde do seu território. Ou seja, dos bairros, a UBS, o povo da vila, da periferia. Aí está a prova da terceirização - Vamos sucatear a atenção básica e sobrecarregar os plantões para trazer uma fórmula milagrosa - Os terceiros!!!! Uma lógica perversa e destituída de inteligência! Quanto maior o investimento em prevenção primária menor o recurso aos pronto atendimentos e à internação hospitalar.
Mas, a escolha foi a mudança. Muitas pessoas nem sabiam explicar que mudança era essa. Nem sabiam dizer o que precisava ser mudado.
Nos últimos cinco meses – quem me assiste pelo canal 16, TV Câmara –, parece que um vendaval passou por Caxias. De cidade PREMIADA passamos a cidade da PIADA. Da cidade que acolhia até os irmãos de cidades VIZINHAS, passamos a ser a cidade das PICUINHAS. Da cidade reconhecida pela DOAÇÃO, passamos a ser conhecidos pela cidade de um XIRU BEBERRÃO. Da cidade de muitos DOTES, passamos a ser conhecidos nacionalmente como a cidade do PREFEITO DOS HOLOFOTES. Da cidade de muita HONRA, passamos a ser a cidade da VERGONHA. Nem em nossos piores pesadelos ou devaneios imaginávamos esta situação. Sabíamos que seria uma gestão ruim, mas nunca imaginamos que seria uma gestão desastrosa.
Recordo-me – Chico Guerra, irmão do prefeito –, de um episódio que o seu irmão, aqui na Câmara de Vereadores, na época candidato, disse que a morte de um jovem que se envolveu numa briga que era motivo para prisão de um prefeito. Disse ele: "o sangue desta pessoa está em suas mãos, senhor prefeito". Refletindo sobre isso, agora pergunto: de quem é a culpa pela morte do bebê que morreu no final de semana? De quem este sangue sujou as mãos, Chico Guerra? É justo atribuir a culpa a alguém, a um gestor? Deixo-lhes a resposta. Confesso que estou confuso.
Não sei de quem é a culpa das indagações acima que fiz. Mas, sei responder de quem é a culpa das indagações que farei abaixo:
- De quem é a culpa por termos mais de 50 médicos a menos?
- De quem é a culpa pelo baixo número de médicos interessados em ingressar no sistema público de saúde municipal?
- De quem é a culpa pelo cancelamento de mais de 20 mil consultas?
- De quem é a culpa por a UPA Zona Norte estar fechada desde o dia primeiro de janeiro de 2017 (esta era a promessa)?
- De quem é a culpa por não termos mais 27% de investimentos em saúde?
- De quem é a culpa por a saúde não ser mais a prioridade?
- De quem é a culpa pelo cancelamento da arrecadação de impostos gerados pela movimentação das festas tradicionais da cidade, e que poderiam ser investidos na saúde? Se está ruim agora, ficará pior sem estes impostos.
- De quem é a culpa pela dança de cadeiras no secretariado e diretorias da Secretaria Municipal da Saúde?
- De quem é a culpa pela ameaça de extinção da Farmácia IPAM?
- De quem é a culpa pela imagem dos médicos estar melindrada na cidade e no país, com reflexos diretos no atendimento à população?
- De quem é a culpa pelo caos que vivemos na saúde?
- De quem é a culpa pelas filas imensas, nunca vistas antes em Caxias, nos postos de saúde e no Postão 24 Horas?
- De quem é a culpa, líder do governo, de quem é a culpa????
[...]
(Texto fornecido pelo orador.)
 
Olha, nobres pares, eu convido vocês a assistir. Peço a TV Câmara que mostre a imagem, porque eu saí do meu gabinete e fui no Postão verificar in loco a situação do nosso Posto Saúde. Essa imagem do final de semana. A fila volta... Por favor, a imagem, da fila do Pronto- Atendimento. Por favor vai passando... Isso era esse final de semana. As pessoas atiradas no chão, jogadas com bebê no colo no chão. Isso é ser humano? Essas fotos que eu tirei foi ontem, ontem à tarde. Mamães com filhos no colo. Agora eu convido também vocês a assistirem os vídeos que eu gravei. (Segue a exibição do vídeo.) Cadê, prefeito, os setenta médicos que o senhor prometeu? Nós queremos saber, líder, cadê os setenta médicos que o seu irmão prometeu que ia contratar? As pessoas agonizando, chorando. Olha o depoimento dessa senhora. Leve para o seu irmão, por favor. (Apresentação do áudio) Esse é o depoimento de uma senhora. Isso, se os nobres pares forem no Postão 24 Horas, essa senhora... A hora que nós chegamos ano Postão, eu e a minha assessoria, era por volta de cinco, cinco e meia. Ela estava esperando da uma hora, uma e meia. Mas tinha gente desde as 11 horas e gente da... (Esgotado o tempo regimental.) Uma Declaração de Líder, senhor presidente.
PRESIDENTE FELIPE GREMELMAIER (PMDB): Uma Declaração de Líder à bancada do PDT. Segue o vereador Rafael Bueno.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): ...na noite anterior que não tinham atendimento. É lamentável, porque quando eu fiz uma fala aqui que foram tiradas as poltronas, foram tiradas cinco poltronas que as pessoas sentavam, estão sentando no chão. Isso é desumano, o prefeito não tem sentimento. Daí tem uma outra salinha, que as pessoas ficam esperando lá, que eles tiram lá da frente para as pessoas ficarem sentadas no chão lá dentro. Cadê os setenta médicos, prefeito, que o senhor prometeu? Cadê? Não fui eu que prometi em campanha. Mostra o vídeo aqui, por favor. (Apresentação do áudio) Olha, este prefeito é um verdadeiro cara de pau. Cadê o plano de cidade? Está destruindo a minha cidade, a cidade de vocês, a cidade que ele escolheu Caxias para viver. Esse desgoverno, gente... Sai do gabinete, prefeito, vai ver os postos de saúde como estão. Vai ver como está o Postão. Isso é diariamente. Se for lá agora, vai estar assim. Cadê os setenta médicos que o senhor disse que iria trazer de caravana de outras cidades, que poderiam pedir exoneração todos. Então, prefeito, é uma lástima. Saia do seu gabinete, prefeito; para com as suas falácias; para de querer ganhar holofote. A cidade conceituada, nós estamos virando a cidade da piada. Ainda dá tempo, ainda dá tempo. No dia 25 de abril o jornal Pioneiro, na página doze, mostrou que faltavam 5.973... Aliás, consultas deixaram de ser realizadas pela greve. Fora o pedido de exoneração dos médicos. Daí lá diz o seguinte:
 
O secretário da Saúde, Fernando Vivian, não tem resposta imediata para amenizar o dilema de milhares de pacientes prejudicados pela greve.
– Somente com o final da greve poderemos colocar em prática uma força-tarefa para atender às pessoas que perderam consultas. Antes disso, é praticamente impossível, pois dependemos dos médicos para atender a demanda.
