VEREADOR PAULO PÉRICO (PMDB): Bom dia, senhor presidente; bom dia, senhoras e senhores vereadores a todos que nos assistem pela TV Câmara, canal 16, e aos que estão aqui no plenário. Hoje eu tenho dois assuntos. O primeiro assunto, eu gostaria só de voltar à semana passada, quando aqui eu fui taxado como fascista por alguns colegas – o colega o Rodrigo e o colega também Elói – só por ter feito uma analogia ao livro Mein Kampf que o Lula poderia escrever na cadeia. Não sou fascista, nunca fui; pelo contrário, lutei contra o fascismo na ditadura militar, quando o vice-presidente do DCE da UCS, congressos da Une em Cabo Frio, os militares loucos para baixar o cacete em nós, e nós lá. Uma comparação infeliz. (Manifestação sem uso do microfone) Não, mas o Mein Kampf poderia ser o livro do... Minha Luta. Mas esse é o nome, Minha Luta. Afinal, nós temos hoje o presidente Lula justamente provocando e promovendo uma luta. Então que ele possa escrever isso lá na cadeia. Vamos falar O Livro Vermelho, de Mao Tsé-Tung, e a revolução cultural na China. E outra coisa também, que eu fiquei muito admirado esta semana, foi comparar o Lula a Gandhi e a Nelson Mandela. Sinceramente, isso é uma aberração histórica. Porque, colocar o Lula ao lado de líderes como Gandhi e Nelson Mandela, pessoas que souberam unificar um povo, um país, e não através da luta. Então isso é uma aberração histórica. É um tipo de comparação que serve muito bem para aqueles que agora têm que enaltecer uma liderança que deixou de ser uma liderança. Mas, colocando essas palavras, eu gostaria aqui de mostrar para os senhores vereadores algumas imagens da visita que a nossa Comissão de Educação, Cultura, Inovação, Desporto, Ciência, Tecnologia e Lazer fez, semana passada, aos Pavilhões da Festa da Uva. Comissão essa composta por mim, pelo vereador Kiko, pelo vereador Edson – que estiveram lá –, pelo vereador Daneluz, que infelizmente não pode se encontrar junto conosco. E depois também o vereador Adiló também esteve lá conosco no final do nosso encontro. E lá nós fomos fazer uma visita aos Pavilhões para vermos, in loco, como estavam as condições estruturais dos Pavilhões. Porque muitos assuntos nos chegam – de falta de manutenção, de problemas na estrutura –, e ontem, então, nós pedimos para fazer essa visita. E aqui, então, aparece o vereador Edson; o Kiko; a nossa representante aqui do Daneluz, assessora; junto com a Marta, que a nova diretora da Festa da Uva; e o Cleiton, que era o ex-diretor e agora esta na Secretaria de Turismo, que nos receberam de uma forma muito cordial. Esta imagem foi o primeiro local que nós fomos visitar, que foi a Cidade das Rolhas. E aqui nós já percebemos um problema muito sério neste local, que é justamente o piso, que é um piso de tijolo sem nenhuma argamassa sobre ele. Os senhores podem perceber com estas setas azuis, aquela parte de trás é simplesmente a umidade que brota do chão deste prédio. Aqui já tem uma parte mais seca. E essa umidade está simplesmente deteriorando todas aquelas obras maravilhosas da Cidade das Rolhas. Isso é uma preocupação muito grande que nos foi mostrada. Realmente é necessário investimento muito rápido nesse local para que a gente não perca esse ambiente muito, muito importante e muito bonito.
VEREADOR ADILÓ DIDOMENICO (PTB): Permite um aparte, vereador Périco?
VEREADOR PAULO PÉRICO (PMDB): De pronto, vereador Adiló.
VEREADOR ADILÓ DIDOMENICO (PTB): Obrigado pelo aparte. Depois da visita de V. Sa. eu permaneci lá.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Um aparte, vereador Périco.
VEREADOR ADILÓ DIDOMENICO (PTB): Conversando com o De Bortoli a gente sugeriu fazer um dreno no entorno, porque este Teatro de Rolha, lamentavelmente, não foi construído no melhor local. A gente, na época, tentou demover o pessoal do local, mas... E ele tem essa infiltração pelo declive do terreno, por não ter isolamento. Então nós sugerimos ali fazer um dreno no entorno, que é uma prática muito antiga, mas que funciona. Fazer um dreno, encher de rachão ali e tirar essa umidade. Senão, realmente, ali o local está condenado.
VEREADOR PAULO PÉRICO (PMDB): Está condenado.
VEREADOR ADILÓ DIDOMENICO (PTB): E lá no museu Zambelli a mesma coisa. Trocamos ideia lá sugerindo. Agradeço pelo aparte. Muito obrigado.
VEREADOR PAULO PÉRICO (PMDB): Obrigado, vereador Adiló. Vereador Rafael.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Vereador Périco, eu não pude estar presente na visita.
