VEREADOR VELOCINO UEZ (PDT): Senhor presidente, colegas, vereadores e vereadoras, pessoas, enfim, funcionários públicos do plenário. Obrigado, vereador Ricardo. Talvez tenha gente aqui no plenário que estava aqui, eu acho que duas semanas atrás, quando eu falei do mesmo assunto, mas só que pela importância daquilo que eu alertava duas semanas atrás, que ainda está bom do que aconteceu em cima daquele assunto, achei oportuno voltar novamente. Ainda o colega ali falou: “Tu vais fazer que nem o Bandeira, falar com a Ponte do Semap?” Vereador Bandeira, mas a gente vai insistir até o fim. Eu não vou desistir. Vocês olhem ali as fotos que, naquele dia que eu falei não fui muito feliz quando estive lá embaixo, que ainda enquanto acontece isso está bom. Mas o chapéu não serve para mim quando se diz que esse problema vem de 20 anos e por que não resolveram até agora. Porque tudo que está escrito aqui no requerimento que eu fiz com a ajuda de vocês, pedindo explicações, do que iria acontecer, do que estava sendo feito, eu já sei muito de cor o que está aqui. Então novamente eu vou repetir desde lá do início: quando cheguei a Galópolis em 2013, como subprefeito de Galópolis, uma das principais demandas de várias que tem dentro do bairro é esse problema da curva do Tchaca, que já ouvia isso há muitos anos, já morreu gente ali naquele local. E a comunidade, sim, subtendeu, naquela época, a ferramenta que tínhamos para tentar resolver esse problema era por intermédio do orçamento, enfim. Foi feita uma reunião na 4ª Légua, 550 participantes, já tinham recursos oriundos na época. Galópolis veio junto com essa demanda e foi arrecadado ali R$ 362 mil para resolver esse problema. O que é comunidade pedia? A retirada da curva. Consequentemente, precisaria retirar duas casas; diante do possível, o ressarcimento – assim cabe às autarquias responsáveis do que era possível, do que era direito ou não. Uma pequena camada de asfalto e, se possível, proibir o estacionamento de cima do morro até ali, só embarque e desembarque. Iniciei o processo. Em 2013, no final, foi feito isso; em 2014, comecei a cobrar junto, enfim, ali no orçamento comunitário. Foi dado início burocraticamente, não só no papo, por isso eu digo que para mim não serve porque não resolveram até agora. Está aqui todo o meu trabalho, veio no requerimento, enfim, todo trabalho que eu fiz como subprefeito na época, buscando resolver não um capricho meu, a demanda da comunidade. Ai naquela época, a prefeitura reconhece que aquelas casas ali, em 1955, já estavam ali. E, naquela época ali, talvez só carreta passava ali ou alguns carros. Então hoje tem o loteamento Altos de Galópolis com em torno de 500 famílias lá em cima. Temos, Graças a Deus, uma fábrica de suco crescendo. Cruzam ali carretas iguais a essa. Tem dias que sete, oito carretas. Já falei aqui há 15 dias, quando a carreta sobe, que nem ontem de manhã, quando ela chega na curva, se deparar-se com outro carro vindo, ela vai ter que parar. E olha o que aconteceu! Ontem ainda estava seco. Ela precisa voltar de ré. Muitas vezes, talvez, pode acontecer da carreta se perder e tem um carro atrás e matar uma família toda. Depois dá para resolver. Agora, já morreu muita gente, que nem lá em Monte Bérico. Agora vamos resolver. Aí muita gente se questiona por que só agora, por que não cobrou antes? Agora é o momento de resolver, porque estaria tudo pronto aqui. Enquanto eu estava concorrendo na época para depois chegar aqui nesta Casa, o processo todo tramitou dentro daquilo que eu já falei, o Governo Alceu mandou aqui um projeto – os vereadores aprovaram – para indenização. A prefeitura subentendeu naquela época que iria retirar só uma casa. Retirando duas fica um trabalho melhor. O vereador Adiló sabe disso. Não vai ficar um trabalho perfeito, mas resolveria. Aí eram R$ 40 mil que a Prefeitura disse que iria ressarcir esta casa, não fui eu que escolhi o valor. E quando chegou aqui na Procuradoria, baseado em pareceres providos, enfim, do Seplan e dando seguimento, como tem aqui em várias autarquias, em várias Secretarias, subentenderam que a casa estaria em cima da área de domínio da rua. E quando eu voltei, em novembro, a prof. Mabel, se ela ainda está aqui, ela sabe da nossa luta, quando eu voltei, eu fui ver onde estava o processo. Estava parado, arquivado por causa desse parecer. Daí eu procurei o secretário que estava ali, na época, era o Boschetti, e eu disse: hoje, ela está em cima no domínio da rua. Há 80 anos, não era visto isso. O cidadão que está ali sempre pagou seu imposto. E dá para ver pelas escrituras que têm aqui, que ainda, na época, ele comprou imóvel, depois era de outro dono ainda, e a Prefeitura simplesmente aceitou a situação que estava lá. Eu não estou dizendo que tem ou não tem direito. Quem tem que saber isso são os órgãos responsáveis. O meu interesse e o interesse da comunidade é resolver esse problema antes que more mais gente. E agora é a hora de resolver. Só tem uma maneira, já falei, conto com a contribuição do vereador Fiuza, que é do governo.
