VEREADOR ALEXANDRE BORTOLUZ - BORTOLA (PP): Senhor presidente, senhoras e senhores vereadores. Com grande pesar, que eu faço esse voto de pesar, ao senhor Guiomar Chies. O Senhor Guimar Chies trabalhou muitos anos nesta Casa, foi suplente de vereador da nossa velha Arena. Ele foi diretor-geral desta Casa em 94, 95, 97, 2000, 2001 e 2002, e assessor de imprensa em 90, 92, 93, 96 e 99 desta Casa Legislativa. Ele foi suplente da bancada da Arena na Legislatura de 73 a 76, e em 2020 ele foi homenageado com o título de cidadão caxiense. Então aqui ficam meus mais sinceros pesares para o Seu Guiomar Chies, na realidade, para sua família, seus amigos e conhecidos. Seria isso, senhor presidente.
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VEREADOR JULIANO VALIM (PSD): Bom dia, presidente. Primeiramente, quero deixar aí meus sentimentos aos familiares da Sra. Dilma Ferreira Ramos, 66 anos, que infelizmente, essa noite, veio a óbito, com essa maldita da doença do câncer, que todos os dias mata diversas pessoas, não só no Brasil, mas em nível mundial. E ela é familiar da nossa intérprete de Libras, a Priscila, aqui da Câmara de Vereadores. Inclusive, através do meu projeto Confortando Vidas, acabei realizando empréstimo de cama hospitalar, guincho hospitalar. Mas, infelizmente, faz parte da vida. A minha solidariedade, aos familiares. E com certeza, Deus, Jesus Cristo, tem um lugar especial para essa mulher que fez tanto bem na sociedade, reforçando a Sra. Dilma Ferreira Ramos. Infelizmente, as pessoas de bom coração acabam falecendo geralmente com mais brevidade, enquanto tantas pessoas de má índole estão aí na sociedade, infelizmente, fazendo o mal. Mas, são coisas da vida, e temos que seguir em frente. Obrigado, presidente.
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VEREADOR TENENTE CRISTIANO BECKER DA SILVA (PRD): Senhor presidente, nobres colegas vereadores, quem nos assiste nas redes sociais, quem está presente aqui no plenário, muito bom dia. Quero me solidarizar aos votos de pesar também do vereador Bortola, sendo que o Guiomar Chies, professor Guiomar Chies, deixa um legado eterno nesta Casa Legislativa. Mais do que um profissional, o Guiomar Chies foi um exemplo de ética, coragem, dedicação à verdade, e sua voz inconfundível ecoou dentro e fora deste plenário, carregada de emoção e de amor por nossa cidade. Hoje, então, eu quero, neste espaço que tantas vezes celebrou suas contribuições, nos despedimos com o coração apertado, mas repletos de gratidão. Que sua memória, então, permaneça viva na nossa cidade e nesta Casa Legislativa. Guiomar foi diretor, chefe de comunicação social, suplente de vereador e cidadão caxiense. Então meus votos de pesar à família e que Deus o acolha de braços abertos. Era isso, senhor presidente e nobres colegas vereadores.
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VEREADORA DAIANE MELLO (PL): Senhor presidente e senhores vereadores. O meu voto de congratulações vai ao Instituto UniTEA, pela 3ª Caminhada pelo Autismo que aconteceu na nossa cidade no domingo. Então, muitas pessoas foram e fizeram, realmente, uma onda azul. Tivemos a presença de alguns vereadores desta Casa, mas essa caminhada foi maravilhosa. O evento como um todo, junto com o Reveza Caxias e todos, claro, os apoiadores: a Unimed, o Sicredi, o Clube de Corredores de Caxias, o Samae, a Secretaria de Trânsito, a UCS e o Sesi, mas especialmente ao Instituto UniTEA, porque essa caminhada é um importante instrumento de mobilização social que fortalece a luta pelos direitos, o acesso às informações e às políticas públicas para as pessoas com um Transtorno do Espectro Autista na nossa cidade. Era isso, senhor presidente. Obrigado.
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VEREADOR ALDONEI MACHADO (PSDB): Bom dia, presidente. Senhores e senhores vereadores. Hoje, o meu voto de pesar é para a senhora Nelci Bernardo da Rosa da Silva, conterrânea da Mulada, mãe do Joel, amigo, parceiro. Deixou os seus familiares, ontem, estava sofrendo também com câncer há vários dias, então, descansou. Que Deus conforte os corações de seus familiares. Um forte abraço para eles.
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VEREADORA ROSELAINE FRIGERI (PT): Bom dia, colegas que nos acompanham. Eu também quero me somar a esse voto, tanto pela caminhada da UniTEA, como pela Tarde Azul que aconteceu no Parque dos Macaquinhos, da AMA. Eu acho que são entidades que, talvez um dia se juntem nas lutas, mas enquanto tem lutas separadas, é muito importante que nós, vereadores, vereadoras desta Casa, especialmente da Frente, apoiamos todas as atividades que tem em luta dos autistas, porque não é fácil. E também me somar, aproveitando os minutos, ao voto de pesar, ao Guiomar Chies. Eu tive a oportunidade de trabalhar, aqui, na Casa quando ele era assessor de imprensa, coordenador de imprensa e é uma perda para a cidade. Então, me somo a esse voto de pesar aos familiares. Obrigada.
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VEREADOR ELÓI FRIZZO (PSB): Meu caro presidente, senhoras e senhores vereadores, fui pego de surpresa quando entrei, quando estava referindo à perda do Guiomar. De fato, uma grande perda. Uma pessoa fantástica, amigo de todos nós aqui durante 30, 40 anos, meu especialmente, do Edson há mais tempo aqui. Então, de fato, uma pessoa que deu uma contribuição enorme para esta Casa. Autor de várias obras, um jornalista destacado, trabalhou, praticamente, em todas as emissoras de rádio, de caixas, jornais. Então, é de fato uma grande perda. Eu gostaria de me somar, vereador Cristiano, e até propor, se já alguém não propôs... Desculpe, cheguei um pouquinho atrasado. Um voto de pesar conjunto, de toda a Casa porque, de fato, é uma grande perda para a nossa cidade, principalmente, para a luta democrática. Eu conheço o Guiomar desde o meu primeiro mandato, em 1982. O seu pai também, mesma coisa. Convivemos com ele, sem dúvida nenhuma, foi muito dignificante o convívio com ele. Então, também lamento muito esta grande perda, meu presidente, senhoras e senhores vereadores.
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VEREADORA ANDRESSA MARQUES (PCdoB): Obrigada, senhor presidente. Nobres colegas, vereadores e vereadoras. Queria fazer um voto de congratulação pela passagem do Dia dos Jornalistas, no dia de ontem, dia 7 de abril. Partindo da frase do nosso grande e querido, uma referência da América Latina, Eduardo Galeano.
VEREADOR CALEBE GARBIN (PP): Peço a palavra, presidente.
VEREADORA ANDRESSA MARQUES (PCdoB): Na qual ele diz que a primeira condição para modificar a realidade consiste em conhecê-la. Então, essa profissão é tão importante para isso.
 
[... ]celebramos aqueles e aquelas que se dedicam a investigar, questionar, informar e dar voz ao que muitas vezes querem esconder.
O jornalismo é ferramenta de transformação, de resistência e de construção da democracia.
A cada pauta apurada, a cada verdade revelada, os jornalistas nos ajudam a enxergar o mundo com mais clareza — e, assim, a transformá-lo.
 
(https://www.facebook.com/pcdob65/posts/neste-7-de-abril-celebramos-aqueles-e-aquelas-que-se-dedicam-a-investigar-questi/1219543529552594/)
 
Nossa homenagem a todos e a todas que fazem do ofício de informar um ato de coragem e compromisso, e aproveito para saudar todos os jornalistas da nossa Casa, todas as pessoas que utilizam desse ofício para poder fazer com que a informação chegue para todos e para todas nós. Obrigada, senhor presidente.
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VEREADOR CALEBE GARBIN (PP): Bom dia, senhor presidente, nobres pares, comunidade de Caxias que nos assiste e acompanha aqui também no plenário. Hoje eu só quero fazer um voto de congratulações e agradecimento à sensibilidade do Executivo Municipal, haja vista a cobrança reiterada de vários vereadores, sendo de base e oposição, com relação à situação do Bairro De Zorzi. As casas lá que racharam, os moradores estão naquela circunstância, e o prefeito, após ouvir essas reivindicações, em contato com a Cruz Vermelha, conseguiu uma parceria para que os banheiros químicos permaneçam lá por 10 dias. Então, desde última sexta-feira, os banheiros já estão lá, muito embora o município não tenha essa responsabilidade com o caráter privado, e haja vista já ter sido oferecido o espaço. Nós entendemos também a reivindicação dos moradores com relação ao banco, que possivelmente tenha assegurado aquela obra ali, a empreiteira, enfim, agora todo o desdobramento jurídico. Mas agradecer a sensibilidade do Executivo e também por ter colocado à disposição da comunidade tanto o salão paroquial, como também toda a questão de assistência social e a guarda municipal naquele momento mais crítico de toda a situação. Era isso, presidente. Muito obrigado.
