VEREADOR CLÁUDIO LIBARDI (PCdoB): Meus cumprimentos, presidente. Meus cumprimentos àqueles que nos acompanham de casa, aos vereadores e vereadoras desta Casa Legislativa. Agradecer publicamente ao vereador Alexandre Bortoluz, que segurou o meu tempo. Mas, presidente, queria tratar de um tema que é importante à nossa cidade. Hoje, nos honra com a sua presença uma mulher que tanto faz pela indústria, que é a minha amiga Daiane Catuzzo. Bom dia, Daiane. E vamos tratar, no nosso acordo de lideranças, presidente, da robótica para jovens, que está sendo um projeto encampado pelo Simecs, em parceria com os diversos sindicatos patronais desta cidade, para que haja a construção de um movimento, Escola do Amanhã, que garantirá um investimento do governo estadual significativo para que nós possamos desenvolver o avanço através da tecnologia e garantir empregos de qualidade à nossa indústria. Então eu queria cumprimentar a ti, Daiane, e a todos os representantes do Simecs pelo brilhante trabalho que fazem no último período, em especial o meu amigo Paulo Spanholi, que rompeu com algumas amarras nas relações sindicais desta cidade e que conseguiu transformar a relação, que anteriormente era uma relação de desgaste, em uma relação que é cada vez mais próspera e de defesa da indústria. Porque sem indústria, presidente, a senhora sabe, nós não temos um emprego na qualidade que nós temos em outros setores. Muito obrigado.
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VEREADOR TENENTE CRISTIANO BECKER DA SILVA (PRD): Bom dia, senhora presidente, nobres colegas vereadores, a quem está nos assistindo nas redes sociais, a quem está aqui no nosso plenário. Também queria ter saudado o que foi nomeado agora, o nosso ex-vereador, o Scalco, foi colega aqui deste plenário. Seja bem-vindo, Scalco. Senhora presidenta, não poderia deixar de citar também o atendimento que temos recebido na Secretaria da Educação. Parabenizar o prefeito Adiló pela escolha da Marta Fattori, secretária da Educação, e quem tem sempre nos dado respaldo, atendido e nos acolhido, a secretária adjunta Simone Selbach. Então, muito obrigado sempre pela acolhida de vocês na Secretaria da Educação. Saiba que também estaremos sempre de braços abertos aqui neste Poder Legislativo. Era isso, senhor presidente, nobres colegas vereadores.
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VEREADOR ZÉ DAMBRÓS (PSB): Senhor presidente, faço um voto de pesar para o meu vizinho, seu Raul Vitorino Ribeiro, o seu Pedro. Nossos sentimentos a toda a família, à dona Nina, aos seus filhos: Paulo, Ricardo, Paula, Bob, Raimundo e Eliane. Todos os seus filhos, seus netos. Seu Raul trabalhou lá em casa. Um vizinho de ouro, um querido, sempre ajudando todo mundo. Infelizmente partiu. Mas partiu deixando saudades e lembranças eternas. Seu amor vai permanecer sempre entre nós e com certeza o seu Raul vai se encontrar com a Andressa lá no céu, sua filha, que partiu tão cedo. Então, todo o Pôr do Sol, o Pioneiro, nossos sentimentos à família. E que Deus receba de braços abertos o nosso vizinho tão querido, o Seu Pedro. Era isso, senhor presidente.
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VEREADORA ANDRESSA MARQUES (PCdoB): Obrigada, senhor presidente. Eu não poderia deixar de passar esta semana sem fazer um voto de pesar ao falecimento da senhora Thereza Anastácia Weber Bandeira, que era uma senhora que residia em Santa Lúcia do Piaí. E a minha mãe, no último ano, então, prestou os cuidados que ela precisava. Coincidentemente, ela é sogra do ex-vereador desta Casa, Arlindo Bandeira. Infelizmente, eu estava em Brasília quando ocorreu o falecimento da dona Thereza, da vó, como carinhosamente chamávamos. E hoje eu queria fazer esse voto de pesar para toda a família, com a qual a gente acabou criando um vínculo. E foi uma perda gigante. Nós tínhamos esperança que a dona Thereza vivesse mais de 100 anos, mas ela chegou aos 91 com muita vontade de viver. Então, queria deixar um abraço forte para a família, aqui, e fazer esse voto merecido para a dona Thereza que, neste momento, está descansando em paz. Também queria fazer um voto de congratulações à União das Associações de Bairro, porque ontem de noite estive na Associação de Moradores do Bairro Cruzeiro e nós tivemos o UAB na comunidade. O ex-vereador desta Casa, Elói Frizzo, estava presente. Naquela oportunidade, nós tivemos as lideranças comunitárias da região, a presença das instituições, da UBS, das escolas, enfim, para discutirmos o futuro do Bairro Cruzeiro e da nossa região. Então, parabenizar a UAB por essa importante iniciativa e dizer que nós estamos à disposição para trabalhar pelo fortalecimento do movimento comunitário. Obrigada, senhor presidente.
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VEREADOR ALDONEI MACHADO (PSDB): Bom dia, presidente. Bom dia, nobres colegas vereadores e pessoal que nos assiste aqui no plenário e pelos canais da TV Câmara. Hoje, o meu voto de pesar vai para a família Inocenti, do Bairro Cruzeiro. Falecimento do Seu Edi Inocenti, com 91 anos. Então, o meu abraço à Ana, ao Hélio e ao Vilmar, pessoas queridas, pessoas parceiras, apoiadores nesta caminhada por que eu cheguei até aqui. Então, muita força para vocês. Que Deus console o coração de toda essa família. Que Seu Inocenti, o Seu Edi, seja recebido pelo patrão velho no fim da sua caminhada. Forte abraço a todos. Força.
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VEREADORA MARISOL SANTOS (PSDB): Bom dia, colegas vereadores. Bom dia a quem nos acompanha no plenário ou de casa. Eu quero, aqui, fazer votos de congratulações a duas amigas, duas mulheres escritoras. A gente está aqui às vésperas do fim da 41ª Feira do Livro. Então, a Geneviève Faé, que lançou, nos últimos dias, na Feira, mais uma obra, ‘Você está pronta’. E também, hoje, tem o lançamento, às seis da tarde, do livro ‘Enquanto’, da minha amiga também escritora, Lisana Bertussi. Então, para as duas, votos de congratulações. É sempre importante e bonito poder congratular mulheres que têm esse destaque nos seus espaços. E, falando em mulheres que têm destaque nos seus espaços, quero também saudar a minha amiga Daiane, que está aqui conosco, do Simecs. E dizer, Dai, que ontem já recebi um ‘salve a data’, ‘guarde a data’ para 15 de outubro, né? Mais uma vez, o Indústria Delas, durante a Mercopar, e que eu preciso contar aqui para os colegas e para quem nos acompanha. Um dos eventos mais bonitos, representativos e significativos que eu já participei falando sobre mulheres e a participação delas na indústria. Parabéns para vocês. Já vou reservar um lugar na data para esse dia 15. Muito obrigada pela presença de vocês na Câmara. Obrigada, presidente.
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VEREADOR HIAGO MORANDI (PL): Bom dia a todos, ao pessoal que nos acompanha em casa, ao pessoal aqui da Câmara. Hoje, o meu assunto é mais leve, vereador Fantinel. Falar sobre um evento que a gente está lutando para fazer ele grande, para fazer um evento bem grande, que movimente a economia, movimente o turismo na nossa cidade, vereador Bortola, e que faça o negócio andar no turismo da nossa cidade. Hoje, aqui, a sessão está agitada. Vamos lá. Nunca é calmo, Daniel. Pode passar os slides. Eu vou colocar aqui a primeira imagem do nosso evento. É um evento de moto, que é o 1° Caxias Motofest. É um evento que eu tive a ideia de fazer, a gente teve, junto da equipe, por conta de ter visto um evento em Carlos Barbosa, Fantinel. E não tem como a gente perder para cidades menores, na minha visão. A gente tem que lutar para conseguir sempre se destacar nas cidades aqui da Serra. E esse evento que a gente viu, em Carlos Barbosa, deu cerca de cinco mil motos, vereadora Dai. E cerca de dez, doze mil pessoas visitando esse evento. Então, a gente viu que tinha como fazer, movimentar a economia e como trazer turismo para a cidade através de um evento de moto. Então, a gente tem 60 motoclubes confirmados para o evento. Vai dar um evento bem legal. Pode colocar a primeira imagem para quem está vendo em casa. A gente vai ter alguns shows. Tem uma banda country, vereador Cristiano, bem legal. Vão ter algumas bandas de rock também. Food trucks, área para as motos, expositores e patrocinadores aqui de Caxias. Eu quero agradecer a todos os patrocinadores que, até agora, confirmaram, tanto o pessoal de comida, de cervejaria, como também as lojas de moto, motopeças, consórcios, todo mundo que está nos ajudando nessa ideia e comprando um espaço ali. O início do evento vai ser às 10 horas e vai ser aqui no estacionamento da prefeitura. Quem estiver interessado em colocar um stand ou se fazer presente no evento, mesmo que não tenha moto, vai ter um espaço para as crianças também, kids, para as crianças, pode. Será bem-vindo. Deve vir ao nosso evento. Tenho certeza que esse primeiro vai ficar pequeno até esse espaço, pela questão de confirmações que a gente já tem, vereadora Dai. Muita moto mesmo, muitos clubes confirmados. Pode passar para a próxima imagem. Aí a gente fez a entrega de convites para alguns clubes de moto, em um evento que a gente fez, um preview. E muita gente já disse, até de outras cidades, Canoas, Viamão, Porto Alegre, o pessoal do litoral vai vir, até gente da fronteira vai vir para esse evento de motos, Becker. O pessoal das motos são bem unidos, né? Pode passar à próxima imagem.
VEREADOR TENENTE CRISTIANO BECKER DA SILVA (PRD): Peço um aparte, assim que possível.
VEREADOR HIAGO MORANDI (PL): Com certeza. A gente entregou, também, para os Insanos, que é o maior motoclube do Brasil e para alguns outros motoclubes da nossa região. Tem moto também, motoclubes de mulheres também que vão vir, já confirmaram. Uma galera bem grande. Lembrando, pessoal, a entrada é um brinquedo, que será destinado a uma ação de Natal solidária depois, que a gente vai estar entregando com o pessoal das motos. E também o pessoal da V2, que está nos ajudando muito, que é um bar aqui temático, que tem sobre motos aqui em Caxias do Sul. Então, eles estão nos ajudando já desde o início. Sem eles nós não teríamos muitas coisas nesse evento. Então, aqui também o meu agradecimento ao pessoal da V2 e a todo mundo que está ajudando nesse evento. E pode passar, não sei se já é o vídeo na próxima. Aqui é o evento que eu falei, Cristiano, vereador Cristiano. Esse evento deu cinco mil motos, meio que assim com... Em uma cidade pequena que é Carlos Barbosa. Então, imagina aqui, na segunda maior cidade do estado, o que a gente pode fazer. E cerca de 10, 12 mil pessoas. E aqui o vídeo, na sequência. Pode colocar volume e colocar o vídeo para o pessoal ver. (Exibição de vídeo) A gente só espera que o tempo nos ajude, vereadora Dai. Mas, mesmo assim, a gente montou tendas, gazebos. Vai ter toda uma estrutura, praça de alimentação.
VEREADORA DAIANE MELLO (PL): Um aparte, vereador.
VEREADOR HIAGO MORANDI (PL): O evento vai ser bem grande mesmo. Também a gente tem... Vai ter chope ali. O pessoal do La Birra já fechou com a gente também, vai estar colocando chope. Vai ser um evento muito legal para vir com a família, Fantinel. O senhor que gosta de rock, vai se sentir em casa. O seu aparte, vereador Cristiano.
VEREADOR TENENTE CRISTIANO BECKER DA SILVA (PRD): Parabéns de novo, vereador Hiago, trazendo mais um evento, ajudando, contribuindo para a divulgação de mais um evento, como fizeste no último evento de motos que teve.
VEREADOR SANDRO FANTINEL (PL): Peço um aparte, se possível.
VEREADOR TENENTE CRISTIANO BECKER DA SILVA (PRD): Que também foi uma ação solidária. Agora mais uma ação solidária também, que vai ser aqui no estacionamento da prefeitura. Parabéns ao grupo, com essa parceria, e ao vereador Hiago, também na parceria com o prefeito Adiló. Deve estar junto, porque no estacionamento da prefeitura municipal. Todo mundo acha que Harleyro é bravão, né? Eu tinha a minha Breakout também, circulava por aí todo de preto, black, couro. Mas não, tem um coração gigante essa galera aí. É uma família, na verdade, que anda junto, curte junto, passeia junto, tem as ações solidárias e ajudam muita gente. Então parabéns, Hiago! Com certeza vamos vamos estar prestigiando juntos esse evento. Vou estar junto com o amigo lá. Estou sem moto no momento, mas não vai faltar oportunidade. Logo, logo vou estar com a minha motoca de novo, para estar curtindo o ares, vida livre. É isso aí. Parabéns!
VEREADOR HIAGO MORANDI (PL): E aqui eu convido todos os vereadores e colegas. Eu quero todo mundo aqui. Direita, esquerda, centro. Isso movimenta a economia, é bom para todo mundo. Talvez o prefeito faça um motoclube do Tatu, chega pilotando uma moto, quem sabe de bigodão. Já pensou, Bortola? O seu aparte, vereadora Dai.
VEREADORA DAIANE MELLO (PL): Parabéns, vereador Hiago, a toda a equipe, em especial ao Gomes, que tomou a frente desse evento. Parabenizar vocês por ir em busca de patrocínio e fazer acontecer, porque não é fácil fazer um evento dessa magnitude, né? Então lhe parabenizar e, com toda a certeza, convidar todas as famílias a participarem.
VEREADOR PEDRO RODRIGUES (PL): Peço um aparte, vereador.
VEREADORA DAIANE MELLO (PL): Porque, com toda a certeza, vai ser um evento para toda a família. Então, parabenizar o senhor e toda a sua equipe por esse evento anunciado hoje.
VEREADOR HIAGO MORANDI (PL): Obrigado. Em especial ao Gomes, que está com esta missão. E não é um evento só Caxias. Ele tem que organizar, convidar o pessoal de outras cidades. Então, ele está se virando nos 30, mas está indo bem, está dando tudo certo. Seu aparte, vereador Fantinel.
