VEREADOR EDSON DA ROSA (REPUBLICANOS): Senhor presidente, nobres pares. Gostaria de fazer, primeiro, uma alusão ao Seminário da Aapecan para o qual todos nós vereadores fomos convidados pela Micaela, se não me engano, que vai acontecer aqui no dia 21 de março, sexta-feira, na UCS Teatro, Universidade de Caxias do Sul, das 8 as 17, farei o possível para estar presente porque eu tenho certeza que, infelizmente, cada um de nós tem uma pessoa que está acometida por essa doença, infelizmente, ou conhecida, alguém da família e nós temos que estar bem presentes para tentar, também, ajudar a entender como é que funcionam estas instituições que nos auxiliam. Também hoje é um dia que, infelizmente, temos que lembrar, por conta do que está na mídia, vou tratar com muita rapidez. Faz cinco anos que, infelizmente, na humanidade nós somos acometidos pelo Covid, que o Covid também, penso que foi uma grande reflexão que falou da nossa, literalmente, da nossa fragilidade enquanto seres humanos. Esse evento mundialmente falado, decantado. Nós aqui, à época, enquanto Câmara de Vereadores, sabemos a adequação que tivemos que fazer e precisamos, vereadora Andressa, nós que estamos falando ali da finitude, e hoje foi um dia que nós falamos desde o início da sessão, entender às vezes que nós precisamos, naqueles momentos mais importantes, sermos pessoas melhores. O covid trouxe essa mensagem para nós, infelizmente, que nada é tão forte na fragilidade da vida. Mas eu gostaria de falar agora os dois assuntos que vão me ater principalmente. Sexta-feira, a última, nós tivemos a oportunidade, alguns vereadores que puderam comparecer, no Simecs. E eu fui, particularmente, ao Simecs por conta que tive a oportunidade de estar como secretário da Educação e nós tivemos a parceria com a Escola do Amanhã. E a Escola do Amanhã é um projeto que é ligado ao Simecs para, principalmente, ajudar aquele jovem com foco na vulnerabilidade para atuar em um polo fundamental e que contribui para a nossa economia, que é o Polo Metalmecânico. Mostrar para esse jovem que a indústria, e eu que sou oriundo do Senai, vereador Juliano, sou oriundo do Senai, trabalhei na indústria, trabalhei na Maesa, sou do tempo da ajustagem mecânica, que a indústria não é mais aquela empresa de chaminé, de fuligem, onde as pessoas trabalhavam por não ter outra opção. Não, hoje, principalmente, é tratado, hoje se tem inteligência artificial, robótica, que culminou essa nossa visita como um todo. Ontem, fui representando esta Casa na Câmara de Indústria e Comércio, onde estava o senhor Paulo Herrmann, que falou, é o CEO da Fiergs, e nos trouxe alguns números bem importantes com relação, vereador Libardi, V. Exa., que é muito ligado aos metalúrgicos, de 2000 a 2020, 700 mil gaúchos saíram do Rio Grande do Sul, uma força intelectual, para ir para o exterior, trabalhar no exterior. Essa força preparada para atuar aqui no Rio Grande do Sul foi para outro país. E essa força de trabalho, ou seja, quase 10%, de 10% a 15% em 10 anos, essa força de trabalho preparada saiu do Rio Grande do Sul para procurar outras oportunidades na Europa ou na América. Então, há que nós pensarmos, e ele falou que vai fortalecer esse projeto da Escola do Amanhã, para que esses jovens encarem a indústria como uma oportunidade. E ali ele falou um assunto que, para mim, é de fundamental importância e vai trazer, vereadora Daiane, uma discussão profunda para o município. Lá estava o Dornelles, que é o chefe da Casa Civil, hoje, do município, ele trouxe essa parceria possível com o município para fazer a gestão, ou repassar para o município, o ginásio do SESI. Ele colocou isso para quem quisesse ouvir, inclusive hoje, nas mídias, foi trazido nos jornais essa possibilidade. O prefeito já está sabendo do assunto, o vice-prefeito já está sabendo do assunto, o chefe da Casa Civil, porque nós sabemos a carência que nós temos, por exemplo, de um ginásio administrado pelo município. Eu tive a oportunidade de muito tempo jogar aqui no Pedro Carneiro Pereira, que caiu por conta de uma neve que deu, pela fragilidade da época do telhado, da estrutura, caiu e nunca tivemos novamente um ginásio que o município pudesse estar administrando. Foi uma possibilidade. Bom, da forma em que isso pode ser concebido, há que se estudar, porque daqui a pouco toda aquela estrutura, até porque tem a barragem ali também, pode ser de uma forma ou de outra, feito uma parceria com o município. Porque ele disse que a Fiergs, o sistema, o SESI, não vai mais aplicar muitos recursos no esporte. Então, portanto, ele está oferecendo aquele espaço para o município. Por óbvio que depois da fala dele, nós também iremos nos apropriar um pouquinho mais, iremos falar com o prefeito sobre isso, porque para nós é um espaço. Eu que tive a oportunidade de jogar muito ali, pegando seleção Caxias de handebol, joguei muito no saudoso Pedro Caneiro Pereira, tenho certeza de que um espaço desses para o esporte do nosso município é de fundamental importância administrando. Daqui a pouco até uma Secretaria, a nossa Secretaria de Esporte e Lazer estar lá. Então.