 
(jornal Pioneiro, 25 de abril de 2017 – Pág. 12)
 
Mas, secretário, crie vergonha na sua cara também, secretário! O que o senhor está fazendo? Faz um mês que as pessoas estão esperando. De 5.000 consultas... O Pioneiro de ontem, dados de ontem, 14.955 pessoas aguardando consultas. Página doze do Pioneiro de ontem – um o mês depois. Fora as declarações dos médicos. E o senhor não tem nem planejamento. O que o senhor está fazendo aí, secretário? Me responda. E o senhor, prefeito? É lamentável, é lamentável um governo que disse que ia dar qualidade de vida para as pessoas; que ia cortar as secretarias, que não foi cortada nenhuma secretaria, não foi cortada nenhuma secretaria. Aliás, deu emprego para uma ex-cunhada dele, que fica – o dia inteiro – de manhã em casa e só vem trabalhar à tarde. Talvez podem me colocar na Comissão de Ética. Mas é só o jornal ir conferir, a imprensa ir conferir, se ela não está todo dia. Talvez, a partir da amanhã, ela começa a trabalhar de manhã. Mas, de manhã, ela fica cuidando do filho. A maquiadora. Olha, nobres pares, é lamentável. O senhor quer um aparte, vereador Daneluz?
VEREADOR RICARDO DANELUZ (PDT): Vereador Rafael, eu gostaria de parabenizar por trazer este tema. Que, às vezes, as pessoas não se dão conta dessas questões, principalmente as pessoas que não precisam do atendimento do SUS. E ver que o caos está em todas as áreas da nossa cidade. Por exemplo, em Vila Oliva nós ainda estamos sem médico há mais de dois meses. Estivemos participando da 10ª Conferência Municipal da Saúde, neste final, na sexta-feira e no sábado, onde foram colocadas diversas propostas lá. Mas eu penso que nem serão lidas, pois se nem as mais básicas estão sendo atendidas, quem dirá essas demais. Então é lamentável a questão que se encontra a nossa saúde e todas as áreas da nossa cidade. Então é bom trazer esses assuntos, trazer o que prefeito falava para que as pessoas enxerguem isso e vejam como está a situação na nossa cidade, que é lamentável, extremamente lamentável. E a gente tem falado todos os dias aqui, e muitas pessoas não estão se dando conta disso, mas logo ali na frente vão ver que não há mais tempo para corrigir essas questões. Também a questão dos médicos, vereador Rafael. Setenta eram a mais esses 40, 50 que já pediram demissão. Com o prefeito Alceu – que tão criticado era, na época, e ainda é pelo atual gestor –, em 100 dias de governo, colocou quarenta médicos a mais em Caxias do Sul. Então isso, sim, é modelo; isso, sim, é gestão e não o que está sendo feito agora. Muito obrigado, vereador.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Obrigado, vereador Daneluz. Não fui eu que falei, foi o gestor aí que falou, no plano de cidade dele, no projeto de cidade. Queria contratar especialistas para zerar a fila, a mínima fila que tinha. Só que o que a gente vê? Não tem nem especialistas no SUS, no CES. Lamentável. O seu aparte, vereadora Gladis.
VEREADORA GLADIS FRIZZO (PMDB): Obrigado, vereador. Bom, eu também queria colaborar com que o senhor está colocando e trazendo aqui na tribuna hoje, da importância da saúde. E, casualmente, ontem à noite, eu também recebi uma ligação de uma moradora desesperada. Faz três meses que o Desvio Rizzo está sem médico. Ela me disse: “Eu acho que eu vou ter que ir no gabinete. Posso falar com o prefeito, Gladis? Eu consigo falar com o prefeito?” Eu disse: “Olha, não sei; tu tens que marcar lá porque, a nossa parte como vereadores, nós estamos fazendo, nós estamos cobrando, estamos relatando os acontecimentos.” Então só para dizer, vereador Rafael, que o assunto que o senhor trouxe hoje é muito pertinente. E, realmente, é o que está acontecendo. As filas enormes, as consultas não estão sendo realizadas, e as pessoas estão entrando em pânico, lamentavelmente.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Obrigado. E nesta mesma linha da saúde, presidente, ex-presidente da Apae, vereador Flavio Cassina, ocorreu um grande evento, quase 800 pessoas, na feijoada da Apae neste final de semana lá nos Pavilhões, no Tulipa, no restaurante Tulipa. E a Apae, este ano, completa 60 anos. Todo mundo sabe o excelente trabalho que a Apae faz para a nossa cidade, atende 200 pessoas, 200 crianças de Caxias do Sul, e muitas ainda estão na lista de espera. Faz um atendimento diferenciado: do acompanhamento da criança, toda a sua evolução. Principalmente, vereadora Paula, no que se refere à fisioterapia e à fonoaudiologia. E, ao invés de a Prefeitura anunciar a valorização do trabalho, dos 60 anos de auxílio prestado para a nossa comunidade, jogaram um balde de água fria nas pessoas que utilizam esse importante serviço da Apae. Infelizmente, a Apae está com os dias contados, colegas vereadores. Precisa da união e do empenho de todos nós vereadores, e da comunidade. Está com os dias contados. O desespero da presidente, Fátima, da Apae, que não foi recebida pelo prefeito-gestor, não foi recebida, tentou por diversas vezes, desde o ano passado, contato com o prefeito, a presidente da Apae de Caxias do Sul. O prefeito, simplesmente, cortou convênio com a Apae. Aqui, na Câmara, foi aprovada uma lei especial – aqui na Câmara, na legislatura passada – que atende quem menos precisava. Talvez, quando a gente quer, senhor presidente, uma pessoa quer, o gestor faz, dá um jeito para acontecer. Agora, quando falta vontade, ele arranja desculpas. E foi essa desculpa que o seu irmão, o vereador Chico Guerra, deu ao vereador Adiló, quando... (Esgotado o tempo regimental.) O líder do governo para intermediar essa situação. O que disseram para a presidente da Apae? “Procura o SUS, procurem o SUS.” O problema – e para concluir, senhor presidente – é que não tem nada de similar no SUS: não tem hospital especializado que faça o serviço da Apae, é um serviço diferenciado. Olha, prefeito, as pessoas não pediram para nascer com os problemas de saúde. O senhor está brincando com a dor dessas pessoas. É um descaso com o ser humano. Olha, não brinca com os sentimentos. Vai ter panelaço em frente à prefeitura. Se o senhor não mudar essa sua ideia, além do Ministério Público, as mães estão programando panelaço. Muda de ideia! Até o dia 30 de maio, as mães estão dando tempo para o senhor, depois vai ter um panelaço aqui em frente à prefeitura. Obrigado.

