VEREADOR ALEXANDRE BORTOLUZ - BORTOLA (PP): Senhor presidente, senhoras e senhores vereadores. Bom dia a todos que nos acompanham pelo canal 16 da Claro Net, pelas redes sociais e também presencialmente. Primeiramente, saudar um grande amigo meu, que representa também a CDL Jovem aqui, o Maurício Afonso. Seja muito bem-vindo a esta Casa Legislativa. E aproveitar também, quero fazer, infelizmente, um voto de pesar pelo falecimento de José Marcos Mello, ocorrido no dia 20 de maio, aos 66 anos, vítima de um câncer. Então, que Deus conforte o coração de todos os amigos e familiares neste momento de dor, e que as boas lembranças amenizem essa saudade. Seria isso, presidente.
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VEREADOR CLÁUDIO LIBARDI (PCdoB): Bom dia, senhor presidente. Meus cumprimentos ao senhor, aos demais vereadores desta Casa Legislativa, a quem nos acompanha pela TV Câmara e pelas redes sociais desta Casa Legislativa. Presidente, hoje, o meu voto de congratulações, em comunhão de esforços com a vereadora Andressa Marques, vai ao diretor do sindicato, Elton Melo, funcionário da empresa Mundial, que novamente foi eleito o cipeiro mais votado da empresa. Então, reconhecido pelo seu trabalho junto aos trabalhadores e trabalhadoras. Ele, que já tem um período significativo de empresa, representa muito bem a sua categoria. Então, ser eleito, para nós, vereadores, a gente sabe como é difícil fazer um voto. Imagina fazer voto para a Cipa, que tem 10 candidatos e 200 funcionários. É muito difícil ser eleito na Cipa. E ser eleito o mais votado é um reconhecimento da representatividade junto aos demais colegas. Então, para nós, tu és um orgulho, Elton. Um grande abraço, querido.
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VEREADOR ELISANDRO FIUZA (REPUBLICANOS): Pois não, senhor presidente, senhoras e senhores vereadores. Bom dia a todos que nos acompanham pela TV Câmara, pelos canais aqui da nossa Casa Legislativa, como também àqueles que nos acompanham presencialmente, aqui no plenário. Eu gostaria de fazer um voto de congratulações ao nobre vereador Alexandre Bortoluz pela homenagem de ontem aos 60 anos da CDL. Quero também aqui agradecer à CDL pela parceria de sempre, pelo trabalho bem prestado à nossa comunidade caxiense, mas também pelo mimo que eles deixaram aqui, para todos os vereadores e vereadoras desta Casa. Era isso, senhor presidente. Muito obrigado.
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VEREADORA ANDRESSA MARQUES (PCdoB): Obrigada, senhor presidente. Saudar as pessoas que nos acompanham daqui e de casa. Logo mais estarei saindo em representação para a reunião da Rede de Proteção à Mulher. Mas não poderia deixar de fazer um voto de congratulações à gerente da UBS Cruzeiro, Letícia Antoniolli; à Ediléia, que é a diretora de Proteção Social Básica; à Fátima e ao José Bresolin, que são presidente e vice da AMOB Cruzeiro, pela reunião que nós tivemos ontem, na Associação de Moradores. Onde vários moradores, diversos moradores do nosso bairro, junto com a equipe da UBS, com lideranças comunitárias da nossa região, estiveram conversando sobre melhorias no funcionamento da nossa UBS, formas de tornar a Unidade Básica mais acessível aos usuários e também podemos ali conversar sobre a luta pela ampliação da nossa Unidade Básica. Então, queria agradecer a quem esteve presente, em nome da Letícia, que é a nossa gerente, e da Ediléia, que é diretora da Proteção Social Básica, porque nós tínhamos uma noite fria ontem, fazia seis graus na Associação de Moradores, e nós estávamos lá conversando sobre a qualidade da saúde na nossa região. Então, parabenizar, agradecer e dizer que estamos juntos, na região, pela ampliação da UBS do nosso bairro e também pelo Hospital Público Municipal. Obrigada, senhor presidente. Seria isso.
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VEREADOR PEDRO RODRIGUES (PL): Senhor presidente, nobres pares, todos que nos assistem daqui e de casa. Bom dia a todos. Quero parabenizar o colega vereador Bortola pela homenagem, pela merecida homenagem à CDL. Quero parabenizar e dar as boas-vindas para os presentes aqui também, no plenário, representando a CDL. Dizer que temos uma parceria também de longa data da nossa empresa. Quero dar parabéns pelo excelente trabalho e agradecer. Também quero dar os parabéns para o meu amigo, o irmão Leandro Massignani. Meu irmão, que Deus abençoe a tua vida. Parabéns pelo seu aniversário. Bênçãos a sua família. Forte abraço. Receba o meu carinho. Seria isso, senhor presidente. Muito obrigado.
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VEREADOR HIAGO MORANDI (NOVO): Hoje eu vou falar aqui, vereadora Sandra, do legado até agora do nosso prefeito Adiló, que ele vai deixar para as próximas gerações, que vai ficar o nome dele na história, que vai ficar para sempre aí. Bom, vou começar dividindo em três temas, que são as prioridades: educação, segurança e saúde. Ou saúde, educação e segurança. Não interessa a ordem. Mas o que mais chega para mim, no gabinete, são essas demandas. Até eu quero voltar a falar do governo federal e do presidente Lula, porque eu acredito que, sim, aqui a gente pode falar de temas nacionais. Por mais que, por exemplo, o nosso presidente João Uez já falou que não concorda, que às vezes tem que falar os temas das cidades, mas... O Dambrós também não concorda às vezes, mas faz parte da tribuna, aqui, do parlamento, que é para parlar, expressar o que a população ali fora está de olho. Até porque as decisões do governo federal vão impactar no preço do feijão, do arroz, que as pessoas, os caxienses vão pagar. Então, eu acredito que sim, quando puder falar do governo federal a gente vai falar. Mas está bem difícil, vereador Bortola, porque é complicado. Às vezes eu acho que o Adiló está fazendo mais erro do que o Lula. Estão ali os dois, eu não sei qual que é o pior. Mas vamos falar aqui do Adiló, porque é o que chega mais para o meu gabinete, questão municipal. A educação, ele vai deixar o legado, ali, com a polêmica da retirada dos nonos anos, vereadora Sandra, a polêmica de retirada do transporte em locais do interior. Então é isso que vai deixar e também polêmicas envolvendo servidores e perseguições, como foi o caso, lá, do Bairro São Luís, daquela escola que a gente vivenciou, trouxemos o assunto aqui, mas já está passado isso aí. Na segurança, ele vai ter de legado o não chamamento dos guardas municipais que ele prometeu chamar.
VEREADORA SANDRA BONETTO (NOVO): Um aparte, vereador.
VEREADOR HIAGO MORANDI (NOVO): A gente vai ter a GMC em local inadequado para ficar, eles ficam espremidos ali em uma salinha, não é? Me dói, no coração, passar lá ontem e ver alguns dias, já, uma viatura, tão bonita, da Romu parada há tanto tempo lá na esquina, ela fica lá, estacionada, poderia, estar trabalhando, patrulhando, fazendo policiamento municipal ostensivo, mostrando aquilo ali. Quando passa uma viatura, às vezes é um furto que vai ter a menos, um arrombamento que vai ter a menos, uma pessoa que não vai ser assaltada. Esse é o policiamento ostensivo, a gente não está fazendo. Eu não vejo ações mais de moto. O Grupo Tático de Motos, a GTM que a gente tinha, eu não vejo mais essas ações efetivas na cidade, então esse é o legado da segurança. Eu não vejo a Romu na rua, que eu já falei aqui, então, eu acho que algumas cidades vêm fazendo um excelente trabalho envolvendo a questão de segurança pública, que eu acho que é um tema caro para a sociedade, é uma coisa que tantas pessoas me pedem. Quando a gente falava de perturbação de sossego e das operações, ali, que o Bressan vinha fazendo. O que já era alguma coisa, agora, foi cortada a hora extra, nem isso tem mais, mas as pessoas me cobravam, vereadora Sandra, que não tinha essas operações nos bairros, dentro do bairro. As operações às vezes ocorriam ali na UCS, ocorriam na parte do Centro, mas os bairros, a gente tem meio milhão de pessoas morando nessa cidade. Não existia essas operações. Isso aí para mim poderia ser feito com a Guarda Municipal, com a Semma, que pode levar um aparelhinho para medir os decibéis dos locais, nos bairros. Eu só digo: não vão fazer. Não vão fazer porque o prefeito não quer, o prefeito não quer, o prefeito não quer, o prefeito não quer. Eu falo isso para as pessoas. Eu dou a diretriz, eu falo. Porque é ele que é o zero um da gestão. E na saúde a gente vai ter como legado um caos, os servidores colocando atestado porque estão sobrecarregados. Eu fui lá, eu vi. Então, tem gente que bota atestado porque está sobrecarregado, está quase bitolando ali da cabeça, porque às vezes, infelizmente, o serviço é muito, a pessoa não está recebendo nem em dia o salário, muitas vezes. Então esse é o problema da saúde que a gente está. Servidores quase sendo agredidos nas UPAs. Tanto a Central como a Zona Norte a pessoa está lá, ela já chega braba, ela já desconta em quem está lá, era pra descontar em quem manda em tudo, talvez no prefeito, secretário, que são quem recebe pra fazer a gestão e acabam descontando em servidores que estão lá na ponta da lança. Uma coisa que eu tenho observado também, vereadora Sandra e vereador Alexandre Bortoluz, que fala sobre segurança pública, infelizmente uma coisa que está... Sabe o que está acontecendo na UPA Central? Lá na ala de psiquiatria, os servidores têm se queixado, eu fui lá e vi com meus próprios olhos, tanto que uma pessoa que me reclamou que não era atendida, eu fui ver a situação dela, porque ela não está sendo atendida: Ela mesmo tinha... Ela rasgava a fita e colocava uma outra. Rasgava a fita e colocava uma outra. Sabe por que, vereadora Sandra? Sabe por que, vereador Fantinel? Essa pessoa, possivelmente usuária de crack e está virando moda os usuários usarem o crack deles, aprontar as deles, furtar, arrombar e depois ir pra UPA tomar um sorinho, pegar uma cobertinha, comer uma sopa, tomar uma sopa e ficar lá na UPA. Está assim. Os servidores não sabem o que fazer, se nega o atendimento se ferra, não tem um policiamento, não tem guarda municipal lá, não tem nada, tem que aceitar. E essa pessoa estava ali incomodando as outras na entrada da recepção. Ou seja, o que é isso pra mim? É uma cidade desleixada. Tu vai ligar para a guarda, talvez eles vão dizer que não tem viatura. Tu vai ligar para o secretário ele vai dizer que não é com ele, que é com a FAS. Tu liga para a FAS, a FAS diz que é segurança pública. Aí a segurança pública vai dizer que não, é com a Brigada. Aí a Brigada vai dizer que não tem viatura também. E no meio disso tudo, está lá os servidores sobrecarregados e a população no meio disso tudo. Sabe por que, vereadora Sandra? Porque não tem alguém com vontade, com coragem de botar todo mundo em uma mesma sala, botar o Comandante da Brigada Militar, botar o secretário de Segurança, botar o Comandante da Guarda Municipal, botar o secretário da FAS no mesmo lugar e resolver a situação. O Rafael Bueno... Todo mundo em uma mesa. Mas não é só botar, tirar foto, e mandar para a imprensa. É cobrar efetividade. É cobrar meta. É dar meta para o secretário. Se não muda, troca. Pode mudar 60 vezes, não tem problema. Muda 60 vezes o secretário, se tiver que mudar, não tem problema. Eu já falei: será que eles assinam um contrato vitalício igual o Ronaldinho com a Nike? Eu entendo que vão três, quatro meses, seis meses para ajeitar uma Secretaria. Eu entendo. Tanto que eu deixei de criticar a Secretaria de Saúde há bastante tempo, até o secretário Rafael colocar as medidas dele, as ideias deles. Que eu sei que leva um tempo e ainda vai levar mais um tempo para ele conseguir colocar as ideias dele. Mas eu acho que a gente precisa de mais cobrança por parte do Executivo em quem está abaixo nesse cronograma. E então, essas filas, filas e filas, os médicos agora fazendo greve, está um caos, isso reverbera na população. A população já fica sabendo disso pela imprensa, chega na UPA já descontam quem está lá e aí, esse está sendo o legado por não cobrar metas, por não ter alguém que se imponha. Alguém que bote a cara, que cobre o governador para mandar mais dinheiro. Alguém que cobre os secretários para apresentar metas e planos traçados com efetividade, com resultados, como se fosse uma empresa nessa questão. Eu entendo que a questão pública é bem diferente de uma empresa. A empresa é mais fácil demitir o incompetente. Isso, infelizmente, não ocorre nos serviços públicos, mas também a falta de liderança somada às pessoas que não estão com vontade de trabalhar, ou somada às pessoas que não estão recebendo o seu salário em dia, isso tudo acaba ocorrendo no caos que a gente está, que parece que tudo dá errado. Qualquer licitação. Pode ser de uma ponte. Pode ser de uma obra. Tudo reverbera e acaba, infelizmente, dando errado. O seu aparte, vereadora Sandra.
