VEREADOR GUSTAVO TOIGO (PDT): Bom dia presidente, Alberto Meneguzzi. Minha saudação aos colegas vereadores e vereadoras, os telespectadores do canal 16, os nossos cumprimentos. Ocupo esse espaço regimental, presidente,  para me congratular com a servidora desta Casa Legislativa Vania Marta Espeorin que foi agraciada com a comenda da Ari Serra Gaúcha, com o título de assessora de imprensa. Uma distinção que ela é concedida anualmente a diversos profissionais no âmbito da comunicação social, do jornalismo, enfim, e a Vania essa vez com muito orgulho parece que a Casa Legislativa recebe esta distinção. Ela que é servidora concursada, já foi coordenadora de comunicação. Atuou também na coordenadoria de Comunicação da Prefeitura Municipal. Uma profissional competente, dedicada, uma pessoa muito querida por todos aqui na Câmara de Vereadores, sempre disposta a ajudar os pares desta Casa, zelosa com o seu trabalho. Formada em jornalismo, mestra também e agora fazendo o seu segundo curso superior. Então a Vania Espeorin é uma pessoa muito querida. Entendo que pela sua trajetória que vem ao longo dos anos, ajudando Caxias do Sul, ajudando a municipalidade, propondo programas de incentivo à leitura, rodas de leitura. Ela tem feito uma contribuição não somente no campo profissional, mas no campo cidadão e humano. Então a pessoa que todos nós conhecemos, admiramos e com certeza os profissionais que a indicaram, que fizeram essa escola da Associação Riograndense de Imprensa – núcleo Serra Gaúcha, com certeza fizeram uma escolha certa, acertaram em cheio. É um orgulho, vereador Adiló, para esta Casa, ter a Vânia como uma das agraciadas na assessoria de imprensa e que muitos em nossa cidade sigam o exemplo da Vania na sua dedicação, no seu profissionalismo e na sua imparcialidade enquanto jornalista. Vereador Thomé.
VEREADOR ALCEU THOMÉ (PTB): Vereador Toigo, quero me somar a tudo que você disse, mas quero salientar também o lado humano da Vania. Esse lado humano que ela tem para mim é muito importante. Eu conheço a Vania já algum tempo, antes de entrar na Câmara e sempre foi aquela pessoa prestativa, pronta, inteligente e todas essas qualidades a Vania tem. Então  para mim, quero me somar a isso e parabenizar ela pelo recebimento deste prêmio. Então é uma coisa gratificante poder falar da Vania. Muito obrigado.
VEREADOR GUSTAVO TOIGO (PDT): Muito obrigado, vereador Thomé. Vereador Adiló Didomenico o seu aparte.
VEREADOR ADILÓ DIDOMENICO (PTB): Obrigado, vereador Toigo. Quero lhe cumprimentar pela lembrança e cumprimentar a Vania, porque realmente é uma criatura que tudo que V. Exa. falou e mais um pouco nós podemos dizer e cumprimentar o vereador Felipe Gremelmaier, enquanto presidente desta Casa, que teve a sábia visão de trazer de volta a Vania. Era uma lástima deixar a Vania lá servindo de algodão entre os cristais para todo dia parar alguma polêmica. A Vania é muito importante aqui para a Casa. Cumprimentos e parabéns a Vania. Muito obrigado pelo aparte.
VEREADOR GUSTAVO TOIGO (PDT): V. Exa lembra bem, vereador Adiló, e lembro também agora falando da nossa gestão, enquanto presidente desta Casa, lembro que eu e o vereador Edson da Rosa sentamos juntamente com a Vania – lembro até hoje –, em um dos restaurantes da cidade, conversamos com ela em 2013, final de 2012 ainda, se aceitaria vir coordenar a Comunicação de nossa Casa. E aí, durante o ano de 2013, ela serviu à gestão do vereador Edson. Em 2014, ela serviu à minha Mesa Diretora, depois ela passou no concurso e nós a nomeamos, tivemos a grata satisfação de nomeá-la como jornalista efetiva da Casa. E hoje a gente tem aí um trabalho exemplar da Vânia. Vereador Felipe, seu aparte. Na sequência, o vereador Rafael.
VEREADOR FELIPE GREMELMAIER (MDB): Vereador Toigo, falar da Vânia é uma situação, entre aspas, fácil não é, porque a capacidade que a Vânia tem de aglutinar as pessoas ao redor dela, a forma de jornalismo que ela exerce, tentando levar realmente a informação e ensinar as pessoas muitas vezes, e esse trabalho que ela faz além do jornalismo, que o senhor bem referendou, a questão do incentivo à leitura é fundamental nos dias de hoje para que a gente possa incentivar as crianças também nessa área. Então a Vânia, com justiça a ARI Serra Gaúcha vai premiar uma pessoa que tem toda essa capacidade, tem uma situação profissional extremamente importante, apesar da pouca idade, tem uma folha de serviços prestada já á comunidade caxiense muito maior do que a gente possa imaginar, se envolve muito nas questões sociais e, além de tudo, como o vereador Kiko diz aqui, é um ser humano fantástico de conviver. Então a Vânia faz jus e valoriza ainda mais o prêmio ARI Serra Gaúcha por tudo aquilo que representa não só para a Câmara, não só para a área de jornalismo, mas para a cidade de Caxias do Sul.
VEREADOR GUSTAVO TOIGO (PDT): Obrigado. Vereador Rafael.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Vereador Gustavo Toigo, a nossa servidora Vânia é exemplo a qual todos os servidores do Brasil deveriam seguir, porque ela é uma pessoa que trabalha de forma árdua e honra todo o nosso Legislativo. Porque, quando a Vânia entrou aqui na Câmara de Vereadores, ela trazia todo o lado humanístico do jornal Pioneiro, o trabalho que ela fazia com o Vereador por Um Dia, a sensibilidade que o jornalista precisa ter. E a Vânia é uma pessoa que não se acomoda, ela tem um pique, acho que ela está ligada sempre na tomada, porque ela nunca parou os estudos, ela está sempre à disposição de todos os vereadores, de madrugada... E quem ganha esse prêmio não é só ela; é o Legislativo, porque ela é servidora aqui da Câmara de Vereadores. Então eu fico muito feliz, vereador, quando o senhor se manifesta, porque nós fomos contemplados com esse prêmio da Vânia. Então quero parabenizar o senhor por ter levantado esse tema, hoje, na sessão e parabenizar nossa colega, servidora Vânia, que ganhou o prêmio ARI Serra Gaúcha, um prêmio de destaque que somente os melhores jornalistas... Quem conhece na área da Comunicação, esse prêmio, sabe que somente os melhores têm esse privilégio de estar ganhando esse reconhecimento. Obrigado.
VEREADOR GUSTAVO TOIGO (PDT): Muito obrigado, vereador Rafael. Eu acho que é justamente isso, a Vânia, como disse a filha – vereador Cassina – do Pedro Mantovani, que foi agraciado com o Título de Cidadão, a Vânia tem três baterias. Ela é uma pimentinha, é elétrica, não para nunca. Realmente, vereador Rafael, fostes muito feliz nesse sentido. Vereador Bandeira, o seu aparte.
VEREADOR ARLINDO BANDEIRA (PP): Vereador Toigo, muito obrigado pelo aparte. Também quero me associar, desejar também sucesso a ela. E, com certeza, a Vânia faz um excelente trabalho. E dizer aqui que nós precisaríamos muito mais, várias Vânias iguais a ela que, com certeza, nós estaríamos muitos bem, começando por nosso Legislativo. Obrigado.
VEREADOR GUSTAVO TOIGO (PDT): Muito obrigado, vereador Bandeira. Eu finalizo, presidente, até porque tem um voto de congratulações protocolado, se me permite, vereador Daneluz, eu não podia deixar de registrar. Só faremos o possível, presidente, para estar, eu sei que V. Exa. vai estar segunda-feira na concessão dessa honraria, na reunião-almoço da CIC, em que será palestrante a editora-chefe do jornal Pioneiro, profissional de grande quilate também, a Andreia Fontana. E, se não estivermos presentes lá, que deixe o nosso abraço àquela coletividade de empresários também e aos demais agraciados. Mas protocolamos um voto de congratulações, presidente, eu não poderia deixar de me manifestar, pelos 25 anos da regionalização da UCS. Estivemos terça-feira na Escola de Gastronomia, eu e o vereador Edson, em Flores da Cunha, onde estavam lá os prefeitos de muitos municípios. O processo de regionalização foi iniciado pelo professor Ruy Pauletti, mas conduzido também pela mão do escritor e ex-professor e ex-pró-reitor da Universidade, José Clemente Pozenato. A gente sabe o papel que tem no desenvolvimento econômico social a Universidade e principalmente quando ela expandiu para todas as regiões: Bento, Vacaria, Guaporé, Flores da Cunha, Nova Prata, ela justamente mostrou que ela é, além de ser uma universidade comunitária e regional, ela pensa no desenvolvimento da nossa região. Então parabéns a toda a equipe que conduz, hoje, a nossa universidade, o reitor Kuiava, mas principalmente ao chefe de gabinete Gelson Rech, que nos brindou com o UCS: 25 Anos de Regionalização, um belo evento que com certeza irá marcar um pouco mais essa importante instituição de nossa cidade de Caxias do Sul. Solicito apoio aos nobres pares nesse voto. Obrigado, presidente.
Parla Vox Taquigrafia
VEREADOR RICARDO DANELUZ (PDT): Senhor presidente, senhoras vereadoras e senhores vereadores, nossos cumprimentos a todos. Gostaria de proferir um voto de pesar ao senhor Abramo Santo Dalfovo, de 86 anos. Veio a falecer ontem. Eu não tinha muita ligação com ele; porém, sou amigo do seu filho, Ademar Dalfovo, proprietário da veterinária Dalfovo, localizada ali na Sinimbu. Então deixar esse registro e conforto à sua família. Aproveito também, vereador Toigo, bela lembrança de V. Exa. para parabenizar a Vania, que é um grande orgulho para a Câmara de Vereadores ela estar recebendo esse prêmio. Muito obrigado, senhor presidente. Era isso.
Parla Vox Taquigrafia
VEREADOR RENATO OLIVEIRA (PCdoB): Presidente, só quero me somar aos votos do vereador Toigo, ao voto da Vania, nossa servidora aqui da Casa. Lembro, mesmo ela, quando não estava aqui na Casa, o serviço que ela já fazia, jornalístico, isento, isento, independente de... Lembro que era uma pessoa que ouvia, transmitia exatamente o que falava. Então eu vejo a Vania como um exemplo, como o vereador Felipe disse. Uma jovem, o vereador Rafael também disse, muito ligada, sempre estudando, nunca para, nunca... Vejo a Vania um exemplo de profissional que tem... Que esse prêmio foi super merecido. Acho que  merecido mesmo, porque uma pessoa que não... Parece que já fez uma pós-graduação, vai fazer a segunda e já está... Sempre está pensando na frente, sempre está pensando na frente. Tipo de pessoa que... Esse negócio de incentivar a leitura, o programa específico aqui na Casa que ela tem, acho que a Vania é um exemplo de pessoa que muito jovem, mas com muita experiência. Então, presidente, eu fico, como já foi dito aqui também, me sinto contemplado também quando vejo a Vania receber esse presente. Uma pessoa humilde, simples e que trabalha bastante. Então, para mim, ficou bastante contente. Então, em nome da nossa bancada quero parabenizá-la.
VEREADOR EDSON DA ROSA (MDB): Concede um aparte, vereador?
VEREADOR RENATO OLIVEIRA (PCdoB): Pois não, vereador.
VEREADOR EDSON DA ROSA (MDB): Eu gostaria de me somar a todas as falas feitas com relação à Vania Marta Espeiorin. Eu sou um pouco suspeito de falar da Vania porque, em 2013, juntamente com o vereador Gustavo Toigo, nós tiramos a Vania, literalmente, do jornal Pioneiro. Não é, vereador Toigo? Catapultamos para cá, trouxemos ela. Na época, nós já tínhamos feito até um convite de no mínimo dois anos que ela ficasse, e a Vania se demonstrou esta profissional competente, estudiosa, mas, acima de tudo, uma pessoa humana. A Vania tem uma sensibilidade ímpar. É uma pessoa que está sempre disposta a ajudar, uma pessoa que está... Ontem mesmo conversei com ela. Estava indo a uma escola voluntariamente contar histórias. Voluntariamente ela estava indo contar histórias para crianças. Contos, contação de histórias. Então, o que a gente deseja, esse prêmio na vida dela é um reconhecimento meritoso de uma pessoa que se dedica tanto à profissão e gosta daquilo que faz. Então, presidente, obrigado por exceder um pouco o tempo, mas não podia me furtar de fazer esse reconhecimento à Vania, que é uma querida amiga. Era isso. Obrigado, vereador Renato Oliveira, pelo seu aparte.