 
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VEREADOR GUSTAVO TOIGO (PDT): Senhor presidente, senhores vereadores, eu queria repercutir um pouco a reunião ontem em que estiveram presentes os cinco procuradores que atuaram e atuam em nosso Município de Caxias do Sul, procuradores do ex-prefeito Pepe Vargas; do ex-prefeito Sartori; Alceu Barbosa Velho, e atual procuradora adjunta, Ana Cláudia Schittler, que vieram, a convite de nossa Casa, prestar maiores informações deste que é um projeto, deste que é um processo que está tramitando, há bastante tempo, no Poder Judiciário, que trata do precatório da Família Magnabosco. Entendo que foi uma reunião, presidente, de extrema relevância, muito produtiva, porque nós estamos num momento muito delicado. Basta ver, enfim, essa solicitação de sequestro de valores para o pagamento dessa ação. Nós sabemos que, há bastante tempo, isso vem sendo tratado pela nossa administração, pelo Município de Caxias do Sul, junto às instâncias do Poder Judiciário. Outros recursos estão em andamento. Um caso extremamente complexo e que, pelo que podemos... pelo que nós observamos das falas dos procuradores, é um processo que possui inconsistências, se assim podemos dizer, que existem algumas controvérsias que, ao longo do tempo, me parece, não foram sanadas. E chegou o momento em que o município vai precisar de toda uma energia, neste momento, para tentar reverter essa situação. E qual foi a posição, a minha posição naquela reunião? Uma posição muito clara. Nós não falamos de pressão política. Nós falamos de um trabalho que as forças vivas, que as autoridades políticas do Município de Caxias do Sul, lideradas pelo prefeito Daniel Guerra, deve fazer, neste momento, que é um trabalho de convencimento dos ministros, lá, do Superior Tribunal de Justiça, que estão na iminência de julgar uma ação rescisória deste caso. Quando eu digo um trabalho de convencimento, é que, justamente, isto: quando um julgador deve proceder a uma sentença favorável ou não, esse julgador deve ter o conhecimento pleno e estar convencido daquilo, daquele voto que ele vai dar, ter conhecimento daquela matéria que está julgando, sem nenhuma dúvida. Então, nós temos aí embargos, nós temos ações de execução, nós temos esta ação que deve ser pautada, já na sequência, que é a ação rescisória, que é uma ação importante para o município, mas que nós, neste momento, precisamos unir forças, é isso que eu disse. Nós precisamos fazer um trabalho muito forte. Nós tivemos manifestações unânimes dos cinco procuradores, que o município nunca deixou de fazer um trabalho dirigente, um trabalho forte na área jurídica, mas o campo político, agora, precisa entrar em campo. E nós precisamos usar todas as forças que nós temos disponíveis, porque eu entendo que ocorreu uma aberração jurídica, que o município foi inserido no polo passivo dessa demanda já no andar da carroça. Aí, no meu entendimento, ocorreu, inclusive, violação ao devido processo legal, inclusive, ao direito da ampla defesa do Município de Caxias do Sul. E nós vamos ser penalizados com isso, a população como um todo. Então nós precisamos que o próprio governador do Estado, que esteve à frente dessas negociações durante oito anos, que conhece Caxias do Sul; nós precisamos dos nossos ex-prefeitos, nós precisamos dos três senadores, nós precisamos dos deputados, nós precisamos das entidades empresariais de Caxias, sempre lideradas pelo prefeito. Afinal de contas, nós não podemos fazer com que essa demanda se apresente e se execute da forma que está aí, porque nós teremos um grande prejuízo, principalmente para aqueles serviços que são essenciais. Então, esperamos... Entendo que... Quero cumprimentar a Mesa Diretora, na pessoa do seu presidente Felipe, que teve a grandeza de convidar os cinco procuradores que se fizerem presentes. Todos eles tiveram um belo tempo para fazer a sua explanação, todos eles ao seu tempo, ao seu modo, como que ocorreu toda essa defesa, todo esse processo, clareando, tirando as dúvidas da Casa. Agora, é claro, nós precisamos, presidente, que o nosso prefeito tenha, também, faça a sua parte. Tem legitimidade para isso, é o chefe do Executivo, é o chefe do poder que tem a chave do cofre e que, com certeza, não deve atender, de uma maneira tão fácil. Ou seja, nós precisamos resistir, mas de maneira firme, nesse caso. E o melhor caminho nós estarmos em Brasília junto com os procuradores, com as forças vivas, e solicitar uma reunião ampla de trabalho, para explicar inclusive as minúcias dos processos, onde que se deram as divergências que comprometeram o deslinde infeliz e prejudicial à municipalidade. Então, presidente, lhe cumprimentar. Mais uma vez o Poder Legislativo serviu de mediador nesse, que, no momento, é o caso mais importante para que o nosso município venha a resolver. Esperamos que o Executivo agora tome essa iniciativa e congregue, congrace as forças vivas para que a gente tenha êxito nessa ação, junto ao Superior Tribunal de Justiça, nessa ação rescisória. Obrigado.
 
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VEREADOR EDSON DA ROSA (PMDB): Senhor presidente, parabenizo também V. Exa. por essa iniciativa, porque essa situação ela perpassa os governos, é interesse do município. Então, estive presente também, ouvi atentamente. Importante nós ouvirmos de todas as administrações as medidas nesse processo que foram tomadas. Mas, cumpre a mim, de acordo com o regimento, informar que, na quinta-feira, próxima passada, eu estive ausente da sessão, senhor presidente, e fui representar esta Casa no Conselho Regional de Contabilidade do Rio Grande do Sul, que promoveu, no dia 18 de maio, Seminário Assuntos Contábeis de Caxias do Sul. E antecedendo o evento, das 8 às 9 horas, nós tivemos uma reunião institucional dos representantes do CRC-RS com algumas autoridades. Foi falado inclusive o que V. Exa. falou aqui na sessão. Pois bem, ali, naquele momento, senhor presidente, o Sr. Pedro Gabril. Quem é o Sr. Pedro Gabril? Ele é vice-presidente dos Observatórios Sociais do Brasil e vice-presidente de Relações Institucionais do CRC-RS. Para quem está nos ouvindo agora, o que é o Observatório Social? Daqui a pouco, as pessoas não tem o conhecimento e eu vou fazer um pouquinho da leitura.
 
 É um espaço para o exercício da cidadania que deve ser democrático e apartidário e reunir o maior número possível de entidades representativas da sociedade civil com o objetivo de contribuir para a melhoria de gestão pública.
Cada observatório social é integrado por cidadãos brasileiros que transformam o seu direito de indignar-se em atitude em favor da transparência e da qualidade na aplicação de recursos públicos: São empresários, profissionais, professores, estudantes, funcionários públicos e outros cidadãos que voluntariamente entrega-se a causa da justiça social.
 
(Texto fornecido pelo orador.)