VEREADORA SANDRA BONETTO (NOVO): Obrigada, vereador Hiago. Bom, eu falo em fatos. Não quero falar aqui de opiniões. E fato é que, no ano passado, em dezembro, a gente fez um pedido de informações sobre a PPP, a gente está falando de educação. A gente viu a notícia de ontem de noite que deixou todo mundo assustado. Nesse pedido de informações tem duas perguntas que falam exatamente do que aconteceu ontem. Então: quais foram as adequações orçamentárias? No momento da publicação do edital, as adequações orçamentárias necessárias já estavam concluídas? E a gente recebeu de resposta... Isso é fato, ninguém está aqui no achismo ou na opinião, é fato, está aqui respondido. Então, a primeira resposta: “Todos os pareceres referentes às adequações necessárias à técnica orçamentária foram efetuadas dentro do processo que originou a PPP.” Bom, eu entendo então que havia dinheiro. “O processo tramitou junto à Secretaria Municipal do Planejamento, sendo atestado por essa unidade que as adequações iriam ser realizadas após o certame.” Então, também significa que estava tudo certo. Bom, quando é feito um pedido de informações, sim, a gente está no achismo. A gente acha quê. A gente pensa quê. Mas quando vem a resposta, é fato. É fato que estava tudo certo. Mas e agora gente, o que deu de errado com a PPP da educação?
VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Um aparte, vereador Hiago.
VEREADORA SANDRA BONETTO (NOVO): Essa é a pergunta: o que deu de errado? O que tem de errado se estava planejado estava tudo certo? “Tudo está sendo feito, está tudo certo, está tudo maravilhoso.” O que deu de errado? Seria isso, vereador, e muito obrigada.
VEREADOR HIAGO MORANDI (NOVO): Obrigado, vereadora Sandra. E também é o que eu repito aqui...
VEREADORA SANDRA BONETTO (NOVO): Declaração de Líder do NOVO.
VEREADOR HIAGO MORANDI (NOVO): Obrigado.
PRESIDENTE JOÃO UEZ (REPUBLICANOS): Continua da tribuna o vereador Hiago Morandi, em Declaração do Partido NOVO.
VEREADOR HIAGO MORANDI (NOVO): O que eu repito aqui, vereadora Sandra, o pessoal às vezes não gosta que a gente convoque um secretário, que a gente faça pedido de informações. Eu vou repetir: a gente não está precisando convocar aqui por enquanto o secretário Elói Frizzo. Eu, na minha opinião, a gente não está precisando aqui convocar o secretário Weber. Eu não estou precisando aqui convocar ou mandar pedir informações para o secretário Lucas Suzin. Ou seja, não é a crítica por simplesmente fazer, é uma crítica que a gente recebe lá fora. São as pessoas que pedem para nós. Então, quando a gente aqui é mais ousado de convocar um secretário... Aliás, fazendo um comentário sobre o pessoal da Codeca que veio aqui. Eu fico triste, vereadora Sandra, porque não resolveram nada. Só “migué”. Parole, parole, parole, parole. O que eu falei dos contêineres de metal, que isso aí é 200 anos todo mundo sabe que precisaria, isso aqui é unanimidade na Casa, disseram que não tem dinheiro. Ou seja, qual que é a lógica então, vereadora Sandra? Não tem dinheiro. É melhor tu não investir... Nem que se fosse para fazer um empréstimo. É melhor tu não investir no de metal e deixar pegando fogo dois, três por dia, quatro, talvez. É melhor esse cálculo de a gente comprar os que estão pegando fogo e repor isso? Será que é mais barato do que comprar um de metal que vai durar para sempre? Quando eu fui à UPA Zona Norte, botaram umas cadeiras de plástico onde ela tinha dois pinguinhos de solda. Eu falei que ia dar problema. Dito e feito: uma senhora de mais de 80 anos, estourou a cadeira e ela caiu de cabeça. Bateu a cabeça e não queriam levar para o Pompéia. Então, também isso é outra coisa. A gente não tem alguém com coragem. Churchill dizia: “A coragem é a mãe de todas as virtudes”, porque a partir dela vêm todas as outras coisas boas. A gente não tem alguém com coragem para cobrar os hospitais e colocar os hospitais nos eixos. Dar uma cobrada no Geral, no Pompéia, a gente não tem alguém na gestão, do Executivo, com essa coragem, porque senão não iria deixar eles fecharem leitos e mostrarem que quem manda são eles. Só querem, na hora das emendas e do dinheiro, receber; mas na hora de prestar um serviço bom ou estar de acordo com o Executivo e as demandas da cidade, aí parece que às vezes não fazem, muitas vezes. Tem pessoas boas lá que fazem, mas outras vezes fazem pouco. E a senhora bateu a cabeça, caiu dessa cadeira barata de plástico, vereadora Sandra. Eu fui lá, na época, e falei com o Gustavo, diretor do Ideas. Eu falei: “Gustavo, é melhor colocar uma de metal. Por mais que ela seja mais cara, vai durar por mais tempo. Não adianta vocês colocarem essa daí de plástico e toda semana mudar”. Então, com os contêineres era a mesma coisa. Volto a dizer: eu não sei o que eles fazem aqui. O pessoal que veio aqui da Codeca diz que não tem dinheiro, não tem nada. Infelizmente, é como eu costumo dizer: eu acho que o outro prefeito da outra gestão deixou quebrada para esse aqui. Parece que o antigo Adiló deixou quebrada para esse Adiló 2.0. Então, eu não consigo entender. Se não tem dinheiro, se sabiam que não tinha dinheiro para fazer nada, por que se candidataram de novo? Saíssem, então, fossem embora. Seu aparte, vereador Lucas.
VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Olha, vereador Hiago, eu acho que chegou em um momento que nós estamos chegando no limite, e a democracia nos garante todas as formas. Nós estamos aqui, a nossa função é fiscalizar, é parlar, é criticar. Nós já fomos governo nesta cidade. E, vereador João Uez, o senhor que é da cepa do Chico Spiandorello, nós fomos governo desta cidade com a maioria desta Casa como oposição e com uma líder da oposição, saudosa Geni Peteffi, sabe? A presidência era da oposição em uma época em que não se tinha tanto republicanismo quando a presidência já esteve na oposição aqui nesta Legislatura. Então, eu acho que, se o prefeito Adiló tem intenção em garantir o mínimo de governabilidade, porque eu já tenho escutado aqui que tem gente que vai sair da base logo mais, logo mais o governo não vai ter maioria, o governo vai ter minoria aqui. Então, se o governo quer salvar a sua governabilidade ainda enquanto pode, que venha a esta Casa, que reúna com os vereadores em uma sessão aberta, em uma sessão fechada, e dê a real dimensão do que acontece com Caxias. Com sinceridade, com tranquilidade e apresentando solução. Porque na democracia é isso, né, vereadora Rose? Bom, quem governa tem que apresentar solução. Chorar, reclamar, dizer que não está bom, a oposição, a guerra no Irã, a pandemia, a chuva. Tem guerra, tem pandemia, tem chuva para todas as cidades. Agora, se o governo quiser seguir bancando normalidade, nós caminharemos para momentos difíceis do ponto de vista da política institucional da nossa cidade. Muito obrigado.
