VEREADOR ADILÓ DIDOMENICO (PTB): Senhor presidente, senhoras e senhores vereadores. Evidente que, hoje, um dos temas que vai nortear esta Casa é o passamento do Sr. Raul Randon, mas acho que a Casa fará um voto em nome não apenas dos vereadores, mas de todo Legislativo, não é, presidente?
PRESIDENTE ALBERTO MENEGUZZI (PSB): Permita-me, vereador Adiló, pedir essa autorização para os demais vereadores, um voto de pesar à família Randon em nome de toda a Casa, vereadores, servidores, todos que trabalham aqui, de todo Poder Legislativo.
VEREADOR ARLINDO BANDEIRA (PP): Permite um aparte, vereador?
PRESIDENTE ALBERTO MENEGUZZI (PSB): Em nome da Mesa Diretora, em nome da Casa.
VEREADOR GUSTAVO TOIGO (PDT): Na sequência, um aparte, vereador Adiló.
VEREADOR ADILÓ DIDOMENICO (PTB): Eu pedi a palavra, senhor presidente, senhoras e senhores vereadores, pessoal que nos acompanha aqui no plenário e também através da TV Câmara, para proferir um voto de congratulações homenageando Dornelles Negócios Imobiliários.
 
VOTO DE CONGRATULAÇÕES nº 90/2018
 
Homenageado Dornelles Negócios Imobiliários
 
Senhor Presidente,
Senhoras Vereadoras e Senhores Vereadores,
 
Com muita satisfação, registro nesta data Voto de Congratulações para parabenizar a Dornelles Negócios Imobiliários, que completou 10 anos no mês de fevereiro.
Nesta década de existência, a Dornelles conquistou um espaço destacável no mercado imobiliário caxiense, consequência do esforço dos sócios Roneide Dornelles, Patrícia Dornelles e Larissa Dornelles, que investem o seu pleno conhecimento e dedicação para o sucesso do empreendimento.
A empresa conta com 20 colaboradores, habilitados, honestos e de grande competência. Possui o diferencial de proporcionar ao cliente a segurança nos negócios e acompanhamento jurídico integral e gratuito.
 
Desejamos sucesso à Dornelles Imóveis!
 
Caxias do Sul, 01 de Março de 2018; 143º da Colonização e 128º da Emancipação Política.
 
ADILÓ DIDOMENICO (Autor) - Vereador – PTB
(Ipsis litteris – Legix)
 
Senhor presidente, senhoras e senhores vereadores, nunca é demais cumprimentarmos empresas que chegam aos 10 anos. O Brasil tem sido o país campeão no sepultamento de empresas antes dos cinco anos. É muito grande a estatística de empresas que não conseguem chegar ao seu quinto ano. Então a Dornelles chegando ao seu décimo aniversário com a competência, com o respeito que adquiriu na comunidade de Caxias do Sul, estando localizada num ponto estratégico, imóvel próprio numa das principais saídas para a zona sul da nossa cidade, ali na Garibaldi, quase esquina com a Antônio Prado. Então o nosso reconhecimento, deste Poder Legislativo, ao Dornelles. Uma pessoa que tem, da mesma forma que nós, vereadores, teve, ao longo da sua caminhada envolvimento político sempre muito atuante em nossa comunidade, tendo sido candidato a vereador – vereador Périco, pelo seu PMDB – em 1988, fazendo mais de 900 votos, percentual, hoje, que ainda se elege por muitos partidos, inclusive, pelo meu. Então, Dornelles, o nosso reconhecimento e respeito pela tua trajetória, pela tua caminhada, acompanhado de todos os colaboradores, tuas filhas, teu irmão, todos que compõem a Dornelles. Então que tenha vida longa muito sucesso. E tenha certeza, o respeito e o reconhecimento desta Casa como com tantas outras empresas que contribuem com a nossa comunidade. Seu aparte, vereador Toigo.
VEREADOR GUSTAVO TOIGO (PDT): Muito obrigado, vereador Adiló Didomenico. Acompanho com V. Exa. o voto ao empreendedor Dornelles, que se faz presente neste plenário também, pela dedicação ao ramo imobiliário. A gente sabe que é um trabalho forte e sério. Então estamos cumprimentando também. Deixar uma palavra aqui registrada nos Anais com relação ao passamento do nosso Cidadão Caxiense Raul Anselmo Randon, uma pessoa muito querida da nossa comunidade. Vi bastantes vereadores aqui. Participei das despedidas, do velório juntamente com a família e também, ontem, na missa de corpo presente junto à Igreja São Pelegrino. Uma bela de uma cerimônia, repleta de pessoas da nossa comunidade, de liderança, do clero, enfim. Dizer que o Raul foi uma pessoa muito especial, colaborou demais para o desenvolvimento da nossa sociedade deixando realmente um império que agora a família deve tocar. Fez uma bela sucessão. Mas o Seu Raul, vereador Adiló, era, em última análise, uma pessoa boa, era um homem bom. Bom com a sua família, bom com as pessoas, com o voluntariado, com as causas benemerentes, bom empreendedor. Então entendo, sim, foi homenageado por esta Casa por inúmeras vezes. Era uma pessoa muito dedicada, mas também presente. Era uma pessoa muito presente na vida social do nosso município. Então merece todo reconhecimento. Caxias perde uma grande liderança. Mas, com certeza, o seu legado e o seu exemplo perenizam em nossa cidade. E tenho certeza que muitas pessoas seguirão o caminho que ele trilhou. Então a nossa homenagem, do nosso PDT, à família. Confortar aqui. Solidariedade à família do Seu Raul Randon. Muito obrigado.
VEREADOR ADILÓ DIDOMENICO (PTB): Obrigado, vereador Toigo. Seu aparte, vereador Bandeira.
VEREADOR ARLINDO BANDEIRA (PP): Vereador Adiló, muito obrigado pelo aparte. Quero me associar, então, aos votos de congratulações ao Dornelles também, com V. Exa. E também voltar ao falecimento do Raul Randon. Uma perda irreparável, podemos dizer.
VEREADOR ELÓI FRIZZO (PSB): Permite um aparte, vereador Adiló?
VEREADOR ARLINDO BANDEIRA (PP): Vereador Adiló, o Raul tinha uma responsabilidade social muito grande. Isto que vou falar agora, muitas pessoas já falaram nas redes sociais, a gente praticamente quase está... Tem palavras repetindo o que ele era. Então, repetindo, que ele tinha uma responsabilidade social muito grande. Um ser humano humilde, preocupado com todos, um “empreendedorista” e visionário da nossa cidade. E temos exemplos como o Raul Randon: Paulo Bellini, Francisco Stédile. Tudo que Caxias é hoje se deve à força de vontade e coragem, à inteligência e à capacidade de visão de negócio desses três honrados homens caxienses que nós temos em Caxias do Sul. Percebam, e vamos além, que não precisa, muitas vezes, ser político para fazer a cidade crescer. Aliás, fizeram muito mais do que qualquer político já fez. Realmente uma perda irreparável. Então, meus votos de pesar à família. Que Deus console os amigos e familiares. Obrigado, vereador.
VEREADOR ADILÓ DIDOMENICO (PTB): Senhor presidente, eu lhe peço orientação.
PRESIDENTE ALBERTO MENEGUZZI (PSB): É que nós temos 10 minutos neste espaço para todos os vereadores, e tem mais vereadores inscritos. Eu peço a sua gentileza só de passar a palavra para outro vereador inscrito.
VEREADOR ADILÓ DIDOMENICO (PTB): Então eu vou pedir escusas aos colegas e lhe devolvo a palavra. Obrigado, senhor presidente.
Parla Vox Taquigrafia
VEREADORA GLADIS FRIZZO (PSB): Bem, senhoras e senhores vereadores. A quem nos assiste pela TV Câmara ou pelas redes sociais, aos senhores aqui presentes, eu também gostaria de falar um minutinho sobre a pessoa do Sr. Raul, do Cidadão Caxiense. Uma pessoa humilde, uma pessoa que conseguiu atingir e ajudar todas as classes sociais de Caxias do Sul. Uma pessoa que, além da visão de empresário, ele tinha uma grande visão social. O bem que as empresas e o Projeto Florescer fizeram e fazem em loteamentos, em bairros carentes da nossa cidade, é visível. E quem lá está sabe da briga dos pais para colocarem os filhos naquelas escolas onde o projeto está implantado. Então, eu queria agradecer ao Seu Raul por todo o bem que ele fez a esta cidade. E lembrar também, hoje, que nós começamos a semana da mulher. Então, na pessoa da Dona Nilva, a esposa do Seu Raul, das filhas, Roseli e a Maurien, eu queria homenagear aqui as mulheres. O Seu Raul foi um grande homem, mas ele tinha uma grande companheira, uma mulher que sempre esteve ao seu lado. E ela estava lá, na cerimônia de despedida, firme, consolando os filhos, acariciando as pessoas que ali estavam querendo abraçá-la e demonstrar os votos sensíveis dos funcionários que gostavam muito dessa família. Então, na pessoa da Dona Nilva, como no início da Semana da Mulher, eu quero aqui agradecer a toda família Raul Randon. O seu aparte, vereador Felipe.
VEREADOR FELIPE GREMELMAIER (PMDB): Vereadora Gladis, eu conversei com os vereadores da bancada, a senhora fala por nós, pelo Seu Raul Randon – e a gente se soma às suas palavras. E também deixar, pela bancada aqui, um abraço, e nos somar ao vereador Adiló a tudo que representa a Dornelles Imóveis hoje na cidade de Caxias do Sul, um gerador de emprego, uma empresa que está solidificada nesses 10 anos e fez muito por Caxias do Sul. Então, em nome da nossa bancada também, a gente se soma ao seu depoimento e ao do vereador Adiló para homenagearmos essas duas... Primeiro a empresa e, com certeza, o Seu Raul Randon, por tudo aquilo fez, não só pela indústria, mas também pelo social de Caxias do Sul. Muito obrigado.
VEREADORA GLADIS FRIZZO (PMDB): Obrigada. Eu que agradeço. O Sr. Elói Frizzo. Vereador, o seu aparte. É pouquinho, mas vamos dividir.
VEREADOR ELÓI FRIZZO (PSB): Obrigado, vereadora Gladis. (Esgotado o tempo regimental.) Eu só... Acho que até falo em nome da bancada também, não é, vereador Edi? Nos somando, então, às homenagens ao Sr. Raul. Pessoa com quem a gente conviveu aqui muitos anos. Tive a oportunidade, na presidência desta Casa, inclusive, de homenageá-lo. Mas, especialmente, para dar o meu abraço para o Ronei, para a família Dornelles. Nós, que somos crias do Bairro Cruzeiro, todos nós juntos, com a família, o Seu Bolívar. Justa homenagem, vereador Adiló, que V. Sa. faz ao um empreendedor na cidade,  que está aí na labuta, porque não é um mercado fácil. Então, mais do que justa, e me somo, então, à sua homenagem a essa empresa, que dignifica o setor imobiliário da nossa cidade. Muito obrigado, vereadora Gladis.
VEREADORA GLADIS FRIZZO (PMDB): Só para encerrar, então, senhor presidente. Também gostaria, então, de parabenizar as empresas Dornelles e dizer da importância que é os senhores estarem firmes e fortes aqui na nossa cidade. Parabéns!