 
Observatório Social tem em 19 estados, 120 cidades brasileiras, três no Rio Grande do Sul, entre elas Caxias do Sul, e o presidente, através da CIC, é o senhor Ronaldo Tomazzoni. Mas quem falou foi o vice-presidente, Pedro Gabril. E nós estávamos lá escutando as autoridades. Pois bem, desde o início de janeiro, senhores vereadores, o Município de Caxias do Sul não recebeu Observatório Social, e não estão dando nenhuma, até quinta-feira passada, importância ao Observatório Social – que não deixa de ser, como nós vimos aqui, uma ferramenta social de controle, bem como a transparência do Município, vereador Gustavo Toigo. Tinha lá também os representantes do Executivo. Isso está na Lei de Transparência Federal. Então, isso não é imaginação, porque nós não tínhamos a menor noção dos assuntos que iriam ser tratados, e foi tratado como um problema contábil para Caxias do Sul. Por quê? Quem é que dá estrutura para o funcionamento? São os contadores, através do Sescon e de todas as instituições, para que o Observatório Social tenha a sua eficiência para ajudar o Executivo Municipal. E não tiveram, até quinta-feira, digo de novo, e não foi uma pauta trazida pelo Observatório de Caxias do Sul, que, desde janeiro, está tentando contato com o nosso Executivo e não tem nenhuma aproximação até agora. Então, quer dizer, eu não estou conseguindo entender. Ficamos perplexos. Inclusive o representante do governo Municipal também estava estarrecido, e ali colocou – que foi o senhor, nosso secretário, Carlos Heinen – que também está tentando sensibilizar o nosso Executivo para que entenda essa ferramenta que é disponibilizada pela sociedade civil organizada na condução da gestão pública. Isso, para nós, naquele momento... Então, o nosso Município foi dado com uma conotação não tão positiva, para não deixar negativa, porque não foi o intuito. Mas o intuito das forças vivas que estavam naquela reunião de tentar sensibilizar o nosso Executivo, que tenha a noção que os observatórios sociais seguem, sim, como uma ferramenta de controle social da administração pública, bem como uma transparência tão divulgada e tão solicitada na campanha passada. Então, senhor presidente, vejo que, infelizmente, o nosso Município... E depois nós ficamos por lá. Não esperávamos por isso, porque já foi dada continuidade. Inclusive, o prefeito Sartori, à época, fez a lei que se reporta à transparência, já da lei da transparência. (Esgotado o tempo regimental.) E a aproximação que nós tínhamos – e para ir finalizando – com o governo Municipal da gestão anterior era um passo a mais, para que, ali na frente, essas reuniões com esses conselhos, cada vez mais, ajudem o Executivo. Porque não podem enxergar, vereador Périco, essas associações civis organizadas como alguém que queira bisbilhotar. Mas não. Pelo contrário! Nós tivemos, esses dias, uma missão da CIC a Maringá, onde a comunidade se une ao Executivo para tentar ajudar na gestão pública. Então, o nosso Município, até o momento da semana passada, negou essa possibilidade de ajuda à sociedade civil organizada para ter uma gestão plena, integrando os órgãos que querem o bem do nosso Município. Então, trago isso, senhor presidente. Não fiquei muito feliz. Fiquei um pouco estarrecido. E, quando a gente não sabe qual é a pauta, a gente não tem como fazer muito a defesa. Para tanto, estou fazendo, neste momento, aqui, então, essa manifestação e espero que seja sensibilizado o nosso governo Municipal, e enxergue o Observatório Social como um aliado, e não como alguém que queira olhar diferente para a sua administração. Era isso. Muito obrigado.
 
 
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VEREADOR VELOCINO UEZ (PDT): Senhor presidente e nobres colegas, vereadores e vereadoras. Só para finalizar aquilo que foi comentado, vereador Toigo, proponente da homenagem que foi feita da imigração italiana. Eu cheguei a algumas conclusões. Inclusive, quero agradecer os convites que foram, enfim, lançados, que aderiram bastante à nossa homenagem. Agradecer também à corte principal da Festa da Uva, que se fez presente, a rainha e as duas princesas. Que, na fala delas, estavam com saudade de vestir a vestimenta oficial da Festa da Uva. Enfim. Mas citei a Festa da Uva, por quê? Porque a uva, dede a época, quando chegaram os imigrantes, foi a sustentação das famílias, e ainda é muito forte em Caxias até os dias de hoje. Mas cheguei a uma conclusão. Que, quando foi falado em Festa da Uva, ficou muito claro no semblante das pessoas que estavam aqui... E ali fora não é diferente, que tem um vazio dentro de nós. De novo, eu digo que, quando eu venho falar, de novo, em Festa da Uva, com todos estes problemas que a gente tem dentro desta cidade, muitos ali fora são capazes de dizer: “Não, o vereador fica perdendo tempo com[1] festa, enquanto tem o problema de saúde, o problema da Família Magnabosco, aquela roubalheira que tem lá em cima”. Mas muitas pessoas não veem o que reflete isso na economia caxiense e que reflete lá na frente, muito dinheiro que poderia cair de impostos, dentro do caixa da Prefeitura, que se refletiria em melhorias em vários setores, saúde. E uma coisa depende da outra. Eu acredito, sim, que a Festa da Uva poderia, sim, mesmo com todo esse problema... E, agora, como vem o problema maior, o povo de Caxias esquece logo disso, porque tem problema mais grave. Poderia, sim, eu acredito que foi olhado muito o lado, de repente, de picuinhas políticas, que não se pudesse fazer uma festa à altura das outras, pela dificuldade que tem na economia nos dias de hoje. Mas, se olhar pela fala da rainha, que estava muito claro ali que, mesmo ela ficando um ano a mais, tinha que, sim, porque a Festa da Uva é muito maior que isso. A comunidade caxiense, o que Caxias cresceu ao longo dos 142 anos, seria muito maior que isso. Agora, se se usasse... Uma coisa que marcou muito, que declarou a Rafaelle: “A Festa da Uva mostra o quanto juntos somos mais fortes”. E que, se o nosso Poder Executivo olhasse por esse lado de juntar todas as forças, como eu dizia, lá atrás, poderia, sim, ser feita a Festa da Uva. Se não dá para fazer tão grande, se faz do jeito que dá, mas fazer. Mexe muito na economia. Praticamente, foi tirado o símbolo da história de Caxias, que hoje é uma das maiores, quatro maiores festas do país e, eu vejo no semblante das pessoas, ali fora, cada dez pessoas, oito... Duas dizem: “Bom, se não tem dinheiro, fazer o quê?” Mas oito dizem: “Teria que ser feito da maneira mais humilde”. Então, só para finalizar esse assunto, depois, praticamente, vai morrer por aí, porque, pelo aquilo que se vê, têm muitos problemas graves... Mas está muito visível a minha conclusão, quando eu mexi, que as pessoas, a comunidade caxiense queria, sim, que tivesse a Festa da Uva. Se não desse para fazer tão grande, menor – mas que tivesse ela. O seu aparte, vereador Thomé.
VEREADOR ALCEU THOMÉ (PTB): Eu queria parabenizar pela condução daquela homenagem aos italianos. Dizer que, às vezes, as coisas simples... Eu estava vendo aquela apresentação do chapéu. Uma coisa muito simples, mas harmônica e muito bem feita. Às vezes, não são as grandes coisas que a gente faz que repercutem, mas, às vezes, as pequenas coisas também causam, assim, um conforto e alento para que a gente possa fazer festas menores dentro dos distritos. E, certamente, essas coisas engrandeceriam a nossa cidade.
VEREADOR VELOCINO UEZ (PDT): Obrigado pela contribuição. Então, vejo, assim, repito novamente: na hora da dificuldade, a humildade faz muito a gente crescer. A gente daria a volta por cima. Com certeza, a comunidade caxiense ganharia muito com isso. Seria isso, senhor presidente.
