Não houve manifestação

VEREADOR RODRIGO BELTRÃO (PT): Bom dia, senhor presidente e nobres pares. Primeiro, agradecer à vereadora Denise pela cedência. E tentar trabalhar aqui a temática da saúde, que é o que nos preocupa neste momento. Aliás, preocupa todos nós e bastante, por essa greve dos médicos, essa crise na saúde. Primeiro, para começar a fazer essa abordagem sobre esse tema, eu queria falar de uma situação que está acontecendo em relação à Farmácia Popular e um projeto de lei que protocolei nesta Casa, que prevê que, na Farmácia Popular que nós temos em Caxias do Sul, seja disponibilizada uma lista com os medicamentos que ela oferece. E aqueles medicamentos que estão em falta, que seja feita, nessa lista, uma observação de quando vão chegar, quando vai haver a adequada reposição. Quando nós falamos em legislar, também isso diz respeito a aprimorar o sistema existente, as leis já existentes. Então eu, enquanto legislador, eu vi aí um sentido de tentar dar garantias de controle social a um importantíssimo programa. Essa Farmácia Popular foi inaugurada em Caxias do Sul em 2003, então é um serviço consolidado, mas que ainda a população, de uma certa forma, tem muita dificuldade em saber quais os remédios que a Farmácia Popular vende e quais estão em falta. Havendo essa informação para a população, a população vai ter um controle maior para reivindicar quando está faltando medicamento, para saber se o medicamento que o cidadão precisa tomar tem lá para vender. No entanto, na contramão dessa ideia de avançar na saúde, o governo federal tomou a medida de fechar a Farmácia Popular. Hoje, nós temos uma notícia no Pioneiro de que a Prefeitura tenta remodelar, fazendo com que as entregas sejam nas Unidades Básicas de Saúde. Então vejam que isso significa retrocesso, significa não avançar. E o que nós mais temos debatido nesta Casa é que existe uma demanda reprimida na saúde, seja de especialistas, seja no todo que o serviço deve oferecer. E cada vez mais a gente vê diminuindo a saúde. Então, enquanto nós, enquanto Casas Legislativas, podemos contribuir com um projeto simples desse, mas que dá controle, garante o controle social para a nossa população, nós temos, na contramão disso, uma medida do governo que vai fechar essa Farmácia Popular. Se não bastasse isso, nós temos, por conta da dificuldade de relação com o prefeito e também da classe médica. Eu acho que, nesse caso, os dois lados têm que ser criticados. Nós temos hoje, tivemos segunda, ontem, consultas a menos. Hoje temos consultas a menos. E isso tudo nos preocupa, porque isso vai fazer com que se acirre essa questão, e nós vamos criar um passivo enorme na saúde. Não vou ficar aqui usando de sensacionalismo, enfim, mostrando fotos, mas quantos e quantos casos de pessoas que precisam do atendimento, principalmente de especialistas, e hoje o governo não consegue dar conta da atenção básica. Nós fizemos um levantamento na nossa bancada de que faltam em várias Unidades Básicas de Saúde pediatras, clínicos gerais e ginecologistas. Então, isso quer dizer que o governo não consegue fazer o bê-a-bá, embora o então vereador Daniel Guerra, aqui nesta Casa, fazia críticas severas à gestão da saúde, e agora, no seu governo, não consegue implementar nenhum avanço. Vejam que junto com segurança e educação, é a área mais significativa para a nossa população, e sequer consegue manter um secretário três meses. Então numa área importantíssima dessas, nós temos alteração de secretário, nós temos uma crise tamanha do governo com os médicos. Inclusive, o governo, sem capacidade de diálogo, ele pega e judicializa essas questões. E quando a gente fala de diálogo não é aquele diálogo pro forma de depois de muita tensão da opinião pública de que o prefeito não conversa, não dialoga, fazer uma foto ali com os médicos. Tem que ter um diálogo concreto que não seja esse acirramento que o próprio prefeito produz. O prefeito gasta uma energia enorme só na disputa com o vice e com os médicos. Se ele canalizasse isso em diálogo, nós teríamos mais médicos nas Unidades Básicas de Saúde, nós teríamos um vice ajudando o prefeito, que não consegue estar em tudo. Ontem, o vice estava aqui numa audiência importante sobre a segurança pública, mas sem empoderamento para interagir. Então, são algumas questões que nós temos que pontuar. Vereadora Denise. Depois, o vereador Alceu.
VEREADORA DENISE PESSÔA (PT): Vereador Beltrão, também no sentido de falar também sobre a saúde, já que o prefeito Daniel sempre disse, na campanha, que saúde seria prioridade, acho que é importante também colocar de que hoje a gente vai ter a reunião da Farmácia do Ipam, vai definir o destino da Farmácia do Ipam. O conselho gestor do Ipam vai estar discutindo se fecha ou não a Farmácia, se transforma S.A. ou não. E também é importante colocar que, em muitas falas e informações que a gente tem, por parte de funcionários da Farmácia, é de que a Farmácia, desde aquela reunião que teve no Ministério Público do Trabalho com representantes do Ministério do Trabalho, não houve movimentação para realmente transformar em S.A. a Farmácia do Ipam. Então, a gente já mais ou menos imagina o que vai vir hoje na reunião, no sentido de orientar o fechamento da farmácia. A gente sabe que independente da posição do conselho, a decisão final mesmo vai ser pela Câmara de Vereadores. Então, acho que a Câmara aqui, hoje, tem demonstrado ser o setor público mais preocupado com a questão dos servidores públicos municipais e a importância da Farmácia do Ipam, porque, já no conselho gestor e mesmo o governo municipal, parece que já entrou querendo fechar a Farmácia, e nos preocupa porque, agora, sem ter a Farmácia Popular isso também possa ser mais um argumento no sentido de fechar a Farmácia. Mas eu quero aqui ressaltar a importância da Farmácia do Ipam não só para os servidores públicos municipais mas também para Caxias do Sul, que já vem contribuindo há muito tempo, além dos empregos que estão ali, dos funcionários que estão empregados já há muito tempo, ali na Farmácia do Ipam, e que não é o momento para gerar mais desemprego. Se não ajuda, que também não atrapalhe o funcionamento e a geração de trabalho e emprego na nossa cidade. Obrigada.
VEREADOR RODRIGO BELTRÃO (PT): Obrigado, vereadora Denise. Vereador Alceu Thomé.
VEREADOR ALCEU THOMÉ (PTB): Obrigado pelo aparte, vereador. Assim, para nós que trabalhamos na Farmácia do Ipam, a Farmácia Popular era um elo da... Quem tinha as pessoas, os servidores lá, os colaboradores, eram funcionários da Farmácia do Ipam. Então, foi criado, na época do governo Pepe, essa farmácia junto com... O convênio junto com a Fiocruz. A gente sabe do esforço de todos os outros governos para poder manter essa farmácia, onde que esse convênio entre a prefeitura e a Fiocruz sempre era bastante... Tinha um custo até bastante alto, mas, questão de saúde, os governos acabaram bancando, não é? Então, para nós, assim é um motivo, assim, que eu acho que é a questão da saúde, que o remédio barato, o remédio gratuito; então, acho que, talvez, seja transferido para outras farmácias, mas acho que jamais o atendimento que era feito ali.
VEREADOR RODRIGO BELTRÃO (PT): Obrigado. Vereador Périco.
VEREADOR PAULO PÉRICO (PMDB): Vereador Rodrigo, pegando como discurso a da vereadora Denise, eu estive na Farmácia do Ipam quinta-feira e conversei com alguns funcionários e pedi como é que estava a questão das medicações. Eles me colocaram aquilo que já tinham colocado aqui, naquela primeira vez que eles nos visitaram, de que estavam deixando de comprar medicamentos e que, depois, quando fossem comprar medicamentos, comprariam mais caro. Estive lá, quinta-feira, e isso me foi dito que deixaram de comprar e efetivamente estão comprando mais caro. Então até coloco aqui que, talvez, seja uma estratégia, porque, se eu começo a comprar mais caro, eu começo a diminuir o quê? Eu começo a diminuir a lucratividade ou não a lucratividade, mas um saldo positivo dentro da Farmácia de Ipam e aí eu começo a mostrar que ela não é viável, porque eu estou comprando remédios mais caros. Isso é falta de gestão. Então, só queria colocar que os funcionários do Ipam estão sabendo, porque eles entendem do negócio, isso é uma preocupação que é importante que o senhor levanta hoje aqui. Muito obrigado, vereador Rodrigo.
VEREADOR ELÓI FRIZZO (PSB): Um aparte, vereador Rodrigo.
VEREADOR RODRIGO BELTRÃO (PT): Sim. De imediato, vereador Elói Frizzo.
VEREADOR ELÓI FRIZZO (PSB): Vereador Rodrigo, eu, lamentavelmente, sou obrigado a colocar essa posição aqui, mas entendo de que eu diria que o Governo Daniel Guerra só está reproduzido, lamentavelmente, o Governo Alceu, nessa questão da Farmácia Ipam. Porque, sem dúvida nenhuma, a origem de toda essa discussão sobre a extinção da Farmácia iniciou na Procuradoria Jurídica do Município. E V. Sa. já, em outros momentos, (Esgotado o tempo regimental.) tem levantado essas questões de que a nossa procuradoria, lamentavelmente, tem adotado posições que não condizem com a sua real atribuição. Veja-se, agora, nos processos de defesa do governo e veja-se, também, porque era uma ex-procuradora que estava lá na frente da direção da Direção do Ipam, no nosso governo, Alceu e Antonio Feldmann, como é agora também um procurador que se encontra à frente da Farmácia Ipam. Então, eles reproduzem ali uma postura meio que concensuada, a nível da procuradoria e, coincidentemente, são os salários maiores, vereador Adiló. O vereador Adiló já tem levantado isso, vereador Rodrigo, por conta de que muitos deles, inclusive, já concluo, senhor presidente, se o vereador entender de continuar em Declaração de Líder.
PRESIDENTE FELIPE GREMELMAIER (PMDB): Quer? Uma Declaração de Líder à bancada do PT. Segue o vereador Rodrigo Beltrão.
VEREADOR ELÓI FRIZZO (PSB): Eu lhe passo a Declaração de Líder.
VEREADOR RODRIGO BELTRÃO (PT): Não. Prestigiar V. Exa., está numa linha de raciocínio importante.
VEREADOR ELÓI FRIZZO (PSB): Muito obrigado. Ainda mais hoje, nós estamos muito felizes, a bancada do PSB, pela decisão de ontem. Então vamos repercutir posteriormente. Então, V. Sa. faz, de fato, um reconhecimento a nossa bancada. A minha preocupação é que existe de parte dos servidores mais bem aquinhoados, vamos falar assim, uma postura muito clara contra o Ipam, contra o Ipam enquanto Plano de Saúde e contra o Ipam enquanto farmácia, enquanto Setor de Assistência aos Servidores. Então, nesse sentido, a minha preocupação, porque o atual gestor que está à frente do Ipam, o procurador André, só reproduz a posição da... Como era o nome dela? Cezira, que era também procuradora, tinha uma postura muito clara assim, me parece, do ponto de vista de limpar a área e deixar só o Fundo de Previdência. Obrigado, vereador.