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VEREADORA ROSELAINE FRIGERI (PT): Bom, bom dia, colegas. Bom dia a quem nos acompanha aqui, presencialmente, em casa e pelas redes também. Eu não poderia deixar de falar, neste momento aqui, dessa situação que ainda, e espero que por muito tempo, seja debatida nas escolas, que é a questão que aconteceu na última terça-feira, uma semana hoje, com a professora Thais de Oliveira, que estava na escola João de Zorzi, uma escola que eu trabalhei em 2021 e que eu tenho muito carinho por aquela escola. Eu acho que esse debate não é também por acaso que, no meu último Grande Expediente, que foi no dia 21 de março, eu falei sobre esse tema da segurança, porque é assim que eu prefiro chamar, segurança nas escolas. Naquele dia, era o dia que estávamos relembrando sete anos do assassinato, que foi encontrada a menina Naiara. Chegando à escola, foi sequestrada, depois assassinada, estuprada, assassinada, enfim. E eu pedia para o poder público municipal, naquele dia, ações relativas à segurança nas escolas. De lá para cá, não faz nem três semanas, aconteceram muitas coisas que vêm ao encontro daquela minha fala naquele dia, e que infelizmente eu vou ter que reforçar aqui novamente. Primeiro, eu quero dizer que eu entrei em contato com as duas escolas que a professora Thais trabalha. Estava trabalhando na João de Zorzi, mas é ela lotada na Ilda Barazzetti, uma escola cuja comunidade inteira ficou muito preocupada, enfim, com aquela situação específica da professora. Eu estive lá na quinta-feira e as crianças ainda estavam perguntando como estava a profe, o que aconteceu, o que não aconteceu, ficou muito comovida aquela comunidade também. Fui lá prestar o apoio, não só do meu gabinete, mas inclusive dizendo que a Câmara de Vereadores é um espaço que precisa ouvir as direções, precisa ouvir a comunidade escolar e que nós precisamos fazer esse debate. Também prestei solidariedade ao pai, aos familiares da professora, minha colega. Então, eu acho que este é o momento. Pedi, solicitei à secretária da Educação, atendimento psicológico com bastante tempo, não apenas uma visita à professora ou às escolas, porque nós precisamos dar um suporte bastante grande a essa professora. Todo mundo sabe, além da questão física que fez sua médica dizer que ela renasceu, que ela renasceu porque foi grave, foram graves os ferimentos, a questão emocional vai ser muito maior. Eu não sei em quanto tempo ela vai se recuperar para ter coragem ainda de voltar para uma sala de aula. Então aqui, em nome da professora Thais de Oliveira, é a minha fala hoje. Mas eu não posso dizer que não é só o Ilda e não é só o João De Zorzi que está comovido e preocupado com esta situação. Todas as escolas, todas as direções estão correndo esse risco. Como eu falei, eu não vou entrar aqui em detalhe naqueles adolescentes, porque isso não seria nem ético e nem prudente, mas uma coisa eu garanto, não eram situações cujo pai, cuja mãe, cuja família era permissiva no sentido de não dar limites. Pelo contrário, talvez o limite, muitas vezes, da própria dificuldade que tem nesses espaços, muitas vezes a violência, as agressões por familiares, pode gerar isso maior ainda em uma escola. Mas esse tipo de aluno, esse tipo de estudante, ele está em todas as escolas. Não era um estudante com histórico, não era um estudante muito diferente do que aqueles estudantes que a gente manda sentar e que às vezes senta, às vezes não senta, às vezes responde para a professora. Isto, o que eu quero dizer? Eu não quero amenizar a responsabilidade desses estudantes, eu quero chamar atenção que esse tipo de estudante nós temos em todas as escolas, e não só públicas, muitas escolas privadas também têm.
VEREADORA ESTELA BALARDIN (PT): Um aparte, vereadora.
VEREADORA ROSELAINE FRIGERI (PT): O que significa que todos os educadores, as educadoras, podem estar correndo esse risco. Então isto, nós precisamos chamar atenção. Nós precisamos dizer que quando o termo pedagogia foi criado lá na Grécia Antiga, era diferente o que o educador ou uma educadora fazia, não era que nem agora, que uma professora tem 12, 10, 8 turmas diferentes para trabalhar durante uma semana; que às vezes tem três componentes. Eu tinha três componentes escolares, muitas vezes história, geografia, muitas vezes ensino religioso. Diferentes turmas que são de 30 alunos, mas que a professora vai aceitando um a mais, vai aceitando outro, e daqui a pouco está com quase 40. Essa é a realidade das escolas. Então, como disse a minha amiga aqui, no artigo do Pioneiro de sexta-feira, a Claudia Cristina Fin, que também é professora, ela botou que esta facada é uma agressão, mas que cada vez que a sociedade se coloca contra as professoras... Eu não sei se alguém lembra ou conhece, não foi da minha época de jovem, mas antigamente a professora e o padre eram as pessoas mais valorizadas na sociedade. Hoje o que as professoras são? Ah, que estão lá. Uma grita muito, ou a outra não tem domínio de classe, uma dá muito tema, a outra não dá tema, uma dá prova, a outra não dá prova, é o tempo inteiro sendo bombardeadas. Aqui na Câmara de Vereadores, eu ouço toda hora assim, a questão ambiental, eu já ouvi: “A Codeca tem dificuldade em separar o lixo, né? Porque não se ensina mais educação ambiental nas escolas. As escolas têm que trabalhar com isso”. Tudo é responsabilidade das escolas, de nós, dos professores e das professoras. E hoje, e sempre foi assim, a sala de aula não é só um lugar de ensinar aquela lista de conteúdos, não. A gente está ali, e quem já entrou em uma sala de aula, e mesmo quem não entrou, e que tem algum conhecido que confia, pergunta como que é uma sala de aula. Comigo já aconteceu “n” vezes, de eu estar falando algum assunto lá da Revolução Francesa, Revolução Industrial, e uma aluna me dizer: “Bah, professora, eu estava aqui pensando que na pandemia eu fui abusada pelo meu padrasto”. Aí tu vai fazer o quê? Isso tu resolve lá fora, da porta da escola para fora, não é problema meu, aqui eu vou dar a Revolução Francesa. Não existe isso! A gente é responsável também por isso. Não é só a família que educa. Quando eu estou numa parada de ônibus e eu vejo uma ação violenta, por exemplo, eu estou sendo educada. Eu posso educar com ação e eu posso educar com omissão. Quando uma situação toda de agressão, de bullying, seja o que for, não acontece uma intervenção, a gente vai ser acusada de estarmos deixando passar isso. Então as professoras estão sobrecarregadas, com seus direitos cada vez mais sendo cortados. Ninguém mais quer ser professora. Algum tempo atrás eu dizia assim, algum tempo atrás é dois, três, quatro meses: “Não vai mais ter professora”. A gente só está perdendo direitos, não tem mais, não consegue mais aposentar, tem isso, tem aquilo. Agora eu vou dizer: não vai mais ter professora por isso, e pelo medo que está nas escolas. Pela questão da saúde mental. E não é só das professoras. Esses meninos fizeram uma professora, esses jovens, mas poderiam ter feito no colega. A gente já teve, eu já intervi para separar estudantes brigando. E vou dizer mais: não adianta só a área de segurança. Eu concordo, a área de segurança é fundamental nesta carta que nós elaboramos que mais uma vez...
VEREADORA ESTELA BALARDIN (PT): Uma declaração de líder à bancada do PT.
VEREADORA ROSELAINE FRIGERI (PT): Que mais uma vez eu vou mostrar aqui, pede segurança. Pede guarda, patrulha escolar, pede, mas não é só. Detector de metal... Gente, se alguém quer fazer alguma coisa, dá uma paulada em uma professora, pega um lápis, uma caneta, pode machucar um colega. Tem tesoura, ou também não vai mais permitir tesoura? Ontem eu estava... Mas enquanto ele está usando, pode deixar na escola, mas ele vai usar. Ontem eu estava comentando, a Isa, minha estagiária, ela comentou que numa situação, uma pessoa botou aqui a tesoura, tesourinha, no pescoço de um colega. Só não apertou. Então o que nós precisamos, gente, e não é a escola que está violenta, é a sociedade que estava “despriorizando” o debate da segurança, da não violência. E não é só com punição. São vários outros mecanismos. Depois eu continuo. Seu aparte, vereadora Estela.
VEREADORA ESTELA BALARDIN (PT): Muito obrigada, vereadora Rose. Que bom falar ainda sobre esse tema, é muito necessário. Eu quero trazer, já que a gente tratou de pessoas da família, uma fala de 2023, dita por Eduardo Bolsonaro, então deputado, comparando professores a traficantes de drogas. Então eu acho que isso mostra há quanto tempo a gente tem pessoas, inclusive no ambiente político, trabalhando em prol da desvalorização, da violência contra os professores e professoras. E, de fato, quando eu entrei no magistério, eu entrei numa turma de 40. Agora a gente vai olhar lá, as turmas de magistério, elas estão com nove, dez, sete estudantes. E são falas e coisas como essa que estão acontecendo há muito tempo no nosso país, que vão fazendo, inclusive a comunidade escolar, entender que pode sim ser violenta com os professores, que pode sim coagir professores para que eles ajam de determinada forma. A gente está passando por um momento onde a gente tem pais ausentes, professores sobrecarregados, as comunidades virtuais, que muitas vezes os jovens, crianças e adolescentes estão envolvidas, que incentivam o ódio e a violência. E a gente tem uma lei de 2019, a Lei nº 13.935, que trata sobre a presença de psicólogos e assistentes sociais dentro da escola. Essa lei é muito cara para mim, foi o primeiro projeto de lei que eu apresentei em 2021, nesta Casa, para que a gente tivesse a implementação, a regulamentação desta lei, porque é essencial a gente ter esse acompanhamento porque as coisas não acontecem por acaso, elas não acontecem do nada. Então, a gente tem uma Lei Federal que já indica essa necessidade e a gente precisa, urgentemente, da regulamentação, para que a gente tenha profissionais, assistentes sociais e psicólogos, acompanhando a comunidade escolar, acompanhando os pais, os professores, os estudantes, para que a gente consiga, sim, ver formas de resolver efetivamente, não apenas com punição. Muito obrigada.
