VEREADOR HIAGO MORANDI (PL): Bom dia, presidente. Aqui eu também, vereadora Dai, estou meio parecido com o vereador Lucas, de gripado. Acho que são esses ares-condicionados e a mudança de tempo. A gente fica no ar-condicionado, depois vai lá para fora, e acaba esta estação nos deixando assim. Até é coincidência, eu não estava sabendo da moção, pessoal, mas ontem eu estive em Gravataí, observando aquela Guarda que virou uma referência para o Rio Grande do Sul inteiro, para o estado inteiro. Aquela palavra que a gente sempre usa aqui, vereadora Sandra, vereadora Daiane: pasmem. Pasmem, 240 servidores de altíssimo nível na Guarda Municipal de Gravataí, onde só tem 260 mil habitantes. Lá também o pessoal, agora, comprou 160, eu acho, salvo engano, Glocks. A melhor que tem, né? Eu sou suspeito de falar da Glock, mas é uma arma que está há muito tempo no mercado. Então é uma arma de qualidade. O pessoal fez essa compra, fuzis. Tudo do bom e do melhor. Mas não só isso. Já não bastasse a Guarda ser referência, eles terem equipamentos, viaturas, até eles querem aumentar agora, eles decidiram investir lá. O prefeito que deu carta branca, que deu, sim, autonomia para o secretário, vereador Bortola. Oito milhões em uma sede. E o senhor pode falar sobre isso, que é o que mais domina, talvez, aqui nesta Casa. Eu acredito que a gente já tinha falado sobre isso. O senhor me trouxe uma sede, uma vez, como exemplo, de outra cidade que estaria investindo. E eu sei que, para o senhor, é um objetivo, é um sonho que o senhor tem nessa questão há muito tempo. Então, essa sede de oito milhões, vereadora Dai, vai ter academia 24 horas para os servidores, para os guardas municipais, academia 24 horas. Também vai ter um estande de tiro. Talvez, no tempo de liderança, hoje, eu vou colocar as fotos aqui. Eu visitei a obra, que está indo muito rápida. Em troca de alguns serviços, a Prefeitura fez algumas permutas por terrenos e imóveis que não eram mais usados. Coisa que Caxias tem mais de mil, salvo engano, porque a gente fez um pedido de informações. Então, tem um monte de imóveis que eles poderiam fazer esse mesmo plano. Mas a questão é que vocês não são prioridade. E não é nem vocês, ou eu, ou o que eu represento, a população. A segurança de Caxias que não é a prioridade. Porque, se saúde, segurança e educação não são prioridade, a gente não sabe o que é. Mas não é, infelizmente. Eu acredito que as instituições devem ser fortes. Mas ouvi, ontem, um secretário que eu não conhecia, o secretário Emílio Barbosa, um coronel da Brigada Militar, que está fora da ativa, mas está como secretário em Gravataí. Ele nos deu uma verdadeira aula. Ele falou, vereadora Dai: “As instituições devem ser fortes, mas o que mantém as instituições sãs é o capital humano, são as pessoas que lá estão." O mais legal que eu observei lá, vereador Bortola, é que a sala do secretário é de vidro, é aberta, e ele enxerga todos os servidores. Ele falou que fica no mesmo nível dos servidores, com a porta aberta. E é ali onde chegam os problemas. Os guardas conversam com ele, tem toda uma transparência, mas ele fica de igual para igual. Então, essa questão de tratar o servidor com respeito, de igual para igual, e o prefeito dar autonomia para fazer o que tem que fazer, é uma coisa invejável. Também lá o comandante da GM, o Gomes, foi o primeiro sonhador. O secretário disse que ele trouxe o sonho em uma folha A4, e aí, no momento que ele, que representava os GMs, teve essa ideia, a ideia passou a ser de todos. Eu notei que o secretário atua como uma verdadeira equipe, como uma família na Guarda Municipal de Gravataí. Lá os números estão baixando demais. Lá também era um dos piores lugares com as facções. Lá a gente teve que ouvir que a inteligência da Guarda Municipal se infiltrou, fez operação, se vestiu de SMU para ir até um local averiguar uma denúncia envolvendo documentação ou coisa assim. Até marcaram horário. E quando os vagabundos menos imaginaram, a Guarda Municipal chegou e aprendeu droga e arma. E assim eles vão fazendo, com muita inteligência. Na rua, a população não quer nem saber a cor do uniforme, se é BM, se é GM, qual uniforme é, se usa boina, se usa coturno. A população quer ver vagabundo se dando mal e tendo uma resposta. Podem até dizer que é enxugar gelo, mas se não enxugar gelo a gente morre afogado. Por enquanto, é o que a gente pode fazer. A gente não pode deixar o crime tomar conta da cidade. Mas, vereadora Dai, aqui a gente ouve muito que não tem dinheiro. Sabe o orçamento de Gravataí? É um bi, um bi. A gente tem um orçamento de quatro bilhões. Ou seja, é algum dinheirinho a mais, três bilhões a mais que a gente tem aqui no município. Será que não tem como a gente se aproximar ou fazer o que eles estão fazendo lá? Então, fica aqui a questão, a pergunta. A gente está cansado sobre esse assunto, a gente não sabe mais o que fazer. A gente fez moção, indicação, a gente falou com o prefeito já da importância. Mas não sou eu que estou clamando, não é o vereador Bortola, não é nenhum vereador aqui, é a população que está clamando. A população não aguenta mais. A gente precisa... Ah, detalhe, desses 240 servidores, logo esse número vai estar ultrapassado, porque eles já estão com um concurso em andamento em Gravataí. Ou seja, olha a referência. Daqui a pouco a gente vai perder vocês. Porque não é uma profissão qualquer, tem que ser vocacionado para esse tipo de profissão. Vocês são vocacionados. Daqui a pouco, a gente perde vocês para Gravataí, vão estar indo para Gravataí, passando em outro concurso, porque aqui o nosso está parado. Muito obrigado, presidente. Seria isso. (Palmas)