VEREADOR RODRIGO BELTRÃO (PT): Obrigado, vereador. E o prefeito Daniel Guerra, isso já se demostrava aqui na Câmara, muitas vezes, ele tem aquele perfil de dublê de esquerda. Então, ele faz uma relação com o Sindiserv, dá um apoio à grave geral, faz alguns discursos para mediar, mas, na verdade, a essência desse governo é a reprodução do pensamento do presidente Michel Temer. Acho que o prefeito, ele está bem em sintonia, ele encarnou esse espírito do governo Temer, que é do estado mínimo. Tanto que vai se fechar a Farmácia Popular e não há nenhuma reação do governo. Já que compõe a base lá no governo federal, já que tem grandes relações com o amigo de Caxias, Carlos Gomes, poderia fazer algum pleito para não se fechar a Farmácia Popular. Não faz. Aí quando tem, na sua governabilidade, na sua caneta, as suas ações em relação à Farmácia do Ipam, também vai fechar a Farmácia do Ipam, que se comprovou que não é uma farmácia deficitária. Então, essa visão do prefeito, uma visão de Temer, de estado mínimo, de acirramento das relações sociais não é boa para Caxias. Então, acho que o prefeito, ele tem que fazer uma reflexão sobre essas questões porque a campanha toda foi prometendo mais saúde. E quando a gente faz essas cobranças, a gente faz as cobranças que são da nossa função de fiscalização, e são cobranças que vão no sentido das suas promessas de campanha. Então, acho que já deu o que tinha que dar, acho que chegou no limite aquele discurso fácil, aquela avaliação de uma parcelinha da sociedade que a Câmara quer atrapalhar o prefeito. A política é feita assim porque não há um pensamento único em Caxias do Sul. Há um prefeito no Executivo e há uma Câmara que exerce a sua função de legislar – falei aqui do nosso projeto sobre os medicamentos da Farmácia Popular – e de cobrar, porque o dado concreto é que a nossa população está com menos saúde. Toda demanda que existe, represada, de consultas com especialistas, enfim, precisaria de mais saúde, precisaria de mais médicos e hoje o que nós vemos é menos, por conta de uma queda de braço que quem perde é a população, porque o prefeito não usa o SUS. Ele conhece o SUS de aparições momentâneas e rápidas, ou de ouvir falar. Então ele não vive as agruras do SUS, não vive nenhuma consequência direta. Então, não sabe o que as pessoas estão passando. No momento que começa o frio, a previsão agora é de um final de semana bastante frio. Então a temperatura vai cair e, por consequência, começa a aumentar a procura de atendimento médico, principalmente por conta de doenças respiratórias. Então, o que nós estamos propondo aqui é que o prefeito se mobilize para tentar reverter essa questão da Farmácia Popular e tenha a melhor saída possível. Acho importante a abordagem da vereadora Denise no sentido de novamente trazer esse assunto da Farmácia do Ipam, porque também já restou comprovado de que além desse pensamento Michel Temer, de estado mínimo, de sucatear, de vender, de acirrar, não tem uma justificativa plausível para esse fechamento da Farmácia do Ipam, o que vai ser um retrocesso para a nossa sociedade. Começa com o Ipam, daqui a pouco já vislumbra a Codeca, quando vê, até a nossa água vai. Começa assim, começa um pensamento de que tem que vender, de que tem que equilibrar as finanças e vai indo. Basta ver o que nós vamos viver no estado. Espero que o governador... Acho que – agora estão tentando fazer uma reflexão em nível estadual – a saída mais digna do governador seria, então, propor um plebiscito para venda das estatais. Vamos debater com o povo, porque essa manobra de querer aprovar uma emenda na nossa Constituição Estadual para permitir a venda isso acho que é lamentável e o próprio dispositivo na Constituição que proíbe vender, sem uma consulta popular, já demonstra o pensamento da nossa sociedade. A senhora tem o seu aparte.
VEREADORA DENISE PESSÔA (PT): Vereador Beltrão, ainda sobre a questão da saúde, já que o senhor está trazendo a questão da privatização, também é importante dizer que hoje vai ter uma reunião extraordinária do Conselho de Saúde, e a pauta é a terceirização da UPA Zona Norte. Na verdade, a prefeitura tenta colocar outro termo... Agora nem me lembro, mas é um termo bonito para dizer que é a terceirização. É terceirizar a UPA Zona Norte. Então, hoje, o Conselho de Saúde vai estar se reunindo de forma extraordinária para debater a terceirização da UPA Zona Norte. Mas a gente sabe que já tem um processo já encaminhado, via licitação, buscando empresa para assumir a UPA Zona Norte. Então, a gente aqui sempre defendeu que fosse gerida pelos servidores públicos municipais e que tivesse os servidores à frente da UPA Zona Norte, até porque a gente tem um quadro de servidores extremamente competentes e qualificados. Inclusive o prefeito Daniel, quando vereador, também defendia isso, e agora simplesmente esqueceu o que defendia, essa questão dos servidores públicos. Só ainda sobre a questão da greve geral do dia 28, o prefeito anunciou que estaria apoiando a greve geral, mas, a princípio, o primeiro combinado com o sindicato era que os servidores teriam o mês de maio para pagar as horas que estariam em greve na sexta-feira. O que foi combinado, na verdade, já não foi implantado de fato pelo prefeito. O prefeito deu a ordem que quem quiser fazer a greve vai ter que pagar as horas nessa semana. Quer dizer, a gente tem... Foi dado ontem, vai ter que pagar entre terça, quarta e quinta, três dias, oito horas para quem quiser fazer a greve na sexta-feira. Isso é para não ter greve, então é fingir que apoia a greve, porque quem trabalha 8 horas por dia vai ter que colocar mais, vai ter que pagar mais 8 horas aí dividido em três dias. Então os servidores públicos estão bastante incomodados, o sindicato também já pediu para a secretária rever isso, porque é impossível. Aí é só discurso para fora, para fingir que apoia e na verdade, na prática é quase impossível cumprir essa regra de apoio para cumprir a greve geral. É isso.
VEREADOR RODRIGO BELTRÃO (PT): Ok, obrigado, vereadora Denise.  Vereador Adiló.
VEREADOR ADILÓ DIDOMENICO (PTB): Obrigado, vereador Rodrigo. A Denise abordou exatamente o que eu ia falar, essa greve anunciada com essa rapidez na verdade tem esse sentido de autorizar, fazer um agrado com uma mão e tirar com a outra impondo o pessoal a fazer essa jornada antecipada. Mas também me preocupa que não se vê nenhum movimento do governo no sentido de fazer um mutirão para recuperar essas consultas, porque tem muitos médicos que não estão em greve, então quem sabe convocá-los por hora extra, alguma coisa, porque o aumento do número de consultas, e V. Exa. tem toda razão, o inverno está aí, e a informação que se tem inclusive dos especialistas de pneumologia que estão se afastando o quadro não é bom o que vem pela frente prevendo e conhecendo o inverno de Caxias do Sul. Obrigado pelo seu aparte.
VEREADOR RODRIGO BELTRÃO (PT): Obrigado, vereador. E é justamente isso. Então o que a gente está vendo é menos saúde, não é mais saúde. Se fosse mais saúde... Não tem problema, quando nós tivermos mais saúde, eu venho na tribuna e digo: “Olha, o prefeito está correto, está de parabéns. Nós temos mais saúde em Caxias.” Mas nós temos menos. E acho, vereadora Denise, que é preocupante essa visão do prefeito na concepção da UPA, porque a UPA tem uma concepção que não é a visão do prefeito,  que o prefeito quer fazer da UPA uma clínica popular, essas clínicas que vão começar a surgir agora até por uma adaptação ao mercado, onde a pessoa paga lá R$ 50, R$ 60, consulta um especialista, já faz o exame, enfim. A UPA tem... Ela é extremamente importante para a rede de saúde, ela tem toda uma outra concepção e por isso que não poderia ser terceirizada, porque é um serviço estruturante da saúde em Caxias do Sul. Não é um serviço secundário ou mais um serviço que vai abrir, aí faz uma terceirização, porque precisa reabrir rápido. E tenho certeza que se o prefeito, quando estava na condição de candidato, tivesse aberto o jogo, sido honesto: “Olha, eu quero privatizar tudo. Eu quero privatizar a UPA. Eu quero...” Enfim, talvez não teria sido eleito, por quê? Porque o pensamento do nosso povo, até quero ser bem realista aqui que existe uma parcela e eu respeito que ainda tem esse pensamento privatista, mas em relação à saúde, à segurança e à educação, o nosso povo é muito uníssono contra qualquer terceirização ou privatização, porque são áreas essenciais. Então eu acho que tem tempo inclusive de o prefeito rever essa posição. Obrigado, nobre presidente e parabéns pelas adaptações aqui da tribuna.

 

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VEREADOR KIKO GIRARDI (PSD): Bom dia, presidente. Bom dia, senhoras vereadoras e senhores vereadores, quem está presente aqui no plenário, quem está nos assistindo. Vereador Cassina, obrigado pela cedência e o senhor tem o seu aparte.
VEREADOR FLAVIO CASSINA (PTB): Eu gostaria de mudar um pouco de assunto já que estamos tratando de saúde, vamos falar um pouquinho de educação agora. A informação que recebemos é que aqueles que estão fazendo transporte escolar no interior do nosso município, aquelas pequenas empresas que enfrentam dificuldades, fazem investimentos às vezes em cima de suas posses não estão recebendo o respectivo numerário da Prefeitura Municipal de Caxias do Sul. Então isso provoca uma dificuldade para essas empresas. São três ou quatro empresas acredito que fazem todo o nosso interior e não estão recebendo. E a última promessa que aconteceu foi que teria sido, seria pago no dia 18 de abril e não foi feito até o presente momento. E isso, como já disse, traz dificuldade para essas pequenas empresas prejudica o atendimento dos nossos alunos do interior, e eu peço que o vereador Chico Guerra já faça um contato, imediato, para ver se confirma essa situação, e já nos traga algum alento até o final da nossa sessão. Obrigado, vereador Kiko.
VEREADOR KIKO GIRARDI (PSD): Obrigado, vereador Cassina. Bom, colegas vereadores, como todos sabem, sou presidente da Comissão do Idoso, e comigo participam o vereador Ricardo Danleuz, vereador Fiuza, vereador Thomé  e vereador Cassina. Então, desde quando a gente assumiu a presidência, junto com os demais colegas, sempre ficamos conversando, dialogando com entidades. Não saímos na frente de ninguém. Temos que aprender com as entidades, e conversamos com o Ministério Público também para ver como é que está o funcionamento, qual é a realidade mesmo dos nossos idosos e das casas de acolhimento e de passagem dos nossos idosos. Então, primeiro, nós temos que ficarmos a par do que está acontecendo, para, depois, em parceria com essas entidades, fazermos alguma coisa, alguma adequação na nossa lei municipal, uma lei específica, dentro da lei federal, para que as nossas casas sejam adequadas conforme a sua capacidade física, conforme se é acolhimento, se é de passagem, de quantas pessoas podem ficar. Então nós temos que fazer, acredito  eu, um projeto dentro do nosso município que possa adequar. Mas os conhecedores mesmo da situação são essas entidades. O Conselho Municipal do Idoso, coordenadoria Municipal do Idoso, a vigilância sanitária, a FAS, as Assilps também, e o Ministério Público. Então já tivemos várias reuniões, e amanhã à tarde, para quem quiser participar de todos os colegas vereadores, às duas horas da tarde na Sala de Comissões, no segundo andar, às 15 horas, teremos uma reunião junto com essas entidades: Ministério Público, Conselho Municipal do Idoso, coordenadoria do Idoso, vigilância sanitária, a FAS e representantes das Assilps. Então, para nós entrarmos em conjunto, e que para esta Câmara através da comissão e os demais vereadores sejamos aqui um porta-voz, sejamos um meio de adequarmos, fazermos a lei. Não adianta nós, vereadores, já que  vamos fiscalizar as casas. Não, não estamos aqui para isso. Nós estamos aqui para ajudar essas casas a entrarem e se enquadrarem dentro das leis, porque, se não, nossos idosos não têm onde ficar, não têm onde ser acolhidos. Então temos que ser parceiros e que esta Casa seja usada de forma para que venha a ser feito algum projeto em benefício dos nossos idosos. Cada um de nós tem uma função, então temos que fazer a nossa função. Já que o nosso país é considerado, em pouco tempo, um país de idoso, então nós temos que... Estamos atrasados e temos que começar a fazer projetos de lei. Também, entrando no assunto que o jornal Pioneiro noticiou ontem, no dia 2 de fevereiro, também já tinha me pronunciado aqui nesta Casa quanto às empresas do transporte intermunicipal. Essa é uma preocupação, porque eles tiveram renovada a sua concessão em 2009, e entrou um projeto, uma regulamentação, um decreto do prefeito, da prefeitura em dois mil e...  Me perdi, agora, aqui, mas foi bem depois que entrou esse projeto adequando. Então essas empresas não estavam preparadas. E quanto ao transporte coletivo urbano, já é colocado, já é embutida essa porcentagem na passagem de ônibus, enquanto essas outras empresas não. Então acredito que nós temos que, daqui a um pouco, não deixarmos também que o idoso seja o vilão do aumento das passagens...
VEREADOR ELÓI FRIZZO (PSB): Permite um aparte, vereador?
VEREADOR KIKO GIRARDI (PSD): Então temos que daqui a pouco... Falei daqui com o vereador Elói Frizzo, que vai falar, a Comissão do Idoso, com a CDUTH, fazer uma audiência pública e trazer a realidade. Não adianta também o idoso ter o direito, mas não poder usufruir do seu direito também. Vereador...
VEREADOR ELÓI FRIZZO (PSB): V. Sa. já abordou esse assunto comigo, e me coloco a nível da Comissão de que podemos eventualmente puxar uma audiência pública junto com a Comissão do Idoso,  Comissão de Desenvolvimento Urbano, Transporte e Habitação, agora esse já é um assunto conhecido da Casa, por conta de que as empresas, logo que assumiram as concessões, e entrou em vigor essa questão, principalmente do passe do idoso de 60 a 65 anos, que não havia previsão na licitação e, de fato se criou um problema praticamente insolúvel, onde as empresas já estavam praticamente abrindo mão das concessões. Nessa questão do transporte, vereador Kiko, do transporte dos nossos distritos, se não houver um forte subsídio de parte do município, do município, dificilmente nós vamos, em uma próxima licitação, conseguir empresas que vão se prestar a fazer esse tipo de serviço, por conta de que tinha situações que a gente acompanhou, por exemplo, vereador Bandeira – o vereador Bandeira não se encontra –, lá na comunidade Santa Lúcia do Piaí. Tinha dia que o ônibus vinha lotado de idosos, praticamente uma ou duas pessoas que pagavam a tarifa. Então, a empresa que faz o transporte lá se colocava numa situação de praticamente inadimplência. Ao mesmo tempo em que a gente não quer retirar direito dos idosos, mas quando você dá esse tipo de benefício para alguém, alguém tem que pagar a conta. É que nem a gente diz, não tem almoço grátis. Vereador Bandeira, eu referia que, logo que iniciou o problema das concessões, tinha momentos que lá, por exemplo, na comunidade de Santa Lúcia do Piaí, vinha um ônibus lotado praticamente de idosos, e poucas pessoas pagando tarifa. Colocando, então, essa situação. Mas me coloco à disposição, a Comissão também, vereador Kiko, para que a gente chame aí uma audiência, ou uma reunião ampliada, para a gente discutir essa questão.