VEREADOR ELÓI FRIZZO (PSB): Permite um pequeno aparte, vereador?
VEREADOR EDSON DA ROSA (REPUBLICANOS): Claro que sim, vereador. De imediato que vou passar para um outro assunto.
VEREADOR ELÓI FRIZZO (PSB): Vereador, tomara que isso se concretize. Sem dúvida nenhuma seria um ganho para Caxias. Eu acompanhei lá atrás, inclusive no governo do Vanin, quando se votou a cedência desse espaço do Samae para o SESI, e é disso que V. Sa. está se referindo, né. E a preocupação nossa naquela época, quando votamos essa lei, era de que esse espaço fosse efetivamente utilizado pela população. Lamentavelmente, ele fica ao sabor do ecônomo, de quem dirige. Era um espaço muito bonito para formaturas, mas acima de tudo cabe ali, se eu não me engano, vereador Edson, cinco mil pessoas naqueles ginásios. Cinco mil pessoas. Então, quando se perdeu o Pedro Carneiro Pereira e se optou pelo Enxutão, pela compra do Enxutão, isso aí agregou, sem dúvida nenhuma, um espaço, mas que foi, do meu ponto de vista, muito mal utilizado. Especificamente porque era dirigido para um setor só da sociedade. Eu estava falando com o secretário Caberlon, que já fez esse contato junto com o prefeito, junto a Federação das Indústrias, que é quem controla as questões do SESI. Então vamos torcer, vereador. Estou com o senhor nessa luta.
VEREADOR EDSON DA ROSA (REPUBLICANOS): Obrigado, vereador. Eu, quando ontem ouvi essa notícia, os olhos e os ouvidos abriram, porque nós sabemos da necessidade de termos um espaço desses em Caxias do Sul. Então trago essa notícia, que é alvissareira, para a Câmara de Vereadores, por óbvio que vamos conversar com o Executivo, vamos conversar com o ex-vereador Cadore, hoje secretário do Esporte e Lazer, para tentar viabilizar e agilizar esse processo. E o Paulo, deixou esse espaço em aberto, inclusive com a atuação e a força da CIC. Vereadora Daiane, seu aparte.
VEREADORA DAIANE MELLO (PL): Senhor vereador, eu fico muito feliz por ser daquela região ali, e a gente conhece a questão do SESI, do espaço. Eu jogo vôlei ali à noite. Na sexta-feira, nós estávamos jogando e olhando para aquele espaço e verificando quantas possibilidades poderiam acontecer ali para a população em geral. E eu acredito que é um assunto que a gente deve discutir também nesta Casa, e o que estiver ao meu alcance para estar junto nessa discussão e auxiliar, eu também estou à disposição dessa conversa com o Executivo, porque eu acho que é um espaço muito bom e que vai nos agregar muito em nível de município, em nível de esporte e lazer. Muito obrigada.
VEREADOR EDSON DA ROSA (REPUBLICANOS): Quem conhece aquela estrutura, vereadora Daiane, sabe da importância daquele espaço para Caxias do Sul. Senhor presidente, eu gostaria de continuar em Declaração de Líder, se V. Exa. assim o permitir.
