VEREADOR HIAGO MORANDI (PL): Bom dia a todos os meus colegas que ficaram aqui nesta manhã. Parabenizar todo mundo por ter ficado. É importante ao Parlamento. É sempre importante a gente debater aqui, é onde a gente fala. Não interessa o assunto, aqui é o parlamento, vem de parlar, né? A gente tem que bater nessa tecla porque às vezes, o pessoal não gosta quando a gente fala de algumas coisas. O meu assunto hoje, vereadora Dai e vereador Fantinel, era sobre as lixeiras, que não dão mais certo. Eu concordo com o vereador Cláudio, que disse que o modelo deu errado e a gente tem que rever isso, eu me lembro que foi uma fala dele. Mas eu tive que trazer outra coisa aqui, que é uma questão polêmica que está em alta, para ajudar nosso vereador Sandro Fantinel. Eu queria falar sobre esse tema hoje. A gente esperava um grande debate, uma votação, e infelizmente não teve. Tem dois tipos de pessoas nesse tema, vereador Fantinel, aqui vai a minha humilde opinião: as pessoas que não entendem, estão bem intencionadas e não entendem aonde querem chegar com esse projeto, que é o projeto da misoginia; e as pessoas que sabem aonde querem chegar e fazem de propósito com má-fé. Então, eu não vou esperar da esquerda a boa-fé, eu não vou esperar da esquerda, do meu adversário, ou melhor, dos nossos inimigos, porque deram até uma facada, abriram o presidente Bolsonaro na época em Juiz de Fora. Então, eu não vou esperar paz deles. Ou como a gente viu o Charlie Kirk tomar um balaço fora do país. Então, eu nunca vou esperar isso. E aqui, parabenizar a vereadora Andressa. Eu acho que ela é a de esquerda que está aqui nos ouvindo e está aqui para debater com nós e tal. Ficou aqui na sessão, parabenizar. E eu prefiro dez vezes uma pessoa convicta, que acredita, do que os outros que fogem de uma boa briga, né, vereador Fantinel? Então, parabenizar a vereadora Andressa. Eu queria começar botando um vídeo aqui. Pode colocar o vídeo, se já está aí para colocar. Se puder colocar nessa tela aqui, só uma partezinha. O vereador Jack, também de esquerda, está aqui. (Apresentação de vídeo.) Eu coloquei só uma parte para o vídeo não ficar muito longo. Vereador Fantinel, eu queria dizer que, mais uma vez, estão relativizando. Mais uma vez. A esquerda não está nem um pouco preocupada com como que vão ficar as mulheres. E, aliás, eu vou mais longe: a direita se encolheu, teve medo. “Mas, vem cá, o Flávio Bolsonaro que é teu candidato a presidente votou favorável?” Sim. Teve medo. Teve medo de uma minoria barulhenta. Teve medo. E aqui vai minha crítica: não interessa se é do meu partido, de onde ele for, não me interessa. Aqui eu vou sempre falar do saudoso Olavo de Carvalho. E aqui a gente sabe a importância que o Olavo teve, morreu falando dessa questão de cultura. E, se precisar, eles vão sempre usar, vereador Fantinel, uma lei para nos jogar na cadeia. Sempre. Essa lei é para jogar o opositor na cadeia.
VEREADOR SANDRO FANTINEL (PL): Peço um aparte.
