VEREADOR ZÉ DAMBRÓS (PSB): Senhor presidente, hoje, para o PSB, é um dia muito especial, porque nós temos o vereador eleito, o mais votado da história do nosso partido, Rodrigo Weber, está de aniversário hoje. É um cara muito religioso, uma pessoa muito de família e que merece o nosso reconhecimento pelo trabalho de uma secretaria que não existia, que com certeza passou muito horas idealizando como atender toda a nossa cidade. Então, parabéns, Rodrigo Weber, em nome do partido PSB, em nome dos colegas aqui desta Casa. Que tu tenha muita saúde, muita paz, muita alegria, que tu seja muito feliz. Esse é o nosso desejo, e o meu ainda maior. Que o senhor continue trabalhando, que eu estou por aqui. Obrigado. Parabéns.
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VEREADOR CAPITÃO RAMON (PL): Senhor presidente, nobres colegas aqui presentes, a comunidade que nos assiste. É com imenso pesar que eu comunico o falecimento da senhora Ângela Maria dos Santos Cardoso, a minha madrinha de batismo que, ao longo dos últimos 10 anos, lutou contra um câncer e, ontem, ela descansou em paz. Então, aqui vai o meu abraço à Dani, a sua filha, a única que sobrou da família depois do falecimento do meu dindo e agora da minha dinda. Dani, sinta-se abraçada. Não poderia ir ao velório, porque estavam morando na cidade de São Paulo, mas mandarei flores para a minha dinda. Muito obrigado.
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VEREADORA MARISOL SANTOS (PSDB): Obrigada, presidente vereador Edson. A todos os que nos acompanham hoje, aqui no plenário, a quem está nos assistindo, também, de casa. Quero fazer um voto de congratulações à amiga Elisete Pioner e à Elisete Pioner Joalheria e Ótica pela celebração dos 30 anos de história. E quem conhece a Elisete sabe, uma história construída, obviamente, com muita sensibilidade, com muita coragem Né, Elisete? Com muita dedicação e um olhar muito especial para a questão do cuidado, da beleza, da saúde e da excelência. Parabéns por esses 30 anos de história. Uma vida muito longa à Elisete Pioner Joalheria e Ótica. E quero fazer também um voto de congratulações muito especial à Escola Municipal de Ensino Fundamental Santo Antônio, que está celebrando agora, em 2026, 65 anos de história. Essa escola, para quem não conhece, fica na 3ª Légua. A gente tem uma pauta muito importante, já compartilhei com alguns colegas, que hoje a escola é municipal, mas funciona em uma área que é do estado, que já foi do município. Nós, há algum tempo, a gente vinha lutando por essa reversão da doação, o que já foi aprovado. Então, a gente só está aguardando agora pelos trâmites burocráticos, para que a escola efetivamente possa ocupar aquela área de uma maneira muito mais tranquila. Então, parabéns a todos, 65 anos de história. A todos os servidores, professores, direção, funcionários, alunos e comunidade escolar da Escola Municipal Santo Antônio. Obrigada.
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VEREADORA DAIANE MELLO (PL): Senhor presidente, senhores vereadores. Saudar o pessoal que nos assiste aqui, o pessoal da Secretaria da Saúde, mas em especial a Janaina, do Instituto Rosa Del Leste. Daqui a pouco vão falar um pouquinho das dificuldades que estão encontrando para fazer atendimentos. Isso é uma situação bem complicada do nosso município, mas em seguida elas vão estar falando. Quero parabenizar duas pessoas muito especiais na minha vida, a Rayane, uma prima minha, que esteve de aniversário no dia de ontem. Ray, obrigada por tudo. Eu te desejo muita saúde, muita paz, muitas alegrias nesta vida e muito sucesso em toda a tua caminhada. Em especial, o meu menino, o Arthur Pires, que hoje completa 17 anos. Já trabalha, estuda. Então eu quero te desejar só, Arthur, muita saúde, porque o resto a gente sabe que tu vai correr atrás e vai ser o que tu quiser, enfim. Porque tu tem perseverança e compromisso com isso. Então parabenizar. Muita saúde e muitas alegrias na tua vida. Era isso, senhor presidente. Obrigada.
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VEREADOR JOSÉ ABREU - JACK (PDT): Bom dia, presidente, nobres colegas vereadores, vereadoras desta Casa, a todos que nos assistem daqui e de casa. Passando aqui, presidente, para parabenizar o secretário Rafael Bueno por todo o trabalho que tem desempenhado, já que está aqui conosco hoje. Ontem a gente falava sobre a ciência, sobre a vacina. Eu, que acredito na ciência, acredito na vacina, então convido mais uma vez todos os vereadores para a gente fazer um vacinaço. Vão estar abertas as UBSs do Centenário, do Cruzeiro, do Esplanada, Jardim Eldorado, Reolon, Vila Ipê, Desvio Rizzo, no último sábado de todo mês. Então vamos lá, vamos combinar, vamos juntos. Este sábado já começa; acabam de me falar aqui. Então, todos convidados para ir lá com a gente. Muito obrigado, presidente.
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VEREADORA ANDRESSA MARQUES (PCdoB): Senhor presidente, não poderia deixar de saudar a presença aqui do Instituto Rosa Del Este, que logo mais vai falar para a gente um pouco sobre a situação da entidade, a rede de proteção à mulher. A Jeane, nossa coordenadora municipal da mulher, também aqui presente. Saudar o Zé Gotinha, importante presença que está aqui para fomentar a vacinação na nossa cidade, porque nós sabemos que os índices têm caído muito. Com isso, doenças que já estavam ultrapassadas, que a gente já tinha conseguido enfrentar enquanto sociedade, têm voltado. Por isso é importante a gente se vacinar, dar o exemplo e fomentar que as pessoas façam a vacinação, as crianças, enfim, a sua família. Então se vacinem. Vamos divulgar essa importante campanha na nossa cidade. Eu também queria fazer um voto de congratulações à Escola Municipal Professora Ester Justina Troian Benvenutti. Ontem estive lá, falando um pouco sobre a questão das mulheres junto com a coordenadoria da mulher. Então, agradecer à escola pela acolhida e aos estudantes, muito educados, e aos professores, que fazem um ótimo trabalho. Não poderia deixar, senhor presidente, de me manifestar. Ontem não estava porque estava na escola. Os 104 anos do meu partido, o único partido que eu escolhi para militar desde os 16 anos. O PCdoB completa 104 anos. É o partido mais antigo do Brasil, mas que segue firme com os seus princípios por um novo projeto nacional de desenvolvimento, para que a gente possa ter uma outra sociedade para a nossa população. Obrigada, senhor presidente.