VEREADOR HIAGO MORANDI (NOVO): Eu acredito que falta mais humildade, na verdade, do governo. Não adianta o pessoal dizer. Aqui tem o líder, o vereador Calebe. Mas eu acho que, na verdade, às vezes a gente não quer ouvir do vereador Calebe. É como o vereador Lucas falou, às vezes é bom o prefeito vir aqui, colocar a cara também e conversar com nós. Não precisa ter medo. Vem aí, fala com nós, faz uma reunião. Como eu falei, podia vir. Ele domina o assunto da Codeca, por que não veio aqui? Eu já citei outros prefeitos que vão e falam na Câmara de Vereadores. Parece que tem medo. Falei, comentei com os servidores da UPA Central que tem um monte de erro por parte da população. Aí os servidores falaram: “Pois é, talvez até o prefeito poderia falar desses erros”. Às vezes, o pessoal, talvez, vai atrás de atestado ou quem está lá e diz que está há oito horas, chega lá e o pessoal está há uma hora e meia. Já ocorreu também. Mas eu acredito que aí não. O prefeito não tem essa moral para apontar o erro da população. Porque, se ele ficasse e passasse uma madrugada lá, visse o que os servidores estão passando ou o caos que estava segunda e terça-feira, que eu fui lá, e ele ficasse de madrugada uma noite, aí ele teria moral para apontar o dedo para alguém. Como ele não faz, infelizmente, não adianta. Eu sei que tem os secretários, mas não é a mesma coisa. Um gestor, um líder de uma empresa, um dono, tem gente que tem 30 empresas na sua carteira. O Luciano Hang tem 30, 40 empresas, e pode ter certeza de que uma ou duas vezes por mês ele visita as empresas que tem, porque, se não for lá, não é a mesma coisa. Essa visão da pessoa que está no comando da situação. Não é a mesma coisa que o secretário ir, não é a mesma coisa que o adjunto ir. Não tem o porquê ele não visitar. E depois não tem o porquê ele não botar a cara aqui. Se a gente for só em evento de pessoas que gostam de nós, onde tem servidores, CCs que estão de acordo com nós e vivem em uma bolha, aí fica complicado. Eu quero ver ele ir para um paradão, ali, do Ópera em horário de pico. Eu quero ver ele ir para uma UPA Central quando está lotada. Eu quero ir ver ele lá na UPA Zona Norte quando está lotada. É ali que eu queria ver o prefeito. Mas infelizmente a gente critica, a gente não presta, querem cercear até a liberdade de expressão dessa tribuna ou nossa quando a gente se elegeu com essa liberdade de expressão, querem cercear nossa palavra por conta de uma crítica. Eu acho bem diferente, eu sempre digo, eu não bloqueio os haters lá na nas minhas publicações. Só quem se passa, faz alguma ameaça ou coisa assim, a gente vai acabar bloqueando, mas senão eu sempre deixo. Porque dos haters já veio muito erros meus que eu aprendi a melhorar. Então, eu acho que a gente aprende até com quem não gosta de nós. Eu acho que a gente às vezes tem que ouvir e se auto avaliar. Mas às vezes, as pessoas têm uma certa idade e mesmo assim não aprenderam, me parece. Seu aparte, vereador Jack.
VEREADOR JOSÉ ABREU - JACK (PDT): Declaração de líder da bancada do PDT.
VEREADOR HIAGO MORANDI (NOVO): Beleza. Então eu continuo, vou continuar cobrando, sempre cada vez mais...
VEREADORA ROSE FRIGERI (PT): Um aparte.
VEREADOR HIAGO MORANDI (NOVO): De imediato, vereadora Rose
VEREADORA ROSE FRIGERI (PT): Não, acho que é isso, o governo municipal tem que começar a se preocupar se até agora não se preocupou, porque ontem foi um show dos horrores de noite já. E assim, quero lembrar que fala da liderança do governo, já na outra Legislatura, nenhum dos líderes do governo se reelegeu porque é muito difícil defender esse governo. Então é uma preocupação que o governo tem que ter também. Se a gente pensar, quem for líder na legislatura passada ficou de suplente, segundo suplente, enfim. Então, é realmente difícil defender esse governo. Obrigada, vereador.
VEREADOR HIAGO MORANDI (NOVO): Com certeza. A gente vai continuar cobrando cada vez mais aí e obrigado, presidente, pela palavra, aí e aos vereadores que colaboraram. Estamos junto.
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VEREADOR ZÉ DAMBRÓS (PSB): Senhor presidente, nobres colegas. Quero continuar falando das pautas da nossa cidade, especificamente da saúde e agradecer a hospitalidade do nosso colega desta Casa, licenciado, Rafael Bueno, que ontem, prontamente me atendeu porque eu tinha algumas dúvidas. Então quero fazer uma saudação muito especial pela sua dedicação, pelo seu amor ao que faz, porque saúde é sentir a dor do próximo. Eu tenho na minha família três médicos, eu tenho minha esposa que é técnica de enfermagem, eu sei o que é se dedicar para a saúde. Sentir a dor do próximo e fazer de tudo para que a gente melhore, ainda mais iniciando o inverno e com tantas preocupações. Mas eu trouxe de lá uma notícia muito boa, que é... Uma comunidade que aguarda muito tempo, a comunidade do Vila Ipê, que é uma nova UBS para o Vila Ipê. E que de primeira mão. De primeira mão. Pessoal de casa, nobres colegas, de primeira mão, estou aqui anunciando a data da licitação da nova UBS do Vila Ipê, dia 9 de junho. Então a gente precisa agradecer todo o empenho dos servidores, nós precisamos agradecer toda a equipe, também as duas deputadas que sensivelmente pensam na saúde, a nossa deputada Denise, também a Daiana Santos do PCdoB, que com uma pequena contrapartida do município, nós estamos realizando um sonho daquela comunidade: uma nova UBS no Vila Ipê. Então é o Marcelão que buscou junto com o Jaime, nosso assessor, um espaço para que aquela comunidade não fique desassistida. Muito importante. Quero agradecer também ao Daniel, à Bárbara, que cuida da captação. Todos que se empenharam para que hoje estivesse na Cenlic[1] já com data de licitação. Ao Tacca, que prontamente me atendeu ontem, me retornou às 5h18 da tarde, obrigado, Tacca, e toda a sua equipe. E é assim que a gente se constrói, com diálogo. Assim que a gente constrói, buscando melhorar com as diferenças. E aquela região que atende mais de 10 mil pessoas, Colina do Sol, o próprio Vila Ipê, que tem um novo condomínio com mais de 400 apartamentos, nós temos também o Canyon, parte do Canyon que é atendida. Vai ser muito importante uma UBS nova ali. Ao enfermeiro Fábio, ao Conselho Local da Saúde, a Samanta, a Amob. Eu participei de muitas reuniões do Conselho Local da Saúde, a Zita, presidente do bairro, a Elisângela, presidente do Canyon, todos que se envolveram para que nós tenhamos, então, a nova UBS do Vila Ipê com data de licitação, dia 9 de junho e que se Deus quiser nós vamos ter empresas boas para executar essa obra. Falamos também ontem na questão das UPAs. Foram duas horas de conversa com o secretário Rafael. Então, foi muito importante eu ter ido lá, aprendi bastante e eu posso dizer aos senhores e afirmar que o município está em dia com o Ideas. E olha, eles estão com problema de não repasse aos médicos, por isso que o contrato está sendo revisto e por isso que tem medidas judiciais. E por isso que eu acredito que logo essa luta jurídica, nós vamos ter novidades boas. Eu sempre defendi aqui desde 2021 que a UCS tinha que comandar as duas UPAs. Então, o município está fazendo sua parte, precisamos seguir cobrando do Ideas. E, olha, essa questão jurídica precisa ser resolvida. Mas eu quero parabenizar muito a Secretaria da Saúde, porque – está no telão ali – eu quero falar de vacinas. Que bom que a Secretaria da Saúde está voltada a intensificar a política de vacinação. Então, a cobertura vacinal volta a ser prioridade no nosso município. Então, seguindo os caminhos do SUS, que bom que nós temos a Carreta que vai vacinar de segunda a sexta, em um ponto central, clubes de mães. Que bom que nós temos hoje, enquanto nós estamos aqui, 50 UBSs abertas. Cinquenta UBSs. Seriam 48, mas tem mais duas, uma na Pics e outra no Apanhador. Cinquenta UBSs funcionando, trabalhando, atendendo, vacinando. Nós temos também nas praças, clubes de mães. Nós precisamos, sim, intensificar, falar aqui nos nossos grupos. Porque eu tenho na família um irmão especial com 70 anos com meningite, que na época na roça, não tínhamos a vacina e eu sei, nós sabemos quantas doenças foram erradicadas com a vacina. Então, a Magda Teles, diretora, a Edineia. Olha, nosso reconhecimento pela luta, pela conscientização do nosso povo para que a gente seja reconhecido com percentuais melhores. Mas em Porto Alegre então, nós teremos, dia 2 de junho, às 14 horas, Município Amigo da Vacina. Isso para mim é um orgulho. Fico muito feliz, porque essa certificação ao município é fruto de muito trabalho dos servidores, de todos os servidores, conscientização, servidores comprometidos. Só que a gente precisa aumentar, né? Muito mais pessoas precisam se vacinar. E o dado do Demas, que é o Departamento de Epidemiologia e Vigilância em Saúde, mostra que algumas vacinas têm redução de adesão. Então, quando tem redução de adesão, é menos imunidade para as pessoas. É menos imunidade. Então, a influenza, nós precisamos manter os índices altos de vacinação, principalmente nos grupos priorizados: idosos, gestantes, profissionais da saúde. A meta do Ministério da Saúde é 90%, mas nós estamos muito longe ainda. Muito longe. Então, nós precisamos seguir com esse trabalho. É um dever nosso, meios de comunicação, aas Amobs. Hoje nós não estamos nem a 50%, ainda, este ano. Então, nós precisamos seguir com a meta de ampliar o percentual, principalmente dos grupos prioritários. Segue também a dengue, Covid, enfim, doenças infecciosas emergentes. Nós precisamos continuar com as campanhas, ações educativas. Por isso que tem o Vacina Caxias, né? Duas edições, mais de oito mil doses aplicadas. Mais de oito mil doses aplicadas. Também foram retomadas as vacinações em escolas, isso é muito bom. E continuam as capacitações de equipes. Mais de 400 pessoas já foram capacitadas na secretaria. Então, o total de doses aplicadas, em grupos prioritários, é de 45.032, mas ainda é pouco. É por isso que eu uso esse espaço aqui, é por isso que é pouco. O esforço tem que ser de todos. O esforço tem que ser de todos. Vem inverno. A população precisa se vacinar. Então, nobres colegas, eu fiquei muito feliz de o município receber esse prêmio. Eu tenho muito orgulho da Secretaria da Saúde, que faz um trabalho magnífico, que está muito mais em sintonia com o SUS do que antes. Nós temos muito, mas muito ainda para aprender com o SUS. Então, foram três notícias boas ontem: a campanha da vacinação, Caxias amiga da vacina, a UBS do Vila Ipê, que dia nove de junho, então, de primeira mão, estamos anunciando a licitação, e que o Ideas está em dia e que logo nós teremos essa questão resolvida. Então, senhor presidente, parabéns, parabéns mais uma vez. Eu, muitas vezes, briguei com o Rafael aqui. Eu muitas vezes briguei com o colega Rafael aqui nesta Casa. Mas a gente precisa ouvir os que pensam diferente, nobre colega Hiago. Nós precisamos ouvir, também, os que pensam diferente. E eu aprendi muito e estou muito feliz pela dedicação da secretaria, de todos que estão lá empenhados. Eu fui lá, um ambiente ótimo de trabalho, dedicado. E é por isso que, se Deus quiser, nós vamos ampliar o percentual de caxienses vacinados para mostrar que nós teremos menos doenças infecciosas e uma população mais sadia. Parabéns, Secretaria da Saúde. Parabéns. A comunidade da Zona Norte agradece o empenho de todos os servidores, de quem foi atrás da captação, das duas deputadas, dos servidores, dos engenheiros, porque teremos, então, uma nova UBS no Vila Ipê. Isso é uma construção de muitas mãos. Era isso, senhor presidente. Muito obrigado.
