VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Obrigado, presidente. Obrigado, Bortola, por ceder teu espaço do Grande Expediente. Este não será meu último Grande Expediente, porque tem tempo ainda lá na frente para a gente poder retornar aqui e fazer falas, mas eu quero nesse meu último Grande Expediente, antes de assumir a Secretaria Municipal da Saúde, quero agradecer a todos os colegas vereadores, vereadoras aqui do Legislativo que sempre estiveram do meu lado.
VEREADOR DANIEL SANTOS (REPUBLICANOS): Um aparte, vereado.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Quero aproveitar para pedir desculpas para alguns vereadores, em especial para o vereador Dambrós, que esses dias brigou comigo sem eu saber, vereador Dambrós. Mas, às vezes, esse meu jeito de ser, eu sei que eu tenho que melhorar e muito, mas estou lhe pedindo desculpa aqui pessoalmente, vereador Dambrós. Para todos os vereadores, vereadoras aqui do Legislativo. Agradecer a Mesa Diretora; agradecer aos servidores aqui da Câmara; à minha assessoria, Andreia, a Jussara, a Ale, a Elis, a Cecília e a minha estagiária Julia; ao Cláudio, que foi meu assessor no primeiro mandato e à Andressa, minha estagiária, né? Continuamos a luta. E agradecer a todos os vereadores e vereadoras que me incentivaram, nos bastidores e publicamente, a assumir esse desafio. Eu convidei todos vocês, vereadores e vereadoras, para estarem lá na minha posse, na segunda-feira, e eu conto com a presença de quem puder ir. Para mim, é um momento muito significativo. O senhor me conhece, vereador Cláudio. Com 17 anos de idade, recebi o convite para ser presidente do meu bairro, do Cristo Redentor. Quando a ex-presidente chegou lá com um monte de folhas, papéis já todos mofados, bem dizer aqueles papéis, de 1.500 aquelas atas, minha mãe disse: "Não, não, não. Não traz aqui na minha casa. Eu não quero saber disso. Não quero saber disso. Tu não te envolve nisso, Rafael. Não quero ver gente aqui na porta da minha...” O senhor conhece minha mãe, vereador Edson, o meu pai, né? Meu pai fez a casa do vereador Edson. E aí minha mãe disse assim: “Não, não quero saber disso. Não te envolve, não quero gente na porta da minha casa vindo aqui pedir coisa.” Eu disse: “Mãe, o bairro está me pedindo.” E ontem eu mandei uma mensagem no grupo da Igreja São José, à qual eu pertenço, da minha comunidade, convidando o pessoal. Eu lembro que eu ia ao final da missa, eu ia ao final da sessão de umbanda, eu ia ao centro espírita, eu ia às escolas, convidar sala por sala de aula, à feira, para que a gente pudesse ter o posto de saúde no nosso bairro, vereadora Daiane, no Cristo Redentor. Porque os nossos idosos, o nosso bairro tem uma população muito idosa, o Cristo Redentor, Panazzolo, Exposição e Vila Ipiranga. Era uma vila industrial, que o pessoal continuou morando ali, uns foram embora, outros vieram a falecer. Então, por isso que essa mudança que vocês estão vendo de casas sendo destruídas e construindo prédios aqui na região do Panazzolo e Exposição. Os nossos velhos estão morrendo, e os jovens estão indo para outros bairros e estão construindo prédios. Ou tinha que ir ao Cristo Operário, ou ao Bela Vista, Bolzan, representando aqui o Hospital Virvi Ramos. E eu disse assim: “Pessoal, nós vamos conseguir esse posto de saúde. Nós vamos conseguir esse posto de saúde. Eu, sozinho, jamais vou conseguir.” Tanto que nem meu pai e minha mãe acreditavam que eu ia conseguir um posto de saúde. Mas eu tinha loucos comigo. Tinha loucos, eu tinha pessoas loucas comigo, que acreditavam na minha loucura. Eu disse: “Bom, mas se eu sou louco e eu consigo ter outros loucos, já é uma grande coisa.” Agora eu preciso convencer outros loucos, né? E o senhor lembra, vereador Dambrós, o senhor que estava no Orçamento Comunitário, a maior reunião do Orçamento Comunitário foi no Cristo Redentor, na Escola Giuseppe Garibaldi, em um dia de chuva. Era guincho guinchando os carros que estacionavam por