 
 
Parla Vox Taquigrafia
VEREADOR PAULO PÉRICO (PMDB): Bom dia, senhor presidente, bom dia, senhoras e senhores vereadores. Bom dia a toda a plateia que se encontra aqui no nosso ambiente na Câmara de Vereadores. Somente ao pessoal do Ipam, que hoje nós vamos aqui tomar uma decisão muito importante para a história de Caxias do Sul e nós estamos junto com vocês mais uma vez, eu reitero aqui. Hoje eu gostaria de apresentar a todos os colegas, alguns investimentos e ações na área da educação, que o estado do Rio Grande do Sul vem fazendo e temos ainda mais um ano para completarmos esse trabalho. Para que os senhores tenham ideia a 4ª Coordenadoria Regional da Educação que está sediada em Caxias do Sul ela compreende a responsabilidade sobre 14 municípios. Destes 14 municípios são 121 escolas estaduais tanto de ensino fundamental como de ensino médio e dessas 121 escolas, a nossa cidade tem 56 escolas, isto é, Caxias do Sul tem quase a metade das escolas sob responsabilidade da 4ª Coordenadoria Regional de Educação. Isso compreende mais ou menos 52 mil estudantes em toda a 4ª CRE. O que eu quero mostrar aqui para as senhoras e senhores é que, nesses três anos, dessas 56 escolas estaduais cediadas em Caxias do Sul, ocorreram intervenções em 41 dessas escolas, sendo que algumas tiveram mais que uma intervenção com investimento. Depois, se os colegas vereadores quiserem, eu vou disponibilizar a lista de todos os valores e o nome das escolas na qual foram feitos esses investimentos até para que os colegas vereadores saibam nas suas regiões onde foram feitos os seus investimentos. Bom, dessas 41 escolas, algumas tiveram investimentos muito vultosos. Isso é muito positivo, mesmo com todo o problema do governo do Estado, o governo do Rio Grande do Sul, e aqui eu cito algumas apenas, conseguiu fazer esses investimentos, por exemplo, na Escola Estadual de Ensino Fundamental Engenheiro Dario Granja Sant Ana foi o investimento de R$ 1.460.000,00. Na Escola de Ensino Fundamental Theodosio Rocha Netto, R$ 404 mil. No Dante Marcucci, ali perto do Cristóvão, essa escola foi completamente reformada, completamente reformada a área elétrica, piso, iluminação, muros, laterais para dar segurança para as crianças no valor de R$ 1.192.000,00. No EETCS, que é a nossa escola de ensino técnico colada ali na UCS, foi feito um investimento de R$ 274 mil e tantas outras escolas. E também eu saliento algumas que tiveram investimento de R$ 150 mil, investimentos esses nas mais variadas obras dentro dessas escolas como o Melvin Jones R$ 150 mil lá no Bairro Planalto, na região do colega Edi Carlos; o Dante Marcucci. Além do Dante Marcucci ter R$ 1.192.000,00, foi mais R$ 150 mil. Aquilino Zatti R$ 150 mil;  no Presidente Vargas, aqui no centro de Caxias do Sul também R$ 150 mil. Mas eu chamo atenção das senhoras e dos senhores que a responsabilidade do Estado, dentro da LDB, é com o ensino médio. Se nós observarmos, os grandes investimentos foram em escolas de ensino fundamental do estado, que a responsabilidade já, pela LDB, seria do município. Então, o estado do Rio Grande do Sul não se furtou de fazer investimento em escolas de ensino fundamental. Para terem ideia, o estado do Paraná, desde quando saiu a LDB, o estado do Paraná começou um projeto de deixar as escolas de ensino fundamental para os municípios e focar em escolas de ensino médio. Enquanto que o Rio Grande do Sul continua com essa responsabilidade. Se nós observarmos, só nesses mais vultosos, só tem uma escola de ensino médio que é o EETCS aqui de Caxias do Sul; todas as outras são escolas de ensino fundamental. No total de investimentos em PPCI, que era um compromisso muito sério, e quando eu assumi, em 2015, a Coordenadoria Regional de Educação, era um problema muito sério a questão do PPCI, por causa da Lei Kiss, e praticamente todas as escolas estaduais e as municipais tinham problemas de PPCI. Eu me recordo, na época, que a secretária Marléa, aqui do município, nós conversávamos seguidamente para vermos quais seriam as melhores soluções que nós poderíamos levar às escolas municipais e às escolas estaduais. Naquela época lá, muitas escolas tinham problemas. E o que me chamou atenção, quando eu assumi a 4ª Coordenadoria, foi que, de 27 escolas das 122 na época, em 21 escolas era a mesma empresa que tinha ganho a licitação. Isso me chamou muito atenção e eu pedi uma revisão. E o detalhe para que os senhores saibam, a autonomia de cada escola para contratar essas empresas é de até R$ 7.999,00. E o que eu fiquei descobrindo, o que eu descobri é que eu não conhecia todas as escolas ainda que, na época, escolas do tamanho com quatro, cinco salas, e escolas mais ou menos, lá em Antônio Prado, duas escolas de Antônio Prado, uma com seis salas e outra mais ou menos do tamanho do Colégio São José era o mesmo valor. Ora, como é que pode o mesmo valor? E PPCI em extintores de incêndio, em placas, se no mesmo valor de uma escola de um piso só, com seis salas, e outra com três pisos, enorme? Então pedi uma revisão. A média, a média de PPCI, em 2015, quando nós chegamos a 4ª CRE, era de R$ 7.300,00 para qualquer tipo e tamanho de escola. Levamos isso à Seduc e denunciamos à Seduc. Inclusive, na época, eu pedi para que a CRE fizesse um levantamento de quais outras empresas viessem a fazer PPCI também, porque eu não admitia mais aquelas. Eu queria realmente concorrência. E aqui está a prova daquele trabalho que nós começamos em 2015, quando nós levamos esse problema à Seduc, e a Seduc disse o seguinte: Acabou! Agora serão feitos, por regiões, pacotes com empresas, e nós vamos a fundo agora em todos os levantamentos. Para os senhores terem ideia, das 56 escolas em Caxias do Sul, em 35 escolas foi feito o PPCI em três anos. O total do valor foi R$ 148.000,00, e a média foi R$ 4.799,00, quando antes era R$ 7.300,00. Daquelas 27 que eu encontrei, foram R$ 650.000,00. Em 27. Aqui são, em 35, R$ 148.000,00. Das 27, em 21 era a mesma empresa. Com um detalhe, sempre as que ficavam juntas, eram sempre de uma cidade só da nossa região. Então nós entramos para dizer o quê? Nós vamos mudar isso. E aqui está a média de quanto que baixou esse investimento em PPCI. Esse aqui é o total de investimentos nesses três anos: de R$ 5.278.055,11. Que foram feitas intervenções naquelas 45 escolas, das 56 escolas do estado aqui em Caxias do Sul. Na nossa região, ocorreram mais de 40 milhões correspondentes a 4ª CRE, 40 milhões de investimentos nesses três anos. Detalhe, sem o governo ter um tostão para investir, mas tinha que investir. Também eu gostaria aqui de falar de um projeto que foi lançado pelo governador, no final de 2016, quando nós também levávamos essa situação de que era inadmissível que empresas privadas não pudessem ajudar escolas estaduais. Era inadmissível. E na época, então, o governador Sartori encaminhou um projeto... O tempo aqui é 30 segundos só? É que aqui não está funcionando. O governador Sartori enviou esse projeto à Assembleia Legislativa, chamado “Escola melhor, sociedade melhor”. E aqui estão os dados: 700 escolas, das 2.400, tiveram parcerias com pessoas físicas e jurídicas. Quatrocentas e três pessoas físicas e jurídicas que ofereceram gratuitamente... (Esgotado o tempo regimental.) Presidente, só para terminar. O valor de R$ 2 milhões para essas escolas.
VEREADOR KIKO GIRARDI (PSD): Declaração de Líder à bancada do PSD.
VEREADOR PAULO PÉRICO (PMDB): O que elas ganharam? Absolutamente nada de isenção. Apenas um certificado de serem amigas dessas escolas. E aqui, senhor presidente, eu chamo a atenção, e deixei de falar do Sr. Raul Randon, porque as empresas Randon anualmente, mensalmente ajudam uma escola estadual: Abramo Randon. E é mais um trabalho dessa empresa e dessa família que não teria nenhum compromisso. Mas, este ano, a Maurien, filha do Seu Raul, com os diretores da empresa estavam lá dentro da escola Abramo Randon pintando a escola. Isso, sim, é um trabalho de uma empresa que tem como fundamento a questão da parceria. Em outra oportunidade, eu não vou pedir Declaração de Líder, mas, em outra oportunidade, eu quero falar deste projeto aqui de cooperação que o Estado do Rio Grande do Sul fez com oito universidades do Rio Grande do Sul para os cursos de engenharia. Obrigado, senhor presidente; obrigado senhoras e senhores vereadores.
 