VEREADOR SANDRO FANTINEL (PL): Vereador Hiago, parabéns. É um evento fantástico. Pena que não vamos ter o show do Metallica, né? (Risos) Mas é um começo, né? É um começo. Então, parabéns! Parabéns! Eu que, na minha juventude, muito distante, fui piloto de motocross. Sempre tive um amor muito grande pelas motos. Tive uma paixão muito grande. Hoje não tenho mais moto, mas, quem sabe, no futuro, para viajar depois de velho, né, Pedro? Então, eu queria parabenizar o senhor. Com certeza estarei presente para prestigiar. Um abraço.
VEREADOR HIAGO MORANDI (PL): Obrigado. Vereador Pedro, seu aparte.
VEREADOR PEDRO RODRIGUES (PL): Obrigado, vereador Hiago. Parabéns pelo evento, pela iniciativa. Me coloco à disposição, como presidente da Frente Parlamentar do Automobilismo e do Esporte a Motor. Então, tem motor, né? Está dentro. E conte com o nosso apoio, estamos juntos. Vamos movimentar a economia através do turismo, através de eventos. Parabéns!
VEREADOR HIAGO MORANDI (PL): Muito obrigado. O Gomes, depois, vai pegar um stand de ouro da Mecânica Pedro Rodrigues, bem no meio. Vamos fazer um descontinho para ele, daí pega um espaço. O pessoal do automobilismo, a gente até colocou no grupo, vereador Pedro, para quem quiser se fazer presente. Mas toda a Casa, todos os vereadores serão bem-vindos. Como teve aquele evento da tatuagem lá, também, que a gente convidou todo mundo. Esse aí também, quem puder se fazer presente, vir tomar um chima ali, vai ter praça de alimentação, um monte de coisas. Vai ser bem legal o evento. Aqui fica meu agradecimento. Agradecer ao pessoal da SMU também, pela liberação ali, o pessoal que se empenhou para que o evento ocorra. Também agradecer a uma pessoa ali, que é o Michel Pillonetto, lá do esporte, que nos conseguiu uma parte da estrutura. Ele está nos ajudando ali nesse evento também. O pessoal todo da prefeitura que está nos ajudando. Muito obrigado. Seria isso.
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VEREADOR TENENTE CRISTIANO BECKER DA SILVA (PRD): Senhor presidente, muito rapidamente também. Eu até vou pedir escusas porque, em seguida, eu tenho que sair para uma consulta médica oftalmológica. Já não enxergo mais, a idade vai chegando, parece que, a cada ano, é menos um grau na vista do camarada. Então, hoje, eu venho aqui, à tribuna, senhor presidente, para falar sobre a segurança na ERS-122, uma rodovia essencial, então, para o deslocamento de inúmeras pessoas todos os dias. Quem passa por ali, percebe o movimento de entrada e saída da nossa Caxias do Sul. Passando moradores, trabalhadores, caminhoneiros, turistas e famílias que se deslocam para diferentes regiões do estado. Afinal, é a entrada da nossa Caxias do Sul aqui por quem vem de Farroupilha. Então, uma via que tem sido marcada por acidentes graves, sendo alguns com vítimas fatais. Esses dias falávamos, até foi na Semana Farroupilha, falávamos ali com repórteres da Viva, com o Maicon Rech, com outros meios de comunicação também. E nós conversamos sobre a necessidade de melhorarmos esse trecho ali com a questão de segurança. E então, o que que nós fizemos? Nós encaminhamos agora, por esses dias, ao Departamento Autônomo de Estradas e Rodagem, o Daer, uma indicação solicitando a instalação de guard rail na ERS-122, entre aquele viaduto da Nelson Bazei e a Churrascaria RS, que fica no zero ali da ERS-122. Inclusive, quero agradecer ao Marcelo, que eu estava falando como... E até não me dei conta, também, o Marcelo aqui da nossa comunicação, o Marcelo Oliveira, que eu definia como 453 ali, mas não, é a ERS-122. Nessa entrada, esse entorno ali do quilômetro zero, próximo à Churrascaria RS, até o viaduto torto ali. Então, esse trecho de grande movimento e a falta de barreiras de contenção tem contribuído muito para a gravidade dos acidentes registrados. Até pode passar, por favor? Então, aqui é uma notícia do nosso gabinete pedindo o guard rail em trecho de acidentes da ERS-122. Então, com a nossa divulgação, nós recebemos várias mensagens, vários apoiadores elogiando a nossa solicitação ao seu Luciano Faustino, o diretor geral do Daer. Há pouco tempo, um desses acidentes resultou na morte de uma senhora de 89 anos, não tem um mês ainda, que estava em um dos veículos envolvidos na colisão que também deixou ferida uma criança de apenas um ano e oito meses, que sobreviveu graças ao uso correto do cadeirote. Eu, enquanto bombeiro que fui, presenciei muitos, e infelizmente muitas vidas não foram salvas ou foram ceifadas por conta da violência no trânsito. E outros acidentes também foram registrados, que é o que mostra aqui, agora, no nosso telão, na mesma região, envolvendo colisões frontais e capotamentos, todos com algo em comum: a ausência de estrutura que impeça a invasão da pista, o guard rail. A instalação desse guard rail nesse ponto pode reduzir significativamente o risco de colisões. E eu acredito que devamos ter em vários outros pontos, não só da nossa cidade, das nossas rodovias, mas de outras cidades. Que é uma forma de evitar a colisão frontal, que é o grande causador de mortes no trânsito. Então, é uma medida simples, que é capaz de evitar tragédias em um trecho de alto risco. Então, o nosso pedido ao Daer foi simples, mas é urgente. Que sejam adotadas as medidas efetivas de segurança com a instalação do guard rail e a análise técnica de outros pontos críticos da rodovia. A ERS-122, hoje, é uma via importante, que liga a cidade de Caxias do Sul a outras regiões e precisa oferecer condições seguras para todos que nela trafegam, independente da cidade de origem. Então, essa via que a gente mostra esses acidentes ali, que pode ver, a colisão frontal é muito mais grave que um abalroamento, por exemplo, que pode ceifar a vida de pessoas, dos nossos moradores, ou sejam turistas ou trabalhadores. E a vida deve estar sempre em primeiro lugar, pois a vida é ainda é o nosso maior patrimônio. E quando o poder público age com responsabilidade e sensibilidade, e nós, dentro deste Legislativo, vereador Hiago, como o senhor traz hoje aqui também, a responsabilidade que nós temos para cuidar da segurança das nossas pessoas, ela é extremamente importante. Por isso que a gente não vê partido político quando se fala disso, seja esquerda, seja direita, seja centro. Nós temos que trabalhar em consonância para melhorar a qualidade de vida das pessoas. Nós não apenas evitamos acidentes com esse tipo de ação, como também salvamos vidas. Essa indicação, então, não é apenas um documento protocolado, é um pedido da comunidade, de todos que utilizam a ERS-122, por mais segurança, mais cuidado e mais respeito com quem circula por essa importante rodovia. Eu quero colocar ali também, nós fizemos, nesse mesmo trecho ali, fizemos uma visita. Eu quero agradecer e parabenizar por cada integrante desta Casa que trouxe, na semana passada, aquele entorno da Rótula Nélson Bazei. A vereadora Marisol trouxe, tiveram outros vereadores. Que é como eu estou falando. Ontem nós fomos lá visitar. Eu vou pedir para colocar o vídeo ali, muito rapidamente, para ver como é que está aquele trecho hoje. Que nós todos, em consonância, Legislativo com o Executivo, o prefeito Adiló, que cobrou do secretário de Trânsito Estadual, o Juvir Costella, com o Luciano Faustino, diretor geral do Daer, nós, integrantes desta Casa, mandamos inclusive pedidos para o Daer. Tu tens o vídeo ali? Pode passar? Que é um trecho muito importante, que tinha sido feito muito mal feita, na verdade, a colocação de asfalto naquele local ali.
VEREADOR CLÁUDIO LIBARDI (PCdoB): O senhor me permite um aparte?
VEREADOR TENENTE CRISTIANO BECKER DA SILVA (PRD): Claro que sim. Até que coloquem o vídeo ali pode, por favor, por gentileza.
VEREADOR CLÁUDIO LIBARDI (PCdoB): Obrigado pela gentileza. Vereador Cristiano Becker, eu queria fazer um agradecimento público ao senhor, que na semana passada levou uma demanda minha ao secretário Weber e foi prontamente atendida. Eu estive na praça, e eles me informaram que haviam comprado um colorau para pôr na água em razão da situação do chafariz. E fiquei muito feliz quando vi que a água tinha sido colocada com colorau, para garantir que não ficasse aquela situação que estava anteriormente disposta na nossa Feira do Livro. Sei do compromisso que o senhor tem no governo, embora nós, do PCdoB, sejamos de oposição, temos um respeito significativo pelo senhor em face do objetivo do senhor, que é solucionar os problemas do município. Então, o meu agradecimento público ao senhor e ao Weber, por ter solucionado aquele problema. Auxiliou muito na nossa Feira do Livro, que agora está muito mais bela do que estava anteriormente.
VEREADOR TENENTE CRISTIANO BECKER DA SILVA (PRD): Mas é isso que eu digo, vereador. Eu que agradeço a forma, a forma respeitosa com a qual o senhor trouxe aquele problema. E agradecer muito também ao secretário Weber, que prontamente já nos respondeu naquele mesmo momento, e eu já lhe dei o retorno. Foram lá e limparam.
VEREADOR HIAGO MORANDI (PL): Um aparte, vereador.
VEREADOR TENENTE CRISTIANO BECKER DA SILVA (PRD): Mas muito obrigado. Para ver a atuação do vereador dentro da nossa Caxias do Sul, é buscando solucionar os problemas, independente... É isso aí, vereador municipal. Independente de partido político. O senhor fez a cobrança muito respeitosamente. Muito respeitosamente pedimos para o secretário Weber. Então, agradeceu ao prefeito Adiló, agradeceu ao secretário Weber, que tem sido muito atuante. Cada vez que tem uma pauta, ele vem a esta Casa para trabalharmos juntos, para respondermos prontamente à nossa cidade. Tem que elogiar, né, vereador Dambrós? Quem pediu aparte? Vereador Hiago, por favor.
VEREADOR HIAGO MORANDI (PL): Parabenizar o senhor pelo trabalho. E é como o senhor falou, ali, os acidentes ou coisas assim, não vai ter partido ou cor, as pessoas ali que sofrem, não interessa de qual lado ou em quem elas votaram. Então, parabéns pelo senhor olhar um problema tão grande, que abrange um todo inteiro .Não é só um nicho de pessoas. Parabéns. E quem ganha é o povo também com um vereador que tem o currículo do senhor. Tem experiência já, tanto nos bombeiros como na polícia. Então o senhor sabe, tem um currículo, sabe o que falar e como falar. Tem experiência no caso, muito mais que eu, por exemplo. Então, quando tem um vereador mais completo assim, é bom. Quem ganha é o povo com uma pessoa qualificada. Parabéns por trazer esse tema tão importante. Muito obrigado.
VEREADOR TENENTE CRISTIANO BECKER DA SILVA (PRD): Obrigado, vereador Hiago. A gente tem debatido muitas pautas em consonância, muitas pautas juntos. E isso é para melhorar a cidade. É como eu falei, independente de partido político, sendo de oposição ou não. E é necessária a oposição para que uma cidade cresça, para que um prefeito cresça, para que secretários cresçam e a gente possa entregar melhores serviços à nossa cidade. Então, é para ver. É Executivo e Legislativo em consonância para cuidar da nossa Caxias. E, independente de partido político ou ideologias partidárias, juntos encontrar caminhos com coragem e determinação para tornar a nossa Caxias cada vez melhor e mais digna para se viver. Era isso. Ah, não, não. Eu tenho um vídeo que eu não passei, acabei me passando aqui. Tu pediu um aparte? Por favor. Hoje eu não coloquei rock, tá? Então, aqui conversando com o pessoal da Visate, ontem, que estava acompanhando as obras no entorno da Nelson Bazei, o pessoal da Encopav, que estava lá trabalhando, e eu vou mostrar ali, em um próximo momento, como estava ficando. O pessoal da Encopav, mesmo, sinalizando a rodovia, organizando o trânsito. Parabéns ao pessoal da Encopav e ao Luciano Faustino, que mandou essa equipe qualificada. Aqui a raspagem de um dos lados, e aqui o asfaltamento pronto. Agora vai ser feita a sinalização e pintura, por óbvio, né? Pronto, então, em todo o entorno da Rótula Nelson Bazei. Parabenizar e agradecer a equipe do Daer, ao Luciano Faustino, ao Juvir Costella, secretário estadual, e ao prefeito, por terem buscado, junto daquela secretaria, e a cada vereador desta Casa que juntos contribuíram solicitando ao governo do Estado a melhoria daquele entorno, que é a nossa entrada de Caxias do Sul. Era isso, senhor presidente e nobres colegas vereadores.
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VEREADOR ALEXANDRE BORTOLUZ - BORTOLA (PP): Senhora presidente, senhoras e senhores vereadores, bom dia a todos. Aqui eu trago um assunto, embora o vereador Dambrós sempre diga: “não, nós temos que se preocupar com as situações da cidade, com as obras da cidade”. Mas, também, nós temos que se preocupar com a população de Caxias, em específico. E quando eu digo isso, por que eu trago nesse sentido, o assunto? Porque a gente tem que se preocupar, também, com o bolso da população de Caxias. E quando a gente fala se preocupar do bolso da população de Caxias, a gente fala da taxação que o governo federal tentou implementar no bolso do povo brasileiro, no bolso do povo gaúcho, no bolso do povo caxiense. A derrota para o Lula ontem, vereador Fantinel, no Congresso, com o arquivamento da Medida Provisória n° 1.303/2025. E a gente sabe que, quando começa com 13, a gente sabe que coisa boa não é. Essa medida provisória veio para aumentar imposto, porque o governo tentou, lá atrás, com o aumento das alíquotas do IOF, mas recuou pela pressão do povo. Obrigado pela assessoria, vereador Hiago. Um dia depois do Impostômetro do Brasil bater três trilhões! Três trilhões em impostos de reais, ainda no início de outubro. Um recorde histórico de arrecadação. Aí vem um discursinho, né? "Ai, é para taxar o super-rico.” Que balela, taxar super-rico. Primeiro, é só uma dúvida. Quem recebe sítio e triplex em forma de propina de empreiteiro é super-rico para a esquerda? Só por curiosidade. Ou a esquerda tem ódio seletivo? Fica a pergunta aqui. Só odeia o rico que produz, né? Por isso do ódio seletivo. Só o rico que produz, que gera emprego, que gera renda, a esquerda odeia. O rico corrupto de estimação, passam pano para o rico corrupto. Mas, é assim, é do jogo. Segundo: a medida provisória previa, inicialmente, a taxação até dos LCI e dos LCA, vereador Fantinel. O país está cheio de pobre e classe média que coloca ali os seus 50, 100 pila para conseguir ganhar alguma coisinha e se proteger da inflação. Não estamos falando dos super-ricos. E para quem não sabe, LCI e LCA, Letra de Crédito Imobiliário, e aí uma área que o vereador Fantinel labuta tão bem, Letra de Crédito do Agronegócio. Quem investe nesses títulos — é meio que óbvio, mas é bom, o óbvio tem que ser dito — está girando esses mercados. É simples. Está dando emprego. Está gerando emprego do corretor de imóveis, está dando emprego para o trabalhador do campo, está ajudando o pequeno agricultor. E quando a gente fala em pequeno agricultor, a gente traz a questão da agricultura familiar, que é forte no nosso estado. Não são super-ricos. A propósito, o Governo Lula tenta empurrar mais taxação no agro. Também um dia depois de mais um agricultor, infelizmente, que foi falado na sessão de ontem, logo, um dia depois, que um agricultor tragicamente tirou sua vida. Ou em outras palavras, se suicidou. Tragicamente. No campo e na cidade as pessoas se matando por endividamento. E o que o governo faz? Mais taxa! Mais imposto! Parece que gosta de ver o povo, ou melhor, eles devem ter ódio de pessoa. Devem ter raiva das pessoas. Para estarem fazendo isso é tortura. Não tem mais o que fazer. “Ai, mas era para taxar as bets.” Sim, quem tirou o aumento das taxações das bets, foi o relator da matéria, o deputado Carlos Zarattini.