tudo lá. Tinham quase mil pessoas na reunião do Orçamento Comunitário naquela época. A senhora trabalhava no Orçamento Comunitário, vereadora Daiane. O pessoal queria o posto de saúde. Daí o dinheiro não foi suficiente. Bom, nós tentamos três anos seguidos. Quando o Alceu Barbosa Velho assumiu a prefeitura, o Néspolo era chefe de gabinete, me chamou em fevereiro. Ele disse: “Campeão, nós vamos fazer o posto de saúde. Até agosto tu me aguarda que eu vou te ligar e nós vamos fazer o posto de saúde.” Eu digo: “Eu já estou cansado de promessa. O Sartori prometeu, não cumpriu. Agora vamos ver se o Néspolo cumpre com a palavra.” Chegou agosto, o Néspolo me ligou e disse assim: “Bah, Rafael...” Vocês sabem que eu tenho boa memória, então eu não esqueço das coisas, né? Por isso que... Chegou agosto, ele disse: “Não vai dar, mas até dezembro eu te ligo de novo." Aí o Esporte Clube Juventude vendeu a sede e tinham que fazer obras em contrapartida. E eu tinha uma rifa do Madre Imilda, eu tinha um talão de rifa que o professor Daltro, do Madre Imilda, me deu para vender. Eu disse: “Para quem eu vou vender?” O Edson da Rosa me comprou três números. E tinha dois números que eu fiquei, não consegui vender nem para o meu pai e para a minha mãe. Fiquei com aqueles dois. O senhor nem sabe dessa história, Edson. Fiquei com dois números. Daqui a pouco, confiro na Loteria Federal, ganhei uma TV de 42 polegadas, que queimou esta semana, inclusive, lá em casa. Isso daí foi em 2017. Estou lá buscando a TV no Madre Imilda, tirando foto e botando no porta-malas do carro, me liga o Néspolo. Um telefone da prefeitura me liga: “O chefe de gabinete quer falar contigo.” Tá bom. “Campeão, temos um presente para ti e tal.” “Que presente, Néspolo?” “Tu não quer o posto de saúde para o teu bairro?” Eu digo: “Quero!” “Pois então, vai ter o posto de saúde no bairro.” Foi em 2017 o anúncio da obra. Aí 2017 o anúncio da obra do posto de saúde. Até então tinha as reuniões. Aí botei a TV no carro e fique falando com o Néspolo. Ele disse: “Só que tem um problema. Vai ser lá nos Pavilhões da Festa da Uva, e tu vai ter que levar um ônibus de pessoas para os Pavilhões da Festa da Uva.” Eu disse: “Não, Néspolo. Dia 23 de dezembro eu tenho uma viagem, um pacote comprado para o Rio de Janeiro. Vou passar o Natal e tudo.” “É, mas é a única data que dá.” Foi no dia 16 de dezembro que ele me ligou. Dezesseis de dezembro. Eu tinha sete dias. Nunca vou me esquecer, ganhei uma TV, quando nunca... Nem no rifão da comunidade a gente ganha, ganha uma TV na... Cinco números na Loteria Federal, imagina se eu tivesse postado. Aí, eu disse: Néspolo, vamos fazer diferente. Vamos fazer no Panela Velha, pode ser? Estava aqui o Fubika até agora que me ajudou a organizar. Ele disse: “Tu consegue, o Panela?”; Consigo. Foi um dia tão bonito na história, não é? Quem estava lá lembra, a vereadora Daiane estava lá, o vereador Edson estava em cima do palco, o Dambrós liderando o orçamento comunitário na época, foi o Papai Noel e puxava do pacote um prêmio. “Agora saudamos a comunidade São Vicente: um posto saúde. Saudamos a comunidade Beltrão de Queiroz com o centro de cultura do carnaval. A rótula lá em cima na Randon” Então, foram um pacote de cinco, seis obras que foram lançados e por último a UBS do Cristo Redentor. E está ali a UBS do Cristo Redentor. E por isso que é um marco na minha história a UBS, porque loucos acreditaram. Então, minha mãe e outras pessoas talvez que não acreditavam em mim, morderam a língua. E muitos que falam que eu assumi um caos, assumi uma bomba. Talvez, pode ser. E que bom que esteja um caos. Porque as pessoas vão lembrar qualquer modificação que a gente for fazer. Qualquer modificação que a gente for fazer. E eu jamais, colegas vereadores e vereadoras, eu vou fazer sozinho. Nós temos um corpo de servidores públicos na Secretaria de Saúde que estão subaproveitados, que tem muitas ideias, que hoje estão nas chefias, que hoje estão na