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VEREADOR CLÁUDIO LIBARDI (PCdoB): Bom dia, presidente Wagner. Bom dia ao senhor e à senhora que nos acompanham de casa, a quem nos acompanha do plenário e também aos demais vereadores desta Casa Legislativa. Eu e a vereadora Andressa, junto do vereador licenciado e secretário da Saúde, o Rafael Bueno, tivemos a alegria de comunicar o lançamento do maior programa de valorização à vida que esta cidade já produziu. Vai ser lançado no plenário desta Casa Legislativa, vereador Jack, no dia 14 de abril, às duas da tarde. São emendas da deputada federal Daiana Santos e do deputado federal Lucas Redecker, que vem ao encontro de um dos problemas estruturais da nossa saúde, que é a saúde mental. Infelizmente, a gente tem convivido com uma onda muito triste na nossa cidade, e nós precisamos combater isso. Queria parabenizar publicamente o secretário Rafael Bueno e fazer um agradecimento público a esses dois deputados, em especial à deputada Daiana Santos, do nosso partido, que fez o encaminhamento de uma emenda parlamentar com o objetivo de garantir valorização à vida das pessoas. Essa precisa ser uma pauta central na Câmara de Vereadores e na Secretaria da Saúde. Parabéns, secretário Rafael Bueno.
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VEREADOR CALEBE GARBIN (PP): Senhor presidente, nobres colegas vereadores, é uma satisfação poder ter o Grande Expediente neste mês de março, ainda que nós já estejamos chegando ao final deste primeiro trimestre do nosso ano com diversas pautas entregues para nossa comunidade. E eu gostaria de utilizar o meu Grande Expediente para reverberar um assunto de extrema importância que esta Casa, inclusive, deu atenção especial de maneira especial, a TV Câmara Caxias também reverberou, que é o mês de conscientização sobre a Síndrome de Down no município de Caxias do Sul. Nós temos, por força de lei, desde o ano de 2017, se não me engano, a Semana Municipal de Conscientização da Pessoa com Síndrome de Down, que é um projeto de autoria do meu colega de partido, hoje licenciado, vereador Adriano Bressan, que permite dar visibilidade, dar voz e dar oportunidade a essa população que tem síndrome de Down. Os números, de acordo com o que se tem hoje de registro no nosso país, dos índices, gira em torno de 300 mil pessoas em nível de Brasil, que são pessoas com a síndrome de Down. E na nossa cidade de Caxias do Sul, temos um público bem expressivo, se comparado às demais cidades aqui do estado do Rio Grande do Sul. Dentro dessas leis, dentro dessas propostas, nós temos mais duas que eu quero comentar na sequência, mas para apenas elucidar e os colegas sentirem um pouco da emoção que nós sentimos ao ver uma reportagem essa semana. Eu gravei o Caxias Conversa aqui na nossa Casa, juntamente com a dona Tânia Mara da Rocha, que é a mãe do Matheus Rocha, aquele rapaz que vocês conheceram ou reconheceram, né? Alguns aqui já conhecem. Na última semana, a gente pode conversar sobre esse projeto, que é o Instituto Matheus Rocha e especialmente presenciar uma reportagem muito bacana que foi feita na rede de mercados Andreazza com profissionais, pessoas com síndrome de Down e muito profissionais capazes de desempenhar a tarefa que desempenham. Então pedir ao pessoal que coloque para que nós possamos acompanhar essa matéria sobre o Tael, que é esse funcionário do mercado. (Apresentação de vídeo.) Muito bem. E aí, colegas, a gente faz um contraste da fala do Tael com a realidade que nos cerca. Ele dizendo que o pai dele, antes de falecer, disse para ele que ele precisava subir na vida, precisava crescer e avançar. E ele nos relatando, aos 45 anos de idade, há 16 anos trabalhando nessa função, nesse trabalho, desempenhando esse trabalho. Ao mesmo tempo, nós vemos tantas pessoas que teriam todas as condições escolherem não o trabalho, mas escolherem o crime. Enfim, diversas possibilidades que a vida apresenta, no mínimo escusas, para dizer de maneira suave, assim. Criminosas. Mas ele escolheu fazer uso do trabalho, da força do seu braço para poder sustentar, colocar o pão sobre a sua mesa. Assim como tantos e tantos, milhares da nossa cidade e em nível de país que também escolheram da mesma forma. Então, o exemplo do Tael é mais um exemplo que se soma a diversas pessoas com síndrome de Down que, diariamente, se superam. Nós vimos aqui também, esta semana, a Dra. Gabriela Slongo, que é advogada. Esteve com a gente aqui também, é uma defensora dos direitos das pessoas com algum tipo de deficiência. Tivemos o Dr. Eduardo Vargas, que falou também aqui, na última terça-feira, se eu não estou enganado. Ele veio aqui no Acordo de Lideranças também para falar sobre os direitos, sobre a importância de nós darmos a visibilidade devida a essas pessoas que precisam desse apoio da sociedade. E o que eles querem é apenas ser reconhecidos e terem oportunidade, porque eles vão conseguir, sim, desempenhar com excelência o trabalho que se propõem a fazer. Juntamente com essa lei da Semana Municipal da Conscientização sobre a Síndrome Down nós temos uma outra lei, que é garantia na nossa cidade, que é o teste do cariótipo, que é para verificar essa condição da pessoa que tem a Síndrome de Down, de maneira antecipada, ainda no período da gestação. E por que isso é importante? É o caso da dona Tânia, a mãe do Matheus. Ela teve uma filha antes de ter o Matheus, que é o segundo filho, e ela descobriu que ele tinha Síndrome de Down na hora do parto. E o relato dela foi um relato muito emocionante, vereadora Daiane, esta semana, aqui embaixo, enquanto nós gravávamos. Inclusive, ela se emocionou 34 anos depois, que é a idade do Matheus. Ela ficou cerca de oito horas em estado de choque, ela nos disse ali na reportagem. Ela ouvia as pessoas, mas não conseguia falar, expressar, porque ela não imaginava que seria mãe de um filho com síndrome de Down. Mas a vida tinha preparado ela, vereadora Marisol. Em 84, ela tinha se formado em psicologia, com ênfase no tratamento de pessoas especiais. Em 92, ela se tornou mãe, então, do Matheus Rocha. Certamente foi esse preparo, essa luz divina sobre a vida dela que a levou a estudar, se preparar e poder dar as condições