 

[1] Central de Licitações
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VEREADOR JULIANO VALIM (PSD): Muito bom dia, presidente, a todos que nos acompanham pela TV Câmara e demais redes sociais. Ontem, foi um dia muito importante, pois 20 de maio é o Dia Nacional dos Técnicos, Técnicas e Auxiliares de Enfermagem em nível nacional. Então, eu quero fazer uma breve descrição desta atividade de tamanha grandeza. Então, o técnico de enfermagem é um profissional de nível médio responsável por prestar assistência direta e cuidados básicos a pacientes. Ele ou ela atua na promoção, prevenção e recuperação e reabilitação da saúde em hospitais, clínicas, unidades de atendimento. Esse profissional trabalha e obrigatoriamente sob a supervisão e orientação de um enfermeiro. Principais atribuições: As tarefas diárias envolvem: Monitoramento, aferição de sinais vitais, pressão arterial, temperatura, pulso e saturação. Auxilia também, medicação: Preparo e administração de medicamentos e tratamentos prescritos pelo médico ou enfermeiro. Assistência direta: Realização de curativos, auxilia na higiene, mudança de decúbito ou auxilia na locomoção e alimentação. Procedimentos: coletas de amostras para exames, sondagem e preparo de materiais e instrumentação para cirurgias. Onde atua? Presente na linha de frente 24 horas por dia, e é um profissional mais próximo ao paciente. Ele atua em diversos setores, prontos-socorros, e UTIs, centros cirúrgicos e maternidades. Unidades Básicas de Saúdes, estratégia e saúde da família. Clínicas diversas, casas lares, entre outros. E durante a realização de exames, quando necessário, a presença, também, de um técnico ou enfermagem, quando necessários. Então, é muito importante, e valorização do técnico e técnica de enfermagem, o qual quando você tem um familiar que está principalmente hospitalizado, eu tenho experiência própria, tive três vezes, inclusive, fazendo parte em situações gravíssimas de saúde, como UTI, e sempre o técnico e a técnica de enfermagem, 24 horas à disposição ali na aplicação dos medicamentos, auxiliando nos exames. Então a gente tem que valorizar. Porque o médico, ele faz a prescrição, mas quem bota a mão na massa, de fato, é desde de a troca de fralda, é do banho, é esses profissionais. Então, parabéns, vou falar o nome desses três hospitais, e considerem os demais como parabenizado. Então, parabéns aos profissionais do Hospital Virvi Ramos, Pompéia, Hospital Geral, Unimed, Círculo, enfim, e os demais segmentos que têm esses profissionais, do qual este tamanha grandeza e importância para qualquer cidade, para qualquer nação, porque sem eles, a gente não tem como ter um atendimento com qualidade e eficaz. Parabéns, 20 de maio, que tem essa data de tamanha grandeza. Segundo assunto, meu presidente, eu trago em relação a UPA Zona Norte e a UPA Central. Essa dificuldade, essa dramaticidade que é os atendimentos. E essa noite, novamente, a paralisação desses profissionais. Recentemente, estava olhando ali no meu WhatsApp, diversas famílias entrando em contato, que os médicos estão paralisados. Então, acho que está no momento de esgotamento onde que essa Casa, enquanto nós vereadores, Comissão da Saúde, Comissão de Direitos Humanos... Enfim, independente da ideologia partidária, nós temos que desenvolver um trabalho em equipe. Porque a gente sabe que o Executivo, secretário Rafael Bueno, o secretário da Saúde, nosso prefeito Adiló, todos os pagamentos estão em dia, 100%. Então, o Executivo está fazendo a sua parte, mas temos que ressaltar...
VEREADOR CLÁUDIO LIBARDI (PCdoB): Uma declaração de líder.
VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Um aparte, vereador.
VEREADOR JULIANO VALIM (PSD): que existe esse problema, porque existe contrato.
VEREADOR CLÁUDIO LIBARDI (PCdoB): Um aparte, vereador Juliano.
VEREADOR JULIANO VALIM (PSD): E existe esse embate judicial, do qual tem que acabar essa novela, tem que acabar esse problema o quanto antes, porque quem está pagando o pato é a população. E não entendo da parte jurídica, mas peço até o auxílio do meu colega vereador Libardi, isso aí acho que é um crime, porque no momento que as pessoas têm que voltar para sua residência, dependem de um atendimento com agilidade. Alguém tem que ser punido! Alguém tem que tomar essa responsabilidade. Não dá para continuar na situação que se encontra. O seu aparte, nosso colega vereador Lucas.
VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Obrigado, vereador Juliano Valim. O senhor é um vereador que atende as pessoas mais humildes, que se dedica e está diariamente relacionado com o sofrimento das pessoas. Inclusive com o trabalho social que o senhor presta, relacionado exclusivamente com a sua dedicação. Então, o senhor deve entender o quão triste é. Ontem à meia-noite, eu estava no telefone com uma mãe, uma criança lá, febril, mas não em uma condição tão grave, enfim, que foi atendida agora de manhã na UPA, em razão dessa paralisação. Todos nós estamos falando sobre isso. Desde dezembro, essa situação está se arrastando. O município repassa o dinheiro, e nós sabemos disso, mas o município também é responsável pelo contrato. E não precisa nem ser advogado para entender nisso. E o município precisa encontrar uma saída. Era isso que nós cobraríamos, se o prefeito fosse o Scalco, era isso que cobraríamos se a prefeita fosse a Denise e é isso que estamos cobrando com o prefeito Adiló. Precisamos de uma solução urgente. Imagina, vereador Juliano, se eles não pagarem o salário hoje e se isso se arrastar mais dias. As pessoas vão morrer na fila da UPA. Parabéns pelo seu trabalho, muito obrigado.
VEREADOR JULIANO VALIM (PSD): Seu aparte, nobre colega vereador Libardi.
VEREADOR CLAUDIO LIBARDI (PCdoB): Muito obrigado, vereador Juliano. O que precisa ficar claro é que o prefeito Adiló precisa romper o contrato. Se eu pudesse romper o contrato, já tinha rompido. Sabe, vereador Juliano. Eu falei que ele tinha que romper o contrato. A bancada do PL falou que ele tinha que romper o contrato. A bancada do PT falou que ele tinha que romper o contrato. O senhor falou que tinha que romper o contrato. O Rafael falou que tinha que romper o contrato. A grande questão é a seguinte, dá para romper o contrato. O vereador José de Abreu não rompeu o contrato da empresa que fazia as casas e não entregava elas direito no Campos da Serra? Rompeu o contrato. Eu vou confessar uma coisa aqui que talvez ele fique até bravo. Eu cheguei no dia que ele estava para romper o contrato, ele estava nervoso como poucas vezes eu vi ele, porque é difícil romper um contrato. Agora o cara da gestão pública tem que ser corajoso. Eu entrei aqui na nossa sala de revisão de anais e falei: "Ele tem que romper o contrato.” O que vai acontecer depois? Depois ele vai contratar alguém por emergência, é óbvio que ele vai poder contratar. Nenhum Tribunal de Contas vai apontar o prefeito, porque contratou alguém para as pessoas não morrerem. Ontem era meia-noite, o frio que era um açoite e as pessoas esperando lá. Esperando o quê? O médico? Não, as pessoas estão esperando o prefeito romper o contrato. E eu com todo o respeito que eu tenho a todos que integram o Executivo, a grande questão é a seguinte, se o meu procurador acha que entre a legalidade e uma criança ser atendida, nós precisamos permanecer exclusivamente com a legalidade, ele vai ser demitido. Se não a gente só precisa de um procurador de carreira, poxa. Não precisa de um procurador político. O procurador-geral do município espera os procuradores de carreira fazerem os pareceres para depois dar o parecer dele. Sinceramente, vereador Elisandro Fiuza, o que nós precisamos é alguém que tenha coragem de enfrentar as coisas na procuradoria. E o procurador Tacca tem até doutorado, mas não é um professor de direito administrativo que nós precisamos. Nós precisamos de um procurador do município que seja político. Como foram os procuradores do prefeito Sartori, do prefeito Pepe, do prefeito Alceu. V. Exa. sabe a história do Vanius Corte na procuradoria, quanta bronca enfrentou? Exclusivamente porque era um procurador político. Victório Giordano, quanta bronca enfrentou? Por quê? Porque era um procurador político. Nós precisamos de um procurador político, não de um professor de direito administrativo na procuradoria.