liderança. Que talvez eles queiram fazer a mudança e não tem, não conseguem ir para Porto Alegre, fazer uma visita no Município de Porto Alegre. Nós temos que aproveitar esses servidores, o quadro ali dentro, porque eles estudam, eu vou passar... Os CCs que lá estão passarão, eles vão ficar lá. Mas eu quero fazer um chamamento para vocês, colegas vereadores e vereadoras. Eu vou dar dois exemplos aqui. A vereadora Daiane conseguiu uma emenda de 830 mil reais com o deputado Marcon. E ela: “onde é que eu coloco esse recurso?” Antes de eu assumir a secretaria, eu disse: “no ambulatório da pessoa idosa, no Virvi Ramos”. Ontem estava no aeroporto, a Cleciane, diretora do hospital, me liga, diz: "Rafa, o ambulatório não está habilitado ainda, esse valor a gente não vai poder usar para o ambulatório. Vamos usar para alguma outra coisa?" Eu digo: "Vamos usar para cirurgia, para exames, vamos zerar a fila da colonoscopia, vamos zerar a fila da endoscopia." Então, através da tua emenda nós vamos... Zerar nunca, porque sempre entram pacientes, mas nós vamos zerar esse déficit que tem hoje de pessoas aguardando há muito tempo. Eu estava entrando no avião para vir para Porto Alegre, me liga o vereador Hiago: “vereador, eu vou conseguir meio milhão de reais com o com o com o Morão”. Aqui está o Fantinel que o pai dele então está aqui o retrato. Sete meses o pai dele, velhinho cego, não consegue mais enxergar, perde a qualidade de vida. Nós temos gente há mais de um ano esperando cirurgia para catarata. Vereador Hiago consegue esse meio milhão nós vamos botar na cirurgia da catarata. Não é isso? Não tem mais de um ano as pessoas esperando, as pessoas cegas, Bolzan. Então nós temos que fazer isso.
VEREADOR ZÉ DAMBRÓS (PSB): Um aparte, senhor vereador.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Já lhe concedo. Uma Declaração de Líder, no momento oportuno. Então, eu jamais irei conseguir fazer nada sozinho. Eu preciso de vocês, colegas vereadores e vereadoras. Nós temos que inverter a lógica. Nós não podemos normalizar. Ontem teve um vídeo...
PRESIDENTE LUCAS CAREGNATO (PT): Segue em Declaração de Líder à bancada do PDT, vereador Rafael Bueno.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Ontem teve um vídeo, Cecília. Minha assessora comunitária, teve um vídeo que as pessoas estavam na fila do CES. Isso é um tema que me dói muito. E eu não vou conseguir mudar, eu digo, em seis meses, isso é uma coisa que eu não vou conseguir mudar. Porque eu preciso de tecnologia. Eu fui para Ananindeua agora, uma cidade pobre no modo de vista, mas fui para Vitória e não tem essas filas, porque tem aplicativo. Eu preciso de dois milhões e meio para colocar esse aplicativo funcionar. Eu conseguindo dois milhões e meio a gente vai... Não vai ter mais filas, porque a gente vai conseguir se comunicar. Sabe, as pessoas dizem assim: "É fila para na UBS, tem que ir as cinco horas da manhã”; “É fila para marcar um exame”; “É fila para te fazer cirurgia”; O povo brasileiro, as pessoas dizem: "O povo brasileiro gosta de uma fila". Não, eu não admito. Eu odeio fila. As pessoas não podem ficar em uma fila, gente! As pessoas ficam... Eu estava... Fui ao mercado, tinha umas 20 pessoas na minha fila. Eu digo: não. Larguei a mercadoria, nem botei de volta, deixei ali. Vou ficar em uma fila para quê? Eu odeio fila e é isso que a gente tem que combater. Mas a gente tem que atacar, principalmente, na atenção primária. Os hospitais são importantes, a gente ajudar? É muito importante. Mas a gente tem que ir na base. É cuidar da população, do colesterol, da diabetes da pessoa. De usar uma camisinha, preservativo. Se prevenir lá na base. É isso que a gente precisa, é cuidar das pessoas lá na ponta.
VEREADOR JULIANO VALIM (PSD): Peço um aparte, vereador Rafael.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): É investir. E eu sei, pessoal, colegas vereadores e vereadoras, que inclusive muitos subirão aqui, à tribuna, e me xingarão.
