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Após a participação do secretário Municipal de Gestão Estratégicas e Finanças, Micael Meurer, que foi convocado a prestar esclarecimentos sobre o decreto de contenção de investimentos em Caxias do Sul, o vereador João Uez/Republicanos utilizou o espaço do Grande Expediente na sessão ordinária desta quarta-feira (13) para defender a medida.
Ao fazer uma crítica aos questionamentos sobre a possibilidade de corte de CCs e de secretários-adjuntos, o parlamentar rebateu fazendo críticas aos gastos do governo federal. Nesse contexto, ele mencionou que o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro/PL, reduziu de 29 para 22 ministérios, enquanto o governo atual do presidente Lula/PT ampliou de 22 para 37.
Em tom irônico, ele comentou que a bancada de oposição na Câmara Municipal não apresenta soluções para as críticas feitas em plenário, não apontando quais as medidas que poderiam ser implementadas para conter o déficit municipal que estava previsto para esse ano.
"Eu não falei com o prefeito, mas provavelmente sabe no que ele se baseou? Num decreto do presidente Lula, de 24 de março de 2026, que cortou R$ 1,6 bilhões do orçamento para a economia. Mas de repente ela tenha se baseado em um pouquinho mais. O governo Lula, do mesmo PT que fez a convocação do secretário, tem solução para tudo e quero ver as soluções que vão achar. No ano passado tivemos um decreto de corte de R$ 31,3 bilhões no governo Lula", salientou Uez.
O vereador ainda criticou contratação de CCs pelo governo federal, que criou 4,4 mil novos CCs. Segundo ele, os vereadores que fazem oposição não têm condições de ocupar as posições de responsabilidade da administração municipal e não dispõem do conhecimento da complexidade de resolução de alguns problemas da cidade.
"Que milagre vocês querem que o prefeito Adiló faça? Qual é a solução? Vamos cortar o quê? Acho que tem que colocar alguns vereadores que têm solução para tudo como secretários, mas aí eles não aceitam, sabe por quê? Porque é mais fácil ficar aqui parlando, até porque o nosso serviço na Câmara é parlar", criticou o parlamentar.