quinta-feira, 21/05/2026 - 175 Ordinária

Requerimento Pedido de Informações ao Prefeito nº 17/2026

VEREADORA ROSE FRIGERI (PT): Bom dia. Bom dia a quem nos acompanha em casa, colegas vereadores, vereadoras, bom dia a quem está aqui no plenário, também. Esse pedido de informações, ele vem ao encontro de muitas coisas que nós temos discutido aqui na nossa cidade, especialmente em relação ao transporte público. Existe também um fórum que fez algumas discussões. A vereadora Estela participou desse espaço também, nos trouxe essas preocupações, mas nós aqui nesta Casa já havíamos ponderado a necessidade dessas informações. Eu lembro que ainda no início do ano ou no fim do ano passado, quando foi nos apresentadas as planilhas da Visate, a gente havia solicitado ao então secretário de transporte, nosso colega Fiuza, que apresentasse mais dados, mais elementos. Alguns vieram, mas alguns não vieram. Inclusive quando nós aprovamos, nós colocamos uma emenda que infelizmente não foi aprovada por esta Casa. Quando nós aprovamos, não, quando a Casa aprovou o subsídio nós havíamos colocado duas emendas. A mesma que em 2021, nós havíamos feito, em janeiro de 2021, e que infelizmente o governo não tem acatado. E naquela época a emenda dizia exatamente para que fosse prestado contas de todas essas questões que a gente vem solicitar agora. Aquela emenda e esta fez com que nós votássemos contra inclusive a todo o projeto na medida em que nós não entendemos o porquê, qual o motivo do poder municipal não querer. Não querer prestar contas. Não querer abrir as planilhas. Não querer vir aqui na Câmara, se eu não me engano era de três ou de seis em seis meses. Que é uma prestação de conta não só para esta Casa, não só para nós parlamentares, mas para a população como um todo. Então, nesse sentido esse pedido de informações que eu espero profundamente que passe nesta Casa porque nós temos outras formas de pedirmos informações caso esta Casa rejeite. Parece que agora virou moda. Ontem eu não estava, estava representando, mas eu acredito que os vereadores e as vereadoras votarão, sim, favorável, porque é um direito desta Casa saber esses informes todos. E nós sabemos que muitas coisas mudaram com a pandemia, só que a pandemia já acabou. Nós temos um governo que muitas vezes alegava aquele prefeito cassado. Aí veio a pandemia, agora é só o problema da pandemia. Depois veio a enchente, agora é o problema da enchente. Bom, as coisas têm que ser superadas. Vamos investir. Vamos ir para frente. Vamos governar com transparência e responsabilidade.
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VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Bom dia, presidente João Uez, colegas vereadores, colegas vereadoras. Estamos aqui para discutir um requerimento que trata sobre a tarifa do transporte público na nossa cidade. Eu ontem encontrei o colega líder do governo, meu amigo Calebe Garbin, que me perguntou se eu estava muito nervoso, não estava calmo. Acho que quem acordou nervoso hoje foi a base do governo com todas as notícias que o jornal citadino traz. E o Pioneiro não é nem um folhetim do PT, nem do PCdoB, nem do PCBR, é o jornal da cidade, do Grupo RBS, falando. Mas nós vamos discorrer mais sobre isso. Além dos problemas que o jornal apresenta, além da greve dos médicos na UPA. Nesse momento nós não temos atendimento, apenas graves, nas UPAs da nossa cidade, nós vamos nos ater ao tema do transporte público. E um trabalhador para sair do São Victor e vir até o centro da cidade, se ele não tiver no cartão, ele vai pagar em dinheiro, ele vai pagar uma das tarifas mais caras do país. Mais caras do país. Nós não estamos falando pouca coisa. O transporte público de Caxias do Sul é ruim na forma como ele está concebido. E eu estou dizendo que ele é ruim porque ele é caro e ineficiente nas linhas e nos horários para atender a classe trabalhadora. Quando a gente fala de transporte público nós não estamos falando desse quadrilátero central da cidade. Nós estamos falando de uma pessoa que sai do Cidade Industrial às 6h da manhã para chegar no centro da cidade ou se ele tiver que atravessar, se ele tiver que ir para o lado da UCS, para a zona norte da cidade. É muito ruim. E eu lembro que, quando nós concorremos com o prefeito Adiló, em 2020, na chapa encabeçada pelo Pepe Vargas e pelo então candidato a vice, Cláudio Libardi, nós fomos derrotados por uma margem pequena de votos no segundo turno, com uma proposta do então candidato prefeito Adiló da passagem a 3,50. E aqui a turma se garganteia que tem 3,50. Mas quem é que paga 3,50, Estela? Quem é que paga se, de verdade, para andar das duas às quatro, paga 3,50? Tá, mas quem é que anda das duas às quatro em Caxias? O trabalhador, agora, às sete da manhã, quanto é que ele paga? Então, nós temos um problema. O ano passado, eu, como presidente — e vocês lembram disso, colegas vereadores e vereadoras — defendia que todo o recurso do duodécimo devolvido à prefeitura fosse para diminuir o custo da passagem, que o custo da passagem em Caxias fosse para quatro reais, três reais. E, se nós tivéssemos uma passagem para todos os caxienses, a todas as horas, a três reais, as pessoas andariam mais de ônibus e muito menos de Uber. É óbvio. Mas não, a justificativa era de que não havia recurso. E foi concedido o mesmo subsídio do ano anterior. E vejam, nós temos a concepção dessa proposta. Enfrentamos o debate nesta Casa com um monte de hipocrisia, de gente dizendo que era para dar dinheiro para a Visate. Não, nós desmistificamos isso. O nosso posicionamento da bancada do Partido dos Trabalhadores e das Trabalhadoras. Inclusive, a vereadora Rose fez uma proposta de lei quando vem com essa celeuma de que a oposição não propõe nada. Graças a uma proposta da nossa colega de bancada líder, o transporte público de Caxias do Sul, hoje, ganha recursos pelos busdoors. Só que cá estamos com uma passagem cara. Vocês lembram, colegas, da apresentação, aqui, da Secretaria de Transportes, no final do ano passado? De que iam aumentar não sei quantos mil quilômetros por dia, que iam aumentar mais horários e itinerários. Tá, onde é que aumentou? No Reolon, visitem o Reolon. Tem gente que não sabe onde fica. Bota no GPS: Reolon, Mãe Dioneida. Vão na minha amiga Mãe Dioneida e perguntem para a Dioneida e para os filhos de santo dela, ou para quem vai na UBS do Mariani, ou na casa da Jane, no Vale da Esperança, se tem ônibus ou se não tem. Porque não tem, é ineficiente. Então, o pedido de informações é importante, e achei maravilhoso, vereadora Rose, que agora a base do governo não aprova os pedidos de informações e manda as respostas. Nós já temos protocolado um bem amplo sobre a Codeca. Se votarem contra, já podem mandar até antes a resposta, que daí a gente retira e vamos seguindo o baile assim. Muito obrigado.
