VEREADOR GUSTAVO TOIGO (PDT): Senhor presidente, senhoras e senhores vereadores. Como é da tônica deste vereador de valorizar e respeitar todas as proposições que adentram nesta Casa, também o tenho e o faço por essa da qual fui relator na Comissão de Desenvolvimento Econômico. Eu quero aqui destacar e fazer esse pronunciamento, porque também sou servidor público estadual e sei da importância que tem hoje. O servidor, hoje, é peça-chave na consecução de muitas políticas públicas, notadamente na órbita do saneamento, da saúde, da educação, da segurança, enfim, da infraestrutura. Nós sabemos o quanto é importante termos um servidor bem preparado, bem remunerado para fazer o atendimento digno à nossa relação. Mas também o servidor precisa e deve ter também a sua saúde em dia. E é nesse sentido que estamos trabalhando. O parecer, sim, vereador Elói, é um parecer técnico da nossa Comissão, como foi da Comissão de Constituição e Justiça, e eu diria que esse projeto está meio correto, meio projeto está correto, meio está equivocado. Sem falar, justamente, naquilo que o próprio líder do governo falou aqui, da ausência de uma discussão mais aprofundada, de um diálogo mais ampliado que demanda essa matéria. Eu entendo que o governo pecou nisso, a administração que tanto o senhor prefeito atual, quando era vereador, disse que iria valorizar os servidores, não chamando os representantes para fazer a discussão para apresentar matéria de tão grande importância a esta Casa. Então faltou isso por parte da Administração. A Casa esteve aberta, mandou, baixou o projeto aos institutos, baixou ao Sindiserv, baixou, enfim, para outros segmentos para ouvir o posicionamento. Então, vereador Elói, muito tranquilo, não existe margem de dúvida no que tange à decisão. E isso já é jurisprudência consolidada, porque o próprio Superior Tribunal de Justiça já decidiu que descabe compulsionariedade de filiação de servidores a sistema de saúde complementar. Pode, sim, o Município instituir Previdência e plano de saúde complementar, que é o caso do Ipam Saúde. Não existe obrigatoriedade com relação a isso. Mas se percebe nesse projeto, presidente, pelo o que nós estamos avaliando nesse projeto, qual é... O que está em jogo nesse momento? Muito bem falou a vereadora Denise, e eu sigo seu raciocínio, esse projeto vai debilitar, vai enfraquecer o plano de saúde dos servidores do município - Ipam Saúde. Na medida em que, vereadora Paula, baixa a arrecadação, menor qualidade dos serviços. E muitas vezes de maneira, inclusive, alheia a essa vontade do servidor, com uma crise, com dificuldades, muitos acabam se desvinculando, se desassociando. Deixando como prioridade o quê? Pagar o seu aluguel, pagar o estudo dos filhos, a sua alimentação, o seu deslocamento para o trabalho. E se nós tivermos um plano de saúde enfraquecido, debilitado, com certeza, quando o servidor quiser retornar, reassumir, ser novamente contribuinte, pagador do plano, vai encontrar um plano enfraquecido. Então essa é a tônica deste momento. Então eu não me sinto à vontade, presidente, porque essa discussão não foi feita de maneira ampla lá no Executivo, juntamente com o Conselho Fiscal, o Conselho Gestor do Ipam Saúde. Nós precisávamos ter ampliado essa discussão. Então entendo, senhor presidente, por fim finalizo meu voto contrário ao projeto, que nós precisamos justamente prestigiar a trajetória que teve o Ipam Saúde em nosso município. Nós precisamos preservar a manutenção de bons serviços; ter um Ipam Saúde sanado, ativo, sustentável, forte. Buscando, sim, face a esse caixa, vereador Fiuza, médicos para recompor o quadro. Mas não são somente os médicos para recompor o quadro, ir lá buscar aqueles que, por uma eventualidade, não são mais sócios e desejariam voltar. Então é preciso fazer essa ginástica, esse esforço, prestigiando aqueles que fazem o atendimento essencial à nossa população nas políticas públicas, que são os servidores públicos municipais, e a sua saúde precisa estar garantida. Então, face a isso, senhor presidente, face ao que nós chamamos daquela solidariedade que deve existir entre aqueles que já pagaram, os inativos, os pensionistas, os atuais servidores, bem como aqueles que pagam, não somente o Executivo, mas como o Samae, FAS, o Ipam e o próprio Legislativo, que estão pagando, precisa existir. É a solidariedade para que todos possam usufruir de um bom atendimento na sua saúde. (Esgotado o tempo regimental.) Então o parecer foi técnico, mas meritoriamente o projeto carece. Tenho certeza que, se passar, vai ser prejudicial. Por esse motivo, presidente, no momento oportuno, votarei contrário à matéria. (Palmas)