VEREADOR CALEBE GARBIN (PP): Senhor presidente, colegas vereadores, prazer retornar a esta tribuna desta Casa para mais uma oportunidade de falar com os colegas. Nesta oportunidade, uma Declaração de Líder. Eu tenho dois assuntos aqui para tratar. Tentar dividir este tempo, aqui em duas partes. O primeiro deles, colegas, vou tentar tratar da maneira mais Republicana, em que pese o fado de eu ser do Progressistas vereador Fiuza, mas tratar da maneira mais Republicana, vereador João Uez, e não tornar isso um picadeiro, mas oportunizar um pedido de retratação do vereador Cláudio Libardi, que, ontem, de maneira sorrateira e sórdida, tentou jogar parte dos vereadores desta Casa contra a população caxiense ao afirmar que nós não estávamos trabalhando, como ele mesmo fez questão de gravar aqui, desta Mesa Diretora, um vídeo, em selfie, dizendo que nós não estávamos trabalhando. E ainda disse: “Onze da manhã, e os vereadores da base do governo não estão aqui” e etc., e etc. Pois bem, para quem está em casa e não costuma frequentar o plenário aqui desta Casa, precisa saber que um vereador não resume a sua atuação parlamentar a três sessões ordinárias de uma semana.
VEREADOR PEDRO RODRIGUES (PL): Peço um aparte, vereador.
VEREADOR CALEBE GARBIN (PP): Nós temos sessões aqui na Câmara de Vereadores terças, quartas e quintas-feiras, das 8h30 da manhã, com prorrogação até 8h45 para iniciar, em razão de falta de quórum, e nós nos estendemos até encerrar a pauta ou até o vereador achar que deve ficar, vereador Cristiano Becker. Porque o Regimento diz que para você ter presença, nas terças e quintas, tem que votar pelo menos em um projeto. E na quarta-feira é dar presença, porque não tem projeto. É uma sessão apenas para declarações, Grande Expediente e etc. Pois bem. O vereador Dambrós é minha testemunha que, inclusive antes de eu sair do plenário aqui ontem, disse a ele que não estaria aqui, para que ele respondesse pela base do governo na minha ausência, porque eu estava indo até o Dornelles, chefe da Casa Civil do município, para tratar da vinda, presidente João Uez, do presidente da Codeca, Milton Balbinot, que hoje esteve aqui conosco. Pedido esse que este líder de governo tem cobrado desde a última segunda-feira. E aqui os colegas que são da base sabem muito bem. Disse isso publicamente ao prefeito: “Prefeito, o presidente Milton precisa ir.” Repeti na terça-feira em ligação ao diretor Milton, que pretendia vir na próxima semana, e disse: "É necessário ir ainda esta semana." E ontem reafirmei, inclusive encontrando, vereadora Daiane, presencialmente o Milton lá na prefeitura. Não marcamos de nos encontrar. E aí nós somos surpreendidos, enquanto estamos trabalhando, o vereador Libardi tira tempo para, no plenário, entre aspas trabalhando, controlando a agenda dos vereadores.
VEREADOR JULIANO VALIM (PSD): Um aparte, vereador.
VEREADOR CALEBE GARBIN (PP): Eu lembro um dia que ele disse, vereador Pedro Rodrigues, para o senhor que o senhor era pago para dar opinião e não para opinar sobre a fala da vereadora Andressa. Eu precisava lembrar ao vereador Libardi que ele é pago para dar opinião e não para cuidar da agenda dos vereadores. Eu tenho duas pessoas que cuidam da minha agenda.
VEREADOR HIAGO MORANDI (PL): Um aparte, vereador.