VEREADOR SANDRO FANTINEL (PL): Um aparte, verdade.
VEREADOR ALEXANDRE BORTOLUZ – BORTOLA (PP): De que partido? Partido dos Trabalhadores de São Paulo. Então, o que o governo quer é quebrar o pobre e a classe média com um imposto mesmo. Não tem nada de super-rico. Não tem! Isso é só conversa para boi dormir. É narrativa mentirosa da esquerda para o Lula arrecadar mais bilhões e bilhões do nosso dinheiro em ano eleitoral e torrar para ele mesmo e para a “Esbanja”. Seu aparte, vereador Fantinel.
VEREADOR SANDRO FANTINEL (PL): Vereador Bortola, eu também acompanhei e fiquei muito contente por ter sido derrubada essa medida provisória. E assim, a esquerda solidária, vereador, quer que todo mundo fique igual. Entende? Todo mundo tem que ser igual. Todo mundo tem que ter o mesmo direito, as mesmas possibilidades. Então, para que aconteça isso, tem que acabar com os ricos, aí todo mundo fica pobre. Então, é uma luta da categoria. Então, a gente fica muito feliz porque onde tem rico, tem emprego, onde tem emprego tem imposto, onde tem imposto tem saúde, segurança e educação. Então, essa luta é uma luta importante que a gente tem que levar sempre em frente. Não existe rico onde não tem pobre e não existe pobre onde não tem rico. Então, é uma coisa que vem desde o início dos tempos e isso deve perdurar, caso contrário, desestabiliza a sociedade. Obrigado.
VEREADOR ALEXANDRE BORTOLUZ – BORTOLA (PP): E para fechar, vereador Fantinel, para surpresa de zero pessoas, deputada petista de Caxias do Sul, Denise Pessôa, adivinhem o voto dela. Votou para arrombar o bolso dos caxienses e dos brasileiros.
VEREADOR CAPITÃO RAMON (PL): Me permite um aparte, vereador? Por favor.
VEREADOR ALEXANDRE BORTOLUZ – BORTOLA (PP): Votou para aumentar o imposto, não é? Diz defender o povo, defender o pobre e todo esse discursinho demagógico, do PT, está lá votando, está lá votando para derreter o bolso do brasileiro e, em especial do caxiense, que, em tese, ela representa a comunidade caxiense lá, não é? Seu aparte, vereador Capitão Ramon.
VEREADOR CAPITÃO RAMON (PL): Vereador Bortola, eu lhe parabenizo por trazer esse tema aqui para discussão. E eu queria ler uma notícia aqui a respeito disso. O Brasil arrecadou três trilhões, a maior marca da história do Brasil. Isso que nós não estamos próximos de dezembro. Ainda falta muito. A previsão é de atingir quatro trilhões, a maior arrecadação da história. E aqui diz o seguinte: "Segundo a ONU, esse valor de três trilhões, seria suficiente para acabar 85 vezes com a fome do mundo". Vejam só! Do mundo. E o Brasil não consegue acabar com a fome do próprio Brasil. Então, algo de errado não está certo. Obrigado por ter trazido esse tema.
VEREADOR ALEXANDRE BORTOLUZ – BORTOLA (PP): É o discursinho deles de terminar com a fome, mas só aumenta, só aumenta, só aumenta e aumenta também imposto e taxa e tudo isso.
VEREADOR HIAGO MORANDI (PL): Um aparte, vereador.
VEREADOR ALEXANDRE BORTOLUZ – BORTOLA (PP): Um aparte, vereador Hiago.
VEREADOR HIAGO MORANDI (PL): É aquele assunto, tem a curva de Laffer, já foi explicado, a gente cansa de explicar, os economistas cansam de falar, a gente vê Singapura, vê os países mais desenvolvidos como funciona e a gente sabe que o que eles estão tentando é o contrário. A gente já trabalha seis meses para pagar imposto nesse país, hoje a gente tem aquele lixo daquele pacto federativo, daquela parte que a gente manda mais para a União do que recebe, vereador Fantinel. Isso aí, nós seria uma Suíça aqui se a gente ficasse pelo menos com o nosso dinheiro, mas não. A gente manda para a União mandar para quem é governador ruim, para quem administra mal. Por exemplo, Bahia, Maranhão. Então, o cara manda para a União 6 bi e recebe 26. A gente manda 16 e recebe 6. Então, é uma balança errada. Eu sempre comento, sempre faço analogia. É como a mãe, o pai premiar o filho que vai mal na escola. Então, o filho foi mal, dá uma mesada para ele para ver se ele vai melhor e o que foi bem, tu não dá nada. Então, isso enquanto não tiver meritocracia no país, nos estados, infelizmente vai continuar assim. A gente tem que mexer no pacto federativo e com certeza mais imposto não vai resolver. O pessoal gosta de uma vingança de quem é um empresário, vamos atochar esse empresário, vamos dar imposto para ele. Como se o empresário não fosse repassar para quem é mais pobre. Vamos taxar o Luciano, o “véio da Havan”, vamos encher ele de impostos. Aí o liquidificador que a gente paga R$ 100,00, nós vamos pagar 129, e ele vai estar bem tranquilo. E se a gente atochar mais um pouco ele vai embora do Brasil, e aí vira uma Venezuela. Então, é isso aí Bortola, esse filme a gente já viu. Parabéns pelo tema que o senhor trouxe.
VEREADOR ALEXANDRE BORTOLUZ - BORTOLA (PP): Só para concluir, vereador Hiago. Só dizer o seguinte, deputada abre o olho que o ano que vem, ano eleitoral, vai botar os pés em Caxias do Sul, vai pedir voto nas ruas e vai pedir voto para o povo que ela está auxiliando, arrombar com o bolso do Caxiense, a tachar mais o Caxiense e o povo brasileiro. Então, abre o olho que o ano que vem tem eleições. Obrigado, presidente.
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VEREADOR CLÁUDIO LIBARDI (PCdoB): Muito obrigado, vereadora Marisol Santos. Meus cumprimentos a todos. Eu gosto de debater o orçamento público da União, não tenho nenhum problema em debater ele e jamais teria interesse aqui, em debater com o vereador Alexandre Bortoluz sobre isso. Só vou apresentar minhas considerações sobre o orçamento público da União. O senhor sabe do respeito que eu tenho pelo senhor e a divergência faz parte da política, não é nada pessoal. Primeira questão que eu queria tratar é a questão de quanto nós perdemos de arrecadação ontem ou quanto deixamos de cobrar de impostos, uma casa de R$ 36 bilhões. Capitão Ramon, o senhor sabe quanto custa a previdência pública dos militares e das filhas dos militares nesse Brasil no orçamento da União? 77 bilhões, Alexandre Bortoluz. Eu sou a favor de nós acabar com a previdência pública dos militares e reduzir o imposto de renda para que nós consigamos levar R$ 10.000,00 de isenção do imposto de renda. Acabar com o pensionamento dos militares e das filhas dos militares, que nesse Brasil não casam para receber pensão.
VEREADOR CAPITÃO RAMON (PL): Me permite um aparte vereador.
VEREADOR ZÉ DAMBRÓS (PSB): Um aparte senhor vereador.
VEREADOR ALEXANDRE BORTOLUZ - BORTOLA (PP): Também.
VEREADOR CLÁUDIO LIBARDI (PCdoB): Vamos conversar sobre isso. Vamos conversar.
VEREADOR CAPITÃO RAMON (PL): Me permite um aparte?
VEREADOR CLÁUDIO LIBARDI (PCdoB): De imediato, o senhor tem liberdade. Aqui é democracia.
VEREADOR CAPITÃO RAMON (PL): Perfeito. O senhor é advogado, doutor Cláudio Libardi. O senhor é advogado. Então, o senhor deve bem entender como funciona o direito. E aqui eu vou dar uma aula básica para o senhor. Eu vou dar uma aula básica para o senhor: Até o ano de 2001.
VEREADORA ANDRESSA MARQUES (PCdoB): Um aparte, vereador.
VEREADOR CAPITÃO RAMON (PL): Até o ano de 2001, eu vou ser breve. Até o ano de 2001 as filhas de militares recebiam pensão. Sim, no entanto, os militares contribuíam com 1,5% no salário ao longo da vida toda. Certo? No ano de 2001 todos os militares que lá estavam, eu não estava, porque eu entrei em 2017, não 2012, fizeram uma opção. Mantenham ou parem. Não, eles mantêm isso ou param. Alguns mantiveram, outros pararam. Ou seja, todos os militares que entram depois do ano de 2001 não tiveram mais a opção de ter esse benefício para suas filhas ou dependentes. Em partes, eu não concordo com esse benefício para elas. No entanto, é a lei. E o senhor, como bom entendedor da lei, sabe que às vezes o que a lei determina é o que está sendo determinado. Então, há de se seguir a lei. A lei, ela não retroage contra o réu. Então, a gente tem que ser correto nas palavras. Hoje tem uma umas filhas que recebem realmente essa pensão, que ao meu ver não deveriam receber, mas os pais delas contribuíram. É isso que a gente tem que deixar claro. Não foi de graça esse recebimento. Obrigado.
VEREADOR CLÁUDIO LIBARDI (PCdoB): Meu avô contribuiu com o Brasil a vida inteira também, e a minha mãe não recebe nada, Igor. Os militares são privilegiados no Brasil, essa é a verdade. Recebem muito mais que todo mundo para ficar numa taberna,
VEREADOR ZÉ DAMBRÓS (PSB): Um aparte, quando possível.
VEREADOR CLÁUDIO LIBARDI (PCdoB): Presidente, 2 trilhões de gás com a dívida pública da União, pagos ao Bradesco, ao Itaú, e aqui, Capitão Ramon, a concordância expressa do senhor contra esses 2 trilhões de gás. É inadmissível que nós tenhamos o dispêndio na União de 2 trilhões de gás. E ontem, o mal, o atraso, incorporado através do mandato do deputado Sóstenes declarou que a “esquerdalha” mama no Governo. Vereador Sandro Fantinel...
VEREADOR CAPITÃO RAMON (PL): Presidente, Questão de Ordem.
PRESIDENTE LUCAS CAREGNATO (PT): Pois não, vereador Ramon?
VEREADOR CAPITÃO RAMON (PL): Artigo 136. Eu gostaria que o vereador Cláudio Libardi se retificasse quanto ao termo que ele utilizou que todos os militares permanecem dentro de uma taberna. Eu acabei de consultar aqui e taberna, vereador Cláudio Libardi, é um bar ou boteco com vinhos. Então, se o senhor falou isso, eu vou entrar com uma ação contra o senhor. Obrigado.
PRESIDENTE LUCAS CAREGNATO (PT): Vereador Ramon, Capitão Ramon, só uma questão. Só um minutinho, só um minutinho. Em questão de – já vai. Em Questão de Ordem, o senhor está solicitando, se é o 136, parágrafo 1º o senhor está solicitando que ele retire dos Anais. É isso?
VEREADOR CAPITÃO RAMON (PL): Exatamente. Estou solicitando que retire dos Anais.
PRESIDENTE LUCAS CAREGNATO (PT): Obrigado, vereador. Com a palavra, vereador Cláudio Libardi, resposta da Questão de Ordem?
VEREADOR CLÁUDIO LIBARDI (PCdoB): Sim, eu vou responder da forma mais histórica possível. No direito romano, quando da instituição do juízo pretorial, a taberna era o local onde se encontravam os militares romanos, uma casa de madeira ou barro, que quando o juízo pretorial, que é aquele que se transfere de locais, precisava se mudar, se construía uma taberna para que o imperador e aqueles que eram seus súditos permanecessem no local. E esses súditos, servos do império romano e do seu exército.
PRESIDENTE LUCAS CAREGNATO (PT): Segue com a palavra, vereador Claudio Libardi.
VEREADOR CLÁUDIO LIBARDI (PCdoB): Eu mantenho. Na maior tranquilidade. Também de forma gratuita, não vou lhe cobrar nada para lhe explicar essa situação. Presidente, dois trilhões para a previdência para falar que a esquerda mama. Perdão, dois trilhões da União para a dívida pública para falar que a esquerda mama. Dois trilhões para o Itaú, para o Bradesco, para todos os ricos que compram o título público. Sabe quanto por cento do orçamento vai ser destinado para auxílios, vereador José Abreu? Duzentos bi. Cinco por cento da União. Cinco por cento do orçamento da União! Quando os ricos tomam 50, os pobres têm cinco. E quando os pobres querem ficar com seis, os ricos se levantam. E quanto ao pacto federativo, que eu tenho minhas divergências quanto ao modelo de pacto federativo, mas eu sou a favor de uma distribuição tributária justa. O Rio Grande do Sul encaminhou para a União 56 bilhões, vereador Sandro Fantinel. Sabe quanto recebeu? Oitenta e nove bilhões. Não foi o Maranhão, Zé Dambrós. Foi aqui, este local, que recebeu mais do que mandou. Porque o pacto federativo é assim, vereadora Andressa. Quando se há necessidade de investimento, se investe. Não é uma questão de incompetência. Eu sou de oposição ao governador Eduardo Leite, mas acho que, vamos combinar, o ano passado era um ano complexo para se governar o estado, complexo para governar o município, complexo para governar até uma Associação de Moradores de Bairro. Então, tinha que ter o investimento público nos moldes que nós tivemos. Quem toma o orçamento da União são os ricos, em 50%. Os pobres, Zé Dambrós, nem as migalhas pegam. Tenha a bondade.