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VEREADORA ESTELA BALARDIN (PT): Bom dia, colegas vereadores e colegas vereadoras. A gente vem ouvindo, no último período, que os pedidos de informações não são oriundos da última tentativa, mas eu quero, aqui, deixar o meu exemplo de ter ligado, de ter mandado mensagem diversas vezes para o secretário de Trânsito do nosso município, e em nenhuma das vezes ele me retornou. Em nenhuma das vezes, inclusive, eu mandando uma mensagem dizendo assim: “Me avisa que hora eu posso te ligar para eu não te atrapalhar, para eu não te incomodar.” E, mesmo assim, ele não me retornou. Ele não me disse se eu podia ligar à uma da tarde, à meia-noite. Eu não liguei para ele em um domingo de manhã. Eu pedi para ele em que momento nós poderíamos conversar, e ele não respondeu. Então, se a gente está fazendo esse pedido de informações, é também porque a gente não está tendo as respostas de outra forma. Já que isso é um argumento que gostam tanto de usar nesta Casa para rejeitar os nossos pedidos. Então, que fique claro que, para esse pedido especificamente, a secretaria não está abrindo as portas. Esta Casa, em diversos momentos — e a Rose trouxe bem já em duas oportunidades —, votou contrária a uma emenda de prestação de contas. Uma simples emenda para que a gente possa entender para onde e de que forma estão sendo geridos os recursos da empresa de transporte, da Visate. Se a gente fala aqui na Casa que o subsídio é muito, que o subsídio é pouco, a gente fala fundamentado no quê? Se a gente não tem acesso aos cálculos? Se a gente não tem acesso aos números? Parece que a gente não pode, parece que tem alguma coisa a ser escondida quando emendas como essa que são pura e simplesmente para prestação de contas não são aprovadas nesta Casa. E eu acho que esse pedido de informações, ele é bem isso. Ele é um pedido que não é para nós, bancada do PT, bancada do PCdoB, ele é para que toda a Câmara de Vereadores, que reiteradamente vem aqui trazer questões do transporte, possa pensar melhores estratégias para a gente melhorar o transporte público de Caxias do Sul. Porque a gente não pode dizer que está bom. Porque eu canso de receber print de pessoas que têm que ir de um local ao outro, fazem o teste no Uber, na 99 e os motoristas de aplicativo, as empresas de aplicativo, dão mais barato do que a passagem de ônibus. Daí a gente tem aqui a reclamação de que: "Mas não tem mais usuário, por isso que o preço da passagem está tão cara.” Mas não tem mais usuário por quê? Porque o transporte coletivo não funciona. Não funciona de acordo com a realidade das pessoas, de acordo com a necessidade das pessoas. As pessoas utilizam o transporte público para irem para o trabalho, para irem para a universidade, para irem para os atendimentos em saúde especializada que são no centro de Caxias. Mas infelizmente, para isso funcionar, a pessoa precisa sair uma hora antes de casa, pagar uma das passagens mais caras do país e muitas vezes ainda assim chegar atrasado no seu local, ou ter que caminhar quilômetros para chegar no seu local, porque a parada de ônibus é distante. Então nós temos um transporte público descolado da realidade dos munícipes de Caxias do Sul. Nós recebemos todos os dias reclamações referentes ao transporte coletivo. Eu desafio o vereador desta Casa que vá botar uma publicação pedindo às pessoas para que elas deixem as suas contribuições sobre o transporte coletivo e elas serão positivas. Porque nas minhas redes, sempre que a gente abriu espaço para as pessoas falarem sobre a sua realidade com o transporte público, é uma realidade de muita dificuldade. E a gente, aqui, está falando de um direito. De um direito constitucional. Não de uma vontade que o transporte funcione por causa de “a” ou “b”. Mas de um direito de todos e todas de ir e vir, de direito à cidade. Então, esse pedido de informações, ele serve para que a gente tenha as informações necessárias para pensar saídas para melhoria necessária do transporte público, mas ele também serve para que a gente abra a caixa preta das contas da Visate, que parece que sempre precisam ficar muito bem escondidas, e que esta Casa em diversos momentos já demonstrou isso votando contrário a emendas de prestação de contas. Então, que esse pedido de informações sirva para que a gente demonstre que não tem nada a esconder e que a gente precisa pensar coletivamente. Muito obrigada.