necessárias para o Matheus. Mas para que isso não continue acontecendo, essa lei vem na condição de gratuidade, pelo SUS, para que as mães possam fazer durante a gestação e se antecipar. A síndrome de Down não tem cura, mas tem uma forma de você atender melhor a pessoa que tem a síndrome de Down, as famílias, que também enfrentam os dilemas e os desafios que são inerentes a essa condição. Por fim, uma terceira lei que também existe na nossa cidade, foi sancionada em 2019, que é a obrigatoriedade de os hospitais comunicarem o nascimento de crianças com síndrome de Down para entidades especializadas nesse assunto. E essa comunicação pode ser feita de maneira anônima. Basta comunicar o número de pessoas, o momento em que nasceu essa criança. Para que não haja uma exposição. Tem muitas famílias que não querem expor, e nós respeitamos, entendemos. Mas é importante ter esse censo na cidade, até para que se tenha uma noção de que caminho se deve caminhar, que caminho deve seguir a política pública na nossa cidade. E, infelizmente, essa tem sido uma lei deixada de lado. Então, é com base nisso que eu subo à tribuna, nesta manhã aqui, para falar mais uma vez sobre esse assunto e pedir aos hospitais da nossa cidade, hospitais públicos, privados, que informem às entidades especializadas, informem à Secretaria da Saúde, informem à Secretaria de Assistência Social, que são as mais próximas dessa realidade, para que nós possamos, então, atender essas pessoas com melhor qualidade de vida, com melhor condição. Porque, afinal de contas, já é lei. Apenas tem que ser aplicada a lei que já existe. O mais difícil foi tornar isso lei. Agora que é lei, a gente precisa fazer uso, então, desse instituto, para que as pessoas possam ter a sua autonomia, a sua liberdade. Eu peço uma Declaração de Líder para a bancada Progressistas, presidente. Para encaminhar a minha fala, lembrar que o Matheus, que é aquele que emprestou seu nome para o Instituto Matheus Rocha, é uma pessoa com síndrome de Down. Esteve aqui com a gente. O Matheus tem alguns títulos importantes. Por exemplo, ele foi campeão mundial de taekwondo. Disputou em Little Rock. Inclusive, eu sei que a vereadora Marisol tem uma proximidade com essa cidade, tem alguns amigos lá. Ele disputou e foi campeão lá nessa cidade, campeão mundial de taekwondo. Ele também é a primeira pessoa do mundo com síndrome de Down a saltar sozinho de paraquedas. Então, ele tem esse título. Primeira pessoa do mundo com síndrome de Down a saltar de paraquedas sozinho. Eu também me desafiei, também fui uma vez só. Não tenho a coragem que tem o vereador Fantinel, que semanalmente está com seu paraglider voando. Para mim, o paraquedas foi a primeira e a última vez. Minha esposa também foi uma vez só. Eu vou ficar por aqui. Mas ele... Também saltou, Ramon? O Ramon também é paraquedista. Não, mas ele é militar. A gente é mero civil, não é? (Risos) Mas o Matheus é a primeira pessoa com Síndrome de Down do mundo a saltar de paraquedas sozinho. Então, vejam, gente: a síndrome de Down não é um obstáculo que vai parar eles, mas é algo a ser enfrentado e superado.
VEREADORA MARISOL SANTOS (PSDB): Um aparte, vereador.
VEREADOR CALEBE GARBIN (PP): São exemplos da Gabriela Slongo, do Matheus Rocha, do Tael, que é um funcionário da Andreazza, dos funcionários da Marcopolo também, eu estive lá ano passado, não lembro se a colega Marisol esteve, nós fizemos uma visita com a Adesg, fizemos uma visita com esta Casa também, e se não foi, certamente foi em outra oportunidade de conhecer o projeto que a Marcopolo tem lá para acolher essas pessoas com Síndrome de Down e dar visibilidade. Então Caxias do Sul caminha, caminha bem nisso e a gente precisa dar visibilidade e dar voz a essas leis que já existem na nossa cidade. Seu aparte, vereadora.
VEREADORA MARISOL SANTOS (PSDB): Vereador Calebe, só para lhe elogiar por trazer esse tema e por ter trazido também, nos últimos dias, aqui o Matheus e a mãe, a Tânia. Eu os conheço nesse tempo de quando ele foi campeão, não é? Porque nós, quando trabalhava na TV, nós o entrevistamos e essa determinação do Matheus e o cuidado da mãe, que é um cuidado que dá autonomia, não é um cuidado que segura, é um cuidado que libera, é um cuidado que empurra, que incentiva. Tem inspirado tantas pessoas, e a gente fez sempre, como imprensa, eu tenho colegas da imprensa que estão aqui conosco hoje, a imprensa sempre incentiva mostrando, empresas que têm a sua responsabilidade, que também é uma lei, mas nem todas cumprem dentro do que deveriam cumprir, acham algum tipo de brecha. Então, que importante que a gente valorize sempre quem entende o que está na legislação, que busca cumprir exatamente o que diz a legislação, e que só vai ganhar. Porque todos os relatos que a gente tem são esses, de que não... Existem algumas restrições? Sim. Mas tem um milhão de outras possibilidades, e que vão trazer muito mais sucesso para as empresas, um trabalho muito mais efetivo, acolhedor, carinhoso. Dá uma olhada nessa imagem, que coisa mais linda. Então a gente tem muitas opções assim, para que as empresas, para que nós entendamos mais e que estejamos realmente conscientes de acolher de verdade as pessoas com Síndrome de Down com outras deficiências, enfim, parabéns.
VEREADOR CALEBE GARBIN (PP): Obrigado, vereadora Marisol. Eu não sei se outro colega pediu, que eu já quero encaminhar minha fala para outro assunto, mas para finalizar, a gente percebe como as pessoas podem superar as suas deficiências, os seus obstáculos pessoais. Às vezes, o obstáculo pessoal de alguém não é nenhuma deficiência, não é nem reconhecido, não tem um CID, não é reconhecido como catálogo Internacional de uma Doença, mas é um obstáculo. E aqui está o exemplo de pessoas que, mesmo tendo um diagnóstico, um laudo na sua mão, não se valem disso para parar, mas escolhem superar, transpor as barreiras, transpor os obstáculos e avançar. Então, meus parabéns à Tânia, ao Mateus, a Gabi Slongo, ao Eduardo Vargas e também ao Tael, que é o nosso personagem principal dessa história dessa manhã, aqui, por todo o trabalho que eles têm feito.
VEREADOR HIAGO MORANDI (PL): Um aparte, vereador.
VEREADOR CALEBE GARBIN (PP): Seu aparte, vereador.
