quinta-feira, 12/02/2026 - 136 Ordinária

Moção nº 2/2026

VEREADOR CALEBE GARBIN (PP): Presidente, o que me traz a esta tribuna nesta manhã é motivo de bastante indignação, tendo em vista, dado em conta as declarações infelizes, para dizer o mínimo, irresponsáveis do Peninha, um gaúcho que acaba nos envergonhando em nível nacional e eu diria até que em nível internacional. Eu começo aqui parabenizando o deputado estadual Leonardo Siqueira, do Partido Novo, vereadora Sandra, lá de São Paulo, que denunciou ao Ministério Público do estado de São Paulo essas práticas como flagrante crime de intolerância religiosa. E eu lamento que nós não tenhamos sido tão rápidos, Dr. Fernando, em termos protocolado essa denúncia no Ministério Público. Mas se não tivesse sido, teria eu mesmo feito essa denúncia, porque é irresponsável uma fala carregada de tanto ódio, com tantas frases e tantos adjetivos contrários a um grupo social, a um grupo religioso e, na sua ênfase, pessoas, na sua gênese, pessoas normais, como todos nós que estamos aqui, nesta Casa Legislativa. Em segundo lugar, eu preciso lembrar aos colegas também que esse mesmo Peninha é aquele que, em setembro do ano passado, foi afastado do conselho editorial do Senado da República, presidente, do Senado da República. De uma Casa Política. Porque nem uma Casa Política conseguiu tolerar uma pessoa capaz de declarar, por exemplo, que o Charlie Kirk, que foi morto com um tiro no pescoço, como alguns aqui lembram, ativista político americano, ele disse que: “É sempre ruim quando um ativista morre, um ativista político morre; a menos que essa pessoa seja o Charlie Kirk.” Inclusive, envolvendo as filhas e a esposa desse ativista político na sua crítica. À época, eu estive aqui, nesta tribuna, rechaçando também esse posicionamento do Peninha. Eu preciso lembrar ao Peninha e àqueles que defendem tal posição, e muitas vezes essas pessoas estão inclusive dentro da política, exercendo um mandato político, o que me deixa apavorado, porque, em tese, nós devemos ser um cumpridor da lei. Nós, além de sermos legisladores, nós somos cumpridores da lei. Preciso lembrar a ele que, só em Caxias do Sul, nós somos 70 mil evangélicos, de acordo com o último censo publicado em julho do ano passado. Preciso lembrar a ele também que, nesta Casa, nós temos, pela primeira vez, três vereadores, simultaneamente, cristãos evangélicos, quais sejam: eu, vereador Pedro Rodrigues e vereadora Daiane Mello. Que, inclusive, é a vereadora mulher mais votada da história de Caxias do Sul, é uma vereadora cristã evangélica. Preciso lembrar também ao Peninha que, no Poder Executivo, nós temos secretários que são cristãos evangélicos, nós temos cargos em comissão que são cristãos evangélicos. Nesta cidade, nós temos conselheiros tutelares que são cristãos evangélicos e foram eleitos não somente pelo voto evangélico, mas pelo voto universal, pelo sufrágio universal. Preciso lembrar a ele que, nesta comarca, nós temos membros do Judiciário, temos advogados, temos juízes, temos procuradores que são evangélicos, cristãos evangélicos. E isso tudo não é para ameaçá-lo, isso tudo é para lembrá-lo que ele está no ambiente plural, vereadora Andressa Mallmann. Que ele, quando tece alguma crítica a um grupo social, rechaçando e dizendo que um grupo social determinado não pode votar, ele está atacando frontalmente uma cláusula pétrea da nossa Constituição Federal, artigo 14. É só olhar lá, fala do sufrágio universal. Dentre os quatro tópicos que o caput do artigo traz diz que o sufrágio universal deve ser livre para todos, o voto é para todos. Nenhuma pessoa pode ser privada do direito de votar, porque é uma garantia constitucional. Eu lembro ao Peninha também que, no Brasil, nós somos 47.4 milhões de cristãos evangélicos. Isso representa quase 27% da população brasileira. É majoritariamente de cristãos