VEREADOR RENATO NUNES (PR): Primeiramente, muito bom dia a todos e a todas. Meus cumprimentos, especialmente, àqueles que se fazem presentes aqui nesta Casa, que é a Casa do Povo, a Casa Legislativa, senhor presidente, Alberto Meneguzzi e demais vereadoras e vereadores. Também meus cumprimentos àqueles que nos assistem através da TV Câmara, canal 16, e pela internet, através das redes sociais. Gostaria de fazer aqui uma fala hoje bem calma, serena e tranquila como sempre. Nós tivemos, sábado passado, a Marcha para Jesus em Caxias. Um evento que, tranquilamente, modéstia à parte, serve de exemplo para muitos outros movimentos. Tivemos ali cerca, mais ou menos, de cinco, quatro mil pessoas, enfim, não sei o número exato. Ali estiveram famílias, jovens, crianças, adolescentes, pessoas de mais idade, da melhor idade, famílias inteiras ali marchando juntas, duas, três gerações caminhando lado a lado, vereador Chico Guerra, nosso líder de governo. Tivemos ali a presença também do prefeito, de algumas outras lideranças. O senhor esteve lá presente; o vereador Neri... Eu não lembro mais se teve mais alguém dos vereadores, acho que não? Mas enfim todos foram convidados e acredito que naquele momento estávamos representando, enfim, aqueles que não puderam estar conosco. Então, ali tivemos momentos de orações, momentos de louvor, só coisa boa, modéstia à parte. Claro, respeitando as demais religiões. Não foi usado praticamente nenhum recurso da prefeitura a não ser, é claro, a liberação para poder andar na rua, caminhar ali de uma forma ordeira, organizada, amigável. Quando subimos, vereador Chico, a Sinimbu, chegamos ali em frente, por exemplo, da igreja católica, da Catedral da igreja católica ali, foi desligado o som. O pessoal passou em silêncio. Como é de costume, quando a gente passa em frente a outras igrejas, outras religiões, ou até mesmo quando era feito na Júlio de Castilhos, quando a gente passava em frente ao hospital fazíamos silêncio, sabe? Porque a intenção é essa, de respeito ao semelhante, ao próximo. Tivemos ali uma grande quantidade de pessoas e não se viu, sequer... Senhor presidente? (Pausa) Tivemos ali aproximadamente cinco, quatro mil pessoas e não se viu um papel no chão, um papel de bala no chão, uma garrafinha pet no chão, porque ali o pessoal, a orientação era essa. Pessoal, não vamos deixar um papelzinho de bala no chão. Vamos... Se você ver alguma coisa pelo caminho, na rua, você pega e vamos colocar lá no lixo, direitinho, vamos mostrar uma organização e assim aconteceu. O pessoal cantando, pulando de alegria. Então nós não usamos estrutura nenhuma praticamente só caminhando pela rua. Então foi um ato realmente muito significante, que está acontecendo todos os anos. Eu de 2009 para cá, eu tenho trabalhado essa questão, porque até então acontecia antes alguma Marcha para Jesus, mas era de forma isolada. Por exemplo, uma, duas igrejas lá, uma, duas ou três lideranças, se reuniam, pegavam um carro de som e fazia a tal Marcha para Jesus. De 2009 para cá, que eu cheguei nesta Casa, a gente constituiu o CIECS - Conselho das igrejas Evangélicas de Caxias do Sul, aí começamos a unir e a trabalhar mais essa questão da unidade das igrejas. As igrejas evangélicas tem gente que diz as igrejas são muitos divididas, as igrejas estão muito desunidas não. É que são dezenas, centenas e milhares de dominações, todas evangélicas, porém, existem diversas uma mais rígida, uma mais liberal, enfim, uma mais tradicional, outra de uma forma mais moderna. Então às vezes acontece ali de ter algumas coisas que uma diverge das outras. Então realmente não é fácil unir essa galera toda, mas nós temos conseguido. De 2009 para cá, então, foi um excelente evento e ali realmente, o CIECS não estou aqui falando pelo CIECS, estou falando como vereador. Não foi pedido nada. Não pedimos estrutura, não pedimos som, não pedimos banheiro químico. Não pedimos segurança. A única coisa que foi ali necessário o pessoal do trânsito ali só para dar aquela paradinha na sinaleira para a gente poder passar. Foi uma coisa que não demorou muito, não