VEREADOR KIKO GIRARDI (PSD): Obrigado, vereador. Agradeço. Com certeza, as duas comissões vão estar unidas para que, como eu disse, o idoso não seja considerado o vilão dessa história. Ele tem os seus direitos, não podemos retroceder, mas também temos que olhar aqui... Foi em 2009 a concessão, e em 2012, no dia 10 de maio de 2012, veio o decreto que tinha isso aí. Então hoje elas, a maioria está... E eles assumem, os proprietários assumem que não estão cumprindo a lei. Estão cobrando a metade, dois ou três estão entrando, os primeiros sem cobrar passagem. Nós temos aqui, como Câmara de Vereadores, que nos posicionar, nós temos que agir, ser ágil, agilizar as coisas, antes que daqui a um pouco o nosso idoso tenha o direito, mas não possa usufruir. Então fica aqui, reforçando também, amanhã os vereadores que querem participar, às 15 horas, na sala das comissões do segundo andar, reunião da Comissão do Idoso e várias entidades, o Ministério Público...
VEREADOR RICARDO DANELUZ (PDT): Permite um aparte, vereador?
VEREADOR KIKO GIRARDI (PSD): ...para que nós possamos debater esse assunto. Quem? Vereador Daneluz.
VEREADOR ARLINDO BANDEIRA (PP): Permite um aparte, vereador?
VEREADOR RICARDO DANELUZ (PDT): Eu faço parte da Comissão, presidente Kiko, a gente vem debatendo essa questão, que é de longo prazo. Vem há muito tempo esse problema acontecendo na nossa cidade. E acho que é hora de nós revermos isso, de unir essas comissões para tratar dessa questão. Está tornando inviável para as empresas fazer esse transporte nos distritos. Nós que, aqui, debatemos muito neste início de ano o transporte coletivo urbano, que na minha opinião também precisam ser revistas algumas gratuidades. Então o interior não passa longe disso. Pelo contrário, pelo que a gente percebe, quem mais utiliza o transporte, nos distritos, é o idoso. Acredito que nós devemos fazer algum meio-termo aí, alguma questão, para que, daqui a pouco, as pessoas tenham o direito e não possam utilizar, como o senhor mesmo fala. Muito obrigado, Kiko. E conte com este vereador para essa questão.
VEREADOR KIKO GIRARDI (PSD): Obrigado, vereador. Como já é sabido de todos os colegas, há empresas que diminuíram os dias. Era toda a semana, então três dias. Vereador Bandeira, tenho poucos segundos, mas lhe concedo o aparte.
VEREADOR ARLINDO BANDEIRA (PP): Obrigado, vereador Kiko, pelo aparte. Também quero contribuir, quero me colocar à disposição. Belo tema traz neste dia de hoje na tribuna. E é uma questão complexa, sim, porque nós temos que ver, que nem bem você falou, o idoso e também a parte das empresas, porque se... (Esgotado o tempo regimental.) ...nem outra empresa vai querer pegar, porque se é muita gratuidade, acaba... Não só o idoso acaba perdendo, como nós, a população lá do distrito, lá do interior acaba perdendo. Nós temos que sentar junto com a empresa, vereador Kiko, junto com as comissões, e debater esse assunto, junto com os responsáveis, para que não fiquemos prejudicado no nosso interior. Obrigado, vereador.
VEREADOR KIKO GIRARDI (PSD): Como é sabido também, presidente – só um segundinho a mais –, dentro do Estatuto do Idoso, dos 60 aos 65 anos, quem regulariza, é o Município que tem essa prerrogativa de regulamentar. Então, o Município tem que regulamentar, mas também não pode onerar as empresas e, daqui a um pouco, deixar os idosos sem o seu direito. Muito obrigado, presidente. Era isso.
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VEREADOR RENATO OLIVEIRA (PCdoB): Senhor presidente, senhores vereadores e senhoras vereadoras. Acho que o vereador Rodrigo já traz de arrancada, aqui na pauta da Casa, como disse ele, a preocupação de todos os vereadores: questão de saúde do nosso município. O nosso município, a questão saúde, não estava lá, como a gente diz assim, não estava um brinco. Só que agora não está um brinco. Agora não está. Só está a orelha furada, só está rasgada a orelha. Porque, assim, está... Hoje pela manhã, porque eu passo diariamente, vereador Alberto, na frente do CES, eu assisti aqui na Casa, vereador Chico, vários vídeos do nosso então prefeito, ele trazia aqui. Hoje, as pessoas estão lá na chuva, lá fora. Estão lá na chuva, lá fora, esperando para acessar as consultas. E quem viu o Jornal Hoje já sabe isso, que as pessoas vão lá para ouvir não. Não tem medicamento. E o secretário diz o seguinte ainda, o que ele disse há poucos dias e agora: “Não, isso aí vão ser remarcadas as consultas”. Mas vai ser remarcada consulta onde? Em Porto Alegre? São Paulo? Se Caxias, os médicos abriram mão, se exoneraram do município! É tão bom ser funcionário público que os médicos se exoneraram! É tão bom que os médicos se exoneraram. Então, assim, infelizmente aqueles 39 médicos, que bom a gente dizer aqui, vereador Chico, que o prefeito confirmou que não eram 39, eram 38, na audiência que ele teve, na reunião do gabinete, lá naquela audiência pública. Mais uma reunião dele. Que, às vezes, uma reunião, uma conversa para dizer nada do nada. Aquele dia, pelo menos, ele confirmou que eram 38. Então eu sugiro que o vereador da época, prefeito, faça uns minutinhos a menos de academia e passe ali. Faça uns minutinhos a menos de academia e passe ali na farmácia do CES para ver a situação. Passe ali para ver a situação desse povo na rua, na chuva, porque ele fazia isso. E lá no PA, a mesma coisa. Postão não tem dia, não tem horário. E lá no Postão, como a gente tem cansado de repetir aqui, não estão em greve, não estão em greve. Só que está um caos, as pessoas se saturam com o seu trabalho, porque estão sobrecarregados os médicos, estão sobrecarregados, principalmente ali no Postão. Então, eu vejo essa situação. Não teve, eu não acredito que teve alguém, membro de Comissão de Saúde, até hoje aqui na Casa, que cobrou mais da saúde do que o vereador Daniel Guerra. E com razão, e com razão.Só digo que agora, se a gente disser que está um caos, nós estamos brincando, porque é pouco dizer que está um caos. É um desastre, é um desastre, é um desastre! Porque eu, quero repetir, não acredito que dois, três prefeitos que virão vão conseguir recuperar a saúde de Caxias. Ou terceiriza tudo, ou terceiriza tudo, como eles vão fazer, é isso que é a previsão, já tem alguma carta na manga para fazer isso. Porque não pode, não pode... Chamaram 21 médicos e assumiram só três. Isso também não é só do jornal. É da boca do prefeito, na sua coletiva, ali no saguão, ali na prefeitura, no salão nobre. Então, nós, essa é a preocupação nossa. Continuamos com esse assunto. Sei que os vereadores, todos aqui, sem exceção, essa preocupação é muito grande. Mas vejo que não é só ir numa UBS e dar um pitaco no médico, chamar não sei do quê. Pode ir em todas as UBSs para ver a situação. E essa, que saiu na imprensa ontem, eu já quis compartilhar ainda ontem, os internautas já deram uma seguradinha, porque eles viram que os familiares deles já estão sofrendo na carne. Porque normalmente, quando tu compartilhas alguma coisa que é contra, não é contra o governo, é chamar a atenção, ajudar o governo, vem pau em cima de nós. Só dois que disseram alguma coisinha, mas não disseram nada de mais, porque eles estão aí, estão sentindo na carne um governo antipopular. Então, eu vejo, se nós, se continuar... E estou dizendo isso agora, porque eu passei por ali uma hora atrás. Se ir lá na Sinimbu, verão as pessoas na chuva, no tempo. Idosos, cadeirantes estão lá na chuva. E isso é diariamente. Seu aparte, vereador Rafael.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Vereador Renato Oliveira, eu estive domingo em Santana do Livramento. O meu pai é natural de lá, e eu estava no velório de uma familiar nossa. E, quando eu cheguei, no domingo, eram nove e pouco da noite, capela mortuária, o pessoal lá dizia: “O que está virando Caxias do Sul?” Eu fiquei muito preocupado, vereador, e triste em saber que a nossa cidade, do outro lado do Estado do Rio Grande do Sul, está com essa mácula da incompetência, da falta do diálogo, da falta de saúde. As pessoas lá em Livramento, quem nos assiste pelo Canal 16, TV Câmara, e é da fronteira, eu falo específico Livramento, o caos que está a saúde. A Santa Casa, que as pessoas estão morrendo por falta de atendimento, por não ter estrutura, mas isso vem de anos, vereador. Agora, Caxias do Sul, como a gente sabe, reconhecido pelo vereador Beltrão, vereador do PT, que fazia forte oposição na legislatura passada, mas reconhece que a saúde de Caxias do Sul é exemplo nacional. Teve uma pesquisa do Jornal Pioneiro, semana passada, mostrando que o nosso atendimento é bom, precisa alguns ajustes, mas é boa a saúde de Caxias. Agora, tudo a gente está colocando a perder, tudo está indo água abaixo, vereador. E quanto tempo vai demorar para se recuperar desse prejuízo que está tendo na nossa saúde? E quem irá sofrer com isso não é o prefeito, não é o vereador, é o pobre, é a gestante, é o idoso. Quantas pessoas irão clamar por atendimento, vereador? E a falta de diálogo e competência é o que resulta isso. Obrigado.
VEREADOR RENATO OLIVEIRA (PCdoB): Obrigado, vereador Rafael. Seu aparte, vereadora Paula.
VEREADORA PAULA IORIS (PSDB): Para contribuir com essa colocação da qualidade da nossa saúde, depois, em Declaração de Líder eu vou comentar o retorno do pedido de informação em relação às especialidades no CES, mas, só para contribuir com esse aspecto da qualidade, nós temos, de fato, especialidades, no serviço público, que têm dificuldade de ter no privado. A exemplo de endocrinologia pediátrica, neurologia pediátrica, nós tínhamos dificuldade de ter acesso às essas especialidades no serviço privado. Quando tínhamos no hospital um caso de neurologia infantil, era muito difícil. Nós só conseguíamos com o atendimento particular. Então, corroborando o que nós escutamos em dado momento, quando recebemos os médicos aqui, presidente, na nossa Comissão de Saúde, que traziam do trabalho feito em relação à pneumologia infantil e tudo isso, de fato, temos especialidades e que colocamos em risco com esse tipo de atitude, com essa situação que vem acontecendo. Apenas para colaborar.
VEREADOR RENATO OLIVEIRA (PCdoB): Obrigado, vereadora Paula. Muito boa sua intervenção também. É importante a gente dizer que... Eu tenho dito, reiteradamente, que não... No mínimo, se forem bem os próximos oito anos, para recuperar um pouco esses médicos que a senhora está dizendo. Esses especialistas, vai ser muito difícil Caxias recuperar. As pessoas estão dizendo que estão há três meses, 60 dias. Não. Vai ter três anos, cinco anos. As pessoas vão morrer na fila. Só para falar alguma coisa sobre... A vereadora Denise falou sobre a Farmácia do Ipam, hoje, é verdadeiro, estão reunidos lá. Mas, há poucos dias, também, estive lá no salão nobre onde o prefeito reuniu, sobre, exatamente, essa pauta específica sobre... E onde participou o diretor da Farmácia, o diretor-geral do Ipam, disse que ia sair um estudo, depois, posteriormente... A Vânia, a secretária, estava coordenando esse trabalho. Então, o sindicato, o Sindiserv, estava também representado, através do seu vice. O vereador Chico Guerra também estava presente. Então, esse estudo, eu acredito que ainda... Acredito que essa reunião de hoje seja mais uma das reuniões que... Espero que seja para tomar mais um cafezinho, porque espero que não se tome decisão nenhuma sem ter o parecer. Se não tiver o parecer, não vejo motivo de ter reunião. Então, se tiver... Parece que o sindicato, foi oferecido ao sindicato, ao Sindiserv, que se fizesse o parecer. E o parecer seria também... Tantos advogados bons que tem em Caxias do Sul, mas parece que seria, que eles tinham contratado o Lauri Romario da Silva. Juridicamente, a gente sabe que é um dos grandes conhecedores da nossa cidade e vai saber argumentar que a Farmácia é lucrativa, que tem só que demonstrar os papéis. Obrigado, senhor presidente, senhoras vereadoras e senhores vereadores.