VEREADOR JULIANO VALIM (PSD): Agradeço suas considerações. É uma situação que me deixa muito preocupado, porque já estamos com os leitos totalmente esgotados. A situação é extremamente caótica. Vai chegar um ponto que vai estar lá com 200 pessoas em lista de espera no leito hospitalar. Porque vai parar os atendimentos, vai ter gente que vai morrer. Já estão morrendo, muitas vezes não tem o leito e não é culpa porque estão superlotados os hospitais por causa desse monte de cidades que pega e jogam as pessoas aqui na frente dos hospitais. Simplesmente, botam em uma ambulância, 48 municípios e jogam – que fique bem claro – por causa dessas malditas de leis que deputados federais, senadores estão em Brasília, muitos sentados na cadeira e não toma ações para ajudar os municípios. E Caxias tem que ter ações, sim, para que outros prefeitos possam ajudar a minimizar esses problemas na saúde de Caxias do Sul. E assim, o Ministério Público, os juízes, temos que nos unir aqui, vereadores, junto com o Executivo temos que achar fórmulas, sim, porque vai morrer gente nas UPAs por falta de atendimento. Isso aí é crime. Isso não pode estar acontecendo. Quem mais pediu aparte?
PRESIDENTE JOÃO UEZ (REPUBLICANOS): O seu tempo já esgotou, vereador.
VEREADOR JULIANO VALIM (PSD): Me perdoe, meu nobre presidente. Desculpa.
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VEREADORA ROSELAINE FRIGERI (PT): Olha, é tanta coisa que eu precisava falar hoje, mas o que aconteceu aqui foi realmente absurdo. E quando a gente fala em falta de experiência, eu tenho toda a humildade, toda a humildade para reconhecer as pessoas mais jovens que eu e que muitas áreas tem mais experiência. Então, o vereador que aqui me antecedeu, que fez toda essa confusão, que sequer parece que pertence a comissão que discutiu o regimento, sendo que a gente discutiu... Devia ser num daqueles dias que ele não estava ou de forma oportunista agora vem mudar. Foi discutida a Declaração de Líder de governo que não existe, sendo que o capítulo três, que ele tanto fala, só está com o título falando do líder do governo.
VEREADOR CALEBE GARBIN (PP): Questão de Ordem, presidente.
PRESIDENTE JOÃO UEZ (REPUBLICANOS): Questão de ordem. Vereadora Rose, o seu tempo está garantido. Sua Questão de Ordem, vereador Garbin. Eu solicito que quando solicitam Questão de Ordem
Façam o embasamento no Regimento Interno desta Casa ou em alguma outra resolução, ou algum documento legal que discipline.
VEREADOR CALEBE GARBIN (PP): Presidente, a questão é um pedido de esclarecimento para que a vereadora Rose me diga quando foi a votação da atual Comissão de Revisão do Regimento Interno desta casa. Porque aonde me parece o que vale é esse livro que está aqui na nossa mão, o que vale é esse aqui. Até nós conseguirmos aprovar, porque nós ainda estamos em fase de discussão e inclusive poder... Eu estou na minha Questão de Ordem, presidente. E nós ainda podemos... Seu tempo está assegurado, vereadora, fique tranquila. E nós ainda podemos revisitar o que já foi elaborado, o que vale é o que está na nossa mão. E o que está na nossa mão tem previsto a Declaração de Líder de governo. Eu estou usando o Regimento, estou com ele debaixo do braço e fazendo uso dele. É só isso. O dia que for aprovada a comissão que está lá e for votada por este plenário, vale o que a comissão decidir.
PRESIDENTE JOÃO UEZ (REPUBLICANOS): Obrigado, vereador Calebe.
VEREADOR JULIANO VALIM (PSD): Presidente...
VEREADORA ROSELAINE FRIGERI (PT): Eu posso voltar?
PRESIDENTE JOÃO UEZ (REPUBLICANOS): Volta a palavra à vereadora Rose Frigeri.
VEREADOR HIAGO MORANDI (NOVO): Um aparte, vereadora Rose?
VEREADORA ROSELAINE FRIGERI (PT): Eu acho que faltou a aula de hermenêutica jurídica. Está bem claro aqui que a Declaração de Líder é para os líderes de partidos ou os vice-líderes na ausência deles. Então, eu não disse que mudou no Regimento Interno, pelo contrário. Lá na discussão nós fizemos uma interpretação desse artigo e se entendeu que não existe essa Declaração de Líder para o líder de governo, que já estava pacificada aqui quando se tentou, em 2023, também fazer esse debate. Mas é isso que eu falo de experiência. Eu jamais falo de experiência em questão de idade. Eu falo de experiência em questão de discussão. E só para esclarecer a quem nos acompanha, porque eu não vou ficar pautada por nenhum outro vereador aqui, ontem o que aconteceu é que eu faço parte do Fórum Regional de Aprendizagem Profissional desde 2021. Em 2023 e 2024 fui presidente da frente parlamentar e fizemos muitos debates aqui. Temos um projeto de lei, fiz emenda à questão da aprendizagem profissional, e quando eu pedi essa representação o combinado foi tanto com o vereador quanto com o fórum que nós dois estaríamos representando a Casa e não foi isso cumprido na hora. Essa é a situação sobre ontem. Mas eu quero falar aqui que, com muito orgulho, sou do Partido dos Trabalhadores e das Trabalhadoras, que foi a única bancada que não votou no projeto de lei das PPPs, em dezembro de 2023. Então, nós temos autoridade. Eu, como presidente da Frente Parlamentar em Defesa da Educação Infantil e da Primeira Infância já estou anunciando aqui que faremos uma audiência pública. Iremos, com certeza, nessa reunião do dia dois, na prefeitura, mas faremos uma audiência pública para discutir a educação infantil aqui.
PRESIDENTE JOÃO UEZ (REPUBLICANOS): Vereadora Rose, só um segundo. Eu solicito aos assessores e às pessoas que estão nos acompanhando do plenário ao entorno da Mesa Diretora e da mesa dos vereadores, que nos ajudem a manter o silêncio e a ordem, uma vez que temos vereadores falando da tribuna assuntos importantes para a cidade de Caxias do Sul. Exatamente para não tirar a concentração do orador e deixar ele desenvolver o seu raciocínio. V. Sa. está de volta com a palavra, vereadora Rose.
VEREADORA ROSELAINE FRIGERI (PT): Muito obrigada, presidente. Então, em relação à PPP, a bancada do Partido dos Trabalhadores está bem tranquila. Nós faremos esse debate, mas temos toda a clareza de que lá, naquela época, já havíamos alertado sobre vários problemas naquela vez, que também fizemos emendas na época e que também rejeitaram as nossas emendas. Mas eu gostaria de falar da saúde. Não tem como não falar de saúde no município de Caxias no dia de hoje. Eu fiz até um roteiro para não me perder, porque são tantos assuntos que daria para ter uma sessão só sobre isso. Nós temos a paralisação dos médicos, nós temos falta de medicação. Dipirona está faltando nas UPAs. Notícia de hoje. As UPAs cheias. Nós fomos lá na segunda-feira e nós não conseguíamos nos mexer. E foi nos dito lá que não é porque é segunda-feira, que tem sido todos os dias dessa forma. Nós temos a questão do fim do contrato. O vereador Rafael Bueno, atual secretário, falou aqui e em vários lugares que ele tinha carta branca para atuar na Secretaria de Saúde. Eu quero dizer: cadê essa carta branca para romper com o Ideas? Para quem não lembra, o Ideas foi aquele instituto que começou a gerir a maternidade no Pompéia, no início, no início de 2024, e que no dia 1º de janeiro, quando estava iniciando os trabalhos lá, não tinha médico pediatra, não tinha ginecologista. Tinham que mandar as pessoas para o Geral. Nós já sabíamos o que era esse Ideas. O secretário falou no início deste ano, no início desse ano, que romperia esse contrato. O que está se esperando?
VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Um aparte, vereador.
VEREADORA ROSE FRIGERI (PT): O que nós estamos esperando para romper o contrato? Para romper com esse sistema que deu errado. As UPAs só pioraram desde que foram terceirizada e quarteirizada, vamos lembrar desse debate. Tanto a Zona Norte como a Central. Ontem de noite eu estava falando com o presidente do sindicato dos médicos, eles dizendo: "Vai ter novidade". Eu temo dessa novidade, mas eu vou ter que defender quem paralisa. Quem paralisa, quem trabalha precisa de salário. Agora, a população que está lá precisando de médico vai fazer o quê? Mas não só tem que romper o contrato, como tem que botar esses caras na justiça e não fazer o que esse governo fez na época do InSaúde. Botou na justiça só depois da CPI, que nós fizemos aqui e começou a cobrar o que eles deviam de fraude por 0,39% ao mês. O secretário da Saúde atendeu o vereador Dambrós, que bom. Mas ele mandou um áudio, que por causa do tempo, eu não vou reproduzir aqui. Desconsiderando todos os prints, todas as conversas com uma presidente de bairro lá do Vale Verde, dizendo: "Perdeu o dia de vir aqui, agora está encerrado esse assunto". Um assunto que não era dela, era da comunidade. Ela representava a comunidade, ele simplesmente encerrou porque ela não pôde ir no dia que ele abriu a agenda para atendê-la. Então, que tipo de saúde, que tipo de sistema de saúde nós estamos trabalhando na nossa cidade? A questão da descentralização da ambulância, eu fui em todas reuniões promovida pela população no interior, todas: Criúva, Vila Seca, Fazenda Souza e Vila Oliva. Para o secretário dizer que a terceirização da ambulância do SAMU ele está esperando a briga entre dois vereadores. Meu Deus, a comunidade reuniu mais de 300 pessoas entre essas cinco reuniões, porque além das quatro teve mais uma de fechamento. Agora o secretário vai esperar dois vereadores decidir se vai ser em uma região ou na outra.
VEREADORA ESTELA BALARDIN (PT): Me permite um aparte, vereadora.
VEREADORA ROSE FRIGERI (PT): Seu aparte, primeiro, vereador Lucas, depois...
VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Rapidamente. Bom, é isso, vereadora Rose. O que nós estamos pedindo é o óbvio, o necessário. A urgente rescisão do contrato com o Ideas, sob pena de nós continuarmos despendendo recurso, pagando o que é de responsabilidade para o município e isso correr o risco de não ser repassado. Digo aqui, a UPA segue com o atendimento médico suspenso. E mais um tema, vereadora Rose, que nós vamos discorrer. Amanhã não tem sessão, mas na quarta. Rádio Caxias acaba de divulgar: “Prefeitura de Caxias do Sul multa concessionária em R$ 756.000 por atraso na iluminação pública”.