VEREADOR CLAUDIO LIBARDI (PCdoB): Vou lhe pedir um aparte.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Mas eu não tenho medo, porque eu vou... Eu aceitei esse desafio, que é um turbilhão. Nos cem primeiros dias, muitas coisas eu vou botar em pauta. São alguns ganhando muito, e os que estão lá na ponta ganhando pouco. Nós temos que redistribuir isso, temos que redistribuir. Eu não quero terceirizar nada. Mas se tiver que chegar ao ponto de fazer isso, se for a última medida, a gente pode fazer também. Não quero terceirizar nada, já deixo dito aqui. Mas nós precisamos bonificar os bons profissionais. Eu quero fazer isso, presidente Lucas. É bonificar os ACSs, os ACEs, é bonificar os as equipes das UBSs. Não é só esse salário, vereador Hiago. Dá para fazer muito. Eu consigo pagar salários extras. E eu vou fazer isso. Salvem o que eu estou falando aqui, agora. Mas eu preciso cortar de outra parte que ganha muito, e os outros não ganham nada. E quem produz é lá na ponta. A gente precisa aumentar os indicadores, vacinar as pessoas, ir à casa das pessoas, olhar no olho das pessoas, tocar nas pessoas, ver o problema das pessoas. E quanto mais a gente competir entre equipes, quem ganha é o povo, são os indicadores. O senhor foi secretário da Educação. Não é isso, vereador Edson, os indicadores? Quanto mais indicador, mais dinheiro a gente ganha. Nós estamos deixando de ganhar dinheiro em Caxias do Sul porque nós não temos os indicadores de onde a gente poderia estar. Com tudo que a gente tem, essa pujança econômica em Caxias. Então nós precisamos atacar os problemas. Não vou melhorar tudo. Não esperem que a gente vá conseguir resolver 100% dos problemas em três anos, mas nós vamos fazer muitas mudanças. Então, aqueles loucos que também me entusiasmaram para eu assumir este desafio, se considerem que vocês vão fazer parte dessa luta comigo.
VEREADOR CALEBE GARBIN (PP): Peço um aparte.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Primeiro o vereador Hiago.
VEREADOR HIAGO MORANDI (PL): O senhor falou de desafio, né? Eu tenho uma frase que eu gosto, que é: “Não limite seus desafios, desafie seus limites.” E eu tenho certeza que o senhor está pegando, eu acredito que hoje é o número um, o desafio maior do município. Fui um incentivador para o senhor estar lá. Basta nós agora, como Legislativo, confiar e deixar tu trabalhar. Porque é isso aí. Quando eu fui lá falar com a FAS, logo que eu assumi como vereador, eu lembro que eu falei para o antigo presidente lá, eu disse: “A gente vai dar um prazo aí, e vocês têm que apresentar números bons.” Mas tem que deixar, tem que dar autonomia, como a gente fala. Como é para um servidor, como é para um presidente, como é para um secretário. Dar autonomia para o Executivo e, depois, esperar um tempo e cobrar. O senhor falou também sobre normalizar as filas. Isso foi feito há muito tempo em Caxias. A gente acabou achando normal uma coisa que era por um tempo e se tornou permanente. Então, isso a gente tem que mudar. A questão de Vitória e Ananindeua, só o fato de o senhor ir até lá e querer imitar ou trazer o que tem de bom em outros municípios já é uma coisa grandiosa, que não era feito aqui. Então eu acredito que o senhor assume um grande desafio, mas estou bem confiante. Falei ontem com o deputado Zucco. Eu agora, sim, vou entrar no jogo das emendas. Eu não estava entrando, vou te ser bem sincero. Não tinha confiança na gestão que ali estava, por isso que aqueles 500 mil, os últimos que eu consegui com o deputado Sanderson, a gente mandou lá para o Virvi Ramos, porque eu gostei, achei de forma responsável a gestão lá que eles fazem, gostei bastante. Então, tive confiança para mandar para lá. Mas agora, sim, a gente vai mandar para o Executivo, vou largar nas suas mãos, e a gente vai ver o que o senhor consegue fazer. Então, aqui fica minha... Não vou desejar sorte, porque não é questão de sorte, é de competência. Mas eu sei que o senhor é político, então já é uma coisa boa. Vai saber conversar com esta Casa; eu acho que isso vai ser bom. E também parabenizar o prefeito Adiló e o Néspolo por estarem indicando o senhor, estarem colocando o senhor lá. Eu acho que é um acerto. Porque é uma coisa que está mudando, o fato de mudar. Se vai dar certo ou não, a gente não sabe. Mas vinha dando errado, né? Na minha opinião e de quem eu represento, os meus eleitores. Então, eu acho que daí vai ser para melhor. Nunca imaginei. O que eu batia no senhor e criticava, ou vinha à audiência pública para discutir com o senhor, chamar o senhor de várias coisas, que não era legal. Outro dia achei um vídeo e mandei para a Dai. Eu disse: “Olha como eu tratava o Rafael Bueno e olha hoje a relação. Como a política muda, né?” Mas é dinâmico, faz parte da política isso. A gente vai cobrar igual. Mas tenho certeza que vai melhorar. Porque não é para mim, é para o meu filho, é para os meus netos, é um município melhor, é um legado que o senhor vai deixar. Muito obrigado.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Obrigado, vereador.