VEREADOR HIAGO MORANDI (PL): Bem rápido, bem breve, só parabenizando, vereador pela Semana Municipal de Conscientização. Essa imagem bonita que a gente tem aqui, reflete bastante o trabalho de tantas pessoas, não é, vereador Calebe? Que fazem nos bastidores, e aqui a gente representa a população, o senhor representa muitas pessoas. Então eu acredito que ter alguém cristão, assim, também puxando a frente, que já faz um trabalho lá fora muito bonito, na igreja e também aqui dentro. Nessa parte, eu acho que é muito bom, porque quanto mais pessoas engajadas nisso, eu acredito que vai ser a fala dessas pessoas, não é? A gente tem um projeto que eu ajudo lá do jiu-jitsu, na questão do autismo, então aqui também seria uma outra coisa que a gente pode fazer muito e principalmente com parceria público-privadas, que é a questão do Andreazza que investe tanto e ajuda tanto. A gente é muito grato pelos empregos que eles geram, já não bastasse isso, ainda eles fazem esse papel que é crucial, não é? Muitas empresas não incluem isso nas empresas, mas eles fazem muito de forma muito genuína, eu noto isso. Então parabenizar, e parabenizar o senhor que trouxe esse tema tão importante. Muito obrigado.
VEREADOR CALEBE GARBIN (PP): Obrigado, vereador. Obrigado aos colegas pela atenção ao tema, também e fica o convite para nós nos somarmos a esta frente e à importância desse trabalho. Um segundo assunto, já encaminhando meus últimos cinco minutos aqui. Quero compartilhar com os colegas algumas entregas que nós fizemos nesses últimos dias, aqui, na nossa cidade, e também temos algumas que estão se encaminhando nos próximos dias. A primeira entrega são R$ 500 mil que foram divididos em duas entregas. A primeira, é o valor de R$ 300 mil que nós formalizamos lá no Bairro São Caetano, lá dentro da UBS com o secretário Rafael Bueno. Estava o Luciano Drum que é o presidente lá da UBS, a Emília Silva que é a vice-presidente também – presidente da UBS não, desculpa, da AMOB. Estava o pastor Ronilson que é o pastor local daquela região. Enfim, temos lideranças, temos empresários, pessoas autônomas, servidores, diversas pessoas, até minha avó está aparecendo nessa foto. Minha avó é dessa região também e está presente ali. Eu fiz questão de mencionar ela no dia e mencionar aqui porque ela foi uma peça muito fundamental e importante no momento em que eu perdi meu avô. Meu avô não pôde me ver fazendo campanha. Meu avô faleceu quatro meses antes do início da campanha eleitoral, mas a minha avó, certamente, representou ela e representou ele nesse trabalho. Eu cito muito eles, porque acho que a veia política da família vem desse tronco. Meu falecido avô foi quatro vezes presidente da Amob do Bairro São Caetano. Foi o primeiro presidente da história do bairro, chegou lá quando tinha seis casas, quando o São Caetano era mato, literalmente. E hoje é um grande bairro da cidade, bem desenvolvido. Então, eu tenho uma grata satisfação de ter essa conexão com esse bairro da nossa cidade. E a gente pode fazer essa entrega, então, de 300 mil reais, emenda vinda do deputado Osmar Terra, que já totaliza dois milhões em recursos entregues em Caxias, agora, nesses últimos dois anos. E muito nos alegra saber que isso vai ser investido para revitalização e reforma da nossa UBS. Eu sei que 300 mil reais não é um recurso tão expressivo, não dá para fazer muita coisa, mas o mínimo pode ser feito, seja a substituição de um toldo na porta de entrada, uma reforma na sala que, às vezes, a parede está frouxa. A gente já testou isso junto com o secretário, junto com o Marcelo, que é o diretor de infraestrutura, enfim, uma melhoria em uma cadeira, em uma poltrona que está dentro da sala de atendimento. São pequenas coisas que podem se converter em benefício para a sociedade. E a segunda demanda que nós temos foi uma demanda para o 4º BP Choque, para o Tenente Coronel Soccol. Nós fizemos uma entrega de 200 mil reais para o 4º BP Choque, que vai se converter na aquisição de armas longas, na aquisição de fuzis, para que nós possamos reforçar o bom trabalho que o 4º BP Choque já tem feito na nossa cidade, tem feito em nível de Serra até o litoral norte. E eu vejo, colegas, aproveito para fazer um parênteses e elogiar o trabalho do 4º BP Choque, porque se não fossem eles aqui, juntamente com o 12º Batalhão de Polícia Militar, seguramente, nossos índices não eram bons como nós temos hoje e não estariam melhorando a cada dia como precisam melhorar. Nós temos o fator do trabalho da Guarda Municipal, que é um trabalho excepcional, batendo recorde de atuação. Temos o trabalho da Secretaria de Segurança Pública em nível de Estado, que também permite que o trabalho do 12º Batalhão seja um trabalho profícuo. E nós temos, aqui, o 4º BP Choque, que foi uma iniciativa do então prefeito à época, Daniel Guerra, que ainda levantou essa hipótese, junto ao governo do Estado, e depois isso foi consolidado. O prefeito Adiló também fez parte dessa construção no seu primeiro governo e agora já se estuda, inclusive, a possibilidade de o 4º BP Choque se instalar em um novo espaço maior, oportunizando um quartel com maiores condições para esses homens e mulheres que trabalham no 4º BP Choque da nossa cidade. E, como eu disse, a atuação deles se dá nesses 49 municípios da Serra e mais o litoral. Até Torres é responsabilidade do 4º BP Choque. Por isso a gente precisa reforçar esse trabalho deles. A expectativa é que se consiga adquirir em torno de 15 armas longas, em torno de 15 fuzis. Ainda está se estudando o modelo exato que se pretende trazer aqui, 5.56, 7.62, enfim, isso é uma peculiaridade técnica que eles vão conferir e verificar, mas a gente fica feliz em poder fazer entrega desse recurso para reforçar a segurança pública da nossa cidade de Caxias do Sul. Por hoje era isso, presidente. Agradecer a atenção dos colegas. Um bom dia a todos. Obrigado.