VEREADOR RENATO OLIVEIRA (PCdoB): É isso aí, presidente. Então só para me somar também. Vereador Edson, parabéns pelas suas palavras. Acho que bem merecido à servidora da Casa, a Vania. A gente sente quando foi cedida da Casa para o serviço. Mas sabia que... Procurou se esforçar. (Esgotado o tempo regimental.) Aquele ditado que diz assim: ela deu das tripas coração. Mas lá sabia que não ia dar certo, porque não tem o que deu certo ali. E voltou. Obrigado, presidente.
Parla Vox Taquigrafia
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Bom dia a todos que estão aqui no plenário, às brasileiras aí que estão sempre presentes. Meus parabéns por estarem presentes aqui fiscalizando, é importante. Já que vocês estão defendendo as crianças, vou começar falando das crianças então. Senhor presidente, ontem o senhor fez uma manifestação aqui da tribuna e o senhor já tem acompanhado o mesmo tema que eu em paralelo. Tenho entrado em contato com familiares, com as crianças, com professores de algumas comunidades. Eu sei que o senhor teve com a promotora Simone Martini e, hoje à tarde, estarei visitando a comunidade de Santa Bárbara em uma agenda que eu já tinha previamente agendado. E aqui comunidade de Caxias do Sul, quando nós falamos em crianças, nós estamos falando de futuro. Esse símbolo que está no teu coração tem que ser honrado, principalmente aquelas pessoas que vão as ruas cobrar, que seja feito realmente o investimento.
VEREADOR RENATO OLIVEIRA (PCdoB): Senhor presidente, só uma Questão de Ordem.
PRESIDENTE ALBERTO MENEGUZZI (PSB): Questão de Ordem.
VEREADOR RENATO OLIVEIRA (PCdoB): Que acho que o vereador Rafael está com a palavra, que, se algum vereador pediu aparte, que tenha aparte, ou se for candidato que... Se for vereador, pode usar a palavra.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Obrigado, vereador.
PRESIDENTE ALBERTO MENEGUZZI (PSB): O seu tempo está assegurado vereador Rafael.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Obrigado, vereador Renato Oliveira. Mas principalmente aquelas crianças que estão tendo o futuro ceifado ou principalmente estarão com o seu futuro educacional, cognitivo, prejudicado pela falta de sensibilidade. A administração, o Governo Guerra censurou as crianças de virem até a Câmara de Vereadores, esse espaço democrático, que é a Casa do Povo, a Casa de Todos, mas, ao mesmo tempo, o governo mascara a realidade que é de dever e de obrigação dele. Por exemplo, vereador Gustavo Toigo, a Escola Leonel Brizola, que contempla 151 crianças do Bairro Campos da Serra, crianças em extrema vulnerabilidade social. Essas crianças desde o início deste ano de 2018, não estão tendo oficinas no contraturno. É uma forma de censura, vereadora Denise. Essas crianças agora, tentam acordar de madrugada, para poder vir a escola aqui no centro, porque o prefeito, o governo Guerra fechou a escola Leonel Brizola. A escola de Vila Cristina, presidente, foi fechada. Agora no próximo dia 24 terá uma reunião com a promotora Simone Martini, porque sem diálogo o governo Guerra fechou uma escola no interior de Caxias do Sul, a escola Assis Brasil. Em Santa Bárbara a qual o vereador esteve também reunido com a comunidade, vereador-presidente Alberto Meneguzzi, eu estarei hoje à tarde será fechada uma turma de 6º ano. Essas crianças terão que acordar de madrugada para poder estudar. Isso não é uma censura? O que é isso, então? Censura ainda é não ter diálogo com a comunidade para que eles possam se programar, que a comunidade escolar possa ter uma programação. Censura àquelas mais de seis mil crianças, vereador  Francisco Guerra, a qual o seu irmão prometeu construir escola vertical, mas se construísse ou reformasse aquelas escolas nas periferias que estão caindo aos pedaços que nós já interditamos inclusive. O Ministério Público do Trabalho interditou denúncias que eu fiz pelas péssimas condições no ambiente insalubre que estão as escolas. Se ao menos vocês garantissem uma qualidade educacional para aquelas crianças. Fiscalizasse as entidades para dar os seguros pedagógicos para as criança poderem estudar e  garantir que essas seis mil crianças que estão fora da escola hoje encerrando ano, o segundo ano consecutivo, seis mil crianças da educação infantil, seis mil crianças, os dados, vereador. Eu quero falar especificamente também dessa imagem aqui no telão, por favor, comunidade de Caxias do Sul. Essa é uma declaração.  Declaração, vereador Chico Guerra, porque vocês censuram. O governo de vocês censura. Pode voltar aqui para mim, porque eu vou fazer a leitura deste documento que está no telão. O governo de vocês, vereador Chico Guerra, o senhor olha para o jornal enquanto eu estou falando, mas eu quero lhe fazer, porque vocês censuram, vocês retalham as pessoas. Sabe o que  é? Vocês não prezam o diálogo. Vocês gostam muito é de agir pelos bastidores. Vocês são vingativos. Vocês são pessoas do mal, falta de caratismo. Vocês são ludibriadores. Vocês são os charlatões. Sabe por que, vereador? Você se acham todos poderosos. Você se acham a reencarnação de Deus aqui na terra, mas vocês não passam de uns coitados. Vocês são uns vingadores. Vocês querem se vingar em cima das crianças. E aqui eu faço a leitura, colegas vereadores, sabe do quê? Declaração assinada pela secretária Marina Matiello.
 
 
  Considerando que a coordenadora administrativa e pedagógica Sra. Ana Lúcia Gil Terres, sobre a matrícula 25.050, foi chamada por mim para comparecer à Secretaria Municipal da Educação, após a escolha de turmas da EMEEF Helen Keller, e neste dia a servidora foi comunicada que desempenharia suas funções já descritas acima, somente até o dia 31 de dezembro de 2018.
[...]
 
Marina Matiello
Secretária Municipal da Educação
 
Sabe por que, vereador? Porque essa servidora do município professora formada em pedagogia, mais de 20 anos trabalhando com a educação de surdos, intérprete na UCS há mais de dez anos reconhecida. Sabe o que aconteceu, vereador Felipe? Depois que essa professora fez uma nota inclusive no Facebook da escola que estava dialogando sim com o Ministério Público, o que aconteceu? A escola Helen Keller eles não tem mais eleição para direção para os mais de 50 alunos. Eles têm é indicação por parte do Executivo. Ela assumiu este ano e os pais estão fazendo abaixo-assinado neste momento, porque todos os pais, todos, por unanimidade, querem a permanência da coordenadora Ana Lúcia Gil Terres na coordenação da escola Helen Keller, porque ela está desenvolvendo e desempenhando um excelente trabalho. Sabe por que, colegas vereadores? Porque vocês queriam fechar a escola Helen Keller. Vocês queriam. O governo Guerra queria fechar a escola de surdos em Caxias do Sul. Vocês queriam fechar. Eu fui nas minhas redes sociais. A coordenadora mobilizou a comunidade escolar. Os pais todos mobilizados fazendo vídeo, porque vocês estavam em conluio. Vocês foram até o Ministério Público, várias reuniões para fechar a Escola Municipal de Ensino Fundamental Helen Keller. Que bom, que bom que, graças à mobilização que eu fiz junto à comunidade Helen Keller, vocês voltaram atrás. Mas cuidem, mas cuidem, porque, como vocês tiraram cinco professores, nessa semana passada, lá da Apae... Tiraram professoras lá da Apadev, do Inav, que estavam há anos, há mais de duas, três décadas cedidas pelo Município... Porque vocês não são donos do Município. Vocês não são donos do Município. E vocês tiraram essas professoras qualificadas, que o Inav, a Apae investiram na qualificação dessas professoras. E vocês gostam de retalhar as pessoas, porque simplesmente não gostam da cara de vocês ou não suportam mais essa administração? E vocês não entendem que vocês estão prejudicando toda uma população em vulnerabilidade social que mais precisam de atenção? Seu aparte, vereadora Denise.
VEREADORA DENISE PESSÔA (PT): Vereador Rafael, eu, sinceramente, não entendo o que esse gestor está fazendo com o Município de Caxias do Sul. Diz que está faltando professor, que tem que trazer para a rede municipal, para ensinar, mas, bom aí coloca quatro professores com duas matrículas de 20 horas para trabalhar na central de matrícula, fazer trabalho de secretário de escola. Eu não consigo entender. E parece que até não sei, não estranharia se receberiam até FG. Então acho isso, olha, algo muito a ser estudado. Por que se tira professor de sala de aula para estar numa central de matrícula, fazer um trabalho de secretário de escola, mas aí professor no Inav, no Helen Keller aí não pode. Então alguma coisa tem de estranho nisso não é.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Obrigado, vereadora Denise. Vereadora Paula.
VEREADORA PAULA IORIS (PSDB): Vereador Rafael, eu gostaria de contribuir com a questão do Inav. Eu recebi no meu gabinete, essa semana, pessoas do Inav, tem uma pessoa que é uma professora de História que está no Inav há 7 anos. Ela recebeu uma intensa formação para trabalhar com esse público. São crianças, jovens, adultos e idosos que têm, além de deficiência visual, também auditiva e limitação intelectual. E essa professora, ela tem toda a metodologia e a competência para trabalhar, transformar textos em braille. É um conhecimento todo específico, que não se encontra no mercado. Então essa posição de substituir, tirar as pessoas de lá e dar um valor não será suficiente, porque não tem... o valor é baixo e não tem pessoas no mercado preparadas para isso. O Inav corre o risco de ser fechado, e são 150 famílias que são atendidas, porque, além da criança ou do jovem que vai para lá, eles atendem também as famílias, eles ensinam os irmãos a brincar com aquele jovem que tem deficiência. Então é algo que nós temos... Eu estou me aprofundando, sei que tem mais vereadores envolvidos, mas que a gente não pode deixar isso acontecer. Isso é saúde pública e isso é muito grave.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): É inadmissível o que estão fazendo com o Helen Keller, com a Apae e com a Apadev, porque se existem leis e querem se basear em cima de leis, como gostam, também existem diversos órgãos que estão preocupados com a proteção da criança e do adolescente, principalmente eles que estão em vulnerabilidade social. Agora retalhar uma professora, uma coordenadora de uma escola é muita vigarice da parte do governo Guerra. Obrigado.