 
 
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VEREADOR PAULO PÉRICO (PMDB): Senhor presidente, senhoras e senhores vereadores. Eu queria, neste momento, retomar a questão do Plano Plurianual. No término da minha colocação, na minha Declaração de Voto, eu falava da importância desta Casa de analisar o último ano do Plano Plurianual apresentado pelo prefeito Alceu Barbosa Velho, porque, este ano, a atual administração tem que seguir aquele Plano Plurianual. Eu, lendo o do governo anterior: Aumentar em 50% o fluxo turístico receptivo em Caxias do Sul no decorrer dos quatro anos de governo. Pena que o nosso... Nosso, não, que o líder do governo do atual prefeito não esteja aqui presente para que pudesse ouvir. Mas, é claro que todos os que nos assistem na TV Câmara... E, antes que digam que nós estamos aqui fazendo simples oposição, nós temos que usar do bom senso. Transformar o parque da Festa da Uva no principal centro receptivo turístico de Caxias do Sul, sendo referência em acessibilidade, oferecendo atrativo turístico permanente. Vejam, isto aqui é uma obrigação do Poder Executivo, de manter aquilo que os três últimos anos da administração passada fez, como nos outros oito anos da administração do prefeito Sartori também foi feito. E o que nós percebemos é que, em cinco meses, por exemplo, a réplica da Festa da Uva foi completamente... Foi pedida a desativação. Então, o que me preocupa é que não se destrua tudo que foi feito. Você pode pegar aquilo que já existe... E eu falava isso, inclusive, lá na minha campanha para vereador: que há uma diferença muito grande entre invenção e inovação. Inovar é pegar o que tem e melhorar os processos. No mínimo, manter aquilo que é bom ou que está sendo bom. E o que nós estamos percebendo é que tudo aquilo que foi feito nos governos anteriores – e podemos voltar a vários e vários anos –, isso tudo está sendo destruído ou não está sendo um avanço. Por exemplo, você acabar com as réplicas – acabar não, mas tirar tudo das réplicas – sem antes sentar e conversar com aquelas pessoas que lá estavam é uma questão de inovação. Vamos manter o que tem e vamos melhorar, não vamos tirar tudo, para, depois, vermos o que vamos fazer. Então é muito preocupante que a administração atual não esteja conversando com todos esses órgãos que ela fala, no atual plano, que ela está apresentando, e apresentou aqui na nossa Casa. Ela apresentou planos de discutir com a comunidade, de fazer as coisas com a comunidade, mas nem hoje ela está fazendo, seguindo o plano plurianual da administração anterior. Então, se a partir do ano que vem a atual administração começar a falar com as entidades e organizações, qual é a minha preocupação? É que se perdeu um ano. Já deveria estar fazendo isso hoje, e se perdeu um ano. E, em quatro anos, quatro anos de administração, você perder um ano, isso pode inviabilizar muitas coisas para o futuro do município e pode comprometer muitas coisas. E nós estamos vendo aqui esse comprometimento, no caso da saúde, levantado aqui pelo vereador Rafael Bueno, de que parece que nada, ou melhor, tudo que tinha sido feito antes não serviu para nada. Ora, no mínimo, senhores vereadores, mantenha o que estava sendo feito e aperfeiçoe isso. Inove, inove nos processos, mas não destrua tudo que vinha sendo feito. Se não era perfeito – e nada é perfeito neste mundo... Mas você tem que procurar melhorar e não simplesmente destruir tudo para começar de novo. E o colega Adiló coloca sempre isso aqui: que, para destruir, é muito fácil; para depois reconstruir, é muito difícil. E essa está sendo não só a minha preocupação, mas, o que eu percebo e vejo aqui, é preocupação da maioria dos colegas da Câmara de Vereadores. Portanto, senhores vereadores, não é aqui ficar falando de oposição por oposição. (Esgotado o tempo regimental.) Nós estamos aqui falando é de bom senso e não oposição por oposição. Obrigado, senhor presidente; obrigado, senhores vereadores.
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VEREADOR ELÓI FRIZZO (PSB): Senhor presidente, senhoras e senhores vereadores. Vereador Périco, nós não estamos aqui fazendo oposição por oposição. Concordo com V. Exa. Portanto... (Manifestação sem uso do microfone) Não, vou mudar de assunto. Eu gostaria de cumprimentar, vereador Felipe, a iniciativa da Mesa da Casa, do programa Visitas Legislativas. Porque, de fato, a gente percebe a importância desse programa. A visita à Vinícola Perini. Eu falava com o vereador Felipe da importância do programa que V. Sa. lidera, o Visitas Legislativas. Eu falo da visita à Vinícola Perini; e, ontem à noite, ao Sindicato do Turismo e Hospitalidade. De fato, extremamente produtivas essas reuniões com parcelas da nossa sociedade, com instituições. Eu acho que a Casa tem que procurar valorizar bastante, e, na medida do possível, os vereadores comparecerem, na sua totalidade, pelo menos na sua maioria. Eu vejo que, ontem, à noite, a conversa foi muito boa, sem dúvida nenhuma, e a gente viu ali empresários extremamente preocupados com os destinos da nossa cidade, em razão das medidas adotadas pelo Executivo, com relação, principalmente, à área do turismo. E, se há uma verdade colocada ali ontem, acho que colocada como exemplo pela secretária Executiva do sindicato, que países como a Itália, e eu incluiria a Espanha, saíram da crise graças ao turismo, essencialmente graças ao turismo. A aposta no setor de turismo. Eu procuro tentar compreender o que motiva o atual prefeito, do ponto de vista de destruir esse segmento tão importante da economia caxiense e que deveria ser fortalecido. Porque a forma como ele está conduzindo de destruindo o que tem para trás para tentar apresentar a sua proposta logo ali na frente é uma loucura, uma coisa sem pé nem cabeça. Não. Tudo que houve para trás, inclusive os quatro anos provavelmente que ele esteve à frente da Secretaria de Turismo, não prestaram para nada. É sempre importante dizer que o atual prefeito esteve à frente da Secretaria de Turismo durante quatro anos, portanto participou da organização de, pelo menos, duas Festas da Uva e acompanhou, nos oito anos que foi vereador nesta Casa, pelo menos, mais quatro edições da Festa da Uva. Então, não é desconhecimento, vereador Adiló, é uma coisa proposital, pensada que eu não consigo enxergar o alcance dela... Tu praticamente deixar o setor às moscas durante dois anos e, talvez, no final da sua gestão, apresentar uma proposta inovadora, revolucionária. Como se o que veio para trás tudo um bando de débil mental que não sabiam fazer as coisas, que não sabiam fazer as coisas. Só se aprendeu a fazer as coisas a partir de agora. Então, vereador Felipe, eu acho que vamos continuar nessa agenda positiva, acho que é importante que a Casa faça essa interlocução com a sociedade, com as entidades. E eu vejo que, enquanto a Câmara de Indústria e Comércio perde tempo com palestras tipo a de segunda-feira, deveria estar dando respaldos para os seus associados, o seu sindicato do turismo e hospitalidade, que estão extremamente preocupados com essa realidade que está aí, com a perda de empregos na cidade, com a perda de impostos na cidade, que isso vai representar... Fala-se em R$ 10 milhões, R$ 15 milhões, R$ 20 milhões que deixam de girar na economia caxiense, simplesmente, com a Festa da Uva. Fora tudo que nós já viemos colocando aqui, de outros setores da sociedade que também movimentavam a economia caxiense. Pode-se falar o que quiser de um CTG, por exemplo, que promove um torneio... Um evento nos Pavilhões da Festa da Uva, mas, em um evento desses, vereador Ricardo, circulam lá milhares de pessoas que consomem, que dão emprego, que mobilizam a cidade. Eu, inclusive, coloquei lá que sou favorável que a Festa da Uva, inclusive, deveria ser anual. A gente deveria... Se há uma coisa que o prefeito poderia aperfeiçoar, é efetivamente profissionalizar a Festa da Uva e colocar recursos orçamentários na Festa da Uva, colocar recursos orçamentários, para mobilizar a comunidade como um todo e investir no sentido da nossa economia girar. Então fica o registo. Cumprimentos, presidente. Vamos em frente que essa ação da nossa Casa está muito bem formulada. Muito obrigado.