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VEREADOR HIAGO MORANDI (PL): Bom dia a todos os meus colegas que ficaram aqui nesta manhã. Parabenizar todo mundo por ter ficado. É importante ao Parlamento. É sempre importante a gente debater aqui, é onde a gente fala. Não interessa o assunto, aqui é o parlamento, vem de parlar, né? A gente tem que bater nessa tecla porque às vezes, o pessoal não gosta quando a gente fala de algumas coisas. O meu assunto hoje, vereadora Dai e vereador Fantinel, era sobre as lixeiras, que não dão mais certo. Eu concordo com o vereador Cláudio, que disse que o modelo deu errado e a gente tem que rever isso, eu me lembro que foi uma fala dele. Mas eu tive que trazer outra coisa aqui, que é uma questão polêmica que está em alta, para ajudar nosso vereador Sandro Fantinel. Eu queria falar sobre esse tema hoje. A gente esperava um grande debate, uma votação, e infelizmente não teve. Tem dois tipos de pessoas nesse tema, vereador Fantinel, aqui vai a minha humilde opinião: as pessoas que não entendem, estão bem intencionadas e não entendem aonde querem chegar com esse projeto, que é o projeto da misoginia; e as pessoas que sabem aonde querem chegar e fazem de propósito com má-fé. Então, eu não vou esperar da esquerda a boa-fé, eu não vou esperar da esquerda, do meu adversário, ou melhor, dos nossos inimigos, porque deram até uma facada, abriram o presidente Bolsonaro na época em Juiz de Fora. Então, eu não vou esperar paz deles. Ou como a gente viu o Charlie Kirk tomar um balaço fora do país. Então, eu nunca vou esperar isso. E aqui, parabenizar a vereadora Andressa. Eu acho que ela é a de esquerda que está aqui nos ouvindo e está aqui para debater com nós e tal. Ficou aqui na sessão, parabenizar. E eu prefiro dez vezes uma pessoa convicta, que acredita, do que os outros que fogem de uma boa briga, né, vereador Fantinel? Então, parabenizar a vereadora Andressa. Eu queria começar botando um vídeo aqui. Pode colocar o vídeo, se já está aí para colocar. Se puder colocar nessa tela aqui, só uma partezinha. O vereador Jack, também de esquerda, está aqui. (Apresentação de vídeo.) Eu coloquei só uma parte para o vídeo não ficar muito longo. Vereador Fantinel, eu queria dizer que, mais uma vez, estão relativizando. Mais uma vez. A esquerda não está nem um pouco preocupada com como que vão ficar as mulheres. E, aliás, eu vou mais longe: a direita se encolheu, teve medo. “Mas, vem cá, o Flávio Bolsonaro que é teu candidato a presidente votou favorável?” Sim. Teve medo. Teve medo de uma minoria barulhenta. Teve medo. E aqui vai minha crítica: não interessa se é do meu partido, de onde ele for, não me interessa. Aqui eu vou sempre falar do saudoso Olavo de Carvalho. E aqui a gente sabe a importância que o Olavo teve, morreu falando dessa questão de cultura. E, se precisar, eles vão sempre usar, vereador Fantinel, uma lei para nos jogar na cadeia. Sempre. Essa lei é para jogar o opositor na cadeia.
VEREADOR SANDRO FANTINEL (PL): Peço um aparte.
VEREADOR HIAGO MORANDI (PL): Se fosse para proteger as mulheres, eles estavam pressionando os deputados de esquerda deles para votarem a favor de aumento de pena, do qual eles não fazem. Eu não vou esperar a vereadora Andressa mudar de opinião ou as vereadoras que se dizem de esquerda mudarem de opinião. Até porque, vereadora Andressa, a senhora defende o comunismo no partido da senhora. Ontem, comemoraram mais de 100 anos, né? Como é que eu vou esperar uma pessoa defender ou colaborar com a minha tese, ou concordar, que defende um regime que matou mais de 100 milhões de pessoas? Isso aí está no livro, o nome é “O Livro Negro do Comunismo”. Tem um artigo bem interessante no Mises Brasil, para quem quiser procurar, sobre o mal que o comunismo faz no mundo. Bem rápido, eu vou citar um manual. Eu até gostaria que a vereadora Andressa comprasse esse manual, porque eu leio Karl Marx e eu leio esses lixos que vocês têm na esquerda. Mas aqui tem o “Guia de Bolso Contra Mentiras Feministas”, da Ana Caroline Campagnolo. Essa pessoa que dá aula e não perdeu um debate até hoje. Não teve uma feminista que ganhou, é só vocês assistirem lá. Eu vou desmentir hoje, a outra vez eu já falei sobre mentiras do feminismo e aqui eu vou desmentir uma, que é do capítulo quatro: Antes do feminismo, mulher não podia governar, liderar ou se destacar. Mentira. Olha o tanto de mentira que o feminismo tem. O livro chega a estar judiado, mas eu vou começar por essa.
 
Essa é uma mentira contada apenas para nos dar a impressão de que não podemos fazer ou conquistar qualquer coisa sem achar que é algo do feminismo. É possível citar uma lista de mulheres que governaram, lideraram ou receberam destaque político muito antes de existir qualquer tipo de feminismo. Por exemplo: Enheduana, professora e poeta, foi a primeira mulher a receber o título de personalidade de grande importância para a política no Império Acadiano.
 
(Fonte: livro Guia de Bolso Contra Mentiras Feministas.)
 
Isso aconteceu mais de quatro mil anos atrás, Fantinel, ainda no início das grandes civilizações. Há também Hatshepsut, que foi a rainha faraó no Egito, 15 séculos antes de Cristo. Aspásia de Mileto, que foi professora e estadista de Péricles, no século antes de Cristo. Cleópatra, a última governadora do Reino Ptolemaico do Egito, nos anos 30, antes de Cristo. Podemos citar alguns exemplos bíblicos, como a juíza Débora, que fazia, às vezes, de general em general em guerra em Israel. Ou a rainha Ester, que também tem um livro inteiro na Bíblia dedicado a si, vereador Calebe. Ou seja, muito antes, a literatura já mostra que, quando a mulher é destaque e é a liderança, ela é liderança. Não precisa de movimento feminista nenhum, não precisa de mulher nenhuma dizendo que representa o que a gente precisa de ação e quando chega o crime hediondo de uns lixos do Comando Vermelho que mataram uma professora, vereador Fantinel, que alimentava os policiais militares no Nordeste e ela não quis envenenar a comida deles, o Comando Vermelho foi lá e matou ela para passar uma mensagem e acomodar toda aquela região e mostrar que o Comando Vermelho é forte. Quando vier lei antiterrorismo para tornar eles terroristas, que a esquerda faça isso, que pressione os deputados para votar. É só isso, que não saiam do plenário como eles fazem em Brasília, como a Erika Hilton que chamou as mulheres de imbecis. E se eu viesse aqui, vereador Calebe, chamasse a vereadora Daiane de imbecil, será que quanto tempo a PEM iria me colocar no Conselho de Ética?! Mas a Erika Hilton pode, não é? Pois é, agora saiu várias decisões, que é um homem biológico, está aí! Também lembrando, parabenizando o juiz que fez justiça ontem, também, no caso da peruca do Nicolas Ferreira e também, por unanimidade, o tribunal mostrou que não tinha problema naquela fala. Também parabenizar a decisão do Gilmar Mendes, aqui, também que está falando que quando é biológico é homem biológico. Parabenizar alguns que têm um pouco de coragem de vez em quando, porque a minoria é barulhenta. Vereador Fantinel, a gente está em tempos difíceis, não vai ser fácil defender. Mas é mais fácil fazer o que é difícil do que é o fácil. O fácil é dizer que a gente se importa com as mulheres e vir aqui defender essa lei inútil... Mas não, não se importa. Nos Estados Unidos, lá no Texas, não tem feminicídio. Por que será? Será que é porque as mulheres portam uma arma de forma ostensiva? É só comparar os números! Está aí para todo mundo ver! “Ah, mas é os Estados Unidos.” Então esquece o Imperialismo Americano que os professores ensinaram para eles, doutrinando na sala de aula. Vamos para o Paraguai, que uma em cada três pessoas tem arma e não tem os índices ruins como a gente está aqui. Mas se o Lula falar, vereador Calebe, que por ser corintiano o cara pode bater na mulher, aí está tudo bem. Ou seja, para uma hora a gente pode falar, para outra hora a gente não pode falar e assim a gente vai. É um trabalho cultural. Ana Campagnolo, Júlia Zanatta, tantas deputadas fazem um excelente trabalho. Por isso, vereador Fantinel, poucas mulheres têm... Elas têm receio porque a esquerda vem para cima, elas têm receio de falar, mas poucas se destacam. Por isso, esse ano, a Júlia Zanatta, a Ana Campagnolo vão ser lideranças de voto, vão explodir! A Ana Campagnolo vai fazer 500, meio milhão de votos em Santa Catarina por isso! Por ter coragem de falar, por escrever um livro, coisa que a direita não fazia! É isso aqui que falta para a direita. Talvez o senhor até votou para o Flávio, ler esse livro aqui, que é um trabalho de base, que é a ala que eu defendo dentro da direita, é a ala Nicolas Ferreira. É uma ala que veio para ficar, que é o futuro que a gente está fazendo um trabalho de base com a gurizada. Seu aparte, vereador Fantinel.