VEREADOR PAULO PÉRICO (PMDB): Desculpa. Também não lhe citei como participante da nossa comissão.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Isso. Porque eu estava em outra reunião. Mas eu quero dizer, vereador Adiló. Se esse espaço estivesse aberto para a comunidade e à visitação das escolas, dos turistas, com certeza haveria a preservação permanente nesse local. Os vereadores que estavam presentes na inauguração desse espaço, foi um momento único e emocionante, vereador. Onde estava o dono das rolhas, e foi contada toda a história. É a vida em movimento através das rolhas. Naquele momento eu achei que ele iria se transformar em um espaço dos mais visitados da Festa da Uva, e infelizmente ele está à mercê do tempo e de uma incompetência que não consegue nem administrar umas rolhas; imagina, uma Festa da Uva. Obrigado.
VEREADOR PAULO PÉRICO (PMDB): Obrigado, vereador Rafael. Aqui nós estivemos então caminhando junto às réplicas. Nos foi colocada uma situação que é justamente essas setas que são as escadas de acesso às réplicas que, pelo próprio nome réplica, nós não temos como alterar a arquitetura dessas casas para o PPCI de hoje. Elas são réplicas. Porque o PPCI hoje exigido, simplesmente acabaria com essas escadas e também com as portas do tamanho original daquela época. Então, isso nós vamos pedir aos Bombeiros para que tenham bom senso que esse é um ambiente de preservação, mas é um problema hoje que ocorre lá junto ao PPCI na Festa da Uva. Então, nós visitamos algumas casas que estão bem conservadas onde, inclusive, uma delas é o atual espaço da Secretaria de Turismo. Aqui, vereador Adiló, vem justamente aquela parte do Museu Zambelli. Aqui é a entrada do museu, destaque à direita, o Jesus Cristo Terceiro Milênio. Nós já percebemos que as placas estão enferrujadas e a infiltração já está na parte externa desse ambiente, que é um ambiente muito importante. Aqui nós vemos a entrada fechada, porque está completamente inviável a visitação ao ambiente aqui do Zambelli. Vejam, aqui já é na primeira rampa na descida, onde as placas de inauguração desse ambiente nós já vemos correndo por trás a infiltração, e isso começa a comprometer completamente esse prédio e esse local, o que nos preocupou muito. Aqui o Cleiton e a Marta apresentaram para nós os problemas estruturais desse ambiente, que é um ambiente maravilhoso e que deve obrigatoriamente estar aberto não só para a Festa da Uva, mas para a visitação ao longo do ano. Isso é uma atração para Caxias do Sul. Vejam, senhoras e senhores, que aqui está uma consequência da infiltração que está ocorrendo do piso do Jesus Terceiro Milênio, e isso já vem a um bom tempo – o que nos foi passado é que não é de agora –, e simplesmente está acabando com esse ambiente. Como é um ambiente com obras que não são obras de madeira, são obras de gesso, são obras que a umidade justamente prejudica sobremaneira, essa é a nossa preocupação. Nós fomos ali dois dias depois que tinha parado a chuva e praticamente isso já estava cheio de água e continuava a pingar, continuava a pingar. Então, imagina esses dez dias que ficaram em constante chuva como ficou a situação. Percebam a infiltração no teto. O que provocou um corte de energia naquele ambiente, que é impossível que se liguem as luzes, portanto, é impossível que se possam receber alguns visitantes ou turistas. É preocupante esse piso e é preocupante principalmente esse teto. (Esgotado o tempo regimental.) Dentro dessa ótica, senhor presidente, só para finalizar, vejam que está pegando já em todas as vigas essa umidade e aquilo que nós aprovamos aqui, senhoras e senhores, de R$ 1,5 milhão para os pavilhões, inclusive nós colocávamos lá eu, o vereador Edson e o vereador Kiko, e talvez o vereador Adiló também, se seriam necessário – senhor presidente, só para terminar; eu estou terminando, vereador Edson, obrigado –, se seriam necessários mais investimentos, porque talvez um milhão e meio não seja o suficiente para essa ação emergencial junto aos pavilhões. Aqui estão algumas fotografias só de quando estavam fazendo as réplicas. Continua o museu do sindilojas; está lá ainda no local, mas infelizmente fechado. Algumas questões de quando a réplica começou a ser construída. E, só para finalizar, senhor presidente, aqui nós temos o Som e Luz. Eu também questionei sobre a possibilidade da volta do Som e Luz e nos foi colocado R$ 100 mil, no mínimo, para voltar a colocar o cabeamento e as lâmpadas. Então, o Som e Luz está inoperante, mais uma vez inoperante. E por que está inoperante? Porque o roubo dos cabos e das lâmpadas... Então, só para finalizar, senhor presidente, eu fiz o seguinte questionamento: com dois guardas municipais cuidando de 37 hectares dos pavilhões, se a Prefeitura fizer todo o investimento novamente e continuar com a segurança de dois guardas municipais, isso será para ser roubado logo ali na frente. [ininteligível] tem 17 câmeras e nenhuma está funcionando por falta de cabeamento, fibra óptica, e já roubaram os fios. Então é um trabalho que tem que ser em conjunto, segurança, e não só com dois guardas municipais, e investimento, para que a gente tenha uma Festa da Uva linda e maravilhosa como essa. Mas o trabalho tem que ser pensado de uma forma muito bem planejada e não apenas com dinheiro, mas como nós vamos manter esse parque então. Senhor presidente, obrigado, senhoras e senhores vereadores. Era isso.