VEREADOR ZÉ DAMBRÓS (PSB): Nobre colega...
VEREADORA ANDRESSA MARQUES (PCdoB): Um aparte, vereador.
VEREADOR ZÉ DAMBRÓS (PSB): Perdemos, com a retirada da tarifa das bets, mais de 35 bilhões. E quando falam da deputada Denise Pessôa, que votou para manter a MP, nossos colegas do PSB também, votaram certos. E quero dizer mais, nós não temos uma vírgula para falar da deputada Denise. Eu tenho falado com vários empresários, que inclusive são do PL, e que me dizem: "Caxias precisaria ter três deputadas Denise. Três!" Se nós olharmos quantas obras, quanto recurso já veio para Caxias? Então, o agro não pode ser queixar, nobre colega Fantinel, por que tiveram um Plano Safra gordo. O Brasil melhorou em todos os comparativos, o Brasil melhorou. Emprego, renda, crescimento econômico, salário mínimo. E lembrar, nobre colega, que nós tivemos um governo, quatro anos, que não mandou um real para Caxias. Eu vejo os colegas pesquisar, pesquisar, pesquisar, pesquisar. Parece que encontraram uma casa verde e amarela. Não encontraram. Então, nobre colega, fila do osso agora é fila da costela. Obrigado.
VEREADOR CLÁUDIO LIBARDI (PCdoB): Obrigado. Vereadora Andressa Marques.
VEREADORA ANDRESSA MARQUES (PCdoB): Vereador Libardi, privilégio nesse país quem tem, como o senhor bem colocou, são os militares. Privilégio neste país quem tem, como o senhor bem colocou, são os militares, privilégios neste país quem tem é o Judiciário quando aprova seus próprios super salários. Privilégio são os deputados que mudam as leis conforme aquilo que lhes convém. Quando a gente fala em pobre aqui, vereador Libardi, tem gente que acha que são as pessoas miseráveis. Nós temos que fazer a seguinte reflexão com o povo caxiense: você que recebe um salário, pode ser até um salário um pouco melhor do que a média, se você ficar um, dois, três meses sem salário, o que vai acontecer contigo e com a sua família? Você vai parar na rua. A maioria da população brasileira tem essas condições, vive de um salário. Os pequenos e médios comerciantes, os pequenos e médios agricultores. Aí, ontem, o Congresso, com um discurso de menos impostos, derrotou uma proposta que não era uma proposta boa para o governo Lula, era uma proposta boa para o povo. Mais uma vez, quem defende que tinha que derrubar a MP proposta pelo governo federal, é quem defende meia dúzia que, historicamente, foi privilegiado por esse país. Nós estamos falando aqui de 90% da população brasileira que carrega o país nas costas e que paga mais imposto. A maioria da população tem que pagar menos impostos, e os super-ricos tem que pagar mais. Derrotaram a taxação BBB, dos bilionários, dos bancos e das bets. Os deputados que fizeram isso apoiam meia dúzia, que foi quem financiou eles para estarem lá hoje votando contra o povo brasileiro. Obrigado, vereador Cláudio Libardi.
VEREADOR CLÁUDIO LIBARDI (PCdoB): E para finalizar, presidente, eu acho que não é uma questão, Zé Dambrós, de esquerda e direita, isso aqui. É, simplesmente, uma questão de justiça social. Tem gente na esquerda que é contra a aposentadoria dos militares. Tem gente na direita que é contra a aposentadoria dos militares. E o orçamento da União ser de quatro trilhões e 50% dele ir para os bancos, o cara não precisa ser um esquerdista igual a mim para defender isso, tchê. Não é possível que os bancos assaltem o orçamento da União. É a mesma coisa que o nosso orçamento daqui, dois bilhões. Imagina se um bilhão nós tivéssemos que pagar para o Banrisul, Vereador Sandro Fantinel, o que estava virada essa cidade? A União cobra imposto para caramba? Cobra. Agora, não é para botar em serviço essencial. Que tem muitos serviços que a gente entende como necessários aqui, e a gente tem que ficar cobrando e não tem dinheiro. Cobra para entregar de bandeja para bilionário que é dono de título público.
VEREADORA ESTELA BALARDIN (PT): Um aparte?
VEREADOR CLÁUDIO LIBARDI (PCdoB): De imediato.
VEREADORA ESTELA BALARDIN (PT): Muito obrigada. Eu acho que é importante a gente observar a realidade dos fatos, e não aquilo que a gente inventa da nossa cabeça ou que a gente mesmo elabora, mas aquilo que é concreto. A proposta é taxar em 27% pessoas que ganham mais de R$ 50.000 por mês. Os Estados Unidos, atualmente, que é muito citado, que é muito louvado pelos patriotas, entre aspas, cobra 37%. A Alemanha cobra 45%. A França cobra 45%. Somos o país que menos taxa os super-ricos. Então, o que a gente está falando aqui não é ataque de visão da população, é justiça tributária.
VEREADOR CLÁUDIO LIBARDI (PCdoB): Perfeito. Obrigado, vereadora Andressa. Perdão. Obrigado, vereadora Estela. E que sigamos, assim, em rumo de paz, no final de semana. Obrigado, presidente.
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VEREADOR ZÉ DAMBRÓS (PSB): Senhor presidente, quero falar de alegria, quero falar de turismo, quero falar de empreendedorismo. Quero falar de coisas boas da nossa cidade, porque, ontem, protocolei nesta Casa a concessão do Prêmio Caxias ao empresário Edson Tomiello, carinhosamente conhecido por Trovão. Todo mundo conhece o Trovão, né? Que é natural de Ana Rech, e sua trajetória foi muito reconhecida na indústria da nossa cidade. Mas é uma trajetória de empreendedorismo e merece o reconhecimento desta Casa, porque, com a idealização da Villa Dei Troni, merece muito mais nosso reconhecimento. E vejam, é no coração de Ana Rech, mostrando que nossos bairros podem ser desenvolvidos com o turismo também. O espaço, amanhã, será inaugurado. E domingo, abrem as portas, então, para todos os visitantes. E são mais de 25 hectares. Eu visitei muitas vezes o Edson Tomiello, e ele dizia: "Aqui, nessas parreiras, que tem mais de 100 anos, eu quero que os turistas andem de carretão. E quero ver as nonas fazendo cestas e eu quero ver os turistas conhecendo de onde, realmente, nós viemos”. É um parque temático, histórico e cultural. Verdadeiro tributo à Imigração Italiana, ao tropeirismo, recriando o cotidiano comunitário no final do século XIX. Nós fizemos, em 2022, uma visita legislativa, quando a presidente era Denise Pessôa. Foi na Casa de Pedra o almoço, uma casa construída, há mais de 100 anos, por nossos avós. Porque o avô do Edson Tomiello é irmão do meu avô. O avô do Edson Tomiello é irmão do meu avô Anselmo Tomiello.
VEREADOR HIAGO MORANDI (PL): Um aparte, vereador?
VEREADOR ZÉ DAMBRÓS (PSB): Então, o espaço vai ter capela, coreto, bodega, casa da nonna, armazém, serraria, olaria, casa de vime, integrando a gastronomia, a arte e a fé. Trata-se de um projeto visionário que promove o resgate da memória coletiva, valoriza a identidade cultural caxiense e oferece à comunidade um legado educativo, turístico, econômico e emocional. Ou seja, nós vamos valorizar ainda mais o nosso passado. Mais do que um empreendedorismo turístico, a Villa Dei Troni é um presente a Caxias do Sul. É uma viagem ao passado! E eu quero dizer aos senhores que nós vamos ter gravação de novela na Villa Dei Troni. Então, com certeza, vai gerar emprego, renda, visibilidade para a Ana Rech, descentralizando o desenvolvimento e mostrando que grandes projetos também nascem nos bairros. Esse empreendimento será um marco na história de Caxias, consolidando ainda mais como um polo cultural onde a indústria e a memória andam juntas. Parabéns, Trovão. Pela ousadia, pelo pioneirismo e por continuar acreditando e investindo em nossa cidade. Homens como você nos lembram que o verdadeiro progresso nasce do orgulho de nossas raízes e da coragem de sonhar grande. Vou passar o aparte, porque depois eu quero valorizar, também, o trabalho do secretário Felipe Gremelmaier no Turismo. Então, seu aparte, Hiago Morandi.
VEREADOR HIAGO MORANDI (PL): Parabéns, vereador. Só passando para agradecer. Estava na hora de alguém falar sobre esse assunto e parabenizar essa pessoa. Então, parabéns por ter essa iniciativa. Esse tema que é tão bom para nós. Um tema que fala não só da imigração, mas reverbera a nossa cultura italiana. Isso é muito importante para movimentar a cultura, o turismo. E, mais uma vez, uma pessoa, uma espécie de parceria público-privada, né? A prefeitura ajudando como consegue e o empresário movimentando a economia local. Então, parabéns pelo tema, por dar importância e trazer aqui, para a Casa Legislativa, esse tema tão importante, que vai movimentar não só na região, mas toda Caxias. Muito obrigado.
VEREADOR ZÉ DAMBRÓS (PSB): Obrigado, meu colega. E a nossa ideia é que a gente faça a entrega do prêmio lá, com almoço, com alegria, com música, com festa, porque, realmente, é um sonho para a nossa cidade que se tornou realidade. Nosso colega Felipe, que tive a alegria de sentar ao lado dele aí, Andressa Mallmann, por muitos anos, que é um grande conhecedor de turismo e que, somente neste ano, já participou de mais de 20 feiras e eventos turísticos nacionais e internacionais, levando o nome da nossa cidade para o Brasil e para o mundo, abrindo portas, fortalecendo nossa imagem como destino cultural e turístico. A Secretaria de Turismo modernizou sua presença digital. Como melhorou, graças a algumas mudanças na secretaria, repaginando suas redes sociais. É um trabalho fundamental, que tem contribuído diretamente para o resgate e fortalecimento do turismo caxiense, criando um ambiente favorável para iniciativas como a Villa Dei Troni prosperarem. Então, que bom que o Felipe está abrindo muitas portas, que bom que o Felipe é um grande conhecedor do turismo. E Caxias já está sendo reconhecida de uma forma muito melhor. E, falando em turismo, quero repercutir aqui a vinda, também, do ministro. O ministro de Porto e Aeroportos, Silvio Costa Filho, que vai vir a Caxias e que tem sua vinda prevista para o dia 16 de outubro, quinta-feira, a próxima. E com certeza irá anunciar investimentos para trazer boas notícias à nossa cidade.
VEREADOR CLÁUDIO LIBARDI (PCdoB): O senhor me permite um aparte, Zé Dambrós?
VEREADOR ZÉ DAMBRÓS (PSB): Pois não, de imediato.
VEREADOR CLÁUDIO LIBARDI (PCdoB): Eu tive a oportunidade de estar acompanhando a deputada federal Denise Pessôa em uma visita ao presidente da Infraero, e naquela data foi feita uma cobrança muito forte ao ministro Silvio Costa Filho, para que nós pudéssemos ter a instalação do nosso aeroporto aqui. Então, bom, a Infraero tem disposição em promover a instalação do aeroporto e aqui eu só queria tratar, com clareza, que tem gente por aí defendendo que esse aeroporto, esse dinheirão todo tem que ser entregue para Fraport. Na primeira chuva que dá, a Fraport sai correndo, Zé Dambrós. (Risos) Como fez em Porto Alegre, deixa todo mundo ilhado aqui. Então, nós entendemos que não deve ser entregue nenhum centavo para Fraport. Obrigado.
VEREADOR ZÉ DAMBRÓS (PSB): Senhor presidente, então, amanhã inauguramos a Villa Dei Troni. E eu estou muito feliz de poder, daqui uns dias, fazer a entrega, então, do Prêmio Caxias ao idealizador, ao Edson Tomiello, um grande visionário e que eu fiz muitas visitas na construção lá, aqueles restaurantes grandes, a Capela. “Olha, aqui tem que ter o Coreto. Porque aqui eu quero música italiana, aqui eu quero alegria.”
VEREADOR CALEBE GARBIN (PP): Peço um aparte, se possível.
VEREADOR ZÉ DAMBRÓS (PSB): Então, o Edson, realmente, tem uma veia porque acreditou e com certeza vai ser reconhecido no mundo inteiro. Seu aparte, Calebe.
VEREADOR CALEBE GARBIN (PP): Vereador Dambrós, bom dia. Só deixar registrado a minha ausência: eu estava no café com líderes e pastores do [ininteligível], aqui da sede de Caxias do Sul.
VEREADOR ZÉ DAMBRÓS (PSB): Não, presidente... Ah tá.
VEREADOR CALEBE GARBIN (PP): Em razão disso, mas não. Aproveitando o aparte, saudar os colegas com um bom dia, e dizer que... Lhe parabenizar pela propositura da homenagem ao Edson Tomiello, Trovão, que inclusive foi o responsável por assinar pela primeira vez a minha carteira de trabalho. Eu fui cotista do Senai Mecatrônica, que na época quem me oportunizou foi a Neobus – San Marino, que até então era uma empresa dele. Então, fica registrado aqui minha gratidão, tive a oportunidade de falar, pessoalmente, isso ao Trovão, agora esse ano, quando ele falou sobre a Villa Dei Troni. É um grande visionário da nossa cidade, empreendedor, um homem que tem, realmente, lutado para que Caxias alcance um nível mais elevado, não é? E a gente precisa valorizar quem faz essa cidade crescer. Então, parabéns pela sua iniciativa em propor essa justa homenagem ao Edson Tomiello, querido Trovão.
VEREADOR ZÉ DAMBRÓS (PSB): Obrigado. Bom, quero, para finalizar, desejar um bom domingo a todos. Eu como sou devoto à Nossa Senhora Aparecida, domingo é um dia muito importante, não é? Eu, Andressa, eu fui à Aparecida de ônibus, 16 horas de viagem. E vou de novo ano que vem. E te digo mais, para agradecer, sempre agradecendo. E te digo mais, vou cantando “Mãezinha do Céu” no mínimo uns 500 km, tá? Que é a única que eu sei. Mas enfim, domingo desejo que Nossa Senhora Aparecida abençoe a todos e que nós tenhamos um bom domingo. Obrigado, senhor presidente.
