VEREADORA ESTELA BALARDIN (PT): Bom dia, colegas vereadores; colegas vereadoras; a quem nos assiste de casa. Hoje é um dia muito importante, é o dia que sucede o marco do firmamento do Pacto Nacional Contra o Feminicídio. Um pacto firmado entre homens e mulheres. E eu acho que a força dessa campanha é de mostrar que essa luta foi uma luta sempre nossa, sempre das mulheres, pela vida das mulheres. E agora é um chamado nacional para que essa luta seja de todos e todas, e que todos e todas estejam juntos contra as violências, contra as coisas que levam ao feminicídio, para que a gente, de fato, tenha na nossa sociedade o Feminicídio Zero. Muito obrigada.
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VEREADORA SANDRA BONETTO (NOVO): Bom dia, presidente. Bom dia, colegas vereadores. Hoje eu tenho vários convites para fazer para todos vocês e para quem está em casa nos acompanhando. Então, hoje à noite, nós temos o Cinema de Verão em Forqueta, às 20 horas, com o filme Dois Filhos de Francisco. Sábado nós temos as Olimpíadas Coloniais, e depois, às 18h30, no Paisagem Eventos, a gente tem a reinauguração do Museu da Uva e do Vinho Primo Slomp. Então a gente deixa o convite para toda a comunidade caxiense, para que se faça presente nesses eventos culturais da nossa cidade, porque a nossa cidade também tem cultura, porque a gente tem promotores culturais que sempre estão buscando inovações e trazendo para nós filmes e tudo que a gente possa fazer para consumir cultura. Muito obrigada. Era isso.

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VEREADORA ANDRESSA MARQUES (PCdoB): Senhor presidente, nobres colegas. Então, vou utilizar o espaço do Grande Expediente de hoje para poder falar um pouco sobre esse debate que tem tomado a nossa sociedade também, sobre o Feminicídio Zero. E ontem nós tivemos um momento, um marco no Brasil, onde foi um pacto construído pelos três poderes, Executivo, Legislativo e Judiciário, em relação a esse importante tema da nossa sociedade, que é a morte das mulheres no nosso país. Se a gente for olhar os dados deste ano, nobres colegas, a gente vai ver quantas mulheres já perderam a vida no nosso estado e no Brasil. Então, foi um dia histórico, de união dos poderes. Acho que foi um exemplo que nós tivemos em nível nacional, que nós podemos ter, independente das figuras que estão à frente, um pacto e uma construção. E isso fica de exemplo para o nosso estado e para a nossa cidade. Seu aparte, vereador Libardi.
VEREADOR CLÁUDIO LIBARDI (PCdoB): Presidente Wagner, é uma Questão de Ordem. Em razão do adiantar da hora, a gente precisa prorrogar a sessão para que os colegas consigam falar. Perdão, vereadora Andressa. Se o senhor puder segurar o tempo da vereadora Andressa, eu lhe agradeço.
VEREADORA ANDRESSA MARQUES (PCdoB): Verdade. Obrigada, vereador.
PRESIDENTE WAGNER PETRINI (PSB): Certo, vereador. Em votação. Solicito às vereadoras e aos vereadores que registrem seus votos. (Pausa) Encerrado o registro dos votos. Encerrada a votação. O adiamento da prorrogação da sessão foi aprovada por unanimidade dos vereadores presentes em plenário, com ausência dos vereadores Aldonei Machado, Daniel Santos, Hiago Morandi, Jack, Juliano Valim, Pedro Rodrigues, Tenente Cristiano Becker e Zé Dambrós. Em representação: vereadora Marisol Santos e Edson da Rosa. Segue da tribuna a vereadora Andressa Marques.
VEREADORA ANDRESSA MARQUES (PCdoB): Obrigada. Obrigada, vereador Libardi. Obrigada, vereador Wagner Petrini. Mais do que falar, eu queria mostrar o vídeo, então, da campanha que foi proposta e articulada pelo governo federal. (Apresentação de vídeo) Então, esse vídeo demonstra o exemplo, não é? E a campanha se chama Todos por Todas. Que é um chamado aos homens para estarem junto com a gente nesta luta pelo fim da violência que deve ser, sim, uma luta de todos nós e comentei que era um exemplo porque foi o Judiciário, não é? Foi o Legislativo, independente de partido, independente de opinião política, de posto que essas figuras estão colocadas hoje, então foi feito esse grande pacto e a sociedade está sendo chamada para que a gente possa participar disso porque é inaceitável. Eu e a vereadora Andressa comentávamos antes sobre a violência contra o animal e que foi feito com cão Orelha e a gente não pode mais naturalizar esse tipo de coisa, não é? Que as mulheres morram pelo fato de serem mulheres e que os homens se sintam autorizados a fazer isso. Nós sabemos que não são todos os homens, mas nós sabemos que há, sim, uma cultura, uma legitimação do Estado e da sociedade, muitas vezes, com isso. (Manifestação com auxílio de material visual.) Eu trouxe aqui o manual, as orientações e boas práticas, que tem questões, obviamente não foi só um pacto simbólico, também requer questões concretas que o Estado vai fazer para poder dar respostas em relação a isso. Pode passar, por favor. Ali, nessa página do pacto, logo no início, que são 30 e poucas páginas que demonstram ações coordenadas dos órgãos, fala um pouco sobre o que é. Pode passar, por favor. E aqui a estrutura, como funciona, estrutura do comitê, quem vai coordenar, quem vai participar. Pode passar, por favor. Então, aqui tem os objetivos concretos que são basicamente efetivar as políticas públicas que nós temos e procurar quais são hoje os buracos das nossas redes que fazem com que muitas mulheres percam as suas vidas. Portanto, é um chamado que se faz hoje do nosso estado. Disse que é um marco porque nunca o Estado brasileiro antes admitiu esse problema do feminicídio, como um problema que deveria ser encarado como uma questão de um estado de emergência, não é? Então, ontem, a partir do momento que os três poderes estiveram lá, nós tivemos uma fala muito contundente do presidente Lula e aqui a gente, às vezes, ouve piada...
VEREADORA ROSE FRIGERI (PT): Se possível um aparte.