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VEREADOR ADILÓ DIDOMENICO (PTB): Senhor presidente, senhoras e senhores vereadores, pessoal que nos acompanha aqui do plenário e também através da TV Câmara. Nós ontem tivemos duas reuniões muito importantes na questão de segurança que eu acredito que, depois, a vereadora Paula vai abordar esse assunto. Então, nós vamos deixar para depois. Eu apenas quero tocar num assunto, sem estabelecer nenhuma crítica, mas, sim, um alerta, no sentido de que essas modificações que foram feitas aqui no acesso da prefeitura, vereador Chico Guerra, elas talvez careçam alguns ajustes. Por exemplo, a Alfredo Chaves, eu entendo que ela deveria ser mantida mão dupla, ali, aquele trecho da saída e não ter invertido, inclusive da Dom José Barea até a Tronca, dando escoamento para evitar a sobrecarga na Os Dezoito do Forte. Mas isso é uma questão para se ver. Também deixamos uma sugestão que é a entrada pela Dom José Barea seja exclusiva para veículos oficiais, quem sabe, e usar um acesso que tem lá no antigo... Onde era a Codeca uma vez, que é aquele estacionamento maior, já tem um acesso pronto, só tem uma corrente. É o estacionamento maior, já iria lotando aquele estacionamento grande, e depois faria a saída onde que foi colocada a saída hoje. Acho que ali a saída está correta, sair ali naquele espaço melhor. Então, ficam essas duas sugestões porque a Alfredo Chaves, não permitindo ingressar quem vem pela Os Dezoito do Forte, já é uma coisa interessante para não sobrecarregar essa via, mas manter ela mão única, agora, vai jogar todo um trânsito para lá, que tem muita gente que mora no Cristo Redentor, no Cristo Operário, no Rio Branco, no Esplanada, etc. etc., que poderia já sair no sentido contrário. E o acesso aí, onde ele está hoje, para todos os veículos, ele vai criar um problema nos horários de pico, porque a pessoa tem que vir, ingressar na Dom José Barea, ultrapassar para a segunda faixa para, depois, acessar a entrada da prefeitura, numa via que está sempre lotada, com estacionamento dos dois lados e com pouca válvula de escape. Vai depender muito da cortesia dos motoristas. Então, fica ali uma sugestão, é um começo, é uma mudança. Toda mudança, a gente tem que dar um tempo para fazer os ajustes, e não somos contra a mudança e a inovação, apenas deixar esse alerta como contribuição. Espero que os técnicos estão atentos a isso e vão observar nos próximos dias. Mas o que eu quero voltar e contribuir no assunto, vereador Kiko e vereador Elói, é a questão do transporte, justamente, interurbano, esse transporte que vem do interior. Eu até faço uma provocação, vereador Elói, o senhor que é da Cduht, que a gente englobe, convoque as forças representativas da cidade, sindicato, as empresas, a UAB, a Câmara de Vereadores, e se inicie uma discussão aqui como um todo, no transporte. Já que o Executivo não toma essa iniciativa, a Câmara de Vereadores tem essa prerrogativa, tem essa legitimidade para criar critérios onde se possa contemplar o interesse, tanto das empresas prestadoras de serviço – porque senão elas vão abandonar e não vai ter outros interessados, dessa forma que está aí –, e também não deixar os idosos na mão. Também olhar a questão da passagem urbana, que nos preocupa muito, porque é uma questão que está se arrastando, e a cada mês que passa o município de Caxias do Sul está acumulando um passivo da ordem de 2 milhões. Alguém vai pagar a conta e quem paga sempre é o contribuinte. O bolso de quem está nos assistindo, nós, o contribuinte, o cidadão caxiense vai pagar essa conta e vai pagar ela pesada. Então, quem sabe, nós comecemos uma discussão aqui interna, na Câmara de Vereadores, com as entidades representativas, criando uma proposta inicial, para depois, então, marcar uma audiência pública, ouvir a sociedade, porque, senão, virão “n” sugestões. O ser humano sempre é um pouco resistente a mudanças, mas acho que chegou o momento de se fazer uma boa discussão, até porque muitas dessas gratuidades que estão aí carecem, hoje, talvez, de se estabelecer critérios mais justos, que atendam a todos os lados, e essas leis foram, a grande maioria delas criada por este parlamento. Então acho que cabe também a nós abrir essa discussão. Eu entendo que o prefeito perdeu uma oportunidade de ouro quando ele, corretamente, não autorizou aumento. Isso nós não discutimos, nós estamos a favor de não aumentar, porque quanto mais tu aumentas a passagem, menos pessoas usam, o transporte começa a ficar inacessível, ele fica caro. Mas, tinha espaço para se buscar um ajuste, mantendo a passagem, sem criar esse confronto, esse atrito que, seguramente, vai demandar numa ação judicial, e que o Município está aí acumulando um passivo sem necessidade. E não tenham dúvida de que o Tribunal de Contas vai apontar isso, e o gestor vai responder por isso. O Tribunal de Contas é muito rigoroso nessas questões, porque, afinal de contas, está muito claro que nós estamos provocando um passivo. Mas já que não há essa movimentação do outro lado do passo, vereador Elói e vereador Kiko, que fazem parte das duas comissões, nós deixamos essa provocação para a gente começar uma discussão aqui na Câmara, estender ela depois para a sociedade e, quem sabe, oferecer, então, para o Executivo, alguma alternativa, porque nós não queremos que a administração vá mal, nós não queremos, ninguém quer isso. Agora, também não podemos fazer vistas grossas para um problema que é sério, que é o endividamento, uma ação judicial pelo descumprimento de cláusulas contratuais, onde poderia se buscar outras formas para solucionar esse problema. Seu aparte, vereador Kiko.
VEREADOR KIKO GIRARDI (PSD): Obrigado, vereador. Também tem a regulamentação da concessão dos cinco anos dos ônibus, que isso aí é do Município, que pode ser revista e passar para seis anos que seja, onde, hoje, pelos cálculos, de R$ 3,40 baixaria para R$ 3,20. Então também tem que ver. Mas, como o senhor disse, tem que fazer uma discussão ampla para que não chegue um projeto da Câmara e seja barrado, e fiquemos nós, vereadores, como vilões da história, que estamos contra o povo. Então, temos que unir forçar, e que vá para o prefeito uma coisa bem mais encorpada, que ele possa acatar essa decisão da comunidade. Obrigado.
VEREADOR ADILÓ DIDOMENICO (PTB): Obrigado, vereador Kiko. Quando se abre para a comunidade participar, quando se faz uma discussão franca, isenta de questões políticas, de paixões político-partidárias, a gente vai chegar a um consenso. O que não pode é esse silêncio, essa falta de diálogo, e a situação se arrastando, criando um verdadeiro conflito. Nós sabemos que a coisa está quieta, mas existem questões judiciais. A questão está judicializada.  E a questão do transporte interurbano, então, nem se fala. Nós não queremos o prejuízo do cidadão, mas eu acho que é um setor que precisa de critérios, senão, amanhã ou depois, vai ficar só no papel. Hoje, falando com as pessoas que utilizam o ônibus, muitos deles se sentem constrangidos, porque tem dias que ninguém paga passagem. Mas alguém tem que pagar, porque a empresa está prestando serviço. Então, nós precisamos encontrar formas para subsidiar, enfim. É, essas questões não estavam previstas. Então, tem que se buscar uma discussão. Essa provocação que nós queremos deixar, no sentido de a gente poder avançar e estabelecer esse diálogo. É um diálogo demorado, não é fácil, mas eu acho que ele é necessário. E está aí mais uma vez a oportunidade de este Legislativo cumprir um papel importante, já que o diálogo da outra parte está muito restrito. Então, vamos, nós de novo, Poder Legislativo, não vamos nos furtar dessa nossa responsabilidade, porque o povo espera isso de nós, e nós temos essa obrigação. É isso, senhor presidente, senhoras e senhores vereadores. Muito obrigado.
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VEREADOR RICARDO DANELUZ (PDT): Bom dia presidente, senhoras vereadoras, senhores vereadores. Pessoal que nos assiste pela TV Câmara, aqui no plenário também. Agradecer ao nosso líder Rafael pela palavra. E agora nós vamos mudar um pouco de assunto aqui e falaram um pouco da nossa Comissão de Agricultura, onde nós temos um grupo de trabalho. Estamos montando diariamente aí, que denominamos  ele de Comitê do Agronegócio. O Comitê do Agronegócio, ele tem o objetivo de debater as questões que dizem respeito ao setor agropecuário de Caxias do Sul, bem como a tudo que se relaciona ao interior. Fortalecer o setor primário. Encaminhar as demandas aos órgãos competentes de forma coletiva. A gente percebe que não havia uma união do nosso setor agropecuário, e que ia um setor lá fazer alguma cobrança ao prefeito, outro setor, de forma isolada, também ,fazendo, para cada órgão competente, e não se via muito resultado prático nisso. Então resolvemos, através aqui da Comissão da Agricultura, criar um grande grupo com todos os setores do agronegócio aqui da nossa cidade para ter respostas mais concretas, mais imediatas e para se fazerem os pedidos de forma coletiva. Então vou denominar aqui as entidades. A ideia mesmo é empresa privada, empresa pública, no setor público, enfim, todos que têm relacionamento com esse setor. Então fazem parte: Câmara de Vereadores através da Comissão de Agricultura, Agroindústria, Pecuária e Cooperativismo; Secretaria Municipal da Agricultura, Pecuária e Abastecimento; Sindicato Rural; Sindicato dos Trabalhadores e Agricultores Familiares; Emater; Fepagro; Ceasa; Sebrae; Senar;  inspetoria veterinária; Aserai – Associação Serrana de Agroindústrias; Caaf – Cooperativa de Agricultores e Agroindústrias Familiares; faculdade Murialdo; e Rinaldi Astec. Na verdade, a gente começou com esse grupo. É um grupo aberto que recebe a todas as pessoas que queiram contribuir, queiram debater e têm alguma coisa acrescentar. E ficamos felizes, vereador Thomé, que logo no outro dia, depois que divulgamos isso, duas novas entidades já nos procuraram para fazer parte deste grupo de trabalho. Foi o curso de Agronomia da UCS, que quer se integrar, será muito bem-vindo, e a EcoCaxias, dos orgânicos e ecológicos. Então, esse é um grupo aberto e que recebe a todos de forma muito solidária, e temos certeza que trará muitos resultados práticos. Teremos o primeiro evento já realizado por esse grupo, através do comitê do agronegócio, será o 1º Seminário do Cooperativismo. Será dia 7 de junho, lá na faculdade Murialdo em Ana Rech, onde vamos lá debater muito, fomentar o cooperativismo e debater, através de grupos, a todas as questões importantes e relevantes do agronegócio. Temos já o apoio para esse evento, além de todas as pessoas e todos os órgãos que fazem parte do comitê, temos o apoio da Cooperativa Sicredi que, além de ser um belo exemplo de cooperativismo, também nos dará um suporte para o que precisar durante o evento. Então, o seminário começará o com o foco no cooperativismo; após, serão divididos grupos onde serão tratados diversos assuntos de interesse do setor agropecuário. E também os principais assuntos que estão sendo debatidos e conversados,  eu diria que os que nós podemos ter um alcance mais imediato, que dependem mais da questão aqui do município são o aumento do recurso destinado à Secretaria Municipal da Agricultura onde acreditamos que o setor merece mais. Ao longo dos tempos foi se perdendo esse aporte financeiro e hoje estamos aí com apenas 0,7% do orçamento. Sabemos que foi feito muito e que esse valor, em anos anteriores, foi compensado, por exemplo, com o CAR – Cadastramento – que foi feito, onde o único município que custeou isso aos seus produtores, no Brasil, foi Caxias do Sul. Também todas as questões de asfaltamento que tiveram nos últimos anos. Então, acreditamos que esse valor foi, de alguma forma, suprimido, mas agora nos preocupa muito essa questão do que será feito para a questão agropecuária de Caxias do Sul. Outra questão, a demora para licenças ambientais e alvarás. É algo que a gente vem conversando, vem debatendo desde o dia 1º de janeiro, aqui nesta Casa, e nos preocupa. São empresas, são os produtores rurais e ninguém quer fazer nada errado, descumprir a lei, mas precisamos de agilidade e de questões concretas para os nossos produtores. Também a questão, vereador Meneguzzi, do censo agropecuário, que é ter dados mais exatos para poder identificar melhor os problemas, demonstrar a força do nosso setor primário. Em Caxias do Sul e Brasil afora, neste momento de crise, é o único setor que vem impondo crescimento. Propriedades aí até mesmo dobrando as suas produções. Então, acreditamos que, com esse censo, com esses dados mais exatos e com toda essa turma, toda essa equipe, temos certeza de que será muito mais fácil reunir esses dados. Claro que também não foge de questões primordiais que falamos no dia a dia aqui, como a telefonia no interior e a questão da segurança, que é o que mais tem aterrorizado aí os moradores do nosso interior. Gostaria também de aproveitar este espaço para convidar todos os vereadores, todas as vereadoras, todo o pessoal que nos assiste pela TV Câmara para a homenagem aos 140 anos de Ana Rech. Será hoje, aqui na Câmara, a partir das 19h30min. Será uma bonita solenidade. Teremos a participação do coral típico de Ana Rech. Este ano, fomos felizardos em três datas que serão comemoradas: 140 anos da chegada de Ana Rech; 90 anos da oficialização de Ana Rech; e 40 anos da inauguração da estátua, do monumento que está lá na praça em homenagem a Ana Rech. Teremos também aqui livros à venda que é o livro A viagem de Anna Rech, que foi lançado esses dias pelo italiano Salvatore Liotta, Então estarão à venda aqui hoje à noite, para que todos possam adquirir. O seu aparte, vereador Uez.