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VEREADOR ELISANDRO FIUZA (REPUBLICANOS): Bom dia, senhor presidente, senhoras e senhores vereadores. Que bom, vereador Ramon, se eu tivesse a solução. Ainda não tem, mas estamos trabalhando à procura dela, juntamente com um auxílio coletivo e dizer que esse pedido de informações ele vem de uma forma importante, porque toda e qualquer transparência do poder público, ela é essencial, até para que os nossos usuários do transporte coletivo possam entender a complexidade do transporte, não apenas em Caxias do Sul, porque nós não moramos em uma ilha, senhor presidente. Todas as grandes capitais vivenciam esse drama do transporte coletivo, porque em outrora nós tínhamos aqui 156 mil usuários/dia, e após a vivência da tecnologia e de novos transportes, novos moldais, que podemos dizer de transportes alternativos que todos sabem que foi pelo aplicativo, fez uma diminuição em todo o Brasil, pelo menos reduziu 50% essa questão dos usuários. Hoje, nós estamos em uma capacidade, vereadora Rose, entre 80 e 90 mil usuários/dia. Precisamos melhorar muito. Inclusive, no Conselho de Mobilidade, nós colocamos, de uma forma unânime, a transparência das planilhas tarifárias no site da prefeitura. A qual eles estão providenciando, através do sistema tecnológico, colocar essa planilha sempre do ano anterior. Quando for feito a cada ano, for atualizando a informação, se atualiza a informação também no site da prefeitura. E eles estão providenciando esta questão para que seja mais transparente. E, diga-se de passagem, a importância do cálculo tarifário começa de uma simples explicação aqui neste momento, depois mais tecnicamente quando nós tivermos, vereador Libardi, a informação através da Secretaria de Trânsito, Transporte e Mobilidade, a gente vai ter mais tecnicamente todas as informações completas. Mas o cálculo começa a respeito dos usuários.
VEREADOR CLAUDIO LIBARDI (PCdoB): Me permite um aparte?
VEREADOR ELISANDRO FIUZA (REPUBLICANOS): Quanto mais usuários tivermos no transporte coletivo, menos nós temos a questão tarifária. Seria menor a tarifa. Já começa esse item. E os outros itens começam da depreciação dos veículos, que nós temos no contrato a questão de que nós temos um período anual de trocas de veículos novos. Então, isso também faz com que haja o aumento. A questão do diesel. E uma outra questão que não se discutiu ainda aqui, uma das minhas preocupações, pelo menos deste vereador, é dessa mudança que acontece na lei federal da escala 6x1, que querem fazer essa mudança, que pode também de uma certa forma, afetar essa questão dos motoristas. Então, é preciso que a gente possa compreender melhor essa questão para que a gente possa fazer com que o transporte seja um transporte convincente aos usuários. Por isso que eu vou tratar aqui também em uma próxima oportunidade, vereador Lucas Caregnato, da questão que o senhor foi muito parceiro nessa discussão do transporte coletivo e teve a oportunidade de fazer visitas em algumas capitais para ver a modelagem de alguns transportes de cidades que avançaram, que é o Integra Caxias. Que é a possibilidade de haver essa integração de mais uma EPI de um sistema moderno, Nordeste, Norte e Sul, interligando a EPI floresta e também migrante, para que os usuários possam usar apenas uma única passagem. Uma única passagem para poder rodar em toda a cidade de Caxias do Sul. Nós sabemos que isso apenas não vai ser suficiente, porque hoje Caxias do Sul enfrenta um grande problema que é a questão de que nós temos uma frota de mais de 400.000 veículos na cidade. Precisamos desafogar a cidade na questão do transporte para que o transporte urbano coletivo possa ser mais acessível, rápido, que não tenha tanta espera principalmente nessa questão, nas vias da nossa cidade. E a gente precisa avançar. Essa é a questão. Mas nós estaremos colocando à disposição, peço a gentileza dos nobres pares que possamos votar favorável a esse pedido de informações, vereador Libardi, para que nós tenhamos mais transparência. E nós possamos construir juntos esta complexidade do transporte coletivo. Seu aparte.
VEREADOR CLAUDIO LIBARDI (PCdoB): O seu tempo acabou, eu falo posteriormente, mas lhe agradeço.
VEREADOR ELISANDRO FIUZA (REPUBLICANOS): Peço desculpas, vereador. Era isso, senhor presidente.
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VEREADOR HIAGO MORANDI (NOVO): Não vou falar muito aqui, porque a gente já falou bastante sobre essa questão da Visate, então vou ser bem breve. Dizer que cada vez mais a gente recebe reclamações do serviço. O serviço é um serviço ruim. Não 100% ruim. Muitas pessoas... Tem funcionários bons, que se doam ao máximo e fazem a empresa prosperar. O que eu, aqui, venho cobrar da Prefeitura, por mais que eles não me ouçam, mas eu gosto de sempre deixar registrado. O que eu venho cobrar é que eu não vejo ações. Já falei para o, na época, secretário Fiuza, hoje vereador, nosso colega aqui, ações da parte da Secretaria de Trânsito com um empenho ou uma espécie de operação. Como eles fizeram ontem, salvo engano, perto da Casa de Pedra. Algumas pessoas me falaram que os amarelinhos estavam fazendo operação lá, uma blitz. Eu queria essas mesmas blitzes para avisar, para estar fiscalizando. Até me falaram que é feito ou já foi feito isso, mas aí eu não vi. Eu não vi empenho em divulgação disso, não vejo esse empenho, não vi multa, eu não sei. Por isso esse pedido de informações vai ser bom, para se tiver, daqui a pouco, alguma multa ou outra que a Visate pagou. Eu espero que seja apurada e traga para nós aqui porque eu sempre digo: falavam, falavam do Guerra, mas, na época dele, a gente via no Jornal Pioneiro ou no Leouve, nas mídias, que ele fazia algumas cobranças através de multas para a Viação Santa Tereza que não está acima de ninguém. Porque às vezes a gente tem a impressão de que eles mandam na cidade, que eles determinam onde vai ter asfalto, onde não vai ter, que eles determinam horários, que eles determinam o preço conforme eles querem. Eles conversam com meia dúzia do Executivo e decidem as coisas, e assim não deve ser. Então, a minha cobrança sempre vai ser por parte de fiscalização da Secretaria de Trânsito em cima da Viação Santa Tereza. Eu tive que acordar cedo um dia, fizemos um vídeo, fomos no bairro onde a população dizia que o ônibus estava atrasado. Depois esperamos na parada do Centro, viemos até o Centro e esperamos. Até entrei em contato com o secretário Fiuza, na época, mas eu não vi, por parte da Secretaria de Trânsito, o empenho em multar a Visate. Eu queria esse mesmo empenho que eles têm para recolher uma moto, para recolher um carro. Se estiver errado que recolham, não tem problema, é a lei. Mas esse mesmo empenho eu quero, a mesma medida na balança para esses dois grupos de pessoas, tanto para quem paga imposto, como para uma empresa gigante e conhecida na nossa cidade. Porque, quando tu fala em Caxias do Sul, além da Randon, o pessoal lembra da Visate, porque vai e volta o tempo e a discussão não para. Não adianta o Seu Adiló, o nosso prefeito, ir, em época de campanha...