PRESIDENTE LUCAS CAREGNATO (PT): Claro. Em Declaração de Líder a bancada dos Republicanos. Vereador Edson da Rosa segue da tribuna.
VEREADOR EDSON DA ROSA (REPUBLICANOS): Obrigado. Obrigado, presidente. E um outro assunto que eu quero abordar, não sei se vou utilizar todo o tempo, mas, ontem, nós tivemos, através da Comissão de Educação, Ciência, Tecnologia e Inovação da Câmara de Vereadores, na qual faz parte também a vereadora Daiane Mello, o vereador Calebe, o vereador Rafael Bueno e a vereadora Rose Frigeri, fizemos uma reunião ordinária para que nós pudéssemos ter a noção de como foi a abertura do ano letivo. E eu vou ler aqui para que fique o convite que nós enviamos a algumas instituições.
A Comissão de Educação, Ciência, Tecnologia e Inovação, por meio do seu presidente, vereador Edson da Rosa, convida V. Exa. para uma reunião da comissão.
Neste dia abordaremos os seguintes assuntos: abertura do ano letivo na rede pública municipal, estadual e na rede privada, através do Sinepe, analisando a quantidade de professores, vagas nas escolas, transporte escolar, educação especial, serviços de cuidadoria e alimentação escolar.
A reunião será no dia 10/03/2025, segunda-feira, às 14 horas, na Sala das Comissões Vereadora Geni Peteffi, andar térreo, Câmara Municipal de Caxias do Sul.
Caxias do Sul, 26 de fevereiro de 2025.
Eu quero agradecer desde já a presença da vereadora Daiane, do vereador Calebe e da vereadora Rose. O vereador Rafael, como já foi referido várias vezes aqui na sessão, ele está em Brasília, atendendo aos interesses também do município. Portanto, se fez ausente, mas a sua assessoria estava lá presente conosco. Foi um momento bem especial, porque foi uma das primeiras vezes, pelo que foi dito ontem pela Adriana, que a rede privada também fez parte. Porque nós falamos sempre de abertura de ano letivo da rede pública, mas os alunos são do município. E no município também, portanto, a rede privada também faz parte. Quem esteve presente? A secretária da Educação, Marta Fattori, com a sua adjunta Simone Selbach; da 4ª CRE, representando, Jaqueline Marques Bernardi; Adriana, representando o Sinepe; a Silvia Betamin representando o Sindiserv; o Conselho Municipal de Educação; a Rita Martins representando o Senalba; o Rafael Neques representando o Conselho Tutelar Sul; da Central de Matrículas a Thais Pretto Boss e Valdirene da Luz; diretor pedagógico, o Vagner Peruzzo; o transporte, Rosângela Schmaedeck; Lia Dartora, Acesso da Smed; Kathia Sonalio, Educação Especial; Débora Fernandes, da Secretaria da Saúde, que responde a situação da criança; a parte técnica, o Thiago Guaresi; e a Giane, coordenadora pedagógica também do La Salle. Fiz questão de prestar, aqui, fazer essa leitura inicial, porque é importante que nós saibamos que todos aqueles que foram convidados participaram. Até porque nós tivemos uma reunião da rede de atenção ao estudante, na qual esteve presente o nosso presidente Lucas, e lá foi solicitado que todos os atores envolvidos na educação estivessem nessas reuniões. E nós convidamos a Secretaria da Saúde, que esteve presente, para que nós tenhamos pertencimento. E os números que foram apresentados para nós, principalmente da rede, aqui eu vou tentar sintetizar, e da rede privada de Caxias do Sul, foram alguns números que foram trazidos para nós, que tem em torno de 12.400 alunos, 12 escolas de grande porte, 3 mil professores. E eles têm uma função muito importante, que talvez nós não consigamos perceber. Nós temos algumas indústrias e empresas de porte grande aqui, que absorvem os alunos que vêm com seus pais que são contratados para atuar em uma parte mais técnica dessas empresas. Quem é que absorve? Absorve a rede privada, porque senão... E nós sabemos que o colapso na prestação de serviços na educação está acontecendo por conta disso. Nós temos todo um movimento migratório e imigratório das pessoas que vêm para Caxias do Sul, por tudo aquilo que nós falamos, e uma parcela desses alunos é absorvida pela rede privada. E uma das coisas que ela nos traz é a necessidade de adequação e da formação de profissionais de cuidadoria, principalmente da educação especial, por conta da judicialização também que eles sofrem, desse