Parla Vox Taquigrafia
VEREADOR EDI CARLOS (PSB): Senhor presidente, senhoras e senhores vereadores. Quero cumprimentar a todos que nos assistem aqui nesta Casa no dia de hoje; senhores vereadores, senhoras vereadoras. Poderia usar o meu espaço de hoje para falar sobre diversos acontecimentos, como um dos que já foi falado pelos vereadores aqui e também já foi proposto um voto de toda esta Casa aqui, então, pelo falecimento do senhor Raul Randon. Então, que já foi falado. Mas poderia também usar esta tribuna para falar hoje a não vinda do senhor prefeito, ontem, na sala das Comissões. Poderia falar de diversos outros assuntos. Poderia falar também da BR-116, senhor presidente, que um tema que está aí no dia a dia nosso. Hoje temos o projeto também, votar sobre a farmácia do Ipam – poderia falar, mas temos tempo depois. Quero dizer que, sobre a BR-116, eu já tinha dito que iniciariam as obras nesta segunda-feira, no dia de ontem, mas o ministro do Transporte estará em Caxias na próxima segunda-feira assinando a ordem de início, então, da BR-116, da duplicação daquele trecho sentido Imigrantes a Galópolis. Então deixarei para falar na próxima semana. Poderia falar também, vereadores, sobre o PAI, o Programa de Asfaltamento do Interior, que é um programa que vai beneficiar muito a nossa cidade. Nós temos aí, nos últimos dias, falando em todas as obras que vão ser feitas, que, certamente, ajudará, beneficiará a nossa cidade na área rural. Também quero dizer que, nesse projeto, também nós temos lá uma rótula, aprovada aqui por esta Casa, aprovada no Dnit, uma rótula de acesso à região Planalto e à Vila Ipiranga. Então quero dizer que vou tentar marcar uma visita com o nosso secretário do Planejamento ainda para esta semana para eu pedir informações para ele sobre essa rótula, esse projeto aprovado nesta Casa e aprovado também pelo Dnit. Também poderia falar aqui, vereador Kiko, um tema que eu trago muito, que são as melhorias no Valão. Quero dizer que o secretário de Obras estará amanhã, às 13 horas da tarde, lá no campinho do Planalto – nós vamos nos encontrar e nós vamos fazer mais uma vistoria. Vereador Adiló, volto à cobrança de novo lá na Vila Mari, daquele processo lá onde nós temos uma galeria – vejam bem, senhores – onde ainda está a céu aberto, e nós queremos fazer galeria. Onde tem uma galeria lá na Vila Mari, nós estamos com um problema. Então, no dia de amanhã, nós vamos lá fazer uma vistoria junto ao secretário de Obras. Mas eu queria cumprimentar aqui, senhor presidente, primeiro o nosso presidente da UAB, Valdir Walter, que está aqui acompanhando hoje; presidente do Bairro São Salvador, o Edson Stecanela, um amigo nosso aí de muitos anos, um lutador, um batalhador. E eu sou aqui uma testemunha do... Que, quando o Paulo Dahmer, o secretário Paulo Dahmer, do Planejamento, junto com o Edson, o presidente do Bairro, o Edson Stecanela, do São Salvador, iniciaram as tratativas dessa grande obra, que é chamada de Radial Sudoeste. É uma obra que beneficiará muitas comunidades, muitos bairros, lá naquela região próxima ao São Caetano. Quero, então, dizer senhor presidente, que a continuidade das obras do Sudoeste, via que servirá como alternativa de deslocamento para moradores dos bairros da Zona Sul de Caxias até a área Central. A construção... Eu vou mostrar, depois, umas fotos aqui, justamente desse local ali que está em andamento, então, a construção do viaduto com 286m de extensão, que vai fazer uma ligação entre a Rua Sepé Tiaraju, próximo ao Residencial Bonalume, e a Rua João da Costa, então, no Bairro São Salvador, da região da Esplanada, região do São Caetano. A primeira etapa, o ano de 2015, finalizado 2015, contemplou a reformulação do entroncamento da Rua Antônio Gaterman, próximo ao escritório da Pedreira do Guerra. Um custo de R$ 711,5 mil. Então, senhor presidente, aqui tem umas fotos, então, que ontem eu estive lá acompanhando o presidente do Bairro, o Edson Stecanela, e nós tiramos umas fotos. A obra está em andamento, a obra está andando. Conforme dizem os representantes da empresa Serrana. Diz que, nos próximos 30 dias aí vai ser levantadas as vigas que estão sendo construídas. Está sendo construído lá no local, por eles mesmos, pela própria empresa. Têm várias lá prontas já, que dentro de aproximadamente, 30, 60 dias, o viaduto estará, vereador-presidente Edson, praticamente, concluída. Então, quero dizer que um trabalho que feito na administração passada, uma luta, foi feito um financiamento. Então, que hoje continua. Isso para nós – nós que estamos aqui acompanhando, que queremos o desenvolvimento de todas as regiões de nossa cidade –, é uma alegria muito grande ver que a obra continua andando, que a obra está... (Falha no microfone) a todo vapor. Tivemos também um problema, no ano de 2016, que era a desapropriação de uma ou duas residências lá, mas foi solucionada hoje. A obra está pronta para trabalhar. Quero dizer, então, que essa obra, a radial sudoeste, terá cerca de 2,5 Km de extensão, ligando a estrada São Marcos da Linha Feijó à Avenida Rio Branco, passando por diversas ruas do Bairro São Caetano, Kayser, Esplanada e Rio Branco. A via é necessária devido ao fluxo intenso e servirá como ocupação de caminho para os motoristas, aliviando o trânsito das perimetrais e também aliviando o trânsito da Avenida Bom Pastor, que ali, todos os dias, também é um gargalo que nós temos em nossa cidade, a Avenida Bom Pastor, pelo alto fluxo de veículos. Senhor presidente, continuaremos acompanhando essas obras e tantas outras que eu já tenho falado aqui, algumas em andamento, outras ainda não. Mas quero dizer que essa é uma obra que servirá, ajudará muito a região da nossa cidade. Senhor presidente, nós não temos o nosso tempo marcando aqui, mas... Três minutos ainda. Então quero aproveitar meus três minutos também para falar de outro assunto, que, senhor presidente, nós temos uma reclamação... Eu acho que nós que trabalhamos em bairros direito, diversos vereadores nossos aqui que lutam, que defendem a região, defendem os bairros, defendem os moradores, que é o caso deste vereador também, que nós tivemos aí uma preocupação muito grande, nos últimos dois, três meses, que foi a troca de lâmpadas. Eu sempre disse que nós, aqui nesta Casa, discutimos projeto político, os projetos que beneficiam toda a nossa cidade, mas nós que moramos lá no bairro também somos responsáveis. Este vereador é responsável também por serviços pequenos lá, no dia a dia, da nossa comunidade. E a troca de lâmpadas, gente, qual é o pai ou a mãe que tem um filho que chega em casa de noite, depois do trabalho, depois da escola, depois da faculdade que não tem uma grande preocupação com as lâmpadas queimadas? Então essa preocupação que os pais têm, que os moradores têm, este vereador também tem: a troca de lâmpadas. Quero dizer que, nos últimos dias, nos últimos meses aí, a cobrança foi muito grande por parte dos moradores, mas nós, naquela ocasião, dizia que a prefeitura estava em um processo de licitação, inclusive de lâmpadas, então a prefeitura estava sem lâmpadas para fazer a troca. Independente de por que faltou ou por que não faltou, não é o que eu venho falar hoje. Eu estou aqui dizendo que a prefeitura, o município, por meio de uma licitação, finalizou o processo de aquisição de materiais relacionados à melhoria e conserto na iluminação pública das áreas urbanas e rural da nossa cidade. Vereador Kiko, então, o total da licitação foi R$ 2.274,00. O contrato então é responsabilidade da Secretaria de Obras e a troca das lâmpadas também, estão incluídos, então, materiais elétricos, equipamentos relacionados à rede de iluminação, como: lâmpadas, que é o que eu estou falando agora, fios, cabos e reatores que são utilizados. Então quero dizer, senhor presidente, a empresa ganhadora da licitação, a Empresa Canci & Machado Instalações Ltda, então, que fez a menor proposta. Então, no valor de R$ 2.773,00. Então, conforme contato com a secretaria de ontem, nos passaram que as lâmpadas já chegaram, os produtos elétricos já estão na secretaria, já começaram a fazer as trocas. E eu quero, então, mais aqui, no caso, informação. Dizer a todas aquelas pessoas que estão nos cobrando, cobrando de todos nós vereadores aqui, de todas as regiões que, nos próximos dias, vai ser normalizado então a troca de lâmpadas em toda a nossa cidade. Volto a dizer mais uma vez, senhores vereadores, a quem nos assiste,  que essa troca de lâmpada é uma preocupação dos moradores e também uma preocupação deste vereador. Senhor presidente, por hoje era isso.

 