VEREADORA ANDRESSA MARQUES (PCdoB): Enfim, ouve alguns comentários, mas o presidente do nosso país hoje é o Lula, não é? A não ser que eu esteja vivendo no ano errado, na hora errada. E ele fez um chamado para a sociedade, aos homens e às mulheres, que isso é um problema de todos, é um problema do Estado e que o Estado não pode mais se eximir. Então, até que nós tenhamos uma mulher perdendo a sua vida, nós precisamos de ações efetivas e temos que trabalhar para que isso não aconteça mais. Então, esse é o exemplo federal, não é? O marco que nós tivemos, que ainda a gente vai ver muita coisa acontecendo por conta disso. Pode... Eu gostaria que colocasse agora o material estadual, das ações que estão sendo feitas. Então, nós tivemos também medidas sendo feitas pelo estado. Eu trouxe aqui informações da Procuradoria Especial da Mulher da Assembleia Legislativa, que hoje é liderada pela deputada estadual Bruna Rodrigues. E foi feita, então, uma reunião com deputados e deputadas para discutir, de todos os partidos, nobres colegas, para discutir sobre os 11 feminicídios que nós tivemos em janeiro. Pode passar, por favor. E foram feitas então algumas ações, não é? O que está se propondo é um Plano Estadual de Enfrentamento à Violência e há uma provocação para que nós tenhamos um Plano Municipal de Enfrentamento à Violência e isso eu quero levar para a PEM, não é? Então, nós estaremos levando para todas as mulheres desta Casa e também queremos já convidar os colegas que nos ajudem a discutir esse tema, não é? Um Plano Municipal de Enfrentamento à Violência Contra a Mulher, que nós estaremos debatendo na nossa primeira reunião da PEM, que estamos verificando a melhor data para a semana que vem, mas também queremos fazer uma ação de posse da PEM com todas as vereadoras, todos os vereadores já estão convidados, que vai ser provavelmente no fim de fevereiro, vamos discutir isso ainda, para que a gente possa pensar medidas, aqui na nossa cidade. Caxias do Sul ainda não teve nenhum feminicídio esse ano, porém essa madrugada nós tivemos uma suspeita de feminicídio, ainda não foi confirmado pelos órgãos da polícia, não é? Nós estávamos comemorando que Caxias não estava nesse mapa, semana passada, na reunião da Rede de Proteção à Mulher. Mas nós sabemos, vereador Cristiano Becker, que nós precisamos de ações efetivas para que isso não aconteça mais, de forma alguma. Todos nós acompanhamos situações de violência diariamente que podem resultar em feminicídio. Nós tivemos uma possibilidade de feminicídio nesta madrugada. Isso é inaceitável. Então, nós estamos tendo medidas federais, medidas estaduais, precisamos ter medidas municipais. O governo estadual, no final do ano passado, provocou o município para que o município tenha ações e medidas também em relação a esse tema. Portanto, vou trazer debates, vereadoras e vereadores, para que a gente possa pensar em alternativas aqui para a nossa cidade. Muito se questiona como fazer para a gente poder acabar com a morte das mulheres dessa forma. Nós precisamos ter uma mudança cultural de toda a sociedade. E eu tenho dito, nos espaços onde eu vou, que a gente tem que ter uma mudança cultural não só dos homens, das mulheres também. Várias vezes eu escuto mulheres reproduzindo um discurso de que tal coisa é de homem, tal coisa é de mulher. Já ouvi de mulheres: "Ah, Andressa, como é que tu aguenta a política? Porque aquele bando de...” Nós precisamos também, enquanto mulheres, fazer reflexões de qual é o nosso espaço na sociedade. Nós podemos e devemos fazer, se provocar a estar em várias funções. A gente também não pode mais reforçar o discurso de que o homem, por ser homem, tem que fazer certas tarefas que nós não podemos fazer. Então, é uma provocação, um chamado que nós estamos fazendo. Que o presidente Lula, que os órgãos federais, estaduais, enfim. E eu, particularmente, acho que nós precisamos refletir, urgentemente, sobre o que é ser homem e o que é ser mulher na sociedade. Mas, independente disso, ser homem e ser mulher não pode pressupor cometer violência, ter liberdade para ser violento e achar que isso é normal. E fazer um convite aqui aos nossos vereadores, às pessoas que estão nos acompanhando, aos homens também que trabalham, que conversem com os homens do seu convívio sobre esse tipo de coisa. Que não é porque eu discordo, não é porque eu acho que a mulher que convive comigo não deve fazer tal coisa que eu vou ter liberdade para maltratar, para violentar, para agredir. Mais do que isso, pior, que é retirar a vida. Nós precisamos conversar entre nós sobre essas coisas. Não dá mais para a gente silenciar e achar que tudo isso é normal. Então, quando a gente discute sobre violência, vereadora Andressa, elogiei um texto que a senhora me apresentou, porque ali demonstra que, na sociedade, a gente tem uma construção histórica, como se os homens, por uma questão histórica e cultural, estivessem acima e pudessem oprimir os segmentos, as pessoas, enfim, mais vulneráveis. Daí entram as mulheres, os animais, as pessoas idosas, enfim. Isso é uma cultura que vem lá de trás. Nós precisamos quebrar isso dizendo que, bom, nós achamos que todo mundo tem o seu lugar na sociedade, todo mundo tem os seus papéis, que não podem ser definidos estritamente sobre a questão de gênero e de sexo, e que, urgentemente, nós temos que olhar para esse problema do feminicídio e tratar como estado de emergência e tratar como um problema social e cultural profundo a que nós precisamos dar respostas. Então, com muito orgulho tivemos ontem essa medida no Brasil, que é um marco. Estamos tendo medidas estaduais, e vamos discutir. Estou aberta para ouvir também sugestões para a gente poder propor em nível municipal. Seria isso, senhor presidente. Obrigada.
