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A vereadora Andressa Mallmann/PDT utilizou o grande expediente da sessão ordinária desta terça-feira (30/06) para prestar contas da viagem realizada a Santa Catarina, onde acompanhou os desdobramentos relacionados ao Caso Orelha, além de reforçar ações em defesa da causa animal e abordar uma situação de perseguição pessoal que afirma estar enfrentando. A parlamentar informou que participou de agendas com deputados estaduais, ativistas e representantes da proteção animal, destacando que a mobilização resultou na obtenção da assinatura necessária para viabilizar a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre o caso. Segundo ela, a retirada posterior de uma assinatura impediu a instalação da comissão. "Através do documento que vocês assinaram e aprovaram nesta Casa, conseguimos a 14ª assinatura, mas infelizmente um parlamentar retirou seu apoio e a CPI deixou de ser instalada", afirmou.
Durante o pronunciamento, Andressa também relatou visitas ao memorial do cão Orelha e conversas com pessoas ligadas ao caso, além de participar de um fórum sobre maus-tratos aos animais e Síndrome de Noé (distúrbio psicológico caracterizado pela guarda compulsiva de uma quantidade excessiva de animais de estimação, ultrapassando a capacidade do indivíduo de fornecer higiene, espaço, alimentação e cuidados veterinários adequados). A vereadora defendeu que a investigação avance em âmbito federal e lamentou a retirada da assinatura por um deputado estadual. Ela ainda convidou os parlamentares e a comunidade para acompanharem a última audiência do processo envolvendo o chamado "torturador de gatos", marcada para a sexta-feira seguinte. "Esse é um caso da nossa cidade e não podemos permitir que termine em impunidade. Precisamos permanecer mobilizados para que a legislação seja efetivamente aplicada", declarou.
Na parte final do grande expediente, a parlamentar relatou estar sendo alvo de perseguição continuada por parte de uma ex-colaboradora, afirmando que a situação ultrapassou o campo das críticas políticas e passou a configurar possível prática de stalking (perseguição obsessiva). Andressa disse que continuará adotando as medidas legais cabíveis e ressaltou a importância de estabelecer limites entre o debate público e ataques à vida pessoal. "A partir do momento em que isso fere a nossa honra e passa a atingir a vida pessoal, deixa de ser crítica e passa a ser caso de Justiça", afirmou. Durante a manifestação, recebeu apartes dos vereadores Hiago Morandi/NOVO, Sandro Fantinel/Republicanos e Sandra Bonetto/NOVO, que manifestaram solidariedade, elogiaram sua atuação na defesa da causa animal e incentivaram a continuidade do trabalho desenvolvido pela parlamentar.