Parla Vox Taquigrafia
VEREADOR KIKO GIRARDI (PSD): Bom dia, presidente. Bom dia, caros colegas vereadores e vereadoras. Bom dia a quem está aqui presente, quem está nos assistindo. Primeiramente, falar sobre a passagem, a morte do Sr. Raul Randon, porque quando eu vim, em 84, para Caxias do Sul, eu vim para trabalhar direto nas empresas Randon. Aquela época quando tinha algum familiar trabalhando, eu tinha o meu falecido pai, vários parentes que tenho ainda até hoje na empresa. Quem de nós que não tem ou não teve quem trabalhasse na Randon ou trabalha ou também na Marcopolo aqui? Então naquela época, em 84, quando vinham pessoas de fora da cidade de Caxias do Sul, eles pegavam para trabalhar mesmo que não tivesse alguma formação, ou algum diploma, algum curso. Eles pegavam muito as pessoas de fora, porque eles acreditavam que a mão de obra de quem viesse de fora, como Caxias do Sul é formada por pessoas de várias localidades do estado do Rio Grande do Sul e de fora, são pessoas que vêm para trabalhar. E, de fato, Caxias do Sul é um povo trabalhador, é um povo que luta dia a dia para ter o sustento. Então fica aqui também a minha tristeza. O meu voto de pesar fica aqui, a minha consideração à família Randon, porque eu tenho ainda familiares que trabalham lá e tem que ter esse respeito. Estava aqui o vereador, professor Paulo Périco, falando das escolas, do investimento. Hoje eu tenho, professor, o vice-governador que é do meu partido. Aqui não estou criticando a postura do vice ou do governador, mas criticando a postura que está acontecendo hoje dentro da 4ª CRE que eu não vejo solução do problema sério, grave que existe no Victório Webber lá no Bairro Serrano. Há anos nós temos já condenada uma obra entre o meio as outras obras que tem no colégio onde já poderia ter sido derrubada, onde eu sei que o senhor, professor – chamo de professor por causa do respeito que eu tenho a vossa pessoa – também se empenhou. E, devido à burocracia, estão lá hoje correndo risco as crianças de serem picadas, serem mordidas por bichos peçonhentos, e não se tem a liberação, não se tem um projeto para que seja derrubado. Então a preocupação está aqui. Nós temos também a parte da frente que tem que ser demolida e nós temos a parte nova que está atrás, escondida, onde ninguém percebe que temos um espaço novo para que os alunos possam ser bem atendidos e tenham segurança para estudar. Então fica aqui, professor, a minha reclamação. Ontem falei com o engenheiro. Segundo informação, está havendo a licitação para que seja demolido, já que a comunidade não pode vir por conta própria destruir essa área. Estamos preocupados também, ontem falando com a direção da escola, porque estão diminuindo devido à discriminação da nossa escola Victório Webber, estão diminuindo as matrículas naquela escola.  Estamos tentando junto a 4ª CRE e junto com a Secretaria da Educação, vamos agendar uma reunião para que faça um convênio com o município. Nós temos a escola José Protázio onde vem ceder alunos do ensino médio para a Victório Webber. Então estamos agendando a reunião e espero que isso se concretize, que não se venha a perder tudo que foi construído de novo e aquela obra velha que seja demolida o quanto antes, enquanto não aconteça algum desastre. Ontem, à noite, vereadora Paula e vereador Velocino Uez, com certeza vão falar também, estive junto aos colegas vereadores, junto à Comissão em Defesa da Violência, junto à Comissão da Agricultura em Vila Oliva participando de uma audiência pública sobre segurança. A gente percebe quando vai, nós, vereadores quando tem o Programa Câmara Vai aos Bairros, quando tem audiência pública, o descrédito da população, o desânimo quanto às autoridades. Eles vão, reclamam, expõem as suas ideias, expõem suas dificuldades, nos cobram, mas a gente percebe nitidamente o desânimo e a desconfiança deles, porque as pessoas querem que vá lá tanto a Brigada, como a Guarda.
VEREADOR ARLINDO BANDEIRA (PP): Um aparte, vereador?
VEREADOR KIKO GIRARDI (PSD): Que o vereador chegue e diga para eles: A partir de hoje, vai ter policiamento. A partir de hoje, vai ter segurança. A partir de hoje, vai ter uma escola nova. E isso, infelizmente, não tem como. Mas tem que ressaltar que as lideranças comunitárias estão fazendo a diferença. Ontem, lá foram vários presidentes, dois ou três presidentes de Amobs aqui da cidade de Caxias do Sul, do interior mostrando para eles que as lideranças comunitárias têm o seu valor, têm que ser respeitadas. Porque eles estão tomando a frente e trazendo o povo, a comunidade junto para que seja implantado um modelo novo de (ininteligível) segurança. Não podemos ficar esperando pelo Poder Público. A segurança parte, como foi dito ontem lá, da própria comunidade. Nós não podemos ser só vítimas; nós temos que fazer parte desse processo. Tem que fazer parte, tem que começar dentro dos nossos bairros. E ontem eu fiquei muito feliz quando vi aquelas pessoas, líderes comunitários, passando aquele conhecimento, aquela vivência que eles têm para que nós, líderes comunitários, possamos também começar dessa forma a implantar nos nossos bairros, para nós termos melhor segurança. Vereador Velocino.
VEREADOR VELOCINO UEZ (PDT): Agradeço, Kiko, pelo aparte. Como você bem frisou, ontem, a gente viu a apreensão da comunidade talvez que os órgãos públicos levassem lá, a curto prazo, uma alternativa. Mas a gente sabe, a todo momento, a gente discute que isso é quase impossível. Temos que relatar, eu sempre digo que, em 85, nós tínhamos o mesmo efetivo que temos hoje, uma cidade que praticamente triplicou. Mas fazer um agradecimento especial àquelas pessoas, Cinquentenário, Colina Sorriso, Galópolis, enfim, que se disponibilizaram a vir lá voluntariamente colocar para aquela comunidade que é possível, sim, melhorar e muito, mas tem que haver o envolvimento da população. Muitas vezes, a população não relata, enfim, teme represália, muitas vezes não é denunciado o delito, e isso só prejudica a comunidade. Então, mais do que nunca, os órgãos públicos, sim, precisam. Nós temos que cobrar a todo momento, mas se não houver o envolvimento da comunidade, que é assim, aquelas que ali estão envolvidas demonstram que é diminuição, nós não vamos chegar a lugar nenhum. O problema de segurança, hoje, é de todos, para que a gente possa diminuir. E aquela comunidade, eu tenho certeza, diante daquilo que foi mostrado...
VEREADOR RICARDO DANELUZ (PDT): Peço um aparte, vereador.
VEREADOR VELOCINO UEZ (PDT): ... vai aderir também e será contemplado ali na frente, porque eu vejo que o problema que envolve, principalmente o interior, é muito grave, a extensão é muito grande, e se nós esperarmos só dos órgãos públicos, nós nunca vamos atingir a diminuição. Já diminuiu, mas precisamos diminuir mais. Obrigado pelo aparte.
VEREADOR RICARDO DANELUZ (PDT): Bem brevemente, vereador Kiko. Ontem, estivemos lá na comunidade de Vila Oliva, e a gente percebe que, devido à preocupação pela segurança, deu uma grande participação de pessoas lá, eu diria uma das maiores reuniões que já fizemos até hoje. E a gente percebe que as pessoas colocam para fora seus medos, suas angústias, mas eu notei que foi a primeira reunião que teve uma dinâmica um pouco diferente e que propôs que a comunidade começasse a trabalhar e se organizar internamente para trabalhar de forma unida com as forças policiais. A gente sabe que todas aquelas reclamações que ouvimos e que a gente ouve no dia a dia, todas são com razão, que o investimento e segurança é baixo, que é defasado, mas se a comunidade não se unir e não trabalhar em prol da segurança, vai ser pior ainda. Então acho que lá se plantou uma semente ontem, à noite, que vai dar um resultado bom, que já está sendo implantado em outros bairros, em outras localidades, a exemplo de Galópolis, do Cinquentenário e do Colina Sorriso. Então eu pelo menos saí satisfeito e com uma esperança de que, em breve, a gente possa ter uma melhoria na diminuição de assaltos, de furtos, de abigeatos naquela região, devido à organização da comunidade como um todo. Obrigado pela participação e pela parceria, vereador.
VEREADOR KIKO GIRARDI (PSD): Vereador, ficou, como o senhor falou, bem claro que sem envolvimento da comunidade as coisas não acontecem, as coisas não andam. Então uma reunião que durou aproximadamente três horas, e a população estava presente.
VEREADOR ADILÓ DIDOMENICO (PTB): Uma Declaração de Líder, senhor presidente.
VEREADOR KIKO GIRARDI (PSD): Fosse para cobrar, fosse para dar a sua opinião, mas estava presente. Ninguém saiu de lá. Mas vale ressaltar mais uma vez, as lideranças comunitárias tem que ser respeitadas, porque são elas que trazem a população. Somos nós que moramos dentro de uma comunidade que temos a confiança da comunidade. Então nós temos que nos envolver e temos que ser ouvidos pelas autoridades. Era isso, senhor presidente. Muito obrigado.
 