Parla Vox Taquigrafia
VEREADORA PAULA IORIS (PSDB): Bom dia, presidente, colegas vereadoras, vereadores, quem nos assiste no plenário e pela TV Câmara. Eu vou ocupar o espaço... Quero agradecer ao vereador Felipe pelo espaço. Eu vou apresentar, então, um resumo da viagem a Pelotas, onde nós fomos visitar. Nós tínhamos recebidos, no ano passado, a prefeita Paula de Pelotas aqui em Caxias, onde nos apresentou todo programa do Pacto de Pelotas pela Paz. E agora nós fomos in loco conhecer detalhes do programa. A minha apresentação vai se concentrar, eu teria muito para falar, mas eu vou me concentrar nos aspectos de gestão do programa e em dois programas que lá existem e que podem, perfeitamente, serem aplicados em Caxias. Eu peço atenção dos colegas e de quem está presente, que a apresentação será muito visual, que é o que a gente pôde ver lá, e nós tentamos reproduzir em fotos, porque as fotos dirão mais do que muitas palavras. Então Pelotas, de fato, está unida pela paz. Em seguida, então, a gente demonstra. Pode passar. Por que o mandato da prefeita Paula está principalmente focado na segurança pública? Porque, de 2002 a 2017, houve um crescimento de quase 500% no índice de homicídios. Além disso, a prefeita identifica que a população envolvida com a criminalidade, a grande maioria não tem ensino fundamental completo. Então, aquela questão de dizer que o problema de segurança é do Estado, se descaracteriza quando a responsabilidade pelo fundamental é do município. Então, de fato, a prefeita abraçou com muita intensidade essa questão de o seu mandato estar ligado à segurança pública. Pode passar. Então o programa se chama Pacto Pelotas pela Paz. O pacto é porque toda a sociedade está envolvida. E nós vamos estar vendo imagens que demonstram isso. Pode passar. O que eu quero destacar, então, em relação à gestão? Esse programa teve pesquisa para ter o diagnóstico. Aqui foi a pesquisa de vitimização, onde eles pesquisaram a respeito da perturbação do sossego; os adolescentes versus o consumo de álcool; o receio da população que evita sair às ruas; a discriminação que existe. Pode passar. Ameaças graves; agressão física; cantadas e comentários nas ruas e no transporte coletivo. Isso tudo fez parte de uma pesquisa com um instituto competente para isso. E o projeto tem objetivos, o programa tem objetivos concretos. Pode passar. Essa visão, essa concepção de gestão que é importante. Ela sai de uma concepção tradicional para uma concepção assim. Ela não é reativa, ela é proativa. A partir dos objetivos traçados, que tem relação com o número de homicídios, ao número de roubos, roubos de veículos, eles têm, eles estão focados nos objetivos. As ações são todas integradas. Tem programas que é bonito de ver a quantidade de secretarias envolvidas, assim como a iniciativa privada, a academia. Então, aquela questão de cada secretaria ser uma prefeitura, não. Ali nós temos o exemplo, que o secretário de Cultura parece o secretário de Assistência Social. E eu pude constatar isso num telefonema com ele, onde ele me explicou um pouquinho sobre o programa Cada Jovem Conta, o projeto que depois eu coloco. É uma ação totalmente multidisciplinar, através de evidências científicas. Por exemplo, foi mensurado o mapa de calor, que chama onde acontecem os assaltos em Pelotas. O dia da semana, qual é o horário que mais acontece e os locais. E assim são distribuídas, por exemplo, as forças de segurança. Então, a redução do crime está aliada a uma ação que foi pesquisada, planejada e direcionada. É um exemplo. Mais um pouquinho aqui. Pode voltar. A questão da prestação de contas. Não é... Tem reunião regular onde são analisados os objetivos versus indicadores e os resultados. E, se eles não estão ok, a ação que deverá ser feita para buscar esse resultado. Ao invés de ser o governo estadual o responsável, é o estado, o município e a sociedade. Isso a gente vê através de cada programa, projeto que existe. Pode passar. Na sala da prefeita tem uma TV ampla, onde o Proges aqui é um gerenciador de indicadores, que a gente chama de BI. Então, cada linha dessas é um projeto. E tem todo o status do projeto, as etapas que ele tem e como está. O acompanhamento do projeto é efeito direto da sala dela. E também tem uma pessoa, o Samuel, que foi contratado como um executivo que acompanha o projeto. Os resultados, o que não está andando dentro do previsto, dentro do cronograma, é observado e é tomada a ação. Então é um acompanhamento presencial, assim. O tempo todo ela tem isso, com a possibilidade de acompanhar da sala dela. Aqui é uma reunião do GGIM, que teve um momento que foram quinzenais. No início, lá no ano passado, as reuniões eram quinzenais com a participação das forças... Da Guarda Municipal, da Brigada Militar, Civil, OAB, Judiciário, MP e a prefeita coordena as reuniões no GGIM e daí saem ações que estão ligadas ao programa como um todo. Pode passar. Me chamou muito a atenção essa frase e a gente trouxe, gente. Não é questão de orçamento, mas sim de investimento, de tempo e de energia. Gente, isso é o que a gente vê lá. A inspiração que essa prefeita causa nessa equipe é lindo de ver. O secretário de Segurança fala com admiração. A gente vê os servidores que estão envolvidos... Bom, para dar um exemplo para vocês, depois eu vou falar de Mão de Obra Prisional, o coordenador do projeto é um cirurgião dentista e a paixão... Então, é energia, dedicação e gestão no programa. Aqui é um dos projetos que eu fiz questão de trazer para a gente conhecer, é o Projeto Cada Jovem Conta. Gente, no momento anterior nós vimos aqui aquela pesquisa que trouxemos do Marcos Rolim em relação a evasão escolar estar diretamente relacionada com a criminalidade. O Marcos Rolim foi um das pessoas que a prefeita conversou, assim como o Instituto Especializado em Segurança, de Canoas. Aqui é uma reunião que ocorre mensalmente nas comunidades do Cada Jovem Conta. Vocês sabem aqueles exemplos, o Edson, o pessoal que é da educação, tipo conselho de classe onde os professores de todas as matérias sentam com o aluno e fazem a avalição. Aqui são as entidades que fazem a avaliação de cada aluno que eles estejam identificados e que está em vulnerabilidade, que é um infrequente ou que ele está em evasão escolar. A lamina a seguir demonstra o acompanhamento desse menino de 14 anos que a responsável dele é a avó. Ele é desta escola municipal e todas as ações que foram deliberadas para aquele menino. Então estão juntos trabalhando a UBS, a nutricionista, o educador físico, o CREAS, a psicóloga, o Programa Jovem Aprendiz. Enfim, cada jovem ele é a pauta da reunião em cada comunidade com todas as áreas envolvidas. Tem casos que a Secretaria da Cultura está envolvida, como dei o exemplo para vocês, que o secretário me disse por telefone que eles identificaram um menino que era difícil prender ele na sala de aula por matemática, por português, mas eles identificaram que era um menino que gostava muito de horta e ele passou a ser a monitor da horta da escola. Eles recuperaram o menino. Então é lindo demais o programa. Pode passar. O principal foco da visita foi conhecer, in loco, o MOP, Mão de Obras Prisional. Esse projeto ele começou anterior ainda a prefeitura... (Esgotado o tempo regimental) Uma Declaração de Líder.
PRESIDENTE ALBERTO MENEGUZZI (PSB): Uma Declaração de Líder da bancada do PSDB. Segue com a palavra a vereadora Paula Ioris.
VEREADORA PAULA IORIS (PSDB): Esse projeto ele começou ainda no governo anterior e ele se trata do uso da mão-de-obra do semiaberto em ações da cidade. A origem dele foi uma recuperação do consultório dentário do presídio regional de lá. Vocês vejam como ele era e como ele ficou. Teve um momento que a cirurgiã dentista disse para o coordenador: Eu não trabalho mais, não tem condições. A cadeira estava quebrada, as paredes cheias de infiltração. E eles, com a mão-de-obra interna do presídio, fizeram essa reforma. Daí nasceu o projeto de dar continuidade e eles têm, até hoje, 23 UBSs reformadas, vamos ver alguns exemplos através das fotos. Esse é o antes de uma UBS e o depois. Pode passar. Uma UBS, o antes. Prestem atenção no muro. A gente pegou uma foto só do muro. Podem passar. Olhem o muro. Cada desenho tem uma frase. O SUS é para todos. Sem preconceitos. Nunca minta sobre sua saúde e assim por diante. Pode passar. Antes e depois. Pode passar. Aqui é uma cozinha. Olha o estado do chão, das paredes, os azulejos, olhem o momento. Eles disseram assim: que eles nunca viram esse cirurgião-dentista que coordena o programa, ele nos contou detalhes, as dificuldades... Não são só flores. Preconceito do próprio pessoal da Susep com a ideia de liberar o pessoal para ir para as UBS reformar, como seria aceito. Ontem tinha uma moça na apresentação que eu fiz na Semana da Justiça Restaurativa que contou que as redes sociais começaram: como assim? Tantos desempregados e vocês vão dar emprego para quem cometeu o crime? Sabe? Tem as agruras, mas a gente não pode desistir. E eles identificaram a preciosidade de pessoas que ali colocam azulejo como nunca, porque têm esses potenciais no grupo. Como está agora? Isso aqui é lá no pátio do Presídio Regional e olhem as condições. Tem 380 vagas e  atualmente são 1.050 presos que estão com a capacidade assim de trezentos por cento de ocupação. Esse projeto aqui é que o dentista contou que ele visitava as vilas e ele vê o esgoto a céu aberto e  as crianças brincando no esgoto e a todo tempo tem virose, não se dá conta de tratar. Então umas ideia foi ter uma fábrica de fabricação de tubos de concretos e eles conseguiram betoneiras que estavam destruídas. Os próprios presos reformaram. Esse espaço aí as calçadas foi... Calçada que sobraram da reforma lá da Praia do Laranjal. Essas estacas, esses postes são postes que eram da empresa de iluminação. Quando eles trocam e tem  uma parte toda, eles cortam e fizeram para servir de suporte. Só o telhado a prefeita comprou, o resto tudo foi através de criatividade, da participação da comunidade e do que eles reaproveitaram. Pode passar. Além de eles estarem fabricando... Aqui é a horta. É que eu queria mostrar os blocos. Têm os blocos aí? Próximo, depois a gente volta na horta. Aqui é uma foto nossa na visita, mais uma, acho que não tem. Além dos tubos de concreto, eles também estão fabricando tubos e blocos. Os blocos teve  a participação da universidade para fazer os cálculos para dureza, porque eles vão usar para construção da Apac deles. Aqui, gente, essa horta chama muita atenção, porque quem conhece o Apanhador e nós estivemos lá numa visita, a gente vê uma área extensa de terras, sem ocupar e nós temos aqui o espaço, as grades. Tem cachorro no outro espaço, grades de novo. Tem três corredores antes de chegar no muro lá fora e lá longe na estrada. Esse presídio é no meio do bairro. Só que tem a terra e o muro e toda essa horta e o nosso Apanhador diz que não dá para ter horta por questões de segurança. Então têm coisas para a gente rever. É uma horta cheia de cenoura, de couve, de alface e que além de ser usada no presídio é também usada nas UBS e tal. Voltando, pode passar. Aqui então são as metas e os projetos. Esse espaço aqui é um espaço que eles tiveram que foi doado para servir para a construção da Apac deles. Eles estão visitando as Pacs para poder construir a sua e ela terá toda então que ser... Esse é o pavilhão. Internamente vão ter que ser feitas as grades, os espaços. Pode passar. Então gente aqui. Por que não em Caxias do Sul? A ideia é fazer dessa visita uma indicação. Vocês lembram que eu já trouxe aqui, em outro momento, que nós trouxemos o pessoal da Susepe, já fizemos reunião com a PGM, com a secretária de Recursos Humanos, visitamos a Codeca, visitamos, conversamos com diversos secretários. E nós temos, sem dúvida nenhuma, demanda de trabalho a ser feito. Então – pode passar a próxima – eu lembro que na outra apresentação eu falei de ciclo vicioso e ciclo virtuoso. Naquele momento, a gente usou como exemplo para as parcerias público-privadas. Agora, eu quero trazer para este momento. Nós temos recursos escassos, nós temos... Eu tenho participado das reuniões das o UBSs, e a gente vê a questão de telhados que não tem manutenção, várias situações de pintura, porque na casa da gente, a manutenção sempre precisa ser constante, imagina em prédios públicos. E quando a gente demora para consertar fica mais caro. Aí que entra, por exemplo, o recurso público sendo mal gasto. Então, na nossa reunião recente da... – vereador Renato – com o secretário de Saúde, falou que estão sendo feitas licitações para reformas das UBS, porque ele foi questionado pela Assembleia, o Valdir Walter que está aqui. Quando, como é que seriam as reformas? Então nós temos essa opção de fazer a nossa reforma. Ciclo virtuoso – pode passar. Se a gente tem uma situação de crise, qual seja, ter necessidade de trabalho, ter falta de recursos, ter burocracia para até conseguir uma licitação, nós unindo esforços que, na medida que nós temos, gente, hoje, qual é a fotografia do nosso semiaberto? O albergue está interditado, nós temos ao redor de 600 apenados que estão em casa. Duzentos deles participam do programa de justiça restaurativa, desses duzentos, 60% não tem reincidência e não tem processo, não está respondendo processo, 40% deles não tem residência e está respondendo processo, e dos 200 só 4 tem reincidência. Essa mão de obra, o que mais... Esse pessoal é mão de obra, e eles precisam de trabalho, e pode ser uma alternativa para nós de forma mais econômica, possibilitando trabalho, oportunidade de ressocialização. Pode haver uma equipe contínua de manutenção preventiva nas UBSs. A gente sabe um prédio de pé, seja ele qual for, sempre tem necessidade de reparo. Então toda a sociedade ganha. Essa é a indicação que a gente está fazendo. Deixa eu ver se tem mais alguma coisa. Bem, é isso então que eu tenho para apresentar para vocês. Eu vejo que a gente tem, assim, é muito importante ter um olhar nesse aspecto. Ele é construtivo, ele traz melhorias. Se nós, se esse semiaberto receber oportunidades de trabalho é uma chance a mais que ele tem de se recuperar. Obrigada, presidente. Obrigada pela atenção de todos.