VEREADORA ROSELAINE FRIGERI (PT): Obrigada, vereadora Estela. Esta carta, que eu tenho tanto apego a ela, porque ela não é minha, foi uma reunião que nós chamamos, aqui, em 2023, e que foi elaborada por várias entidades escolares... Todas, todas, as entidades que envolvem a comunidade escolar, ela tem três folhas, duas folhas e meia, só de propostas porque enquanto a gente não pensar que a comunidade escolar precisa de um conjunto de medidas de várias áreas para resolver o problema da segurança, nós não vamos resolver. Enquanto nós temos famílias ou a sociedade botando responsabilidade nas professoras e nos professores de tudo que acontece, a professora não vai ser respeitada e vai dar direito a essas crianças e adolescentes fazerem isso. Dois mil e vinte e um foi o pior ano profissional da minha vida, porque a gente tinha aula na pandemia, algumas presenciais, algumas online, e algumas tinha que mandar material para casa de 10, 12, 15 folhas. Eu tinha duas matérias para quatro turmas diferentes. Então, era professora de História e Geografia para sexto, sétimo, oitavo e nono, no Diamantino, no Mário Quintana. Oito currículos, oito coisas diferentes. Sabe o que diziam das professoras? “As professoras não querem voltar para a sala de aula porque está bom ficar em casa.” Dois mil e vinte foi um inferno também, que nós íamos toda semana, tinha que separar as folhas. Todas as professoras correram risco. Foram os dois anos, inclusive, que nós tivemos os avanços todos congelados por uma Lei Federal do Governo Bolsonaro, que parece que aquele ano tu não trabalhou. Quando, eu juro, duvido que teve ano pior para as professoras e para os professores do que 2020 e 2021. Aí a gente perdeu aquilo, não conta mais nada, aqueles dois anos, é como se não tivesse feito nada, para triênios e essa série de coisas. Então, eu acho que é, está na hora da sociedade, sim, fazer esse debate. Está na hora da gente enxergar a escola como um espaço da sociedade, ela não é uma coisa fora da sociedade. E agora eu também queria colocar, ainda falando nesta questão da violência ou da segurança nas escolas, não é só na escola, é no entorno. A gente cansa de ver: “Professora, vai ter briga ali na saída, a gangue do Cidade Nova vai se encontrar com a gangue do Cidade Industrial, não se mete”. Eu digo: “Mas meu Deus! Aí que a gente tem que se meter!” Porque, se a gente não tem uma patrulha escolar, e não é porque a patrulha escolar ou a Guarda Municipal não faça o seu trabalho. Pelo contrário, assim como nós, professoras, assim como a maioria dos servidores públicos, faz muito além do que precisaria fazer. Acontece que não tem efetivo, não tem gente para fazer tudo isso. Quantas vezes a gente já falou que o Poder Público Municipal precisa nomear guardas, precisa nomear professores, precisa nomear agentes de saúde, na área da saúde, nós precisamos de pessoas para atender a sociedade. Agora, falando aqui de novo da segurança, eu tinha comentado com a secretária, quando eu fui falar daquela agressão que uma mãe fez à escola ali no Jardelino Ramos, em fevereiro, e eu disse: Secretária, eu fiz um estudo sobre os Estados Unidos, que aliás é o país que mais comete crime e que mais usou todas as medidas punitivas já para os crimes. E sabe a qual que deu mais certo lá? É uma caixinha colocada na escola, onde os estudantes que têm um ambiente escolar que eles se sentem bem, ele vai lá denunciar o que ele está sabendo que vai acontecer na saída da escola ou na escola. Por incrível que pareça... Pode ser anônimo, né, porque as pessoas têm medo. Por incrível que pareça, quando aconteceu isso no João De Zorzi, o que que saiu na imprensa? Eu não sei se é verdade, mas saiu na imprensa que muita gente, tanto do turno da manhã como do turno da tarde, sabia dessa ameaça. Então se tivesse uma caixinha, talvez, para colocar lá o que tu tá sabendo, seria uma medida talvez mais eficaz do que qualquer outra. E mais, no dia seguinte encontraram duas escolas com facas, não por nada, é porque aí a guarda foi priorizada para fazer esse tipo de trabalho, porque eu quero dizer para vocês, isso não deve ser tão incomum criança ir com faca para sala de aula. E, repito, em escola particular também acontece isso. Não é só nas escolas... A diferença é que nós, o município, chamamos a guarda, colocamos a imprensa, e as escolas privadas nem sempre fazem isso e nem sempre conseguem perceber isso, mas também tem. Mas, para concluir, era isso que eu ia falar, quando a gente fala de segurança, a gente fala do entorno da escola. A semana passada eu e a vereadora Estela estivemos na Escola Armindo Turra, conversamos também com a diretora da Escola Vitório Rech II, eu fui chamada também pela escola... Agora até esqueci o nome, mas daqui a pouco me vem na cabeça. Porque está sendo tirado o transporte escolar. Em duas dessas escolas, a Smed voltou atrás graças a esse movimento e reafirmou que vai ter. Mas tinha cinco, seis estudantes em cada uma dessas escolas que não poderiam mais ir com transporte escolar. Agora eu vou pegar só o exemplo da Armindo Turra, quem conhece. Ou o estudante atravessa a BR, que é perigoso, ou ele vai pelo mato, muitas vezes de manhã cedo, fim de tarde, com serração, escuro, por mato alto, e pode acontecer qualquer coisa, como aconteceu com a menina Naiara. Então, quando a gente fala de segurança, a gente está falando de transporte escolar também. Tudo isso é um conjunto de medidas que precisa ser visto por nós, fazer esse debate amplo, mas também pelo Poder Executivo, começando por valorizar o papel dos educadores e da comunidade escolar.
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VEREADORA ANDRESSA MARQUES (PCdoB): Obrigada, senhor presidente, nobres colegas, vereadores e vereadoras, as pessoas que nos acompanham também tanto aqui, quanto das redes de Casa, enfim. Hoje eu gostaria de trazer um tema que inclusive foi abordado já aqui no início da sessão pelo vereador Calebe, que tem a ver com os apartamentos sobrados ali do De Zorzi II. Acho que é importante, enquanto Câmara de Vereadores, estarmos ligados nesses assuntos que afetam as pessoas da nossa cidade, até para que a gente possa pensar, enquanto poder público, o que nos cabe e o que não nos cabe fazer frente a esse tipo de situação. Primeiramente, antes de entrar diretamente nesse assunto, eu queria mostrar uma matéria que saiu no jornal de hoje, que tem a ver com a temática habitacional também, que tem o seguinte título: “Prefeitura quer parceria com os sindicatos para ofertas de imóveis”. Então o secretário de Habitação José de Abreu anunciou na sexta-feira que estariam fazendo articulação com os sindicatos, com as entidades, os trabalhadores e trabalhadoras, e também com as entidades patronais para que possam se inscrever no “Minha Casa e Minha Vida” entidades e pensar projetos para poder atender segmentos dos trabalhadores e trabalhadoras na nossa cidade, que não têm, muitas vezes, acesso à moradia de forma facilitada, adequada, acessível. Então, eu gostaria de parabenizar por essa atitude, foi uma das questões que nós levantamos, inclusive, no início do nosso debate com a Secretaria de Habitação, e também sobre a conferência de habitação e pré-conferências que vão acontecer na nossa cidade, que são muito importantes para a gente poder debater sobre o assunto. Entrando agora na situação do De Zorzi II, gostaria de pedir para que o Maurício possa passar um videozinho, enquanto eu falo para que os colegas possam verificar a situação, para quem não esteve lá pessoalmente, porque eu sei que vários vereadores estiveram. Relembrando a situação para quem não sabe exatamente, na madrugada de terça-feira do dia 25 de março, na Zona Leste de Caxias, foram descobertas rachaduras em cerca de 10 casas de um condomínio e outros imóveis ao redor, totalizando 18 residências. O ocorrido, que gerou grande preocupação, fez com que o Corpo de Bombeiros interditasse os imóveis devido ao risco de desabamento. Cerca de 54 pessoas foram obrigadas a deixar suas casas. Por volta das duas e meia da manhã, moradores contavam ter ouvido barulhos estranhos e saíram para verificar. No entanto, o Corpo de Bombeiros só isolou a área por volta das três, enquanto equipes da prefeitura foram acionadas, que chegaram por volta das nove horas. Então, imaginem vocês, colegas, estarem nas suas residências, que passaram a vida inteira trabalhando para conquistar, porque nós sabemos que não é fácil ter acesso a uma casa própria, e um belo dia, numa madrugada, acontecem rachaduras nos sobrados, que fazem com que as pessoas tenham que sair às pressas e deixar todos os bens. Os moradores não conseguiram retirar os seus bens dos imóveis. Vereadora Andressa, até animaizinhos acabaram ficando lá. Dialogando com os moradores, a gente ouviu a tristeza deles. Tanto de não poder mais entrar, porque não tem autorização do Corpo de Bombeiros, enfim. Claro, com razão, porque corre risco de desabamento. Mas pensem a agonia dessas pessoas de não poderem mais entrar nas suas residências. E aí...
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Um aparte, vereadora.
VEREADORA ANDRESSA MARQUES (PCdoB): De imediato, vereador.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Bom, vereadora, sobre essa situação, primeiro eu faço um questionamento, já que nós estamos tratando sobre a Conferência Municipal da Habitação, que é um marco também aqui em Caxias, através do secretário José de Abreu.
VEREADORA ANDRESSA MARQUES (PCdoB): Com certeza.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Eu estive lá em umas residências, lá no Desvio Rizo. Tem mais de 350 apartamentos que foram liberados o Habite-se para aquelas moradias. Foram entregues os apartamentos da MRV sem o piso. Se eles vão botar um quadro na parede, cai o reboco. Entregaram sem chuveiro. Eles estão tomando banho, estavam, até poucos dias atrás, tomando banho em banheiro coletivo, porque não tinha a ligação de espera de água. Quem entrega o Habite-se em uma situação como essa, similar a essa? Segundo, pelo que eu ouvi relatos de algumas pessoas, e eu não sei se procede, parece que tinha uma escavação de um porão ali, que acabou prejudicando toda a estrutura da casa. Segundo, que a gente tem que analisar também, parece que foi feita a detonação para a construção do prédio do lado, que prejudicou a estrutura dessas moradias. E outra, vereadora, que a gente tem que se indignar, e é uma tristeza realmente, se fosse comigo, se fosse com a senhora, se fosse com qualquer pessoa. Mas a Caixa tem que ser responsável. Porque se a Prefeitura tiver que assumir o ônus de cada situação similar a essa, não tem dinheiro que vai cobrir todas essas construtoras. Por exemplo, essa lá do Desvio Rizzo, do Parque das Rosas, que tem 350 famílias, que está caindo tudo lá. Imagina se essas famílias começam a cobrar da secretaria. Aonde que nós vamos? Então, tem que cobrar da Caixa, que libera o financiamento, libera para essas famílias poderem ir morar lá a um preço aí... Acho que eles põem farinha nessas paredes e não reboco. Obrigado.