VEREADORA ROSE FRIGERI (PT): Sim, também vi.
VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Quando a gente acha que não pode piorar, piora ainda mais.
VEREADORA ROSE FRIGERI (PT): Seu aparte, vereadora Estela, rapidamente.
VEREADORA ESTELA BALARDIN (PT): Então, vereadora Rose, gostaria de dizer que é justamente essa a posição da bancada do Partido dos Trabalhadores. A gente precisa do rompimento imediato. A gente entende todos os entraves jurídicos, toda a preocupação jurídica em romper um contrato com o Ideas, mas já passou da hora de isso acontecer pelo fato de que eles vem a muito tempo sem o cumprimento das metas básicas de atendimento à população. O atraso no pagamento dos fornecedores de medicamentos, das horas médicas, impacta diretamente no atendimento prestado à população. Então, nós precisamos do rompimento do contrato.
VEREADORA ROSE FRIGERI (PT): Então, para concluir, nós queremos e vamos defender a municipalização das UPAs e perguntar aqui para o prefeito: Cadê a UPA da Zona Sul prometida em campanha? Muito obrigada.
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VEREADOR JOSÉ ABREU - JACK (PDT): Bom dia, presidente, colegas vereadores e vereadoras. Eu quero agradecer a todos que ficaram aqui para me ouvir. Dar meu bom dia ao pessoal de casa e aos que nos assistem aqui do plenário. Quero começar pedindo desculpa à população de Caxias do Sul que estava assistindo a sessão. Então, peço desculpa, aqui, em nome dos companheiros vereadores e vereadoras desta Casa. Quero falar um pouquinho sobre a questão da saúde. Quero, primeiro, parabenizar o secretário Rafael Bueno. E eu vou ler algumas medidas que foram tomadas durante a gestão do Rafael na secretaria: reforço de médicos e profissionais; combate às filas e mutirões; modernização e digitalização da saúde; investimento na urgência e emergência; vigilância em saúde; combate à dengue; melhorias hospitalares em Caxias do Sul, novos leitos; ampliação do centro obstétrico; melhorias em diagnóstico por imagem; nova subestação de energia; ampliação da capacidade hospitalar; fortalecimento da atenção primária, que é muito importante; redução das filas do SUS; contratação de novos profissionais; ampliação do atendimento especializado; modernização na estrutura; e o principal, que é a habilitação da UPA, garantindo 6,3 milhões por ano. E dizer para vocês que eu vou à UPA, gente. Eu levo pessoas do meu bairro à UPA e eu cheguei lá e vi que a UPA estava cheia, sim. A UPA estava cheia de pessoas que não querem se vacinar. A maioria das pessoas que estão lá, estão para fazer exame da influenza, porque estão gripados. Então, quero aqui pedir para as pessoas de Caxias do Sul e para os moradores de Caxias do Sul: vamos nos vacinar. A vacina está ali, é gratuita, está na praça todos os dias. Então, vamos fazer a vacina, gente, e evitar que a UPA fique cheia. Então, mais uma vez, parabéns ao Rafael pelo excelente trabalho que está fazendo. Concordo com o vereador Juliano Valim, está na hora da gente rescindir o contrato, sim, com essa empresa. O Rafael está trabalhando nisso desde o início, quando chegou lá. E dizer aos nobres vereadores o que é a terceirização e o porquê este vereador é contra a terceirização, principalmente da saúde. E aproveitar o meu tempo para falar sobre a escala 6x1.
VEREADOR JULIANO VALIM (PSD): Um aparte, nobre colega vereador.
VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Um aparte, vereador?
VEREADOR JOSÉ ABREU - JACK (PDT): Quero agradecer a CDL pelo presente que nos deu, uma agenda. Mas dizer que o que eu quero mesmo de presente para os trabalhadores é o fim da escala 6x1. Então, se realmente querem dar um presente para nós, para os trabalhadores, venham aqui que eu vou colocar na agenda que vocês me deram que acabou a escala 6x1 e reduzimos a jornada de trabalho sem redução de salários. Seu aparte, vereador.
VEREADOR JULIANO VALIM (PSD): Nobre colega José Abreu - Jack, infelizmente, não deu certo a terceirização em Caxias do Sul. Ficou provado que as tentativas que envolvem a questão da saúde não funcionam. É por isso que a gente tem que valorizar os servidores públicos, aqueles que são extremamente eficazes, competentes e que, de fato, dão um resultado positivo. A única parceria que deu certo até o presente momento foi com a Universidade de Caxias do Sul, a UCS. Então, tem que ser revisto sim, já que vai ser encerrado esse contrato, para que, de fato, a gente utilize recursos e alternativas que, na prática, causem resultados que agreguem valores para a população caxiense, principalmente quem utiliza as UPAs de Caxias do Sul. É triste você ter que ir lá e observar lotado aquele espaço e, principalmente, agora, com o descaso dessa empresa terceirizada, Ideas, do qual está causando esse transtorno. Tem que ser efetuado os pagamentos para esses colaboradores e para esses funcionários o quanto antes, porque assim não dá para seguir. Todos têm seus familiares, têm as suas contas, suas dívidas. Então, é necessário que haja ações rápidas e ágeis. E nós, aqui nesta Casa, somos parceiros. Parabéns, vereador Jack, por essa caminhada que o senhor está fazendo. Trabalho nobre e exemplar nesta Casa Legislativa.
VEREADOR JOSÉ ABREU - JACK (PDT): Obrigado, vereador Juliano. Parabéns ao senhor. Estamos juntos nesta caminhada. Eu sei o trabalho que o senhor faz pelo povo de Caxias do Sul e em prol da saúde de muita gente que o senhor trabalha. Então, dizer que eu sou favorável a algumas parcerias, sim. Eu acredito que tem que ter parcerias, sim. Mas a saúde é essencial para o município. Então, terceirizar a saúde é complicado. Então, sou a favor, sim, de algumas parcerias. Como uma parceria na Habitação, acho que tem que ser feito, porque é a única forma da gente conseguir avançar na questão habitacional, fazer parceria como algumas parcerias, algumas PPPs dão certo. Então, eu sou favorável a algumas coisas, sim, mas terceirizar a saúde é complicado. Seu aparte, vereador Lucas.
VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Obrigado, vereador Jack. Quero tratar do tema do fim da escala 6x1. Me preocupa, quando a gente fala de qualquer tema, do ponto de vista da vida das pessoas, que quem se rogue o direito de falar por esse assunto não saiba nada dele ou jamais tenha trabalhado de segunda a sábado ou até de segunda a domingo. Então, nós não podemos naturalizar isso como normal e pior, o senhor deve estar sabendo, sei que o senhor vai para Brasília a semana que vem, vamos se unir, não vou estar lá, mas vamos estar junto na pressão aos deputados e deputadas sobre esse tema. Tem um grupo de deputados e mais de 170 deputados do Brasil que além de emendar o projeto de lei, querem fazer o seguinte, autorizar que as pessoas possam trabalhar mais 12 horas por semana, 12 horas. É disso que nós estamos falando. Nós temos que estar firme. É um momento importante, principalmente para a área como os comerciantes e tantas outras áreas que não conseguem ver seus filhos crescer, que não conseguem ir no médico. O fim da escala 6 x 1 é uma pauta da maioria dos países. Aqui todo mundo gosta de citar a Europa. A maioria dos países da Europa já venceram esse debate e qualificaram a vida das pessoas. Então, somos parceiros. Hoje à tarde estarei na praça conversando com as pessoas, dialogando pela necessidade de uma pauta que unifica a classe trabalhadora no Brasil, que é pelo fim da escala 6x1. Muito obrigado.
VEREADOR JOSÉ ABREU - JACK (PDT): Obrigado, vereador Lucas. Com certeza a gente falar de saúde aqui é falar do fim da escala 6x1. Então, tudo está conectado. Vamos falar aqui, por exemplo, da...
VEREADORA ESTELA BALARDIN (PT): Me permite uma parte, vereador.
VEREADOR JOSÉ ABREU - JACK (PDT): Por gentileza, vereador. Depois eu continuo.
VEREADORA ESTELA BALARDIN (PT): Muito obrigada. Eu gostaria de lhe parabenizar pela luta que você vem fazendo à frente da frente parlamentar em defesa do fim da escala 6x1. Dizer que há um movimento no Congresso Nacional por deturpar este projeto, que é um projeto que vem para beneficiar a classe trabalhadora e não só a classe trabalhadora que será diretamente impactada pelo fim da escala 6x1, mas para todas as pessoas. Vou falar aqui do exemplo dos servidores e servidoras públicas dentro das escolas que trabalham muitas vezes sobrecarregados, porque os pais não tem tempo de estarem com os seus filhos e as crianças vão para a escola também com toda essa falta de acompanhamento do pai, da mãe. Então impacta em várias áreas, impacta na educação, impacta na saúde, impacta na qualidade de vida. Mas nós precisamos pautar que a gente quer o fim da escala 6x1 de maneira imediata, sem redução salarial, que a gente não aceita que seja de forma escalonada porque a gente já passou e enfrentou muito tempo no nosso país de descaso com a classe trabalhadora e nenhum dia mais será aceito por nós. Muito obrigada.
VEREADOR JOSÉ ABREU - JACK (PDT): Obrigado, vereadora. Vereador Cláudio.
VEREADOR CLÁUDIO LIBARDI (PCdoB): Muito obrigado. Para ser justo, vereador José de Abreu, eu queria cumprimentar vossa excelência, cumprimentar o vereador João Uez, cumprimentar o vereador Juliano Valim, cumprimentar o vereador Zé Dambros, que são da base do governo e permanecem aqui para ouvir as nossas críticas também. Política se faz assim, garantindo o quórum. Então como eu não nomeei na última oportunidade, nomeio nessa. Vereador, eu fico muito feliz que vossa excelência nos represente na próxima semana no Congresso Nacional Brasileiro, onde teremos uma grande vitória. Hoje fizemos história aqui e o senhor fará história junto de todos os nossos companheiros no Congresso Nacional Brasileiro votando a nossa famigerada escala 6x1 e levando a nossa jornada de trabalho a 40 horas. Uma luta que dignifica o senhor e o povo dessa cidade.