VEREADOR VELOCINO UEZ (PDT): Obrigado pelo aparte, vereador. Deixaria como sugestão desse comitê, que, de repente, a Comissão de Agricultura faça um convite à direção da Escola Agrícola da Terceira Légua. Vejo de muita importância, porque lá tem alunos de vários municípios. Essa direção, participando desse comitê, pode juntar, junto com o comitê, o que está sendo feito nos outros municípios para que se possa avançar junto com os outros municípios. Vejo que ali na frente, sim... Como já relatei tempos atrás, o Município de Caxias do Sul é o único que não tem participação dentro daquela Escola Agrícola da Terceira Légua. Há de haver uma maneira de participar mais o Município de Caxias do Sul dentro do trabalho que está sendo feito naquela Escola Agrícola. Está sendo participado, sim, em pequenas ações, como esses dias que a gente debateu lá, eu e o Meneguzzi, o custo de uma terra para fazer canteiro, mas pode auxiliar mais. Seria isso.
VEREADOR RICARDO DANELUZ (PDT): Muito obrigado, vereador Uez. Com certeza, faremos de imediato esse convite. Vereador Uez, para deixar esse registro, que ele não é integrante oficial da Comissão de Agricultura, mas participa de todas as reuniões e de todas as ações que são feitas na Comissão. Vereador Rafael, o seu aparte.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Vereador Daneluz, quero cumprimentar o senhor por toda a dedicação à questão da agricultura. O senhor que é presidente da Comissão de Agricultura aqui da Câmara. O vereador Uez também tem se dedicado. Mas quero ressaltar a importância, vereador, desse grupo que o senhor criou, juntamente com diversas entidades. Que o senhor busque fomentar a permanência do jovem no campo. Que essa seja uma das pautas do senhor e de toda essa equipe que está... A questão da agricultura. Mas que valorize o nosso jovem do campo. E que leve infraestrutura aos nossos agricultores – Internet, estradas de qualidade, enfim. E também lhe parabenizar por essa justa homenagem, hoje, a Ana Rech, que é símbolo do desenvolvimento da nossa cidade de Caxias do Sul. Grandes empresas, grandes personalidades fizeram e fazem a história lá na região de Ana Rech. E ressaltar também que hoje será o lançamento do CD do grupo do coral. Teve, no início do mês, o lançamento do CD, que hoje também estará à venda. Estarei aqui presente nessa justa homenagem que o senhor é proponente, vereador.
VEREADOR RICARDO DANELUZ (PDT): Muito obrigado, Rafael, pela sua contribuição. E com certeza todas essas ações vão ao encontro da permanência do jovem no meio rural. Acho que isso é uma soma de vários fatores que nós estamos buscando, diariamente, aqui dentro desta Casa. Muito obrigado. Era isso, senhor presidente.
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VEREADORA PAULA IORIS (PSDB): Bom dia a todos. No espaço de hoje, eu quero apresentar dois assuntos. Um referente à situação de médicos. E outro em relação à nossa Comissão de Enfrentamento da Violência. Em relação à situação de médicos, que já foi abordado agora pela manhã, houve, dias atrás, por parte desta vereadora, um pedido de informações diretamente ao CES. Então recebemos, ontem, a correspondência, e temos, então, dados apresentados pelo CES. Eu destaco, assim, de forma resumida, então, a resposta ao Requerimento nº 34/ 2017. Aqui não entram informações das UBSs. É diretamente do CES. Então, tem assim, em relação ao pedido das informações de agendamento. Na data de hoje, 17 de abril de 2017, as agendas estão canceladas pela paralisação médica. A partir de amanhã os agendamentos, então seria dia 18 de abril, os agendamentos estão fechados por tempo indeterminado até a definição de quais profissionais médicos estarão em greve. Em relação à outra pergunta. Durante o mês de março, houve 2.272 primeiras consultas, e cerca de cinco mil consultas de retorno. Isso que aconteceu durante o mês de março, que foi um pedido em relação ao movimento da agenda. A outra pergunta referia se existia demanda reprimida em relação às especialidades. Existe. Demanda reprimida em nove especialidades, então, conforme abaixo. Nós temos a maior demanda, são 3.340 consultas na dermatologia. Segundo lugar, na traumato-ortopedia, 1.615 consultas aguardando. Angiologia vascular, 1.181 aguardando. Sendo que nessas duas últimas especialidades, a gente está com falta de oferta de profissionais. Então essa... Exatamente. Exoneração. Depois, seguindo, a outra, a outra... Neurologia adulto, com 1.098. Pequenas cirurgias, com 965 aguardando. Cardiologia, 937. Isso reduziu bastante em relação à posição que nós tínhamos de dezembro. Essas são todas acima de 500. Depois tem em menor escala. Otorrino... Gastro, com 743. Outro questionamento seria em relação à falta de especialistas. Então eles informam que faltam especialistas. Chama a atenção, nas 19 especialidades, casos de, além de exoneração, de aposentadoria. Gente encaminhando aposentadoria. Isso é uma preocupação. Em relação, um outro questionamento que eu fiz no pedido de informações foi em relação à falta de especialistas. Então não temos... Atualmente estão sem oferta de atendimento: angiologia vascular e proctologia, por exoneração. A proctologia é bem importante, eu tive acesso a essa informação, em relação ao planejamento familiar. O trabalho que é feito nas UBSs em relação ao planejamento familiar pode ocorrer através da vasectomia. Então, a falta do procto... Eu sei, informação do ano passado, até anterior à legislatura, que existia fila esperando pela vasectomia por falta de bloco, não por falta de médico naquele momento. Nós tivemos, infelizmente, o óbito daquele Dr. Abelardo que atendia nesse... Que é importante, não é, o planejamento familiar também. Então, além da angiologia vascular e da procto por exoneração, há diminuição do quadro de traumato-ortopedistas, que é a terceira demanda. É importante ressaltar que aqui não está... O pedido era direcionado ao CES. Então essas informações trazidas pela bancada do PT, em relação a ginecologistas e pediatras, não entra aqui, porque esse pedido era direcionado ao CES. Uma consideração, assim, que já foi feita pelos colegas é que isso tende a crescer diante deste cenário. Mesmo sendo uma coisa importante o que foi trazido pelo vereador Alberto e, hoje de manhã, pelo vereador Adiló em relação a mutirão, eu questiono assim: qual é o clima que nós temos para mutirão? Isso é uma coisa importante de se fazer, sem dúvida nenhuma, mas para a gente botar os pés do chão, que clima nós temos para mutirão, que seria uma necessidade, vista a demanda reprimida, com a situação que está, judicializada, inclusive? Então, realmente, nós precisamos dar um passo atrás, sentar, conversar, ver o que é possível sem tanta judicialização, porque quem está perdendo, os números mostram, é a saúde de Caxias do Sul – e já é a doença, porque, quando a gente não atende preliminarmente, o povo adoece. Então, em relação a esse pedido de informação, era esse o retorno. Em relação a nossa Comissão de Enfrentamento da Violência, temos bastantes coisas para contar. Uma que está numa negociação bem importante é, mas, assim ainda não é o final, mas vale a pena contar, a partir da nossa visita ao Casemi, onde vimos a situação real dos adolescentes ali que estão em liberdade assistida, ali jogando videogame e tal... E a Tamara, naquele momento, nos falou da importância de nós ocuparmos, de ter ocupação. Eu estive visitando o diretor do Senai, o Paulo Schmidt, que já havia demonstrado vontade, me convidando para uma visita, e falei no assunto. Então existe uma possibilidade bem concreta de uma triangulação: Senai, Casemi e empresas, para que a gente pudesse direcionar cota das empresas para esses adolescentes. Temos coisas para ajustar, porque já com os adolescentes que estão lá, é trazido pelo diretor Paulo, a dificuldade de muitos em função do ensino médio, que eles chegam muito fracos, e o Senai é um ensino técnico, onde a matemática é uma base importante. Então isso seria uma dificuldade, mas temos que não olhar para as dificuldades, temos que buscar as soluções. Ele não tem a estrutura para o acompanhamento psicológico, assistente social, mas o Casemi entraria com isso. Então, ontem eu estive conversando novamente com a Tamara e, agora, a gente deve então estar vendo com as empresas... Porque seria, inclusive, uma atividade remunerada com bolsa. Então, assim, não está pronto, mas é uma triangulação que é possível de nós construirmos dentro do nosso braço da prevenção, da Comissão, então. Bom, não é, vereador? (Risos) Em relação às reuniões de ontem, nós conversamos, cedo da manhã, conversamos com a delegada da Susepe, estivemos eu e o vereador Adiló, nem todos puderam participar, porque é muito importante a gente ouvir quem está de perto da situação. Está nos jornais a interdição da Pics. E, pelo número de pessoas, de detentos, pessoas que teriam que ser transferidas, ocupariam as vagas do Apanhador. Na conversa com a delegada, a gente já até acabou ficando menos tempo do que nós precisaríamos, reagendamos já a conversa, mas ela traz assim algumas necessidades fundamentais, como o escâner corporal, em função de toda a legislação que tem contra as revistas íntimas. Então, o escâner é uma prioridade. Nós dissemos a ela que, no dia 28, a Comissão tem reunião em Porto Alegre com o diretor superintendente da Susepe, diretora, e com o Schirmer, na sequência, com o secretário Schirmer, que foi fruto da nossa ida na visita ao governador Sartori. Bem, então, vimos prioridades com ela. A dificuldade, ela trouxe no sentido da gente poder também oferecer trabalho no presídio lá do Apanhador, seria pela questão da engenharia. Então não tem a segurança necessária. Acho que uma questão importante, vereador Adiló, que nós tratamos na nossa reunião da comissão dessa semana de nós levarmos... Acabou o tempo? Já é Declaração de Líder? Bom, então, amanhã a gente continua a falar desse assunto, que ele é bem importante. Com relação às alternativas que nós devemos estar levando para o secretário de Segurança. Obrigada.A
 
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VEREADOR ELÓI FRIZZO (PSB): Senhor presidente, senhoras e senhores vereadores. Saudando o retorno à Casa do vereador Gustavo Toigo. Seja muito bem-vindo. Gostaria de, em nome da nossa bancada, em meu nome, do vereador Alberto Meneguzzi, vereador Edi Carlos, repercutir – e para nós isso tem um sentido muito importante – a decisão tomada ontem da nossa executiva nacional, fechando questão nas votações no Congresso referentes à reforma trabalhista e a reforma da previdência. Nós já vínhamos nos insurgindo há bastante tempo, e o grau de insatisfação que permeou o partido, principalmente a partir da aprovação do projeto das terceirizações, onde alguns deputados do nosso partido aprovaram o projeto, contra bandeiras históricas do nosso partido, de defesa dos direitos dos trabalhadores, das suas conquistas, criou, sem dúvida nenhuma, um animus muito grande internamente, dentro do nosso partido, que resultou nessa reunião da  nossa executiva nacional onde de forma clara, de forma muito correta, a executiva nacional, tendo à frente uma participação muito importante do vice-presidente da executiva nacional, e nosso presidente estadual, ex-deputado federal, Beto Albuquerque, o nosso candidato a vice-presidência da República. Então, o partido fechou questão contra essas reformas. Desde início do governo Temer, nós afirmávamos, vereador Meneguzzi, de que o nosso partido havia perdido uma oportunidade histórica, porque, corretamente, o nosso partido apoiou o impeachment. Corretamente do ponto de vista da análise que fazia de que o governo Dilma não tinha mais condição histórica nenhuma de continuar conduzindo os destinos da nação. Mas isso sem significar nenhum compromisso com o eventual governo Temer, porque, da mesma forma que dizíamos com relação à presidenta Dilma, nós dizíamos também que o representante do PMDB fazia parte indelével da composição que levou o país a essa desgraceira toda nos últimos anos, e que colocou mais de 15 milhões de pessoas, de trabalhadores, praticamente à margem, com essa postura muito clara de que nós não concordávamos com isso. E, portanto, o nosso partido perdeu a oportunidade histórica de se diferenciar, de ser coerente com aquilo que as ruas clamavam, mas sem o compromisso de participar desse governo. Lamentavelmente, por decisão específica e exclusiva de parcela de nossa bancada na Câmara Federal e no Senado, decidiram participar desse desgoverno Temer, desse governo que retoma compromissos com o neoliberalismo, de retirada de direitos de trabalhadores. Então, para nós, a decisão de ontem, de nossa executiva, sintoniza com as demandas dos trabalhadores e do povo brasileiro de forma majoritária. Do ponto de vista de estar ao lado daqueles que clamam por reformas profundas no nosso país, mas sem que isso represente que as pessoas de menos posse, os que menos ganham, os mais excluídos no nosso país paguem a conta desses desgovernos. Porque, sem dúvida nenhuma, a reforma da Previdência vai fazer com que aqueles que ganham bem, aqueles que possuem bons salários, aqueles que têm possibilidades de manter seus filhos estudando até os 25, 30 anos, você colocar um patamar de 65 anos, para esses não vai fazer diferença alguma. Mas para aquele trabalhador, como muitos de nós, que começaram a trabalhar com carteirinha assinada com 15 anos, é o meu exemplo, pregando caixa pela COMAI lá na Pisani, com 39 anos de contribuição, então, esse exemplo que a gente tem aos montes de pessoas que não conseguem se aposentar. Então, nesse sentido, quero saudar, colocar essa questão principalmente aos que nos assistem pela TV Câmara, canal 16. E dizer que o PSB do Rio Grande do Sul, tendo à frente os deputados Heitor Schuch e José Stedile, estão na linha de frente do ponto de vista de derrotar esse projeto, tanto da reforma da Previdência quanto dos direitos trabalhistas, a alteração da CLT que está em discussão no Congresso Nacional. Vereador Alberto.