VEREADORA ANDRESSA MARQUES (PCdoB): Com certeza. Vereador, o senhor trouxe algumas questões que eu ia abordar aqui, na minha fala. Primeiramente, pode colocar o termo de informação, por favor, Maurício. Então, na verdade, eu já conhecia algumas famílias que residiam lá, anteriormente. Quando aconteceu isso, elas acabaram me contatando. Obviamente que outros vereadores foram contatados. Então, por já ter uma vinculação com algumas lideranças, eu acabei me inteirando dessa situação. Hoje nós temos um vínculo. Inclusive, hoje, novamente eu irei àquela comunidade para poder conversar com o pessoal. Então, nós estivemos no Ministério Público. Inclusive, a vereadora Daiane estava lá também, e nós somos citadas ali no termo de informação, porque justamente nós levamos algumas questões, vereador Rafael. Uma delas é sobre a necessidade de se realizar um laudo por engenheiros novamente, porque o laudo que foi realizado pela Prefeitura, na verdade, causaram algumas questões, algumas ponderações dos moradores, por ser um laudo inconclusivo. Porque, na verdade, colocavam algumas possibilidades, mas não diziam o que realmente tinha levado a acontecer isso. E tem uma grande hipótese, inclusive levantada pelos engenheiros da Caixa, que, na verdade, o problema foi da construção dos sobrados. Porque, mesmo que havia explosões em volta, as explosões só afetaram o sobrado por conta da sua má construção. Então, uma solicitação que nós fizemos, inclusive, para o Ministério Público é que haja a realização de um novo laudo para poder compreender, de fato. Porque essa informação que saíram nos veículos de comunicação, por isso que eu queria pedir aqui encarecidamente à nossa imprensa e também ao nosso prefeito, que com todo respeito que eu tenho a ele, mas acabou indo no local e foi ele a primeira pessoa a dizer que esse problema estaria sendo causado pelos moradores que estavam fazendo uma construção. Mas dialogando, ouvindo os moradores, por isso que também a gente está articulando a realização de um novo laudo, é que na verdade não existe construção nenhuma, vereador Rafael. E outros técnicos que estiveram com a gente no local também disseram que, e está no laudo também emitido pela prefeitura, que foi um laudo feito de forma rápida, que essa problemática estaria sendo causada por um teto que fizeram numa área dos sobrados, mas é uma areazinha, enfim. Então que, na verdade, é muito difícil, segundo outros engenheiros que foram lá, inclusive os engenheiros da Caixa, que os problemas tenham acontecido por conta de ação dos moradores. Então, nós precisamos ter responsabilidade com as informações que nós levantamos. Eu hoje não posso dizer com certeza que esse problema foi causado por conta da má construção dos locais, porque precisa de um laudo técnico para afirmar isso. Estamos... Estou junto com os moradores para a gente poder ir atrás disso para poder ter certeza, porque hoje o que está acontecendo é o seguinte: A Caixa diz que é responsabilidade das seguradoras; as seguradoras já estão tirando o corpo fora também, dizendo que é responsabilidade da Caixa, e isso é complicado porque cada morador, cada sobrado tem uma seguradora diferente. Então, infelizmente, pelo que nós estamos acompanhando, e ali também tem os advogados que estão acompanhando a situação, já tinham advogados lá quando a gente chegou para verificar essa situação...
VEREADOR CLAUDIO LIBARDI (PCdoB): Me permite um aparte?.
VEREADORA ANDRESSA MARQUES (PCdoB): Já lhe concedo, vereador. É que, na verdade, a gente precisa responsabilizar os órgãos e responsabilizar a Caixa, e pelo que eu estou verificando, provavelmente nós vamos ter que solicitar via judicial, porque eles não estão querendo passar e atender os moradores conforme os seus direitos por livre e espontânea vontade. Seu aparte, vereador.
VEREADOR CLAUDIO LIBARDI (PCdoB): Obrigado pela gentileza. Eu vou ao encontro com o que a senhora pensa e com o que o vereador Rafael pensa, em especial porque outros debates já foram promovidos nessa cidade em relação à responsabilidade da Caixa Econômica como financiadora. Não sei se o senhor recorda aquele prédio bem grande, perto dos pavilhões da Festa da Uva, que ficou muito tempo fechado. A Caixa foi condenada a acabar o prédio porque havia feito o financiamento. E, obviamente, nesse caso, se há um vício oculto, não é um período determinado que a Caixa tem responsabilidade, tem responsabilidade por todo o período. Porque aquele que é adquirente não é engenheiro, ele não tem capacidade de avaliar a viga, e ele entende que um banco do tamanho que a Caixa Econômica Federal tem a credibilidade, com certeza vai poder garantir a ele que o imóvel seja de qualidade. Mas, por fim, eu acho que o nosso apelo à Prefeitura deve ser na elaboração do laudo técnico para que haja uma determinação de responsabilidade. A Prefeitura tem profissionais qualificados para isso e, com certeza, vai poder auxiliar os moradores. Obrigado pela gentileza.
VEREADORA ANDRESSA MARQUES (PCdoB): Obrigada, vereador.
VEREADORA DAIANE MELLO (PL): Um aparte, vereadora?
VEREADORA ANDRESSA MARQUES (PCdoB): Uma Declaração de Líder à bancada do PCdoB. Seu aparte, vereadora.
PRESIDENTE LUCAS CAREGNATO (PT): Segue a vereadora Andressa Marques, Declaração de Líder à bancada do PCdoB.
VEREADORA DAIANE MELLO (PL): Vereadora Andressa, parabéns por trazer esse tema à tribuna. A gente acompanhou, então, também os moradores, tanto lá no acontecido, como depois no Ministério Público, e até eles fizeram um ofício através da Associação para a Prefeitura, fazendo alguns pedidos. Essa parte que você traz da informação que foi vinculada na imprensa é muito importante, porque vários moradores, inclusive dos arredores, não somente dos sobrados, falaram que não houve escavação nenhuma ali, que aquela betoneira já estava há um bom tempo e que não houve nada de obras. Inclusive, o morador que tem aquela parte ali, ele já pagou um tanto a mais para ter aquela abertura, então já existia. E a foto vinculada na imprensa representa para as pessoas que foi por causa daquela obra...
VEREADORA ANDRESSA MARQUES (PCdoB): Sim.
VEREADORA DAIANE MELLO (PL): Então, a gente tem que restituir a verdade, o que não aconteceu. Segundo, não só os moradores dos sobrados, mas também os moradores do entorno. E quanto à questão das responsabilidades também, a Caixa precisa imediatamente — eu acredito também que uma pressão do Poder Público — responder por isso, porque automaticamente ela é responsável das seguradoras, porque os moradores não fizeram contratos, eles não conversaram com as seguradoras separadamente, eles firmaram um contrato com a Caixa Econômica, e porventura, eram seguradoras diferentes. Então, acho que precisamos sim de uma pressão muito maior do Poder Público para pressionar a Caixa para ser responsabilizada a todos e esses moradores terem seus imóveis restituídos de uma outra maneira, porque eles estão pagando as prestações, estão pagando IPTU, então tem todo um pagamento e eles estão na rua, como a gente viu. Obrigada, vereadora.
VEREADORA ANDRESSA MARQUES (PCdoB): Exatamente, vereadora. A senhora tocou em pontos importantes. Eu peço, Maurício, para que passe para o próximo vídeo, que é sobre a questão de como eles estão justamente agora. Então, a primeira função que eu trago aqui esse tema para restituir a verdade. Nós não podemos compartilhar desinformação. Em todos os lugares que eu ia, na semana passada e retrasada, eu ouvia que a culpa do que estava acontecendo era dos próprios moradores. Então, isso... Imaginem nós estarmos na situação deles e ainda ouvir que o que está acontecendo na sua casa, que é uma coisa totalmente imprevista, é por conta da sua própria culpa. E uma segunda questão, que a senhora tocou, o vereador Claudio também, o vereador Rafael Bueno, que claro que a prefeitura não precisa e não deve se responsabilizar, por exemplo, pela restituição dos imóveis, porque isso é função da Caixa, da seguradora. É importante falar que a construtora faliu. Então, as pessoas chegaram a citar a questão da construtora, mas ela faliu, não existe mais. Então, é um ente que a gente não tem nem como buscar. Mas é que a prefeitura pode, vereadora Rafael, e no início da situação toda, eu percebi e vi que houve um relato para a imprensa de que a prefeitura estaria mediando com a Caixa. O qual é que hoje os moradores não sabem dessa informação. Eles não sabem se a prefeitura continua mediando ou não. Como é que está o diálogo com a Caixa? Então, nós estamos tentando, a partir, também, do Ministério Público, marcar uma conversa com a Caixa para ver em que pé está essa situação porque os moradores não podem ficar sem respostas. Então, vocês podem analisar nesse vídeo, gente. Existem diversas famílias que estão acampadas na frente dos sobrados e estão morando na frente dos sobrados. Uma porque alguns não têm opção, outra porque, também, eles têm receio dos bens que estão dentro dos sobrados, desses bens daqui a pouco serem furtados, serem roubados porque eles vão poder tirar os bens somente quando houver a questão do desmoronamento. Isso também, na semana passada, a prefeitura informou que não teria como fazer essa parte de... Fazer com que eles conseguissem retirar os bens de dentro com o desmoronamento dos sobrados. Então, a prefeitura disse que não é da sua responsabilidade, que seria de responsabilidade da Caixa. E, de novo, nós temos os órgãos jogando a responsabilidade um para o outro. E a população, os moradores, mais de 50 pessoas, quase 20 famílias, estão desassistidas. Então, eu gostaria de pedir para a Prefeitura Municipal, claro que nós faremos isso junto com a associação que foi criada pelos moradores, mas seria muito melhor se a prefeitura, como órgão do nosso município, intermediasse com a Caixa vereadora Daiane, pressionasse a Caixa. Nós sabemos que esse tipo de coisa só acontece com pressão. Então, o município não necessariamente precisa se responsabilizar com aquilo que não é seu. Mas se ele se colocar como mediador da situação, já é grande coisa, vai ser de grande valia, porque hoje essas famílias estão se sentindo desassistidas, esquecidas. Já são duas semanas sem respostas, sem assistência. Semana passada nós dialogamos, foi sobre isso que o vereador Calebe trouxe a questão dos banheiros. Então, quando houve a retirada dos banheiros, pensem o pavor das famílias que estavam acampadas que não iam ter nem banheiro para ir. E nós conversamos sexta-feira com o chefe de gabinete, com o Dornelles, pedimos para ele, junto com as famílias, encarecidamente: “Dornelles, não tem como as famílias ficarem sem banheiro.” E aí foi feita uma articulação com a Cruz Vermelha para que isso acontecesse, de fato, por que...
