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A vereadora Daiane Mello/PL abordou no Grande Expediente da sessão ordinária desta quarta-feira (8/4), o encaminhamento de uma moção de repúdio ao governador Eduardo Leite/PSD. A medida, que deve ser enviada ao plenário nos próximos dias, é motivada pela possibilidade de privatização do Samae, anunciada pelo governador na última segunda-feira (30/03), em um evento no Palácio Piratini. Além de Caxias, a proposta – gerenciada pela Secretaria de Reconstrução Gaúcha (Serg) – abrange outros 175 municípios gaúchos.
O objetivo do projeto do Executivo estadual, denominado RS Saneamento, é repassar à iniciativa privada as atividades de implantação, expansão, operação e manutenção dos sistemas de água e de coleta e tratamento de esgoto. Daiane Mello rechaçou a possibilidade e destacou que o recado pela não-privatização precisa ser dado ao Governo do Estado. Ela comentou não houve qualquer diálogo com o município sobre a medida. Daiane explicou que o Samae presta um serviço importante à população e deve ser mantido, uma vez que, além do atendimento, a autarquia realiza uma série de obras importantes de saneamento em Caxias, abrangendo 83 pontos diferentes da cidade.
“Em repúdio ao governo do Estado, precisa ser dado o recado por essa Casa Legislativa. A gente tem diversas obras na Giacómo Zatti, que vão acontecer por conta do pacote de obras do Samae. Por mais que existam alguns problemas pontuais, quando a gente precisa, temos a quem recorrer e a quem pedir o auxílio e não acontece isso com a Corsan em várias cidades”, ressaltou Daiane.
Os vereadores Cláudio Libardi/PCdoB e Elisandro Fiuza/Republicanos, demostraram apoio à matéria.
Repercussão de audiência pública sobre educação
Ainda no Grande Expediente, a vereadora abordou a audiência pública sobre o transporte escolar e demandas da educação realizada na noite da última terça-feira (8), na Câmara Municipal. A parlamentar lamentou o que considera falta de efetividade da Secretaria da Educação sobre o atendimento do transporte escolar em Caxias do Sul e a falta de monitores para crianças atípicas na rede de ensino do município.
“Isso é muito preocupante, porque estamos falando de crianças e adolescentes fora da escola por não terem a inclusão. A inclusão não é só para o aluno com deficiência, não está havendo inclusão dos professores e dos outros alunos”, lamentou.