VEREADOR HIAGO MORANDI (PL): Se fosse para proteger as mulheres, eles estavam pressionando os deputados de esquerda deles para votarem a favor de aumento de pena, do qual eles não fazem. Eu não vou esperar a vereadora Andressa mudar de opinião ou as vereadoras que se dizem de esquerda mudarem de opinião. Até porque, vereadora Andressa, a senhora defende o comunismo no partido da senhora. Ontem, comemoraram mais de 100 anos, né? Como é que eu vou esperar uma pessoa defender ou colaborar com a minha tese, ou concordar, que defende um regime que matou mais de 100 milhões de pessoas? Isso aí está no livro, o nome é “O Livro Negro do Comunismo”. Tem um artigo bem interessante no Mises Brasil, para quem quiser procurar, sobre o mal que o comunismo faz no mundo. Bem rápido, eu vou citar um manual. Eu até gostaria que a vereadora Andressa comprasse esse manual, porque eu leio Karl Marx e eu leio esses lixos que vocês têm na esquerda. Mas aqui tem o “Guia de Bolso Contra Mentiras Feministas”, da Ana Caroline Campagnolo. Essa pessoa que dá aula e não perdeu um debate até hoje. Não teve uma feminista que ganhou, é só vocês assistirem lá. Eu vou desmentir hoje, a outra vez eu já falei sobre mentiras do feminismo e aqui eu vou desmentir uma, que é do capítulo quatro: Antes do feminismo, mulher não podia governar, liderar ou se destacar. Mentira. Olha o tanto de mentira que o feminismo tem. O livro chega a estar judiado, mas eu vou começar por essa.
Essa é uma mentira contada apenas para nos dar a impressão de que não podemos fazer ou conquistar qualquer coisa sem achar que é algo do feminismo. É possível citar uma lista de mulheres que governaram, lideraram ou receberam destaque político muito antes de existir qualquer tipo de feminismo. Por exemplo: Enheduana, professora e poeta, foi a primeira mulher a receber o título de personalidade de grande importância para a política no Império Acadiano.
(Fonte: livro Guia de Bolso Contra Mentiras Feministas.)
Isso aconteceu mais de quatro mil anos atrás, Fantinel, ainda no início das grandes civilizações. Há também Hatshepsut, que foi a rainha faraó no Egito, 15 séculos antes de Cristo. Aspásia de Mileto, que foi professora e estadista de Péricles, no século antes de Cristo. Cleópatra, a última governadora do Reino Ptolemaico do Egito, nos anos 30, antes de Cristo. Podemos citar alguns exemplos bíblicos, como a juíza Débora, que fazia, às vezes, de general em general em guerra em Israel. Ou a rainha Ester, que também tem um livro inteiro na Bíblia dedicado a si, vereador Calebe. Ou seja, muito antes, a literatura já mostra que, quando a mulher é destaque e é a liderança, ela é liderança. Não precisa de movimento feminista nenhum, não precisa de mulher nenhuma dizendo que representa o que a gente precisa de ação e quando chega o crime hediondo de uns lixos do Comando Vermelho que mataram uma professora, vereador Fantinel, que alimentava os policiais militares no Nordeste e ela não quis envenenar a comida deles, o Comando Vermelho foi lá e matou ela para passar uma mensagem e acomodar toda aquela região e mostrar que o Comando Vermelho é forte. Quando vier lei antiterrorismo para tornar eles terroristas, que a esquerda faça isso, que pressione os deputados para votar. É só isso, que não saiam do plenário como eles fazem em Brasília, como a Erika Hilton que chamou as mulheres de imbecis. E se eu viesse aqui, vereador Calebe, chamasse a vereadora Daiane de imbecil, será que quanto tempo a PEM iria me colocar no Conselho de Ética?! Mas a Erika Hilton pode, não é? Pois é, agora saiu várias decisões, que é um homem biológico, está aí! Também lembrando, parabenizando o juiz que fez justiça ontem, também, no caso da peruca do Nicolas Ferreira e também, por unanimidade, o tribunal mostrou que não tinha problema naquela fala. Também parabenizar a decisão do Gilmar Mendes, aqui, também que está falando que quando é biológico é homem biológico. Parabenizar alguns que têm um pouco de coragem de vez em quando, porque a minoria é barulhenta. Vereador Fantinel, a gente está em tempos difíceis, não vai ser fácil defender. Mas é mais fácil fazer o que é difícil do que é o fácil. O fácil é dizer que a gente se importa com as mulheres e vir aqui defender essa lei inútil... Mas não, não se importa. Nos Estados Unidos, lá no Texas, não tem