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VEREADOR ALEXANDRE BORTOLUZ - BORTOLA (PP): Senhor presidente, senhoras e senhores vereadores, quem nos acompanham pelas redes sociais e pelo canal 16 da TV Câmara. Não queria subir a esta tribuna, primeira vez do ano, no meu Grande Expediente, para ter que falar um tema negativo sobre a segurança pública municipal. Mas, infelizmente, é o que me traz a esta tribuna no dia de hoje. Embora a gente saiba do esforço da brigada militar, da polícia civil, dos bombeiros, da Guarda Municipal, enfim, de todos os agentes de segurança pública envolvidos nos diversos crimes que ocorrem diuturnamente em nosso município, a gente não pode admitir certas coisas que acontecem em nossa cidade. Desde o final do ano passado, está se acentuando cada vez mais. A exemplo da Estação Férrea. A Estação Férrea está um caos, vereadora Daiane, está um caos. É perturbação do sossego público, é pessoa esfaqueada e morta, é festa a céu aberto, é droga a céu aberto, é bebedeira a céu aberto. E, no último final de semana, acabou sendo o estopim, porque não foi só na Estação Férrea. E eu não consegui dormir, porque o meu telefone choveu de mensagens e de ligações a madrugada inteira. Foi na Estação Férrea, foi em Fazenda Souza, vereador Sandro Fantinel, os baderneiros que ficam lá na madrugada perturbando o descanso dos agricultores da comunidade. É em Vila Oliva, é em Vila Seca. Então assim, por que eu trago esse assunto à tribuna? E aqui, antes que falem: “Ah, porque o Bortola quer cortar a cabeça de secretário.” Eu, para mim, que o secretário fique mais 20 anos sentado na cadeira, como ele ficou como delegado regional. Que fique mais 20 anos, mas que não tenha a inércia. Porque ele não teve essa inércia na Polícia Civil. Mas na Prefeitura de Caxias do Sul teve a inércia, já de quatro anos, porque nada faz e nada acontece. A Guarda se estrebuchando com o pouco efetivo que tem, e cada dia mais, cada dia mais baixando efetivo, vereador Cristiano, e se matando para dar apoio para todas as secretarias, e o atual secretário não consegue ligar para um empresário para conseguir instalar câmera na Estação Férrea. Ao ponto de depredarem os banheiros que nem foram inaugurados! Olha ao nível que a gente chegou. Para deixar uma viatura 24 horas por dia parada lá! Ao ponto de uma ordem judicial também deixar uma viatura parada na frente do Conselho Tutelar 24 horas por dia! Não pode um instante sair uma viatura dali. Eles têm que estar se revezando. Para vocês verem ao nível que a gente chegou. E eu estou trazendo esse discurso aqui, nesta tribuna, porque eu cansei. Eu cansei. Nos quatro últimos anos, eu cobrei a nova sede da Guarda Municipal, eu cobrei aumento de efetivo. Eu falei e estou falando todo santo dia para o Executivo. Mas parece que, com todo o respeito, mas parece que eu sou mudo. Eles não escutam. É triste fazer uma fala assim, cara. É triste, mas é uma fala de indignação. Mas, mais ainda, porque eu cansei. Mas pelo amor de Deus! Nomeiem o Cristiano Becker para ser secretário, que eu tenho certeza que vai fazer um excelente trabalho. Pelo amor de Deus! É simples. Se o atual secretário cansou, agradecemos os relevantes serviços prestados pelo município de Caxias do Sul e pronto. A gente sabe que ele fez um excelente trabalho como delegado regional, a gente sabe que ele teve uma participação muito positiva na implementação do Ciop, mas tão somente isso e deu. Chega! Volto a repetir: estou fazendo essa fala porque eu não sei mais nem com quem falar. E essa é uma fala que não é só minha, é da maioria da Guarda Municipal, que só reclama, só reclama, porque todo santo dia eu boto meus pés na Guarda Municipal. Todo santo dia. É a população que reclama, porque nada acontece. E vamos lá, Estação Férrea, é simples a resolução do negócio. Coronel Flores, que é o motivo do “tendel”, porque tem a perturbação do sossego público, tem gente usando droga, tem gente fazendo o caramba na rua. Gente, tem placa de trânsito escrito: a partir das 23 horas é proibido estacionar. Não é blitz, não é blitz! Porque a gente sabe que prejudica os empresários do entretenimento noturno. É recolhimento dos veículos que estacionam ali, abrem seu porta-malas, tomam seu kit de vodka e uísque com energético e ficam com som automotivo ali fazendo baderna, usando droga. Não é difícil!
VEREADOR WAGNER PETRINI (PSB): Um aparte, vereador, se possível.
VEREADOR CAPITÃO RAMON (PL): Um aparte, vereador.
VEREADOR ALEXANDRE BORTOLUZ - BORTOLA (PP): Infelizmente, não é difícil. É fácil resolver! Mas as opiniões, as ideias, as sugestões deste Poder Legislativo, não só as minhas, como as dos outros vereadores, para o secretário não servem para nada. Nada! Seu aparte, vereador Wagner Petrini.
VEREADOR WAGNER PETRINI (PSB): Obrigado, vereador Bortola. Quero te parabenizar pela coragem. A gente, quando se incomoda, a gente precisa sair do conforto. Então o senhor vem fazer uma declaração a respeito disso. Eu, particularmente, admiro o trabalho de alguns secretários, outros um pouco menos. O secretário de Segurança, Paulo, é um dos que eu admiro. Mas te parabenizar pela coragem. Conte com este vereador. E um assunto envolvendo a segurança, houve uma denúncia de um vereador, e a gente precisa verificar, e eu estarei entrando com uma CPI do Cascalho para verificar a questão de Vila Cristina. Temos que andar para frente, com transparência. Então logo, logo a gente estará entrando com a CPI do Cascalho.
VEREADOR ALEXANDRE BORTOLUZ – BORTOLA (PP): Obrigado, vereador. Mais alguém pediu? Não, né? Vereador Capitão Ramon.
VEREADOR CAPITÃO RAMON (PL): Vereador Bortoluz, Bortola, parabéns pela fala. É uma fala firme e necessária. E eu digo para o senhor, o secretário de Segurança da cidade de Porto Alegre é caxiense, ele mora aqui, não sei se o senhor sabe. E lá em Porto Alegre ele está fazendo um brilhante trabalho. E ele conhece o secretário de Segurança de Caxias do Sul. E ele já passou diversas oportunidades de melhoria, não só nós, como vereadores, mas o secretário de Segurança de Porto Alegre, que vem fazendo um bom trabalho. Pergunta se foi feito em Caxias do Sul? Não foi feito. E, para concluir, eu estive em outro país agora, no Chile, e lá eles têm uma lei que eu achei muito bacana, que talvez a gente possa discutir aqui. Lá no Chile é proibido beber na rua. Proibido beber na rua. Você só pode beber dentro de um estabelecimento. Talvez nós trazermos para discussão seja algo que possa ajudar a nossa cidade como um todo, a Estação Férrea, as ruas ou outros locais. Muito obrigado.
VEREADOR ALEXANDRE BORTOLUZ – BORTOLA (PP): Vereador Ramon, seguindo nessa sua linha, nós estamos também com uma ideia de protocolar um projeto nesse sentido. E, nesse sentido, delimitar a zona de interesse turístico, que é a questão da Estação Férrea, excetuados eventos autorizados previamente pelo município, excetuados estabelecimentos que têm mesas externas, enfim. Várias exceções. Mas não tão somente a pessoa pegar, comprar no mercado e sair tomando na rua, nas calçadas, enfim. E aqui eu peço encarecidamente ao vereador Calebe Garbin, que hoje, atual líder de governo, meu colega correligionário, que me auxilie nessa demanda, porque eu sei que o senhor, todo santo dia...
VEREADOR CALEBE GARBIN (PP): Um aparte, vereador.
VEREADOR ALEXANDRE BORTOLUZ – BORTOLA (PP): Todo santo dia está no Poder Executivo dialogando. Eu também estou, mas é que não está adiantando. Então daí, de repente, se o senhor me ajudar, eu acho que vai, porque o senhor está fazendo um excelente trabalho, lhe parabenizo como líder de governo, parabenizo. Eu sei que está ainda no início, mas já mostrou a que veio. Seu aparte, vereadora Daiane.