chegou a atrapalhar, porque final de semana, sábado, ali então tudo ocorreu perfeitamente, dentro da do previsto. Quero finalizar essa minha fala dizendo que nós, evangélicos, nós não temos preconceito nenhum contra outras religiões, contra outros movimentos, opção sexual. A minha fala de ontem, por exemplo, aqui nesta tribuna, nobres pares, falo isso com todo carinho e respeito, não teve nada de preconceito de cunho opção sexual, opção religiosa isso e aquilo, de maneira alguma. Com respeito à exposição, senhor presidente, ontem estávamos num clima mais acalorado, mais tenso, mas a verdade é que a única coisa... Eu em momento algum.... Eu discordei do senhor, por exemplo, ter permitido, mesmo porque ali uma parte da sua fala o senhor foi feliz quando o senhor disse que esta Casa é uma Casa democrática. É uma Casa que nós não podemos censurar ninguém de estar aqui, porque é a Casa do Povo, porém, a única coisa que eu discordei de V. Exa. é com respeito realmente ao local, ao local, só, o local. Esse tipo de arte considerado por algumas pessoas, a gente sabe que até tem uma charge hoje no jornal ali uma criança, alguém tapando os olhos da criança, olhando para os quadros ali. E daqui a pouco aquela mesma criança lá assistindo televisão e aquela folia da televisão, a internet, etc e tal, mas aí a responsabilidade é dos pais, 3min05 é isso? Está parando? É o tempo que me resta, senhor presidente? Foi paralisada a sessão? Ah, tá, desculpe, então. Não, é que eu estou controlando por aqui, três minutos e cinco. Não sei... Está parada? Posso continuar? Então eu queria dizer que aí é responsabilidade dos pais ver, por exemplo, acompanhar os filhos não é, ver o que os filhos estão, por exemplo, assistindo na televisão, o conteúdo dos filmes, dos programas. Na internet, por exemplo, aí falaram que na internet não sei o quê. O facebook, salvo engano, é para maiores de 18 anos, para maiores de 18 anos. Agora, se o filho, se uma criança de 10 anos ou menos, um adolescente está no facebook, os pais, é de responsabilidade dos pais. Alguma coisa aconteceu de errado, ou eles mentiram a idade, alguma coisa aconteceu, porque é para maiores de 18 anos. Então, e aqui, por ser um local público, ser um local aberto, de fácil acesso, de circulação de crianças e adolescentes, eu tenho, sim, senhor presidente, o direito de me manifestar dizendo que acredito não ser o local apropriado, não ser o lugar adequado para esse tipo de arte. Mas quem quiser assistir, sendo um local mais restrito para pessoas adultas ou tendo uma questão de idade, de liberação por idade, não tem problema nenhum, não tem problema nenhum. Assim é tudo: filmes, jogos, tudo tem a questão da recomendação da faixa etária, danceteria. Então quer dizer que, daqui a pouco, uma criança de 10 anos vai entrar dentro de uma boate? De uma danceteria para maiores de 18 anos? Acho que não, não é. Então é claro, aí até a vereadora Denise falou aqui, eu já concluo, senhor presidente, “ah, mas as crianças têm direito”. Claro que tem direito à saúde, à educação, à cultura, mas reservada a legislação, as proporções. Porque tem vários tipos de diversão. Por exemplo, tem diversão que é para maiores de idade, poxa. Agora... Então tem o ECA, tem o Conselho Tutelar, enfim... Então é só a pessoa dar uma lidinha na lei, dar uma olhadinha nas normas vigentes no nosso país que não tem problema. Respeitando a legislação, qual é o problema? Então era isso. Esse foi o ponto chave de ontem da minha fala, apenas o local, só. Não sou contra a arte, até bem pelo contrário, os quadros, eu estive ali, olhei, assisti, realmente a pessoa tem um talento muito grande. Parabéns! Uma técnica, enfim, que eu, como gosto de desenho, faço também meu tipo de arte gaúcha com madeira, isso e aquilo...
PRESIDENTE ALBERTO MENEGUZZI (PSB): Seu tempo, vereador.
VEREADOR RENATO NUNES (PR): Então para concluir, senhor presidente, eu sou um apreciador da arte, das técnicas usadas pelo artista. Mas apenas o local, na minha opinião, foi um local escolhido de uma forma infeliz, aberto ao público e às crianças. Era isso. Muito obrigado.