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VEREADOR RICARDO DANELUZ (PDT): Senhor presidente, senhoras vereadoras e senhores vereadores. O assunto é o mesmo do vereador Frizzo. Então, vou procurar não ser repetitivo nas questões abordadas por ele. Gostaria também de parabenizar o presidente, em nome da Casa, por realizar as visitas legislativas, que têm nos proporcionado um grande conhecimento nas mais diversas áreas. Logo ali na frente, vamos nas agroindústrias, como já combinamos, e podemos conhecer a realidade de cada comunidade, de cada setor da nossa cidade. Mas gostaria de dizer também da questão do Dia do Vinho, que está acontecendo desde o dia 19 de maio até 4 de junho, pelo qual Caxias do Sul é a maior cidade envolvida nessa questão. Só que me parecem poucas atividades aqui na nossa cidade, perante a programação de municípios muito menores. Mas registrarei esses que estarão acontecendo aqui: 1ª Feira de Vinhos, que acontecerá no Iguatemi, de 1º a 4 de junho; Feira do Vinho na Praça Dante, de 2 a 4 de junho; Panela no Pátio, no Quinta Estação Eventos, dia 4 de junho. Então, esses os eventos mais destacados, que acontecerão na cidade de Caxias do Sul, durante o Dia do Vinho. Também dizer que me espanta a questão de ler essa programação e vermos apoios ao Dia do Vinho. Aí vimos, aqui, como apoiadores, os municípios de Antônio Prado, Bento Gonçalves, Farroupilha, Flores da Cunha, Garibaldi, Monte Belo do Sul, Pinto Bandeira, Veranópolis e Vila Flores. É um absurdo Caxias do Sul, sendo o maior município que está no Dia do Vinho, não estar apoiando esse evento. Então, é mais uma medida do nosso prefeito-gestor que vai na contramão do turismo de Caxias do Sul. Pudemos perceber, ontem, lá no SEGH, no Sindicato Empresarial de Gastronomia e Hotelaria, o descontentamento de todo o setor quanto à administração pública em Caxias do Sul. Falamos muito sobre Festa da Uva, que é o que temos de mais importante na área de eventos e turismo, onde uma das empresas estava com 22 ônibus agendados e teve que cancelar todos esses ônibus. Mas isso há tanto tempo antes da festa, e que nem foi divulgada a data, nem uma questão. Para ver como a Festa da Uva é algo muito maior, e que é programada, de ano a ano ,pelas agências e por todo setor turístico. Aí falamos em Festa da Uva, e, às vezes, algumas pessoas falam que não recebemos turistas, que a festa é feita com a população de Caxias do Sul. Quem fala isso nunca vivenciou e não sabe nem o que está dizendo. Isso falado por CCs do governo Guerra, dando como justificativa que as 900 mil pessoas seriam, quase na totalidade, de Caxias do Sul. Nós que vivemos a festa, que estivemos, há várias edições, junto à Festa da Uva, podemos perceber que vêm, sim, turistas de todo o Brasil e de fora do Brasil, aqui, conhecer a nossa cidade, visitar e gastar o seu dinheiro em todo trade turístico. Então deixar esse repúdio a essas pessoas que só falam bobagem. E dizer também, para encerrar, antes de dar o aparte ao vereador Rafael, a questão dos pavilhões da Festa da Uva, que ela é um grande potencial de trazermos eventos, de captarmos eventos para a nossa cidade de Caxias do Sul. Eventos religiosos, eventos esportivos, eventos culturais, rodeios, enfim, diversos eventos onde vêm pessoas de fora e deixam recursos aqui em todos os setores que movimentam a nossa cidade. Então, nós vamos na contramão a todos os municípios que se prezam. Estamos perdendo eventos, foi falado ontem, até mesmo para Arroio do Sal, para Torres, que eram feitos aqui e agora estão sendo feitos lá. Então, eu me pergunto, nós teremos como recuperar essa imagem negativa de Caxias do Sul? Parece-me bastante difícil. Seu aparte, vereador Rafael.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Vereador, ontem nós tivemos a Visita Legislativa, parabéns à Mesa da Câmara que proporcionou essa visita ao Sindicato Empresarial de Gastronomia e Hotelaria de Caxias do Sul e região. E a aflição daqueles empresários, donos de hotéis, de restaurantes de Caxias do Sul, frente à economia de Caxias do Sul, que poderia ser resgatada através desses eventos. Mas, a falta de diálogo do prefeito com o sindicato, por exemplo, que gostaria de dialogar... Não é só com o sindicato, é com a Câmara de Vereadores, com a comunidade. Eu lendo a página 8, do jornal Pioneiro, diz o seguinte: Expectativa, a secretária da Cultura de Caxias do Sul aguarda uma reunião com o prefeito Daniel Guerra. Daí diz o seguinte. Encontro ainda não foi agendado, mas Adriana espera que aconteça ainda nesta semana. Está aqui no Pioneiro, página 8. Se nem o próprio secretariado dele consegue diálogo com o prefeito, imagina a pobre da população que agoniza na fila do SUS esperando atendimento. É uma lástima. Obrigado.
VEREADOR RICARDO DANELUZ (PDT): Muito obrigado, vereador Rafael. Então era isso, senhor presidente, muito obrigado.
 
 
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VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Obrigado, senhor presidente. Eu estava lendo aqui em decorrência da minha fala uma entrevista na Rádio Caxias, hoje de manhã. Executivo trabalha para reduzir lista de espera de pacientes para consultas e cirurgias. Eu mostrei as pessoas agonizando sentadas nos chão, com os bebês no colo. Os idosos sem atendimento no Postão, isso se as pessoas forem lá agora vão verificar. E aí diz o seguinte: o anúncio que o Executivo planeja reduzir o número de pacientes em filas de espera para consultas e cirurgias específicas com profissionais da área médica foi feito pelo prefeito Daniel Guerra durante a Conferência Municipal de Saúde. A informação foi confirmada pelo secretário Vivian que confirmou, no entanto, não existir prazo para que se inicie o trabalho. Isso aqui é uma piada, gente. Diz que vão fazer o mutirão, mas não tem prazo para iniciar. Há um mês o secretário falava isso quando tinha cinco mil pessoas de consultas canceladas em decorrência da greve fora as exonerações passavam mais de 15 mil. Hoje já passam mais de 40 mil consultas somadas as exonerações dos médicos e também a greve. E não tem planejamento nenhum. Cadê o projeto de cidade? Cadê os setenta médicos que disseram que iam ser consultados? Não tem planejamento. E ainda, vereador Adiló, o senhor que estava intervindo...