VEREADORA DAIANE MELLO (PL): Vereador Bortola, parabenizar pelo trabalho do senhor nessa pauta. Também tive várias reclamações da noite de Caxias do Sul, principalmente na questão da Estação Férrea no final de semana, envolvendo diversas pessoas ali. Realmente, fica inviável para os comerciantes ali ao redor, que tem alguma...
VEREADOR ALEXANDRE BORTOLUZ – BORTOLA (PP): Declaração de Líder ao Progressistas, presidente.
PRESIDENTE WAGNER PETRINI (PSB): Segue em Declaração de Líder a bancada do Progressistas. Vereador Alexandre Bortoluz.
VEREADORA DAIANE MELLO (PL): O pessoal que tem restaurantes ali ao redor.
VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Um aparte, vereador.
VEREADORA DAIANE MELLO (PL): E que tem alguma demanda assim, algum estabelecimento, acabam sofrendo com aquilo, com aquelas depredações, com aquelas brigas. Tinha até gente pelada lá dançando, que saiu na mídia. Então, isso é inadmissível, o que está acontecendo na nossa cidade. E a inércia da Secretaria de Segurança. Mesmo que a Guarda tente fazer alguma coisa, não foram nomeados os guardas ainda. Falta efetivo. Então, a gente tem diversas dificuldades. E infelizmente essa inércia é muito preocupante. Quanto à questão que o vereador Wagner Petrini trouxe, vou tomar um pouquinho do seu aparte ali, é grave o que aconteceu. O vereador Hiago trouxe à tona as denúncias. Precisamos, sim, verificar, vereador. Assino a questão da CPI. Inclusive, acho que podemos colocar, além da questão da brita, podemos colocar a verificação do pessoal do óleo lá, que tem também problema. O pessoal colocou a situação de desvio de óleo e também a questão da brita. Assino com muito prazer a CPI, porque os fatos que foram trazidos são extremamente graves e precisam, sim, ser averiguados. Além da questão somente da averiguação que está sendo feita pelo Executivo. Não, isso é caso de polícia, e a gente precisa, sim, averiguar. Muito obrigada pelo aparte, vereador Bortola.
VEREADOR ALEXANDRE BORTOLUZ – BORTOLA (PP): Obrigado, vereadora Daiane. Outra questão que eu trago aqui é a questão dos próximos eventos que teremos em Caxias do Sul. Carnaval... (Pausa) Outro problema que a gente tem é a questão dos próximos eventos que se avizinham: Carnaval e Festa da Uva. Com todo o respeito que eu tenho também pela pessoa, e faz um excelente trabalho em Caxias do Sul, desde que botou os pés em Caxias, o Tenente Coronel Fernandes, o município, a Secretaria de Segurança não dialoga com a Brigada Militar. Aí o que acontece? Chegam os blocos de carnaval, que eu acho que têm todo o direito de ocupar as ruas de Caxias do Sul, chegam 50 blocos no mesmo dia. Como é que a brigada militar vai ter efetivo para fazer 50 blocos de carnaval no mesmo dia, Tenente Cristiano? Que o senhor foi também, coordenou a força tática. É inadmissível que isso aconteça. Por quê? Porque o município: cumpra-se. Com 700 blocos de carnaval no mesmo dia. Como é que vai fazer? Aí dá um estouro, morre gente. “Ah, mas tu vê. Ah, mas isso. Ah, mas aquilo.” Aí está o Tenente Coronel Fernandes tendo que prestar conta. E não por culpa dele. Seu aparte, vereador Lucas.
VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Obrigado, vereador Bortola. O senhor sabe que nós temos várias divergências ideológicas, por óbvio, mas conversamos muito sobre o tema da segurança pública, que não é uma área que eu tenha conhecimento, mas escuto muito o senhor. Eu lembro, vereador, que, no início da legislatura passada, nós reunimos com o então delegado regional Cléber, eu acho, era à época, numa solicitação de estagiários à prefeitura, que eram de praxe emprestados à Polícia Civil, para que nós criássemos um cartório, uma espécie de delegacia de combate às discriminações, para receber casos de racismo, de discriminação contra a comunidade LGBTQIA+ e outras. Esses 10 estagiários auxiliariam essa demanda e outras tantas. E isso não saiu. Depois conversamos com o delegado Cavalheiro, que também se dispôs a fazer isso, pedindo uma solicitação tão ínfima ao Município. E nada andou. Se eu não estou enganado, o delegado aposentado Paulo, quando era coordenador regional, gozava desses 10 estagiários, quando ele geria a Polícia Civil. Então, são medidas simples e que auxiliariam a segurança pública do nosso município. Eu fico triste. Essa é uma pauta minha. Conversei com o senhor à época, foi parceiro para a solicitação, e nada andou. Enfim, é triste que as coisas sigam dessa forma.
VEREADOR ALEXANDRE BORTOLUZ - BORTOLA (PP): E outra coisa que eu me recordei. Na legislatura passada, que o Progressistas era oposição ao governo, nós fizemos uma mobilização através desta Casa, eu, enquanto presidente da Comissão de Segurança Pública, para conseguir, sim, novos policiais militares. Na época, o atual secretário de Segurança tentou boicotar a reunião. Tentou boicotar a reunião.
VEREADORA ROSELAINE FRIGERI (PT): Um aparte, vereador.
VEREADOR ALEXANDRE BORTOLUZ - BORTOLA (PP): E o deputado ficou sabendo, o deputado Pasin, que auxiliou e muito nessa questão, e reuniu todos os deputados da nossa região para a pauta específica de Caxias do Sul, ligou para o Artur Lemos. O Artur Lemos disse: "Não, deputado, eu vou lhe receber e vou convocar o secretário de Segurança do Estado para estar aqui junto comigo e para ouvir. Porque o que vocês estão fazendo não é um absurdo e não é motim. Vocês estão pleiteando demanda para a cidade de vocês." Então, agradecer aqui, publicamente, ao deputado Pasin e também reconhecer o Artur Lemos, chefe de Estado da Casa Civil, que nos recebeu lá, junto com o secretário, à época, de Segurança Pública do Estado. E depois, não bastasse que não conseguiram boicotar a reunião no estado, foram lá, que nem cara de tacho, que nem cara de tacho, dizer: "Ah, nós estamos aqui pela mesma pauta." E isso, sim, é uma vergonha. Não tem vergonha na cara. Além de inerte, quer se promover às custas dos outros. Seu aparte, vereador Calebe.
VEREADOR CALEBE GARBIN (PP): Vereador Bortola, nós entendemos essa insatisfação e compartilho com o senhor. Ano passado, lembro o então presidente da Comissão de Segurança, o vereador Hiago, falou, pediu que o delegado Paulo tivesse na reunião da comissão. Eu não sou membro dessa comissão, mas me interesso. O assunto é uma pauta também que eu defendo. E acredito que o senhor estava presente, eu não lembro, na última reunião que nós tivemos da Comissão de Segurança. E nós cobramos ao delegado Paulo que as ações tivessem uma repercussão maior, inclusive uma valorização da Guarda Municipal. Para que a Guarda, que no ano passado passou de 140 foragidos...