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VEREADOR ARLINDO BANDEIRA (PP): Senhor presidente, senhoras e senhores vereadores. Cumprimentar aqui a todos que estão aqui no plenário. Bem-vindos sempre. Todos que nos acompanham pelo canal 16, no Facebook.  Um bom-dia a todos. Quero aproveitar o gancho do vereador Kiko, da nossa reunião de ontem, da qual participei também em Vila Oliva. Uma bela reunião, vereador Daneluz; vereadora Paula, que estava presente; o vereador Uez; Kiko. Lá na região de Vila Oliva. É uma região que é muito baixa, e a dificuldade da telefonia é enorme. Na reunião de ontem muitos conhecidos nos procuraram, muitos moradores lá. Eu conheço praticamente todos, vereador Daneluz, também como V. Exa., de Vila Oliva. Os moradores, como falou o vereador Kiko, estão desanimados com os políticos. Nessa reunião, inclusive, que nós estávamos lá. “Vereador, mais uma vez vocês estão aí, mas vão resolver o problema?” Mas estamos aí, cabe a cada comissão fazer o seu trabalho. Estou acompanhando. Não faço parte da comissão, mas estou acompanhando de perto os trabalhos. Mas vamos tentar fazer o melhor. E neste momento...
VEREADORA PAULA IORIS (PSDB): Um aparte, vereador Bandeira.
VEREADOR ARLINDO BANDEIRA (PP): Também falaram, nessa reunião, tantas coisas. Como lideranças colocaram para a nossa população, como grupo de WhatsApp, para eles montarem, para terem parcerias com os vizinhos. O vizinho, daqui a pouco, é mais principal que um policial, que um segurança. Escutei muitas coisas boas. Mas também, gostaria também de ter falado lá, mas como não fui convidado também, com todo respeito também à presidente da Comissão, gostaria muito por causa, como presidente da Frente Parlamentar da Telefonia, vereadora Denise, gostaria de falar, porque todos são meus conhecidos da região nessa questão da telefonia. E o principal do meio de criar grupos de WhatsApp e “coisarada”, não pega. E tanto trabalho que a gente trabalha, a gente tem responsabilidade, sim, a gente se preocupa com essa questão. Inclusive, agora a gente mandou um projeto para o prefeito, para sensibilizar a colocação de antenas na nossa região de Caxias do Sul para que essa nossa telefonia fique boa e funcione. Então gostaria de ter falado porque, quando eu saí da reunião, vereadora Paula, muita gente me perguntando: “Mas, Bandeira, falam tanto em grupos e...”. É a questão. Eu queria ter falado inclusive nessa questão, que a gente está batalhando firme. Inclusive, até agora, infelizmente não conseguimos ter a telefonia de qualidade. Lá não pega celular. Como é que vamos montar grupos, meus colegas? Como é que vão montar grupos? Então gostaria também de dizer que a gente está... À população não consegui falar, àquela população, que a gente está batalhando, sim, para ter, conseguir fazer esses grupos, mas que funcione. Senão a gente fica a desejar. Assim, na sequência, quem fica prejudicada é a zona rural. Mas foi uma bela reunião. Agradeço aos meus colegas também que participaram e àquele povo que participou lá. A gente agradece. Vereadora.
VEREADORA PAULA IORIS (PSDB): Vereador Bandeira, em dado momento a gente deu, lá na reunião, o retorno da nossa reunião, a qual o senhor estava presente também, no Ministério Público, de ter sido indeferida a nossa solicitação em relação ao sinal. Conversando com o pessoal que mora lá, nas residências existe o recurso da internet. Então não é de se desconsiderar os grupos de WhatsApp. Inclusive, pessoas que estavam lá referiram que estavam recebendo mensagens de Caxias. Em relação a sua palavra, em dado momento, eu conversei com o vereador Kiko, se queria ter a palavra e lhe procurei e não o vi. Não teria nenhum problema o senhor ter falado também, muito pelo contrário. (Manifestação sem uso do microfone) É, só era só tu teres pedido. Pelo amor de Deus! A gente estava lá todos juntos. E o vereador Daneluz comentou de ter sido em um formato diferente. Então eu gostaria de compartilhar e parabenizar a Casa, que a TV filmou toda a audiência e ela será televisionada na sexta de manhã – não é, vereador Alberto... Presidente Alberto? Então estará à disposição de todos. Porque eu acho que é uma iniciativa bem importante para que a população saiba do nosso trabalho, além das sessões, do trabalho que a gente faz em relação às comissões. Era isso. Obrigada.
VEREADOR ARLINDO BANDEIRA (PP): Obrigado, vereadora Paula. E parabéns por sua bela condução, faz um belo trabalho. E não é uma crítica, vereadora Paula, é apenas uma constatação. Que o povo, inclusive, veio me... “Mas Bandeira, tu não se manifestou!” Uns quantos na saída lá. Tranquilo, eles têm... Cada comissão tem uma regra também e tem que respeitar. É isso. Dito isso, senhor presidente, tenho mais um assunto aqui, então, da semana passada, que eu participei, então, do Gabinete Itinerante do prefeito Guerra, lá em Vila Cristina. E para a minha surpresa, colegas, o salão lotado. Eu achei que ia dar meia dúzia. Muitas vezes, nas reuniões em nosso interior, comparecem lá 50, 60 pessoas, 20. Mas lotado, acho que tinha em torno de 300 pessoas. Fiquei até surpreso de tanta população que tinha naquele local, Vila Cristina. Salão lotado e mais um pouco para o lado de fora ainda. Enfim, dito isso... Lá foram colocadas muitas coisas, achei até interessante esse Gabinete Itinerante do prefeito Guerra. Aqui não é porque, a gente que é... Muita gente diz que fica ao lado dele, disso... A gente faz, cobra o que a população precisa e a gente tem que estar do lado da população. Então eu tenho que deixar bem claro isso. E percebi, sim, que tantas coisas que foram colocadas lá são coisas, inclusive, deste vereador, que tem o protocolo desde 2009. Inclusive, quero citar aqui um exemplo de uma creche, colegas vereadores, de uma creche que a gente está batalhando, desde quando eu entrei aqui em 2009, vereador Rafael Bueno, cobrando essa creche. E agora, foi dito lá que irá sair a creche. Então fiquei feliz, contente. Eu não quero... Eu sempre digo aqui, eu não quero ser o pai da criança, mas também ficarei contemplado, porque batalhamos firme junto com o posto Fagundes, com reuniões, enfim, tantas manifestações que foram feitas sobre essa [Ininteligível]. E agora vai sair essa creche. Então, como foi falado em roçadas, foi falado em muro. Aquele muro de contenção, irá ser feito também um muro, meus colegas. Vereador Uez, que eu acho que conhece muito aquela parte. Um lugar... Que desmoronou... Foi...
VEREADOR VELOCINO UEZ (PDT): Me permite um pequeno aparte?
VEREADOR ARLINDO BANDEIRA (PP): Ocorreu um desmorão... Um des-mo-ro-na-mento na região, e muito grande. (Palmas) Não foi fácil, mas deu certo – não é? É isso aí. Obrigado pela vibração. Desmoronamento naquele local. (Palmas) E irá ser feito. E é uma obra caríssima, irá ficar, inclusive, fechada a rua; inclusive, irá criar um problema aí, daqui a pouco. Não um problema, mas, daqui a pouco, muitos dias irá ficar fechado. Agora, ainda mais, contra o inverno, porque é um trabalho grandioso. Então foi dito que irá ser feito isso também. Como o asfalto também, que foi citado, de Santa Lúcia à Vila Cristina. Também fiquei feliz pela... Foi colocado, pela população, que irá sair o asfalto. E não é só o vereador Bandeira ou aqui... E nós que ganhamos, toda a cidade ganha com esse asfalto. Irá ser – como se fala aqui – muito em turismo. Irá ser contemplado o turismo, porque vai pegar aqui em Vila Cristina e irá sair lá na Rota do Sol, que vai para a praia. Então irá ficar contemplado. Além das nossas produções, que nós temos na nossa região. E ontem, vereador Velocino Uez – já te concedo o aparte –, eu saí, então, com o subprefeito de Vila Cristina, e foi falado na roçada. Inclusive, a roçada, eu já pedi um trator novo. Também não quero ser o pai da criança, mas tem o registro de protocolo, inclusive da administração anterior. E agora veio um trator novo, pela roçada em nossa região. Então irá ser contempladas as roçadas, sim. O subprefeito, inclusive, o Francis Paulo, me colocou que irá... Está sendo feito e já vai ser ampliado e vão ser feitas todas as roçadas que, realmente, está avançado demais. E o vereador, e o subprefeito Francis Paulo é um parceirão. Eu quero agradecer ele, porque, ontem, inclusive nós saímos lá na região de Água Azul, para o lado de Santa Lúcia um pouco – quem não conhece Água Azul é passando um pouco, à esquerda –, o transporte escolar não está entrando por causa da rua estreita, meu nobre presidente, e eles querem só apenas um alargamento, um lugar para manobrar o ônibus, não é... É simples! E o subprefeito falou que vai fazer, que vai dar uma atenção para aquele alargamento daquela... (Esgotado o tempo regimental.) Então, agradeço o subprefeito de Vila Cristina pela parceria, sempre atento com as demandas, inclusive, outros... A tubulação que irá ser feita em Santa Lúcia, duas tubulações que, há muito tempo, deverá ser feita, ele vai também concluir essas tubulações que geram, muitas vezes, transtorno. Era isso, senhor presidente, meu muito obrigado.
 
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VEREADOR ADILÓ DIDOMENICO (PTB): Senhor presidente, senhoras e senhores vereadores, pessoal que nos acompanha aqui do plenário e também através da TV Câmara, em redes sociais, enfim, o nosso cumprimento a todos. Eu pedi a palavra, senhor presidente, para nós falarmos um pouquinho mais desta figura emblemática, carismática que foi o Seu Raul Randon. Mas, antes disso, eu quero apenas uma notícia que chega aqui recente: Casos investigados pela carne fraca não trazem risco à saúde pública, diz BRF. E outra reportagem de São Paulo: Carne Fraca, quatro fábricas da BRF fraudavam laudos de salmonela para exportação. Então, eu só quero trazer à reflexão, porque essa, essa portaria, essa lei que felizmente o governo Sartori prorrogou para 2019, junho de 2019, criando um grupo de trabalho para criar uma legislação que atenda os interesses da saúde pública, mas que não acabe com açougue, com o pequeno e o médio varejo. E essa lei, na época, quando surgiu, por nada não foi apelidada pela população de lei JBS, de lei Friboi e hoje está provado. Quer dizer, a venda da carne embalada, embandejada, acabando com a tradição do gaúcho, do catarinense, do paranaense, esses técnicos desses grandes conglomerados aí conseguiram fazer a cabeça dos técnicos da saúde dos quatro estados. Felizmente, Paraná e Santa Catarina se deram conta da fria que embarcaram. Apenas, o Rio Grande do Sul ainda teima e insiste em querer aplacar esta nova portaria absurda que diz respeito. Então aqui mostra que não há garantia nenhuma. Tinha, por trás, sim, uma grande jogada econômica contrariando os interesses do consumidor e, especialmente, do pequeno e médio varejista. Mas, senhor presidente, eu... Deixar de lado esse assunto que isso aí só nos entristece e dizer que, forma muito consternada, a população de Caxias do Sul se despediu ontem de um ícone, de um símbolo daquilo que representa junto com Paulo Bellini, Valter Gomes Pinto e tantos outros empresários que já nos deixaram, Francisco Stédile, o verdadeiro DNA dessa cidade, é o verdadeiro DNA da garra do povo desta cidade que se construiu com tantos migrantes que para cá vieram e que fizeram de Caxias aquilo que ela é hoje. E o Seu Raul Randon sintetiza muito bem. Eu quero cumprimentar a direção desta Casa, especialmente o presidente Alberto Meneguzzi, por fazer esta justa homenagem em nome de todo o Poder Legislativo – funcionários, servidores, vereadores. O Poder Legislativo de Caxias do Sul se curva e presta uma homenagem a Raul Randon por tudo que ele representou e vai representar, seguramente, o nome Randon para Caxias do Sul. E eu quero relatar um pouco da história, ainda quando menino, que eu ouvi falar da Randon. Meu pai adquiriu um Alfa Romeo, se não me engano em Curitiba, que era a agência mais próxima que tinha, já que eles tinham negócio no oeste de Santa Catarina, numa localidade chamada Riqueza, município de Mundaí, à época, hoje é município e precisava do caminhão para transportar cereais para São Paulo, para o Rio, para Porto Alegre e também madeira que, na época, começa uma extração de madeira nativa em grande escala. E ao adquirir o caminhão lá em Curitiba, o pessoal dizia: olha em Caxias do Sul tem uma mecânica que está adaptando o terceiro eixo. Dá uma olhada lá que talvez seja algo interessante. Olha bem, 1958, Caxias não era rota para nada. Quem vinha de Santa Catarina para Porto Alegre, Farroupilha, Nova Milano, Alto Feliz, São Sebastião, Porto Alegre. Esse era o caminho. Vinha por Guaporé, por aquela região ali do Passo das Antas, Ferradura, por Cotiporã, quer dizer, uma verdadeira maratona, mas Caxias não era caminho. Quando eles vinham do oeste catarinense para São Paulo, Rio, subiam por Santa Catarina, Palmas, Joaçaba, Palmas, Lages, enfim, por aquelas rotas a São Paulo. Caxias era uma cidade desconhecida e pequena. E aí o meu pai descobriu Caxias do Sul, veio aqui colocar o terceiro eixo e o Amalcaburio, que também era uma pequena empresa na época, fez o alongamento da cabine, aquilo virou um verdadeiro apartamento com duas confortáveis camas, isso era Caxias do Sul em 1958. E essa pequena mecânica dos irmãos Hercílio e Raul Randon começou a puxar gente de todos os rincões para Caxias do Sul para colocar esse tal de terceiro eixo. Eu me recordo quando menino, tinha seis anos de idade, chegou o caminhão, veio gente de tudo que foi toca lá das colônias para ver essa inovação. Primeiro lugar, um Alfa Romeo no meio daquelas bibocas com terceiro eixo, com uma cabine que era uma verdadeira casa de moradia e aí se começou a falar em Randon, Randon-Caxias. E aí o meu pai descobriu, meus tios e começaram a vender e venderam muita madeira de lei para a Randon para vender as carrocerias, e Caxias passou a ser rota...
VEREADOR VELOCINO UEZ (PDT): Um pequeno aparte?
VEREADOR ADILÓ DIDOMENICO (PTB): Já lhe concedo. Para vender madeira, comprar ferro, para levar para as ferrarias de lá. Então Caxias passou a ser uma rota interessante para o oeste catarinense. E quis o destino que, em 1969, vindo junto aqui entregar madeira com os meus tios, eu descobri que aqui tinha muito emprego e foi o que me trouxe para vir procurar emprego e estudo em Caxias do Sul, já que lá nós não tínhamos as mínimas condições. Então o Sr. Raul Randon, hoje, ele representa esta imagem que a família Randon, a marca Randon, junto com Marcopolo, com a Amalcaburio, com Fras-Le, com a Agrale projetou Caxias do Sul para o resto do país e do mundo. E o Seu Raul Randon foi um ser humano diferenciado, com todos os projetos sociais que ele fez. Uma pessoa que gostava, amava Caxias do Sul. Quantas vezes hostilizado, ofendido, magoado pelas lutas sindicais passando do limite, ele nunca se revoltou e nunca abandonou Caxias. Então nós temos que, hoje, refletir muito o que Caxias deve para Raul Randon, para esse cidadão que, por amor a Caxias, fez tanto aqui e projetou esse nome tão longe, para tantos rincões. E junto com ele se criou centenas de pequenas empresas satélites, junto com a Randon, com a Marcopolo, com a Agrale e tantas outras. Então o nosso carinho, o nosso respeito, saudosa memória e tenho certeza que uma pessoa que cumpriu a missão da forma que o Seu Raul Randon, ele tem a sua consciência em paz e retorna ao plano espiritual levando consigo toda essa bagagem de amor, de dedicação por nossa cidade. O seu aparte, vereador Velocino.
VEREADOR VELOCINO UEZ (PDT): Obrigado, vereador. Parabenizar por trazer todo esse histórico, e o nosso reconhecimento também no setor da agricultura, porque quem é que não conhece, não ouviu falar dos queijos fabricados por Raul Randon, produção de maçã, enfim, até vinho. Raul Randon deixou uma imagem de que é possível ter poder, mas com humildade. Então que esse exemplo sirva para proliferar neste País afora. O mundo seria muito melhor se tirasse como exemplo uma personalidade que deixou história em todos os setores, mas acima de tudo o que mais destaca é a humildade desse cidadão. Obrigado, vereador. 
VEREADOR ADILÓ DIDOMENICO (PTB): Obrigado, vereador Velocino. Seu aparte, vereadora Paula.
VEREADORA PAULA IORIS (PSDB): Vereador, parabéns por trazer. O Seu Raul merece. E eu queria compartilhar sentimentos de ontem, durante a cerimônia, que estávamos juntos – não é, presidente Alberto? – que dava um misto de estar órfão pela pessoa que ele representa e, ao mesmo tempo, o aumento da responsabilidade que sobra para nós, que quem tem mais de 20 não é, sei lá, não sei onde eu coloco o corte, tem a responsabilidade de tocar. E nós, como figuras públicas, como autoridades desta cidade, então, esse misto de sentimentos de estar órfão e, ao mesmo tempo, de quanta responsabilidade para a gente dar um jeito na nossa cidade. Muito obrigada, vereador.
VEREADOR ADILÓ DIDOMENICO (PTB): Obrigado, vereadora Paula. Então dizer que nós temos certeza que nas mãos dos seus filhos, o David, o Daniel, o Alexandre, a Maurien, a empresa está em boas mãos, e de tantos colaboradores e diretores que, hoje, compõem as forças da marca Randon, ela estará seguramente em boas mãos. É isso, senhor presidente. Muito obrigado.
 