Parla Vox Taquigrafia
VEREADOR ADILÓ DIDOMENICO (PTB): Senhor presidente, senhoras e senhores vereadores. Nós vamos mostrar uma situação aqui que poderia ser muito bem aproveitada essa mão-de-obra que a vereadora Paula se referiu agora. Por que eu trago estas fotos? Nós estamos nos aproximando de mais uma Festa da Uva e, todo ano, se aproveita para fazer alguma obra. Nos parques, o grosso das obras estão prontas. Sempre tem alguma coisa para fazer a mais. Agora isso aqui é a principal entrada da cidade de Caxias do Sul. Ela está com a pintura de 1981, o viaduto está feio, mal iluminado, gente dormindo dos dois lados. Isso não é de hoje, evidente. Mas tem que ser tomada alguma providência para receber o turista. É uma sequência de tudo aquilo que não se faz para receber um visitante. Os senhores podem observar. A pintura está feia, o viaduto está sujo, os dois passeios para pedestres estão obstruídos por mendigos. O passeio é este aí, não tem como caminhar de maneira nenhuma. Olha aí, isso aqui é o passeio que chega ao viaduto. Ali a pista é estreita, não tem espaço para a pessoa caminhar na pista, e o passeio está nestas condições: é lixo, é pedra erguida, é pedra solta, é raiz de árvore erguida. Olha aí. Qual é a condição que tem uma pessoa com alguma deficiência de caminhar por aí? Cadeirante nem se fala. Mas para qualquer um é difícil.
PRESIDENTE ALBERTO MENEGUZZI (PSB): Por gentileza, o vereador está com a palavra. Por gentileza.
VEREADOR ADILÓ DIDOMENICO (PTB): Dos dois lados o passeio está obstruído por acampamentos, que também não é de hoje, mas tem que ser providenciado. A parte do esgoto com água parada. E aí vamos indo, é uma sequência. Tela arrombada, caída. Quem é que vai conseguir passar por aí? Tem o dormitório desses mendigos. Lixo acumulado para tudo que é lado. Aí tu vai indo, chega na Bento Gonçalves, também foi, a July postou na segunda-feira, na terça pela manhã amanheceu limpo. Mas isso é Bento Gonçalves, é a sequência. É o cartão de visitas da chegada em Caxias do Sul. Olha aqui: Bento Gonçalves, subida. Isso aí estava há dias. Aí foi limpo, na terça-feira pela manhã estava limpo. Ok, a gente agradece. Mas a cidade não pode descuidar com essas coisas na entrada, onde nós estamos recebendo os nossos visitantes. Aqui é um problema mais antigo e que ninguém está mostrando isso para chegar lá, brigar ou querer expulsar aquele povo de lá. Tem que ser encontrada uma saída. Da forma que está aí não pode continuar. Nós já apresentamos, já fizemos reunião com o secretário de Desenvolvimento Econômico, com a PGM. Existe uma demanda judicial ali com a empresa Moroni pela questão de uma rua. Ele se propõe a doar um terreno, construir o pavilhão para comandar esse pessoal. Então isso tem que ser uma negociação com eles. Eles são abertos à negociação, são pessoas que vendem o almoço para comprar a janta, pessoas em vulnerabilidade social grave, e nós precisamos encontrar uma solução. Eles estão dispostos ao diálogos, são pessoas dóceis, fácil de tratar, eles estão aí para buscar sua sobrevivência. O terreno em questão é esta rua, no meio da empresa Morkata,  que é uma área pública que não é usada para nada, não serve para nada. Em troca ele doa terreno da propriedade dele que faz fundos com a rua da Coocaver e constrói o pavilhão. Então isso nós já mostramos... Aqui seria a escadaria, a saída, que não leva a lugar nenhum para lugar nenhum. Tem todo esse trecho da rua. Ao lado é um terreno de propriedade do Morroni. Isso aqui já foi demolido, graças a Deus, não está mais assim, era um abrigo de mendigos e de viciados. Mas faz mais de seis meses que nós apresentamos essa proposta para o governo e não se avançou um centímetro nessa questão. Ninguém tem autonomia para negociar nada nessa administração, lamentavelmente. Nós precisamos enfrentar essa situação para dar condições a esse pessoal. Um grupo deles está tentando alugar um pavilhão nas proximidades ali. Faz quatro meses que não conseguem o alvará, a licença, um empurra para o outro. Ou seja, esse pessoal está totalmente desamparado. Chega a partir das 20 horas eles começam a ser repreendidos pela Brigada, pela Guarda Municipal. Não querem mais que eles catem o material na rua, mas é a forma de sobrevivência deles. Isso nós vamos tratar através de reunião com os órgãos competentes, mas o investimento da ordem de quase sete milhões para ser um cartão de apresentação da entrada de Caxias ele virou esse cenário aí. Se descuidou no começo, se perdeu o controle e agora não adianta brigar com essa turma. Nós tivemos uma situação parecida no passado quando catadores invadiram o Aterro São Giácomo e a central de transbordo e na boa, com negociação, com paciência nós encontramos um local para acomodar eles que estão até hoje ali às margens da estrada do Matioda. Aqui tem que ser a mesma coisa, com diálogo. A gente se propõe a intermediar, conversar. Estivemos lá visitando eles, eles são receptivos, eles só querem ter a oportunidade para continuar se sustentando. São inúmeros catadores com carrinho que diariamente recolhem o material e vão até ali nessas três reciclagens que estão em local inadequado, perigoso. Se der um incêndio ali compromete toda a vila. Então é urgente. Por outro lado, nós estamos apresentando isso para o nosso visitante, que é ruim para Caxias, mas não é tão grave essa reciclagem, esses fardos empilhados porque de certa forma eles estão organizados e percebi eles com vassoura e pá recolhendo os resíduos, eles procuram cuidar. O pior é o restante do cenário, é passeio, é viaduto, é lixo. Na sequência nós poderíamos acrescentar aqui aquelas papeleiras que há tempo não recebem manifestação. A grande maioria delas está sem o fundo em toda a cidade, na área central, ao redor da praça. As varredouras da Codeca fazem o que podem, colocam o saco de lixo dentro, mas como não tem fundo quando começa a pesar desce, fica aquele balão, aquela coisa horrível. Então é toda uma questão que nós precisamos atentar e aqui, vereadora Paula, viria bem a calhar o que V. Exa. traz do exemplo de Pelotas. Eu tenho certeza que em troca de alguma publicidade empresas doariam a tinta, é só dar uma lavada nesse viaduto e aproveitar essa mão-de-obra para fazer uma boa pintura. A iluminação a própria secretaria tem condições de melhorar. Daríamos já um visual diferente para quem chega em Caxias.
VEREADOR FELIPE GREMELMAIER (MDB): Permite um aparte, vereador?
VEREADOR ADILÓ DIDOMENICO (PTB): De imediato, vereador Felipe.
VEREADOR FELIPE GREMELMAIER (MDB): Vereador Adiló, essa questão da entrada da cidade e essa área toda que é o Largo do Correio Rio-grandense esse período agora, principalmente muitas pessoas estão frequentando... O aumento é muito grande de pessoas frequentando para fazer atividade física. Inclusive na parte superior do viaduto muitas pedras da calçada estão soltas. E tem muito corredor que utiliza esse espaço porque vai até o estádio municipal ou pega a RS-122 e depois volta para o centro. Então em cima do viaduto também, até nós íamos fazer uma indicação pelo gabinete, mas se o senhor for fazer pode juntar isso. As pedras na parte superior do viaduto, na Júlio, muitas delas estão soltas, o que é um grande risco também porque tem uma profundidade entre a calçada e o topo do viaduto. Então são situações bem graves na entrada da cidade. E essas telas todas... Inclusive fica ao lado da quadra de vôlei de areia. Muitas vezes a bola de vôlei acaba indo para o meio da rua o que acarreta também um perigo muito grande. Então é uma situação meio que complexa para tentar se resolver, mas se não começar com a limpeza e a conservação principalmente desse gradio todo que tem aí e essa calçada da parte de cima não sei que solução vai ter. É uma situação bastante grave. São vários problemas detectados em um pequeno espaço da cidade de Caxias do Sul.
VEREADOR ADILÓ DIDOMENICO (PTB): Perfeito e na área verde tem árvores mortas com galhos ameaçando cair em cima inclusive das pessoas. O seu aparte, vereadora Paula.
VEREADORA PAULA IORIS (PSDB): Rapidamente. A gente teria tantas coisas para contar, mas uma coisa que chama atenção, que eles contaram lá, nenhuma obra feita, pintada e reformada foi pichada. É um trabalho conjunto de todos. Nenhuma foi pichada.
VEREADOR ADILÓ DIDOMENICO (PTB): Ok, vereadora Paula. Muito obrigado, vereador Felipe.  Então fica aí a dica. Festa é preparar a cidade para receber bem o visitante. Qualquer um faz isso na sua casa quando recebe visita, quando convida a visita. Nós estamos o convidando o pessoal para vir à Festa da Uva, então vamos apresentar uma cidade que seja motivo de orgulho e não que nos envergonho pela falta de cuidado e de capricho. Obrigado, senhor presidente.
Parla Vox Taquigrafia
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Um aparte, vereador Renato?
VEREADOR RENATO OLIVEIRA (PCdoB): Presidente, senhoras e senhores vereadores. Já de imediato, vereador Rafael.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Vereador Adilo Didomenico, parabéns pela sua manifestação aqui na tribuna, mas quando o senhor mostrou uma foto de moradores de rua, nós temos que ter em mente também que em Caxias do Sul foram fechados os albergues e acentuou o número de moradores. Foram fechadas as cozinhas comunitárias, os restaurantes comunitários, onde o pobre, aquela pessoa que já vive numa vulnerabilidade social, não tem recursos. E para resumir a sua fala, vereador, o senhor esqueceu de colocar essa última foto. Por favor, TV Câmara ali. Caxias do Sul te abraça. Olha  a forma de abraço que Caxias do Sul está abraçando os nossos turistas e os próprios munícipes que trabalham todo dia e tem que ver uma cidade suja, imunda a qual nós estamos vivendo. Obrigado.