VEREADORA ESTELA BALARDIN (PT): Me permite um aparte, vereador?
VEREADOR HIAGO MORANDI (NOVO): Na sequência, vereadora. Na MobiCaxias, falar de plano de mobilidade, ir aos concelhos falar de plano de mobilidade, em debate falar de plano de mobilidade, quando ele vai ao contrário. Com certeza, eu não prometi esse plano de mobilidade. Tem várias coisas com as quais eu não concordo, mas quem prometeu foi ele. Aí eles ficam falando que é bom ter as pessoas dentro do transporte público, que o futuro é isso aí. Eles que falaram, eu não falei. Aí eles falam, mas na hora de sustentar não sustentam. Por quê? Com a passagem a nove reais, é óbvio que não vai ter gente optando por pegar um ônibus. Eles preferem pagar quinze e ir de aplicativo. Isso aí é uma coisa meio lógica. Mas parece que o lógico passa longe desta Prefeitura. A gente, nesta noite, tivemos diversas notícias ruins, vereadora Sandra? A gente foi bombardeado de notícias ruins. Parece que o melhor dia foi ontem. Sempre vai ter um dia pior que o outro aqui. Seu aparte, vereadora Estela.
VEREADORA ESTELA BALARDIN (PT): Em relação à questão da necessidade da fiscalização por parte da Prefeitura para multar a Visate, chegou às redes sociais de vários de nós que pessoas foram a pé para o seu trabalho, pagaram nove reais de passagem de ônibus, mas o ônibus estragou na metade do caminho e essas pessoas tiveram que ir a pé até o seu trabalho. Isso já aconteceu em outros bairros, de o ônibus estragar. E a pergunta que fica é: qual é a responsabilização da empresa por parte da Prefeitura, que é a responsável por fazer essa fiscalização?
VEREADOR HIAGO MORANDI (NOVO): Teve esse caso circulando nas mídias, e teve outro caso de um motorista que acabou abandonando o ônibus. Eu não sei, até teve uns relatos sobre se era dor de barriga, o que era, que ele abandonou o ônibus e deixou as pessoas. Estava na página de Caxias. Que conselho eu vou dar, se eu puder colaborar com esse governo? As pessoas, eu não sei se são da Procuradoria Geral, quem é que o prefeito deixa para cuidar do meu Instagram. Cada vídeo que eu posto eles reclamam, entraram com ação e falaram que não pega bem eu chamar o governo de tosco e incompetente. Essas mesmas pessoas que estão atentas ao meu Instagram podem ficar atentos ao de Caxias, a Mil Grau e a Petrus News, que colocam os problemas da cidade. Eles podem estar olhando esses portais também. Ou eu vou começar a divulgar também no meu Instagram porque daí a Prefeitura eu acho que vai enxergar. Seu Adiló, prefeito incompetente de um governo tosco, estou repetindo aqui o que vocês botaram no processo. Seu Adiló, por favor, se o senhor puder olhar esses vídeos e ver que está errado e mandar a Secretaria de Trânsito multar a Visate. Aqui não é o Hiago que vai ficar feliz, mas as mais de 11 mil pessoas que votaram em mim. Muito obrigado.
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VEREADOR CAPITÃO RAMON (PL): Senhor presidente, nobres colegas aqui presentes. Os vereadores que me antecederam aqui, cinco vereadores, ninguém elogiou, então eu gostaria de elogiar. Vou iniciar meu discurso aqui elogiando a Viação Santa Teresa. Só que não. Meus amigos, para quem não sabe, nós tivemos – é “Viação” que fala a palavra – em 2021, nós tivemos aqui um contrato assinado, 2021, com a Viação Santa Teresa. Sabem qual o preço que está no contrato que foi licitado? Alguém sabe? Você aí de casa, sabe quanto? Quatro e setenta e cinco, que foi licitado em 2021. A inflação desses últimos anos é cerca de 30%. Ou seja, hoje, em Caxias do Sul, você deveria pagar R$ 6,15 a passagem de ônibus sem subsídio. Você de casa consegue entender isso? Você deveria pagar R$ 6,15 sem subsídio. No entanto, como a prefeitura é bondosa demais – a prefeitura mais bondosa que eu conheço – ela concede subsídio para o transporte público. E no próprio ano de 2025, foi concedido um subsídio, logo após a concessão. Ou seja, a empresa Viação Santa Tereza ganhou uma licitação para fornecer um serviço de transporte público a R$ 4,75... Alguns meses depois foi aprovado um termo aditivo, que eu tenho aqui nas minhas mãos, de cerca de 10 milhões de reais. Ou seja, ela firmou um contrato que iria fornecer um serviço a 4,75, meses depois ela ganha 10 milhões de reais para reduzir o preço da passagem, só que não é isso que acontece. Então, hoje nós temos uma cobrança de R$ 9,00 ou seja, meu amigo, deveria pagar seis, paga nove. Praticamente 150% a mais do valor. Meus amigos, o meu primeiro projeto de lei aqui foi o Projeto do Bilhete Único. E eu fiquei muito feliz agora que o vereador Fiuza, ex-secretário de Trânsito, que eu levei essa ideia para ele, apresentei para ele, vai implementar o bilhete único em Caxias do Sul, fiquei muito feliz com isso. Uma ideia que vai ajudar muito a nossa população. Mas nós temos que ter acesso às planilhas da Visate. Porque hoje, meus amigos, algumas pessoas me perguntam, e eu queria perguntar para vocês, colegas, a Visate é uma empresa privada ou uma empresa pública? Eu não sei. Por quê? Porque todo o valor dela, todo o caixa dela, é aberto. A prefeitura, se tem algum déficit na empresa a prefeitura dá um aporte. Ou seja, ela é praticamente uma empresa pública da cidade. Quando não deveria ser. Já falei diversas vezes sobre ônibus em duplicidade. E a lógica que hoje nós estamos falando é a seguinte: nós precisamos atrair passageiros. Como que nós vamos atrair passageiro com um preço absurdo da passagem? Como que se atrai passageiro? Reduzindo o preço da passagem. Então você inicia uma campanha com as pessoas. Vou dar o passo a passo, aqui, para o secretário de Trânsito. Primeiro passo: Realoca as linhas. Segundo passo: Garantia de que os ônibus irão passar no horário, porque hoje não tem garantia nenhuma. É simplesmente uma aventura para quem quer ir trabalhar. Terceiro passo: Você coloca os ônibus sem duplicidade, Você coloca somente as linhas necessárias, e testa a redução do preço da passagem. Com isso você vai atrair mais gente. Não é o contrário. Não é aumentando o preço para obrigar a pessoa a não pegar um Uber, porque hoje é muito mais barato pegar Uber, 99 ou qualquer outro aplicativo. E não é nada contra o motorista de aplicativo. Não é isso. O problema é que as pessoas não têm esse dinheiro. Eu recebi relatos, vereador colega Hiago Morandi, para concluir, das pessoas dizendo o seguinte: "Capitão, eu pago R$ 1.200 de Uber por mês. Eu não aguento mais pagar isso. Por que o transporte público do nosso município não atende a nossa cidade?" Muito obrigado, senhor presidente.