VEREADOR ADILÓ DIDOMENICO (PTB): Assim que possível, um aparte.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): intervindo em importante convênio com o Apae com o município de Caxias do Sul que o nosso prefeito não recebeu a presidente da Apae, o senhor estava intervindo no diálogo, que não teve esse diálogo. A história de Caxias do Sul sempre o município contribuiu com a Apae que está completando sessenta anos. Que dê a feijoada lá nos pavilhões? Cerca de oitocentas pessoas participaram. E o município de Caxias do Sul não irá repassar recursos. Mais de duzentas crianças caxienses deixarão de ser assistidas com fonoaudiólogas e fisioterapeutas, porque a prefeitura de Caxias do Sul, o gestor Daniel Guerra, não irá repassar recurso para a Apae, para os deficientes. Falácias, senhor prefeito. O senhor só mentia no seu plano de governo. Isso daí também dá cadeia. É estelionato eleitoral. Os vídeos estão aí, comprovam o que o senhor falava. O senhor não tem sentimento? O senhor é uma pessoa fria de coração, nem receber a presidente da Apae. Não atender a necessidade. Seu aparte, vereador.
VEREADOR ADILÓ DIDOMENICO (PTB): Obrigado, vereador Rafael. Eu torço para que esse problema do Magnabosco seja resolvido imediatamente, porque isso vai servir de desculpa. Agora, a Apae que V. Exa. aborda é lastimável. É de cortar o coração. Esses internautas que defendem esse governo lembre-se de nos ajudar a cobrar e não defender, porque o estrago, o prejuízo a esses inocentes que estão nascendo hoje e que precisam desse atendimento, não vai ter governo que consiga reverter. O desmonte da máquina pública que ele está fazendo talvez dois ou três governos depois consiga recuperar, mas a saúde, o atendimento a essas crianças que nascem com alguma deficiência ninguém mais vai recuperar. Então, internautas, vocês que estão defendendo esse governo sem analisar e sem conhecer a realidade, por favor, nos ajudem a sensibilizar. Se é que esse governo tem sensibilidade. Eu tenho minhas dúvidas. Obrigado pelo aparte, vereador.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Obrigado, vereador Adiló. Só para deixar claro. Hoje a Apae atende 210 crianças e adolescentes com deficiência, 135 atendidos em fisioterapia e desses 50 os atendidos também com fonoaudiólogos da Apae e 75 são atendidos ainda pela Apae e FSG. A prefeitura sempre deu recursos. No ano de 2014, 2015, 2016 estava no valor de 188,338 para pagar então os fisioterapeutas e fonoaudiólogos. É lamentável. É lamentável, que esse atendimento está sendo jogado no lixo para essas crianças deficientes. O senhor não tem coração, prefeito? O senhor não tem coração. Eu estou saindo daqui, juntamente com o vereador Renato Oliveira, o vereador Frizzo tem um velório para ir de um amigo dele, mas iria junto. Sabe aonde é que nós vamos, nobres pares? E quem está nos acompanhando pelo canal 16, TV Câmara? Nós estaremos indo, neste exato momento no Cânyon, no Mariani e no Tijuca. Sabe por quê? Sabe por que, colegas? Porque já está anunciado o fechamento da cozinha comunitária lá do Mariani que atende mais de 200 crianças famintas. A única refeição por dia das famílias. Vai ser fechada a cozinha comunitária lá do Bairro Mariani. Nós estamos indo lá agora ver in loco essa situação. E que despesa causa para o Município, se esses alimentos são doados pelas empresas? A única despesa que tinha eram duas cozinheiras com salário mínimo. E cada cozinha comunitária tem quinze voluntários. As pessoas se dedicam. Deixam de fazer almoço para os seus filhos para ser voluntárias, para dar o que comer para essas crianças, que é a única refeição do dia. Prefeito, crie vergonha nessa cara, prefeito. E os internautas de plantão ajudem a cobrar também essas questões, porque a maior violência é a fome. E essa  daqui, nós não vamos admitir. Obrigado, presidente.
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VEREADORA GLADIS FRIZZO (PMDB): Bem, Rafael, depois da tua fala, a gente fica até aborrecido, mas de fato é isso mesmo. Eu gostaria também de registrar e dizer que a Apae é uma entidade muito importante para Caxias do Sul. Dizer que a comunidade lá do Desvio Rizzo tinha duas casas funcionais. Cedeu para o policial comunitário, que não deu certo. E nós resolvemos, então, indicar essas casas para a FAS, aonde o prefeito Alceu ali instalou casa lar, onde atendia crianças com deficiência. O que aconteceu no governo Daniel Guerra? Fecharam a casa. A casa está lá fechada, e as crianças foram retiradas de lá. Então dizer assim, a Apae não terá o apoio. A casa lar do Desvio Rizzo foi fechada. Não tem dinheiro para a saúde. Não se investe em turismo. O restaurante comunitário fechado. A gente fica pasma, eu não sei o que está acontecendo. Existem já internautas... O seu Adiló não está aqui. Eu fiquei sabendo ontem, vereador Adiló, que agora já tem internauta dizendo: “Quero a minha cidade de volta. Caxias do Sul. Quero a minha cidade de volta”. Então quem sabe lá muitos dos caxienses estarão abrindo os olhos. E também gostaria de deixar registrado, senhor presidente, com alegria que aconteceu o primeiro encontro da AMO/RS – Associação dos Motociclistas do Rio Grande do Sul – lá no Desvio Rizzo. Quero parabenizar o organizador, que foi o casal André e Ângela Montemezzo. E também o pessoal da moto está procurando um espaço. Não tem espaço nem para o lazer. Esta vereadora se coloca como parceira, inclusive porque o slogan da AMO é... Este grupo apoia: Zoeira? Tô fora!!! Então era isso. Muito obrigada.
VEREADOR RENATO OLIVEIRA (PCdoB): Permite um aparte, vereadora?
VEREADORA GLADIS FRIZZO (PMDB): Sim, senhor.
VEREADOR RENATO OLIVEIRA (PCdoB): Obrigado, vereadora. Só para registrar, vereador Felipe, que nós estivemos, representando a Casa, na Conferência Municipal da Saúde na sexta-feira. O prefeito, no seu pronunciamento, ele usou para atacar os médicos. Ele não precisa fazer isso mais. Ele levou por escrito, usou para atacar os médicos no seu pronunciamento. É importante a gente dizer também, vereadora Gladis – a senhora estava presente, o vereador Daneluz, a vereadora Paula estava também no sábado... Uma Conferência Municipal da Saúde, dentistas, médicos, usuários. Vereador Felipe, nosso presidente, é importante a gente dizer, a vereadora Paula, que estava aqui, a senhora, o vereador Daneluz, quantos médicos estavam presentes? Porque o palestrante, vereador Rafael – isso talvez não lhe informei, a gente não conversou sobre esse assunto... Quantos médicos estavam na Conferência Municipal da Saúde, na abertura? O palestrante fez uma questão – a senhora lembra bem, sabe disso: “Quantos médicos estão aí? Ergam a mão”. No plenário ninguém. Estava o secretário. E o outro, que era o palestrante de Porto Alegre. Então assim, dois médicos. Então vejam, nobres pares, a situação que está. O nosso prefeito... Então quem foi lá... Quem é que ia querer ir lá para ser xingado? Porque a abertura do seminário foi que o prefeito usou isso mais uma vez. Ele ainda levou por escrito. Isso ele já tem decorado o que ele faz no dia a dia. Então dois médicos. Pasmem. Então isso é uma Administração que... Isso só vive... Porque lá no meu tempo de interior, a gente vivia de arrudinha, de benzedura, de chazinho. Porque esse aí não precisa de médico mesmo. Porque ele só usou aqueles minutinhos dele para falar mal de médico: “Esses aqui não...” Então assim... Ainda levou uma página por escrito. Só usou aqueles 3, 4 minutinhos dele para atacar médicos. Então, quem estava lá? O secretário da Saúde, Fernando Vivian, e o palestrante, que era de fora, que era de Porto Alegre. E o Fernando Vivian que é o capacho dele. Só tinha esses dois. Então, vereadora, lhe agradeço; a senhora sabe bem disso, do que eu estou falando, porque a senhora estava bem próxima ao microfone. O vereador, também, Daneluz que estava presente. Obrigado. Desculpa eu lhe tomar boa parte do seu tempo.