VEREADOR ALEXANDRE BORTOLUZ - BORTOLA (PP): Cento e cinquenta.
VEREADOR CALEBE GARBIN (PP): Cento e cinquenta foragidos, passou de 150, que foram retirados das ruas, pessoas que eram para estar atrás das grades. Não foi trabalho da polícia, que também faz esse belo trabalho, mas da Guarda Municipal se empenhando. Então, além disso, vereador Cristiano Becker, dessa cobrança que nós fizemos ao delegado Paulo, nós também temos agora um fator, vereador Bortola, que eu não sei se V. Exa. mencionou, que é o fato de que a secretaria, agora, deixou a proteção social. Então, a secretaria está tendo tempo maior para se dedicar, a Secretaria de Segurança Pública e Defesa Civil. A proteção social, agora, está junto com a FAS, recém-tornada secretaria, transformada de fundação para Secretaria Do Município. Então, a gente pede ao delegado Paulo, porque isso é um pedido que esta Casa recebe desde a última legislatura, todos os vereadores que ingressaram agora, assim como eu, que somos novos nesta legislatura, viemos cobrando isso e pedimos atenção do poder público, porque é inadmissível a situação que acontece na Estação Férrea. Isso acaba, por vezes, manchando um trabalho de um ano inteiro que foi feito pela Guarda Municipal, pela Polícia Militar, pela Polícia Civil, pelo IGP[1] e por todas as outras forças paralelas. Então, é preciso que se dê a valorização devida e que se tenha ação na segurança pública. Não tem como nós defendermos uma atuação que é inerte, uma atuação que é apequenada, que se apequena pelo tamanho da cidade. Eu tenho certeza e espero que o delegado Paulo ouça as nossas sugestões, as nossas colocações enquanto Câmara de Vereadores, enquanto base do governo, o senhor que compõe a base do governo também, e exponha essas indignações, para que nós tenhamos atuação, porque do jeito que está não pode ficar. Nós não podemos voltar a ter números tristes que Caxias tinha há cinco, seis, dez anos atrás. Obrigado.
VEREADOR ALEXANDRE BORTOLUZ - BORTOLA (PP): Exatamente, vereador Calebe. A gente cansa, cansa, cansa de falar. Eu espero que o senhor agora, como líder de governo, vou reforçar, consiga ter esse diálogo para que, realmente, seja efetivo.
VEREADORA ROSELAINE FRIGERI (PT): Um aparte, vereador?
VEREADOR ALEXANDRE BORTOLUZ - BORTOLA (PP): Já lhe concedo, vereadora. Para que, realmente, saiam do papel as coisas. Porque está estagnado há praticamente cinco anos e não se tem mais o que fazer, não se tem mais um horizonte, não se tem mais nada. Nada, é isso. A Guarda Municipal faz um excelente trabalho, aqui eu quero reforçar isso. Realmente, como o senhor falou, mais de 150 foragidos, diversas situações, ao ponto do — agora eu me lembrei de outra coisa — secretário de Urbanismo, Adriano Bressan, pedir apoio para o secretário de Segurança de viatura da Guarda e o secretário cortar e não mandar a viatura da Guarda para apoiar a fiscalização! Olha o ponto que nós chegamos em Caxias do Sul! Seu aparte, vereadora Rose.
VEREADORA ROSELAINE FRIGERI (PT): Não, rapidinho, não quero lhe atrapalhar, mas só para dizer que eu quero reforçar uma parte importante, que é a questão do concurso. Olha quanto tempo está se chamando, está se falando aqui, o senhor tem falado, mas vários vereadores e vereadoras têm falado de chamar, e quanto tempo tem sido prometido que vai ser chamado. Nós precisamos chamar guardas municipais e nós precisamos chamar os fiscais de trânsito também. Porque está vencendo o concurso, acho que tem uns oito ou dez a serem chamados, não vai faltar muito, metade do ano vence, e nós precisamos fortalecer também os guardas de trânsito. Obrigada.
VEREADOR ALEXANDRE BORTOLUZ - BORTOLA (PP): Obrigado, vereadora Rose. Só para concluir, presidente. Hoje teremos, eu, o líder de governo, até acho que mais alguns vereadores também terão ao longo do dia, reunião com a Comissão dos Aprovados da Guarda Municipal. São 70 novos guardas esperando a nomeação há mais de ano, e Caxias do Sul precisando, e nada se faz. Seria isso, presidente.
 

[1] Instituto Geral de Perícias
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VEREADORA SANDRA BONETTO (NOVO): Obrigada, presidente. O que eu vou falar hoje não é novidade para ninguém dos vereadores, porque eu acredito que todos estejam recebendo em suas redes sociais, em seus WhatsApps, esse clamor das mães. Então, eu pediria para que o primeiro vídeo fosse colocado, por favor. Com áudio, por favor. (Apresentação de vídeo.)
VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Se possível um aparte, vereadora.
VEREADORA SANDRA BONETTO (NOVO): Bom, então esse é um caso da escola Caetano Costa Milan, de Forqueta, onde a mãe já tem um filho que estuda lá e a legislação diz que havendo vagas, preferencialmente, o irmão tem que frequentar a mesma escola. Eu não entendo o que está acontecendo de que ela só conseguiu essa vaga porque ela teve que desistir do transporte escolar. Mas então, o filho mais velho continua no transporte escolar. E a filha mais jovem, não. A gente está falando de irmãos. E esse não é um caso isolado. Porque eu recebi vários pais com este mesmo problema. E aqui a gente está falando de irmãos. A gente não está falando de vagas novas, porque vagas novas eu também entendo que se há vaga na escola mais próxima, é na escola mais próxima que a criança tem que ficar. Porém, não é este o caso. Eu gostaria que passasse mais um vídeo para que vocês entendam a complexidade dos casos que estão acontecendo no interior. (Exibição de vídeo) Bom então ali é o caso do Altos de Galópolis e a gente tem nessa reportagem também um caso da Linha 40. Um caso não, né? Na verdade os presidentes de bairro dessas localidades, das localidades de Altos de Galópolis, Galópolis, Linha 40 me procuraram para falar sobre esse decreto. E a gente não tem entendimento do que está acontecendo porque afinal de contas educação é prioridade ou não é prioridade? Se é prioridade, a gente tem que rever esse regramento, porque a gente não pode condicionar vaga das crianças nas escolas por transporte escolar. E a gente está percebendo que não é transporte escolar, é transporte coletivo. Seu aparte, vereador Lucas.
VEREADORA DAIANE MELLO (PL): Um aparte, vereadora.
VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Obrigado, vereadora Sandra Bonetto. Parabéns pelo tema. A senhora vai ficar na história por estar lutando pelo fortalecimento e manutenção da escola Caetano Costamilan. E a gente sabe que quando uma escola da colônia fecha, aquela comunidade vai morrendo aos poucos. Então, parabéns pelo seu trabalho. Sobre a questão da educação pública, nós denunciamos, ano passado, que essa medida arbitrária da retirada dos nonos anos de 15 escolas resultaria exatamente nisso. E o que nós temos hoje? Eu não entendi como o governo municipal fará para pagar passagens a estudantes que não são da nossa rede em transporte público urbano. Pensemos, volto a dizer, lá no exemplo da minha região. Como uma criança do Cidade Nova vai sair para o Cristóvão de Mendoza? Uma criança de nono ano, lá do Cidade Nova II ou do Industrial, como ele vai fazer para ir para o Cristóvão com as linhas de ônibus e com a demora? Bom, eu imagino que esta Casa vai ser provocada a se manifestar e a autorizar. Pergunto ainda se nós liberaremos transporte público com cartões às crianças de nonos anos das escolas que foram fechadas, eu imagino que vai abrir transporte público para qualquer criança que esteja estudando fora, longe da sua casa. O governo tem que saber isso, porque as famílias vão requisitar. Não importa se é nono ano. E principalmente pelo fato de ser o nono ano de uma outra rede. Então, o governo municipal criou um problema desnecessário. Está uma briga agora pelos nonos anos das nossas escolas. Lá, o que aconteceu? Quem não está no nono ano, do Cidade Nova, porque fechou, quer estudar lá no Érico Cavinato ou no Paulo Freire, para ficar mais perto. Só que não se ampliaram. Então assim, parabéns pelo seu trabalho. Nós seguimos juntos. E estamos aguardando qual será a medida para garantir o transporte público que se admitiu. O prefeito prometeu que teria. Muito obrigado, vereadora Sandra.
VEREADORA SANDRA BONETTO (NOVO): Eu ouvi, ano passado, por que eu me importava tanto pela educação, porque eu não tinha filhos. Realmente, eu não tenho filhos, mas eu tenho sobrinhos. Eu tenho mães que têm filhos nas comunidades e que a gente é amigos. Além disso, eu tenho empatia. Empatia por essa mãe que falou ali por primeiro o que ela vai fazer. Então, sim, para as pessoas que falam que não é para eu me preocupar porque não tenho filhos, eu respondo: não tenho filhos, mas tenho uma comunidade e a cidade de Caxias, que confiam nesta vereadora e nos demais vereadores que lutam pela educação desta cidade. Seu aparte, vereadora Daiane.
VEREADORA DAIANE MELLO (PL): Vereadora Sandra, como tu disse bem, no início, a gente tem recebido muitas demandas. Eu tenho recebido. Recebi o pessoal de Santa Bárbara, mesma situação. O pessoal do Parque dos Pinhais está com a mesma situação; o pessoal lá do Canyon a mesma situação. Então, o transporte é, sim, prioridade e vai ter que ser revisto pela Secretaria da Educação. Como eu falei ontem com o vereador Calebe, quero participar da reunião com a comissão para a gente verificar. Vou trazer planilhado todos que estão nos buscando pela questão do transporte, porque essas crianças não podem... Esses locais são de difícil acesso, não tem como ir. É faixa sem acostamento. A gente está falando da BR-116, em partes sem acostamento. Como é que essas crianças de sete, oito anos vão atravessar a faixa? Não tem como. Precisa, sim, do transporte. Obrigada pelo aparte.
VEREADORA SANDRA BONETTO (NOVO): Para finalizar então, presidente. Justamente, a gente precisa investir em educação. E investir em educação também é rever alguns decretos que foram feitos ano passado e que a gente aqui falou que precisava ser revisto. Deu no que deu. Se a educação é prioridade, que seja revisto isso para já. Muito obrigada.
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VEREADOR SANDRO FANTINEL (PL): Senhor presidente, queridos colegas, apesar do adiantar da hora, mas a gente tem interesse de transmitir o recado, cada um aqui. Hoje, eu venho a esta tribuna simplesmente para falar com os nossos cidadãos caxienses a respeito das pautas deste ano. Quero deixar claro aqui a todos aqueles que me seguem, que me acompanham e àqueles que estão sempre em contato cobrando uma coisa ou outra. Isso é muito importante, é parte do nosso trabalho. Então eu quero aqui, hoje, simplesmente deixar registradas as pautas pelas quais eu vou me dedicar este ano. É claro que também participarei das pautas dos colegas, ajudarei em tudo aquilo que for possível, no atendimento, como a gente sempre faz. Mas quero deixar claro, aqui, o meu empenho deste ano, que será buscar recursos em Brasília novamente. É uma luta de todos nós. Quero dizer que me empenharei profundamente na construção da quadra de esportes do Colégio Avelino Boff, para a qual eu já tenho o dinheiro, eu já tenho a verba, mas, até o presente momento, o governo do Estado não aprontou o projeto. E se ele não aprontar o projeto para o momento que a verba for liberada, o Colégio Avelino Boff não terá o dinheiro e não terá a quadra, por culpa de incompetentes do governo do Estado. Porque nós nos oferecemos, o Sicredi se ofereceu para pagar o projeto, e o governo do Estado disse: "Nós não aceitamos projetos de terceiros e nós não temos tempo para fazer." Então é complicado, né, gente? Eu também estarei me dedicando, junto com a secretária Marta, para a efetivação da escola infantil de Santa Lúcia. Tenho orgulho de dizer que Fazenda Souza tem uma escola infantil, hoje, porque é projeto meu. E o projeto da escola de Santa Lúcia também é projeto meu, e já está em fase de construção com a secretaria. Darei andamento ao projeto Agro Fraterno, que leva alimentação para muita gente carente, que precisa, com o apoio dos agricultores. A instalação da ambulância em Fazenda Souza, cujo eu já entreguei um milhão de reais para a Secretaria da Saúde para essa finalidade, e o secretário me prometeu que será instalada. Então, será a primeira ambulância do interior de Caxias do Sul, instalada com uma verba que eu consegui com o vereador Mauricio Marcon. E estou, senhoras e senhores, em tratativas com a Mitra a respeito da municipalização da Praça da Matriz de Fazenda Souza, que hoje é da Mitra e não é pública. Para todos os cidadãos que não sabiam, fiquem sabendo: a praça de Fazenda