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VEREADOR CLAUDIO LIBARDI (PCdoB): Meus cumprimentos ao senhor e à senhora de casa, a quem nos acompanha do plenário, em especial aos meus colegas vereadores. Queria agradecer ao vereador capitão Ramon que me disponibilizou uma cópia do contrato. Presidente, eu acho que o sul global, em um problema antropológico de baixa remuneração de mão de obra, vive um caos no transporte público. Não é Caxias especificamente. A América Latina vive com esse problema. A África vive com esse problema. Bom, a Europa venceu esse problema com o multimodal. Eu subi a esta tribuna diversas vezes falar que a saída é o transporte multimodal. Porque, se nós mantivermos esse modelo de contrato de concessão e, mais do que isso, um tema que eu debato bastante com a vereadora Sandra, da certeza que vai haver um percentual de lucro sobre o custo, nós vamos ter sempre esse caos. Se a Visate gastar 100 milhões por ano, ela vai ganhar um percentual desses 100 milhões. Que contrato público vai funcionar assim, vereador Sandro Fantinel? Nenhum. É a mesma coisa que chegar para um agricultor e falar: "Se tu gastar dez milhões para fazer o teu vinho, eu te pago 12. E se tu gastar 20 milhões, eu te pago 24." Quanto ele vai gastar, Sandra? O problema em si está no contrato, que anteriormente dispunha de uma passagem de 4,753. Era que nem o preço da gasolina, vão cem número para a direita.  E, hoje, está em R$ 9. Mas a gente precisa... Só um minuto, vou fechar a porta aqui.
PRESIDENTE JOÃO UEZ (REPUBLICANOS): Por gentileza, só vamos assegurar o tempo do vereador Libardi. A gente solicita, mais uma vez, esta presidência, o trabalho da assessoria é fundamental, só que gostaríamos que nos ajudassem com a ordem.
VEREADOR CLAUDIO LIBARDI (PCdoB): Se a sessão fosse um ônibus, eu descia.
PRESIDENTE JOÃO UEZ (REPUBLICANOS): O seu tempo está garantido, vereador.
VEREADOR CLAUDIO LIBARDI (PCdoB): Obrigado, querido. Então, vamos lá. O que eu acho, de forma profunda, é que nós precisamos enfrentar a realidade como ela é. Se o município botar R$ 100 milhões no contrato da Visate, vai resolver, Fiuza? De forma efetiva, não vai. As pessoas vão continuar achando que o transporte é ruim, que não passa no horário. Então, a nossa saída é que nós construamos um transporte multimodal. Porque se custar R$ 20 para pegar um transporte por aplicativo e custar R$ 7 o ônibus, infelizmente, vereador Ramon, eu e o senhor sabemos que as pessoas vão tentar se juntar em duas, três, lá no Bela Vista, para vir de transporte alternativo. Por quê? Porque o ônibus vai demorar 35 minutos para passar. E, muitas vezes, vai queimar a linha. O que se quer é previsibilidade. Eu, quando fui visitar o vereador Elisandro Fiuza, na primeira visita que eu o fiz enquanto secretário de Trânsito, Transporte e Mobilidade, eu lhe pedi uma coisa. Não pedi o fim de subsídio. Não pedi o fim do contrato da Visate. Pedi previsibilidade no ônibus. Não foi isso que eu lhe pedi? Que a pessoa pudesse olhar e ter certeza de que horas passa o ônibus. Porque é assim que ele funciona na Inglaterra, é assim que ele funciona na Itália, é assim que ele funciona em Portugal, é assim que ele funciona em qualquer lugar que ele funciona. Com previsibilidade. Uma moça veio aqui, no dia da audiência pública do Azulzinho, e falou uma coisa para nós: "Eu pego o Azulzinho, não importa se custar seis ou dez, porque que ele vai passar às 8h05 na frente da minha casa todos os dias.” Falou e todo mundo ouviu. As pessoas querem previsibilidade. E o ônibus é imprevisível. O ônibus é imprevisível. Então, bom, nós precisamos tomar esse cuidado, transformar o transporte em multimodal. A gente fez diversos investimentos através do prefeito Alceu. Agora, ônibus no centro da cidade é um delírio, levando em consideração quanto custa a manutenção de um VLT. Qualquer cidade do nosso porte tem investido em VLT. Qualquer cidade, minimamente avançada, tem investido em veículo leve ou monotrilho. Tu vai para Pádova, é monotrilho. O senhor esteve em Portugal, o que atravessa o centro de Portugal? Monotrilho. E qual é o preço do monotrilho? Mais barato que um ônibus. E nós não, a gente fica fazendo o governo federal financiar ônibus, financiar ônibus, financiar ônibus, financiar ônibus. Então, o problema é que o sistema está falido. E o que me entristece mesmo é que a gente faz defesas de algumas causas que são impossíveis de se defender. Queria eu que a Prefeitura defendesse a Marcopolo e a Randon como defende a Visate. Esse é o grande problema. Se a Visate montar uma empresa de monotrilho ou de VLT, é capaz de botar VLT e monotrilho. Porque quem tem que fazer a política de transporte público é o prefeito e não uma empresa. E o nosso sentimento de tragédia nessa situação específica é que parece que há uma defesa específica da empresa. E nós precisamos lembrar que o segundo pior prefeito da história desta cidade, Daniel Guerra, se elegeu só dando pau na Visate. Só dando pau na Visate. A proposta dele era tirar a Visate. Muito obrigado a todos.
