VEREADORA DAIANE MELLO (PL): Senhor presidente, senhores vereadores, pessoal que nos assiste no plenário, também através da TV Câmara e das redes sociais. Parabenizá-lo, vereador Bortola, por esse projeto de lei tão importante para a nossa cidade. A gente que fala muito na questão de desburocratização, né? Então, eu acredito que esse projeto de lei vai ao encontro disso. Essas famílias que têm membros, enfim, com dislexia, com transtorno do espectro autista, com síndrome de Down, já sofrem por si só por estarem em busca de um atendimento médico, muitas vezes muito demorado, aguardam anos em filas. Tem toda uma dificuldade de buscar acesso à questão da educação, à questão de cuidador. E isso só dificulta a vida dessas pessoas, dessas famílias. E acredito que um projeto como esse precisa para facilitar a vida das pessoas, como o senhor disse. Esse projeto de lei já é realidade em vários municípios. Inclusive, estava conversando com a vereadora Marisol, estivemos em Picada Café, no sábado, um Encontro de Vereadoras, e a Comandante Nádia, que é autora em Porto Alegre, estava fazendo uma prestação de contas do trabalho dela, enfim, e falou da lei tão importante. A gente estava verificando que é uma lei da sua autoria aqui, e lá em Porto Alegre já é realidade com a legislação dela.
VEREADORA MARISOL SANTOS (PSDB): Um aparte, vereadora?
VEREADORA DAIANE MELLO (PL): Seu aparte, vereadora Marisol.
VEREADORA MARISOL SANTOS (PSDB): Desculpa, vereadora Daiane. Muito obrigada pela permissão, também, de falar do assunto. Como disse muito bem o vereador Bortola, é uma causa que tem o envolvimento de muitas frentes, né? De muitos vereadores, absolutamente pluripartidários, se dá para dizer assim. Eu trabalho com essa questão, sou voluntária do Unitea, por exemplo, desde que ele foi criado, e a gente tem um envolvimento muito grande e vê crescendo possibilidades. Se a gente parar para avaliar, nós temos aqui representantes: o TEAcolhe, Centro de Autismo, a gente tem o Virvi Ramos e o Círculo, superenvolvidos nos últimos anos, oferecendo serviços importantíssimos para a nossa comunidade. A gente tem também a rede privada, ampliando alguns serviços. Mas a gente vê ainda muitas dificuldades de atendimento e de acesso, que a gente precisa melhorar. Então, é importante a nossa participação nesse sentido. E lendo pareceres a gente vê, muitas vezes pareceres principalmente dos órgãos externos, consultivos, que dizem que não é nossa obrigação, que isso é lei federal, essa que está sendo discutida lá, enfim. Mas eu sempre entendo que temas que nós, aqui, compreendemos que são relevantes, a gente precisa bater o pé, reforçar e mostrar que nós estamos juntos. Então, estamos, obviamente, juntos nesse tema também. Muito obrigada pelo aparte.
VEREADORA DAIANE MELLO (PL): Obrigada, vereadora Marisol. E é isso mesmo, né? Ele é pluripartidário, envolve diversas frentes, diversas pessoas. E acreditamos, sim, que, mesmo que sejam muitas coisas em nível federal, temos que discutir na nossa cidade, que é onde acontecem as coisas. E muitas dessas famílias, vereador Bortola, têm que brigar para ter acesso, seja a uma fila de saúde, para um cuidador na escola. Ela sempre tem que estar brigando. Então, que tal a gente começar a auxiliar isso, desburocratizar e facilitar esse acesso aos benefícios e aos serviços? Então, eu acredito que essa lei vem ao encontro disso. Queria lhe parabenizar por isso. E, obviamente, votarei favorável, porque eu acredito que a inclusão precisa ser feita na prática, todos os dias, principalmente na cidade onde a gente vive. Obrigada, vereador Bortola. Parabéns.