VEREADOR RENATO OLIVEIRA (PCdoB): Obrigado, vereador Rafael. Agora é importante... Vereador Rafael, agradeço pelo aparte. O vereador Adiló colocou aqui na  Casa, mas eu quero... Só para... Ontem a vereadora Paula esteve fazendo essa palestra, essa exposição, que ela fez há pouco tempo. Então eu quero parabenizar a vereadora Paula por esse trabalho que tem feito... Por essa luta nesse mandato todo esse tempo que ela tem feito... Então as pessoas presentes boa parte estavam  lá ontem, principalmente na parte da manhã, vereadora Paula, que eu estive representando a Casa também. A importância que se dá em alguns outros...  Por que às vezes em campanha se diz uma coisa, na prática se faz outra, haja visto é só a gente ver ali no CRAS agora, não precisa ser amanhã, ou depois ou ontem, não, agora. Tinha uma fila lá que está fazendo S não é só um L. Isso o vereador Toigo tinha me falado eu disse eu vou dar uma confirmada. Acho que já abriu, está funcionando, está funcionando, só que a fila eu pensei que a fila tinha  algum peixe, alguma fruta, não é a fila é para o CRAS mesmo que continua, que continua. Então ou aquele prédio vai ser aumentado, ou vai continuar assim.  Então têm coisas que é um caos essas filas. É cadeirante, desrespeito do comando. As pessoas estão lá no CRAS e não é de agora. Eles estão aí, já faz um ano, um ano e pouco. Eu lembro que o vereador Adiló uma época nos convidou para ir lá, começo do ano passado, em março, abril. Vereador Adiló, vamos esperar engrenar esse governo, que em dois meses a gente vai lá, vamos até a metade do ano. No inverno não vai acontecer isso. Era expectativa nossa, acabamos... Passou o inverno, passou o verão. Tem gente que está indo lá, passar ali pega um bronzeadorzinho, pega um solzinho ali ou pega chuva direto. Tem os camelôs. Só para pegar um guarda-chuva e ficar... É o jeito que essa administração está tratando as pessoas para pegar medicamento. Então está bem difícil mesmo. Agora, quanto à reunião de ontem da Justiça Restaurativa, eu acredito que, quando se usa mão-de-obra prisional, ah, mas a mão... Não tem mão de obra para as pessoas que estão fora do presídio. Não, vereadora. Eu lembro o vereador Adiló, diretor da Codeca, foi usada a mão de obra prisional, eu conhecia, no mínimo, três rapazes que faziam, três rapazes que eram moradores lá do meu bairro, quando saíram de lá, já saíram com o emprego, que as pessoas procuraram eles para trabalhar. Procuraram eles para trabalhar depois. Então vi o trabalho que tem feito, que aquelas pessoas... O Jean Carbonera, a experiência que tem. Foi servidor da nossa Casa, uma experiência que tem feito esse trabalho belíssimo. E ontem, ali, eu vi o Judiciário todo junto querendo que as coisas aconteçam, vereador Adiló. Porque, na administração passada, há um ano e pouco atrás, tinham 14 servidores, entre estagiários, servidores e ajudavam, quatorze. Ainda tem gente dessa administração lá. Sabem quantos têm? Dois estagiários e mais uma pessoa. São três. Então a importância da segurança por essa administração. Talvez está se planejando para a próxima administração, não é para essa, essa aqui já está na metade. Então se tinham três, então de 14 tu reduz, dizendo que a saúde e a segurança e a educação eram prioridade. Então, ontem, quando se viu grandes exemplos, aqui mesmo do nosso estado, o Judiciário indo... mostrando, mostrando, como se diz, botando a mão na massa, indo lá fazer limpeza junto com os detentos, sabendo que... procurando... “Oh, vocês vão fazer a parte de vocês. Não vão ter moleza, a pena de vocês é essa que vocês cumpriram, vocês erraram, vocês vão cumprir, só que vocês vão ter que trabalhar para ajudar a família de vocês. Se vocês querem, é dessa forma.” E o pessoal está fazendo. Não é: “Ah, eu quero fazer isso.” Não, tem todo um critério. As pessoas, cada uma tem sua cela, cada um... Não é como foi feito... E eu assisti, ontem, eu vi que o Judiciário, o juiz, principalmente aqui em Caxias, principalmente o Brancher, que tem feito isso. Até, vereador Toigo, ele citou o vosso nome na sua coluna, que o senhor tinha escrito ali no jornal, uma coluna do Pioneiro, e achou a importância da Casa e o trabalho que tem feito constantemente. A visita que foi feita ao presídio, liberada pelo vereador Rodrigo e a vereadora Paula com essa insistência que há como recuperar as pessoas, não simplesmente que não dá, que não dá, que não dá. Não, mostrando que tem que pôr a trabalhar. O que foi feito? A exposição que a vereadora Paula fez aqui hoje foi mostrado que foi feito em vários outros... não só no nosso Estado, exemplos de que foi feito em São Paulo, exemplos em algumas cidades, vereador Felipe, no Paraná. E estão explorando as pessoas para trabalhar mesmo. É isso que tu queres? É isso, mas a tua pena tu vais cumprir. Tu vais ter que trabalhar, tu vais ter que trabalhar. Não tem, a tua pena que a Justiça decretou... Então vários voluntários, várias pessoas, então, a importância que se tem dado. Aquelas palestras que vão lá no presídio então para as pessoas saberem o que é a tua família. Então eu já lhe concedo, vereador Felipe, um aparte, a famosa visita íntima que tem no presídio, em alguns que foi mostrado dessas pessoas que estão trabalhando, é das 18 horas ao outro dia às 6 horas, por quê? Eles querem saber a vida da família mesmo. Não é só uma relação. Não, saber como estão as crianças? Se estão estudando ou não estão. Uma coisa mais ampla, não simplesmente é isso, chega lá e vai embora e é isso mesmo. Não. Saber se os filhos estão estudando. Porque esse está preso, amanhã ou depois, ficou lá a mulher lá vendendo droga lá fora ou o filho vendendo drogas ou a mãe. Não, as pessoas, para se recuperar, tem que recuperar a família. Então é isso que foi pensado. Já de imediato, seu aparte, vereador.
VEREADOR FELIPE GREMELMAIER (MDB): Vereador Renato, obrigado pelo espaço. Não quis pedir para a vereadora Paula até porque ela tinha bastante assunto para apresentar. Agora o que se vê é que, se os gestores municipais não forem até os locais para conhecer as boas iniciativas, não vão conseguir aprender. Tem que ter humildade para aprender. E não vão conseguir muito menos aplicar na sua cidade. Então, tudo aquilo que a vereadora Paula trouxe aqui, hoje, precisa de uma ação planejada, um diálogo entre as secretarias municipais, para passar essa unidade para os órgãos e entidades que serão chamados para também colaborar com essa situação. Então tudo parte, vereador Renato, de um diálogo e de ter a humildade de entender que nós precisamos fazer algumas situações. Nós temos aqui em Caxias o GGIM, que sempre funcionou muito bem, sempre agregou diversas entidades que têm um pensamento muito parecido. Inclusive, várias secretarias do município eram chamadas, muitas vezes, para ajudar. Eu me lembro num período em que uma das turmas do projeto Navegar, lá na represa, era destinado para jovens em vulnerabilidade. Eram 30 jovens lá do Bairro Canyon que eram beneficiados pelo Programa Caxias Navegar, e com certeza muitos deles a gente conseguiu dar um caminho diferente através dos capacitados profissionais de educação física que tinham dentro da Secretaria de Esporte e Lazer. Então tenho certeza que, se não houver uma conversa entre os setores do município para puxar essa situação toda, não tem como efetivar um planejamento e um plano desses, que eu considero muito importante, muito interessante. E a vereadora Paula, que fez um grande serviço para a cidade de Caxias do Sul, veio aqui mostrar um exemplo que pode ser seguido.
VEREADOR RENATO OLIVEIRA (PCdoB): Obrigado, vereador Felipe. Agradeço ao presidente. Acho que foi um trabalho que isso não é... A vereadora Paula fez um resumo do resumo do trabalho que ela tem feito representando aqui a Casa. Então eu quero expressar aqui, parabenizar ela, porque, ontem à tarde, ela era uma das palestrantes representando a Casa lá no foro, onde tinham várias pessoas de outros estados, inclusive. Então, para nós, isso é cidadania, que a nossa Casa também está fazendo. Obrigado.
Parla Vox Taquigrafia
VEREADOR GUSTAVO TOIGO (PDT): Bom dia, presidente, senhores vereadores e senhoras vereadoras. Vereadora Paula, realmente um assunto importante que V. Exa. traz à tribuna o tema da segurança pública, que é um dever do nosso Estado, mas é responsabilidade de toda a sociedade caxiense, riograndense e brasileira. E fala bem o vereador Felipe quando V. Exa. sobe a esta tribuna, presta contas e presta um serviço a Caxias do Sul, à municipalidade. E o vereador Renato fala também muito bem que essa atividade, vereadora Paula, é na verdade também um trabalho que V. Exa. representa o Legislativo. Eu disse a V. Exa., quando nós criamos a Comissão do Enfrentamento da Violência e da Promoção da Paz, que muitas vezes V. Exa. ia ter que tocar isso, no seu mandato, sozinha, muitas vezes. E está fazendo com competência. Todos nós presidimos as nossas comissões, muitas vezes temos as nossas atividades. Que bom que temos a senhora tocando esse assunto tão espinhoso, mas que precisa de um enfrentamento também. E V. Exa. traz dados, faz as diligências, foi buscar esse projeto importante, que é o Pelotas Pacto pela Paz, trazendo algumas coisas que podem ser aproveitadas em Caxias do Sul. E nós temos que, sim, aproveitar, aperfeiçoar as boas iniciativas, as boas ações. Porque isso não é um privilégio de Pelotas, essa criminalidade. Nós estamos com mais de 100 homicídios em Caxias do Sul. São 100 vidas que foram ceifadas pela violência e que não vão mais ter retorno. Não irão mais retornar, vereador Beltrão, para as suas casas, abraçarem seus filhos, darem um alô para a sua mãe. Perderam suas vidas. Então nós precisamos, sim, ter ações proativas, pensarmos. O Legislativo, ontem falava o presidente aqui, nós precisamos nos debruçar em cima de questões importantes, achar alternativas para a economia, para a paz social, para, enfim, todas as situações socioeconômicas que a sociedade demanda da gente. E nós estávamos fazendo essa concatenação, vereadora Paula, formando um raciocínio para vir à tribuna nesta manhã, e percebemos, sim, que aquela frase da prefeita Paula Mascarenhas faz total sentido. Que muitas vezes não é preciso, vereador Renato, ter um orçamento tão abundante. Caxias do Sul tem lá os seus 2 bilhões de orçamento, mas muito dele já contado, rubricas já colocadas de forma obrigatória. Temos percentual na saúde, na educação que precisam ser atendidas, em tantas outras áreas vitais e nefrálgicas que precisamos aplicar. Mas se nós estivermos interesse, energia, entrega e articulação com os setores da sociedade nós temos condições de avançar. E a segurança pública é uma exigência nata nesse sentido. O vereador Rafael não me deixa mentir porque nós estávamos aqui, vereadora Paula, em 2015, quando nós aprovamos a Lei 7.975 que tratou do Promsep, do Programa Municipal de Segurança e Proteção, que é um programa maravilhoso que visa o quê? Naquele momento o prefeito Alceu encaminha esse projeto para a Câmara porque ele também teve uma visão de futuro. Caxias do Sul tem muitas ações na área da segurança pública. Nós somos modelares na proteção da mulher, nós temos o programa de policiamento ou tínhamos que era um programa modelar; nós temos a justiça e a pacificação restaurativa, temos um programa municipal de pacificação restaurativa, Caxias pela Paz, vereador Adiló, que congrega a Fundação Caxias, o Poder Judiciário, a Prefeitura Municipal de Caxias do Sul, a Universidade de Caxias do Sul e tantos outros voluntários capitaneados pelo juiz Leoberto Brancher. É um sistema maravilhoso e que precisa ser investido, dar continuidade, fortalecer isso. Então esse Promcep, que é este Programa Municipal de Segurança e Proteção, veio para esta Casa e nós aprovamos porque nós queríamos que isso fosse perenizado. As boas ações de segurança elas têm a necessidade de ser perenizadas e ser dado continuidade. E esse meu raciocínio, vereadora Paula, eu trago nessa tribuna essa manhã porque aquilo que V. Exa. trouxe eu corroboro e concordo em gênero e número. E vou trazer aqui, vou lhe ajudar, trazendo uma sugestão... Entendo que a comissão da qual eu faço parte e que V. Exa. preside, que é Comissão do Enfrentamento da Violência, nós podemos fazer duas emendas a esse projeto de lei porque ele nos permite fazer essa articulação, os convênios e todas as ações com as demais entidades da sociedade civil. Vamos falar das forças vivas no sentido de conseguirmos fazer com que esse projeto do trabalho prisional, visando reformas e ações de edificações de prédios públicos, UBSs, escolas, pavimentações possam acontecer com a mão-de-obra prisional. Mas nós temos que ter o amparo jurídico. Entendo que através de um projeto de lei nós podemos acostar, fazer vigorar, vereador Rafael, mais um artigo criando esse trabalho prisional aqui. Por exemplo, quando a municipalidade, a administração municipal, vereador Thomé, lançar editais de licitação para reformas, para construção a entidade vencedora, por exemplo, ela vai ter que contratar um percentual x de mão-de-obra prisional para atuar junto nessas obras. Isso é perfeitamente cabível. Nós temos um programa, vereadora Paula, e entendo que nós temos inclusive competência legislativa para aperfeiçoar isso. Esse projeto de lei que hoje é uma legislação, uma norma, teve uma única emenda do vereador Rafael Bueno, à época, que colocou o Proerd, que é o programa da Brigada Militar de resistência as drogas nas escolas. Teve aprovação, teve sanção e hoje o Proerd ele é um exemplo nacional inclusive... (Manifestação fora do microfone) Exatamente. Então nós entendemos, vereadora Paula, que o trabalho prisional ele, na verdade, traz dignidade, é um consenso dentro da sociedade brasileira que para recuperação, para ressocialização de grande parte da massa carcerária, se faz não com a ociosidade dentro de unidades prisionais, que muitas vezes são centros que não tem condições... A pessoa que efetua o crime, que lhe comete, foi condenado por isso, também não precisa ser tratado como um animal, senão ele vai sair pior do que entrou. Então o trabalho prisional, seja dentro da unidade, da prisão, ou fora dele, nos casos do regime aberto ou semiaberto, pode acontecer. Isso ajuda na economia do município, na dignidade da pessoa humana. Ajuda no processo de integração social, que muitas vezes é um pai de família que foi condenado por um crime, mas lá tem três, quatro filhos, tem a sua esposa, tem os seus familiares que vão ser penalizados por isso, por não ter a figura também do chefe de família. Então ele conseguindo trabalhar inclusive tem a questão jurídica da remição da pena, ou seja, a cada três dias trabalhados reduz um dia de pena. Então é tudo de bom esse projeto, vereadora Paula. Então eu vou me colocar à disposição. Tenho certeza que o vereador Rodrigo Beltrão, operador também do Direito, advogado que é, conhecedor da matéria, vamos formatar essa mudança na legislação capitaneada pela vereadora Paula e vamos tentar escolher uma para que o trabalho prisional vire realidade em Caxias do Sul. Acho que nós temos condições. E foi muito importante esse debate que V. Exa. nos provoca e faz uma prestação de contas nesta manhã à sociedade caxiense. Então nos representou e representou bem e muitas vezes faz essa provocação, que a gente não se contém e tem que vir também fazer a colaboração, encontrar os melhores saída para que se objetive isso na prática. Nós precisamos, vereador Périco, mais do que tudo, que a remissão de pena ela não aconteça só com relação ao trabalho, vereador Edson, mas também naquele preso que também estude. Se ele for lá e fizer o seu curso de captação, um curso de especialização preparando-se quando terminar a sua pena ele poder ingressar no mercado de trabalho, por que ele não pode estudar? E por que não pode a cada curso que ele fizer dentro do presídio ou fora dele, receber uma redução no seu apenamento. Isso também é justiça social. Então se nós enfrentarmos os temas de cabeça aberta, com elevado respeito, com proposições bem embasadas como se está fazendo hoje o debate aqui, de maneira ordeira, civilizada, bonita, com concretude, nós vamos encontrar as melhores saídas. É isso que a população caxiense espera de nós, que nós façamos um debate de alto nível e enfrentemos os problemas e colocamos as possíveis soluções e a segurança pública está na ordem do dia como uma das principais prioridades que precisam sim ter uma solução não só em nível de Estado, mas o município pode dar a sua contribuição, mas também a União através das questões de política fronteira, de combate a entrada do armamento, do tráfico internacional de drogas que polui a nossa sociedade e capturam os nossos jovens para a criminalidade. Nós queremos evitar isso. Vereador Rafael, o seu aparte.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Vereador Toigo a emenda quando eu fiz ao projeto de segurança pública implementado na gestão passada foi justamente a prevenção. Aqui eu agradeço ao secretário de governo, à época, Felipe Gremelmaier, que me chamou lá no gabinete para que a gente pudesse tornar esse projeto constitucional. E nós aprovamos aqui por unanimidade, porque nós temos que trabalhar a prevenção das nossas crianças, dos nossos adolescentes para que não se envolvam  no mundo das drogas e da violência. Quero desafiar a Câmara de Vereadores aqui, vereadora Paula, para que nós possamos transformar essa comissão temporária da senhora em comissão permanente, porque a senhora tem desenvolvido um excelente trabalho. Às vezes eu digo aqui na Câmara que a senhora incomoda bastante, porque às vezes a gente tem os nossos compromissos e é reunião em cima de reunião, mas isso traz os frutos para a nossa cidade de Caxias do Sul, não momentâneo, mas o futuro. Quem sabe nós possamos transformar essa comissão da senhora em temporária para permanente. Obrigado, vereador Gustavo Toigo.