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VEREADORA ROSELAINE FRIGERI (PT): Muita coisa foi falada. Como o seu primeiro projeto de lei nesta Casa foi sobre o transporte, o meu também foi, em janeiro de 2021, ainda quando era suplente e entrei aqui para ajudar. Como o vereador Lucas muito bem falou, quando dizem que a oposição só critica e não tem proposta, fica evidente que não é verdade. Mas eu queria dizer que este problema com o transporte público que acontece é puramente falta de planejamento de um governo que não consegue comprar agendas para as escolas e quer planejar a cidade. É uma cidade que não prioriza o transporte coletivo e sempre os ônibus vão atrasar com esse transporte falido, com esse modelo falido. Porque não tem vias para priorizar e prioriza o transporte privado. Quando a gente sabe que o que congestiona não são os ônibus, que transportam muito mais gente, e sim um, dois, três carros por família, porque o transporte público não funciona para essas pessoas também pegarem o transporte público. Porque, em um governo, em uma cidade planejada... E vou só dar um exemplo, a conversão que se fala tanto da linha do corredor de ônibus. Tivemos vários exemplos na nossa cidade que pensam no transporte público. E aqui eu quero dizer: nós conseguimos formar a Frente Parlamentar em Defesa da Tarifa Única, mas esse foi o nome que nós demos para a frente. O que essa frente vai debater é mobilidade urbana, é o transporte público, transporte na cidade, para que a cidade consiga ser mais ágil, para que as pessoas não percam tanto tempo dentro de um transporte. Então, óbvio, e peço que o poder público vote, que os da base aqui votem favoráveis a esse pedido de informações, porque nós precisamos e a Prefeitura precisa ser transparente. Obrigada.
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VEREADOR PEDRO RODRIGUES (PL): Senhor presidente, muito obrigado pela gentileza. Eu só quero repetir o que eu falei outras vezes, que eu sou, na maioria das vezes, favorável ao pedido de informações. Acho que é um atributo, uma ferramenta que o parlamentar tem. E fui criticado, fui até provocado a falar aqui porque fui muito criticado pelo outro pedido de informações que eu julguei não ser necessário votar a favor e votei contra. E vou dizer, também, o que eu penso. Não vou citar nomes de colegas, mas pode ser que algum use esse espaço para botar um pedido aqui e poder fazer deste plenário um palco, um ringue de batalha, para ficar batalhando aqui duas, três horas, para no final a gente aprovar o pedido. E eu já falei isso aqui outras vezes, que eu acho que deveria fazer o pedido e ter a resposta. Mas já foi explicado que a gente não pode, no retorno da resposta, trazer de volta para apreciação. Teria que mudar o Regimento. Então, por essas, pessoal, quando tem dois, três pedidos, a gente fica a manhã inteira aqui, duas horas, três horas. É usado, talvez, por alguns, eu não vou dizer aqui nomes, talvez porque simplesmente por ser oposição, outros talvez por serem pré-candidato, um espaço para poder bater na administração. E isso eu não acho correto, daí foge do seu princípio, foge da sua originalidade, e da sua legitimidade, o objetivo da coisa. Então, quero dizer que votarei favorável, e gostaria muito que fosse aprovado esse pedido de informações, que eu acho bem importante, o pedido em si, só que é desviado muito, infelizmente, o foco do objetivo muitas vezes quando é trazido aqui esses pedido. Seria isso. Muito obrigado, senhor presidente.
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VEREADOR CAPITÃO RAMON (PL): Senhor presidente, nobres colegas, vou votar sim e parabenizo os autores pelo pedido de informações. E eu queria informar os colegas que caso alguém não saiba. Aqui na nossa cidade nós temos uma empresa e agora outras mais que fabricam trens, que fabricam metrôs e estão enviando para outros países. Nós temos aqui a Marcopolo, uma grande empresa conhecida internacionalmente. Todas as cidades que eu morei, morei em 14 municípios ao longo da minha carreira, todas as cidades tinham ônibus da Marcopolo lá nos seus locais. Por que Caxias do Sul não serve de modelo internacional, como uma cidade que tenha trem, que tenha ônibus elétrico? Nós não temos nenhum ônibus elétrico em Caxias do Sul. Esses dias, a Marcopolo estava testando o ônibus elétrico e vendendo para outros municípios. A Marcopolo produz aqui, no nosso quintal, na frente da nossa casa, na nossa porta e nós não temos um único modelo como teste. Coloca a mão na consciência, os gestores da Secretaria de Trânsito, que é quem detém o contrato. Inclusive, quando o vereador Fiuza era o secretário, convidei o vereador, fomos até uma empresa na Suspensys para conhecer o modelo de automatização dos ônibus, transformando o ônibus à combustão em ônibus elétrico. Por que Caxias do Sul não tem nem nenhum para teste? Fica aqui o meu questionamento. Nós poderíamos muito bem ser a cidade modelo para todo mundo com o transporte público integrado, como bem mencionou outros colegas vereadores, com todo o modal que funcionasse para que as empresas pudessem testar o seu métier aqui. Muito obrigado.