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VEREADOR CAPITÃO RAMON (PL): Senhor presidente, nobres colegas aqui presentes, mais uma vez bom dia. O Brasil foi mês passado para ONU e eu gostaria de falar aqui a respeito de uma coisa muito relevante que foi feita na ONU. Que foram os gastos do Governo Federal: meus amigos, o Governo Federal gastou cerca de R$ 4,31 milhões, para ficar três dias na ONU. Três dias. Quatro vírgula trinta e um  milhões de reais.
VEREADOR HIAGO MORANDI (PL): Um aparte, vereador.
VEREADOR CAPITÃO RAMON (PL): Eu acredito que a senhora, dona Maria, o senhor, seu João...
VEREADOR HIAGO MORANDI (PL): Peço um aparte, vereador.
VEREADOR CAPITÃO RAMON (PL): Nem devem saber o que é isso. Mas o Governo Federal gastou isso em três dias, para levar 110 pessoas. Isso dá o quê? Cerca de R$ 39.000, por pessoa, ou ainda R$ 13.000, para cada pessoa, por dia. A senhora sabe quanto que é esse dinheiro? Pois é, o Governo Brasileiro gastou indo para a ONU, no mês passado. Pois não, vereador Hiago?
VEREADOR HIAGO MORANDI (PL): Obrigado, vereador Capitão. Eu só queria dizer para o Cláudio que ele continue lutando contra a taxação dos super-ricos, a favor da taxação, e que ele também continue lutando contra bancários. (Manifestação sem uso do microfone) Banqueiros. Perdão. Obrigado, vereadora Andressa. Aqui eu tenho o Antagonista: Herdeira do Itaú é a segunda maior doadora individual da campanha de Lula. Irmã de um dos integrantes do Conselho Administrativo do Banco Itaú, Beatriz, é a segunda maior doadora individual. Pois é, eu defendo que ela não seja taxada. Por mais que ela é uma Petista e tem muitos interesses. Também queria dizer para o vereador Cláudio se juntar nessa luta. Eu até me junto na luta de defender, tirar alguns privilégios do militares com o senhor, mas o senhor se juntar na luta de nós defender o PIX cada vez mais que tirou bilhões, cerca de 20 bi, se eu não me engano, graças à implementação, tirou esse dinheiro dos bancos, tirou de TED, de roubalheira que os bancos faziam, que são meia dúzia de bancos que a gente fica na mão aqui no Brasil, infelizmente, por mim teria um em cada esquina, mas o Estado não deixa de ter maior regulamentação, então, a gente fica na mão de meia dúzia de vagabundo, para mim, porque é só acompanhar a quantia de processo referente ao sistema bancário. Eu tenho problema com banco que sempre tive e é igual operadora de telefonia. Então, para mim, quanto mais problemas eles tiverem é melhor. E um dos problemas foi a questão do PIX, essa implementação. Tirou muito dinheiro deles e democratizou o negócio. Então, se junta com nós nessa luta. Muito obrigado, vereador Capitão.
VEREADOR CAPITÃO RAMON (PL): Obrigado, vereador Hiago Morandi.
VEREADORA ANDRESSA MARQUES (PCdoB): Um aparte, vereador Ramon.
VEREADOR CAPITÃO RAMON (PL): Já lhe concedo, colega.
VEREADOR CLÁUDIO LIBARDI (PCdoB): Um aparte, por gentileza.
VEREADOR CAPITÃO RAMON (PL): No Brasil, você paga imposto sobre o que você ganha, você paga imposto sobre o que você gasta, você paga imposto sobre os bens que você tem. E ainda no final você paga imposto sobre os bens que você conquistou ao longo da sua vida. Os seus herdeiros vão pagar. Sabe por que a senhora não consegue comprar um carro zero, dona Maria? Porque cerca de 50% do valor do carro zero são de impostos, impostos. É por causa disso que a senhora não consegue comprar um carro zero. É por causa disso. O governo só arrecada. Sabe um cidadão que atualmente está na presidência da república, dona Maria, sabe quanto que ele gastou até hoje? Vou passar os dados para a senhora aqui.
VEREADOR SANDRO FANTINEL (PL): Peço um aparte, vereador.
VEREADOR CAPITÃO RAMON (PL): Em 2024, Lula e a “Esbanja” gastaram cerca de 3,58 bilhões de reais com passagens e diárias. Em 2023, gastaram 65,9 milhões de reais. Há estimativas que, desde que o atual mandatário assumiu até hoje, foram gastos mais de cinco bilhões de reais com viagens. E o que isso trouxe para o Brasil? Nada. O presidente passa mais fora do que dentro do Brasil. Vereador Calebe Garbin, esses dias nós estávamos falando: “semana que vem o Lula vai estar no Brasil”, porque ele nunca está no Brasil. Ele está sempre fora, em outros países. O que isso traz? E aquele discurso: "O Brasil é dos brasileiros". Eu não sei para quem. Porque os brasileiros que precisam, não têm. Quem precisa daquele recurso, não está tendo. A pessoa não consegue comprar as coisas porque o governo morde. Cada vez ele morde mais. E aí, os meus colegas aqui, comunistas, dizem que tem que taxar os super-ricos. Eu vou perguntar uma coisa para vocês: quando aumenta o petróleo, o que acontece com os postos de combustível? Eles guardam o aumento ou eles aumentam o preço da gasolina? Quem paga? Quem que paga? É a dona Maria. Ela que ela que paga. O ônibus da Visate, ele anda de quê? De vento? Como a Dilma queria estocar vento? Não. Ele precisa de combustível. Quando o combustível aumenta, a Visate aumenta o preço, a prefeitura aumenta o preço. Isso é lógica! Eles dizem, nesse mundo de Nárnia, que se aumentar dos ricos vai sobrar mais a população. Meu amigo, se aumentar, eles vão aumentar. Vai reduzir salário. Então, não tem lógica. O meu colega Cláudio Libardi comentou um dia comigo: "Capitão Ramon, eu pago 4% de imposto". Eu falei: Olha meu colega, eu pago 27,5 de imposto. Faz o seguinte: Faz uma DARF ou uma GRU e doa para a nação. Até hoje eu não vi a DARF, se ele faz. Então, vê a diferença de taxação?
VEREADOR CLÁUDIO LIBARDI (PCdoB): Me permite um aparte, por gentileza?
VEREADOR CAPITÃO RAMON (PL): Se, mensalmente, faz uma contribuição, doa para APAE, doa para alguma instituição de caridade da cidade, faz uma contribuição. Se pelo menos igualar aquilo que eu pago de imposto, estamos jogando em campos iguais. Mas, se paga menos imposto, aí não adianta. Não queira competir comigo nessa situação. Continuando. Só um minutinho. Eu tenho que conceder um aparte para o Calebe e para a Estela. Só um minutinho, eu estou controlando aqui. E o Governo Lula, antigamente, a culpa era do Roberto Campos Neto. A culpa era do Roberto Campos Neto! Eu ouvi a Gleice falar: "Não, a culpa é dele! A culpa é dele, os juros estão altos porque a culpa é dele!" Aí, agora, é o tal do Gabriel Galípolo, que é o presidente do Banco Central. Pelo menos uma vez, vereador Cláudio Libardi, o Brasil está na ponta. Está na ponta dos juros. Somos a segunda maior taxação de juros do mundo! Olha que maravilha. O Brasil está no alto. Só que está no auge às avessas. Eu já tinha ouvido isso. Nós somos o país das avessas. Pois não, vereador?
VEREADOR CALEBE GARBIN (PP): Vereador Capitão Ramon, é um descompasso o Governo Federal, não é? Enquanto o mundo caminha para tentar encontrar soluções econômicas, o Brasil está preso em uma guerra fria constante. Por exemplo, matéria, quem diria, não é? Da Míriam Leitão. Pasmem, colegas. Inadimplência bate recorde percentual de famílias que não tem condições de pagar suas dívidas. É o maior desde 2010. Quem que era o presidente em 2010? Tique-taque, tique-taque. PT era o presidente em 2010. Eles apresentam soluções para problemas que, há mais ou menos 25 anos, eles vêm criando. Mas a culpa é do Bolsonaro, que está até preso agora. O dia que o Bolsonaro partir dessa para uma melhor, eles ainda vão culpar o Bolsonaro. Vão dizer: "Não, a culpa é do Bolsonaro que faleceu há 30, 40 anos". Eles estão presos ainda nesse mito, nessa lenda. O Governo Federal, neste ano, já aumentou... Ou melhor, neste mandato já aumentou 27 vezes os impostos. Em 2023, foram 11; em 2024, foram oito; em 2025, foram sete e em 2026 já tem previsão de aumento, também, de imposto. São três trilhões de reais que já foram arrecadados. É só entrar, dar um Google, ‘Impostômetro’. Essa semana bateu três trilhões. O problema não é arrecadatório, o problema é administrativo. Colocou o Fernando Haddad, que se orgulha de ter dito que estudou um semestre de economia para ser o quê? Ministro da Fazenda, a pasta mais técnica de um país. Aí vem arrotar que tem que taxar super-rico. Taxa o super-rico e vai acontecer o que eu falei ontem. O produtor do agro não está mais querendo produzir no Brasil e exportar com taxação dos Estados Unidos. Que eu sou contra a taxação, diga-se de passagem, porque já falei nesta tribuna. Ele faz o quê? Ele cruza a fronteira da Argentina, vai lá e exporta em taxa zero. É simples, o capital fica onde é respeitado. O Lula é igual aquele irmão mais novo. Faz as burradas e bota a culpa no irmão mais velho. É assim. Ele faz oposição a ele mesmo. Ontem, eu estava falando aqui da oposição no município, e no Governo Federal não é diferente. São quase aqueles quatro vezes o Homens-Aranha, um apontando o dedo para o outro. “Não, a culpa é tua, a culpa é tua, a culpa é tua, a culpa é tua.” Esse é o contexto do Governo Lula. Não consegue assumir responsabilidade, está derretendo, naufragando e agora precisa o quê? Judicializar no STF para tentar derrubar aquilo que o Congresso faz. Porque nem o Congresso não respeita mais. Obrigado.
VEREADOR CAPITÃO RAMON (PL): Vereador Cláudio, pois não? O senhor tem 15 segundos.
VEREADOR CLÁUDIO LIBARDI (PCdoB): Obrigado pela gentileza. Eu vou usar 15 segundos. O senhor sabe que, acredito eu que eu pago todos os impostos em dia, não é vereador Capitão Ramon? E eu já faço muito, porque eu não recebo nada de aposentadoria da União. O senhor recebe. Então, se a gente for botar na balança quem custa mais ao serviço público ou ao erário, com certeza, é o senhor. Obrigado pela gentileza.
VEREADOR CAPITÃO RAMON (PL): Obrigado, vereador. Obrigado. Se o senhor passar em um concurso público, o senhor também vai fazer jus. Estão ali as provas para o senhor fazer. Fique à vontade. Para concluir, senhor presidente...
VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Uma Declaração de Líder à bancada do PT.
VEREADOR CAPITÃO RAMON (PL): Para concluir, o Paraguai, que é um país do lado, recebeu diversas famílias que saíram do Brasil, porque aqui eles não aguentam mais ficar. Foram aqui para o lado, no nosso país vizinho. E estão gerando impostos, e o Brasil perdendo esses impostos. Obrigado, presidente.
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VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Obrigado a quem nos preside, vereadora Andressa Mallmann. De imediato, seu aparte, vereadora Andressa Marques.
VEREADORA ANDRESSA MARQUES (PCdoB): Vereador Lucas, eu ouvi muita gente, no ano passado, falando que se o Bolsonaro perdesse a eleição ia sair do Brasil. Eu estou aguardando. Não vi, infelizmente, muita gente saindo, que gostaria que saísse. Vão para o seu país de estimação, Estados Unidos, depois nos digam como é lindo o paraíso norte-americano, que não existe, só existe na cabeça dos patriotas da Shopee. Mas eu queria dizer que eu não entendi, aqui, o raciocínio do vereador Ramon. Vereador Ramon, o que o senhor falou da dona Maria e do Seu João, é a mesma coisa que a gente fala. Nós estamos falando para 90% da população. Infelizmente, os deputados que derrotaram a medida provisória...
VEREADOR CLÁUDIO LIBARDI (PCdoB): Uma Questão de Ordem, presidente.
PRESIDENTE ANDRESSA MALLMANN (PDT): De imediato, vereador. O que seria? Qual seria o artigo?
VEREADOR CLÁUDIO LIBARDI (PCdoB): Eu vou lhe requerer, em acordo com o artigo 209, inciso II, que mantenha a paz e não o caos que o vereador Ramon tenta implementar na sessão, por gentileza.
PRESIDENTE ANDRESSA MALLMANN (PDT): Por favor, vereador Capitão Ramon. Segue o tempo.
VEREADORA ANDRESSA MARQUES (PCdoB): Só para finalizar, senhora presidente, tem gente que não consegue...
VEREADOR CAPITÃO RAMON (PL): Questão de Ordem, presidente.
VEREADORA ANDRESSA MARQUES (PCdoB): Tem gente que não consegue ouvir, não é vereador Lucas? É inacreditável.
PRESIDENTE ANDRESSA MALLMANN (PDT): O que seria, vereador Capitão Ramon?
VEREADOR CAPITÃO RAMON (PL): Artigo 136, que, no caso, a vereadora adjetivou os patriotas da Shopee. Eu gostaria que ela retirasse dos Anais. Obrigado.
PRESIDENTE ANDRESSA MALLMANN (PDT): Qual seria o artigo?
VEREADOR CAPITÃO RAMON (PL): Cento e trinta e seis.
PRESIDENTE ANDRESSA MALLMANN (PDT): Parágrafo I?
VEREADOR CAPITÃO RAMON (PL): Sim.
PRESIDENTE ANDRESSA MALLMANN (PDT): Vereadora Andressa Marques, a senhora retira dos Anais?
VEREADORA ANDRESSA MARQUES (PCdoB): Não! Se o chapéu serviu, use, vereador Ramon. Se o senhor se sentiu ofendido com esse termo é porque, de certo, o senhor é um patriota da Shopee. Para finalizar, senhora presidente, eu queria dizer que nós estamos falando, aqui, para 90% da população brasileira. Utilizam o discurso de que a maioria da população paga muito imposto. Isso é verdade. Nós estamos aqui falando que a minoria que não paga tem que pagar. E aí vem aqui um vereador da direita distorcer totalmente o discurso para enganar a população caxiense. Pesquise, veja que nós estamos falando dos privilegiados, historicamente, pagar imposto. Você, maioria da população, 90% dos trabalhadores...