VEREADOR ALBERTO MENEGUZZI (PSB): Vereador Elói, saudar também a decisão da nossa executiva. Essa já era uma luta do PSB estadual, nossa aqui também, do PSB do município, contra esse desgoverno do Temer. E essa parte que está no jornal Zero Hora hoje, vereador Frizzo, de tratar a pão de ló quem tem que votar a favor da reforma da Previdência... Olha só, eles estão oferecendo – o governo Temer – cargos, emendas e até alguma audiência se alguém precisar, em algum Ministério, para que os deputados votem a favor da reforma trabalhista e da reforma da Previdência. Estão tirando os nossos representantes locais... Como o deputado Assis Melo, por exemplo, pode perder o seu mandato momentaneamente para que ministros possam ir para o Congresso, tipo Osmar Terra, Ronaldo Nogueira, do PTB, possam ir para o Congresso votar a favor. Então essa é a prática desse governo. Menos mal que nós estamos fora desse governo, reforçando a ideia de que a gente não faz parte desse desgoverno do governo Temer, que usa dessa prática aí para comprar apoio no Congresso Nacional. Obrigado, vereador.
VEREADOR ELÓI FRIZZO (PSB): Obrigado, vereador Meneguzzi. Vereador Edi Carlos.
VEREADOR EDI CARLOS (PSB): Obrigado, vereador Elói. Quero dizer que esse dia de ontem, essa reunião, essa decisão aí teria sido esperada por muitos militantes do nosso partido. Eu acho que mais uma vez o partido tomou a decisão certa. Quero dizer que esse aguardo que estávamos aí, há poucos dias, um sábado de manhã, a gente foi aqui, teve uma reunião do partido presidida por V. Sa., que é um dos representantes de Caxias no estadual, quero dizer que nós nos sentimos, não é Alberto, e todos os militantes de Caxias, muito bem representados por ti ali na executiva estadual. E na ocasião nós tínhamos dois representantes em nível federal que nos falavam isso, vereador. Então quero dizer que é uma alegria muito grande para nós poder fazer parte desse partido que nós julgamos aqui um partido correto, que por muitas vezes tem defendido o trabalhador e novamente estamos aí demonstrando. Eu quero dizer para o vereador Alberto Meneguzzi que tem uma palavra dentro do nosso partido, alguns que dizem o seguinte: “Coerência e lado, a gente não negocia.” Então isso que o senhor falou aí das negociatas que estão acontecendo, que bom que o nosso partido não faz isso, vereador. Nós nos sentimos muito honrados de estar fazendo parte das fileiras do PSB, o Partido Socialista Brasileiro. Muito obrigado.
VEREADOR ELÓI FRIZZO (PSB): Obrigado, vereador Edi Carlos. Vereador Kiko.
VEREADOR KIKO GIRARDI (PSD): Vereador Elói, obrigado pelo aparte. Todos nós, vereadores, respondemos pelos atos dos nossos representantes em nível federal, e às vezes nós não somos consultados, a maioria das vezes, não somos consultados. Mas ontem também peguei a foto do jornal local e enviei para o deputado Danrlei,  do meu partido, e eu disse: “Eu preciso de um posicionamento do senhor quanto aos seus eleitores aqui em Caxias do Sul.” Enviei e disse: “O senhor está colocado junto com outros deputados, com painéis grandes na nossa cidade. Então eu tenho que dar a resposta aqui, preciso saber o seu posicionamento.” Obrigado, vereador.
VEREADOR ELÓI FRIZZO (PSB): Obrigado, vereador Kiko. Quero registrar aqui, dizer que, independente se é demagógico ou não, não entro nesse mérito, vereador Chico Guerra, mas quero saudar a decisão do prefeito com relação à sua posição, tendo em vista o movimento de greve geral, com chamado para próxima sexta-feira, por conta de que entendo que todos devemos, sem dúvida nenhuma, estar sintonizados com essa demanda da nossa população. E tanto que acordamos que, na próxima quinta-feira, estarão presentes aqui representantes das entidades sindicais que estão chamando essa mobilização em nível nacional, do ponto de vista de repercutir uma posição clara do movimento dos trabalhadores, dos brasileiros como um todo, contra essas reformas que estão sendo propostas no Congresso Nacional. Então, todos aqueles que eventualmente se somem a essas manifestações têm que ter o nosso respeito, do ponto de vista de que tomem uma decisão correta. Então, fica esse registro, e fica também esse reparo que fizemos, então, com muito orgulho, da posição da nossa executiva nacional, de limpar o joio do trigo. E se, para isso, for necessário se expulsar algum senador, algum deputado federal do nosso partido, acho que ficará muito de bem isso aí, porque, de fato, esses adesistas, esses vendilhões do templo, esses trocadores por trinta moedas aí, de fato, não fazem bem ao nosso partido. Era isso, muito obrigado.
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VEREADOR EDSON DA ROSA (PMDB): Senhor presidente, senhoras vereadoras e senhores vereadores. Por questão de justiça. Eu não citei, mas também estava assistindo à TV Câmara, canal 16, a Lucimara, que foi assessora do vereador Bampi, e também nos ajudou muito na elaboração do projeto. Então, faz jus essa menção a ela. Foi uma pessoa muito querida aqui na Câmara. Os vereadores que estavam na legislatura anterior, ou alguns, já a conheciam também. Então, um abraço, Lucimara. Obrigado também. Mas é assim, é vida que segue. Senhor presidente, estive representando esta Casa no Encontro Nacional do Movimento de Lareira, e eu queria fazer uma saudação muito especial ao Sandro e à Cristiane, que são os coordenadores do movimento em Caxias do Sul. Ao Glênio e à Helena, que eram os coordenadores desse encontro, e também ao Pedro e à Rosilene. Faço isso, nobres pares, porque sábado, lá no Centro de Eventos da Festa da Uva, penso que tinha em torno de 1,4 mil pessoas. Muito bem organizado, muito bem orquestrado. Estava lá também Dom Alessandro Ruffinoni, vários outros movimentos participantes da Igreja Católica prestigiando o evento. Um momento muito bom. E esse movimento, para quem não o conhece, ele incentiva e estimula a harmonia do lar, a harmonia conjugal. Então, nos tempos tão difíceis que nós vivemos, penso que esse espaço movimentado na Festa da Uva trouxe ares muito positivos para o nosso município. E outra coisa também, movimenta a economia. Pessoas que vêm para o município, ficam aqui, ocupam os hotéis, fazem com que a economia se movimente. Isso é importante. Tenho certeza que tantos outros eventos desta magnitude que acontecem, eles têm esse objetivo também para a nossa cidade. Ontem também, senhor presidente, tivemos a oportunidade de estarmos aqui neste projeto que são as visitas, o Câmara Convida. Muito importante. Tivemos aqui uma assembleia ordinária da CDL. Estavam aqui o presidente Ivonei e tantos outros presidentes que já passaram por ali. Acho que tínhamos em torno de umas 30, 40 pessoas. Importante, vereador Adiló, tinha Sindilojas, acho, não é, vereador Cassina? O Sindigêneros. V. Exa. também estava aí. A representatividade de uma instituição vir aqui à Câmara de Vereadores, até para que nós possamos ter essa proximidade de segmentos que são importantes para a nossa economia. Comentávamos ontem lá, já tivemos a oportunidade de falar de tantos assuntos, como, por exemplo, de segurança pública. Tivemos a oportunidade de alguns projetos que podem vir para a Câmara de Vereadores, eles se colocando à disposição de serem participantes de algumas decisões aqui da Câmara, no sentido de troca de ideias, porque uma das coisas que nós precisamos, eu tenho falado muito, é ouvir o segmento envolvido nos projetos que nós fizemos encaminhamentos, para que depois a gente não precise ficar arrumando, ou, quando o projeto já vem aqui em segunda discussão, lota a Casa porque o segmento não foi procurado. Não que tenha que pautar o vereador, ou algum projeto do Executivo, mas participar. Então, penso que ontem, senhor presidente, foi uma demonstração, porque nós temos... A Câmara, se nós somos a representatividade de todo o povo caxiense, literalmente, esse segmento que veio ontem aqui, do CDL, representou esse segmento, principalmente do comércio do nosso município. E, mais ainda, muitas atividades que foram descritas, a estrutura que a Câmara tem, muitos desses formadores de opinião que vieram ontem não sabiam como era o nosso trabalho, vereador Adiló. Nós achamos que as pessoas conhecem o funcionamento da Câmara. Não só eu, o vereador Felipe, o vereador Toigo, o vereador Elói Frizzo, o vereador Cassina, que já tivemos a oportunidade, o vereador Felipe está sendo agora, de presidente da Câmara de Vereadores, sabemos como as pessoas não conhecem efetivamente o conceito da Câmara, vereador Adiló. E isso cabe a nós aqui, quando temos a oportunidade de evidenciar e enfatizar. Então, senhor presidente, parabenizar V. Exa. por essa iniciativa de ter trazido, ontem, uma assembleia do CDL para cá. Mas, muito mais, eles podiam fazer em qualquer outro ambiente, mas fizeram aqui neste ambiente, provocado por V. Exa., e tenha certeza que quem ganha somos todos enquanto sociedade. (Esgotado o tempo regimental.) Fiz essa alusão por achar necessário, porque as pessoas, às vezes, e isso... Acho ontem foi até... Fiquei aqui por volta das 20 horas, mas ficaram aqui até as 21 horas, dizendo que o nosso trabalho não fica restrito tão somente a este horário do plenário da Câmara nas terças, quartas e quintas-feiras. Era isso, senhor presidente. Muito obrigado.