Souza é particular, não é pública, ela é da Mitra. Eu quero fazer grandes reformas naquela praça, revitalizar ela, botar segurança, banheiro, tudo que precisa. Mas para isso ser feito com verbas parlamentares, é necessário que a Mitra faça a doação para o município. Então, estou já adiantado nas tratativas. Estou tratando, também, da criação de um parque, um parque para lazer, para o pessoal poder passear e se distrair no final de semana em Fazenda Souza, que não tem um parque público. Já temos o lugar, já estou tratando com o Samae para que isso se torne uma realidade. Então, estamos bem adiantados, também, nessa parte. Quero trabalhar, a partir deste ano, na construção do novo Plano Diretor, que só vai vir em 2027, mas nós temos que deixar ele pronto este ano, para que em 2027 a gente possa efetivar. Qual é a minha participação no Plano? A minha participação no Plano é a verticalização da cidade. Chega de expandir a cidade, chega de invadir área verde, chega de deteriorar, chega de fazer uma casinha em cima da outra onde não tem mais lugar. Não, vamos verticalizar a cidade, vamos modificar o Plano Diretor, para que Caxias possa ter prédios até de 70, 80 andares ou mais, porque o nosso subsolo permite que isso aconteça. Essa burocratização tem que acabar. O projeto do biogás, que eu trouxe aqui no ano de 2021, e que ainda não vi nada, movimento nenhum, do biogás nas escolas, da efetivação de uma usina na Codeca para resolver o problema do lixo. Tudo isso existe, tudo isso é factível, tudo isso não custa uma fortuna. E eu vou continuar batendo para que isso aconteça. Vou colaborar aqui com os colegas, vou colaborar com os colegas para a gente poder renovar a questão do lixo, dos containers. Vamos ver o que a gente vai fazer. Vamos tirar os containers? Não vamos? Vamos modificar os containers? Vamos ver o que a gente pode fazer para, pelo menos, melhorar o Centro da nossa cidade, porque está um caos nesse sentido. Os containers não funcionaram, infelizmente, no centro. Eu quero deixar claro, também, aqui, uma pauta que me dediquei no ano passado e vou continuar me dedicando aqui, que é o artigo quinto da Constituição, inciso I, onde que diz que homens e mulheres são iguais perante a lei em deveres e direitos. Vou continuar defendendo isso. Sou totalmente... E aqui quero parabenizar hoje, talvez seja a primeira vez, mas vou parabenizar a fala da vereadora Andressa Marques, onde ela disse que as mulheres têm que se conscientizar também. E isso é positivo, vereadora. É isso que tem que acontecer. É isso. Não adianta punir só um lado, porque isso causa fúria. E a fúria resulta no feminicídio. Então, eu acho que, quando houver uma conscientização das duas partes, isso vai diminuir. Não adianta colocar leis rigorosíssimas em cima de um lado, sendo que o outro não as tem. Porque isso causa ódio, causa rancor e a gente sabe aonde isso vai terminar. Então, me dedicarei com os colegas, também, nesta luta. E, para concluir, eu quero dizer que estou participando, efetivamente, na questão do antigranizo, do projeto antigranizo. Quero deixar já dito, aqui para os colegas e os cidadãos que nos acompanham que hoje, às 13h30, eu terei uma reunião no meu gabinete com os representantes dos canhões ultrassônicos da Espanha, que tão vendendo esses canhões, que comprovaram nessa última chuva de pedra que deu, eles comprovaram a sua eficácia. É inacreditável, mas a gente se fascina com a tecnologia. Eu tive a oportunidade de estar junto na fazenda do senhor Valderez Palandi, em Lajeado Grande, onde foram instalados dois canhões e onde o técnico naquele dia com o aparelho nos disse: "O raio de proteção do canhão é até esse lugar aqui". Agora deu a chuva de pedra e exatamente até aquele lugar lá as frutas estiveram protegidas. Não aconteceu um problema com o pomar. Então, vou me reunir com esse pessoal e qual é a finalidade dessa reunião de hoje com esse pessoal? É tentar convencer que a empresa crie um financiamento próprio com um juro razoável para que os agricultores pequenos possam adquirir esses equipamentos. Hoje, se o agricultor quiser o canhão, tem que pagar à vista, porque é um equipamento importado. E se ele quiser financiar, ele tem que ir ao banco. O problema é que os bancos, para financiar um equipamento importado, que ainda não é muito conhecido, o que eles fazem? Eles põem um juro muito alto, e o agricultor não pode adquirir o equipamento porque não consegue pagar aquele juro. Então, eu estou tentando hoje, nessa reunião, é o começo de um grande trabalho, ver a possibilidade para que a própria empresa espanhola faça esses financiamentos para os agricultores. Eu tenho certeza que vai triplicar os equipamentos na nossa região, e os pequenos agricultores também vão poder adquirir. E também me coloco à disposição para o Executivo e os colegas que estão lutando também, a vereadora Sandra, o vereador Aldonei que não está aqui, mas enfim, na questão do projeto antigranizo que a prefeitura está tentando instalar, que é o de Santa Catarina. É um projeto muito maior, que vai atingir e vai proteger toda a nossa região aqui, me parece que se eu não me engano são 17 cidades que serão protegidas, mas como a gente sabe que, quando se trata de projetos públicos, são morosos demais, não é? Não se sabe quanta chuva de pedra ainda vai dar antes que esse projeto seja colocado em prática. Então, enquanto isso, eu estarei na luta de frente para facilitar os agricultores na aquisição dos canhões ultrassônicos. Hoje a gente vai estudar a possibilidade de dois ou três agricultores juntos poderem adquirir um equipamento parceladamente diretamente com a empresa. Isso vai facilitar muito e vai ajudar os nossos agricultores que eu vi, pessoalmente, visitando os pomares, a desgraça que fez em vários lugares aonde aconteceu a chuva de pedra. As frutas prontas. Prontas. Faltavam três, quatro dias para começar a colher. Algumas já estavam sendo colhidas quando deu as pedras e perderam tudo, não é? Então, essas são as pautas pelas quais eu irei me dedicar durante esse ano. É claro que seguirei também o acompanhamento das demais pautas junto com os colegas, na medida do possível. Mas eu queria deixar aqui o recado daquilo que realmente me empenharei durante esse ano aqui que está iniciando no nosso Legislativo. Era isso. Muito obrigado, senhor presidente.