VEREADOR GUSTAVO TOIGO (PDT): Obrigado, vereador, eu finalizo em dez segundos, presidente,  dizendo que estamos vivendo a Semana da Justiça Restaurativa. Esse programa deve ter continuidade, deve ter fortalecimento e sempre lembrar que nós, vereadora Paula, em 2015 instituímos aqui a Comissão Temporária Especial de Pacificação Restaurativa de muitos membros, de muitas bancadas e a época propusemos esse projeto de lei instituindo a Semana Municipal da Justiça Restaurativa que estamos vivendo agora e que V. Exa. tão bem representou esta Casa. Parabéns a todos, daremos continuidade e com certeza o Legislativo irá ajudar um pouco para aplacar a situação de violência e promover a paz no município de Caxias do Sul. Obrigado, presidente. Era isso.
Parla Vox Taquigrafia
VEREADOR ARLINDO BANDEIRA (PP): Senhor presidente, senhoras e senhores vereadores, cumprimentar a todos os nobres presentes, a todos que nos assistem pela TV Câmara, canal 16, meus colegas vereadores, bom dia a todos. Quero também me congratular com os discursos do vereador  Toigo, projeto da vereadora Paula e até é uma prioridade do Bolsonaro. Já viu o discurso do Bolsonaro também que é uma das prioridades de botar o preso a trabalhar. Então é isso aí. (Palmas) Obrigado pela parceria de vocês em plenário. Confirmando isso, a gente escutou, se enteirou um pouquinho dos debates do Bolsonaro e é uma das propostas inclusive dele, botar então... Vejo que é  importante também essa questão para a nossa cidade, começando pela nossa cidade de Caxias do Sul como um todo. Dito isso, vereadora Paula, vereadora Gladis Frizzo, só aqui, sempre é bom relembrar os nossos assuntos, as nossas reivindicações, que – eu sempre gosto de falar – desde 2009, a gente vem cobrando essa parte também das nossas UBSs do nosso interior, ambulância, inclusive é uma proposta deste vereador. Quando eu me elegi, vereador Edson, a primeira vez lá em Santa Lúcia do Piaí, começando pelo meu distrito, cobrando a UBS lá da região e a ambulância. Então hoje, muitas vezes, eu sou cobrado: “Vereador, e a tua proposta lá de trás, de telefonia, não temos contemplado ainda a nossa ambulância.” Mas nós estamos cobrando. Estamos no terceiro mandato aqui e iremos continuar cobrando para que nós consigamos ficar contemplados, a nossa cidade e interior. Então estamos agendando uma reunião com o secretário da Saúde sobre essa questão também, para ver se conseguimos avançar sobre essa questão das reformas das UBSs. Digamos, podemos citar aqui, vereadores, a UBS de Santa Lúcia, a UBS de Vila Seca, a UBS de Vila Oliva, por quê? Pelo estado que elas se encontram. Não é que elas estão em má condições, mas assim pequenos, um lugar pequeno, e tem que ampliar, tem que melhorar e muito. Então eu vejo que nós temos que falar, sim, porque é saúde, e ali é onde o povo ficar acolhido, onde o povo tem que ter o seu espaço adequado, que ele não precise ficar no tempo muitas vezes esperando na fila, que ele possa ser atendido da melhor forma possível. E, quando ele precise esperar, que ele tenha lá a sua cobertura, seu espaço adequado, arejado. É isso que nós precisamos. Então é bom aqui falar. Entre outras UBSs também que a gente irá acompanhar no nosso interior, que a gente anda bastante no interior de Caxias do Sul. E as nossas também, sim, que a gente acompanha na nossa cidade de Caxias do Sul. E volto a dizer: quando se fala aqui em ambulância, além das nossas reformas das UBS, ambulância é muito prioritário no nosso interior por causa da distância, que eu já falei muitas vezes, 40 km tem até chegar em Santa Lúcia. Muitas vezes a ambulância chega rápido, mas demora. Então é preciso, sim, centralizar, centralizar uma ambulância lá no distrito de Santa Lúcia ou daqui a pouco, ah, se não dá em Santa Lúcia, bota lá em Fazenda Souza, que fique mais próxima de nós. É isso que nós precisamos, e que atenda, sim, os mais carentes, porque tem pessoas que não conseguem, não têm carro para vir para cá. Têm que vir de ônibus, não tem dinheiro, então essas pessoas têm que ser atendidas, sim, tem que ser levadas, tem que ter essa atenção da nossa cidade, do Executivo, de quem compete, dos órgãos responsáveis. Então é isso que nós precisamos, vereador Daneluz, você que trabalhou lá como subprefeito. Fez um ótimo trabalho lá em Vila Oliva, por isso que se elegeu também. E você, tenho certeza absoluta que você também sabe, já cobrou essa parte da UBS, começando por aquela de Vila Oliva. E sempre também este vereador acompanhou de perto, e nós conseguimos avançar um pouquinho, mas não ficamos contemplados. Muitas coisas já foram feitas, sim, tem que deixar bem claro também, algumas reforminhas e tal, mas tem que melhorar e muito essa questão, porque o nosso interior está crescendo, são muitos visitantes. Vem pessoas que vem trabalhar dois, três meses, acaba ficando por aí, construindo suas casas, pessoas que vêm de fora, e o nosso interior está crescendo, sim, na área da... começando pela nossa produção rural. Seu aparte, vereador Daneluz.
VEREADOR RICARDO DANELUZ (PDT): Vereador Bandeira, o senhor tem toda razão nessas questões. Só fazer algumas colocações, eu também já fiz indicação, nós já conversamos sobre isso, inclusive com o senhor que, na minha opinião, eu tenho certeza que na sua também, ali na UBS de Fazenda Souza, que tem uma estrutura melhor, que ela é maior, é praticamente nova, deveria ser uma referência do interior ali que atendesse os distritos de Vila Oliva, de Santa Lúcia, Fazenda Souza, Vila Seca e porque não até mesmo Criúva, um pouco mais distante, mas eu acho que também seria muito mais perto sair uma ambulância dali para lá. Quanto às questões de reformas e melhorias, eu acho que as duas que mais estariam precisando no interior, nesse momento, seriam Vila Oliva e Santa Lúcia do Piaí. Na época que eu estive como subprefeito de Vila Oliva, porque lá a subprefeitura é no mesmo prédio da UBS, nós adquirimos uma nova área, fizemos projeto para tirar a subprefeitura dali onde estava. Inclusive parar de pagar aluguel para guardar o cascalho lá, para poder usar para fazer uma reforma, para fazer uma ampliação ou até mesmo uma UBS nova nesse terreno que é público e que é da prefeitura. Já Santa Lúcia do Piaí é um pouco mais complicada a questão, vereador Bandeira, porque o terreno, onde se encontra o antigo hospital e atual UBS, não é do município de Caxias do Sul. Então tem problemas até mesmo legais na questão da reforma daquela UBS. Então acho que tem terrenos ali que podem ser usados ali, terrenos públicos. Existe também o novo loteamento que está saindo lá onde pode se usar a área verde. Então tem várias opções aí. Pode contar comigo que eu sou parceiro nessa luta aí. Parabéns por trazer esse tema. Obrigado.
VEREADOR ARLINDO BANDEIRA (PP): Obrigado, vereador Daneluz, pela pareceria. Tinha e agora tenho mais certeza ainda dessa parceria e desse seu empenho. O prédio de Santa Lúcia, da UBS de Santa Lúcia, é da Mitra. Dos padres, digamos. Então tem esse impasse, muitas vezes, que nós não conseguimos avançar. Mas é necessário, sim, que se faça uma estrutura melhor na região. E sobre a questão que V. Exa. falou, sobre a questão de Fazenda Souza, claro, tem que copiar a UBS de Fazenda Souza. É um exemplo. A de Fazenda Souza é uma UBS fantástica, arejada, os espaços bem confortáveis. Tu chega lá é bem arejado. Isso que nós precisamos, é um exemplo a UBS de Fazenda Souza. Bem colocado, vereador Daneluz. Então vejo que... E a ambulância também. Se não dá em Santa Lúcia porque, daqui a pouco, a gente mora lá, tu quer só... Então foque lá, foque lá em Fazenda Souza. Que contemple lá Vila Oliva, Santa Lúcia. V. Exa. falou que aquela UBS de Vila Oliva, que é das que mais precisa, e Fazenda Souza. Mas eu vejo, aqui eu quero até contrariar um pouco. Não é contrariar, mas ressaltar aqui, pontuar aquela de Vila Seca, porque eu estive lá várias vezes. Não foi uma vez só. E lá, a UBS de Vila Seca, vereador Uez, é uma casa. É uma UBS, foi acolhido  lá. É uma casa que existe lá, praticamente. Então está sendo atendido, sim. A gente não pode deixar... Tem que deixar bem claro. O povo está sendo atendido. Mas é uma casa. Então o espaço praticamente é pequeno. Não tem como. Então é necessário, sim, com urgência essa de Vila Seca, porque o espaço é muito pequeno lá em Vila Seca. Seu aparte, vereador Thomé.
VEREADOR ALCEU THOMÉ (PTB): Já que estamos falando em UBSs, a gente ressalta, já fiz comentários aqui sobre a UBS de Ana Rech. A gente sabe como ela é limitada. A capacidade dela está esgotada já há muito tempo, a qualidade dela também não é das melhores. Falta de médicos, falta de funcionários. Onde pessoas chegam, às vezes, às 5 horas da manhã lá para eles não serem atendidos. A gente já fez essa colocação mais de uma vez. E dá a impressão, assim, que estão desconhecendo o assunto. Se sabe muito bem que Ana Rech é uma comunidade muito grande, onde o local aqui das comunidades é uma região muito grande, onde às vezes tem mais de 100 atendimentos. Então a gente sabe que está um cubículo aquilo lá. Não tem condições nenhuma para que se possa dar uma gestão melhor para aquela situação daquela UBS. Muito obrigado, vereador.