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VEREADOR ADILÓ DIDOMENICO (PTB): Senhor presidente, senhoras e senhores vereadores, aproveitar para divulgar, dia 4 de maio, às 18h30, nós teremos aqui uma reunião da CLPC com as lideranças comunitárias, justamente para tratar desse grande problema, hoje, a dificuldade que têm as lideranças comunitárias para se comunicar com o Executivo. Então, essa reunião, dia 4 de maio, às 18h30, aqui na Câmara de Vereadores, uma audiência pública onde nós teremos, inclusive, a presença do Ministério Público, justamente naquela linha da demanda dos bairros, aí, que hoje sofrem com o problema de manutenção e acesso, inclusive, de vans, de ambulâncias etc. etc. Mas eu quero aproveitar esse momento para repercutir um pouco as duas reuniões que nós tivemos ontem sobre segurança pública. Quando, muitas vezes, alguns internautas criticam, inclusive, a vereadora Paula Ioris... Ontem ela dedicou a manhã toda, até 12h30, na questão da segurança pública. Primeiro, reunião com a delegada Marta, e, a partir das 10h, nós tivemos aqui nesta Casa, então, a Assembleia Legislativa, a Comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa. Esteve aqui o deputado Santini, o deputado Tiago Simão e deputado Vilmar Zanchin. Uma representatividade muito boa. Estavam aqui os vereadores: a Paula Ioris, a Gladis Frizzo, vereador Rodrigo Beltrão representando a presidência da Casa e também a Comissão dos Direitos Humanos, o vereador Bandeira, vereador Elói Frizzo. Acho que foram esses os vereadores, não sei se esqueci alguém. Mas... Onde nós tivemos oportunidade de ter um debate muito franco, muito importante. Acho que é a primeira vez que a Assembleia Legislativa vem a esta Casa, dando a importância da Câmara de Vereadores, para discutir o tema segurança pública, que tanto aflige hoje aos gaúchos. E nós tivemos oportunidade de cobrar dos deputados que nos ajudem na celeridade da questão dos bloqueadores de celular; das tornozeleiras; escâner corporal, que é uma demanda hoje urgente dos presídios; e os radares inteligentes. Radar inteligente que hoje, seguramente, junto com o cercamento eletrônico, seria uma ferramenta muito importante na questão da segurança. Não é tudo, a gente sabe, as câmeras, mas elas são uma ferramenta muito importante a serviço da segurança. E o radar inteligente, colocado nas nossas estradas, tirando um pouco esse conceito que a gente vê hoje, apenas o radar com intuito de arrecadar e multar. Muitas vezes, colocado nos locais mais estratégicos para gerar multa, e não para criar uma questão pedagógica. E aí se esquece a questão dos radares inteligentes, que já tivemos dois ou três instalados aqui no estado e que, não sei por que razão, eles foram desativados. Mas o conceito do radar tem que ser algo discreto senão, daquela forma que eles estavam colocados, o pessoal sabia onde estava o radar e acabam desviando e ele não cumpria com a sua finalidade. Então os principais acessos da cidade, as principais rodovias, isso inibiria muita circulação de veículos suspeitos, veículos roubados, veículos com placas clonadas etc. Então, duas reuniões importantes que aconteceram nesta Casa ontem e nós estivemos então, toda manhã, envolvidos com essa questão da segurança pública. Cumprimentar o trabalho que vem sendo capitaneado pela vereadora Paula Ioris e, na sequência, pelos três deputados, então, deputado Santini, que é o presidente dessa Comissão, mas também o deputado Tiago Simão e o deputado Vilmar Zanchin, de virem até Caxias do Sul nos proporcionar esse oportuno encontro dessa tema que tanto aflige a nossa sociedade nos dias de hoje. É isso, senhor presidente. Muito obrigado.
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VEREADOR ALBERTO MENEGUZZI (PSB): Senhor presidente, só para registrar que, vereador Adiló, ontem, nessas reuniões, o meu gabinete estava representado também pela minha assessora, Zenaira Hoffmann, nos dois encontros. Embora os assessores, às vezes, não são citados, mas eles representam o gabinete, são porta-vozes do gabinete. E também nós acompanhamos as duas reuniões, como temos acompanhado todas as reuniões da área de segurança. Embora eu acredite que muitas dessas reuniões são enfadonhas, não levam a nada, são sempre as mesmas coisas discutidas, são sempre os mesmos documentos que são enviados ao governo do estado. O governo do estado devolve esses documentos para o 12º BPM, e a gente fica sempre nessa conversa. Hoje, por exemplo, nos jornais, parece que tudo foi resolvido na área de segurança pública. Um governo do estado que aparentemente diz que está sem dinheiro gasta uma fortuna em anúncios, colocando nos jornais, no jornal Pioneiro, na Folha, em outros jornais... Os jornais vibram com isso, porque é dinheiro que entra. Mas, de qualquer maneira, tem ali uma propaganda cujo custo não é baixo, um custo alto do governo do estado, já fazendo a sua propaganda paras as eleições do ano que vem. Quero fazer um registro também de uma reportagem... E eu gosto do jornalismo bem feito, jornalismo investigativo, jornalismo que ouve todas as partes. Não esse jornalismo que cria atrito, que só pega discussões que, às vezes, são discussões políticas e faz disso discussões como se fosse um grande conflito entre os vereadores, entre Executivo e Legislativo. Mas quando o jornalismo é bem feito, como foi feita essa matéria do final de semana, do jornal Pioneiro, pelo jornalista Andrei Andrade, e pela diagramadora Andressa Paulino, que trata sobre... “Olhar por nós” é o título, que fala sobre os dez anos da Secretaria de Segurança Pública, a existência da Secretaria. E que traz aqui um diagnóstico, depoimentos, números muito interessantes, principalmente na região, na zona norte aqui de Caxias do Sul. E isso aqui serve como documento, inclusive, para que as políticas públicas sejam analisadas, refletidas e sejam também melhoradas. Acho que essa foi também a função da reportagem. E aqui se fala muito, mais de nove mil casos em dez anos da existência da Secretaria de Segurança onde adolescentes figuram como autores de roubos, tráfico de drogas e homicídios entre outros. Então o número de jovens adolescentes mortos nesses últimos anos, vítimas do crime, do tráfico de drogas, do alcoolismo é um número bastante surpreendente, causa preocupação. E eu tenho, nosso gabinete tem feito algumas indicações e está preocupado em relação a isso. Acho que a Coordenadoria da Juventude que existe, que tem um excelente profissional que foi nomeado como cargo de confiança que é o jornalista Lucas Guarnieri, que trabalhou comigo na Rádio São Francisco, ele tem que ter tempo integral nessa Coordenadoria da Juventude. Não pode ser contratado alguém para cargo de confiança e ele ter que se dividir entre fazer assessoria de imprensa para a Prefeitura e se dividir também pela Coordenadoria da Juventude. Hoje esse excelente profissional que é o Lucas Guarnieri já esteve no meu gabinete, a gente já ponderou algumas situações para ele, ele está disposto a ouvir, ele não pode se dividir entre a assessoria de imprensa e a Coordenadoria da Juventude. Tem que ter tempo integral para a Coordenadoria da Juventude, e a Coordenadoria da Juventude tem um papel fundamental na política para a nossa juventude, na intermediação do diálogo com a sociedade. Nessa exposição de motivos, nessa reportagem se mostra o quanto a gente está fragilizado sem políticas públicas para a nossa juventude. E neste momento é urgente que nós tenhamos uma Coordenadoria da Juventude fortalecida. O prefeito tem razão em economizar, em fazer uma série de ponderações nesse início de governo, corta aqui, corta ali, a população tem apoiado, eu apoio, mas não pode economizar num assunto tão importante, e dividir a tarefa de um coordenador da Juventude para ficar meio turno na assessoria de imprensa e meio turno numa Coordenadoria. Isso é economia burra, não pode economizar nisso. Tem que fortalecer coordenadorias, empoderar um coordenador, que no caso é o Lucas Guarnieri, acrescentar mais subsídios para a Coordenadoria, fazer com que a Coordenadoria dialogue com a sociedade, e que a gente tenha esses números reduzidos de violência contra essa juventude, de mortes dos nossos adolescentes. Caso contrário, daqui a alguns anos, nós vamos fazer mais um balanço aqui de 15 anos da Secretaria e nós vamos ter outras centenas de jovens registrados aqui como mortos, vítimas do tráfico de drogas, da bebida alcoólica, da gravidez precoce, enfim, uma série de situações que a Coordenadoria tem o papel de fazer essa intermediação. Então se eu posso pedir ao prefeito, não economize nisso, gaste nisso, porque isso é importante para que a nossa juventude viva. Era isso, senhor presidente. Obrigado.
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VEREADOR ELÓI FRIZZO (PSB): Senhor presidente, senhoras e senhores vereadores. Eu não tenho como não repercutir a matéria do Jornal Pioneiro hoje que trata das conversões à direita. Eu, da mesma forma que V. Sa., vereador Meneguzzi, concordo que essa matéria produzida no final de semana, ela, sem dúvida nenhuma engrandece o jornalismo de Caxias do Sul, ela é uma matéria profunda com dados excelentes e tal. Mas de outra banda, aquele que pauta o noticiário de Caxias, porque o Jornal Pioneiro, a gente tem que reconhecer, pauta as emissoras de rádio, pauta muitas vezes as discussões nesta Câmara, pauta as discussões nos bares, nas entidades onde você vai, e, portanto, aqui é um reconhecimento da importância desse diário na nossa cidade. Mas, hoje a matéria que ensina como fazer a conversão à direita de forma correta é uma deseducação total não é. Eu esperava e acompanhava principalmente as posturas do jornalista Ciro Fabres onde ele, de forma clara sempre manifestou, e achei que isso fosse uma opinião do jornal, uma postura muito clara contrária às conversões à direita, especialmente a conversão da Sinimbu com a Garibaldi, porque essa é uma acinte não é. Aliás, o secretário de Transportes, em uma reunião nesta Casa, chegou a dizer o seguinte, que eles  reabriram as conversões à direita ali, porque os fiscais de trânsito estavam multando muita gente. Dez, quinze, vinte multas diárias de pessoas que não obedeciam e faziam a conversão à direita. Então, especialmente assim, pelo relato pelos motoristas de ônibus que estiveram aqui, essas conversões que cruzam pela frente do ônibus, de fato elas são extremamente perigosas e elas efetivamente atrasam, atrasam o nosso corredor de ônibus, fazendo com que os ônibus demorem cada vez mais para cumprir aquele tempo, aquele lapso de tempo de sair de uma estação e ir até outra estação e evitar o corredor de ônibus que acabam acontecendo na Sinimbu. E a solução é a pior possível. Ao invés de se proibir a conversão, especialmente naquele local ali, se orienta os motoristas a entrarem no corredor de ônibus, privativo, dos ônibus. Então, se tu faz uma fila lá de dez, quinze veículos, e os ônibus que fiquem atrás esperando. Então, lamentável essa matéria do jornal Pioneiro hoje, sem dúvida nenhuma, revendo, me parece que revendo uma posição que já havia adotado, favorável, à decisão corretíssima do programa de integração do transporte de ônibus da nossa cidade, de proibir as conversões à direita. E tendo essa alternativa, já existe em qualquer cidade desse mundo. O nosso vereador Gustavo Toigo esteve lá em Portugal, e estava me dizendo que a mobilidade funciona perfeitamente, porque se respeitam algumas regras básicas. Por que converter à direita ali, se tu tem alternativa diferente que tu pode fazer essa conversão sem prejudicar o transporte coletivo? Então nesse sentido faço esse registro, porque me parece assim que a política do nosso diário aí é cinco no cravo e uma na ferradura. Cinco no cravo e uma na ferradura. Essa foi mais uma no cravo. Provavelmente ali adiante vai vir uma na ferradura. Então, uma política ruim, porque demonstra que não tem posição, não tem posição e, lamentavelmente, esse tipo de matéria pauta, pauta aquelas pessoas irresponsáveis que saem por aí a defender esse tipo de posição, quando ela não tem fundamento nem científico, nem social, nenhum, do ponto de vista de quem defende especialmente esse tipo de relação no nosso trânsito de Caxias. Era isso, senhor presidente, fica o registro.