VEREADOR JULIANO VALIM (PSD): Vereador Rafael, primeiramente, a gente aprende muito aqui, com nossos colegas vereadores.
VEREADORA DAIANE MELLO (PL): Um aparte, vereador.
VEREADOR JULIANO VALIM (PSD): O senhor é um aprendizado, vereador, há alguns bastantes anos. Mas já vou te fazer um ultimato na primeira semana ali. Por quê? Porque o senhor sempre foi um vereador muito ferrenho na área da saúde e sempre frisando “tirar a bunda da cadeira”.
VEREADOR ALEXANDRE BORTOLUZ - BORTOLA (PP): Declaração de líder para o Progressistas.
VEREADOR JULIANO VALIM (PSD): Então eu vou querer que o senhor agende comigo em uma das primeiras UBSs, que é a do Bairro Jardim Eldorado, onde a UBS está caindo, infiltração na sala do dentista. Um desastre. Inclusive, exibi aqui na sessão.
VEREADOR EDSON DA ROSA (REPUBLICANOS): Concede um aparte, vereador?
VEREADOR JULIANO VALIM (PSD): E o prefeito Adiló foi muito solidário e disse: "Vamos esperar assumir o novo secretário para de fato dar sequência aí nessa pauta". Então, conto com o seu apoio...
VEREADOR CALEBE GARBIN (PP): Um aparte, vereador?
VEREADOR PEDRO RODRIGUES (PL): Um aparte?
VEREADOR JULIANO VALIM (PSD): Lá se atende mais de 70 mil habitantes, está caótica a UBS. Chove dentro quando chuva. E quero lhe parabenizar, continue esse trabalho eficaz na Secretaria da Saúde. Acredito que vai evoluir muito. E, de antemão, já vou lhe confirmar que em breve, o Deputado Dimas estará aí distribuindo um veículo para a área da saúde, inclusive conversei com o Bolsan. Acredito que seja destinada lá para ala do autismo, no Hospital Virvi Ramos. Então, o senhor estará aí... E mais aí o Hiago, aí os nobres colegas vereadores, para fazer uma grande gestão na Secretaria da Saúde e quem ganha é a população e que Deus te abençoe.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Obrigado, vereador. Vereador Dambrós.
VEREADOR ZÉ DAMBRÓS (PSB): Eu quero desejar todo sucesso na sua vida, sua filha, sua esposa, sua mãe, seu pai, que são meus amigos. Eu conheço a luta porque a sua teimosia, pensando sempre em melhorar a vida das pessoas. Eu, se fosse lhe dar um conselho, eu lhe diria o seguinte: nós temos aí o dia da vacinação, a campanha, o foco que teremos na proteção, nas 48 UBSs, que vai iniciar dia 18, a carteirinha da vacinação. O sarampo está chegando, por exemplo. Não é possível! Vacinação! E vamos lembrar que em 2021 os servidores, muitas vezes, sem hora extra, por isso que eu sempre vou defender a Daniele, que com a sua equipe estava na praça, nas UBSs, vacinando as pessoas. Então, vacinar! Não é possível! Carteirinha da vacinação em dia é o primeiro passo. Parabéns. Vou contar com o senhor e pode contar com este vereador também.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Obrigado. Vereador Calebe.
VEREADOR CALEBE GARBIN (PP): Vereador Rafael, apenas registrar os parabéns ao senhor por esse novo desafio que o senhor assume à frente da Secretaria da Saúde. E também, no mesmo sentido, acho que eu vou resumir a sua entrada nessa secretaria com a palavra protagonismo...