VEREADOR ELISANDRO FIUZA (PRB): Permite um aparte?
VEREADOR VELOCINO UEZ (PDT): Tem só uma maneira de resolver isso: tem que sentar junto Planejamento, Governo, Procuradoria, Secretaria de Obras, Secretaria de Trânsito e tem que prevalecer o interesse público. Se precisar mandar mais um projeto aqui desta Casa... Por que eu digo isso? Porque, quando eu procurei esse governo, no início, esse governo me disse que eles teriam o entendimento de tirar as duas casas. Beleza! Mas cadê o burocrático do entendimento de tirar a segunda casa então? Que é o trâmite que tem que voltar para a Secretaria de Obras, passa por uma avaliação nos órgãos responsáveis para depois estipular um valor da outra casa para dar seguimento para daí, sim, quando chegar ali na frente... O que temos aqui? Temos o repetitivo dos pareceres anteriores dizendo que há o entendimento que ela está em cima da área de domínio da rua. Então tem que prevalecer, enfim, o interesse público. Se precisar aportar um novo projeto aqui, para que nós autorizemos a indenização da segunda casa, eu acredito que não vai ter problema. Porque é para uma causa nobre, salvar vidas, resolver o problema. No nosso governo, quando vimos que não tinha mais, como estava no final do ano, foi colocada ali um pequena capinha de asfalto provisória. Por quê? Porque ela permite, que nem ontem, naquela pancadinha de chuva, essa carreta ali, se fosse na chuva, tinha que ter lá uma máquina, a patrola muitas vezes puxando essas carretas para cima. Quando era uma... Agora que são várias, e não se chega num denominador. Um empurra-empurra não de agora; de muito tempo. Ah, porque agora tu estás cobrando? Agora é a hora de resolver. Alguém tem que resolver. E quem tem que resolver agora é quem está no poder. É isso que este vereador está cobrando. Seu aparte, vereador Adiló.
VEREADOR ADILÓ DIDOMENICO (PTB): Vereador Uez, eu o cumprimento pela persistência. V. Exa. tem toda autoridade para falar desse assunto, porque vivenciou isso de perto, quando subprefeito de Galópolis. Agora, o que me deixa surpreso é o seguinte: a Procuradoria faz um parecer de que as casas estão em cima da rua e arquiva o processo. Ora, se uma casa está em cima da rua, aí que ela precisa ser removida, ou eu não entendo mais nada. Agora, como remover, a maneira legal, a pessoa tem direito à indenização, porque a sua casa está ali há muitos anos. É uma benfeitoria, é uma família, é um cidadão, merece todo o respeito e todo o tratamento legal jurídico. Agora, o que me assusta é ver, fazer um parecer dizendo que a casa está em cima da rua e deixa-se por isso. Ora, aí é que tem que remover mesmo. Quer dizer, é contraditório, quando se quer fazer alguma coisa se dá um jeito, quando não se quer fazer se arruma uma desculpa e essa desculpa pode ser um parecer jurídico. Obrigado pelo aparte.
VEREADOR VELOCINO UEZ (PDT): Vereador Adiló, eu estive na Procuradoria, talvez eu tenha que lhe contrariar um pouquinho num sentido, a Procuradoria emitiu um parecer, está aqui, baseado no parecer que vem do Seplan, vereador Adiló. Então ela, na verdade, autoriza o pagamento. Mas, como a Seplan diz e reconhece que ela está na área de domínio da rua, e também reconhece com o ofício que está aqui, com fotos, que a casa está lá desde 1955, precisa emitir um parecer que se trata que hoje ela está em cima da área de domínio da rua, mas na época a situação era outra. Baseado nesse parecer que vem, tem que vir da Seplan, aí a procuradoria autoriza o pagamento. Então, se não se sentar à mesma mesa o mesmo interesse, que é público e prevalece, enfim, resolver o problema de salvar vidas, não se chega a denominador nenhum. Mas, colegas vereadores, se precisar... Olha, faz duas semanas que eu voltei aqui. Agora eu estou contando, o vereador Fiuza já sabe, estou contando com a sua ajuda, senão não adianta mais eu vir aqui. Vou ter que fazer, ir mais adiante, ir mais adiante. Eu não estou aqui adivinhando. O vereador Frizzo sempre diz “tu estás tentando adivinhar”. Mas o senhor sabe muito bem, já foi secretário de Obras, é uma questão de dias. Ainda não morreu mais ninguém, mas que fique registrado nesta Casa que a gente vai cobrar. Por isso que eu quis falar novamente. Que fique registrado. Era isso.
VEREADORA TATIANE FRIZZO (SD): Declaração, senhor presidente.
VEREADOR VELOCINO UEZ (PDT): Seria isso hoje, senhor presidente. Mas, se precisar, semana que vem, a outra, volto de novo. Vou aguardar duas semanas. Se precisar eu volto de novo. Era isso, senhor presidente.