VEREADOR CALEBE GARBIN (PP): Um aparte, vereadora.
VEREADORA ANDRESSA MARQUES (PCdoB): Seu aparte, vereador.
VEREADOR CALEBE GARBIN (PP): Só para deixar registrado aqui essa preocupação, nós já viemos debatendo no grupo de WhatsApp, inclusive da base, aqui, do governo, isso já há duas semanas. Esse pedido antecede a sexta-feira. Isso a gente já vem bastante tempo falando.
VEREADORA ANDRESSA MARQUES (PCdoB): Importante.
VEREADOR CALEBE GARBIN (PP): Eu mesmo cobrei por três vezes. O vereador Aldonei também cobrou isso. E me perdoem os demais vereadores da base, não estou lembrado quem mais falou. Me marca o fato de que o vereador Aldonei também cobrou isso. Então, assim, ficou definida, então, essa parceria, que nós agradecemos, novamente, à Cruz Vermelha e ao município por intermediar isso por esses dez dias. Ocorre que nós temos que, também, trazer à tona o seguinte debate: trata-se de uma questão privada. Então, assim, a Guarda Municipal vai ficar despendendo de efetivo, de viatura, 24 horas por dia, em torno de uma questão privada? É complicado porque isso abre um precedente. Daqui a pouco, qualquer situação, alguém pode demandar à Guarda Municipal em torno da sua casa. Outro aspecto: de acordo com o que foi dito pelo próprio Dornelles, chefe de gabinete, chefe da Casa Civil, houve também, se colocou à disposição da população para que ficasse no salão paroquial nas proximidades do bairro. E os moradores sinalizaram que não ficariam ali, justamente porque queriam ficar acampado na rua para fazer esta pressão no que diz respeito ao banco responsável pela questão do seguro. Então, precisa se registrar isso, que, da parte do município, houve essa tentativa, houve essa busca para que eles ficassem abrigados. Inclusive, no primeiro dia – né, Tenente Cristiano Becker? –, salvo melhor juízo, foram, inclusive, levadas refeições para o pessoal lá, foi colocada à disposição também roupas da própria... (Manifestação sem uso do microfone.) Da FAS. Fizeram no salão? Fizeram no salão as refeições. Então, precisa ficar consignado que o município tem buscado. Porém, também existe aquela liberdade individual de cada um, de decidir se quer ir ou não, estar no salão. Então, inclusive a gente tem que também... Perdão por me estender, vereadora, mas só finalizando aqui. O Ministério Público pode inclusive acionar o município, porque está despendendo dinheiro público para uma finalidade privada. Então, a gente tem que se atentar também com esse desdobramento jurídico, porque pode vir a acarretar em cima do município. Era só isso que eu gostaria de pontuar aqui.
VEREADORA ANDRESSA MARQUES (PCdoB): Importante, vereador Calebe. O que eu vejo de uma situação como essa? Que não é uma pauta minha, do senhor ou de algum vereador exclusivamente, precisa ser uma luta de todos nós. Porque, a partir do momento que tem várias famílias envolvidas, que estão em uma situação delicada, que por mais que haja diferentes percepções do que fazer, todos nós nos colocamos no lugar. E são munícipes de Caxias, que trabalharam a vida inteira para ter acesso ao imóvel e que hoje estão passando por essa situação que é lamentável, que nós sabemos que ninguém de nós aqui gostaria que eles estivessem passando. O que eu penso sobre esses elementos que o senhor colocou? Acho que, sim, houve ali uma iniciativa do município em relação a algumas questões, mas quando há perda de moradias e as pessoas passam a, por exemplo, ter que ficar na rua, muitos estão em casas de familiares, que daí tem familiares que conseguem atender, aí já é interesse público, a partir do momento que as pessoas estão sem casa. Aí podem acontecer ali outras tragédias, porque se cair os sobrados, podem ir para cima dos prédios. As pessoas podem perder seus imóveis, por exemplo. Eu não consigo julgar as famílias por estarem lá na frente, porque elas têm medo que seus bens sejam roubados. E é tudo que elas conseguiram conquistar. Como é que elas vão fazer para comprar aquilo tudo de novo se elas são pessoas que recebem um salário básico, que já estavam contando com aquela realidade e, hoje, é uma nova realidade? Então, a partir do momento que há a sua casa, a sua moradia afetada, que as pessoas têm que ficar na rua, que acontece uma situação, um acidente, uma situação grave como essa, que na verdade não é necessariamente isso uma coisa premeditada, é algo que aconteceu a partir de vários fatores, a gente precisa, enquanto poder público, sim, prestar um apoio, prestar solidariedade, mas também articular ações para que as pessoas possam ficar o máximo acolhidas e com um certo suporte possível, justamente porque são mais de 50 pessoas, 20 famílias que estão nessa situação. Então, eu acho que nós, enquanto poder público, precisamos pensar muito. Acho que é uma linha tênue entre essa questão do interesse público e do interesse privado, porque essa situação, no meu ponto de vista, ela já passou do interesse privado. Hoje ela é de interesse público, sim. E nós precisamos nos atender para poder prestar o maior suporte possível para essas famílias. Então, nós estaremos acompanhando. Pedimos que o Executivo Municipal faça o seu papel de mediar com a Caixa e com os órgãos, nos ajude nessa questão, ajudem os moradores, que neste momento estão desesperados, pensando no seu futuro. Estão sem casa, sem imóveis e móveis, enfim. E nós precisamos fazer o máximo para que eles tenham os seus direitos assegurados. Obrigada, senhor presidente.
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VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Obrigado, presidente. Colegas vereadores. Nós estamos em uma semana, presidente, que Caxias do Sul, mesmo... Eu acho que é até importante que estamos em um processo aí que está vindo outra estação, está chovendo bastante, porque é bem nesse período que a gente sente as calamidades que acontecem, principalmente em nossa cidade. Nós crescemos, Caxias do Sul tem construído prédios, tem construído pavilhões, e a gente não vê obras de infraestrutura na mesma proporcionalidade. São pessoas construindo torres embaixo da canalização... (Manifestação sem uso do microfone.) Em cima da... desculpa, vereador Ramon, que bom que o senhor estava atento à minha fala, obrigado. Agora parabenizo o senhor. (Manifestação sem uso do microfone.) É, e agradeço. E tem causado diversos transtornos. Eu dou exemplo de um local, inclusive onde o prefeito de lá mora, que é aqui nas torres, ao lado da Danceteria Libertá. Foram construídas quatro torres, e o nosso Bairro Cristo Redentor, uma antiga vila operária, com um cano que não dá a vazão de água necessária nos dias normais, imagina então quando chove. E nós vivemos há mais de duas décadas com alagamentos constantes que vitimam diversas famílias que perdem todos os seus imóveis. Tem muitas casas que estão fantasmas lá, que as pessoas abandonaram, cansaram de viver nos seus imóveis alagados no Cristo Redentor e também na Vila Ipiranga. Foram mais de 20 anos de cobranças, desde quando eu era presidente do bairro, e nos meus três mandatos de vereadores, e agora então... De vereador. E nesse quarto mandato, nós temos a alegria de comemorar junto com a comunidade, nesta quinta-feira, o lançamento de um grande pacote de obras que o prefeito Adiló, que eu tenho certeza que vai minimizar 90% dos problemas de alagamento da nossa cidade. Vários bairros da nossa cidade serão contemplados, mais de 35 bairros já estão contemplados nesse pacote de obras. É um grande pacote de R$ 180 milhões, R$ 100 milhões da Secretaria de Obras e R$ 80 milhões do Samae. Então, somando os dois pacotes, R$ 180 milhões. R$ 80 milhões do Samae, onde serão recursos próprios, vereador Elói Frizzo, o senhor que foi diretor do Samae. E quando a gente vota... E muitas pessoas questionam: “Para que taxa de esgoto, se aqui não tem a rede de esgoto?” É para isso, é para fazer um caixa para posteriormente fazer investimento. Então nesta quinta-feira...
