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O vereador Alexandre Bortoluz/PP utilizou o Grande Expediente da sessão ordinária desta quarta-feira (04/11), para manifestar insatisfação com a condução da administração municipal e a falta de respostas às demandas da população. O parlamentar criticou o que considera ausência de diálogo por parte do Executivo, especialmente em relação às sugestões apresentadas por vereadores e servidores públicos.
Bortola relatou dificuldades para encaminhar solicitações consideradas simples, como consertos de calçadas danificadas por intervenções de órgãos municipais, além de mencionar reclamações recorrentes nas áreas da saúde e da segurança. “Infelizmente, o atual governo municipal falta com a humildade em escutar as pessoas que estão próximas a ele”, afirmou. Segundo Bortola, mesmo após ter concedido um voto de confiança à continuidade da administração, os problemas permanecem sem solução.
A situação da Defesa Civil recebeu atenção especial no pronunciamento. O vereador reivindicou a ampliação do efetivo, melhores condições de trabalho e a criação do cargo efetivo de agente municipal de Defesa Civil, com atribuições técnicas específicas. O parlamentar lembrou os episódios de chuvas intensas, alagamentos e vendavais registrados nos últimos anos e questionou a capacidade de prevenção do município diante de eventos climáticos extremos.
Também criticou os recursos orçamentários destinados ao setor e defendeu maior autonomia da estrutura municipal, sem dependência exclusiva dos governos estadual e federal. “A nossa responsabilidade como político, como agente público, bem como a do Executivo, é amparar essa população e prevenir”, enfatizou. Na segurança pública, voltou a cobrar uma sede adequada e nomeações para a Guarda Municipal.
Outro ponto central foi a fiscalização das contas públicas. Bortoluz manifestou apoio à instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar as finanças municipais, proposta defendida pela vereadora Sandra Bonetto/NOVO. Também anunciou a intenção de propor uma comissão temporária especial para acompanhar a aplicação dos recursos de uma operação de crédito cujo limite chegou a R$ 550 milhões. O parlamentar questionou o aumento do valor inicialmente previsto e defendeu o acompanhamento detalhado da destinação do dinheiro. “Nós precisamos saber exatamente para poder orientar e informar, na realidade, a população de uma melhor forma”, declarou. Ele ainda criticou o desempenho de integrantes do secretariado e cobrou mudanças na organização administrativa do Executivo.
Durante os apartes, o vereador Lucas Caregnato/PT reconheceu a relevância das preocupações relacionadas à Defesa Civil e observou que o município avançou pouco no planejamento para enfrentar os efeitos das mudanças climáticas. Cláudio Libardi/PCdoB questionou as justificativas apresentadas pelo Executivo para o aumento do limite do empréstimo e criticou a transferência de responsabilidades à Câmara. A vereadora Rose Frigeri/PT também manifestou apoio à fiscalização e sugeriu retomar a discussão sobre uma CPI destinada a examinar a parceria público-privada (PPP) da Educação Infantil.
O vereador Sandro Fantinel/Republicanos, por sua vez, concordou com parte das críticas e defendeu uma revisão das prioridades orçamentárias, mencionando os recursos destinados à Agricultura e à Fundação de Assistência Social (FAS). Ao encerrar, Bortola sinalizou uma mudança em seu posicionamento político diante da administração municipal, afirmando que pretende intensificar a cobrança por resultados e a fiscalização das ações do Executivo.