PRESIDENTE ANDRESSA MALLMANN (PDT): Vereadora Andressa Marques...
VEREADORA ANDRESSA MARQUES (PCdoB): Sustentam esse país nos ombros e é isso que a gente não quer mais. Obrigada, vereador Lucas.
PRESIDENTE ANDRESSA MALLMANN (PDT): Segue vereador Lucas, da tribuna.
VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Obrigado, vereadora Andressa Marques. Eu quero destacar aqui que a turma, os colegas...
VEREADORA ANDRESSA MARQUES (PCdoB): Questão de Ordem, senhora presidente.
PRESIDENTE ANDRESSA MALLMANN (PDT): Segure o tempo do vereador. Qual artigo, vereadora Andressa Marques?
VEREADORA ANDRESSA MARQUES (PCdoB): Artigo 195, vereador Ramon, eu quero que o senhor explique o que o senhor estava me dizendo fora do microfone.
PRESIDENTE ANDRESSA MALLMANN (PDT): Vereador Capitão Ramon?
VEREADOR CAPITÃO RAMON (PL): Vereadora, calma! Calma, que senão a senhora vai ter um ataque do coração. A senhora está gritando. Calma. Calma.
VEREADORA ANDRESSA MARQUES (PCdoB): Vereador Ramon, não vai ser nem o senhor... Quantas vezes eu vou ter que dizer que não vai ser o senhor nem ninguém que vai dizer como que eu vou falar? É eu que decido aqui, presidente Lucas, pelo amor. As pessoas tem que aprender a respeitar quando a gente fala, quando a gente ouve.
PRESIDENTE ANDRESSA MALLMANN (PDT): Eu suspenso a sessão. Eu suspenso a sessão.
(Sessão Suspensa)
PRESIDENTE ANDRESSA MALLMANN (PDT): Continuando, da tribuna, vereador Lucas Caregnato.
VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Então, bom, nós estamos aqui, eu quero entrar no assunto, os colegas da direita estão provocando esse debate. Vereadora Daiane, eu comecei o dia triste. Hoje, para mim, é um dia meio difícil, em razão de que, na correria, às vezes, da vida de vereador, de parlamentar, às vezes a gente falha com os filhos. E hoje, na escolinha do Miguel, era o dia do brinquedo, tinha que levar o brinquedo e eu acabei esquecendo de levar o brinquedo. Ele chorou, mas a gente conseguiu contornar, enfim. Um dia, talvez, ele escute essa sessão. E a vida, às vezes, é tão corrida que a gente falha com os nossos. Mas, corrigindo esse momento que aconteceu nessa manhã corrida, eu quero entrar no tema, e eu não sou de me acoerar. E o que está posto aqui, cidadão caxiense, é que os colegas vereadores, e eu tenho escutado, não consigo atuar tanto na fala em razão da presidência, mas o que se colocou aqui são manifestações dos colegas contrários à taxação dos super-ricos. Esses colegas que diziam que o Brasil ia virar uma Venezuela, que ia acabar o país. E eu pergunto ao cidadão e cidadã caxiense, quanto custa a gasolina hoje? Está mais cara a gasolina agora ou no Governo Bolsonaro? Digam para mim. O arroz está mais caro ou está mais barato? A carne, em geral, está mais cara ou está mais barata? Então, o problema dos colegas da direita, primeiro, que tem uns que não conhecem muito a cidade, tem que andar de GPS. Jack, se tu falar em Pantanal, eles vão comprar, vão na Decolar, que tem uns aqui com o seu cartão black, vão ter que entrar na Decolar para achar que o Pantanal é no Centro-Oeste. Não sabem que tem Pantanal aqui. Primeiro, uns vão ter que ir de GPS. Chapa, então, eles vão achar que é no dentista, porque eles não conhecem, vereador Dambrós. Bom, se falar no Portal da Maestra, é capaz de eles acharem o portal perto da UAB, porque eles não sabem onde é que é o Portal, ou o Portal da São Leopoldo. Portal da Maestra, não sabem onde que é. Então, esses são os colegas que estão defendendo os super-ricos. Colegas que fazem consignados para comprarem os seus carros, porque, talvez, acham que são ricos e não são. Nós somos trabalhadores, somos proletários, vereadores de Caxias. Eu tenho uma formação política na esquerda, e não adianta ficar brabo. Estão brabos, aqui, gente! A turma de casa não percebe, ficam brabos, brabos, brabos, e enlouquecem, quase, fora dos microfones. Mas, faz parte, eu até fico feliz. Se estão brabos, é porque nós estamos no caminho certo. Bom, nós defendemos justiça tributária, ponto. Eu acho, vejam, professora e professor que compram o Sandero, professora e professor que compram o Kwid, você tem que pagar um montão de imposto. Mas, o bilionário que compra jatinho, jet ski e helicóptero não paga imposto. É disso que nós estamos falando também! Então, nós defendemos que os super-ricos paguem impostos e paguem mais. Porque um trabalhador pagava 27, uma professora. Agora, o Governo Lula, e eles estão brabos porque vão perder a eleição, vereadora Andressa. Vai ser o tetra. Nós conquistamos o tetra no passado, e vamos conquistar o tetra com o Lula. Não tem, não tem! Estão bravos e estão aqui, continuam chorando no plenário. Falavam dos ex-presidiários: “Eu não tenho ex-presidiário”. Vão ter um presidiário logo mais. É da vida e da democracia. Só que vocês vão ter que ser coerentes com o que vocês falavam.
VEREADOR CLÁUDIO LIBARDI (PCdoB): Um aparte.
VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Para concluir o meu raciocínio, a esquerda defende que super-ricos sejam taxados. Defendo sim! A meia dúzia de super-ricos de Caxias tem que pagar mais imposto. Sabe para que, vereador Dambrós? Para que o prefeito Adiló possa fazer mais política pública de habitação, para que tenham mais UBS. É para isso que a gente defende, que a meias dúzia de ricos paguem mais imposto para que tenha mais política de assistência social para os que têm menos. É isso, é disso que nós estamos falando. Para a senhora e para o senhor que estão nos ouvindo, é disso que nós estamos falando. E tem uns colegas que estão dizendo que os super-ricos vão ter que fugir do Brasil. PT saudações! PT saudações! Paraguai, Venezuela, pode ir para os Estados Unidos!
VEREADOR CAPITÃO RAMON (PL): Peço um aparte.
VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Podem ir para os Estados Unidos. Só que é difícil entrar, tá? Lá nos Estados Unidos, é difícil entrar, inclusive os super-ricos. Então, eu concluo essa minha humilde contribuição neste debate, com respeito e tranquilidade com os meus colegas que estão brabos. Inclusive, tem até Waze agora. Para quem não se localiza bem na cidade, pode botar quando tem que ir para um bairro, bota ali no Waze, conhece os mais pobres, que tem gente que não conhece. As escolas, também, bota no Waze, leva nas escolas e tudo certo. Mas nós seguimos defendendo o que acreditamos que é a justiça tributária. Seu aparte, vereador doutor Cláudio Libardi.
VEREADOR CLÁUDIO LIBARDI (PCdoB): Obrigado pela gentileza. O único doutor nesta Casa é V. Exa. Eu vou falar um pouco sobre gente que mama no Estado. Vou lhe contar uma história, presidente Lucas. Tem um senhor que se aposentou com 34 anos, depois ficou mamando na Câmara dos Deputados por mais de cinco mandatos. Colocou um filho na Câmara dos Deputados para mamar também. Botou um filho no Senado da República para mamar também. Botou outro filho na Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro para mamar também. Depois, botou mais um filho na Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro para mamar também. Depois, botou mais um filho na Câmara de Vereadores de Balneário Camboriú para mamar também. Mas o povo não tem direito, presidente, a ter acesso ao mínimo. Não tem direito a ter acesso à quimioterapia. Não tem direito a ter acesso a um leito. Não tem direito a ter acesso ao básico, presidente. Sabe por quê? Porque esse pessoal tem que continuar mamando. E, mais do que isso, o que me impressiona, é alguns que não mamam e insistem em advogar para deixar a leitoa deitada, que é o que acontece aqui. Obrigado.
VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Obrigado, vereador Cláudio. Eu concluo: no Canadá, na Alemanha e na França, as grandes fortunas são taxadas, e os super-ricos desses países não fugiram
VEREADOR CALEBE GARBIN (PP): Um aparte?
VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Então, vem cá. Eu estou achando, agora, que tem gente que vai dizer que é o PT, que são os comunistas, franceses, alemães e canadenses que estão querendo taxar a super fortuna daquele país. Não, gente, vocês se acalmem, vocês se acalmem. Agora, vai ficar mais difícil. O que está evidenciado no Congresso Nacional é a pauta de setores conservadores de querer obstaculizar o governo, mas não adianta.
VEREADOR HIAGO MORANDI (PL): Um aparte, vereador?
VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): O Barbudinho está fazendo um bom trabalho no compromisso da campanha, fez lá e falou. Até achei que o vereador Ramon ia imitar ele na tribuna falando da proposta de isenção do IR, não imitou. Promessa feita, promessa cumprida. E nós vamos estar aqui. Olha só, fiquem tranquilos com a benção dos Orixás, de Nossa Senhora Aparecida, Buda, Krishna, a democracia vai nos sagrar o tetra e vocês vão poder concorrer à eleição municipal, em 2028, com o bom velhinho de presidente dando um monte de dinheiro para quem for governar a cidade. Sem querer dar golpe, hein? E não é no golpe, é na democracia. E, se precisarem de alguma dica para irem para os bairros, podem falar comigo ou com a vereadora Daiane, que ela também conhece toda a cidade e leva vocês lá. Até porque ela é querida, também, se precisar ela leva vocês em um monte de bairro que ela ajuda e tem um baita trabalho. Muito obrigado.
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VEREADORA ANDRESSA MARQUES (PCdoB): Senhor presidente, o senhor falou brilhantemente sobre a realidade do nosso país. Ontem, eu estava olhando o Jornal Nacional e apareceu a pesquisa sobre o que as pessoas acham ou não, tem achado ou não do governo Lula. E a verdade é que a maioria do povo brasileiro tem olhado com bons olhos para o nosso presidente. Então, acho que, de fato, os vereadores estão ficando nervosos porque veem que a situação do país ela está melhorando para o nosso lado. O povo está enxergando que a vida está melhorando, vereador Libardi. E, ontem, queria falar de uma boa notícia para todos os municípios do nosso país. Logo nós vamos ver os debates sobre isso e logo tenho certeza que o prefeito Adiló vai falar sobre isso. Fiquei muito feliz por que é uma pauta nossa, era uma discussão que nós fazíamos nas eleições do ano passado, vereador Lucas. Presidente Lula falou que vai propor para investir bilhões dos municípios para poder fazer com que nós tenhamos Tarifa Zero. É isso mesmo. Governo Federal está propondo investir nos transportes, vereador Ramon. O senhor não viu essa notícia? O senhor que luta muito pela questão do bilhete único. Melhor do que o bilhete único, vereador Libardi! Passe livre para todas as cidades do Brasil, com o dinheiro do governo federal. Foi para isso, presidente Lucas, que eu votei 13! Para isso que eu fiz o ‘L’. E o presidente Lula não governa só para a esquerda, para a gente do PT, vereadores. Ele governa para o PCdoB, não só para o Sindicato dos Trabalhadores, vereador Calebe, ele também conversa com Silas, com a Assembleia de Deus, com os evangélicos, com os católicos. É só olhar as redes sociais do presidente que vocês vão ver, eles conversando com todo mundo. Ele não é que nem alguns ex-presidentes e futuros presidiários que conversam apenas com aquele público que eles acham que é o público que deveria morar no Brasil. O Lula sabe que nem todo mundo concorda com ele, mas ele governa para todo mundo. Tanto que a nossa cidade, Caxias do Sul, vai ser, sim, beneficiada se nós conseguirmos esse recurso, presidente Lucas, para o nosso transporte. Espero que o Congresso Nacional não sabote essa ideia. Porque, se a moda pegar, eles vão dizer que não tem como investir esse dinheiro, porque senão nós vamos acabar com o país, com o nosso orçamento. Imagina só, você, que está nos acompanhando de casa, o Governo Federal propondo investir dinheiro no transporte e o Congresso dizer que não dá porque a gente está gastando demais. Mas está gastando demais com o quê, vereador Libardi? Com os bancos. Quando diz que não dá para investir em políticas públicas é porque a maioria dos deputados são financiados. E eu queria deixar os vereadores tranquilos. Vocês não vão ser taxados. Porque, que eu saiba, super-rico... Não sei quem é aqui. Talvez, o que mais se aproxima é o meu colega de bancada. Ele nunca negou isso! Vereador Ramon, diferentemente do senhor, vereador Ramon, nós nunca escondemos esse tipo de coisa. O senhor, quando falam aqui da sua aposentadoria, o senhor fica bravo, mas é uma realidade, não é? Então, depois o senhor dê explicações para a população caxiense em relação à sua situação. Mas, queria deixar tranquilo, vereador Hiago, vereador Calebe, vereador Ramon, e os outros vereadores que são contra a taxação dos super-ricos, presidente Lucas, vocês não serão taxados! Vocês não serão taxados! É uma meia dúzia, e vocês estão reproduzindo o discurso do Congresso Nacional que quer enganar a maioria da população, dizendo que a maioria da população que vai pagar mais imposto. É mentira! Nós estamos propondo que a maioria pague menos imposto, e que a minoria que, historicamente, não pagou, comece a pagar imposto nesse país. É sobre isso que estamos discutindo. Queria finalizar, senhor presidente, apesar de a gente ver que o pessoal fica bravo, fica nervoso, enfim, mas é essa a realidade, hoje, no nosso país. Queria finalizar falando sobre uma boa notícia para nossa cidade. Nós, que tratamos aqui, vereador José Abreu, muito sobre habitação. Pauto, sim, mais investimento, que tenhamos moradia. Nós sabemos que, mesmo aquelas pessoas que têm um salário um pouco melhor do que a média, não conseguem, muitas vezes, comprar uma casa. A gente vê as dificuldades que é para ter acesso à moradia própria. Nós tivemos, essa semana, a exoneração do ex-diretor da Habitação, que foi investigado, que foi aberta uma sindicância por conta de desvio de materiais. É o nosso compromisso denunciar, cobrar e fiscalizar quando, quem ocupa o Poder Público, trabalha para si e não para a população caxiense. Então, achei um importante acontecimento a demissão desse ex-diretor, que, segundo indícios, segundo denúncias, havia desviado material da Secretaria de Habitação para construir casas na praia. Isso foi grave. E agora a gente viu a exoneração dele. Portanto, acredito que fizeram a investigação devida e foi comprovado. Sendo comprovado, o município demitiu. Então, gostaria de trazer essa importante notícia.