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VEREADOR RENATO OLIVEIRA (PCdoB): Senhor presidente, senhoras vereadoras e senhores vereadores. Eu acredito que, sempre que o município anuncia obras, nós sempre gostamos que anuncie obras, não é? Hoje à noite, a vereadora Denise está convidando os membros da Comissão de Direitos Humanos, sobre uma audiência praticamente, uma audiência pública, uma reunião aberta aqui na Casa sobre a questão do Vale Verde, que as pessoas terão, quase 200 famílias, reintegração de posse. Mas o que eu quero dizer com isso? O município está fazendo aqui o recapeamento da Montaury, numa faixa que eu passo todo dia. Nunca vi problema nenhum nessa rua, nenhum dia. Uma rua que a gente sabe que a Codeca precisa fazer serviços. Mas assim, num trecho totalmente bom. E mostrando a organização do governo, a organização do governo, o Fórum estava de recesso, a escola de férias. Quando o Fórum volta a trabalhar, quando as férias da gurizada começa, começa a obra. Isso é inadmissível, a gente saber que o governo planeja dessa forma. Então eu vejo que esse recapeamento, o recapeamento aqui nesse trecho... Ontem à tarde, quando passei por ali, era a poeirada na gurizada. Hoje de manhã a poeira. Então assim, só esperar, só esperar voltar às aulas. O trecho está, além do trânsito, um caos. Mas assim, se tivesse uma necessidade, tem que fazer uma drenagem, fazer alguma coisa, a gente entende. Não. É só para... É em direção ao Fórum, em direção à escola. Então, a nossa preocupação com essa obra, se fosse fazer mesmo, poderia tranquilamente ter feito anteriormente. Mas fazer essa obra no momento, depois que começaram as aulas? Começou junto com as aulas, começou junto com o Fórum. Mesmo que, vereador Adiló, que a Codeca precise de verbas, eu acho que tinham outras tantas ruas que precisam ser feitas. Esse recapeamento, no meu modo de ver, é um recapeamento desnecessário. Foi só para fazer algum trechinho aqui no centro da cidade. Então esse trechinho que está sendo feito, o investimento que a Codeca vai fazer trazendo todo o maquinário para cá, vai ser, na verdade, até um gasto. Em vez de fazer um investimento para a Codeca. Então vejo com... A gente vê, há um ano e pouco, para saber o que podia fazer, se planejar para fazer isso, fazer gestão. Não, foi feito agora. O governo faz exatamente depois que... Dois meses e meio que... Terminaram as férias das escolas, depois que o Fórum volta a trabalhar. Então, como hoje mesmo, quando passei por ali, aquela poeira, aquele... E o trânsito, além do trânsito ficar um caos. A nossa cidade, a gente sabe que o trânsito tá um caos. Então essa é uma das nossas preocupações. Sabemos que a Codeca precisa de verba, precisa que sejam feitas obras. Mas tantos lugares que precisam do asfalto, ou mesmo a pavimentação, não fazer o que está sendo feito hoje aqui na Montaury, entre... Da 18 do Forte, região sul aqui, em direção ao Fórum. Então essas... Eu vejo totalmente desnecessário esse serviço feito agora, principalmente nesse momento. Então, presidente, para deixar esse registro, que nós... Tantos outros bairros não está sendo feito nem o patrolamento, nem o patrolamento não está sendo feito; agora, se faz um recapeamento de duas quadras aqui no Centro, desnecessário. Porque eu vejo...
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Um aparte, vereador?
VEREADOR RENATO OLIVEIRA (PCdoB): Já de imediato, vereador Rafael.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Não, vereador Renato, o senhor se manifesta fazendo um contraponto. Agora, veja bem como não tem planejamento nenhum. Nós temos a época toda de férias, do período de recesso das escolas, ali no entorno da Montaury, sem nenhuma manutenção da via. Agora voltam as aulas, um caos total no trânsito por causa de meia quadra, como o senhor bem fala. Poxa! Não podiam fazer isso nas férias, enquanto as pessoas estavam... Que bom que fizeram isso, que a obra já estava planejada, já tinha recursos do governo anterior. Agora, espera voltar às aulas, o pessoal voltar do começo das férias, para gerar um caos. Sendo que guardas municipais e fiscais de trânsito poderiam estar nos bairros, em frente a outras escolas, orientando o trânsito. Mas, não. Agora estão tudo lotado ali naquele entorno para dar orientação para o povo. Mais uma vez, falta de planejamento e de visão. Obrigado.
VEREADOR RENATO OLIVEIRA (PCdoB): Obrigado, presidente. Obrigado, vereador Rafael, pelo aparte.
 