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VEREADORA ESTELA BALARDIN (PT): Bom, eu também gostaria que as sessões estivessem terminando antes, eu também gostaria de não ter que vir para a Câmara todos os dias para trazer alguma notícia ruim ou alguma reclamação que não parte de nós, e sim das pessoas sobre esse governo. Mas se os pedidos de informações estão tendo tanta discussão, não é porque a oposição quer bater no governo. É porque o governo é ruim mesmo. É porque nada funciona. O que está funcionando na saúde? Meia-noite de hoje os médicos paralisaram por mais uma vez terem falta no pagamento das suas horas. Não foi culpa da prefeitura, a prefeitura fez o repasse, OK. Mas e o rompimento de contrato com o Ideas? Quando é que vai acontecer? A PPP da Educação foi usada como exemplo muitas vezes para dizer que nós estávamos sendo injustos, para dizer que a gente estava falando demais de uma prefeitura que está entregando escolas de educação infantil à reveria por Caxias do Sul. E o déficit de um milhão e meio que vai dar na PPP? Que a gente vai falar sobre isso? O transporte público, a gente não está aqui dizendo do nosso imaginário que ele é ruim. A gente está aqui dizendo por que as pessoas nos procuram para dizer que ele é ruim. E aqui, então vou usar o exemplo das pessoas que nos procuram individualmente, vou usar o exemplo que foi parar lá no “@dihCaxiasde” das mulheres que fizeram uma sátira sobre pegar um transporte público e mesmo assim ter que ir de a pé para o seu trabalho. Eu quero aqui pedir para as pessoas se elas conhecem a realidade do Ballardin, do Recanto das Cascatas, de Santa Bárbara que tem um horário de ônibus no final de semana. Eu estou aqui falando mal do governo porque eu quero, ou porque um horário de ônibus no final de semana está muito distante da realidade e da necessidade das pessoas? Será que a gente está aqui fazendo, de fato, um campo de guerra com os pedidos de informações? Ou a gente só está querendo transparência para tentar ajudar um governo que está quase tendo que entregar a chave da cidade, fechar a cidade, porque administrar não está conseguindo? Então, a gente não vem aqui de forma feliz – para concluir – falar sobre essas questões. Para nós também é muito ruim. A gente gostaria de comemorar melhorias na cidade, mas infelizmente é necessário porque é um governo muito ruim. Muito obrigada.
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VEREADOR CALEBE GARBIN (PP): Senhor presidente, colegas vereadores, comunidade que nos assiste. Primeiramente, falar sobre o pedido de informações. Eu comentei com o vereador Lucas ontem e anteontem nós tratamos, conversamos inclusive por áudio, WhatsApp. Falando sobre as questões dos pedidos de informações, as questões de urgência, regime de urgência. E rejeitamos ontem, porque tivemos a resposta hoje, praticamente total do pedido que o colega havia feito, inclusive muito antes do prazo que é 30 dias que tem o gestor para fazer uma resposta de um pedido de informações. Inclusive agora já cobrei o secretário Mauro Trojan, da Secretaria de Assistência Social e Cidadania, para que nos envie esses 10%  do retorno da resposta que estavam faltantes para complementar a resposta aos colegas. Eu creio que a informação é o mais importante. Como essa informação vai vir, é o menos importante em toda essa equação. Por exemplo, tem como pedir informação visitando secretário; tem como pedir informação fazendo reunião pública, audiência pública; convidando, convocando, como esta Casa já fez inclusive; tem uma série de formas de se fazer. E eu vou lhe dizer, ex-secretário Fiuza, hoje colega vereador, eu aprendi uma coisa com o deputado Pepe Vargas. Segunda-feira à noite, nós tivemos aqui uma reunião pública com o pessoal do Monte Bérico e ele falou algo interessante. Ele disse: "Nós convidamos o governo do Estado, como o governo do Estado não se dispôs a vir e mandou só a CSG aqui para ter que dar o rosto no plenário com todas as pessoas que estavam aqui, nós vamos fazer um novo evento agora. Nós vamos convocar.” É assim que se constrói de maneira responsável. Você vai de maneira paulatina, exaurindo os fluxos administrativos até chegar ao ponto que você precisa judicializar, se for o caso. Os instrumentos estão aí para ser utilizados. Então, eu acho que a prudência, na política, é uma virtude, na vida, ela é uma virtude, especialmente na política, ela é uma virtude. Daqui a pouco, nós vamos falar sobre o PPP de educação, eu quero lembrar. O mesmo responsável por escrever a matéria de ontem teve que se retratar tempo atrás porque disse que Caxias não tinha atingido 25% na educação. E depois foi uma notinha de rodapé só para se retratar da inverdade que foi divulgada. Mas a oposição não voltou aqui para dizer: "Ah, olha só, nós somos induzidos ao erro". (Manifestação sem uso do microfone.) Com exceção do vereador Cláudio Libardi. Vou falar da sua pessoa. Então, declaro que sim, a orientação é sempre que nós aprovemos esse pedido de informações. Até porque eu falei com o secretário Frizzo, o pedido é extenso, é detalhado e não haveria tempo hábil de um dia para o outro para retornar. E dentro do prazo de 30 dias vem o retorno para que a oposição possa, então, fazer uso disso e debater política pública e etc para nossa cidade. Era isso, presidente. Muito obrigado.