feminicídio. Por que será? Será que é porque as mulheres portam uma arma de forma ostensiva? É só comparar os números! Está aí para todo mundo ver! “Ah, mas é os Estados Unidos.” Então esquece o Imperialismo Americano que os professores ensinaram para eles, doutrinando na sala de aula. Vamos para o Paraguai, que uma em cada três pessoas tem arma e não tem os índices ruins como a gente está aqui. Mas se o Lula falar, vereador Calebe, que por ser corintiano o cara pode bater na mulher, aí está tudo bem. Ou seja, para uma hora a gente pode falar, para outra hora a gente não pode falar e assim a gente vai. É um trabalho cultural. Ana Campagnolo, Júlia Zanatta, tantas deputadas fazem um excelente trabalho. Por isso, vereador Fantinel, poucas mulheres têm... Elas têm receio porque a esquerda vem para cima, elas têm receio de falar, mas poucas se destacam. Por isso, esse ano, a Júlia Zanatta, a Ana Campagnolo vão ser lideranças de voto, vão explodir! A Ana Campagnolo vai fazer 500, meio milhão de votos em Santa Catarina por isso! Por ter coragem de falar, por escrever um livro, coisa que a direita não fazia! É isso aqui que falta para a direita. Talvez o senhor até votou para o Flávio, ler esse livro aqui, que é um trabalho de base, que é a ala que eu defendo dentro da direita, é a ala Nicolas Ferreira. É uma ala que veio para ficar, que é o futuro que a gente está fazendo um trabalho de base com a gurizada. Seu aparte, vereador Fantinel.
VEREADOR SANDRO FANTINEL (PL): Obrigado, vereador Hiago. É muito constrangedor fazer parte de um Legislativo covarde, que quando interessa, permanece, bate palma, participa. Quando não interessa, quando não é do interesse, foge e se acovarda. Eu tenho nojo de covarde, e covarde, também, os de direita que votaram favoráveis a essa porcaria de lei. E vou mais longe, eu vou dizer uma coisa aqui, jamais um bolsonarista, um cara de direita que nem eu, iria elogiar um comunista. Jamais! Mas hoje eu vou elogiar. Eu vou elogiar o ministro Flávio Dino por ter colocado aquele decreto que daqui para frente magistrado que comete crime não recebe como condenação a aposentadoria compulsória. Não, vai ser exonerado! Parabéns, ministro. Nós somos totalmente contrários, mas nós, de direita, sabemos reconhecer quando o outro lado acerta. Agora ao contrário, a esquerda, quando a gente acerta, jamais reconhece. Eu nunca vi alguém de esquerda vir aqui um dia e dizer: "Bom, pelo menos aquilo o Bolsonaro acertou.” Nunca! Nunca vi. Agora nós somos democráticos. Nós, senhoras e senhores, nós defendemos esse livro aqui, oh:
VEREADOR HIAGO MORANDI (PL): Declaração de líder do PL.
VEREADOR SANDRO FANTINEL (PL): Que no seu Artigo 5º, no seu Artigo –
PRESIDENTE WAGNER PETRINI (PSB): Segue em declaração de líder à bancada do PL.
VEREADOR SANDRO FANTINEL (PL): Que no seu Artigo 5º, Inciso I, e todos nós estamos aqui dentro desta Casa porque é uma democracia. Assim dizem, não é? Porque se não fosse democracia não teria parlamento. Aqui não teria nenhum de nós aqui, se não existisse democracia. O que a democracia, o que é que governa a democracia? A Constituição. O que esse livro diz? No artigo 5º, inciso I: "Homens e mulheres são iguais perante a lei em direitos e deveres". É isso que está escrito nesse livro. E vou mais longe, para aqueles que são advogado, é o único inciso que não dá margem para interpretação. Vereador Hiago, é o único inciso que não dá margem para interpretação. Ele é claríssimo. “Homens e mulheres são iguais perante a lei em direitos e deveres.” Essa lei da misoginia, onde é que está o direito dos homens? Aonde? Me dizem aonde? Sem falar naquilo que o senhor colocou ali no vídeo, no desemprego que isso vai causar na parte feminina. Por quê? Imagina se você é um empresário, vou contratar uma mulher; se ela não trabalhar direito, eu vou chamar a atenção, ela me processa por misoginia e eu sou um criminoso, posso ir cinco anos na cadeia. Para que eu vou contratar uma mulher para trabalhar? Para quê? Será que as mulheres de bem não enxergam que isso é a pior coisa que vai acontecer para elas? Então, você, mulher profissional, você, mulher de bem, que deseja ter o teu emprego, crescer na vida e vencer na vida, porque é isso que eu quero que as mulheres façam, vençam na vida, essa lei vai te proibir de ter essa caminhada. Obrigado, vereador.