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VEREADOR GUSTAVO TOIGO (PDT): Senhor presidente, eu utilizo este espaço para cumprimentar e fazer um elogio ao jornalista Rodrigo Lopes, que assina a coluna Memória, do jornal Pioneiro, hoje, na página 23, deste jornal, e que faz um belo de um resgate histórico acerca da Estátua da Liberdade, localizada na Praça Dante Alighieri do nosso município. Nós tivemos aí o anúncio da vinda da empresa Havan para Caxias do Sul, e também lá, me parece que vamos ter uma réplica da Estátua da Liberdade de Nova York, nos Estados Unidos. Então, acho bem prudente fazer esse resgate da existência já de uma Estátua da Liberdade, que conta também com uma história maravilhosa em nosso município, vereador Adiló. Foi uma obra que foi inaugurada em 1922, face aos 100 anos da Independência do Brasil. E ali juntou, congregou dois gigantes – falava V. Exa. – de Raul Randon, que foi um gigante na área social, na área empreendedora, na área da benemerência... Mas também entendo que nós tivemos gigantes na área da construção civil. E esta Casa teve a sensibilidade, através da vereadora Denise Pessôa, de instituir a Comenda Silvio Toigo de Construção Civil. Porque ele também teve uma importância fundamental na construção, na edificação de prédios históricos, como o Magnabosco, o Cine Ópera, o Recreio da Juventude e tantos outros. Mas a sua primeira obra, vereador Bandeira, foi justamente o pedestal da Estátua da Liberdade, em 1922. O pedestal foi construído, tendo em vista que ele tinha uma expertise de trabalhar as questões de concreto, pelo engenheiro-arquiteto Silvio Toigo. E a estátua, que lá está colocada, feita pelo então Michelangelo Zambelli, junto ao seu atelier. E como são as coisas na vida, não é? Esta Casa, alguns anos atrás, homenageou tanto esse construtor, Silvio Toigo, criando uma comenda especial, também homenageando, com essa mesma comenda, a Dona Irma Zambelli, Irma Bufon Zambelli, à época, quando o ateliê Zambelli completava os seus 100 anos. Então, como é bonito perenizar, reconhecer, fazer toda essa retrospectiva, porque, repito, Caxias do Sul tem uma história muito bonita, em que pese a sua breve existência de 140 anos, mas nós precisamos registrar que, no coração da cidade, hoje, ali pulsa também muita cultura. Pulsa a figura de Dante Alighieri, agora, acompanhado da sua querida Beatriz, que era a sua amada, e foi perenizada em uma grande escultura, agora, em bronze. Nós temos obras importantes como também a obra da mulher, de Bruno Segalla. Nós temos aí o busto de Duque de Caxias em frente à Catedral. Então, tenho certeza que a Praça Dante conta muita história. Ali foram realizados inúmeros eventos, inúmeras circunstâncias importantes para Caxias do Sul se decidiu ali; muitos comícios importantes, enfim, palco dos desfiles da Festa da Uva. Então dizer, elogiar, o belo trabalho que o Rodrigo Lopes fez resgatando essa história. Entendo que o jornalismo também serve para isso, para educar a nossa sociedade. E, quando ele faz essa investigação, quando ele adentra nas minúcias educacionais, culturais, eu tenho certeza que o Parlamento precisa reconhecer também esse aspecto. Nós tivemos gigantes no município na área da arte, das esculturas. Nós tivemos gente importante na área esportiva, ícones importantes que saíram de Caxias do Sul que galgaram muitos postos na área da política, tanto no Senado Federal, nos governos estaduais, nos ministérios, nas assembleias, no Congresso Nacional. Nós temos aí o grande José Clemente Pozenato, que é um escritor que muito bem representa toda a efeméride da imigração italiana e que levou – assim como Raul Randon levou Caxias do Sul para o Brasil, para o mundo –, também o nosso amigo Pozenato, através do Quatrilho, levou para além fronteiras a história da grande imigração italiana também do gauchismo, do tradicionalismo, do tropeirismo, que nós temos em abundância. Então elogiar, mais uma vez, por fim, esse resgate cultural e histórico que o jornalista Rodrigo Lopes fez hoje na página Memória do Pioneiro. Dizer que é muito importante, com certeza, ainda era desconhecido de muitas pessoas de nossa cidade. Então rememora e relembra bem um fato histórico e que, logo, logo, agora no ano de 2022, estaremos novamente comemorando os 200 anos da Independência. E, tenho certeza, que a nossa administração deve também participar, efetivamente, lembrando os verdadeiros atores que, à época, tiveram essa sensibilidade de fazer essa história acontecer. Era esse o registro. Muito obrigado, presidente.
 
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VEREADOR VELOCINO UEZ (PDT): Senhor presidente, colegas vereadores e vereadoras, essa fala que farei hoje, enfim, estava inscrito ainda na semana passada e, por falta de espaço, enfim, ceder da hora, não foi possível. Então a Comissão de Agricultura, desde o ano passado, fez uma visita ao antigo gestor e depois, ali adiante, a gente se apresentou – presidida pelo vereador Ricardo, enfim, nós membros, todos juntos –, ao novo gestor. E, depois, de lá para cá, a gente, enfim, esses dias, se reuniu e vislumbrou ali um método de trabalho. E assim a gente chegou no entendimento que deveria sim fazer uma visita no Ceasa para ouvir os agricultores, enfim, ver aqui, ali, o que era possível a gente junto, trabalhar junto, para que se haja lá um entendimento melhor. E, naquele momento, há dias atrás, se ouviu uma conturbação quanto aos espaços lá, as famosas pedras. Esses espaços, desde o início do Ceasa, que eu também lá participava, enfim, trabalhei lá dentro, é um espaço que vem, ao longo dos anos, conquistado pelos agricultores, para quem não conhece, e que assim ali constituíram aquele espaço junto que criou uma credibilidade, tanto ele como vereador como do comprador, que já sabe aonde enfim se encontra aquele produtor. E dito pela direção do Ceasa, enfim, agricultura, que existe uma lei maior que, a cada cinco anos, esse espaço tenha que ser, enfim, passa por um processo de sorteio. Todas as Ceasas do Brasil passam por isso e eu não vi nenhuma fazer isso, por quê? Porque ninguém ganha com isso. Porque só se cria um atrito entre os agricultores que assim têm os seus espaços há muitos anos e creio, sim, que a alternativa seria criar novos espaços e oferecer. Talvez seja legítimo que os novos que ali chegam queiram se constituir num espaço, mas o critério acredito que mesmo que diga que existe uma lei maior que eu desconheço, que isso não leva a lugar nenhum e novamente reforço. Quando não se pode oferecer algo, que não se atrapalhe, porque enfim os jornais mostraram durante essa semana, naquilo que eu dizia ali atrás, imagine se no setor da agricultura tivesse uma crise como na indústria o que seria de nós. Os jornais mostraram isso, que o aquecimento do país melhorou baseado no setor agrícola, mas a gente sabe que aqui e é só baseado praticamente em grãos. A gente sabe que aqui é a nossa realidade, como a gente é o maior produtor em Caxias de hortifrutigranjeiros, que os agricultores, sim, teimam e trabalham numa geografia muito dificultosa que continue fazendo isso. Eu vejo que os nossos agricultores, muitos deles, quem não se qualificar, estão trabalhando muito para honrar os seus compromissos, mas não vejo sim eles indo para frente. Então, a todo momento, quando a gente pode contribuir numa pequena coisa que talvez parece a gente acho que contribui muito. Foram levantados lá vários assuntos. A gente está aguardando uma agenda junto à Secretaria da Agricultura, direção da Ceasa que junto a gente possa construir. Desde o ano passado, a gente mostrou uma conturbação muito grande no acesso à Ceasa. Uma vontade muito grande também do gestor para que isso vá adiante. Tem problema que vai haver alguma mudança de horário dentro de poucos dias, enfim, têm vários problemas lá levantados que a gente pode, a Comissão de Agricultura contribuir com o conhecimento, com a prática, para que esses agricultores, no mínimo, possam ter essa garantia que assim como fica, mas, sim, melhorando, melhorando. Vereador Thomé, o senhor muito bem ouviu, o vereador Bandeira. A preocupação dos agricultores novamente, vereador Adiló, que participou quantas vezes mais.  Neste momento se ouve um silêncio. A quem diga, lá se dizem que até o final do ano fica assim, mas qual é a garantia que os agricultores têm? O silêncio muitas vezes não é amigo da perfeição. Então nós, Comissão da Agricultura, queremos, sim, estar juntos, poder trabalhar junto para que aqueles agricultores continuem dando orgulho para a nossa cidade. Naquele momento, os agricultores estavam até satisfeitos com o comércio, mas eu vejo, eu, como agricultor, e sei muito bem que agora temos um pouco de uma entressafra dos verdes. Talvez pelo calor que se produz muito na região do Caí, menos verde e agora dentro de poucos dias virá novamente bastante, enfim, oferta, mas que, sim, a gente possa contribuir no mínimo para esses agricultores. Estamos aguardando uma agenda. Esta semana talvez seja meio difícil, que este vereador está muito comprometido ali, mas aguardamos a evolução desse trabalho. Vejo que muito devagar já estamos no terceiro mês e a gente tem que contribuir muito. Obrigado pela oportunidade.
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VEREADOR ADILÓ DIDOMENICO (PTB): Senhor presidente, senhoras e senhores vereadores. Apenas complementar o que nós utilizamos hoje no espaço da tribuna e dizer que na época, em 1958, em 1959, Bento Gonçalves era muito mais conhecida lá no oeste catarinense do que Caxias do Sul. Então a gente deve isso a esses empresários. Juntamente com o Sr. Raul Randon, o Stédile, o Paulo Bellini, o Zatti, que também se tornou uma empresa que levou o nome de Caxias do Sul para fora inclusive das fronteiras do Brasil. Então nunca é demais a gente lembrar isso. Na época uma pequena mecânica. A Randon era uma oficina mecânica e ela teve a ousadia de instalar o terceiro eixo, o truck nos caminhões. Para aquela época, era uma façanha assim que projetou Caxias, colocou Caxias na rota do transporte florescente, que era na época o transporte rodoviário, aonde a ferroviária perdia espaço a olhos vistos e o transporte rodoviário ganhando espaço e isso contribuiu muito para Caxias do Sul. Então não é demais a nossa homenagem, o nosso reconhecimento a este homem que é um símbolo desta Caxias do Sul progressista, industrial e que hoje tem nome nacional e internacional. Então, a todos eles, a nossa gratidão. Por último, eu quero apenas trazer um assunto aqui, lamentavelmente não tem nenhum dos dois integrantes do governo, mas nós vamos tentar contato com a subprefeitura de Vila Cristina, porque nos chega aquele tipo de informação de coisas que são feitas que apenas criam mal estar no ambiente. Não se sabe quem deu ordem, a subprefeitura de Vila Cristina tinha um acervo de quadros, de fotos que vinha já de muitos anos de administrações. Onde, toda obra que era feita, os funcionários batiam foto com autoridades, eles juntos, as suas expensas pagavam os quadros, e lá existia uma galeria. Nessa galeria, passaram vários prefeitos, muitos funcionários, nós estávamos juntos, inclusive o Soletti, o subprefeito em algumas fotos, por ocasião de inauguração de obras lá em Vila Cristina. E houve uma ordem lá, na semana passada, para recolher todos aqueles quadros e retirar de lá.
VEREADORA GLADIS FRIZZO (PMDB): Um aparte?
VEREADOR ADILÓ DIDOMENICO (PTB): Já lhe concedo. Então, o que o Município ganha com isso? E quem foi o especialista que deu essa ordem, é isso que nós vamos tentar descobrir, porque tem coisa muito mais importante para a gente se preocupar. Vamos nos preocupar com as estradas que estão com problema, com 260 loteamentos que estão abandonados, decretados interditados, que tem alguns que não tem mais acesso. As pessoas estão tendo dificuldade e, daqui a uns dias, vem a safra, vem o inverno – o vereador Uez, a Gladis, o Ricardo sabem disso – vem um inverno rigoroso, aquele inverno que nós conhecemos que fica, às vezes um mês sem tu poderes colocar uma máquina num trecho, e elas, hoje, já estão em péssimas condições. E não se preocupar com os quadros na parede de uma subprefeitura, que é a história. Nós passamos; a história fica. Seu aparte, vereadora Gladis.
VEREADORA GLADIS FRIZZO (PMDB): Isso mesmo, vereador Adiló, é importante que a gente deixe inclusive registrado que, além de ser história, muitas vezes quando estive à frente da subprefeitura do Desvio Rizzo, nós não tínhamos na Secretaria de Obras, por serem obras antigas, a informação se existia obra de rede de esgoto em tal rua. Mas lá se encontravam algumas fotos, onde apareciam os homens trabalhando. Era o registro. Não se tinha tecnologia. Até 2013, quando entramos na subprefeitura, nós não tínhamos computador. As solicitações eram feitas em pregos. Fazia num papelzinho e, oh, no prego. Então, além de ser a nossa história, é a informação. É importante que se cuide e se trate muito bem disso com carinho. É lamentável então que esteja acontecendo isso. Obrigada.
VEREADOR ADILÓ DIDOMENICO (PTB): Isso são atitudes, eu qualificaria até como fascista, porque o nazismo e o fascismo que fez queimar em praça pública os livros que guardavam a história. Nós não queremos isso para Caxias. (ininteligível) bem lembrado pelo professor Périco. Então é isso, senhor presidente. Muito obrigado.