VEREADORA DAIANE MELLO (PL): Um aparte, vereador.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Então, nesta quinta-feira, às 19 horas, estamos convidando toda a população a se fazer presente, principalmente as lideranças comunitárias da nossa cidade, lá no Fogo de Chão, local que será, vereador Hiago, será um local para acolher a comunidade. Teremos também um baile lá, comemoração onde o prefeito Adiló fará o lançamento desse pacote de obras, que eu tenho certeza que será sanado mais de 90% dos problemas. Serão três pacotes de obras, que serão feitos em três momentos. Uma em maio, que será feita à licitação, provavelmente as obras iniciarão no mês de agosto, desse primeiro pacote; o segundo no mês de setembro deste ano, início em janeiro; e depois em fevereiro do ano que vem o início do terceiro pacote. Eu fico feliz que está tendo essa sinergia com o Samae e Secretaria de Obras. Quero parabenizar o diretor do Samae; também o nosso secretário de Obras, o nosso vereador Suzin, Lucas Suzin, que tem feito um excelente trabalho junto com os servidores, todos os engenheiros. Mesmo a equipe enxuta da Secretaria de Obras, de engenheiros, conseguiram, então, fazer esse pacotão aí, que é o maior pacote de obras na história de infraestrutura, de saneamento de Caxias do Sul. Nunca se viu tantas obras num único pacote sendo lançado, vereadora Daiane. O meu bairro, a minha região, o Cristo Redentor será contemplado, como uma obra lá no Bairro Fátima, que a senhora tanto cobrou. Como todos os vereadores cobraram diversas obras em muitos bairros da nossa cidade e serão contemplados.
VEREADOR ELÓI FRIZZO (PSB): Permite um aparte, vereador?
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Nós teremos mais de 90% dos problemas de alagamento sendo sanados com esse pacote de obras que será lançado na quinta-feira. Seu aparte, vereadora Daiane.
VEREADORA DAIANE MELLO (PL): Vereador Rafael, parabéns por trazer esse convite à população, o que é muito importante. Obras em diversos bairros da nossa cidade. E é isso por que a população clama há tanto tempo, principalmente falando da questão de alagamentos. A gente tem um alagamento crônico lá no Bairro Fátima, onde o prefeito, quando era secretário de Obras, fez a canalização, trocou toda a tubulação da Caetano Melo Filho, até a questão ali da Renato Del Mese, na Vermelho Car, mas faltou a outra parte. E ali os moradores, esquina da Caetano Melo Filho com a Avelino Antônio de Souza, que dá ali no Instituto Técnico, sofrem há muito tempo com qualquer chuva. Eles perdem tudo dentro de casa. Essa é uma demanda antiga e que vai ser colocada agora, está dentro do pacote de obras. A gente fica muito feliz. Estaremos lá na quinta-feira, às 19h30, para parabenizar a prefeitura e o Samae por entenderem a prioridade. Conversei com o prefeito Adiló no início. Já tínhamos falado em outros anos; mas agora, quando assumi como vereadora, ainda em janeiro, sentei com ele e falei da questão da Caetano Melo Filho. Ele disse que eu poderia ficar tranquila, que ela estaria no pacote de obras que seria lançado. Agora, sim, vamos parabenizar a Prefeitura na questão das obras, porque essas obras de alagamento afetam as pessoas no seu dia a dia, ainda mais falando da cidade de Caxias do Sul, aqui na Serra. Obrigada, vereador.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Obrigado, vereadora. Vereador Frizzo.
VEREADOR ELÓI FRIZZO (PSB): Vereador Rafael, obrigado pelo aparte. Eu quero dizer ao senhor que eu fico muito feliz de, lá atrás, lá atrás, no governo Pepe, fizemos uma grande discussão nesta Casa, envolvendo todas as bancadas, e conseguimos implementar então, lá, a tarifa de esgoto. A partir daí, foram construídas dez grandes estações de tratamento de esgoto. Então, Caxias hoje é referência em nível de Brasil, com capacidade hoje de tratar quase 80% dos seus esgotos. Ainda falta muito, porque o pessoal tem que fazer as redes. As estações estão prontas, aguardando lá que o esgoto chegue. O separador absoluto, quando se ligar à rede, esse esgoto todo vai ir para o tratamento. E lá no governo Alceu, quando eu entrei no Samae, peguei o Samae com uma projeção de déficit orçamentário de 20 milhões no final do ano. Graças a uma articulação forte, internamente, dentro do Samae, criamos as condições de recuperar financeiramente o Samae. Chegamos ao final da minha gestão com quase 100 milhões em caixa. E depois, durante os quatro anos, três anos do governo Guerra, praticamente não fizeram obra nenhuma, e foram acumulando valores lá. Então, hoje o Samae conseguiu ter valores superiores a 300 milhões aplicados. Eu acho que é correto o governo se utilizar desses 80 milhões. Mas eu alerto o Samae que tem obras importantíssimas, que o Samae tem que fazer, especialmente agora, nessa discussão da legislação de águas, que o Samae tem que desapropriar áreas específicas para a futura represa do Piaí, para a futura represa da Mulada, do Sepultura. Se antecipar, enquanto tem recurso em caixa, enquanto as terras forem baratas, tudo legalmente, sem problema nenhum. Mas o Samae tem que usar esse recurso para aquilo que é sua atividade principal. E, na medida do possível, auxiliar o município, principalmente na questão pluvial, por conta de que hoje o Samae utiliza a rede pluvial. Nós, em Caxias, adotamos o sistema de esgoto misto, onde tu utiliza o separador absoluto, que capta o esgoto específico, aquele tubo que todo mundo conhece, alaranjado, e usa a rede pluvial também para captar, principalmente na parte velha da cidade. A partir do Plano Diretor, todos os novos loteamentos têm separador absoluto. A parte antiga da cidade, o lançamento, principalmente nas fossas que se esgotam, é lançado diretamente no pluvial. É só dar dez dias de sol, vai a uma boca de lobo para entender por que tem que continuar essas obras de colocação do separador absoluto. Mas cumprimentos ao governo, é uma obra gigantesca. Tomara que dê tudo certo, que essas obras sejam ampliadas. E ficamos aguardando aquela que é fundamental, a construção dos novos cinco piscinões. Esses, sim, dialogam com a questão da proteção da cidade contra os grandes temporais, chuvas e assim por diante.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Obrigado, vereador. Deixei o senhor falar porque o senhor é a pessoa que mais tem propriedade, aqui, para falar sobre esse assunto, enquanto diretor do Samae. Mas, para concluir, presidente, isso é uma obra que vai contemplar os problemas de Caxias do Sul. Serão resolvidos, eu tenho certeza. Parabenizar o prefeito; o vice, Néspolo; os servidores da Secretaria de Obras; o diretor Samae; o secretário de Obras. E dizer que Caxias do Sul se transformará em um grande canteiro de obras. Por isso, a importância de ter informação para os nossos moradores porque, daqui a pouco, obras importantes, presidente, se tornarão problemas. Então, por isso que é preciso as pessoas terem paciência, mas, principalmente, a Prefeitura estar informando os moradores, quando iniciarem as obras, dizer: “Aqui terão obras. Vocês serão impactados”. Para não ser algo que pode prejudicar o andamento das obras e também a população ficar criticando algo que é tão bom porque só quem sofre com alagamento, perde o seu imóvel, é que sabe a tristeza que é. Obrigado, presidente.
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VEREADOR HIAGO MORANDI (PL): Um aparte, vereadora.
VEREADORA DAIANE MELLO (PL): Senhora presidente, senhores vereadores, que ainda nos acompanham por aqui, pessoal que nos assiste em casa. Eu quero relatar algumas coisas que eu ia falar até no Pequeno Expediente, mas por a gente não ter vou ter que trazer aqui. Uma delas é a questão que aconteceu ontem, na UBS do Bairro Fátima, por volta das 7h10 da manhã, um senhor que estava na fila aguardando o exame laboratorial teve um desmaio e foi atendido pelos populares e os relatos que chegaram até nós é que existiam pessoas dentro da UBS, da questão, e não atenderam essa pessoa. E a gente foi atrás da informação, porque eu não gosto de ser leviana nas informações, a gente mostrou a nossa indignação, porque os servidores que estavam ali dentro informaram as pessoas que eram para ligar para o SAMU, ao invés de ligarem. Na verdade, eu nem cobro a questão do atendimento em si, mas se eles atenderem um técnico de enfermagem, uma enfermeira, elas têm maior conhecimento até mesmo para falar com o SAMU em uma situação dessas. E a Secretaria da Saúde me informou, então, que teria apenas uma higienizadora no local e depois somente que chegou a técnica de enfermagem. Como eu não gosto de informação pela metade, muitas pessoas tinham falado comigo, inclusive que estavam na fila, e eu fui atrás dessas pessoas para conversar com elas. E a gente detectou que não tinha somente a higienizadora, porque inclusive nos vídeos tem outra pessoa de jaleco branco dentro da UBS. E para muitas pessoas, inclusive da família do senhor que caiu, diz que tinham três pessoas dentro da UBS. Então, isso é grave, e ao colocar isso na rede social, tanto eu quanto o vereador Hiago, o que a gente tem para falar para vocês é que os relatos são muito maiores. As pessoas... Nenhuma das pessoas que comentaram, disseram assim: “A saúde está boa”; “a saúde não tem problema”; “aqui nessa UBS está tudo ok”. Infelizmente, na nossa cidade, todos os relatos são de problemas em UBS. E aqui eu quero falar, especificamente, da do Fátima. A gente tem muita reclamação da UBS do Bairro Fátima, que as pessoas se adonaram daquela UBS, as pessoas que trabalham lá, e isso, infelizmente, porque a gente precisa dos atendimentos. E outra situação que eu trago é a questão do Agenda Mais, que, infelizmente, não funciona na nossa cidade. A gente vem com alegria anunciar mais UBSs que atendam pelo Agenda Mais, porém as pessoas tentam contato e não conseguem. Todos os dias as pessoas tentam ligar e ficam horas. Tem gravação das pessoas tentando contato com o Agenda Mais e não conseguem uma consulta. Seu aparte, vereador Hiago.