VEREADORA GLADIS FRIZZO (PMDB): Agradeço a contribuição. E também – só para encerrar, senhor presidente – dizer, vereador Renato, que eu estranhei: o senhor estava na mesa, e a única pessoa que não foi concedida a palavra foi ao senhor. (Esgotado o tempo regimental.) Então eu achei também uma falta de respeito; o senhor presidente da Comissão de Saúde, um tema importante como é. Ele foi citado, ele estava na mesa, mas não foi lhe dado o direito da palavra. Todos falaram. Não desmerecendo o Paulo, que é o presidente da Comissão da... (Manifestação sem uso do microfone) Pois é, é uma vergonha. Então eu achei uma falta de respeito com a sua pessoa e que o senhor representava naquele momento, toda a comunidade caxiense, referente à saúde. Era isso, senhor presidente. Obrigado.
 
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VEREADOR ARLINDO BANDEIRA (PP): Senhor presidente, senhoras e senhores vereadores. Cumprimentar aqui a todos que se encontram no plenário, a todos que nos assistem pela TV Câmara, canal 16. Eu quero apenas fazer um registro aqui. Dois minutinhos eu encerro, presidente. Apenas fazer, então, um registro. Sábado, dia 20 de maio, se deu aneleição do PP Caxias do Sul. E foi eleito, então, o diretório e a executiva do partido. Gestão, então, 2017 a 2019. E foi por chapa única. E presidente do Partido Progressista de Caxias do Sul, o qual eu parabenizo, desejar sucesso nessa empreitada, e, com certeza, irá fazer um bom trabalho como presidente do Partido Progressista, Ovídio Deitos, então, presidente do partido. Sucesso a ele – uma pessoa muito inteligente. E, com certeza, irá conduzir, da melhor forma possível, esse nosso partido de Caxias do Sul. E o presidente da juventude, meu vereador Thomé, Alexandre Bortoluz, o qual parabenizo também. Desejar sucesso nessa caminhada como presidente da juventude. E que cada dia  possamos ter, sim, um bom diálogo junto com esse nosso partido, para que o nosso partido, cada dia, cresça cada dia mais. Também a presidente, mulheres. Foi eleita, então, a Elaine Ames. Também parabéns; sucesso a ela, a esse trabalho, desse nosso partido. Enfim, 113 votos no total, senhor presidente, foram naquele dia a votação. Então, parabenizar a todos; desejar sucesso a toda essa equipe e a todos os filiados do nosso partido; que consigamos, sim, conduzir um partido, da melhor forma possível; um partido para as pessoas de Caxias do Sul, para nossa região. E que cada dia a gente possa estar mais próximos à nossa população e fazer o melhor para que a nossa cidade cresça, junto com os demais partidos, junto com o nosso Partido Progressista; que possamos fazer um bom trabalho. Sucesso a todos. Era isso, senhor presidente. Muito obrigado.
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VEREADOR EDI CARLOS (PSB): Senhor presidente, eu peço... Em poder usar tribuna. Senhor presidente, senhoras e senhores vereadores, no início do ano, nos primeiros dias deste ano, foi me perguntado como seria o nosso trabalho como oposição ao nosso prefeito. Em primeiro lugar, eu quero dizer que a população, os eleitores do nosso município, colocou a bancada do PSB, através das urnas, como oposição a este governo. Então quero dizer que, naquele momento, a minha resposta foi que nós íamos, que este vereador ia fazer uma oposição mais responsável. E é isso que nós estamos fazendo todo o dia. O dia que nós precisarmos criticamos, vamos criticar. E no dia que nós precisarmos falar de alguma ação também nós vamos falar. Senhor presidente, no dia 23 de março, eu utilizei essa mesma tribuna aqui para falar sobre uma visita que nós tivemos lá no bairro com o nosso secretário de Obras, o secretário de Obras chamado Leandro Pavan. Naquela ocasião, eu disse aqui que nós tínhamos uma demanda muito grande, que era melhorias no valão, que era... Uma situação, gente, eu quero falar especifica lá, nós temos uma situação que por causa de uma chuvarada muito grande, que eu estive falando no passado e em outros anos, foi danificada toda a rede de esgoto. Então, por ser um terreno bem caído, toda vez que dava uma chuva meio forte, aquele tubo não dava vazão e acabava passando por cima do tubo e alagando as casas dos moradores lá embaixo. Então quero dizer agora que estive muitas vezes na Secretária de Obras, estive falando com vários secretários. Também quero deixar claro aqui que, no ano de 2005, 2006 e 2007, eu trabalhei aqui na Câmara na bancada do partido. Naquela ocasião, o nosso vereador, o vereador Marcos Daneluz, era uma cobrança muito grande que nós tínhamos naquela época para resolver esse problema. O problema é que toda a chuva meio forte, acabava alagando as residências. Eu estive, em dia de chuva, vendo os moradores lá com as casas todas alagadas. O ano passado, mostrei foto aqui do alagamento justamente nessa posição. E, há poucos dias, também mostrei foto aqui mostrando que nós estávamos lá. Então, senhor presidente, para a nossa surpresa, vamos dizer assim, eu acho que eu seria irresponsável se eu não falasse esse assunto, que no dia de ontem, o dia da segunda-feira, então, o pessoal da Secretaria de Obras está lá, com máquina, com gente resolvendo o problema. Acredita-se que hoje, no máximo amanhã, vai ser resolvido um problema lá de anos e anos e anos de luta. Então, eu quando falava aqui em outras ocasiões, como disse que eu voltaria a falar sobre esse assunto, por isso que voltei hoje, naquela ocasião eu dizia: “Gente, não é um trabalho de um mês inteiro”. É um trabalho... Vai lá dois, três, vamos chamar de... Vamos dizer quatro dias. Mas hoje é capaz de estar pronto. Então eu venho aqui falar, como disse, que a minha oposição aqui é responsável. Vou fazer. Toda vez que eu tiver que criticar, vou criticar esse governo. Tudo isso que nós vimos aqui todo dia, problema de saúde, isso eu enfrento também. As pessoas, os meus amigos, as pessoas que me procuram... Eu vou lá, eu cobro. Esse é meu jeito de trabalhar. Mas seria uma irresponsabilidade minha se eu não falasse dessa obra, que é uma obra que com certeza vai favorecer muitas e muitas residências, moradores daquele bairro. Então, senhor presidente, o que eu queria, o meu recado hoje era esse. Quero dizer continuarei sendo oposição, continuarei fazendo oposição, mas quando tiver que falar alguma coisa que foi feito na administração, estarei aqui novamente falando. Era isso, senhor presidente.

 
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