 

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VEREADOR ARLINDO BANDEIRA (PP): Senhor presidente, senhoras e senhores vereadores. Eu quero aqui também apenas comentar mais um pouquinho sobre o que faz a parte da telefonia do nosso interior. E quando se fala em telefonia, vem a parte – vereador Thomé – da nota eletrônica, como já foi falado aqui várias vezes, e é bom sempre repetir. Então, quando se fala na nota eletrônica, como o agricultor vai emitir a nota eletrônica sem telefonia. Então a gente teve uma reunião há pouco tempo, há poucos dias com o prefeito sobre essa questão, como já falei muitas vezes aqui, de descentralizar sejam as secretarias, colocar mais próximo, que sejam descentralizadas nas subprefeituras. Hoje, nossa cidade está crescendo, em torno de 600 mil habitantes, e cada dia fica mais difícil daqui a pouco também o nosso trabalhador, o nosso produtor sair do distrito para vir até Caxias, colegas vereadores. Então, segundo o prefeito, irá analisar dentro da questão legal, inclusive, do talão do produtor, a população do interior, o produtor tem que vir para cá. Não custa ter uma pessoa lá para acatar, para fazer esse registro do talão, para colocar em dia, que cada temporada tem que colocar em dia, fazer avaliação desse talão. Não custa que tenha uma pessoa que faça esse trabalho ou que pegue e passe para o Município, para a secretaria que compete para, depois, nós darmos um retorno para a nossa população. Então a questão da nota eletrônica também, como temos o Sage one, nobres colegas, que já funcionam muito bem, vários computadores temos lá, esses poderão ser usadas para os nossos produtores, para emitir as suas notas eletrônicas. Então também irá ser avaliado, uma questão legal para que esse nosso produtor possa emitir a sua nota eletrônica dentro dos computadores das subprefeitura. Então, a cada dia mais, nós temos que focar nesse sentido, meu nobre vereador Adiló, para que esses nossos moradores do interior, que são distantes, que os nossos distritos são distantes, que eles não precisem vir procurar cargo de secretaria, colegas. Como, digamos, a descentralização, quando ele fala de descentralização, da Samu, inclusive, mais próximo do nosso interior, que também está sendo avaliada neste caso. Como Secretaria de Vigilância Ambiental, Semma, digamos, poderá, sim, ser acatada por uma subprefeitura do interior. Muitas coisas que, muitas vezes, têm que vir para cá, e é distante, digamos, a Semma, é fora da cidade, muitas secretarias são distantes e o nosso... Muitas vezes, eles ficam com dificuldade, muitos moradores, muitos trabalhadores ainda, daqui a pouco, não têm um carro, muitas vezes, ou, muitas vezes, não consegue atravessar a cidade. Hoje, o vuco-vuco, o nosso movimento da cidade está extremo, não se consegue mais andar, então, eles ficam de mãos atadas. Tem que pegar ônibus e aí, daqui a pouco, demora esse nosso ônibus urbano para voltar; daqui a pouco, já perde o ônibus para ir para Santa Lúcia e tem que passar o dia aqui, pouco dinheiro. É uma dificuldade, percebam bem, colegas. Então, cada dia mais, nós temos que focar nessa parte da descentralização do nosso serviço da subprefeitura para ter, para as subprefeituras acatarem esse trabalho e ficarem mais... Eu ia dizer, acomodados, claro, acomodados, mas não precisem fazer lá, digamos, 40 km para vir até a cidade de Caxias do Sul, perder um dia de trabalho. Que hoje um dia no meio rural vale ouro, podemos dizer. Então, era isso, senhor presidente. Nós estamos levando aqui as notícias, cobrando o que é bom para o nosso interior e iremos, na sequência, falar um pouco mais. Era isso, senhor presidente. Muito obrigado.
 
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VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Vereadores que estão aqui no plenário, quero também me solidarizar ao passamento do nosso empresário aqui da região, Raul Randon, uma pessoa de grande destaque. Não nasceu em Caxias, mas seus pais, a sua família saíram de Caxias e retornaram posteriormente e fixaram aqui uma das maiores empresas mundiais. A gente pode dizer isso. E que uma consciência, colegas vereadores, coletiva de trabalho. Dizer que a nossa região é uma região que pulsa o trabalho, o povo acorda cedo, vai dormir tarde, faz hora extra, se desenvolveu com as duas maiores empresas: Marcopolo e Randon. Isso eu tenho muito orgulho de dizer que sou natural de Caxias do Sul, meu pai é natural de Santana do Livramento e veio para Caxias do Sul na expectativa como muitos e milhares de pessoas em busca de trabalho aqui na nossa cidade. Porque, justamente, pessoas como o Seu Raul Randon e demais empresários de destaque da nossa sociedade fizeram o que é a nossa Caxias. E é tão gratificante tu estar em outro estado, do outro lado do país, lá no Maranhão e tu está vendo um ônibus com o emblema Marcopolo ou emblema de um caminhão da Randon e dizer: “É na minha cidade. Eu moro próximo às duas empresas”. Mas, ao mesmo tempo, nós temos que lamentar, colegas vereadores, Caxias do Sul não ter decretado, o nosso prefeito não ter decretado luto oficial para o passamento do Raul Randon. Isso é trágico, beira ao ridículo. O Município de Farroupilha decretar luto oficial e Caxias do Sul não. Uma decisão do prefeito, particular dele, mas que eu digo sempre na história de Caxias do Sul, por vários prefeitos, sempre decretar luto oficial para a personalidades da nossa cidade. E aqui eu sinto alguns, por exemplo: Prefeito José Ivo Sartori decretou, nesta sexta-feira, 14 de dezembro de 2007, luto oficial, por três dias, no município de Caxias do Sul, em razão do falecimento do Dr. Virvi Ramos. Todo mundo conhece a importância do Virvi Ramos para a nossa cidade. Ou dou outro exemplo: Prefeito decreta luto oficial pela morte de Jimmy Rodrigues, prefeito Alceu Barbosa Velho, em 9 de junho de 2013. Pessoas importantes, um jornalista, servidor aqui da Câmara de Vereadores. Ou outro exemplo mais recente, o governador Sartori decretou luto oficial pelo passamento da Eva Sopher, vereador Périco, que foi uma pessoa importante para o teatro São Pedro, uma personagem histórica que entusiasmou muito as pessoas no nosso estado a lutar pela cultura. E Caxias do Sul, não. Infelizmente, nosso Município de Caxias do Sul passou vergonha por não registrar o luto oficial do Raul Randon, que tanto contribuiu para os empregos da nossa cidade, o desenvolvimento, para crianças serem retiradas da periferia e ter acesso a projetos sociais, e também contribuiu para a Festa da Uva. Mas, senhor presidente, não posso deixar de parabenizar o jornal Pioneiro. Infelizmente tem que fazer a matéria dessas, poderia estar falando de coisas boas. Mas, na página 12, do jornal Pioneiro, hoje: Uma vítima a cada seis horas. O jornal Pioneiro elucida algo, que eu já fiz audiência pública aqui na Câmara de Vereadores, que as crianças que são vítimas de abuso e exploração sexual. Em 2017, foram 77 casos concretos de estupro em Caxias do Sul. Mas dados oficiais da Rede Recria: 350 crianças foram vítimas de abuso ou exploração sexual. E muitas vezes, a maioria das vezes, o vizinho sabe, o padeiro sabe, o cara que vende churrasquinho sabe, mas não denuncia. O próprio professor sabe, mas não denuncia. Então eu conclamo a nossa comunidade Caxias do Sul: por favor, denunciem! É simples só discar o disque 100. É um número gratuito, não precisa se identificar. E nós temos um Conselho Tutelar atuante aqui em Caxias do Sul, mesmo defasado, por ter somente dez conselheiros – teria que ser ampliado. Mas nós temos que denunciar, disque 100 se souber de algum caso de vítima de exploração ou abuso sexual de menores de idade. Não podemos ser coniventes com essa questão. E para concluir, senhor presidente, eu, como circulo todos os bairros de Caxias do Sul, e ontem visitando algumas escolas – hoje continuarei –, escolas de educação infantil, passei por diversos bairros e vi os postos de combustíveis. Eu disse: “Poxa vida!” Olha, foi feita uma denúncia, semana passada, nas duas últimas semanas, por um proprietário, dono de posto de combustível. (Esgotado o tempo regimental.) Para concluir. E ali no jornal Pioneiro, dizia: Procon vê circo dos preços. Órgão pede ajuda à MP para fiscalizar variação do preço do litro nos postos de combustível. Quem está circulando nos bairros, já pode ver que aumentou a gasolina novamente. Então eu espero que o Procon e o Ministério Público faça algo efetivo para os nossos consumidores. Porque, justamente o que esse proprietário de posto identificou e denunciou, que, segundo ele, com provas, já está acontecendo novamente, o tal do dumping. Já está o aumento dos preços. Eu não tenho... Não devo nenhum favor, nunca precisei de um litro de combustível de empresário, de dono de posto de combustível, então eu posso denunciar aqui: que o que acontece, realmente, é essa denúncia que esse empresário, ali do posto combustível do São Pelegrino denunciou. Diminuir preço para aqueles que vendem a preço inferior, durante todos os dias do ano, fecharem suas portas. Então eu espero que o Ministério Público e o Procon apurem essa denúncia. Obrigado, senhor presidente.
 
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