VEREADOR ZÉ DAMBRÓS (PSB): Questão de Ordem, senhor presidente.
PRESIDENTE WAGNER PETRINI (PSB): Sim, vereador, sua Questão de Ordem.
VEREADOR ZÉ DAMBRÓS (PSB): Artigo 209, inciso II. Solicitar censura do presidente ao pronunciamento do vereador que chamou os colegas de covardes. O vereador que já fez esta Casa passar vergonha no Brasil inteiro. Então, eu solicito que ele retire o que ele acabou de pronunciar, aqui, porque não é vergonha. Isso faz parte do Regimento. Então, eu solicito.
PRESIDENTE WAGNER PETRINI (PSB): Sua Questão de Ordem: é deferida, vereador Sandro Fantinel, o senhor retira; ou não? (Manifestação sem uso do microfone.) O vereador não retira, então, suas palavras. Segue, vereador Hiago.
VEREADOR CALEBE GARBIN (PP): Questão de Ordem só, presidente.
PRESIDENTE WAGNER PETRINI (PSB): Sim, vereador.
VEREADOR CALEBE GARBIN (PP): O tempo precisa ser orientado. Em 10 segundos eu já enxerguei três tempos diferentes para o vereador Hiago. Isso não assegura o tempo que o vereador orador tem para falar. Eu já vi menos dois, vi 3:44, vi 5:44 e agora está 8:44. Qual é o tempo que o vereador ainda dispõe? Até para que ele possa se organizar, também.
PRESIDENTE WAGNER PETRINI (PSB): O tempo é 8:44. Seu tempo está garantido, vereador.
VEREADOR HIAGO MORANDI (PL): Seu aparte, vereador Calebe.
VEREADOR CALEBE GARBIN (PP): Vereador Hiago, o que nós estamos vendo aqui...
VEREADOR CAPITÃO RAMON (PL): Um aparte, vereador?
VEREADOR CALEBE GARBIN (PP): Tem um livro que explica, se chama “Espiral do Silêncio”.
VEREADOR HIAGO MORANDI (PL): Isso aí.
VEREADOR CALEBE GARBIN (PP): Que é quando nós nos sentimos coagidos por leis, no mínimo, idiotas. Porque uma lei, possivelmente, quem está debatendo não fez leitura dela, mas eu vou ler: Artigo 1º, parágrafo único: para os fins desta lei, considera-se misoginia a conduta que exteriorize ódio ou aversão às mulheres. Pergunto: uma pessoa que escolheu a homossexualidade e tem aversão às mulheres, vai ter que ser punida por essa lei? Se ele manifestar, se ele for convidado por uma moça para ele sair e ele manifestar e dizer assim: “Não, eu não quero, porque a minha opção sexual, eu não quero ter um relacionamento com uma mulher, eu tenho aversão”. Ele não precisa nem usar a palavra aversão, mas a pessoa que ouvir dele isso, se sentir ofendida ou se sentir odiada porque ele exteriorizou, ele comunicou esse desejo dele, é passível de ele ser criminalizado. Aí a lei não pode retroagir em malefício do réu, a lei só pode retroagir em benefício. Direito Penal I, da faculdade de Direito. Mas, se a lei retroagisse para a maldade, a Erika Hilton teria que ser punida. Por que o que acontece? Na nota ela disse: “Podem continuar latindo”, fazendo referência clara à mulheres e homens, porque quem late é cachorro, né?