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VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Senhor presidente, nobres pares. Quero também parabenizar o jornalista Andrei Andrade pelo diagnóstico feito e apresentado no jornal Pioneiro deste final de semana com o título: Por que ainda é um risco ser um jovem na periferia de Caxias do Sul. Dez anos após a implantação da Secretaria de Segurança Pública e Proteção Social. Quem não teve oportunidade de ler, sugiro e recomendo a leitura. São dez páginas de um amplo diagnóstico feito pelo jornalista Andrei Andrade. Esse levantamento feito nesses dez anos pelo jornalista, com dados oficiais do Município, foram 1.174 assassinatos no município de Caxias do Sul em dez anos, 1.174.  Ele fez um diagnóstico de jovens de 12 a 25 anos de idade – ele se baseou nessa faixa etária. Foram 385 vítimas de assassinatos, de diversas formas de crime. Seja ela por causa das drogas, da prostituição, desavenças, álcool, assaltos, vítimas de estupros, enfim. E aqui eu incluo também, vereador Adiló, a gente pode dizer que muitos desses jovens foram vítimas, não somente pelo tráfico de drogas, não somente vítimas da prostituição, mas também da falta de atenção da família, do pai e da mãe, que não estavam presentes na formação dos seus filhos. Daí, quando chegam os seus 12, 13 anos o jovem infelizmente entra na vida com aqueles maus elementos, maus amigos, os amigos, daí o pai fica se lamentando: “Mas onde foi que eu errei? Onde foi que eu falhei?”. E depois é tarde demais, o resultado se soma à estatística. Mas também eu julgo principal, eu, enquanto presidente da Frente Parlamentar da Juventude, da qual faz parte a vereadora Denise Pessôa... Nós promovemos um amplo debate na Universidade de Caxias do Sul com o curso de Sociologia, nós trouxemos o sociólogo Marcos Rolim. Ele abordou, então, a questão da juventude, a formação de jovens violentos. Por que a juventude se inclui nessa violência extrema? O plenário superlotado. E nós podemos analisar, vereador Toigo, o senhor que faz também um papel sobre a questão da violência no Município de Caxias, que é a falta de atenção do Poder Público. A evasão escolar, a falta de áreas de lazer. O Poder Público trabalha a repressão e não a prevenção. E no momento de crise, o Município deixa de investir um pouco na prevenção, o pouquinho já que destina de recursos, deixa de investir. Aliado a isso, a falta de recursos da família, a crise, a juventude acaba indo, realmente, para o caminho inverso. E daí, vereador Daneluz, o senhor que é um vereador jovem, nós, jovens, somos marginalizados. Imagina um jovem de periferia, negro, procurar o seu primeiro emprego, procurar o seu primeiro estágio. Se para nós jovens brancos já é uma dificuldade, imagina o jovem negro de periferia. Ainda se for com um boné ou com uma roupa diferente, daí, sim, não consegue nenhum estágio. Então, eu gostaria só de fazer essa “ressalta”, vereador-presidente, porque eu já levantei diversas vezes esse tema aqui na Câmara de Vereadores, e vou levantar diversas vezes: quem morre no nosso país tem local, tem faixa etária e tem cor, que é o nosso jovem, pobre e de periferia. E esses dados aqui levantados pelo jornalista Andrei Andrade, no Pioneiro, confirmam tudo isso que a gente vem falando aqui na Câmara. Quantas vítimas, vereador Périco, quantos jovens não vão poder contar a sua história, a não ser nas estatísticas dessa do derramamento de sangue? Trezentos e oitenta e cinco jovens de 12 a 25 anos não puderam “conter” a sua história, a não ser pela estatística. Trezentos e oitenta e cinco é uma escola. São jovens que foram mortos, assassinados. E nós não podemos, nobres pares, ficar calados e ser omissos a esse tema. Nós aqui temos o poder da palavra. E nós não podemos fomentar o ódio e a vingança, como muitos discursos a gente ouve aqui na tribuna, fomentando o ódio e a vingança. Nós temos que pensar na justiça, que a justiça tem que ser feita. E passa através disso... (Esgotado o tempo regimental.) ...passa pela justiça social. É a justiça de um poder público atuante. E para concluir, faltou só... Eu gostaria de fazer a leitura, não tive tempo, mas o jornalista Ciro Fabres Neto, no seu livro Os meninos do Burgo e outras crônicas, escreveu no seu livro, na página 28: Por que eles morrem? Eu não tive tempo de fazer essa leitura hoje, mas amanhã me comprometo de fazer a leitura, que confirma justamente o que o jornalista Andrei Andrade falou: Por que eles morrem? Amanhã, eu vou fazer a leitura do livro Os meninos do Burgo e outras crônicas, do jornalista Ciro Fabres, que em 2007, há dez anos exato, escreveu essa crônica Por que eles morrem?. Se o Poder Público também tivesse lido essa crônica, o jornal Pioneiro, muito mortes poderiam ser evitadas. Obrigado.
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VEREADOR ARLINDO BANDEIRA (PP): Senhor presidente, senhoras vereadoras e senhores vereadores. Quero aqui cumprimentar todos que se encontram no plenário, todos que nos assistem pela TV Câmara, canal 16. Eu trouxe este rascunho, podemos dizer, só para testar aqui a nova mesa, a nossa nova estrutura. Muito obrigado, meu presidente, Felipe Gremelmaier e os demais que fazem parte da Mesa aqui por ter aceitado o meu pedido aqui de colocar os nossos discursos, porque assim fica bem melhor. Bota ali, a gente consegue ler automaticamente, é tranquilo, sem a gente ficar olhando para baixo. Assim tu tens na visão, bem direcionado. E com certeza quem fala aqui fica melhor, vereador Adiló. E o pedido da minha goteira, agora na minha cabeça, que está sendo resolvido também, não é senhor presidente. Obrigado, presidente. Então eu quero aqui apenas, meu colegas, só registrar uma coisa. Um registro aqui do nosso aeroporto de Caxias do Sul, uma novidade, que temos mais um novo avião, vereador Kiko, que vai operar então nos domingos às 10h30 da manhã. É bom falar isso aqui também, porque é muito bom para a nossa cidade de Caxias do Sul. Um novo voo então às 10h, domingo de manhã, às 10h30 da manhã, horário que temos durante a semana. Então agora vai ser no domingo, às 10h30 da manhã. Com certeza ajudará os empresários, ajudará a nossa população caxiense, quem precisa ir viajar, quem precisa ir a trabalho, passear. Com certeza nossa cidade de Caxias do Sul ganha. E cada dia nós precisamos mais, sim, de novas voos, porque a nossa cidade está crescendo. A gente sempre fala aqui em 400 e poucos mil habitantes. O meu colega vereador Mauro Pereira falava, nós temos em torno de 600 mil habitantes na nossa cidade de Caxias do Sul. E com certeza a cada dia cresce. Parabenizar então esse novo voo, meus colegas, que nós temos agora aos domingos, às 10h30 da manhã. Porque nós temos uma pista que comporta, sim. Inclusive, é sempre bom deixar bem claro que nós precisamos, sim, ampliar o nosso aeroporto de Caxias com aviões de carga. E esperar que o nosso aeroporto seja construído em breve, o nosso aeroporto também em Vila Oliva. A gente vai ficar contemplado com certeza, a nossa região de Caxias. E que comporte aviões de carga. Com certeza ajudará os nossos empresários de Caxias do Sul a fluir, a dar respaldo cada dia mais. E que a nossa cidade cresça assim na sequência. Então acho que era isso o registro. Só para fazer esse registro. Passo aparte, então, ao meu colega líder do governo, Chico Guerra, com todo prazer e orgulho.
VEREADOR CHICO GUERRA (PRB): Obrigado, vereador Bandeira. Só para deixar um retorno ao pedido que o vereador Flavio Cassina fez na sessão. Então a informação que se tem é que o Estado atrasou a verba. Era para ter acontecido em janeiro. Ele fez isso em março. E em razão de toda a burocracia que tem agora, que vai o processo para a PGM, da PGM vai para a transportadora, da transportadora vai para a controladoria, depois volta para a PGM para publicar e aí é feito o acerto. Então foram três empresas que ficaram penduradas em razão do atraso que se deu ali na questão do repasse da verba pelo Estado. Obrigado, vereador. Agradeço novamente.
VEREADOR ARLINDO BANDEIRA (PP): Obrigado, meu colega Chico. Foi bem esclarecido. Eu também tenho informação que foi atrasado por uma causa e outra aí, mas que logo... Inclusive eu liguei para uns empresários, uns que têm vans, ônibus em Santa Lúcia do Piaí. Aí liguei. Diz que é uma questão de... Deu uns intrusos aí, mas que está sendo resolvido e qualquer coisa eles me mantêm informado. Mas que está tudo sob controle e que com certeza os alunos não vão ficar sem o transporte, e os nossos empresários que têm esses ônibus também não irão parar por falta de pagamento. (Esgotado o tempo regimental.) Era isso, senhor presidente. Meu muito obrigado.
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VEREADOR GUSTAVO TOIGO (PDT): Senhor presidente, nobres pares. Eu ocupo meu espaço do Pequeno Expediente para repercutir um pouco mais esta missão cultural de interesse do município, que participei na cidade de Coimbra, em Portugal, da V Conferência da Unesco de Turismo e Preservação do Patrimônio Histórico, entre os dias 18 e 22, semana passada, portanto, cumprindo uma missão aprovada pela nossa Mesa. Esse projeto, que nasceu nesta Casa e que hoje é lei. Um projeto que envolve o turismo religioso, chamado Caminhos do Padre João Schiavo. Uma conferência, presidente, vamos dizer assim, de extrema importância, de grande relevância, onde mais de 30 países estavam lá representados, e o Brasil, o Rio Grande, Caxias do Sul, também estava representado na pessoa deste vereador, autoridades dos cinco continentes do nosso planeta discutindo a importância, hoje, da preservação do patrimônio histórico, da importância do turismo enquanto desenvolvimento para as nossas cidades, para o nosso país. Nós cumprimos uma agenda importante, divulgando um pouco mais de Caxias do Sul, do nosso perfil socioeconômico, iniciando pela Embaixada Brasileira na cidade de Lisboa, onde fomos recebidos lá por agentes diplomáticos, e lá fizemos toda uma divulgação especial, também de artistas locais do nosso município, de escritores como José Clemente Pozenato, Luiz Carlos Herbes. Divulgamos a nossa Festa da Uva, a nossa maior Festa da Uva. Também solicitamos todo um apoio em parcerias bilaterais que aquela embaixada pode articular junto com o governo do município de Caxias do Sul. Estivemos também conhecendo uma universidade, uma das mais prestigiosas que sediou esse evento, que foi a Universidade de Coimbra. Uma universidade que funciona há mais de 500 anos, ou seja, tem uma produção científica e cultural enorme. Estivemos também junto à Câmara Municipal. A Câmara Municipal, presidente Felipe, que lá, tendo em vista que o país, que o sistema é parlamentarista, os vereadores têm uma importância fundamental, porque fazem obras, tem o status de secretários municipais. O presidente é autoridade máxima política no município. Então, foi muito importante levarmos todo o ofício de V. Exa., o livro Palavra e Poder àquela Parlamentar. Mas também dizer que foi importante nós levarmos e colocarmos Caxias, como fizemos na Embaixada, como fizemos em outros órgãos, para colocar Caxias na rota internacional das visitações que devem ser feitas aqui, pela nossa pujança que temos na indústria metalomecânica, as nossas festas, o nosso tradicionalismo gaúcho, vereador Daneluz, a nossa imigração italiana, que nós temos. Ou seja, temos todo um potencial a crescer e que também deve ganhar, além- fronteiras, toda a divulgação. Então eu queria cumprimentar sobremaneira, Marçal, na tua pessoa também, toda a divulgação que a imprensa deu desta nossa missão; a Casa aqui; o Setor de Comunicação, enfim; a repercussão que os meios jornalísticos do nosso município, tanto de jornal quanto de rádio, deram vazão a essa nossa missão, repercussão, as matérias que foram elaboradas, mandamos de lá para cá e aqui, a Casa, e a nossa assessoria também, não deixou os caxienses sem as informações necessárias. Agora, a importância, e sabemos que isso deve continuar. O município, quando leia-se município, Poder Executivo, Poder Legislativo, devem participar dessas missões que têm caráter cultural, que têm caráter de desenvolvimento, trazendo parcerias importantes, fazendo contatos, enfim, futuros projetos. A própria Universidade de Coimbra, vereador Adiló, se colocou à disposição, setores importantes, onde se têm estudos avançados para proceder a parcerias que venham ao encontro em benefício do desenvolvimento de Caxias do Sul. Nós percebemos, vereador Chico Guerra, que a nossa Comissão de Desenvolvimento Econômico está no caminho certo quando discute como alternativa ao desenvolvimento de Caxias a matriz econômica do turismo. Estamos no caminho certo. Portugal é um exemplo disso, que saiu de uma crise terrível dos últimos três anos, porque investiu sobremaneira na atividade turística. Então, levamos um pouco mais também dos artistas locais, pintores, aquarelistas. Levamos obras de escultores, como Rogério Baierle, José Clemente Pozenato. Levemos sua Trilogia; Antonio Giacomin, enfim. Os talentos daqui foram levados comigo nesta missão importante. Então, agradecer a Casa, presidente, pela sua confiança na minha pessoa em representar o município; a Mesa Diretora, Alberto Meneguzzi, que foi sensível, mas também estava representada lá. Dizer que foi um evento... Eu vou ocupar a tribuna para colocar de maneira mais pormenorizada algumas imagens, o resultado dessa nossa apresentação à comunidade internacional, tanto de empreendedores como de autoridades acadêmicas, como autoridades científicas que conheceram um pouco mais do nosso trabalho, da Câmara Municipal de Caxias do Sul, conhecer um pouco mais da pujança e das potencialidades que Caxias tem, e pode oferecer nas parcerias com a comunidade internacional. Dizer que estou muito gratificado porque realmente esse trabalho que estamos fazendo... E já, vereador Chico, uma última informação, se o presidente me permite, nós já encontramos o nosso painelista para o nosso encontro da educação para o turismo, que faremos em agosto, vereador Chico Guerra. É um grande pensador, uma pessoa que tem publicações nessa área, é um dos diretores da Universidade de São Paulo e que vem de forma gratuita palestrar aqui para os diretores das escolas do município. É somente assim, fazendo e estando à disposição e buscando novos contatos que nós conseguiremos avançar. Então estou extremamente feliz e gratificado. Mas agradecendo a sua pessoa, vereador Felipe, por ter confiado a mim essa missão cultural de interesse do nosso município. Muito obrigado, presidente. Era isso.
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