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VEREADORA ROSE FRIGERI (PT): Bom. Quase boa tarde, mas eu vou tentar dividir o meu tempo aqui em três assuntos. O primeiro dele, eu quero seguir um pouquinho na linha do que a vereadora Andressa Marques estava falando, tanto desse movimento de envolver os homens neste debate. Inclusive, no final do ano, nós aprovamos aquele Projeto do Laço Branco que, também, é uma forma de fazer com que os homens colaborem porque não é de hoje que nós falamos isso que uma sociedade violenta, ela é ruim para toda a sociedade, para homens, para mulheres, para idosos, para jovens, para crianças, para todo mundo, para animais. Então, o fim do feminicídio que é uma das formas mais grave de violência que se tem na sociedade hoje vai ser boa para todo mundo. E eu só queria ressaltar aqui que a Assembleia do Rio Grande do Sul foi a primeira do país a lançar um movimento que se chama Eles por Elas, em 1917, vai fazer 10 anos, que é um movimento de deputados, um movimento que surgiu na ONU, para que o movimento pegasse corpo e que os homens colaborassem contra a violência também, inclusive, nesse final de semana, teve uma caminhada de deputados e deputadas na praia de Torres divulgando essa ação. Então, sim, nós precisamos muito que os homens colaborem. Aí, vereadora Andressa, eu acho que, aqui na Casa, pela PEM, agora a senhora sendo a procuradora, mas todas nós ajudando, nós podemos tentar fazer uma frente, uma frente não, um movimento, uma adesão a essa luta de todos por todas, eles por elas, para engajar os homens pelo fim dessa violência na nossa cidade também. O outro assunto que eu queria falar, é uma questão vinculada à saúde, é a questão do lançamento hoje do e-SUS, que vai acontecer agora, que é um programa do governo federal, com recursos do programa federal e que visa, basicamente, a modernização do SUS através de dados interligados para ver melhor o perfil, inclusive, dos pacientes das UPAs, do sistema de saúde da cidade. O ano passado, nós aprovamos e recebemos um Pedido de Informação sobre os tablets, sobre os Agentes Comunitários de Endemias e dos Agentes Comunitários de Saúde que ainda faziam tudo no papel, depois tinham que chegar à UBS, gastar um tempo para botar para o sistema e eu lembro que a resposta era assim: está sendo implementada, em breve faremos. Uma coisa bem jogando para frente e que agora, com esse recurso.
VEREADOR SANDRO FANTINEL (PL): Peço um aparte.
VEREADORA ROSE FRIGERI (PT): Inclusive, vem o pessoal do Ministério da Saúde para cá, mais uma vez, o governo municipal se beneficiando de verbas do governo federal que é certo que é justo, mas que o governo municipal também tem que começar investir mais na saúde. E, antes de eu entrar no terceiro tema, eu vou lhe dar o aparte vereador.
VEREADOR SANDRO FANTINEL (PL): Obrigada, vereadora Rose. Eu só queria corroborar com a senhora na questão ali do E-SUS. Que eu fiquei chocado quando o secretário me disse, existe desde 2013 e, até agora, não ter sido implantado em Caxias do Sul, nós estamos em 2026, meu Deus do céu. Então, para nós, o que a gente pode dizer é que é uma alegria muito grande saber que o Rafael, era nosso colega aqui, sempre muito empenhado na questão da saúde e que foi lá e fez acontecer. Aliás, não só isso. Várias outras coisas. Então, eu quero aqui parabenizar o secretário Rafael pelo excelente trabalho que está fazendo. Claro que tem ajuda do governo e tal, mas, enfim, está de parabéns e continue assim, Rafael. Eu acho que esse é o caminho de a gente conseguir solucionar os problemas. Obrigado, vereadora.
VEREADORA ROSE FRIGERI (PT): Pois é. Então, aqui, eu não vou pessoalizar no secretário, no secretário adjunto, que eu não sei se o secretário Rafael está como adjunto ainda, porque eu não vi mais nada, mas eu quero colocar a questão de uma pessoa que está na rua, não sei se dá para ver bem, mas a gente não está na Etiópia, é aqui em Caxias do Sul. Essa pessoa estava lá no entroncamento da BR-116 com a Rota do Sol. E a abordagem noturna do Comitê Pop Rua, que não existe mais, não tirou a pessoa de lá. Simplesmente tirou os bens, recolheu o seu cachorro. Nós falamos aqui de animais, não é? Os cachorros foram para adoção, não sei para onde. A bicicleta, documentos, pelo menos é essa informação que tem. Eu quero falar melhor com o chefe da Guarda porque é desde segunda de noite que eu não consigo dormir tranquila com essa situação, de uma professora da universidade que me alertou, que agora ele está ali perto da Stok, no Hospital Geral. Ela levou um pastel, uma água, mas ele vai morrer. Essa pessoa vai morrer. E parece que é isso que a gente quer com as pessoas em situação de rua. Só que... Eu nem sei o nome dessa pessoa. Esta pessoa com muita conversa a partir desse atendimento de segunda à noite, da Guarda, da FAS, da secretaria, do comitê... Do comitê não, do consultório de rua, foi convencida a ir para uma casa de passagem. Só que o que acontece? Eu quero pegar ele como símbolo. Ele está com tuberculose. A minha avó tinha 33 anos quando morreu de tuberculose, óbvio que eu não a conheci, mas já estava erradicada no Brasil. Agora, eu não sei se todo mundo está a par disso, mas tem muita gente com tuberculose nesses espaços que não tem atendimento. O que acontece? Ele não pode ficar em uma casa de recolhimento, agora ele se convenceu, mas ele não pode. E aí eu pergunto: e a saúde? A Saúde tem que fazer alguma coisa. Se não for se comover por esta pessoa, o estado dela, pelas outras pessoas. Porque ele está circulando. Ele vai a um posto de gasolina, ele entra em algum lugar. A tuberculose é altamente contagiosa. Nós vamos fazer o quê? E eu quero trazer isso aqui porque tem muitos moradores situação de rua e apenados com tuberculose. E isso está se disseminando na sociedade. Eu quero saber o que vai ser feito com ele e com outras pessoas assim. Porque eu fiquei sabendo dessa história toda, eu confesso que eu não sabia e assim, como eu disse, eu não consigo dormir desde segunda-feira com essa situação porque eu não me conformo. Eu não me conformo dele estar lá ainda. Mas tem muitas pessoas que constatam tuberculose em uma casa de passagem e não consegue ir para uma UPA ou para a rede da saúde. Porque o que é que acontece? Acontece que as pessoas, poxa, era um assunto muito triste, muito sério. As pessoas são chutadas da casa, com toda a razão, porque contamina todo mundo e vão para onde? Então, eu chamo aqui a Secretaria de Saúde que faça... Eu não levei esse debate para o secretário, vou levar, então, não estou dizendo que ele não vai atender, só estou falando aqui porque nós precisamos pensar nisso porque é um problema de saúde pública. Quero ver se eu consigo conversar com ele porque o pessoal da FAS já chama de TB, não é? Eles começaram a falar comigo, ele está com TB, TB. A gente que não é da área, eu demorei um tempinho para entender que era tuberculose, mas já está muito comum. Então, quero fazer essa alerta, quero pedir ajuda, quero como ver as pessoas porque não é apenas ele, ele não está só com fome, ele não tem só mais nada porque tiraram as coisas dele, ele não tem para onde ir porque não tem vaga nem no SUS e nem em uma casa de passagem da FAS. Obrigada.
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Não houve manifestação

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