VEREADOR JOSÉ ABREU - JACK (PDT): Obrigado, vereador Cláudio. Quero dizer aqui que eu ouvi aqui os vereadores falar que... o vereador Hiago falou que eu não gosto de falar os nomes, mas o vereador Hiago falou, está registrado, que os médicos, enfim, na UPA estão adoecidos. Estão mesmo, vereador, estão sobrecarregados, estão cansados, como os servidores da prefeitura de Caxias do Sul. Eu enquanto secretário eu vi, os servidores estão adoecidos, a grande maioria. E por isso que a gente vai à Brasília sim, vamos lutar pelo fim da escala 6x1, vereadora Estela. Vamos lutar e vamos conseguir essa vitória para os trabalhadores dessa cidade, desse país, porque é saúde para o trabalhador. É poder descansar um pouco mais, é poder ficar um dia com a família. Então, com certeza nós estaremos lá e vamos, sim.
VEREADOR HIAGO MORANDI (NOVO): Um aparte, vereador.
VEREADOR JOSÉ ABREU - JACK (PDT): Ter a vitória dos trabalhadores. Seu aparte, vereador Hiago.
VEREADOR HIAGO MORANDI (NOVO): Só para deixar registrado que não teve nenhum estudo sério na questão da escala 6x1, e deixar registrado que eu sou totalmente contra. Quando colapsar lá na frente e dar mais problemas, eu não quero ninguém culpando Marte, eu quero que culpem as pessoas. No caso, vocês que defendem isso. Muito obrigado, vereador.
VEREADOR JOSÉ ABREU - JACK (PDT): Obrigado, vereador, pela contribuição. Não precisava nem o senhor falar, todos nós sabemos que o senhor é contra a escala 6x1.
PRESIDENTE JOÃO UEZ (REPUBLICANOS): Para finalizar.
VEREADOR JOSÉ ABREU - JACK (PDT): Que o senhor é a favor, desculpa, à escala 6x1, e a favor que as pessoas trabalhem 52 horas por semana, provavelmente, que os deputados do seu partido também. Então, eu não estou surpreso, aqui, então, vamos acabar com essa escala 6x1, com certeza. E os trabalhadores vão agradecer, aí, o futuro e o país também, que só os países desenvolvidos já tão com 40 horas, 36 horas. Obrigado.
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VEREADORA ESTELA BALARDIN (PT): Me permite um segundo.
VEREADOR CLÁUDIO LIBARDI (PCdoB): De imediato. Um minutinho só.
VEREADORA ESTELA BALARDIN (PT): É só para deixar claro que quando foi feito o fim da escravidão no nosso país, também era essa justificativa que era utilizado por quem era contrário, que ia acabar com a economia. Então, mais uma vez a gente vê a história mostrando quem está do lado da classe trabalhadora e quem não está. Muito obrigada.
VEREADOR CLÁUDIO LIBARDI (PCdoB): Eu que agradeço V. Exa. Vamos lá. Ontem eu mandei no grupo de WhatsApp de vereadores, que V. Exas. com certeza devem imaginar que ele deve ser um pouco animado, que não precisava ser o Arquimedes para fazer o cálculo que o prefeito Adiló ia quebrar a cidade. Porque vamos supor, vereadora Daiane, um bilhão e meio uma PPP. Um bilhão e meio. Depois de um bilhão e meio em uma PPP, nós pagamos mais um bilhão para a família Magnabosco. Depois nós pagamos nove milhões em aluguéis por mês. Depois nós terceirizamos a integralidade da saúde. E mais do que isso, nós temos 1.300 demandas trabalhistas com uma condenação superior a 10 milhões por ano, porque não fiscalizamos. Daí nós pegamos a nossa segunda principal empresa pública e fazemos ela pagar de juro e multa 10 milhões de reais por ano. Será que nós precisamos ter o Roberto Justus para falar que vai quebrar essa cidade? Eu acredito, e mandei no grupo de WhatsApp dos vereadores, que até o pessoal do “Pequenos Gênios” do Luciano Huck administraria melhor que o prefeito Adiló. É óbvio que vai faltar dinheiro! Porque gasta um monte de dinheiro com coisas que não precisa gastar. Por isso que falta dinheiro. Daí tu pega na mistura, bota mais 22 milhões de reais por ano em secretários adjuntos. E daí tu vai somando, somando, somando. Vereadora Daiane, se eu somar os secretários adjuntos, os CCs e a publicidade em quatro anos, sabe quanto dá? 200 milhões de reais. 200 milhões de reais para pagar os CCs do prefeito Adiló, para pagar os secretários adjuntos e a publicidade. Duzentos milhões de reais. É óbvio que a cidade ruma para uma tragédia no inverno. Eu cansei, vereadora Andressa, de chegar aqui e ver o discurso da vereadora Daiane falando sobre mortes por síndrome respiratória. Todos vimos aqui. Vimos ou não vimos? Todo mundo falou que ia colapsar a UPA no inverno. O vereador Lucas sozinho falou umas 20 vezes que ia colapsar. E nós cobrando e o prefeito Adiló olhando. Eu estou cansado de responder a pergunta o que a oposição faz. Eu quero começar a ouvir o que o Adiló faz. O que o Adiló faz para romper o contrato com o Ideas? Que custa... eu vir aqui e falei para o secretário Milton, quando ele ainda era secretário municipal, vereadora Rose, que não era para pagar o InSaúde, porque o InSaúde não pagaria os médicos. Todos ouviram a fala disso da tribuna. Ele foi lá e pagou. O InSaúde, pagou os médicos ou não pagou? Se o Ideas não repassa para os médicos nós devemos consignar na justiça para que os médicos possam sacar. O prefeito Adiló está cercado, e aqui com o respeito que tenho por ele, porque é um homem que me parece ser sério, por incompetentes. Ele está cercado por gente que não entende nada de administração pública, que está levando esta prefeitura para o buraco. Será que ninguém era capaz de falar que no fluxograma de caixa, em que o município não tem no caixa livre 5% da receita não pré-fixada, que não vai estar relacionado, vereadora Andressa, a R$ 200 milhões, nós não conseguimos pagar 1,5 bilhão? Se nós não conseguimos fazer uma licitação com o dinheiro que está em caixa, vereador Zé Dambrós. O vereador João Uez vive falando que vai ter sangue na mão do Eduardo Leite. Eu quero saber quem vai ter sangue nas mãos se a UPA continuar do jeito que está. Quem vai ter sangue nas mãos? Muito obrigado.
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VEREADORA ANDRESSA MARQUES (PCdoB): Obrigada, senhor presidente. Sempre respeitando o Regimento Interno, né? O que ele diz exatamente. O que ele diz, e não inventando aquilo que nos convém. Senhor presidente, o vereador Libardi já trouxe aqui elementos que são graves. Mas a reflexão que eu queria fazer é a seguinte. É que nem a gente fala de outros políticos por aí. Se o governo Adiló é cercado por incompetentes, eles sabem que são incompetentes e eles provam que são incompetentes todos os dias, o que ele é também? Será que ele não é incompetente também? Porque não toma medidas. Então, sinceramente, o governo Adiló tem se demonstrado totalmente incompetente com o quê, nobres colegas? Em resolver os problemas da cidade. E aí eu queria chamar a atenção para uma coisa. Nós estamos falando aqui das PPPs da educação, o que foi vendido como uma grande solução para os problemas da nossa cidade, vereadores e vereadoras. Era a grande bandeira do segundo governo Adiló. Já inauguraram alguma escolinha? Queria saber onde começaram a construir? (Manifestação sem o uso do microfone.) Lá no Cruzeiro também. Aliás, lá no meu bairro fecharam um terreno do lado da escola, que já tem. E nós dissemos: Para que duas escolas uma do lado da outra? São decisões que a gente não entende por que são tomadas, por quem são tomadas. Segundo problema.
VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Um aparte, vereadora.
VEREADORA ANDRESSA MARQUES (PCdoB): As UPAs. Aquilo que tinha de bom os caras vendem a preço de banana, porque dizem que o serviço público não funciona. Por que nós sempre falamos do Samae e da Codeca? E eu fiz questão de perguntar pro Milton se eles tinham a intenção de privatizar. Porque o papo é sempre que o serviço público não funciona. Vamos vender. Vendem para dar mais faz dinheiro para a empresa. Um bilhão e meio, e não funciona. As duas UPAs na mão de uma empresa que é investigada no Brasil inteiro. As duas UPAs nas mãos da mesma empresa. O que ia acontecer, nobre colegas? Era óbvio. E por que agora não rompem o contrato? Alguém tem que dar explicação. Por que não rompem o contrato? E por que, vereador Libardi, esses incompetentes, que comprovadamente são incompetentes... Nem a base consegue, aqui, defender alguns. Por que continuam? Aí eu fui chamada a atenção quando o diretor Milton veio aqui, porque eu fiz um comentário. Mas eu digo: “Gente, eu não tenho medo do que eu falo.” Os caras estão nos cargos porque eles são do grupo de amigos? Por que eles são dos grupos políticos? Por que eles são da maçonaria? Dane-se! Eu falei maçonaria e falo. Quero ver. Vão fazer o quê comigo? Não, vereador Hiago, deve ter gente competente na maçonaria. Não é possível que tenham escolhido os mais incompetentes. Não é contra a maçonaria. Agora, está lá só porque assina com três pontinhos na porcaria da assinatura? Então vamos falar a verdade, gente. Esta gestão é uma tragédia. Vendem o que deveria ser direito social. As pessoas não conseguem ter acesso. O que mais agora? A iluminação pública. Tudo que a gente fala que vai ser problema realmente é problema. E ninguém fala nada. Aí o vereador Calebe vem aqui e tenta dar um golpe. E acha que nós vamos aceitar. E não fica aqui para nos ouvir. Aliás, ultimamente, ele tem ficado muito pouco na sessão. Engraçado. Quando não era líder do governo estava aqui sempre. Agora que é, tem medo de defender esta porcaria deste governo. E quero ver quem é que vai me processar por isso que eu estou falando aqui. Me processa! Eu tenho coragem para vir aqui falar o que eu preciso falar enquanto oposição desta Casa. As coisas que eu fui eleita para defender, que é serviço público de qualidade para a população, eu quero que, no mínimo, quem é da base venha aqui defender a base, venha aqui defender este governo trágico e explique quando a gente perde explicação do porquê as coisas são óbvias e não acontecem. O que mais precisa acontecer para romperem os contratos das UPAs? A nossa cidade não é... Os direitos, os serviços não são mercadorias. Por isso, nós precisamos defender o serviço público. Por isso nós defendemos o hospital público. Vereador Lucas, eu ia lhe conceder aparte. Peço desculpa aos colegas. Mas está dado o recado. Nós vamos cobrar todo dia, toda hora. E teria mais coisa para trazer. Só para finalizar, senhor presidente.