VEREADOR ARLINDO BANDEIRA (PP): Obrigado. Obrigado, vereador Thomé. Para concluir, senhor presidente, então essa que você falou, que citou aí, podemos acompanhar, sim, para ver o que precisa. Acho que é isso, tem que ficar acompanhando e cobrar o que está faltando nessa UBS de Ana Rech. Mas aqui, então, para deixar mais um registro aqui, senhor presidente, então, que nós estamos já protocolando hoje, assunto que eu falei ontem da lombada lá de Itati, lá da praia que vem para cá. Nós estamos protocolando e estamos agendando uma reunião também com o pessoal responsável para que consigamos avançar nesse ponto. Pedindo a retirada dessa lombada, que só atrapalha aquilo lá. Isso é inaceitável, inadmissível. Três, quatro quilômetros de engarrafamento por causa de uma lombada. Claro, respeitando a questão ambiental. Obrigado, senhor presidente.
Parla Vox Taquigrafia
VEREADORA DENISE PESSÔA (PT): Senhor presidente, senhoras e senhores vereadores, eu trago a tribuna hoje um assunto que veio a público essa semana, por alguns meios de comunicação, e para mim também causou estranheza, que foi uma licitação de contratação de três empresas terceirizadas para novos veículos para atender o Samae. Então é uma licitação de R$ 5 milhões, 395 mil por doze meses, para 43 veículos e ele pode ser prorrogado até cinco anos. Isso dá um calculo de R$ 125 mil/ano por veículo. Dá 449 mil por mês, 10 mil e 400 por mês, por carro, um aluguel. E aí eu fui olhar a licitação e são carros comuns. Na verdade tem 20 carros comuns, que são Voyage e Logan, e aí a gente tem um total de 22 camionetes Amarok 2018 e uma Hilux também modelo 2018. Aí eu fiquei pensando: Nossa, cinco milhões eu acho um pouco... 5 milhões, 395 mil por ano... A Pajero virou um fusca. (Manifestação fora do microfone) Pois é, a contratação inclui ali... A locação inclui a mão-de-obra, mas o Samae também tem motorista. Inclui o combustível, que pela média da licitação seria 2.500km por mês, que daria talvez mil reais, um pouco mais por mês. Mas aí eu fui fazendo conta, se a gente fosse comprar esses carros, esses 20 carros de passeio, digamos que 45 mil cada um, fazer uma média... Eu fiz ali, Voyage, fui procurar os preços, alguns estão pouco menos, está 40, 41, 42. Mas vamos lá, 45 a média, nesses 20, já daria R$ 900 mil nos carros. Só nas camionetes Amarok daria R$ 2 milhões, 640 mil. Uma Hilux 150, 160 mil. Bom, aí seriam 3 milhões, 690 mil, para comprar zero e com certeza no ano que vem a gente não precisaria.. Porque aqui é prorrogável... A revisão estaria em dia e não precisaria comprar todo ano camionete. Então tu teria. Então 3 milhões, 690 mil para comprar os carros zeros, o patrimônio do Samae. Aí já daria uma diferença de R$ 2 milhões. Bom, aí o resto a gente vai dizer: Ah, tem que pagar o motorista, tem que pagar o combustível. O combustível, pelo meu calculo, 520 mil. Aí tem os motoristas. Então não sei que política é essa que está se tomando agora o Samae. Tudo bem que é o primo rico da gestão pública... Eu não estou entendendo. 2 milhões talvez seja troco, não sei. Mas eu achei que essa conta aqui ela está um pouco desproporcional. Parece que está se rasgando dinheiro, o dinheiro que a gente paga nas nossas contas de água e simplesmente em vez de comprar os carros seriam um patrimônio do Samae... A gente sabe que os carros duram 10 anos, 15, 20. Os carros duram e tu não vai ter que ficar pagando todo ano um carro novo. A gente sabe que também o Samae antes tinha uma política que era de alugar os carros dos funcionários e que era algo irrisório. Alguns funcionários que deveria sair a campo e tal... Foi utilizado um modelo de alugar carros dos funcionários, dos servidores, que poderiam então... E não pagavam combustível. Então estava tudo... O motorista já era o servidor e saia muito barato. Tanto que o Tribunal de Contas do estado acabou copiando esse modelo aqui de Caxias. O Tribunal de Contas. Então não tem nada de ilegal nesse processo. E tinha uma economia muito grande. Agora simplesmente se resolve então fazer esse contrato, são três prestadoras de serviço. Eu, sinceramente, não entendi e não achei que isso demonstra uma boa gestão. Gastar mais de 5 milhões em contratação, locação por um ano, sendo que quando renovar, vai renovar pelo mesmo valor e aí cada ano vai ser 5.395.000,00 cada doze meses. Eu não sei. Eu sinceramente não consigo entender que isso seja algo que seja bom para gestão pública. Alguém que tenha mais experiência talvez possa explicar isso, mas fica a dúvida aqui. Eu acho que a gente precisa entender também, se estão, de repente, terceirizando o serviço de motorista, isso fica toda a dúvida. Se os  motoristas que estão no Samae vão deixar de trabalhar, que não vão, mas o que é claro o que está nos contratos é  que estão sendo locados. São 43 carros novos, 23 são caminhonetes e 20 carros então comuns entre Logan, Voyage, as camionetes são Amarok e Hilux. Então a gente aqui falou e trouxe na tribuna naquele momento da Pajero, que a Pajero era um absurdo, que era cara, que não precisava e era uma. E agora a gente aqui está falando de 23 caminhonetes que estão sendo então locados, carros novos. Sim existem locações de carro no Samae? Existem, mas essa contratação aqui ela é uma contratação sim de um valor muito expressivo e que vai ser renovado ano a ano. Antigamente  sim tinha a tal das Kombi que alugavam, que também acredito que o valor não chegasse a tanto, as locações do Samae. Então a gente não sabe direito ainda ao certo para que está sendo substituído todos esses carros. A prefeitura ela diz que os veículos de passeios serão utilizados em atividades de fiscalização de obra comercial, cadastramento técnico e outras atividades complementares e as caminhonetes com tração 4x4 servem para os serviços de topografia, atividade de manutenção do sistema, fiscalização das bacias de captação, transporte de produtos e equipamentos. Então é isso a finalidade que é trazida aqui pela prefeitura e ela diz que sairá muito mais barato, porque não vai ter os encargos de manutenção, de revisão, de lavagem de carros, higienização, gasto com combustível, seguro, então que e torna muito mais barato. É isso que diz o Samae. Então o serviço de locação ele é prestado pelas três empresas vencedoras de licitação, os contratos são por 12 anos com possibilidade de renovação. Sim, com motorista. É contratado sim, o motorista é... E já vem no contrato 2.500 km para cada veículo fechado. Então isso já está previsto no contrato. Então aí não sei se não usa como é que fica... Se não usa toda essa quilometragem como é que vai ser pago, por que às vezes só no levar os funcionários para fazer uma obra tu não... Mas ali no contrato já tem os 2 mil, 2.500 km para cada veículo estimado. Então esse é um tema que a gente precisa olhar, ver como vai funcionar, porque realmente parece que está se rasgando dinheiro, dinheiro público com algo que nós já mostramos e demos exemplo para o Estado de outras saídas que eram muito mais em conta para o Poder Público e que agora simplesmente esquece e rasgam. Parece que tudo que já foi feito não presta mais. Então eu trago aqui essa preocupação. Vamos ver, vamos acompanhar para ver como é que funciona, vai funcionar isso na prática, daqui a pouco vamos ver. Se todo ano a gente vai renovar esse contrato e vai ser os mesmos carros. A gente vai ter sempre essa bola de neve. Acho que não precisa neste momento gastar tanto dinheiro com algo já vinha dando certo, vinha funcionando e vinha dando exemplo para todo o Estado e que inclusive como eu falei foi uma política adotada pelo Tribunal de Contas do estado do Rio grande do Sul que entendeu que funcionava, que era em conta e que era bom para o serviço público. Então lamento que simplesmente se desconsidere tudo que foi feito anteriormente ou talvez se desconfie dos servidores que eram motoristas, não sei, ou não se confiasse, agora se precise locar de fora. Então lamento essa decisão do Samae e a gente vai ficar de olho para ver se realmente como vai estar sendo aplicado aí esses veículos. Se vão ser gastos os 2.500km, como vai ser feita essa fiscalização? Porque simplesmente está se rasgando dinheiro público, e isso a gente precisa tratar aqui.
Parla Vox Taquigrafia
VEREADOR NERI, O CARTEIRO (SD): Bom dia, senhor presidente, Mesa Diretora, senhores vereadores, senhoras vereadoras, todos que nos acompanham aqui neste plenário. De forma também muito carinhosa, a todos que nos acompanham pela TV Câmara e também pelo facebook. Eu gostaria de ocupar esse espaço aqui, nessa tribuna, senhor presidente, para falar de alguns projetos, alguns assuntos que a gente protocolou na Casa nos últimos dias. Um deles foi referente à questão de um projeto voltado para a questão do autismo, onde a gente conhece bem de perto a realidade das mães que têm crianças autistas e sabe todas as dificuldades encontradas no dia a dia, no seu dia a dia nos atendimentos, nas políticas públicas para pessoas com autismo. E esse projeto, na verdade, ele tem como objetivo criar o censo no nosso município da inclusão dos autistas. O grande objetivo então é que a gente possa mapear, que a gente possa quantificar quantas crianças têm autismo em nosso município, porque eu acho que é muito importante. A partir desse censo, a gente vai conseguir criar uma carteirinha também. Até o vereador Chico tem um projeto aqui que estabelece que tenha no cartão SUS, se eu não me engano, a criança que é autista. Eu tenho um projeto para criar a carteirinha, mas também essa metodologia vem associada a esse projeto, criando uma carteirinha onde a gente possa ter esse número de quantas pessoas tem em nosso município, fazendo esse cadastro de inclusão dessas crianças. E que, de fato, o grande objetivo será, a partir desse número de crianças que o município possa ter, para que a gente possa direcionar políticas públicas para as nossas crianças, possa direcionar verbas para essa situação. Já existe uma lei federal que é a Lei nº 12.764, que é a Lei Berenice Piana, que, na verdade, institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista. Já existe essa lei federal. E eu vejo a importância de ter esse censo no nosso município que fica bem clara também através dessa lei federal. De acordo com esse censo, a gente vai poder saber quantas pessoas com autismo tem, para a gente poder capacitar, para a gente poder qualificar os nossos profissionais. Principalmente da área da saúde, para que eles possam levar um bom atendimento às nossas crianças, que, com certeza, não estará beneficiando só as crianças, mas, sim, às famílias, àquelas mães que são guerreiras. O autismo, que é uma característica não visível nessas crianças, e as mães têm uma grande dificuldade, às vezes, nos encaminhamentos. A gente que já aprovou aqui nesta Casa projeto que traz a obrigatoriedade naquela placa de atendimento preferencial, também ter o símbolo do autismo, para que elas tenham atendimento preferencial na hora do atendimento médico, na hora de um atendimento num plantão de saúde, num banco, num restaurante, justamente por esse motivo que a criança, hoje, que é autista ela tem essa característica não visível e, muitas vezes, existe o preconceito, a mãe está lá com a criança, precisa ir na fila do banco, ela acaba tendo que ir embora, porque a gente sabe que a criança com autismo se irrita fácil com aglomeração de pessoas, com barulho. Então a gente tem que brigar por esses direitos do autismo. Esse foi um dos projetos que a gente apresentou. Também falando agora do novembro, do mês de novembro que é o Novembro Azul, onde a gente trabalha a questão da conscientização sobre o câncer de próstata. Mais conhecido como o Novembro Azul. Apresentei um projeto também que, na verdade, ele cria o Dia Municipal, o Dia Municipal do Combate ao Câncer de Próstata. A ideia é que, nesse dia, essa ideia vem inclusive de uma entidade da nossa cidade, CAPC, que faz um trabalho voltado às pessoas que têm câncer, no apoio seja na gestão assistencial como na questão psicológica, levando seu apoio para essas famílias. E a gente criar também o dia municipal no mês de novembro, que seria comemorado no dia 16 de novembro, seria um dia antes do dia nacional que é dia 17. Acho que é mais um dia para as entidades, junto com o Poder Público poder estar trabalhando a conscientização nos homens, para que cada vez mais eles procurem o médico, que façam o exame, porque quanto mais cedo buscar o recurso, tem chance de se salvar vidas. Então esse é um dos projetos que a gente apresentou também. E outro também que diz respeito à questão da isenção da tarifa básica de água e esgoto para terrenos baldios, casas que, por exemplo, a pessoa tem uma casa lá e não está sendo ocupada, está vazia, não teria, ao meu ver, o porquê o proprietário pagar a conta de água. E também muitos casos que é feito o corte da água, a pessoa já deixa cortar, muitas vezes, porque ela está sem condições de pagar. Daí, mesmo depois que a pessoa tem o corte da água feito, ela tem que continuar pagando a taxa, então aquela conta vai aumentando, aumentando e aumentando. E a gente já tem conhecimento de causa, porque as pessoas estão entrando na Justiça e estão conseguindo esse benefício. Então esse nosso projeto vem de acordo com essa situação. Se tu tens um terreno baldio, tu não tens ligação de água, por que tu tens que pagar a taxa? Então, vereador Adiló, de momento, tem o seu aparte.