VEREADOR HIAGO MORANDI (PL): Obrigado. Parabéns por ser combativa desse jeito, que ainda mais em uma região que tem um apreço enorme pelo teu trabalho, vereadora. Eu tenho sempre, não canso de falar o quanto tenho orgulho de ter conhecido o teu mandato, aqui dentro, a forma que tu trabalha, eu vejo o sangue no olho e vejo o quanto tu se doa para aquela comunidade, então, aqui meus parabéns. Dando só... O meu assunto aqui, o meu aparte não é sobre essa questão, mas é só fazendo um pequeno adendo sobre isso. Como eu falei, em vídeo, essa semana, se tornaram normais as filas pela manhã, onde tem idoso tomando água na cabeça e tomando chuva, e se tem sol, eles levam sol na cabeça, quatro, cinco horas da manhã, se tornou normal. Isso é falta de gestão, falta de secretário atuante, o secretário, para mim, é incompetente, a adjunta também. Não canso de falar aqui. Isso, eles não copiam modelos que deram certo, demoram para responder a gente no WhatsApp, ficam “brabinhos”, depois a gente faz vídeo, eles acham ruim, e assim vai continuar. Eu estou achando que a gente está fazendo pouco vídeo, tem que mostrar muito mais. E, a partir da semana que vem, a gente vai estar fiscalizando muito mais as UBS, muito mais a Codeca, muito mais as escolas municipais, porque é um governo que não sabe lidar com oposição. Mas deveria ser atuante, porque a oposição deixa o governo mais forte. Mas não era sobre isso que eu ia falar. Fazendo um, bem rápido aqui, de maneira rápida, levantando o tema que a vereadora Andressa trouxe que é a questão dos sobrados, ela esteve envolvida, nós também, vários vereadores se debruçaram sobre esse tema, aqui indo um pouco contra o que o vereador Ramon, o vereador Calebe falou, que não tem muito que fazer que é questão do setor privado e da vida das pessoas ali, e que o Poder Público não tem muito que fazer. Em São Sebastião, a cidade em São Paulo, foi cem vezes pior o que aconteceu com as casas e as casas desmoronaram. Sabe o que aconteceu? O governador Tarcísio ligou para o prefeito e, de imediato, mandou... Primeira coisa: ligou para o comandante do exército daquela cidade e mandou o exército ajudar as pessoas e dar assistência para as pessoas. Então, botou o exército a trabalhar. Isso já é uma grande coisa que pode ser feita. Segunda coisa: fez uma reunião com a hotelaria daquela região e, de imediato, colocou as pessoas em pousadas e hotéis daquela região para não deixar ninguém na chuva e nem no sol. Então, aquela parceria público-privada, que se o prefeito não tem condição de fazer, não tem o networking o bastante, não conhece tão bem a hotelaria da sua cidade para oferecer, talvez para as pessoas, como o governador Tarcísio fez, é porque ele é fraco, ele é incompetente.
VEREADOR CLAUDIO LIBARDI (PCdoB): Vou lhe pedir um aparte.
VEREADOR HIAGO MORANDI (PL): E a declaração aqui, só lendo bem rapidinho sobre esse tema, a declaração do Tarcísio: é uma maneira de ganhar fôlego, ganhar tempo e dar uma esperança, uma perspectiva para as pessoas que querem uma direção. Então, assim, foi o que eles fizeram naquela região. Eu acho que aqui era uma das coisas que poderia ser feita, mas vale muito mais a pena tirar o time de campo, dizer que não é com ele e, mais uma vez, jogar a culpa para outros, como ele vem fazendo diretamente.
VEREADORA DAIANE MELLO (PL): É isso, vereador Hiago. Eu acredito que a gente está tornando normal o que é anormal. Não pode ser normal as pessoas na fila da UBS. A gente não pode dizer: “ai, tem que ir às quatro horas da manhã, senão não se consegue ficha.” Não tem prioridade, porque na fila da UBS, como é urgência e emergência, todo mundo vira prioridade. E daí não tem as prioridades. E a gente fala isso com conhecimento de causa. A gente foi na UBS do Esplanada, na UBS do Jardim Eldorado, do próprio Fátima, em horários conversar com a população e também com as gerentes das UBSs para verificar possíveis soluções que possam ter para essas coisas. Agora, eu recebi uma resposta de alguém que está solicitando uma ressonância de 2023: “Ela não tem prioridade.” Isso dito pela direção da Secretaria da Saúde. “Ela não tem prioridade. Nós estamos atendendo 2022 ainda.” Gente, a gente está em 2025! A gente precisa olhar para a saúde com a prioridade que ela tem e não apenas com o olhar de campanha eleitoral, que está tudo bem, está tudo certo, está tudo sendo feito. Seu aparte, vereador Libardi.
VEREADOR CLAUDIO LIBARDI (PCdoB): Obrigado pela gentileza. A senhora sabe que tinha um lugar que eu cheguei...
VEREADOR CAPITÃO RAMON (PL): Um aparte, vereadora.
VEREADOR CLAUDIO LIBARDI (PCdoB): Cheguei a fazer um voto de congratulação aqui ao responsável pela organização da UBS de Galópolis. Eu fui à UBS, estava funcionando, acabou faltando luz no local e, imediatamente, a secretaria foi recolher as vacinas, que tem um valor significativo, eram mais de 20 mil reais de vacina. Fiquei surpreso que ele foi afastado depois que eu fiz o voto de congratulação e funcionava. A UBS não tinha fila. Eu procurei o líder do governo, procurei também o secretário para que houvesse a manutenção dele porque a UBS funcionava. Chego aqui e parabenizo... A senhora imagina... O que me preocupa mesmo é que eu me sinto profundamente culpado. Se agora não funcionar, eu me sinto corresponsável, que talvez se eu não tivesse falado nada, ele ainda fosse o coordenador. Então, são essas preocupações que eu tenho. Parabenizar a senhora pelo tema e, obviamente, tem coisa que funciona. E mais do que cobrar que a gente arrume aquilo que não funciona. Eu queria reiterar minha preocupação de manter aquilo que funciona. Obrigado.
VEREADORA DAIANE MELLO (PL): É isso aí, vereador Libardi. Vamos manter as pessoas que estão fazendo o bem e fazendo o seu trabalho. E eu relatei tudo isso que eu recebi dos familiares e das pessoas que estavam presentes na Unidade Básica de Saúde. Relatei para o diretor da Secretaria da Saúde, e ele me disse que isso vai ser apurado, inclusive com os pontos. E assim eu espero porque a cobrança não é vazia. Eu não vim aqui para falar mal da secretaria simples só e sair daqui e está tudo certo. Não. É para realmente melhorar o atendimento porque é isso que a gente quer. A gente quer uma cidade melhor, que a saúde funcione. Então eu relatei esse problema e quando ele me disse: “Ah, tinha só a higienizadora.” Eu disse: “tem essas situações...”.
VEREADOR CAPITÃO RAMON (PL): Um aparte, vereadora.
VEREADORA DAIANE MELLO (PL): “Tem essas situações aqui.” Ele disse: “não. Vai ser apurado, vereadora. Pode ficar tranquila.” Eu disse: “então, tá bom, eu aguardo essas apurações, inclusive do ponto das pessoas que já estavam dentro da UBS.”
VEREADORA ESTELA BALARDIN (PT): Um aparte, vereadora.
VEREADORA DAIANE MELLO (PL): Meu tempo, aqui, vai ficar muito curto, porque hoje é só a Declaração de Líder. Seu aparte vereador Ramon, bem rapidinho.
VEREADOR CAPITÃO RAMON (PL): Vereadora Daiane Mello, parabéns por ter trazido. Todo mundo aqui me chama de Ramon, eu vou ter que mudar meu nome político para Ramon. Capitão Ramon. Obrigado. Vamos lá, para ficar claro aqui, são 38 mil pessoas que viram o meu vídeo, 337 pessoas encaminharam, 248 comentários, 2.137 curtidas, em relação ao ambulatório do Pompeia. Mas não é só coisa ruim, eu vou parabenizar. Ontem, eu liguei para o Gustavo, do Ideias. Parabenizar ele, porque ele foi à UPA Zona Norte, às 10 da noite, para corrigir uma questão de erro do sistema. Então, aqui a gente faz a crítica, mas também faz o elogio. E parabéns por isso, a fila estava desde as duas da tarde, das 14 horas, um seguidor me mandou mensagem: “tem gente desde as 14 horas esperando.” Imediatamente mandei mensagem para o Gustavo, o Gustavo foi lá pessoalmente e realmente tinha um erro de sistema e ele realinhou a fila. Obrigado.
VEREADORA DAIANE MELLO (PL): É isso, Capitão Ramon. Mas aqui eu reafirmo, para finalizar a minha Declaração de Líder, aqui, em nome do PL. É a questão, até mesmo, da falta de fiscalização da Secretaria da Saúde nas nossas UPAs. A gente relata os problemas, eu relatei o problema acontecendo no domingo de noite, eles me responderam na segunda de manhã. Daí não dá. A gente tem que ter uma fiscalização efetiva da Secretaria da Saúde. Eu tinha mais assuntos, mas hoje, pelo tempo, era isso.
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VEREADOR DANIEL SANTOS (REPUBLICANOS): Pessoal, primeiro, complementando essa informação que a senhora solicitou sobre o ponto, eu já tenho. E nenhum dos funcionários da saúde, depois eu vou encaminhar o ponto, nenhum deles estavam no horário que foi citado. E não foi às 7 horas e 10 minutos que aconteceu, porque às 07:07 foi quando foi chamado o SAMU. E foram as profissionais de saúde que chegaram lá. E depois, às 07:20, quando chegou a técnica de enfermagem, que ela saiu para fazer o atendimento ao senhor que ainda estava lá, inclusive ela foi hostilizada quando foi prestar esse atendimento. Então já tenho os pontos, e eu lhe passo depois, sobre isso. Eu quero fazer aqui, eu vou fazer uma solicitação à Secretaria de Educação. O senhor professor Saulo Velasco, está em hora extra na Escola Guerino Zugno, nas partes da manhã, no entanto, ele está nas redes sociais da Câmara de Vereadores fazendo comentários críticos. A crítica é o de menos, porque todos nós aqui estamos sujeitos a críticas. Isso é o de menos. Mas em horário de hora extra ele está fazendo comentários nos canais de comunicação aqui, em relação ao nosso posicionamento político, nada contra isso, mas em relação às horas extras que ele está recebendo e fazendo comentário. Eu quero... (Manifestação sem uso do microfone) Como? (Manifestação sem uso do microfone) Muito. Outra coisa que eu quero falar aqui, que... De novo, pessoal, não me incomoda nada a relação às críticas, isso faz parte, e como eu falei em um vídeo que eu fiz ontem, a oposição norteia qualquer governo. Mas a desinformação é algo que me... Eu acho que é o que mais tem me incomodado... Acho que nem é o fato de buscar a informação, mas é saber que é uma desinformação, e mesmo assim joga nas redes sociais. E aí eu falo em relação... Saiu ontem na Rádio Caxias, de novo, o assunto do trem. O trem vai ser histórico, já é histórico, vai ser mais histórico ainda.