VEREADOR SANDRO FANTINEL (PL): Obrigado, vereador Hiago. É muito constrangedor fazer parte de um Legislativo covarde, que quando interessa, permanece, bate palma, participa. Quando não interessa, quando não é do interesse, foge e se acovarda. Eu tenho nojo de covarde, e covarde, também, os de direita que votaram favoráveis a essa porcaria de lei. E vou mais longe, eu vou dizer uma coisa aqui, jamais um bolsonarista, um cara de direita que nem eu, iria elogiar um comunista. Jamais! Mas hoje eu vou elogiar. Eu vou elogiar o ministro Flávio Dino por ter colocado aquele decreto que daqui para frente magistrado que comete crime não recebe como condenação a aposentadoria compulsória. Não, vai ser exonerado! Parabéns, ministro. Nós somos totalmente contrários, mas nós, de direita, sabemos reconhecer quando o outro lado acerta. Agora ao contrário, a esquerda, quando a gente acerta, jamais reconhece. Eu nunca vi alguém de esquerda vir aqui um dia e dizer: "Bom, pelo menos aquilo o Bolsonaro acertou.” Nunca! Nunca vi. Agora nós somos democráticos. Nós, senhoras e senhores, nós defendemos esse livro aqui, oh:
VEREADOR HIAGO MORANDI (PL): Declaração de líder do PL.
VEREADOR SANDRO FANTINEL (PL): Que no seu Artigo 5º, no seu Artigo –
PRESIDENTE WAGNER PETRINI (PSB): Segue em declaração de líder à bancada do PL.
VEREADOR SANDRO FANTINEL (PL): Que no seu Artigo 5º, Inciso I, e todos nós estamos aqui dentro desta Casa porque é uma democracia. Assim dizem, não é? Porque se não fosse democracia não teria parlamento. Aqui não teria nenhum de nós aqui, se não existisse democracia. O que a democracia, o que é que governa a democracia? A Constituição. O que esse livro diz? No artigo 5º, inciso I: "Homens e mulheres são iguais perante a lei em direitos e deveres". É isso que está escrito nesse livro. E vou mais longe, para aqueles que são advogado, é o único inciso que não dá margem para interpretação. Vereador Hiago, é o único inciso que não dá margem para interpretação. Ele é claríssimo. “Homens e mulheres são iguais perante a lei em direitos e deveres.” Essa lei da misoginia, onde é que está o direito dos homens? Aonde? Me dizem aonde? Sem falar naquilo que o senhor colocou ali no vídeo, no desemprego que isso vai causar na parte feminina. Por quê? Imagina se você é um empresário, vou contratar uma mulher; se ela não trabalhar direito, eu vou chamar a atenção, ela me processa por misoginia e eu sou um criminoso, posso ir cinco anos na cadeia. Para que eu vou contratar uma mulher para trabalhar? Para quê? Será que as mulheres de bem não enxergam que isso é a pior coisa que vai acontecer para elas? Então, você, mulher profissional, você, mulher de bem, que deseja ter o teu emprego, crescer na vida e vencer na vida, porque é isso que eu quero que as mulheres façam, vençam na vida, essa lei vai te proibir de ter essa caminhada. Obrigado, vereador.
VEREADOR ZÉ DAMBRÓS (PSB): Questão de Ordem, senhor presidente.
PRESIDENTE WAGNER PETRINI (PSB): Sim, vereador, sua Questão de Ordem.
VEREADOR ZÉ DAMBRÓS (PSB): Artigo 209, inciso II. Solicitar censura do presidente ao pronunciamento do vereador que chamou os colegas de covardes. O vereador que já fez esta Casa passar vergonha no Brasil inteiro. Então, eu solicito que ele retire o que ele acabou de pronunciar, aqui, porque não é vergonha. Isso faz parte do Regimento. Então, eu solicito.
PRESIDENTE WAGNER PETRINI (PSB): Sua Questão de Ordem: é deferida, vereador Sandro Fantinel, o senhor retira; ou não? (Manifestação sem uso do microfone.) O vereador não retira, então, suas palavras. Segue, vereador Hiago.
VEREADOR CALEBE GARBIN (PP): Questão de Ordem só, presidente.
PRESIDENTE WAGNER PETRINI (PSB): Sim, vereador.
VEREADOR CALEBE GARBIN (PP): O tempo precisa ser orientado. Em 10 segundos eu já enxerguei três tempos diferentes para o vereador Hiago. Isso não assegura o tempo que o vereador orador tem para falar. Eu já vi menos dois, vi 3:44, vi 5:44 e agora está 8:44. Qual é o tempo que o vereador ainda dispõe? Até para que ele possa se organizar, também.
PRESIDENTE WAGNER PETRINI (PSB): O tempo é 8:44. Seu tempo está garantido, vereador.
VEREADOR HIAGO MORANDI (PL): Seu aparte, vereador Calebe.