VEREADOR CAPITÃO RAMON (PL): Um aparte, vereador, se possível?
VEREADOR CALEBE GARBIN (PP): Acho que é isso que estava faltando nessa secretaria. É alguém que se disponha a viajar, a imitar o que está dando certo. Não tem problema nenhum se imitar aquilo que dá certo, em copiar, em chamar para si a responsabilidade. O senhor está fazendo isso antes de assumir. Sua camiseta que por mais que seja um ato político, mas representa o que o senhor está entrando lá para fazer.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Essa camiseta não servia até...
VEREADOR CALEBE GARBIN (PP): Não servia? (Risos)
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): E agora estou usando! (Risos)
VEREADOR CALEBE GARBIN (PP): É uma superação então! (Risos) É um momento superação. E aproveitar e lhe dizer que nós também vamos ser parceiros com relação a isso, né? Nós já enviamos 400 mil, via deputado Osmar Terra, lá para o Virvi Ramos. Temos um ofício ao senador Heinze de mais de R$ 1 milhão voltado também para a questão da saúde para o hospital, e também vamos pedir recursos para o município. Tem outros ofícios já protocolados nesse sentido junto aos deputados do nosso estado. E um pedido que eu lhe faço é com relação ao CES. Eu acredito que a tecnologia pode ser que ajude, melhore, né? Mas eu acho que a gente precisa de um novo espaço ali. Aquele espaço já não comporta mais a situação. Então, eu acho que nós precisamos de mais um espaço para poder ampliar a atuação. E o senhor resumiu, atenção básica, o que nós temos cobrado, falado na Comissão de Saúde, que é ir lá ensinar o vovô, a vovó a tomar o medicamento certo para não ter a reincidência de internação. Ajudar a criança, essa questão da cobertura vacinal que o vereador Dambrós trouxe aqui. Então, dentro dessa linha, nossos parabéns, desejo de sucesso e que o senhor faça um bom trabalho à frente da Secretaria de Saúde.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Obrigado, vereador. Não adianta a gente mudar os CES e os problemas mudarem junto. Nós precisamos é resolver os problemas, mas isso está no radar. Seu aparte, vereador.
VEREADOR CLÁUDIO LIBARDI (PCdoB): Vereador Rafael Bueno, o senhor sabe que o que eu mais admiro em uma pessoa é coragem. E acredito que toda cidade que nós não conhecemos é uma cidade imaginária. Porque é muito simples o senhor falar: "Me falaram que em Ananindeua é desse jeito; me falaram que em Vitória é desse jeito". Eu acredito que a principal admiração que eu tenho pelo senhor é por romper com o senso comum. Porque as pessoas acham que o senhor indo para Ananindeua está desperdiçando dinheiro público, quando o senhor está solucionando um problema delas. Então, eu queria lhe parabenizar por ter uma trajetória diretamente vinculada à ruptura com o senso comum e siga assim, Vereador Rafael Bueno. Se tem algo bom em Tóquio, eu quero que o senhor vá lá olhar o que tem de bom em Tóquio para trazer para cá. Eu acho que essa é a principal qualidade de um gestor público, saber aceitar críticas e romper com o senso comum. E isso o senhor tem. Parabéns!
PRESIDENTE LUCAS CAREGNATO (PT): Para concluir, vereador.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Obrigado. Para concluir, presidente, eu quero mais uma vez agradecer a todos, principalmente o convite do prefeito Adiló, do vice Néspolo, e já dizer também que já temos uma agenda prevista para esse mês ainda com a deputada Denise Pessôa que está organizando lá com o ministro da saúde e tenham certeza que nós vamos trazer as carretas da saúde, que é direito nosso e nós vamos também atacar outros problemas com as carretas da saúde que o ministro Alexandre Padilha trará para nós. E, para concluir, presidente, qualquer visita, eu vou levar esse baixinho aqui comigo, o meu assessor, o Daniel, aqui, tá? Então, podem se comunicar com ele, que ele vai ser o elo aqui da Câmara com todos vocês. Cada vereador vai ter uma pasta, nós vamos visitar a Sandra em Forqueta, todos os vereadores. Nós vamos... É justamente isto: menos sentado na cadeira e mais nos bairros. É esse o nosso propósito na Secretaria da Saúde. Obrigado, presidente. Obrigado a todos os vereadores. E desculpa Ramon, Edson, Daiane, Fantinel, Daniel e Pedro, que não pude dar aparte. Obrigado. (Palmas.)