O presidente do Conselho de Cultura de Caxias do Sul questiona investimento em locomotiva e retorno financeiro para o município. A Rádio Caxias ouviu nesta segunda-feira (07) o ativista cultural e presidente da Comissão Municipal de Cultura, Robison Boeira, sobre a vinda da locomotiva histórica para a cidade.
[...]
Conforme Boeira, o órgão não foi consultado ou comunicado pela Prefeitura da compra da relíquia, a notícia foi recebida pela divulgação da imprensa. O presidente não descarta que faltou comunicação por parte da municipal. Além disso, considera que os procedimentos para a aquisição da locomotiva foram muito rápidos.
(Fonte: https://www.radiocaxias.com.br/presidente-do-conselho-de-cultura-de-caxias-do-sul-questiona-investimento-em-locomotiva-e-retorno-financeiro-para-o-municipio/)
 
Mais uma vez, o município não comprou locomotiva, ele não fez compra da locomotiva, ele não vai ter custos para transportar a locomotiva. O custo, o teto que se estima que vá chegar é de R$ 509 mil, é o teto que pode ser investido, do custo de reparo da universidade onde ela está. É isso. E o custo de restauro dela, não para usar, para andar, mas o restauro histórico, não vai sair dos cofres do município ou vai ser tirado de qualquer outra pasta para fazer esse reparo. Então, mais uma vez...
VEREADOR ELÓI FRIZZO (PSB): Permite-me um pequeno aparte, vereador?
VEREADOR DANIEL SANTOS (REPUBLICANOS): Pode. Por favor, vereador.
VEREADOR ELÓI FRIZZO (PSB): Olha, eu tenho muito carinho e muito respeito pelo Robison Boeira. Sem dúvida nenhuma, é um sujeito que dignifica a cultura de Caxias, todo mundo o conhece, toca gaita a ponto como ninguém, se apresenta com artistas do Brasil inteiro e hoje está à frente do Conselho Municipal de Cultura. Mas, com todo o respeito ao Robison, acho que fico muito infeliz na fala dele hoje na Rádio Caxias, absolutamente pautado por não sei quem. Eu continuo insistindo que a vinda desse trem para Caxias será um marco. Neste ano, dos 150 anos da colonização, vai ser um diferencial fantástico do ponto de vista não só turístico, mas cultural, inclusive. Porque a fala do Robson diz o seguinte, que esse recurso deveria ser utilizado da compra do trem, que não estamos comprando trem nenhum, na cultura. Eu defendo a cultura e quanto mais recurso tiver na cultura, melhor. Mas, de fato, acho que foi precipitada a fala do Robson. Repetindo, meu líder, com todo o respeito que tenho pela inserção política, artista e cultural que o Robson representa na nossa cidade, sem dúvida nenhuma, é uma figura fantástica em Caxias do Sul. Obrigado, vereador.
VEREADOR DANIEL SANTOS (REPUBLICANOS): Seu aparte, vereador Hiago. Desculpa, eu esqueci que o senhor tinha pedido aparte.
VEREADOR HIAGO MORANDI (PL): Não, ali onde o senhor fala, vereador, nenhum deles estava lá e tal por não ter nenhum profissional ali. A questão não é essa, a questão que a gente vê a preocupação é esse negócio de normalizar o pessoal chegar de madrugada para ser atendido. E se nenhum profissional de saúde estava ali, pior ainda. Eu tive informações que a pessoa estava ali para fazer um exame de sangue – é isso, Dai? Mais ou menos? Então a pessoa às vezes está sem comer, porque ela vai fazer um exame, por exemplo, tirar sangue e está ali na fila, no sol, ou na chuva, ou de madrugada. Então esse é o problema, se não tem ninguém lá para receber eles, pior ainda se não tem um profissional quando eles chegam. Era para mim, na minha humilde opinião, eles chegarem e já está o posto de saúde, a UBS, funcionando normal. E a questão do trem, mesmo que não tenha valor nenhum, voltando a esse debate, tempo é dinheiro, energia é dinheiro, quando o prefeito perde tempo indo lá na Ulbra... E aí, cada um tem um ponto de vista, ou falando desse assunto, ou falando de trazer locomotiva, e mesmo assim tem gente morrendo por questões de leito.
VEREADORA ESTELA BALARDIN (PT): Um aparte, vereador.
VEREADOR HIAGO MORANDI (PL): Até parece um pouco populista esse meu discurso, mas tem gente morrendo, eu mostro o meu direct ali, tem gente morrendo sem leito. Então, a energia que ele depositar nisso, só o debate aqui dentro da Casa, só uma reunião que ele fizer com o secretário, só essa energia que eles depositaram, para mim já é perca de tempo e de dinheiro para a questão do município. Então, seria isso sobre a questão do trem, mesmo que não tivesse dinheiro.
VEREADOR DANIEL SANTOS (REPUBLICANOS): Vereador Hiago, eu acho que se algum eleitor vier lhe procurar aqui às 7 horas da manhã, vai lhe encontrar aqui. Todo mundo tem esse horário de início de trabalho, e é assim em qualquer local. Então não é errado acontecer... É errado, claro, ninguém quer que alguém passe mal, mas não é um erro não ter o profissional lá antes do horário dele de trabalho. Então, isso não pode querer justificar ou querer atacar os profissionais, porque... (Manifestação sem uso do microfone.) Mas, sim, são duas coisas... São duas coisas diferentes. Uma coisa são as filas; outra coisa é querer culpar os profissionais por eles não terem estado lá, sendo que não era o horário de trabalho. Todo mundo tem esse horário, isso acontece, enfim. Duas coisas são diferentes: Não querer justificar a questão do trem por questões da saúde, não se tirou dinheiro da saúde. Inclusive, aí quando se discute a questão de repasse de outras passas para a saúde, também é atacado, sendo que o município já investe acima do que é exigido por lei na saúde. Claro, tem que se aperfeiçoar as metodologias, como são feitas as coisas. Mas não vamos misturar as coisas e querer culpar os profissionais por não estarem lá, sendo que aconteceu antes do horário de trabalho deles. Seu aparte. Estou dando aparte para toda a oposição aí, cara. Bah, eu sou um pai, né, cara? Tá louco.
PRESIDENTE TENENTE CRISTIANO BECKER DA SILVA (PRD): Recebo os trabalhos da vereadora Andressa.
VEREADORA ANDRESSA MARQUES (PCdoB): Rapidamente, vereador Daniel, só porque, não entrando no mérito das discussões entre o senhor e o professor Saulo Velasco, mas só para dizer que ele está, no momento, de folga, na parte da manhã. Então, ele está acompanhando como cidadão caxiense e não como professor em hora-extra, enfim. Ele também tem direito à ampliação da carga horária por precisarem dele em outras escolas. Então só gostaria de esclarecer essa informação que o senhor trouxe agora. Obrigada.
VEREADOR TENENTE CRISTIANO BECKER DA SILVA (PRD): Restituo os trabalhos à presidente Andressa.
VEREADOR DANIEL SANTOS (REPUBLICANOS): Obrigado. Perfeito. Vamos continuar monitorando, independente disso. Então era isso, pessoal. Só para deixar alguns pontos, mas o principal é a questão do horário dos profissionais de saúde, vereadora Daiane, que já recebi, e eu lhe passo. Quem não estava justamente era por questão de atestado ou algum outro compromisso justificado. E também a questão do trem ali, só para pontuar, mais uma vez, que foi debatido por longo tempo aqui, que não teve custo nenhum. Obrigado.
VEREADORA DAIANE MELLO (PL): Um aparte, vereador. Tem tempo ainda.
VEREADOR DANIEL SANTOS (REPUBLICANOS): Seu aparte, vereadora.
VEREADORA DAIANE MELLO (PL): Vereador Daniel, claro que eu quero essas informações, mas a Secretaria da Saúde não pode ser seletiva, fornecer informações somente para o líder de governo. A gente solicitou ontem ainda. Eu esperava, no mínimo, que chegasse a informação para mim também, dos fatos. Porque eu pedi para o secretário, para o diretor da Secretaria da Saúde. E do gabinete do vereador Hiago aconteceu um e-mail para a secretaria pedindo informações sobre esse caso. Acho que as informações não podem vir seletivas.
VEREADOR CLAUDIO LIBARDI (PCdoB): Eu vou lhe pedir um aparte.
VEREADORA DAIANE MELLO (PL): Só para concluir, a questão do trem eu acredito, sim, que é dinheiro público e, na minha opinião, foi mal empregado, tanto para vir, quanto quando a gente diz que não é para restaurar o trem, que não vai ser ocupado dinheiro público. Vai também, porque emenda parlamentar também é dinheiro público.
VEREADOR DANIEL SANTOS (REPUBLICANOS): Bom, daí fica a critério de cada deputado destinar o recurso. E as informações eu recebi agora de manhã, não foi ontem, com privilégio. Mas, enfim, vai ser lhe passado. Não é nada de segredo que não possa ser passado para ninguém, é uma informação pública. Então assim, pessoal, só assim, como na Festa das Colheitas, vamos ver depois. Eu quero ver os videozinhos lá no trem, todo mundo divulgando. Não vai o pessoal aí ser seletivo na hora da crítica, de vir o trem; e depois fazer publicidade em cima do trem. Acabou o meu tempo, vereador. Desculpa.
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Não houve manifestação

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