VEREADOR CALEBE GARBIN (PP): Vereador Hiago, o que nós estamos vendo aqui...
VEREADOR CAPITÃO RAMON (PL): Um aparte, vereador?
VEREADOR CALEBE GARBIN (PP): Tem um livro que explica, se chama “Espiral do Silêncio”.
VEREADOR HIAGO MORANDI (PL): Isso aí.
VEREADOR CALEBE GARBIN (PP): Que é quando nós nos sentimos coagidos por leis, no mínimo, idiotas. Porque uma lei, possivelmente, quem está debatendo não fez leitura dela, mas eu vou ler: Artigo 1º, parágrafo único: para os fins desta lei, considera-se misoginia a conduta que exteriorize ódio ou aversão às mulheres. Pergunto: uma pessoa que escolheu a homossexualidade e tem aversão às mulheres, vai ter que ser punida por essa lei? Se ele manifestar, se ele for convidado por uma moça para ele sair e ele manifestar e dizer assim: “Não, eu não quero, porque a minha opção sexual, eu não quero ter um relacionamento com uma mulher, eu tenho aversão”. Ele não precisa nem usar a palavra aversão, mas a pessoa que ouvir dele isso, se sentir ofendida ou se sentir odiada porque ele exteriorizou, ele comunicou esse desejo dele, é passível de ele ser criminalizado. Aí a lei não pode retroagir em malefício do réu, a lei só pode retroagir em benefício. Direito Penal I, da faculdade de Direito. Mas, se a lei retroagisse para a maldade, a Erika Hilton teria que ser punida. Por que o que acontece? Na nota ela disse: “Podem continuar latindo”, fazendo referência clara à mulheres e homens, porque quem late é cachorro, né?
VEREADOR HIAGO MORANDI (PL): Isso aí. Chamou de cadela.
VEREADOR CALEBE GARBIN (PP): É cachorro que late, cachorro e cadela que late. Ela disse que podiam continuar latindo, porque ela estava passando. E ela também chamou de imbecis. Inclusive, o ‘cis’, ela fez um joguinho de palavras para se referir ao ‘cisgênero’, ao sexo biologicamente falando. Então, vejam, a Erika Hilton não é uma pessoa que representa um interesse, uma lei, etc. Ela vive no mundo da “lacrosfera”, quer lacrar a todo instante. E o que me assusta, vereador Fantinel, é que esse projeto de lei não vem do Congresso, onde têm 513, que cada um é igual coice de mula, cada um vai para um lado. Vem da Casa Alta, do Senado da República, onde nós temos 81 senadores, e boa parte deles de cabelos brancos, que deveriam representar o interesse do Estado pelo qual foram eleitos. E dos 81, me parece que 67 votaram e aprovaram por unanimidade. Inclusive, senadores de direita, que, das duas, uma: ou caíram em uma tremenda casca de banana ou não quiseram se queimar, porque estamos em ano eleitoral. Então, é diante da espiral do silêncio que nós vamos ficando em silêncio, ficando quietos, e passa a boiada do outro lado. Qual é a boiada que passa? A esquerda votando contra aumento de pena para estuprador, para pessoa que pratica pedofilia, indo contra castração química, indo contra o porte de arma de mulheres que são vítimas de violência doméstica. Isso não defendem, isso não sobem à tribuna para defender. Agora, joguinho de palavras, “ah, imbecis, podem latir, podem continuar”, esse joguinho de palavras qualquer criança faz. Não precisa ter mandato para fazer isso, basta abrir um vídeo na rede social e fazer. Agora, usar de um mandato conferido pelo povo, no qual nós não representamos apenas nós mesmos, mas representamos quem nos elegeu, inclusive quem não nos elegeu também, são incapazes de ir lá e votar uma lei para colocar estuprador na cadeia, para colocar prisão perpétua a esse tipo de crime. Não têm coragem, votam contra. Aí ficam fazendo... abraçam uma árvore, levam cartaz, fazem passeata: “Não queremos mais violência, não queremos mais violência.” O bandido, o vagabundo, ele vai ouvir: “Oh, agora disseram que não querem mais violência, não vou mais praticar violência.” Não, vagabundo só aprende quando está atrás das grades. Só aprende quando vê uma mulher armada na frente dele. O que faz com que uma mulher consiga se equiparar na força física diante de um homem? Uma mulher estando armada. Coloque uma mulher armada diante de um homem covarde desses que faz violência contra uma mulher pra ver o que acontece? Agora, esse tipo de jogo de palavra é uma vergonha, espiral do silêncio, censura prévia. Nós estamos chegando em um ponto onde o que está se criando é um ódio entre homens e mulheres. E o governo que tanto disse defender o amor está criando um ódio existencial no meio da sociedade. Daqui a pouco as pessoas não vão conseguir mais se olhar porque você olhar para uma pessoa pode ser interpretado como qualquer tipo de coisa, inclusive, como um crime de aversão a mulher. Obrigado, vereador.
VEREADOR HIAGO MORANDI (PL): Bem breve, se puder, vereador capitão.
VEREADOR CAPITÃO RAMON (PL): O meu comunicado vai para as mulheres. Mulheres, não caiam nessa história de que a esquerda quer o bem de vocês. Na verdade, não. Eles dizem que querem. No palanque eles vão e falam que são favoráveis às mulheres, mas na verdade, na única oportunidade deles serem favoráveis às mulheres, que é no aumento de pena para estupradores; classificação do crime de estupro como crime de hediondo; na castração química de estupradores, eles votam contrários. Sabe por quê? Porque na verdade eles não defendem vocês, eles só querem utilizar vocês como massa de manobra. Pensem exatamente nisso. O presidente da República vai e fala em rede nacional que a mulher... ela pode ser espancada só que não em casa, se quer bater em mulher vai bater lá fora ou que depois de um jogo de futebol, sendo torcedor do Corinthians, você pode agredir a sua mulher. Essa é a fala do presidente da República e todos que estão abaixo dele, seus fiéis escudeiros, defendem exatamente isso. Obrigado, vereador.