VEREADOR CALEBE GARBIN (PP): A primeira é a minha esposa, e a segunda é a minha assessora, que está aqui me filmando. Então assim, nós não medimos a atuação de um parlamentar por aquilo que se faz dentro de um plenário. Nós medimos a atuação de um parlamentar quando ele vai ao bairro, quando ele visita o centro comunitário, quando ele anda de ônibus, nem que seja só uma vez na vida, para poder gravar um vídeo e falar sobre o ônibus, mas ele está lá fazendo dizendo isso. Quando ele resolve o buraco. Porque inclusive atendi eleitores e diretor sindical, vereador Fiuza. Eleitor do vereador Libardi, diretor sindical, me ligou e mandou mensagem, ano passado, isso está registrado. Eu estava sentado lá e disse: “Vereador Libardi, seus eleitores estão me ligando para resolver problemas de buracos nas ruas.” E ele disse: "Eu não sou um vereador de buraco." Essa foi a resposta que ele deu. Pois bem, eu sou vereador de buraco, eu vou à Assembleia Legislativa, eu vou a Brasília, eu vou à prefeitura, eu bato à porta das autarquias, eu vou ao bairro das pessoas, eu fico no gabinete para receber as pessoas, eu estudo projeto de lei, protocolo projeto de lei, cobro projeto de lei, participo ativamente de comissões, participo de frente parlamentar, conduzo reunião pública e audiência pública, e muito mais. Porque, vereador Valim, a atuação de um vereador não se resume a estar aqui, tão simplesmente. Eu não coloquei nenhum atestado médico aqui, e não me orgulho disso. É um direito. Se alguém está por uma situação médica deve fazer uso. Agora, cada vez que alguém não está no plenário nós temos que ter um fiscal dos vereadores para saber o que está fazendo? Então, cada vez que alguém sair daqui, tem que ter um cartão-ponto ali, onde a gente vai registrar. Libardi, estou indo ao banheiro. Libardi, estou indo à prefeitura. Libardi, estou indo ao no sindicato. Libardi, estou indo à Codeca. Então assim, é decepcionante ver a conduta de um parlamentar nesse ponto. Eu não entro no mérito de que ele cumpre expediente no Sindicato dos Metalúrgicos no contraturno da sessão, enquanto eu estou no bairro. Ele está no seu direito, e nós estamos no nosso direito. Então, de maneira muito tranquila aqui e Republicana, sem erguer muito o tom da voz, deixar um recado. Porque, tempo atrás, também tentaram insinuar que esta Casa estava silenciando a voz de um parlamentar, enquanto cinco ou seis vereadores estavam em reunião tratando exatamente do tema em que estava sendo tratado aqui embaixo. O senhor lembra disso, vereador Valim? Eu, o senhor, o vereador hoje licenciado, Daniel Santos, vereador Bortola, vereadora Sandra e vereadora Rose Frigeri estavam nessa reunião, e estavam dizendo o quê? “Não, estão silenciando a voz de parlamentares.” Não. Cada um escolhe trabalhar como quer. E eu não estou vindo aqui falar enquanto líder de governo. Estou vindo falar como vereador e tentando defender os que foram atingidos.
VEREADOR ELISANDRO FIUZA (REPUBLICANOS): Quando possível, um aparte.
VEREADOR CALEBE GARBIN (PP): Por um vídeo sórdido e baixo que joga a população contra os vereadores. A população quer contar com os vereadores? Aqui tem 23 que trabalham. Não posso falar por todos, mas a maioria daqueles que eu encontro e, às vezes, encontro inclusive na rua, encontro às vezes em agendas, estão trabalhando e buscando o interesse do povo caxiense. Sua palavra, vereador Pedro.
VEREADOR ALDONEI MACHADO (PSDB): Um aparte, vereador?
VEREADOR ELISANDRO FIUZA (REPUBLICANOS): Um aparte, vereador?
VEREADOR PEDRO RODRIGUES (PL): Obrigado pela gentileza, vereador Calebe. Eu já me senti muito bem representado na sua fala. Eu, inclusive, outro dia, fui chamado a atenção pelo vereador Libardi. Não vamos entrar de novo nesse mérito. Com uma falta de respeito, ele me exigiu respeito, porque eu disse que era uma falácia dizer que era difícil de conversar com o prefeito. Só isso. E eu não sei por que se ofendeu tanto, mas tranquilo, não vamos ressuscitar um troço que já foi. Mas, sobre ontem, gente, já que eu preciso prestar conta para todos os colegas do que eu estou fazendo, eu estava no meu gabinete resolvendo a situação do Seu Joaquim Quintana que está internado no Hospital Pompéia e não consegue uma ambulância para ir até o Hospital Geral para fazer um procedimento. Ele tinha cinco procedimentos. Para anteontem, com muito jeito, eu consegui. Não sei até se o comandante dos bombeiros com a ambulância, não foi ele com o carro dele. Não sei como que ele deu o jeito dele para levar, porque ele está, inclusive, de férias, e o homem é militar. Então por ele ser do plano do IPE não pode ser levado por uma ambulância, por um recurso do SUS, do Sistema Único de Saúde, porque o sistema IPE é diferente. O que ontem eu estava fazendo no meu escritório? Dando determinação para o meu assessor ir lá com o carro ajudar e levar esse cidadão até o Hospital Geral. E veio, para mim, os recortes das fala de, pelo menos, dois vereadores, mostrando o plenário aqui, dizendo que estava vazio, que os outros vereadores não trabalhavam pelo salário que ganham. Fiquei bem chateado, mas me senti representado na sua fala. Muito obrigado, vereador.