PRESIDENTE LUCAS CAREGNATO (PT): Para concluir, vereadora.
VEREADORA ANDRESSA MARQUES (PCdoB): Para concluir, senhor presidente. Quem utiliza de forma incorreta os recursos públicos e os espaços públicos precisa, sim, ser fiscalizado e punido, e aqui nós tivemos um exemplo. Portanto, nós não estamos acima da lei, a gente não pode fazer aquilo que a gente quer. Obrigada, senhor presidente.
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VEREADOR ZÉ DAMBRÓS (PSB): Senhor presidente, eu sou um apaixonado pelo comunitário. Tudo aquilo que envolve a comunidade, eu sou um apaixonado. E é por isso que nós, de forma comunitária, reformamos três escolas. Agora, nós temos uma capela mortuária do Pôr do Sol, que foi instalado poste, ontem, de luz, e vão fazer um mutirão com a comunidade e a comunidade vai ajudar a construir. Mas, quando eu falo no comunitário, as pessoas, inclusive, com muita razão, me cobram da divulgação das 100 ruas do orçamento comunitário. Então, eu fiquei muito feliz com a ligação do imigrante Galafassi, hoje, que tem trabalhado muito e tem se dedicado para buscar recursos. Gosto muito do Galafassi. É muito correto, é dedicado, e eu tenho certeza que nós vamos, então, iniciar nos próximos dias, no Cidade Industrial, a Rua Nonoai; a Igneis Fedrizzi, junto à Malta, na frente da Malta; a Rua Martha Valle Bassanesi, no Jardim Iracema e a Rua Daniel Rossi e Pedro Giacomet, no Bela Vista, do lado da Braslux.
VEREADOR JOSÉ ABREU - JACK (PDT): Me permite um aparte, vereador?
VEREADOR ZÉ DAMBRÓS (PSB): Bom, eu estou fazendo as indicações e chegarei a 100 ruas nas indicações, porque eu acredito. Porque nós, em uma conversa, na semana passada, com o secretário Suzin, ele me deu a concordância de que, nos próximos dias, teremos, então, uma equipe para fazer saneamento. Mas, equipe para fazer saneamento se não tem canos. Então, eu espero que, em uma indicação deste vereador para a Mesa Diretora, nós tenhamos uma devolução de um milhão para comprar canos. E quero dizer que, dois anos levando cascalho em uma rua, praticamente, se paga na pavimentação comunitária. Então, eu sei da luta, por exemplo, do Jack, nosso colega, naquela região que está aguardando a pavimentação da Cairú há muito tempo, uma rua de 60 metros. E a comunidade espera pelas pavimentações há anos. Por quê? Porque depois de 2016, praticamente não foi calçado nada. Então, senhor presidente, sigo fazendo minhas indicações e tenho certeza que o governo vai chegar a 100 ruas até 2028. Seu aparte, nobre colega Jack.
VEREADOR JOSÉ ABREU - JACK (PDT): Primeiro, parabenizar por ser apaixonado pelo movimento comunitário, o qual eu faço parte. Realmente, a gente está há mais de 10 anos esperando o calçamento da Visconde de Cairú e da Alberto Arpino. Então, eu acredito que chegou a hora da gente concluir essa obra, uma obra de 60 metros, que vai ajudar muitas famílias, que quando chove tem as suas casas alagadas, suas casas enchem de terra. Então, é uma dificuldade muito grande. E acredito que agora a gente vai conseguir fazer esse calçamento, vereador José Dambrós.
VEREADOR ZÉ DAMBRÓS (PSB): Com certeza! Essa ideia da mudança de canalização, que o Samae repassou e que nós aprovamos nesta Casa, é uma ideia genial. Porque dali sairá milhares de metros de paralelepípedos. Só a Caetano Mello Filho, no Bairro Fátima, nobre colega, que dá em torno de 500 metros, se nós abrirmos a vala de cinco metros, dá para calçar três ruas! Então, nós vamos reaproveitar a pedra. Nós precisamos economizar. Onde abrir a vala, essa pedra tem que calçar outras ruas. Então, parabéns ao João. Parabéns. Foi uma construção, também, com a Secretaria de Obras, com o engenheiro João. Porque tem projetos há mais de 10 anos guardados na gaveta, que vão resolver o problema do alagamento e que vão poder calçar outras ruas. Aliás, falar em João, ontem estivemos em uma reunião, juntamente com o Fantinel, o Valim e o Pedro Rodrigues, no Bairro Serrano, sobre a Lei das Águas, que deve estar chegando nesta Casa. Muito bom ouvir a comunidade, muito bom dar voz às pessoas que sofrem na pele a situação, principalmente, daquela região de bacia de captação. Era isso, senhor presidente. Muito obrigado.
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VEREADORA DAIANE MELLO (PL): Senhor presidente, senhores vereadores, pessoal que nos assiste. Já estava brava com o senhor falando que os vereadores não conheciam os bairros, não é? Eu disse assim: “pera lá, né?” Mas o senhor fez a sua deferência, muito obrigada. A gente conhece os bairros e faz questão de estar onde as pessoas estão. Assim como o vereador Dambrós falou, agora, que é apaixonado pelo comunitarismo. Eu sou apaixonada pelas pessoas e gosto de trabalhar pelas pessoas, então, a gente vai atrás dessas situações. E aqui eu queria fazer um apelo aos vereadores do PT e do PCdoB em relação à questão da Assistência Social. Por quê? Porque a gente fala, muitas vezes, que é dividido, né? “A direita é dos ricos e a esquerda é dos pobres.” Muito vendido isso. Porém, a realidade do governo, a gente verifica algumas situações. Porque quem vem nos buscar auxílio, de alguma ajuda, a gente indica o quê? A procurar o CRAS, fazer o cadastro para receber, daqui a pouco, se está sem condições, a questão do Bolsa Família. E, infelizmente, na nossa cidade, o governo federal não liberou mais Bolsa Família desde maio do ano passado.
VEREADOR CALEBE GARBIN (PP): Peço um aparte.
VEREADORA DAIANE MELLO (PL): Desde maio de 2024, não foram mais concedidas as Bolsas Família aqui em Caxias do Sul. Então, todas aquelas pessoas que procuraram após a enchente, atendido aquela fila represada, e a partir dali a gente tem informações, então, que a partir de maio de 2024 não foi mais concedido pelo Governo Federal, a questão do Bolsa Família. E tem muitas pessoas que estão em situação de vulnerabilidade social, sem emprego, sem renda e precisam do Bolsa Família. Então, aqui um apelo ao pessoal que diz defender a questão dos mais pobres, das pessoas mais vulneráveis, não é? Que é a concessão do Bolsa Família aqui em Caxias do Sul. Seu aparte, vereador Calebe.
VEREADOR CALEBE GARBIN (PP): Obrigado, vereadora Daiane. Muito bem, a senhora tocou em um ponto importante. Essa conta da assistência social no município é uma conta que deveria ser, no papel é bonito, tripartida, 33.33% para cada ente: Município, Estado e União. Hoje, Caxias do Sul, paga sozinho 93% dessa conta. E os outros sete ficam a cargo do Estado e da União. A mesma coisa, tabela SUS, vereadora Daiane. Tabela SUS está desatualizada desde 2013, há 12 anos. Detalhe, em 2020 até 23, 24 tivemos uma pandemia, até 23. Então, pensa o tanto que inflacionou o procedimento, os medicamentos etc. E aí, finalizo a minha contribuição aqui, porque eu ouço sempre, não é? “Na época do Bolsonaro não mandaram nada para o Rio Grande do Sul”. O Eduardo Leite recebeu 40.9 bi, na época da pandemia, e ele disse aquilo que eu concordo com ele. Ele disse: “Esse dinheiro não é do Leite, não é do Bolsonaro, é imposto que está voltando para as pessoas em uma situação emergencial de pandemia”. A mesma coisa agora, a deputada Denise mandar recurso para cá, é a escolha dela, mas é a cidade dela. Assim como o deputado Marcon manda para cá recurso, também, é escolha dele. Então, o dinheiro está lá, é público, não é benesse, não é caridade, é dinheiro de imposto suado que cada um de nós que pagamos, que está voltando para a gente, não é? O dinheiro é nosso e está voltando para nós. Não existe dinheiro público. Obrigado, vereadora Daiane.
VEREADORA DAIANE MELLO (PL): Obrigada, vereador Calebe. Então, esse é o nosso apelo, não é? A questão do Bolsa Família e também a questão da tabela SUS. Porque estamos no Governo Federal, então, o pessoal faça essa ponte para verificar a tabela SUS que está totalmente desatualizada, e é isso um problema da questão da saúde também, que impacta os nossos municípios. Mas eu quero falar de uma agenda aqui, da CPI que investiga o aumento das contas de luz e serviços de energia elétrica, que está acontecendo da Assembleia Legislativa. E vou reverberar, então, que terá uma reunião pública, aqui na nossa Câmara de Vereadores de Caxias do Sul, dia 22 de outubro, 22/10, às 18 horas, aqui no Plenário desta Câmara. Então, o pessoal que faz parte da CPI, da Assembleia sobre a questão das contas de luz, vai ter aqui um encontro em Caxias do Sul, um encontro importante no qual a gente vai fazer, então, a entrega de todas as contas de luz recebidas, além de ter mandado para a RGE, a gente vai fazer a entrega para o pessoal que está verificando, fazendo essa CPI, tanto da CEEE Equatorial e da RGE, da Assembleia Legislativa. E também, falar para o pessoal do Bairro Fátima, que terá uma agenda de castração. O Castramóvel, não aquele nosso que a gente faz a reclamação, que ainda não foi para a rua, mas o Castramóvel do convênio com a UCS, que vai estar em frente à Escola Ester Benvenutti, no dia 25/10, no sábado. Mas tem que retirar a ficha da castração na UBS. Então, o pessoal do Bairro Fátima vai ter essa agenda dia 25/10, no sábado, em frente à escola Ester Troian Benvenutti, no Bairro Fátima. Era isso, senhor presidente. Obrigada.
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VEREADOR SANDRO FANTINEL (PL): Senhor presidente, queridos colegas, nobres pares. Eu trago aqui uma pauta específica, mas antes visto as discussões aqui que se sucederam antes da minha fala, eu queria dizer que o PIB brasileiro é de 11.7 trilhões, e a máquina pública brasileira custa quase quatro. A máquina pública custa quase quatro. Talvez se não tivesse a estabilidade de emprego custaria um e meio, mas tudo bem, vamos lá. A Itália, onde tem uma presidente de direita eleita com o meu voto e com o voto da minha família, minha querida Giorgia Meloni, eu queria dizer o seguinte, que na Itália um carro, um veículo, um automóvel, senhoras e senhores, de 10 anos de uso custa, no máximo, 2.000 euros. Sabe quanto ganha o salário normal da Itália? A média normal da Itália? Mil e oitocentos a mil e novecentos euros por mês, e um carro com 10 anos custa 2.000 euros. No Brasil, senhoras e senhores, o país maravilhoso governado pela esquerda, um automóvel com 10 anos custa R$ 20.000, equivalente a quase 4.000 €. Isso é ajudar o pobre, isso é ajudar o trabalhador a ter um veículo para poder ir trabalhar, vereador Valim. Esse é o governo maravilhoso, entende? Então, não adianta vir aqui discutir “isso, aquilo, aquele, porque esse é o meu, porque aquele não é, porque esse é bom, porque aquele é ruim. ” Não, a gente traz dados aqui. A saúde: quanto é gasto na saúde no Brasil? 900 bilhões, é isso que eles gastam, foi em 2024. Então, gente, não adianta vir defender uma coisa que não funciona, infelizmente. Não adianta, gente. Mas vou me ater aqui a minha pauta, que eu acho que é importante. Então gente, está tendo uma votação, é uma consulta popular que começou na segunda-feira, 6/10, e a votação da consulta popular 2025 é: a população gaúcha poderá escolher uma demanda na cédula de votação a ser incluída no orçamento estadual do próximo ano. A votação segue até sexta-feira, dia 10, gente, vamos ter que se mexer, não é? De forma online ou pelo WhatsApp. A votação online estará disponível no portal oficial da consulta popular, as propostas disponíveis na votação foram definidas pelas regiões durante as assembleias intermediárias e ampliadas com base no caderno de demandas elegíveis. Gente, eu estou aqui por quê? Porque a opção cinco é a modernização do Centro de Treinamento de Agricultores de Fazenda Souza, onde que o meu colega e nosso presidente, Lucas Caregnato, conhece muito bem, não é? E sempre tivemos uma força grande nessa pauta. Então, nós temos aí, a opção cinco é a modernização do Centro de Treinamento de Agricultores de Fazenda Souza. A edição 2025 da consulta popular destina 60 milhões do orçamento estadual aos projetos escolhidos pela população. Então, nós teremos um investimento no Centro de Treinamento em Fazenda Souza aí, próximo a São Roque, que poderá ser construído pavilhões, uma grande estrutura para que a gente possa fazer eventos como os vários eventos agrícolas e rurais que acontecem no nosso estado. Nós teremos ali, um centro de eventos se nós conseguirmos emplacar esse investimento, esse dinheiro que vai vir para o estado e que poderá ser usado para a construção desse parque de eventos em Fazenda Souza. Então, eu peço para que a população vote na opção cinco para que a gente tenha recursos para melhorar o nosso parque, transformar o nosso parque em um parque de eventos maravilhoso como existem os outros no nosso estado. Era isso senhor presidente e obrigado.