VEREADOR HIAGO MORANDI (PL): Seu aparte, vereadora Dai,
VEREADORA DAIANE MELLO (PL): Vereador Hiago, obrigado pelo aparte. Eu quero só declarar uma situação. Eu sou mulher, não sou pessoa que gesta como diz Erika Hilton, e tenho muito orgulho de ser mulher, ser mãe, ser defensora da questão da família, dos princípios e valores. E uma das características que eu mais admiro na minha pessoa é poder falar de igual para igual sem ter receio do que a outra pessoa vai falar. E não tenho nenhum medo que algum dos vereadores me interrompa, não tem problema nenhum, eu vou discutir de igual para igual. Infelizmente, com esse projeto não se pode mais porque se a gente for interrompida a outra pessoa vai, então, responder por um crime, de dois a cinco anos. E isso é mais complicado. Então a gente tem que falar, sim, tem que orientar e, principalmente, falando das questões dos empregos. Eu sou empreendedora, eu tenho uma pequena loja, mas eu tenho funcionária mulher e meu pai é meu sócio. Depende do jeito que ele falar com a pessoa, de alguma coisa, até nível de gestão, essa pessoa vai poder processá-lo e ele vai estar respondendo um crime. Então, eu acredito que a gente precisa discutir mais sobre o assunto e, infelizmente, esse negócio de direita e esquerda acaba não informando realmente as pessoas lá da ponta, toda a gravidade que se tem. Ser a favor da questão contra o feminicídio, na não violência das mulheres, tem que fazer conscientização nas escolas, tem que tratar o homem e a mulher de igual para igual, tem que trabalhar no machismo estrutural do nosso país como um todo. Mas não é com essas ações que a gente vai conseguir, a gente vai botar o “nós” contra “eles” e que vai piorar muito mais a situação ao longo dos dias, ao longo dos anos. E as mulheres vão estar sofrendo lá na frente, muitas das coisas que hoje a gente sofre como violência vai ser visto lá na frente porque a gente vai ser impossibilitada de estar em diversos lugares apenas pelo fato de ser mulher. Então, eu queria deixar essa minha contribuição e, obviamente hoje, eu votaria favorável na questão da moção porque eu sou contra essa questão desse projeto. Obrigada, vereador.
VEREADOR HIAGO MORANDI (PL): Muito obrigado, vereadora Dai. Até ali para explicar esse projeto de lei as militantes da Globo News falaram: “Olha que legal, quando interromper uma mulher vai ser considerado crime de misoginia.” Elas falando isso na Globo News, onde tantos diretores interrompem ela a todo momento. Ou o que falar do grupo de feministas de esquerda que estão aí...Por exemplo, vereador Fantinel, Manuela d'Ávila, que o presidente Lula deu um para-te-quieto aquela vez nela, veio e mandou “Não, tu não vai concorrer a presidente, não vai concorrer a prefeita, fica na tua.” e ela ficou quietinha, não concorreu, porque ela recebe ordem de quem manda na esquerda, que é o presidente Lula. Então por mais mulheres corajosas que não se curvem diante de homem, diante da liderança que for, que tenham convicção. E para finalizar, uma frase que eu gosto da Ana Campagnolo: “Se o feminismo prega a igualdade de oportunidades entre homens e mulheres, torna-se dispensável, pois o liberalismo já faz isso faz muito tempo.” Muito obrigado, seria isso.
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VEREADOR ZÉ DAMBRÓS (PSB): Senhor presidente, eu quero falar sobre a audiência pública que tivemos ontem, que um dos PLs, o 48, descaracterizava uma área aqui na Avenida São Leopoldo que seria a construção de uma EPI. E que tivemos o Planmob, que foi um estudo realizado na cidade e que considerou que ali não seria mais necessário. E eu tenho a concordância também, quero agradecer ao Adivandro, que esteve aqui, Adivandro Rech, ao Toninho Feldman, quero agradecer também ao Fontana, aos colegas vereadores que participaram, porque foi de extrema importância. Nós tivemos uma apresentação dos técnicos de trânsito, estava verificando, de que Caxias então prevê a construção de mais três EPIs. Olha, nós precisamos que Caxias se preocupe mais com a mobilidade. Quem vem da Zona Norte sabe a dificuldade. Então, Zona Norte precisa de uma estação principal de integração. Zona Sul precisa, aquela região São Caetano, Nossa Senhora das Graças, Caravaggio, toda aquela região Arcobaleno precisa de uma estação naquela região. Eu... E olha, com o inverno, eu acredito que diminui inclusive a quantidade de passageiros, porque as pessoas querem ficar menos tempo na parada e vão utilizar mais aplicativos. Mas eu quero, nobre presidente, fazer uma cobrança à Secretaria de Trânsito, porque em 2025 eu fiz uma indicação para a Secretaria de Trânsito de que os veículos de transporte coletivo, como ônibus, vans de fretamento, táxis devidamente regulamentados, utilizassem a via do ônibus, na Moreira César e na Pio XII. Eu fiz uma indicação, em 2025, conversei com o secretário Fiuza, mas que até agora a secretaria não fez essa modificação. Então, vou reiterar: 2025 eu fiz uma solicitação que contribui com a mobilidade, liberando para vans, fretamentos, a linha do ônibus!
VEREADOR CAPITÃO RAMON (PL): Permite um aparte, verdade.
VEREADOR ZÉ DAMBRÓS (PSB): Então, nós percebemos no meio dos veículos, Giratur, Danitur e às vezes o corredor do ônibus vazio! Meu Deus, mas por que tanta dificuldade? A Pio XII, que liga a Zona Norte com o Centro! Todos os carros, inclusive de Flores da Cunha, Antônio Prado passam por aí! O retorno... O retorno pela Moreira César também! Por que não dá para utilizar a via do ônibus? Então, eu tenho vários colegas motoristas de vans que ficam me cobrando. Olha, eu encaminhei em 2025! Então, eu faço uma cobrança à Secretaria de Trânsito que reavalie, que olhe, que eu acho que isso não é tão difícil. Seu aparte, nobre colega Capitão Ramon.
VEREADOR CAPITÃO RAMON (PL): Vereador, eu gostaria de parabenizar o senhor, para trazer essa pauta, e um ponto que eu trago, importante lá, sobre a Moreira César. Além da utilização desses veículos de transporte na faixa do ônibus, nós poderíamos retirar o estacionamento da esquerda, permitir que aquele estacionamento da esquerda fosse uma passagem de veículos para gente desafogar lá a Moreira César, porque hoje realmente como foi adotado apenas uma faixa para o ônibus ficou em duas pistas para desafogar todos os veículos que vão para a Zona Norte. Parabéns pelo trabalho.
VEREADOR ZÉ DAMBRÓS (PSB): Obrigado. Eu acredito muito que nós retirando os táxis, as vans, ônibus de fretamento, da Pio XII e da Moreira César, nós colocando no corredor de ônibus, nós vamos ter muito mais mobilidade. Quem vem da Zona Norte, de manhã, demora 40 minutos para chegar no Centro. Então, senhor secretário Fiúza, eu havia conversado com o senhor e o senhor havia prometido que no final do ano já estaríamos com esses corredores de ônibus, corredores de ônibus sendo utilizado para também os veículos de fretamento, táxis e vans. Era isso, senhor presidente.
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