VEREADOR HIAGO MORANDI (PL): Isso aí. Chamou de cadela.
VEREADOR CALEBE GARBIN (PP): É cachorro que late, cachorro e cadela que late. Ela disse que podiam continuar latindo, porque ela estava passando. E ela também chamou de imbecis. Inclusive, o ‘cis’, ela fez um joguinho de palavras para se referir ao ‘cisgênero’, ao sexo biologicamente falando. Então, vejam, a Erika Hilton não é uma pessoa que representa um interesse, uma lei, etc. Ela vive no mundo da “lacrosfera”, quer lacrar a todo instante. E o que me assusta, vereador Fantinel, é que esse projeto de lei não vem do Congresso, onde têm 513, que cada um é igual coice de mula, cada um vai para um lado. Vem da Casa Alta, do Senado da República, onde nós temos 81 senadores, e boa parte deles de cabelos brancos, que deveriam representar o interesse do Estado pelo qual foram eleitos. E dos 81, me parece que 67 votaram e aprovaram por unanimidade. Inclusive, senadores de direita, que, das duas, uma: ou caíram em uma tremenda casca de banana ou não quiseram se queimar, porque estamos em ano eleitoral. Então, é diante da espiral do silêncio que nós vamos ficando em silêncio, ficando quietos, e passa a boiada do outro lado. Qual é a boiada que passa? A esquerda votando contra aumento de pena para estuprador, para pessoa que pratica pedofilia, indo contra castração química, indo contra o porte de arma de mulheres que são vítimas de violência doméstica. Isso não defendem, isso não sobem à tribuna para defender. Agora, joguinho de palavras, “ah, imbecis, podem latir, podem continuar”, esse joguinho de palavras qualquer criança faz. Não precisa ter mandato para fazer isso, basta abrir um vídeo na rede social e fazer. Agora, usar de um mandato conferido pelo povo, no qual nós não representamos apenas nós mesmos, mas representamos quem nos elegeu, inclusive quem não nos elegeu também, são incapazes de ir lá e votar uma lei para colocar estuprador na cadeia, para colocar prisão perpétua a esse tipo de crime. Não têm coragem, votam contra. Aí ficam fazendo... abraçam uma árvore, levam cartaz, fazem passeata: “Não queremos mais violência, não queremos mais violência.” O bandido, o vagabundo, ele vai ouvir: “Oh, agora disseram que não querem mais violência, não vou mais praticar violência.” Não, vagabundo só aprende quando está atrás das grades. Só aprende quando vê uma mulher armada na frente dele. O que faz com que uma mulher consiga se equiparar na força física diante de um homem? Uma mulher estando armada. Coloque uma mulher armada diante de um homem covarde desses que faz violência contra uma mulher pra ver o que acontece? Agora, esse tipo de jogo de palavra é uma vergonha, espiral do silêncio, censura prévia. Nós estamos chegando em um ponto onde o que está se criando é um ódio entre homens e mulheres. E o governo que tanto disse defender o amor está criando um ódio existencial no meio da sociedade. Daqui a pouco as pessoas não vão conseguir mais se olhar porque você olhar para uma pessoa pode ser interpretado como qualquer tipo de coisa, inclusive, como um crime de aversão a mulher. Obrigado, vereador.
VEREADOR HIAGO MORANDI (PL): Bem breve, se puder, vereador capitão.