processo de judicialização para o atendimento de crianças. E também tem uma questão dos atendimentos terapêuticos, que estão faltando os profissionais para a rede privada também. E nós sabemos, vereador Bortola, V. Exa. que sinaliza positivamente com a cabeça, por conta que tem uma frente parlamentar sobre doenças raras. Nós sabemos o quanto é importante a formação que o município precisa. E aí não só na rede privada, na rede pública também, por conta de toda essa situação da judicialização. Alguns números que foram trazidos pela rede municipal de educação sobre a merenda escolar. Hoje, por dia, nós temos 39.200 refeições/dia, perfazendo um total de quase 8 milhões de refeições por ano na rede pública municipal. Onde nós temos uma rede com em torno de quatro mil profissionais, mais de 40 mil alunos, perfazendo um total de corpo docente, discente e profissionais da educação de cerca de 50 mil pessoas na rede pública municipal. Um dos assuntos que muitos profissionais, e a vereadora Marisol também, é uma preocupação com relação a isso, é o Simed e o Cemape. O que foi dito ontem? Que hoje iniciam as reuniões do Conselho Municipal de Educação e a reestruturação... Perdão, hoje eles vão apresentar para o Conselho Municipal de Educação a nova reestruturação desses dois órgãos e que irão continuar de um formato diferente, de forma onde no Cemape já existia e também terá o atendimento nas escolas. E eles vão apresentar, junto ao Conselho Municipal de Educação, para que essas crianças sejam bem atendidas, de forma com que, por óbvio, agora a nova gestora e toda a sua equipe pensaram, principalmente, na parte pedagógica para esses alunos que necessitam desse atendimento. Outro assunto... Das 82 escolas de ensino fundamental. E outro assunto aqui, porque o tempo já vai indo, que eu quero trazer sobre esse assunto, é o transporte escolar. E foi uma das perguntas que fiz por conta da mudança do ensino médio e dos 119 roteiros que existem. Não é fácil, porque não termina o horário do ensino médio com relação ao final e ao início do ensino fundamental, principalmente no que tange às escolas do campo. Esse é um problema que tem que ser feito a adequação e a readequação, porque nós sabemos que já existem roteiros, existe uma capacidade de aditamento, sempre que há necessidade dessas crianças serem transportadas. E nós todos sabemos que o estado e o município têm um convênio chamado Peate, que é o Programa Estadual de Apoio ao Transporte Escolar, que existe um limitador. Então, nós temos que verificar, porque eu lembro que no ano passado nós tivemos, por conta desse novo ensino médio, da forma reestruturada que ele tem, os alunos, muitas vezes, podem ficar um tempo, principalmente os pequenos, a mais dentro do ônibus. Então, essa é a grande preocupação, porque uma criança tem que fazer as suas necessidades. E a criança da pré-escola não pode ficar muito tempo dentro de um ônibus, ficar uma hora. Então, há que se tentar fazer isso, e foi de uma forma trazida ontem para nós essa situação. Na rede estadual, por conta daquilo que nós já falamos, ela trouxe que uma das grandes demandas, a Jaqueline nos informou que hoje, entre secretários e professores, faltam 99 profissionais. Pois bem, isso é um número bom. A rede pública municipal faz os chamamentos, e nós sabemos que o Estado pouco nomeia servidores de provimento efetivo. Vereador Lucas, V. Exa. que é professor. E sempre que tem um chamamento público e vai ser feito um, automaticamente aqueles professores que são contratados pelo Estado e que passaram no concurso, saem da rede estadual e vêm para a rede municipal. E ali nas escolas estaduais, por óbvio, vão faltar professores. Como se faz essa adequação? O que deu para perceber que essa sinergia, essa possibilidade, que é aquilo que nós fizemos ontem na reunião, vereadores que fazem parte da comissão, e quando estive como secretário, é sempre trazer junto para uma conversa todos os atores, e pelo que deu para perceber ontem, Estado e município estão em uma sintonia para tentar sanar os problemas que nós, ontem, fizemos para que o ano letivo e o final de todo o período tenha, no final, os índices definidos positivos. Muito obrigado, senhor presidente. Era isso.