VEREADOR CALEBE GARBIN (PP): Presidente, primeiro quero, já que a vereadora Rose se deu o direito de sair do tema e falar em autoritarismo político etc. e tal, eu quero mais uma vez reforçar que a gente está falando de um projeto de lei. Para quem está em casa, nós estamos falando da Emenda Modificativa nº 1/2026, de autoria da bancada do PT, que propõe o quê? A exclusividade da presidência do Conselho Municipal de Ciência, Tecnologia e Inovação por representante de entidade da sociedade civil. Portanto, isso ataca frontalmente o princípio da democracia, da paridade e da igualdade entre a sociedade civil e o governo. O projeto visa justamente preservar, manutenir, fazer a manutenção e garantir o direito de alternância de poder. Me estranha a vereadora Rose também trazer aqui e dizer que ela não observou. Bom, eu tenho bastante demanda no meu gabinete e tenho mais a liderança de governo. Agora, se eu precisar ter cuidar do gabinete e da bancada do PT, aí vai ficar difícil. O parecer está feito desde o dia cinco de maio. Hoje é dia 21. Faz 16 dias que existe um parecer no sistema, parecer assinado por três de cinco vereadores. A maioria da comissão assinou o parecer. Induz quem está em casa de que nós somos autoritários, antidemocráticos etc., etc. No mesmo sentido, nós temos uma emenda que acresce, que cria um conselho fiscalizatório, do qual nós somos favoráveis ao mérito, porque isso não encontra dificuldade, não encontra óbice no aspecto legal. Então assim, falar em autoritarismo? Não. Autoritarismo, para mim, é a pessoa chegar a um evento, como aconteceu ontem, vereador Lucas — e eu presenciei, tenho testemunhas disso —, onde eu estava representando a Casa, e a pessoa dizer assim: “Esse guri chegou agora e quer sentar na janela. Não contem mais com a minha ajuda.” Porque a referida vereadora não recebeu uma representação, vereador Bortola, para um evento, porque eu me antecipei e pedi a representação para o evento. E a vereadora, no auge do seu equilíbrio, inclusive a vereadora que nos deu posse como vereadores, porque era a vereadora mais antiga desta Casa, teve o prazer de dar posse a todos os vereadores, no auge da sua maturidade foi capaz de dizer isso ao segundo vereador mais jovem desta Casa. Aí eu pergunto: Será que isso é preconceito com os jovens desta Casa? Se eu fizesse isso com alguém mais velho, eu seria chamado de etarista, eu seria chamado de preconceituoso e uma série de rótulos. Autoritarismo e etc.
VEREADORA ROSELAINE FRIGERI (PT): Uma questão...
VEREADOR CALEBE GARBIN (PP): Mas o equilíbrio parte do líder de governo. Então, para encaminhar a minha fala aqui, senhor presidente, a orientação do governo...
PRESIDENTE LUCAS CAREGNATO (PT): Só um minutinho, vereador Calebe. Só um minuto, por favor.
VEREADOR CALEBE GARBIN (PP): Por favor, presidente.
PRESIDENTE LUCAS CAREGNATO (PT): Tempo garantido, vereador Calebe. Sua Questão de Ordem, vereadora Rose Frigeri.
VEREADORA ROSELAINE FRIGERI (PT): Ele fala que estou mudando o tema, e quem está entrando em outro tema é ele. Inclusive distorcendo o que aconteceu ontem. Peço que o vereador retire, então, essa fala, porque nós podemos esclarecer o que aconteceu ontem.
PRESIDENTE LUCAS CAREGNATO (PT): Obrigado, vereadora Rose. O senhor retira, vereador Calebe?
VEREADOR CALEBE GARBIN (PP): Não retiro e sigo, presidente.
PRESIDENTE LUCAS CAREGNATO (PT): Pois não. Segue no tema, vereador Calebe, por favor.
VEREADOR CALEBE GARBIN (PP): Sim, permaneço no tema. Como ela teve o direito de sair e me chamar de autoritário, eu tenho o direito de sair do tema e dizer que não sou autoritário. E dizer como muito bem disse o vereador Libardi, está sendo oportunizado debater e discutir a emenda aqui. Se a vereadora não está acostumada ao processo legislativo, eu recomendo que troque a sua assessoria, reveja, analise e estude o Regimento Interno. Nós temos uma comissão, da qual ela faz parte, inclusive. Agora, não venha chamar de autoritário quem está utilizando um instrumento legislativo legítimo, na condição de presidente da Comissão de Educação, emitindo parecer que está em coadunância com a Constituição, com a lei que regra os conselhos municipais desta cidade. Então, qualquer pessoa com um semestre de Direito, aqui, sabe o que eu estou dizendo. Considerando tudo isso, presidente, a orientação é para que nós derrubemos essa emenda, que fere o princípio da igualdade, da isonomia e da paridade entre os conselhos. Obrigado.