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Estela reclama que famílias não tiveram soluções pós-enchentes

A parlamentar petista mencionou as dificuldades enfrentadas desde 2024 por moradores de loteamentos e bairros como De Zorzi, Mattioda e Euzébio Beltrão de Queiroz


Três casos de famílias que tiveram as residências comprometidas com as enchentes de maio de 2024 chegaram à tribuna do Parlamento caxiense nesta quarta-feira (13/05), por meio da manifestação da vereadora Estela Balardin/PT. Os moradores, segundo a parlamentar, até hoje não puderam retornar às suas respectivas casas porque o poder público não providenciou muros de contenção capazes de viabilizar mais segurança e proteção.

A petista listou essa situação em três diferentes bairros e loteamentos da cidade, mostrando fotos. São eles: De Zorzi, Mattioda e Euzébio Beltrão de Queiroz.

“Deslizamentos afetaram muitas famílias em Caxias do Sul em 2024. Alguns casos acompanhamos de perto e, mesmo depois de dois anos, ainda não receberam uma solução. O mais grave é que deslizamentos colocam em risco a vida de pessoas e animais. Pessoas que sofreram muito com as enchentes sofrem até hoje”, lamenta a parlamentar.

No caso das famílias do De Zorzi, a vereadora Estela informa que não retornaram à sua moradia e haveria um laudo da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade indicando a necessidade de construção de muro de contenção, que ainda não foi realizado. “O local não foi sequer limpo pela prefeitura. A situação passa de dois anos sem resposta”, relata Estela.

Em relação ao loteamento Mattioda, a parlamentar explica que um muro que pode provocar deslizamento se formou devido à obra realizada pela própria prefeitura e os moradores aguardam a solução até hoje. ”Estamos falando de duas famílias que estão fora de casa porque há dois anos a prefeitura não foi capaz de fazer muro de contenção adequado. Já no bairro Euzébio Beltrão de Queiroz, a vereadora acrescenta que também precisa de muro de contenção. “Em 2023, o secretário do Urbanismo esteve no local e, em vídeo, prometeu o muro e até hoje não fez”, apontou a parlamentar.

Estela recordou que, em 2022, o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) fez um mapeamento de áreas de risco na cidade, informando a necessidade de obras para evitar desastres, porém, não teria sido colocado em prática. “Não tivemos a concretização desse estudo. Poderíamos ter tido a prevenção de problemas, se esse estudo tivesse sido realizado. Por isso, pergunto: Qual, de fato, tem sido a construção feita pelo município? Enquanto o poder público não olhar de forma central para as áreas de risco, não teremos os avanços necessários”, avalia Estela, questionando o argumento apresentado pelo governo municipal na publicação recente de um decreto para evitar gastos.

A parlamentar também lembrou que, em 2024, logo após as enchentes, propôs a criação da Frente Parlamentar de Acompanhamento de Eventos Climáticos Extremos, a qual se tornou logo adiante uma Comissão Permanente. Na ótica parlamentar, é urgente que a sociedade e os governantes se preocupem mais com o desenvolvimento sustentável e o cuidado ambiental.

Em aparte, a vereadora Rose Frigeri/PT disse que não adianta culpar a natureza se as pessoas não buscam prevenção.

13/05/2026 - 17:47
Assessoria de Imprensa
Câmara Municipal de Caxias do Sul

Editor(a) e Redator(a): Vania Espeiorin - MTE 9.861

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