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VEREADOR CAPITÃO RAMON (PL): Senhor presidente, nobres colegas. Eu queria que, agora não vai dar para eu colocar, não é? Mas o meu assessor coloca a vinheta no ar, o que estava em voga no ano de 2022. Obrigado. Aumento do número de queimadas: Em 2022 nós tínhamos cerca de 30 artistas que gritavam e reverberavam no Brasil: Salve Amazônia! Salve Amazônia! Inclusive, tinha uma música, um jingle, que foi muito veiculado na época o então presidente era Jair Messias Bolsonaro. O que é engraçado, nobres amigos, é que este atual governo que diz defender os biomas, defender a natureza, defender o meio ambiente, vereador Cláudio Libardi, o senhor que é mestre em meio ambiente, e aqui o Brasil aumenta cerca de 80%, ouçam bem: aumentou 80% o número de queimadas. E destas queimadas, cerca de três em cada quatro hectares são de florestas nativas. Então, a gente percebe que falar é uma coisa, fazer é outra. Eu estou falando pausadamente para que as nossas tradutoras de libras possam interpretar da melhor forma correta. Cerca de 17,9 milhões de hectares são oriundos da floresta amazônica. Podem consultar. Dá um Google aí. E este atual governo diz que defende o meio ambiente. Se, de fato, ele defendesse o meio ambiente, por qual motivo ele taxou as placas solares? No ano de 2022, nós tínhamos 0% de imposto sobre as placas solares. No ano de 2023, 6%. No ano de 2024, 9,6%. E no ano de 2025, para fechar com chave de ouro, o Governo Federal taxou em 25% as placas solares. O que isso causou? Peguem o raciocínio comigo: placa solar é uma fonte de energia limpa, ela gerava energia sem queima de combustíveis fósseis. No entanto, como o governo taxou e inviabilizou a aquisição das placas solares, então, talvez, dona Maria, talvez, seu João, o motivo, um dos motivos para sua conta de energia estar alta são esses. As pessoas foram inviabilizadas de colocar a placa solar na sua casa. Com isso, o governo prefere ligar termoelétricas, que são muito mais custosas para gerar energia, ao invés de fortalecer e fomentar a venda das placas solares. Nobres colegas, eu tive diversos amigos, tenho, ainda, porque estão vivos, não é? Que tiveram que mudar de profissão. Mudaram de profissão. Eles tinham empresas de placas solares. Eles tiveram que mudar de profissão. Por quê? Ninguém mais comprava e porque inviabilizou o negócio. Tantas pessoas que começaram a fazer o cálculo. Eu sei que a senhora faz o cálculo e conta quanto a senhora ganha por mês. Começaram a fazer o cálculo. Se eu investir R$ 500,00 por mês, em 30 anos, eu consigo pagar a placa. Porque a conta de energia é mensal, e dá mais ou menos, o mesmo valor. Se eu já pago R$ 500,00 de energia, por que eu não poderia pagar R$ 500,00 comprando placas solares? Em 30 anos elas seriam minhas, e eu não precisaria mais pagar a conta de energia. Só que o governo, ao invés de fomentar isso, e aqui eu solicito aos nobres colegas do Partido dos Trabalhadores, do PCdoB, também, que são da esquerda, que possam falar e dialogar com o Governo Federal. Esse aumento dos impostos nas placas solares inviabilizou o negócio. Parece que, aumentando o imposto, você aumenta a arrecadação. Mas, nobres colegas, a Curva de Laffer não fala isso. Quando você aumenta o imposto, você inviabiliza o negócio. E as pessoas não vão mais comprar aquele item. E isso aconteceu com as placas solares. Então, talvez, um dos motivos que a conta de energia, hoje, está o preço que está, seja por conta desse aumento do Governo Federal que, em vez de fomentar o negócio, acabou com ele, praticamente, quase que completo. Muito obrigado, presidente.
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VEREADOR CLÁUDIO LIBARDI (PCdoB): Muito obrigado aos vereadores que permanecem aqui. Eu sigo nesse diálogo com o vereador Ramon, porque algumas coisas que o senhor falou são mentiras, vereador Ramon. E eu vou corrigir as mentiras que o senhor falou aqui. A primeira questão são as queimadas, que tiveram o mesmo número de 2022 que tiveram no ano de 2025. São uma vergonha as queimadas, vereador Ramon! Isso é verdade. É inadmissível que nós tenhamos queimadas nesse modelo que nós temos. Concordo, plenamente, com o senhor. Agora, eu tive a oportunidade de estudar o modelo de satélite instalado pelo presidente Lula na primeira e segunda gestão, que foi descontinuado pelo Governo Bolsonaro, chama Sistema Deter. E o senhor, com certeza, tem a oportunidade de procurar nas redes sociais e, também, no núcleo do governo, e vai poder verificar os grandes problemas que nós tivemos, infelizmente, por falta de investimento do Governo Bolsonaro. Mas vamos tratar de placas solares. O senhor sabe que a tributação das placas solares no Brasil se deu por um marco legal que é a Lei n° 14.300/2022, sancionada pelo presidente Bolsonaro. Então, bom, o senhor pode procurar. Eu estou vendo que o senhor está no computador, então, vamos lá. Lei n° 14.300/2022, que trata da tributação dos painéis solares e da energia no Brasil, sancionada pelo presidente Bolsonaro. Em março de 2023, por meio de decreto, presidente Lula isentou as placas solares do pagamento de IPI, PIS, COFINS e imposto de importação. Então, quem tributou foi o Bolsonaro; quem tirou o imposto foi o Lula. A crise no setor energético tem uma relação intrínseca com o juros de 15%, que eu e o senhor concordamos. É inadmissível o Banco Central manter juros a 15%. Mas, vamos restabelecer a verdade. Quem tributou? Bolsonaro. Quem tirou o tributo? Lula. Qual é o fato gerador? O imposto. Porque, grandes importações, ninguém tem capacidade de fazer sem a tomada de dinheiro, e está muito caro tomar empréstimo neste país. Vamos lá. Presidente, eu queria tratar sobre outro tema que também é de relevância para esta cidade, que é o Supremo Tribunal Federal e apreciação da possibilidade de reconhecer a incompetência plena da Justiça do Trabalho para o julgamento de contratos, supostamente civis, entre pessoas que prestam serviço. Todo aquele que é formado em direito tem ciência das características do vínculo. E essas características do vínculo de emprego vão estar na onerosidade. Então, não pode ser um vínculo voluntário. Ela vai ter que ter subordinação, necessariamente, e além da subordinação e da onerosidade, para que haja um vínculo de emprego, vai ter que haver pessoalidade, Capitão Ramon. Então, o senhor vem até esta Câmara, recebe salário desta Câmara e não pode mandar ninguém no seu lugar. Então, obviamente, o senhor recebe para ser um servidor desta Câmara, como recebia no exército. E o Supremo Tribunal Federal abriu um debate sobre a relatoria do ministro Gilmar Mendes, que parece representar, talvez, a pior tragédia que pode acontecer para os trabalhadores neste Brasil, que é a possibilidade do reconhecimento da incompetência plena em desacordo com a disposição da Constituição Federal da Justiça do Trabalho, para que seja a justiça competente para reconhecer ou não um vínculo de emprego. Então, fica esse meu repúdio ao Supremo Tribunal Federal nessa pauta e, em especial, na admissão do recurso extraordinário pelo ministro Gilmar Mendes, que não está lá para falar como gostaria que fosse a Constituição, está lá para determinar qual é o entendimento da Constituição. E a Constituição determina, com clareza, que, no caso de vínculos de emprego, a competência é plena da Justiça do Trabalho para julgar. Por fim, presidente, queria fazer os meus agradecimentos semanais, em especial ao nosso secretário de Obras, Lucas Suzin. Secretário Lucas Suzin que teve me auxiliado muito, em especial na região do Rizzo. Em todas as demandas que nós apresentamos, ele tem sido célere no atendimento e de uma gentileza e presteza ímpar. Lucas, parabéns pelo teu trabalho. Parabéns a toda a tua equipe. que tem se dedicado tanto a esta cidade. Queria te agradecer, em especial, pelo que tem feito pela comunidade do Desvio Rizzo, em alguns pedidos que eu apresentei, e o que tem feito, também, para o pessoal das cavalgadas na nossa cidade. Com o auxílio da Secretaria de Obras, muita coisa tem sido melhorada na nossa cidade. Então, muito obrigado a ti, Lucas Suzin. Parabéns pelo teu trabalho. E nós, da bancada do PCdoB, temos ciência que, embora sejamos de oposição, somos capazes de elogiar aqueles que trabalham para essa cidade avançar, a exemplo do senhor. Presidente, muito obrigado pela gentileza. Desejo um ótimo final de semana a todos.
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VEREADOR EDSON DA ROSA (REPUBLICANOS): Senhor presidente, nobres pares, até estava comentando com a vereadora Andressa sobre a situação que ela falou de tirar a taxação e deixar zero os subsídios para o nosso transporte no Brasil, como um todo. E eu comentava com ela justamente isso. A minha grande preocupação, e nós que já tivemos a possibilidade de ser o ordenador de despesa, eu vou trazer aqui a lume, vereadora Andressa Marques, sobre um programa, por exemplo, que nós tínhamos, que era chamado Mais Educação. Aí, o governo federal, e às vezes até o estadual, imputam uma responsabilidade ao município, e depois eles retiram o subsídio e o município que fica com ele. Então, o meu maior temor disso tudo é, justamente, isso, deixar para os municípios e depois a conta. E a comunidade não quer saber daí. Não quer saber se essa parceria é do governo federal ou com o governo estadual, com o governo municipal. E eu digo isso porque o crescimento do orçamento é vegetativo. Sempre quando a gente traz uma conta a mais, ela vai refletir, necessariamente, na despesa e da onde vai se retirar isso. Porque a receita, seja em nível municipal, estadual ou federal, ela não cresce de uma hora para outra, de uma forma avassaladora. Isso me preocupa muito, e vou dizer o porquê. Muito embora a gente tenha que saber jogar o jogo na regra do jogo, isso para nós é um pouco complicado. No final do ano passado, quando eu estava como secretário de Educação, nós temos, na Secretaria de Educação, e toda a secretaria tem que fazer isso, que é lançar, vereador Daniel, projetos no sistema do Ministério da Educação e Cultura, através do programa de ações articuladas. E nós lançamos os projetos pedagógicos, as necessidades que tem uma rede pública municipal, que é o caso da educação. E lá nós tínhamos um valor altamente considerável, em torno de 30 milhões. E o MEC tem uma parceria muito grande com o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação. E fomos lá eu, a época, e o nosso diretor financeiro, Marcos Silva. E aqui é importante que se diga que nós fomos acompanhados por uma assessora, nessa visita da deputada Denise Pessôa. E naquele dia, e o Ministério da Educação e Cultura, vereador Juliano Valim, têm uma prática de mandar um assessor político para acompanhar nós. Nessa agenda em específico, não foi esse assessor político. Quando nós chegamos, nós somos atendidos pela assessora da assessora da assessora, que nos recebeu lá e ela, na verdade, não sabia o que ia nos dizer. Pois bem, ela disse que o ciclo do município de Caxias do Sul tinha... Que clico é? De um ano, dois anos, três anos. Tanto que, no nosso primeiro seminário que tivemos aqui, presidente Lucas, que V. Exa. tão bem coordenou e tivemos aqui um êxito interessante, eu pude mediar uma mesa. E na mediação eu perguntei para ele, e ele falou do ciclo. Eu digo: “Que ciclo é esse? Porque o município de Caxias do Sul tinha em torno de 30 milhões, e não tem mais”. E aí, inclusive, nós estamos provocando, talvez, para o ano que vem, uma agenda no Ministério da Educação e Cultura por conta disso. Porque esse ciclo não é tão bem entendido no sistema. Onde que estava esse dinheiro que pertencia a alguns dos municípios? Eles foram deslocados do FNDE para as emendas parlamentares, dinheiro. Então, por que eu digo isso? Fiz todo esse preâmbulo para dizer exatamente isso. Isso entra... Senhor presidente, por favor, eu gostaria que fosse preservado o meu tempo, por favor?
PRESIDENTE LUCAS CAREGNATO (PT): Preservado.
VEREADOR EDSON DA ROSA (REPUBLICANOS): Muito obrigado. É isso que eu digo. Entra com o recurso livre, e no recurso livre desloca para aquela as emendas que nós vamos... Por isso que eu digo que faz parte do jogo buscar. Retiraram de pastas importantes para dar aos parlamentares. E aí não tem nenhum problema de dizer isso, para que, lá na frente, as votações tenham o êxito que se espera.
VEREADOR CLÁUDIO LIBARDI (PCdoB): Vou lhe pedir um aparte, por gentileza.
VEREADOR EDSON DA ROSA (REPUBLICANOS): Vereador Cláudio Libardi, por favor, seu aparte.
VEREADOR CLÁUDIO LIBARDI (PCdoB): O senhor sabe que eu gosto muito de lhe ouvir, porque, essa experiência que o senhor tem na vida pública, é algo que traz para nós uma garantia de que muitos dos problemas que o senhor passou nós não passamos. Hoje, eu ouvi com atenção o que o senhor falou para o senhor de 20 anos, e eu acho que é isso que eu gostaria de ouvir do senhor, mesmo, quando o senhor fala para o senhor mais jovem, sabe? Que é tomar as decisões certas. E quando a gente faz essa avaliação de um investimento tamanho, a gente tem que levar em consideração que uma parcela do orçamento, vereador Edson, foi saqueado para pagamento de emendas parlamentares. Como bem tratou o senhor, a gente tem que ir ao cerne da questão. Não é possível que alguém precise, através de emendas parlamentares, praticamente comprar bases eleitorais para garantir sua eleição. É inadmissível que nós tenhamos esse sequestro do orçamento. E eu queria me somar ao senhor nessa parcela da sua fala porque fala muito sobre quem é o senhor e o que o senhor pensa de política. E tanto eu, como a Andressa, temos muito respeito pelo senhor, em especial por essa postura que é ímpar.
VEREADOR EDSON DA ROSA (REPUBLICANOS): Obrigado, vereador. É por isso que a gente comenta e, às vezes, tem algumas falas aqui e eu digo: "De onde que vai sair essa conta?” Porque, da forma com que nós teremos que verificar, o aprofundamento do Congresso... O senhor não me permite, presidente? É que ninguém quer discutir o pacto federativo, por exemplo. É uma outra discussão que nós temos que fazer, que vem a lume em função do que foi falado um pouquinho hoje aqui nesta reunião. Mas também não poderia presidente, até para que nós possamos dar conta...
PRESIDENTE LUCAS CAREGNATO (PT): Para concluir, vereador.
VEREADOR EDSON DA ROSA (REPUBLICANOS): Para concluir, amanhã eu e vossa excelência iremos a São Paulo, falar com o pessoal do consulado chinês que nós recebemos, acho que foi cerca de três a quatro meses atrás, e fomos convidados, nós iremos – eu não vou ousar falar os nomes aqui, porque o meu mandarim não é tão bom assim. – Mas nós vamos a São Paulo falar com o cônsul geral da China em São Paulo, teremos uma reunião para essa aproximação e eu quero agradecer o convite da Câmara para que nós possamos ir junto, e eu tenho a certeza que nós faremos uma boa divulgação dos nossos municípios e nos aproximaremos aqui com o chefe da divisão dos assuntos bilaterais, e o vice-cônsul de divisão dos assuntos bilaterais. Obrigado, senhor presidente. Era isso. Desejo a todos um bom final de semana!
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