VEREADOR CALEBE GARBIN (PP): Obrigado, vereador Pedro. Nós temos vários apartes. Peço aos colegas 30, 40 segundos para poder contemplar todos. Eu não tenho Declaração, porque estou já fazendo o uso. Quem pediu o segundo aparte? Vereador Hiago? Trinta segundos, por gentileza, vereador.
VEREADOR HIAGO MORANDI (NOVO): Bem rapidinho, vereador Calebe. Eu acho que, às vezes, os ânimos estão sempre exaltados aqui e, pela falta de comunicação, acabam acontecendo muitas coisas que não precisariam acontecer. Eu também coloquei o vídeo, até fiz um vídeo dizendo que concordava com um comunista na rede social. E, quando alguém fala alguma coisa, a gente diz, às vezes: “A carapuça serviu”. E hoje, o seu discurso a carapuça serviu para mim. E eu peço desculpas porque eu acho que, no meu ver — ao final do dia, falei, comentei com o vereador Cristiano Beker e comentei com o Aldonei — no fim não agregou nada para a população aquele meu vídeo também. E aí eu acho que eu sou o primeiro a falar que a política não se faz aqui dentro, se faz fora do gabinete. Então eu acho que, talvez, a gente acabou... Só que entendo que, no momento que a gente estava aqui, a gente ficou indignado. Eu vou falar por mim. O vereador Cláudio pode falar por ele, eu não tenho procuração ainda, só tenho processo contra ele, eu não tenho a favor. Mas o que eu quero dizer é que a gente estava indignado porque a gente estava debatendo assuntos importantes e parecia que a gente estava sendo deixados de lado. Vereadora Andressa também estava aqui. Mas eu acho que foi isso que acabou acontecendo. Mas eu também peço desculpas, como o vereador Capitão fez, que não agregou em nada.
VEREADOR CLÁUDIO LIBARDI (PCdoB): Vou lhe pedir um aparte.
VEREADOR CALEBE GARBIN (PP): Obrigado, vereador Hiago. Vereador Fiuza, seu aparte. Depois o vereador Aldonei e depois o vereador Libardi.
VEREADOR ELISANDRO FIUZA (REPUBLICANOS): Obrigado, vereador Calebe. Eu sempre costumo dizer que, no parlamento, principalmente para os novos que estão chegando, com todo respeito aos estagiários, que possam compreender que, no parlamento, todos nós temos telhados de vidro. O pau que dá em Chico dá em Francisco. Obrigado, Calebe
VEREADOR CALEBE GARBIN (PP): Obrigado, colega Fiuza. Vereador Aldonei, seu aparte.
VEREADOR ALDONEI MACHADO (PSDB): Colega Calebe Garbin, obrigado pela sua fala. Realmente, ontem, eu chamei no privado o colega Cláudio Libardi e o colega Hiago para tratar desse assunto. Porque, há um tempo, o colega Ramon fez o mesmo discurso aqui e todo mundo o chamou em um canto e o puxão de orelha pegou. E hoje, tem que ser feito também, porque todos nós temos perfis de trabalho. Cada um tem um perfil de trabalho diferente, uns são mais burocratas, outros são mais de rua, mas, aqui, todos nós somos vereadores e temos que se respeitar aqui dentro. Eu não preciso dizer onde eu estava ontem, mas se vocês quiserem conversar com a equipe de sinalização de trânsito, nós estávamos acompanhando uma demanda nosso no Loteamento Treviso, na Rua Barão do Amazonas, fazendo uma obra importante para aquela comunidade. Estava acompanhando e fiscalizando, que é trabalho nosso também. Então, esses vídeozinhos, esses cortezinhos, essas falácias, esses discursinhos que são feitos aqui dentro não enchem a barriga de ninguém e não resolvem problemas na nossa cidade. O que resolve é trabalhar, ir para a rua, trazer demandas e indicações e cobrar os secretários para que as coisas aconteçam, é isso que resolve. Obrigado.
VEREADOR CALEBE GARBIN (PP): Obrigado, vereador Aldonei. Prejudicado seu aparte, vereador Becker. Mas, vereador Hiago, lhe agradecer. Recebo o pedido de desculpas. E dizer que o senhor sai daqui maior, dessa discussão. Esta é a nobreza de um homem, quando reconhece o erro, como foi o Capitão Ramon. Eu não pude entrar no outro assunto, mas, enfim... Bom dia a todos.