VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Presidente, bom dia; colegas. Depois de uma viagem, uma indiada que a gente faz, né? Mas vale tudo a pena, presidente. Eu quero fazer uma saudação, aqui, especial ao Edson Zampieri, à esposa Noelci aqui presente. À Noelci, à Maria, à Nica e também ao Fernando, que muitos de vocês, colegas vereadores, conhecem. Bom, presidente, não sei se está na tela, mas a foto do seu João Batista de Souza, mais conhecido pelos amigos como seu Joane. Está aí a foto.
EXPOSIÇÃO DE MOTIVOS
Senhor Presidente, Senhoras Vereadoras e Senhores Vereadores,
João nasceu em Vacaria no dia 18 de agosto de 1935. Aos 7 anos ficou órfão de mãe, quando passou a viver com familiares. Casou-se aos 18 anos, formando uma família amorosa e unida. A educação dos filhos foi pautada por um equilíbrio entre rigor e ternura, o que resultou em todos se tornarem pessoas de bem. São seis filhos biológicos e um filho do coração ? Neusa, Luiz Clóvis (falecido), Maria Nilza, João Neri, Noelci, Ronaldo e Fernando ?, além de netos e bisnetos.
Seu caráter foi moldado pelo trabalho árduo e incessante. Como qualquer ser humano, cometeu erros e acertos ao longo da vida. Embora não tenha tido a oportunidade de estudar formalmente, possuía a sabedoria adquirida através das experiências da vida e do trabalho. Era habilidoso em marcenaria, construção, trabalho com as plantas, sempre inventando algo novo.
Aprendia com facilidade e tinha uma grande curiosidade sobre tudo.
Na juventude, trabalhou no campo e na lavoura, além de ter atuado no Batalhão Ferroviário de Vacaria. Em Caxias do Sul, trabalhou na indústria alimentícia, metalúrgica, madeireira e na educação, até se aposentar na Universidade de Caxias do Sul.
Seu João era uma pessoa de fácil relacionamento, generoso e humanitário, vivia com leveza, sempre com um sorriso no rosto. Gostava de uma boa conversa, de contar histórias, de bailes, de música gaúcha, de tocar gaita, da natureza, dos animais e não podia viver sem café. Tinha uma alma sensível e costumava dizer que não passava um dia sem lembrar de sua falecida mãe. A perda de seu filho mais velho trouxe tristeza ao seu olhar, e ele frequentemente mergulhava em um profundo silêncio. Já carregava a dor da perda de um genro que amava como um filho. Quando alguém buscava sua ajuda, nunca saía de mãos vazias. As visitas em sua casa eram recebidas com o melhor que podia oferecer, e à sua mesa sempre havia espaço para mais um.
No entardecer da vida, sua maior paixão eram os netos e bisnetos, que retribuíam esse amor na mesma medida. Os sábados eram dias de espera pela visita dos filhos e, claro, dos netos e bisnetos. A casa, que durante a semana era silenciosa, transformava-se em um verdadeiro festival de risos, conversas, café e chimarrão. A energia do amor vibrava ali, criando uma rotina que perdurou enquanto ele esteve entre nós.
Era um homem justo, honesto e responsável em suas ações, sonhando com uma sociedade onde todos pudessem viver com dignidade. Por isso, admirava e apoiava o trabalho do estimado Rafael Bueno, um parlamentar que honra seu mandato, um sentimento compartilhado com seus familiares.
Não alimentava grandes ambições e se considerava abençoado com o que possuía, afirmando que não precisava de mais nada, pois já tinha todo o necessário para viver bem. O que realmente lhe importava era o amor, o afeto, o carinho e a convivência com as pessoas que amava e que também o amavam. Com certeza, sua passagem por este mundo o tornou um lugar um pouco melhor.
Faleceu em 20 de outubro de 2021, rodeado por todos que o amavam, deixando um legado fundamentado em valores éticos, humanos e morais, que sempre nortearão a trajetória da família.
[...]
Caxias do Sul, 14 de julho de 2025; 150º da Colonização e 135º da Emancipação Política.
Documento assinado eletronicamente em 14/07/2025 às 13:48
RAFAEL MALCORRA BUENO - Vereador - PDT
(Ipsis litteris – Legix)
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Eu quero, Noelci, Nica e Fernando, os três filhos, dizer que para mim é uma grande alegria poder fazer essa homenagem para o pai de vocês, para o teu sogro. Aqui tem a Jussara, que é a minha assessora, minha vizinha, presidente, e eu resolvi fazer essa homenagem para os pais. Então, brevemente, como é a minha última oportunidade aqui, eu pedi para botarem na pauta. Eu agradeço. E por que isso? O pai dele, a família, constituiu do lado da minha casa. Eu não tive a oportunidade de conviver com eles. Depois que eu cresci e fui convivendo que eu conheci toda a família, de quem sou amigo até hoje. Mas uma coisa que me inspira é que meu filho, o teu filho, presidente, os nossos filhos e netos não vão ter é a vida que eles tinham quando eram crianças, que minha mãe me conta. Que era uma ganguezinha ali, eles crianças, as crianças do bairro. Brincavam de bolinha de gude na rua, jogavam bola, faziam brinquedos imaginários. Era brincadeira de infância no meio do barro, o que hoje a gente não vê nas crianças. Minha filha não vai ver isso. Então isso me toca muito, essa adolescência de vocês. (Esgotado o tempo regimental.) Eu encerro e declaro o voto, presidente.