PRESIDENTE JOÃO UEZ (REPUBLICANOS): Pois não.
VEREADORA ANDRESSA MARQUES (PCdoB): Ontem falei com a Defesa Civil, e o Tenente Armando me falou que não ia atender uma família porque não tinha material na Habitação. Vereador Jack, eu fui visitar, há duas semanas, o depósito. Está cheio de material. Eles acham que a gente é palhaço. Sinceramente, é um problema atrás do outro.
PRESIDENTE JOÃO UEZ (REPUBLICANOS): Obrigado, vereadora. Para finalizar, vereadora.
VEREADORA ANDRESSA MARQUES (PCdoB): Então, senhor presidente, se precisar todos os dias vir aqui cobrar, eu vou cobrar. Obrigada.
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VEREADOR CAPITÃO RAMON (PL): Senhor presidente, nobres colegas aqui presentes. Eu queria falar a respeito do que está acontecendo com as nossas UPAs. Eu já vinha alertando isso desde dezembro. Eu fui o primeiro a defender quando estava certo e o primeiro a crucificar quando estava errado. Eu acredito que a gente deve fazer dessa forma. Em dezembro, eu já solicitava para o poder público municipal o rompimento do contrato com essa empresa Ideas. No entanto, nós estamos em maio, e ainda isso não foi realizado. Nós tivemos reiterados meses de atraso de pagamento dos colaboradores Nós temos reiterados meses de a empresa não estar fazendo o pagamento dos consignados para os bancos, mas recebendo da prefeitura. E isso, a prefeitura sendo conivente. Sabe por quê? Porque nós estamos alertando. Os funcionários estão alertando. Quando o poder público contrata alguém, ele não se exime de responsabilidade, muito pelo contrário. Ele é o principal responsável e fiscalizador desse contrato. Se o contrato não está sendo cumprido, ele deve ser rompido unilateralmente. E até agora nós não tivemos alguém com coragem para romper esse contrato. E no dia de ontem, com muita coragem e eu acredito que com tristeza também, os médicos entraram em greve. E eu digo à população: a culpa não é dos médicos. Porque você trabalha o mês inteiro, o mínimo é o seu salário, é a sua remuneração. E isso eles não estão recebendo. Toda a equipe de colaboradores das UPAs, até mesmo a manutenção, que não é diretamente visto, mas é importante, também não estão recebendo. E agora quem está no meio de tudo isso aí é a população. É o povo que está nesse fogo cruzado entre a prefeitura dizer uma coisa e acontecer outra. E no final das contas, ou no frigir dos ovos, eles não estão recebendo e essa empresa está se apropriando desse valor. E eu aviso: o prefeito é o responsável. Se o prefeito não tomar...
VEREADOR CLÁUDIO LIBARDI (PCdoB): Vou lhe pedir um aparte, por gentileza.
VEREADOR CAPITÃO RAMON (PL): ...ele pode ser impeachmado por isso! É improbidade administrativa. Ele não está cumprindo a sua missão precípua. Eu não estou ameaçando, eu estou dizendo fatos. É constatação. Se ele não tomar uma atitude, pessoas vão morrer. Aqui eu tenho um áudio de uma senhora que me mandou agora pela manhã. (Exibição de áudio.) Ou seja, as pessoas estão doentes e não conseguem atendimento. E qual que é o plano B? Qual que é o backup? Ir numa UBS. Na UBS não tem ficha. Ou seja, as pessoas estão desamparadas nesse momento. O poder público municipal desamparou essas pessoas por má gestão. Não foi por falta de aviso desta Casa Legislativa. Ampla maioria dos vereadores já solicitaram isso para o poder público municipal e não foi cumprido, por quê? Falta de coragem. E eu, quando vim aqui nessa tribuna eu falei: que um administrador ele tem que ter coragem. E no entanto, não é o que está acontecendo. E nós vamos esperar mais o quê? E para concluir, quando dizem que a oposição não traz solução. Ano passado, para saúde, este vereador aqui e outros vereadores também, trouxe para saúde R$ 1.660.000,00 por meio de emendas parlamentares do deputado federal Marcon. Um milhão seiscentos e sessenta mil. E acredito que a minha colega, também, mais 1.660.000,00 totalizando mais de três milhões de reais para saúde.
PRESIDENTE JOÃO UEZ (REPUBLICANOS): Obrigado, vereador Capitão Ramon. O senhor dividiu o seu espaço com a vereadora Daiane, então já ultrapassou o tempo.
VEREADOR CAPITÃO RAMON (PL): Ok. Para concluir, senhor presidente. Prefeito, se o senhor não tomar uma atitude, o caos já está deliberado. Muito obrigado.
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VEREADORA DAIANE MELLO (PL): Bom dia a todos, bom dia, presidente, bom dia, senhores vereadores, bom dia, minha filha Yasmin, que está aí acompanhando. Ela me pegou no aeroporto, e nós viemos para a sessão porque verificamos que ainda não tinha finalizado. Agradecer ao vereador Capitão Ramon por dividir o espaço, porque, mesmo a gente estando em Brasília, a gente está acompanhando os fatos da cidade. E, infelizmente, os fatos não são bons. Essa noite, era três horas da manhã, tocou meu telefone, tinha programado para despertar às quatro, por causa do meu voo, três horas da manhã a Maria Hoffmann me dizendo que estava na UPA Zona Norte com a filha queimando em febre. Estava sem atendimento, e estavam mandando ela ir para casa. E eu disse: “Não, tu diz que tem que ter pelo menos 20% do pessoal atendendo aí, pelo menos a urgência e a emergência.” Então fui conversando com ela, até falar com o Luan, da UPA Zona Norte. E ela conseguiu ser atendida. Mas quantas pessoas estão indo para casa sem atendimento? A gente fez um pedido por e-mail para o secretário Rafael Bueno, para verificar quantas vezes o Ideias já foi notificado por essas e por tantas outras coisas que acontecem. Mas vamos trazer através de um pedido de informações nesta Casa. Queremos todas as notificações do Ideias, o que está acontecendo. Porque não tem cabimento, no grupo dos vereadores, e alguns vereadores vão concordar comigo, a gente ficar sabendo que está faltando medicação e daí ser encaminhado o fiscal. Daí, por causa dos vereadores que estão falando, a oposição, daí vai ser mandado um fiscal à UPA Zona Norte ou à UPA Central? Não tem fiscalização? Então, a gente fica muito preocupado. Na parte da educação, então, piorou a situação. A questão da PPP ovacionada, que era tudo lindo e maravilhoso, nos traz a notícia o jornal Pioneiro e pega todo mundo de surpresa com essa questão. Por quê? Porque as escolinhas são necessárias para as pessoas. As pessoas estão na fila. E foi vendida a ilusão que vão zerar as filas. Eu já disse que não zera, porque a pessoa que precisa da escolinha agora, daqui três anos, quando finalizar a escolinha lá para ela, ela não precisa mais, muitas vezes. Então, para os próximos anos, as pessoas que tiverem crianças que vão precisar de educação infantil, pode ser que sejam atendidas. Isso sim. Mas não que vai zerar essa fila, porque nessa fila a gente já tem crianças com dois, três anos aguardando a vaga. Então, infelizmente, não vai resolver esse problema. Na parte de educação, eu também posso falar da falta de transporte escolar para as crianças da Luiza Morelli e da José Bonifácio. Estão dizendo que não tem transporte, o ônibus está indo com 11, 12 vagas. E eu fiz o trajeto com as crianças. Eu fiz o trajeto da Luiza Morelli, atravessei a faixa e fui até o Canyon com as crianças. Não tem cabimento. Crianças até a quinta série. A Yasmin está no quinto ano, tem 10 anos. As crianças até 10 anos têm que fazer aquele trajeto a pé. Ou, senão, elas têm que colocar a responsabilidade lá e ir para o Tancredo, para o Ruben, que também tem um trajeto perigoso para ir até lá. E o projeto do transporte escolar não anda nesta Casa. Eu fiz emenda, emendei. A oposição tenta trabalhar, traz recurso. Emendei o projeto do transporte quanto à questão do trajeto perigoso. E nada acontece, está parado. O projeto está parado desde o final do ano passado, e nada, não anda. E na educação, então, também, para surpresa de zero pessoas, várias escolas sem a agenda escolar. Sem a agenda escolar. Em pleno mês de maio, estamos finalizando o mês de maio, e não chegaram as agendas às nossas escolas. Gente, está faltando o quê? Está faltando pulso firme. Está faltando gestão. Está faltando competência, sim. Está faltando planejamento. Porque como é que tu organiza uma obra e depois não tem como acontecer? A Policlínica foi revogada, foi revogada a licitação da Policlínica. Primeiro foi falado do TCE, que tinha feito algumas indicações. O secretário Micael veio aqui, eu perguntei para ele sobre a licitação da Policlínica, e ele foi muito claro que ela era uma indecisão do governo ainda, pela contrapartida de 11 milhões e mais os 100 milhões anuais, que provavelmente não daria para fazer. Conversei com o vereador Rafael, ele disse que teria até o dia 20 para ser definido. E foi revogado. Então, o marketing, eu volto e repito aqui, o marketing é demais. Tem notícia, tem janta, tem evento. Só não tem foguetório porque não pode, por causa da legislação municipal. Só isso daí. Mas tem festa, e festa, e festa. Mas a entrega, realmente, para as pessoas? Essa não tem. Eu já disse muitas vezes aqui, a política pública não é medida pelo anúncio, e sim pela entrega. Então, falta entrega. Para concluir, seu presidente, falta entrega para as pessoas que precisam do transporte escolar para as crianças; falta entrega para as pessoas que precisam da UPA; para as pessoas que estão nas filas para a policlínica, para tantos exames e tantos especialistas. E assim continua. Muito obrigada, senhor presidente. Não tinha como não falar sobre esses assuntos que assolam a nossa cidade. Falta de planejamento, falta de gestão, falta de competência e muito marketing.
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Não houve manifestação

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