VEREADOR CAPITÃO RAMON (PL): O meu comunicado vai para as mulheres. Mulheres, não caiam nessa história de que a esquerda quer o bem de vocês. Na verdade, não. Eles dizem que querem. No palanque eles vão e falam que são favoráveis às mulheres, mas na verdade, na única oportunidade deles serem favoráveis às mulheres, que é no aumento de pena para estupradores; classificação do crime de estupro como crime de hediondo; na castração química de estupradores, eles votam contrários. Sabe por quê? Porque na verdade eles não defendem vocês, eles só querem utilizar vocês como massa de manobra. Pensem exatamente nisso. O presidente da República vai e fala em rede nacional que a mulher... ela pode ser espancada só que não em casa, se quer bater em mulher vai bater lá fora ou que depois de um jogo de futebol, sendo torcedor do Corinthians, você pode agredir a sua mulher. Essa é a fala do presidente da República e todos que estão abaixo dele, seus fiéis escudeiros, defendem exatamente isso. Obrigado, vereador.
VEREADOR HIAGO MORANDI (PL): Seu aparte, vereadora Dai,
VEREADORA DAIANE MELLO (PL): Vereador Hiago, obrigado pelo aparte. Eu quero só declarar uma situação. Eu sou mulher, não sou pessoa que gesta como diz Erika Hilton, e tenho muito orgulho de ser mulher, ser mãe, ser defensora da questão da família, dos princípios e valores. E uma das características que eu mais admiro na minha pessoa é poder falar de igual para igual sem ter receio do que a outra pessoa vai falar. E não tenho nenhum medo que algum dos vereadores me interrompa, não tem problema nenhum, eu vou discutir de igual para igual. Infelizmente, com esse projeto não se pode mais porque se a gente for interrompida a outra pessoa vai, então, responder por um crime, de dois a cinco anos. E isso é mais complicado. Então a gente tem que falar, sim, tem que orientar e, principalmente, falando das questões dos empregos. Eu sou empreendedora, eu tenho uma pequena loja, mas eu tenho funcionária mulher e meu pai é meu sócio. Depende do jeito que ele falar com a pessoa, de alguma coisa, até nível de gestão, essa pessoa vai poder processá-lo e ele vai estar respondendo um crime. Então, eu acredito que a gente precisa discutir mais sobre o assunto e, infelizmente, esse negócio de direita e esquerda acaba não informando realmente as pessoas lá da ponta, toda a gravidade que se tem. Ser a favor da questão contra o feminicídio, na não violência das mulheres, tem que fazer conscientização nas escolas, tem que tratar o homem e a mulher de igual para igual, tem que trabalhar no machismo estrutural do nosso país como um todo. Mas não é com essas ações que a gente vai conseguir, a gente vai botar o “nós” contra “eles” e que vai piorar muito mais a situação ao longo dos dias, ao longo dos anos. E as mulheres vão estar sofrendo lá na frente, muitas das coisas que hoje a gente sofre como violência vai ser visto lá na frente porque a gente vai ser impossibilitada de estar em diversos lugares apenas pelo fato de ser mulher. Então, eu queria deixar essa minha contribuição e, obviamente hoje, eu votaria favorável na questão da moção porque eu sou contra essa questão desse projeto. Obrigada, vereador.
VEREADOR HIAGO MORANDI (PL): Muito obrigado, vereadora Dai. Até ali para explicar esse projeto de lei as militantes da Globo News falaram: “Olha que legal, quando interromper uma mulher vai ser considerado crime de misoginia.” Elas falando isso na Globo News, onde tantos diretores interrompem ela a todo momento. Ou o que falar do grupo de feministas de esquerda que estão aí...Por exemplo, vereador Fantinel, Manuela d'Ávila, que o presidente Lula deu um para-te-quieto aquela vez nela, veio e mandou “Não, tu não vai concorrer a presidente, não vai concorrer a prefeita, fica na tua.” e ela ficou quietinha, não concorreu, porque ela recebe ordem de quem manda na esquerda, que é o presidente Lula. Então por mais mulheres corajosas que não se curvem diante de homem, diante da liderança que for, que tenham convicção. E para finalizar, uma frase que eu gosto da Ana Campagnolo: “Se o feminismo prega a igualdade de oportunidades entre homens e mulheres, torna-se dispensável, pois o liberalismo já faz isso faz muito tempo.” Muito obrigado, seria isso.