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VEREADOR ELISANDRO FIUZA (REPUBLICANOS): Obrigado, senhor presidente, senhoras e senhores vereadores. Falar de transporte coletivo é algo caro. É algo que todos nós temos a consciência que precisamos cada vez mais melhorar e avançar tecnologicamente com carros mais acessíveis. Mas dizer, vereadora Rose, que o problema não é o transporte coletivo urbano apenas. É a questão hoje da mobilidade urbana da nossa cidade de Caxias do Sul, a qual, infelizmente, há décadas, há centenas de décadas, não foi construída de uma forma que visivelmente tinha essa questão do transporte de coletivo urbano. Enfim, nós temos que avançar com viadutos, com elevadas, com túneis, transportes alternativos. Mas tudo isso se constrói com muito planejamento estratégico e o primordial, vereador Lucas, orçamento. A questão não é falta de vontade, é saber a forma que nós vamos fazer isso para não fazer com que haja uma tarifa mais cara ainda e que as pessoas não tenham o acesso ao transporte. Essa é a questão. Então, eu estarei votando favorável a esse requerimento de informação. Porque toda e qualquer transparência no poder público é essencial e toda e qualquer discussão que fizemos aqui neste Parlamento é importante para que a nossa cidade avance. E concluindo, senhor presidente, terminal moderno e acessível. Nós com parceria com a Marcopolo, com a parceria com a concessionária, a Marcopolo está implementando em frente à sua sede em Ana Rech para que nós tenhamos o teste de ônibus elétrico para ser feito o mais rápido possível na cidade de Caxias do Sul. Era isso, senhor presidente. Muito obrigado.
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VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Primeiro, presidente, eu quero... Vereador Calebe, aqui, com nossas divergências, mas é isso. O senhor deu a resposta, colocou no grupo dos vereadores com agilidade. É isso, está respondido. A crítica de ontem ao pedido de informações está retirada no sentido... Eu não analisei ainda, mas, considerando que vieram as respostas, é assim que a gente constrói uma relação republicana. Eu já disse, esse da Codeca, vereador Calebe, se vocês quiserem já... Tem várias questões técnicas no pedido de informações da Codeca, bem complexas. Ele já está protocolado, deve entrar na pauta logo mais. Se quiserem colocar as respostas antes, está tudo certo, a gente retira o pedido de informações. Sobre esse, votaremos favoráveis. E acho, vereador Fiuza, o senhor, que esteve lá na secretaria, trouxe outro tema, e a nossa bancada tem a vereadora Rose que trata com muita competência o tema. Eu e a vereadora Estela sempre também falamos, mas a vereadora Rose tem essa referência, que é a questão da mobilidade. É isso. Mas não tem um plano de mobilidade? Pronto. O que foi feito com o plano de mobilidade? Circular no Centro da cidade, em que nós temos escolas, hospitais, serviços de saúde, é praticamente impossível no horário comercial. E, em uma cidade que não foi planejada, as pessoas têm referência no centro da cidade para fazer várias coisas: documentação, enfim. Nada avançou. Eu canso de pegar a Avenida Itália, e circular pela Sinimbu até a BR-116. Os ônibus não conseguem se movimentar. O tempo amplia a cada momento. Então, por mais que o governo quisesse investir em mais linhas e horários, se não melhorar a viabilidade, não vai adiantar. Porque eles vão trancar na Sinimbu e na Pinheiro Machado. Então, é uma série de medidas conjugadas que precisam acontecer. Algumas delas são de orçamento, outras não são de orçamento, mas são de vontade política. Algumas, bem entre nós, que não são muito populares para quem mora na região central ou para quem sai com o seu carro no ar-condicionado. Mas nós temos que priorizar o ônibus e o transporte público em momento oportuno. Acho, sim. E só concluo, aqui, fazendo um elogio. Vejam que, desse pedido de informações, surgiu uma discussão profícua, que traz vários elementos que são importantes, mas que quem faz gestão precisa colocar em prática. Muito obrigado.
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VEREADOR CLÁUDIO LIBARDI (PCdoB): Doutor com doutorado. Eu acho que hoje o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social oferece financiamentos para mobilidade urbana com alienação fiduciária. O que isso quer dizer? Que o município que tem dois mil terrenos pode pegar cem desses terrenos, que valham R$ 100 mil, e dar esses terrenos para o banco BNDES, tomar um empréstimo de R$ 10 milhões e investir em mobilidade urbana. É isso que o prefeito Adiló precisa fazer. A remuneração do BNDES, Estela, é 1.5 ao ano. É 1.5 ao ano. É nada. Toma 40 milhões de empréstimo, que é o empréstimo mínimo, promove investimento em mobilidade urbana, faz o financiamento em longo prazo e abate metade do financiamento com propriedade fiduciária. É simples resolver, vereadora Sandra. O problema é que é muito mais fácil falar que não consegue resolver do que ir ao BNDES resolver. Esse é o sentimento que eu tenho, sabe? Uma cidade não é administrada, e fala um cara de esquerda, esquerda e esquerda, por ideologia. (Manifestação sem uso do microfone.) Exatamente. Ela tem que ser administrada por um gestor que entenda minimamente de uma cidade para o futuro, vereador Lucas. Existe divergência ideológica com mobilidade urbana? Sinceramente, não pode existir. A gente tem que fazer investimento e acabou. E o prefeito Adiló precisa ser um pouquinho mais competente nisso, vereador Elisandro Fiuza. Ele precisa tomar empréstimo do BNDES. Eu falei isso em abril do ano passado aqui, apresentei todas as taxas de empréstimo, apresentei as saídas com alienação fiduciária. A gente fica cansado de falar, sabe? Por que a gente dá-lhe pau mesmo, vereador Pedro? Porque a gente apresenta a saída e está há um ano esperando. Eu falo que o prefeito é incompetente porque eu apresentei um milhão de saídas antes de falar que ele é incompetente. Muito obrigado.

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Votação: Não realizada

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