VEREADOR ADILÓ DIDOMENICO (PTB): Bem rápido, obrigado pelo aparte. Mas V. Exa. já colocou o que eu ia colocar, que a Justiça está dando esse ganho de causa. Então o vosso projeto vem em boa hora para resolver uma questão que a Justiça já vem dando e que o Samae tem entendimento contrário. Obrigado pelo aparte.
VEREADOR NERI, O CARTEIRO (SD): Obrigado pela contribuição. Só reforço, vereador, porque eu acho que é muito injusto, o cara tem um terreno lá, não tem nem ligação de água. Ou o cara tem uma casa fechada, a RGE já não cobra essa taxa também, eu acho que não é justo o Samae cobrar. Então o nosso projeto vem na intenção de tirar essa isenção. A gente não estará aqui o ano que vem, mas quando ele vier à votação, eu gostaria de ter o apoio de todos os colegas para que a gente possa aprovar esse projeto. Eu também gostaria de me manifestar nesta tribuna em relação a um assunto bastante polêmico. Eu sempre tento tratar com bastante respeito as opiniões de todos. Eu acho que a democracia é isso, e o respeito, ele tem que estar acima de tudo. As pessoas, cada um pensa de uma maneira, e isso é o bacana. Mas eu também gostaria aqui, ontem até ia expor a minha ideia, mas acabei perdendo tempo ali com o presidente e não consegui me manifestar em relação à questão da exposição dos quadros aqui na nossa Casa. Gostaria de deixar registrado a nossa opinião, respeitando todos que pensam diferente deste vereador, mas acho que é importante, a própria comunidade nos cobra essa posição, então é importante que a gente coloque também. E, nos últimos dias, eu também fui muito questionado, porque, na verdade, a gente sabe, presidente, que esse espaço é aberto para toda a comunidade vir apresentar as suas exposições e é bacana isso. Mas, ao mesmo tempo, foi colocado como se todos os vereadores teriam chamado essa exposição para cá. Na verdade, é uma exposição aberta para todos da comunidade, mas eu gostaria de deixar bem claro aqui também que eu acho que até o artista é muito bom, mas eu acho que o local também é inadequado. Porque eu entendo que é um local público, e a gente tem que respeitar a opinião de todo, e eu acho que essa é a voz popular de algumas pessoas também. Então acho que tem que ter os locais ideais para isso, onde a pessoa possa querer ir lá e ver essas amostras. Então deixar bem claro aqui, acho que é um local que sempre tem escolas aqui conhecendo a Casa, tem homenagens. E eu acho que também é o local inadequado para este tipo de exposição onde que tem quadros de sexualidade, de homens e mulheres nus, de sadomasoquismo. Quero dizer que também sou contrário a essa questão e, no meu entendimento, esse não seria um local adequado. Vereadora Denise, respeito a sua opinião, mas essa é a minha posição e eu acho que eu represento também boa parte das pessoas que pensam como eu. Eu gostaria de deixar registrado aqui que essa é a minha posição, respeitando a todos e inclusive ao artista que tem um belo trabalho aí, mas essa é a minha posição. Obrigado, senhor presidente. Não poderia me omitir de deixar a minha posição também. Obrigado.
Parla Vox Taquigrafia
VEREADOR RENATO NUNES (PR): Primeiramente, muito bom dia a todos e a todas. Meus cumprimentos, especialmente, àqueles que se fazem presentes aqui nesta Casa, que é a Casa do Povo, a Casa Legislativa, senhor presidente, Alberto Meneguzzi e demais vereadoras e vereadores. Também meus cumprimentos àqueles que nos assistem através da TV Câmara, canal 16, e pela internet, através das redes sociais. Gostaria de fazer aqui uma fala hoje bem calma, serena e tranquila como sempre. Nós tivemos, sábado passado, a Marcha para Jesus em Caxias. Um evento que, tranquilamente, modéstia à parte, serve de exemplo para muitos outros movimentos. Tivemos ali cerca, mais ou menos, de cinco, quatro mil pessoas, enfim, não sei o número exato. Ali estiveram famílias, jovens, crianças, adolescentes, pessoas de mais idade, da melhor idade, famílias inteiras ali marchando juntas, duas, três gerações caminhando lado a lado, vereador Chico Guerra, nosso líder de governo. Tivemos ali a presença também do prefeito, de algumas outras lideranças. O senhor esteve lá presente; o vereador Neri... Eu não lembro mais se teve mais alguém dos vereadores, acho que não? Mas enfim todos foram convidados e acredito que naquele momento estávamos representando, enfim, aqueles que não puderam estar conosco. Então, ali tivemos momentos de orações, momentos de louvor, só coisa boa, modéstia à parte. Claro, respeitando as demais religiões. Não foi usado praticamente nenhum recurso da prefeitura a não ser, é claro, a liberação para poder andar na rua, caminhar ali de uma forma ordeira, organizada, amigável. Quando subimos, vereador Chico, a Sinimbu, chegamos ali em frente, por exemplo, da igreja católica, da Catedral da igreja católica ali, foi desligado o som. O pessoal passou em silêncio. Como é de costume, quando a gente passa em frente a outras igrejas, outras religiões, ou até mesmo quando era feito na Júlio de Castilhos, quando a gente passava em frente ao hospital fazíamos silêncio, sabe? Porque a intenção é essa, de respeito ao semelhante, ao próximo. Tivemos ali uma grande quantidade de pessoas e não se viu, sequer... Senhor presidente? (Pausa) Tivemos ali aproximadamente cinco, quatro mil pessoas e não se viu um papel no chão, um papel de bala no chão, uma garrafinha pet no chão, porque ali o pessoal, a orientação era essa. Pessoal, não vamos deixar um papelzinho de bala no chão. Vamos... Se você ver alguma coisa pelo caminho, na rua, você pega e vamos colocar lá no lixo, direitinho, vamos mostrar uma organização e assim aconteceu.  O pessoal cantando, pulando de alegria. Então nós não usamos estrutura nenhuma praticamente só caminhando pela rua. Então foi um ato realmente muito significante, que está acontecendo todos os anos. Eu  de 2009 para cá, eu tenho trabalhado essa questão, porque até então acontecia antes alguma Marcha para Jesus, mas era de forma  isolada. Por exemplo, uma, duas igrejas lá, uma, duas ou três lideranças, se reuniam, pegavam um carro de som e fazia a tal Marcha para Jesus. De 2009 para cá, que eu cheguei nesta Casa, a gente constituiu o CIECS - Conselho das igrejas Evangélicas de Caxias do Sul, aí começamos a unir e a trabalhar mais essa questão da unidade das igrejas. As igrejas evangélicas tem gente que diz as igrejas são muitos divididas, as igrejas estão muito desunidas não. É que são dezenas, centenas e milhares de dominações, todas evangélicas, porém, existem diversas uma mais rígida, uma mais liberal, enfim, uma mais tradicional, outra de uma forma mais moderna. Então às vezes acontece ali de ter algumas coisas que uma diverge das outras. Então realmente não é fácil unir essa galera toda, mas nós temos conseguido. De 2009 para cá, então, foi um excelente evento e ali realmente, o CIECS não estou aqui falando pelo CIECS, estou falando como vereador. Não foi pedido nada. Não pedimos estrutura, não pedimos som, não pedimos banheiro químico. Não pedimos segurança. A única coisa que foi ali necessário o pessoal do trânsito ali só para dar aquela paradinha na sinaleira para a gente poder passar. Foi uma coisa que não demorou muito, não chegou a atrapalhar, porque final de semana, sábado, ali então tudo ocorreu perfeitamente, dentro da do previsto. Quero finalizar essa minha fala dizendo que nós, evangélicos, nós não temos preconceito nenhum contra outras religiões, contra outros movimentos, opção sexual. A minha fala de ontem, por exemplo, aqui nesta tribuna, nobres pares, falo isso com todo carinho e respeito, não teve nada de preconceito de cunho opção sexual, opção religiosa isso e aquilo, de maneira alguma. Com respeito à exposição, senhor presidente, ontem estávamos num clima mais acalorado, mais tenso, mas a verdade é que a única coisa... Eu em momento algum.... Eu discordei do senhor, por exemplo, ter permitido, mesmo porque ali uma parte da sua fala o senhor foi feliz quando o senhor disse que esta Casa é uma Casa democrática. É uma Casa que nós não podemos censurar ninguém de estar aqui, porque é a Casa do Povo,  porém, a única coisa que eu discordei de V. Exa. é com respeito realmente ao local, ao local, só, o local. Esse tipo de arte considerado por algumas pessoas, a gente sabe que até tem uma charge hoje no jornal ali uma criança, alguém tapando os olhos da criança, olhando para os quadros ali. E daqui a pouco aquela mesma criança lá assistindo televisão e aquela folia da televisão, a internet, etc e tal, mas aí a responsabilidade é dos pais, 3min05 é isso? Está parando? É o tempo que me resta, senhor presidente? Foi paralisada a sessão? Ah, tá, desculpe, então. Não, é que eu estou controlando por aqui, três minutos e cinco. Não sei... Está parada? Posso continuar? Então eu queria dizer que aí é responsabilidade dos pais ver, por exemplo, acompanhar os filhos não é, ver o que os filhos estão, por exemplo, assistindo na televisão, o conteúdo dos filmes, dos programas. Na internet, por exemplo, aí falaram que na internet não sei o quê. O facebook, salvo engano, é para maiores de 18 anos, para maiores de 18 anos. Agora, se o filho, se uma criança de 10 anos ou menos, um adolescente está no facebook, os pais, é de responsabilidade dos pais. Alguma coisa aconteceu de errado, ou eles mentiram a idade, alguma coisa aconteceu, porque é para maiores de 18 anos. Então, e aqui, por ser um local público, ser um local aberto, de fácil acesso, de circulação de crianças e adolescentes, eu tenho, sim, senhor presidente, o direito de me manifestar dizendo que acredito não ser o local apropriado, não ser o lugar adequado para esse tipo de arte. Mas quem quiser assistir, sendo um local mais restrito para pessoas adultas ou tendo uma questão de idade, de liberação por idade, não tem problema nenhum, não tem problema nenhum. Assim é tudo: filmes, jogos, tudo tem a questão da recomendação da faixa etária, danceteria. Então quer dizer que, daqui a pouco, uma criança de 10 anos vai entrar dentro de uma boate? De uma danceteria para maiores de 18 anos? Acho que não, não é. Então é claro, aí até a vereadora Denise falou aqui, eu já concluo, senhor presidente, “ah, mas as crianças têm direito”. Claro que tem direito à saúde, à educação, à cultura, mas reservada a legislação, as proporções. Porque tem vários tipos de diversão. Por exemplo, tem diversão que é para maiores de idade, poxa. Agora... Então tem o ECA, tem o Conselho Tutelar, enfim... Então é só a pessoa dar uma lidinha na lei, dar uma olhadinha nas normas vigentes no nosso país que não tem problema. Respeitando a legislação, qual é o problema? Então era isso. Esse foi o ponto chave de ontem da minha fala, apenas o local, só. Não sou contra a arte, até bem pelo contrário, os quadros, eu estive ali, olhei, assisti, realmente a pessoa tem um talento muito grande. Parabéns! Uma técnica, enfim, que eu, como gosto de desenho, faço também meu tipo de arte gaúcha com madeira, isso e aquilo...
PRESIDENTE ALBERTO MENEGUZZI (PSB): Seu tempo, vereador.
VEREADOR RENATO NUNES (PR): Então para concluir, senhor presidente, eu sou um apreciador da arte, das técnicas usadas pelo artista. Mas apenas o local, na minha opinião, foi um local escolhido de uma forma infeliz, aberto ao público e às crianças. Era isso. Muito obrigado.
Parla Vox Taquigrafia

Não houve manifestação

Ir para o topo