evangélicos. Avançando, eu quero também citar aqui, presidente, nesta minha fala, e deixar registrado, que o Instituto Brasileiro de Direito e Religião, do qual me orgulho de saber que o presidente em exercício, que assinou essa nota, é um amigo pessoal que eu tenho, que eu já trouxe aqui, a Caxias, até mesmo para fazer palestras sobre esse assunto, do qual inclusive o IBDR tem membros que são também cristãos católicos, não somente cristãos evangélicos. E fica aqui esse adendo e essa ressalva, a importância dos católicos também nessa discussão. O Dr. Valmir Nascimento assina essa nota de repúdio, desse instituto que representa, o maior instituto do nosso país, que fala sobre direito religioso. Porque algumas pessoas confundem laicidade com laicismo. A laicidade diz respeito à liberdade de manifestação e à impossibilidade de o Estado cercear qualquer confissão religiosa. Inclusive, o ateu precisa ter direito de manifestar o seu direito ao ateísmo, assim como a pessoa que é espírita, o católico, a pessoa de matriz africana e todas as demais religiões que existem. Então, diante de tudo isso, nós viemos aqui reprovar profundamente essa fala. E esta Casa, mais uma vez, reafirma o compromisso com a pluralidade política. Lembrar ao Peninha, nesses 11 segundos que me restam, de que as igrejas evangélicas são aquelas que chegam de norte a sul, leste a oeste. Se ele for ao Oiapoque, ao extremo do Amapá, ou se ele for ao Chuí, no extremo do Rio Grande do Sul, ele vai encontrar uma igreja evangélica com portas abertas, onde lá vai ter um pastor, que ele diz que está pastando, e, no domingo, durante a semana, está entregando cesta básica, está visitando o órfão, a viúva, as milhares de casas-lares de crianças e de idosos que existem neste país, que são sustentadas por igrejas evangélicas. Onde o Estado brasileiro não chega, é lá que as igrejas evangélicas estão marcando presença. Então, diante de tudo isso, presidente, eu peço o apoio dos colegas no voto dessa moção de repúdio a essa fala irresponsável. Muito obrigado.
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VEREADOR HIAGO MORANDI (PL): Bom dia ao pessoal que nos acompanha em casa, bom dia aos colegas, a todos aí. Vereador Fantinel, as últimas coisas que o vereador Calebe foi muito bem aqui: onde o Estado não entra, bons projetos entram. Como o seu projeto lá, por exemplo, que entra em um vácuo do poder, né? Onde o Estado acaba não entrando, o seu projeto entra para entregar alimentos, ou a igreja vai entrar. Né, Calebe? E a parte boa de tudo isso, primeiro parabenizar o Leonardo Siqueira, do Novo, de São Paulo. Começou esse movimento já há muito tempo. Então, aqui vão nossos parabéns ao Leonardo. Acompanho ele bastante, faz um excelente trabalho por São Paulo. Parabenizar. E também o pessoal do Novo aqui do Rio Grande do Sul, que está dando andamento nisso aí. Por que eles estão desesperados? Era normal, era normalizado, vereador Calebe, não ter um enfrentamento para esse tipo de coisa. Até poucos anos atrás, vamos dizer talvez até 2017, 2018, vésperas da vitória do Bolsonaro, até aquele momento era normal o professor de história, com formação em história, ou como o Peninha fazia nos vídeos dele, doutrinar a opinião pública ou levar para o lado que ele queria e ensinar a história como ele queria. Então, até pouco tempo atrás, era normal isso. Agora não é mais. Por que mataram Charlie Kirk? Porque ele ia bem ao cerne do problema, dentro das universidades. E era muito difícil vencê-lo em debates. E ele estava movimentando a opinião pública e os estudantes. Então, isso é o que dá medo neles. Aqui eu vou chamar ele de um marginal. E para que não venha mais um processo desse comunista que adora dinheiro, que a filha dele morava no Texas até pouco tempo, acho que ainda mora, mas para que ele não me processe, eu vou dizer o que significa marginal: alguém que vive à margem da sociedade, excluído ou afastado dos padrões e normas estabelecidas. E esse cara vive, as normas. E sabe o que é mais legal e por que a gente está vencendo essa batalha, Calebe? Sabe por que a gente está vencendo? Sabe onde ele se encontra agora? Lá na Índia, em uma ilhazinha no meio do mato, Fantinel. Essa é a parte boa. Eles só vivem de iFood em casa, em condomínio fechado. Não podem ir a um restaurante para não serem achincalhados, para não sofrerem o que a população vai dar de feedback de como está aqui fora. Para eles, eles vivem, então, gravando vídeo em um quarto ou no meio do mato, lá na Índia, que é onde ele se encontra. E eu espero que, daqui a pouco, se tiver um inquérito favorável, a Interpol busque ele na Índia. Mas eles têm que ficar viajando no meio do mato. Não é nem na Europa, como alguns iam, né? Ou no centro de Nova Iorque, porque é difícil, vai encontrar um brasileiro, e o brasileiro vai dar a real. Então, ele tem que ficar no meio do mato. Isso não tem preço, Calebe. Eles estão desesperados. E essa manifestação dele veio por conta da caminhada do Nikolas. Eu estava presente lá. Ele falou do raio e, logo em seguida, dessa manifestação. E por que esse medo todo, né? Porque a igreja... Tira a igreja para ver o que acontece. Retirem as igrejas do Maranhão, da Ilha de Marajó, lá da Bahia. Retirem as igrejas, vereador Fantinel, onde há muitas vilas.
VEREADOR SANDRO FANTINEL (PL): Peço um aparte.
VEREADOR HIAGO MORANDI (PL): Lugares periféricos, pequenos, só têm duas referências: o traficante e o pastor. Retirem a igreja do Brasil para ver o número de crimes aumentarem. Tem um estudo da década de 90 que já comprova isso, que quanto maior o número de igrejas, com as pessoas estando bem com o seu estado de espírito e estando bem com a fé delas, vão ter menos crimes. Isso aí não precisa nem fazer estudo, mas a gente sabe e tem que reforçar isso aqui. Seu aparte, vereador.
VEREADOR SANDRO FANTINEL (PL): Obrigado, vereador Hiago. Eu fico muito entusiasmado. Não vou me manifestar muito, porque depois vou falar também. Mas quero parabenizar as colocações do senhor, as colocações do colega Calebe. Já parabenizo. E digo assim: Por que ele não citou as outras religiões? Por que não citou as outras religiões, né? Porque essa pessoa, sinceramente, eu não sei em que planeta vive, eu não sei como pensa, eu não sei como analisa as coisas. E é bem aquele tipo de pessoa assim: eu planto milho, mas eu quero colher arroz. Ou seja, eu falo uma coisa e faço outra. É o típico comunista capitalista. Então é triste, mas essa é a nossa realidade.
VEREADOR HIAGO MORANDI (PL): Muito obrigado, vereador. Vereador Calebe, parabéns. Um tempo atrás, pode ter certeza, que alguns anos atrás não teria ninguém aqui nesta tribuna fazendo esse contraponto. E é isso que deixa eles assustados. Eu acredito que acabou. Tem um prazo de validade. Isso vai durar mais um tempinho. Mas hoje eu já vejo que nas faculdades, nas universidades, em todas as aulas vai ter o contraponto. Sempre, em todas as aulas vai ter o contraponto. E é isso que a gente quer. A gente quer que tenha o professor dizendo que ele acha o Che Guevara herói e também ele mostre o outro lado da história, e o aluno decida. A gente só quer isso. A gente é a favor da liberdade de expressão, mas que mostre os dois lados sempre. Não só um lado, a verdade de um lado só. Seria isso. Muito obrigado, presidente.
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VEREADOR SANDRO FANTINEL (PL): Obrigado, presidente. Obrigado, colegas; cidadãos que nos acompanham. É muito sensível, para mim, vir aqui falar sobre essa questão dessa moção e sobre a questão dessa pessoa. Eu acho que todo mundo aqui já sabe que, por eu ter proferido algumas palavras nesta tribuna aqui, mal-interpretadas, tudo o que aconteceu comigo em nível municipal, estadual e nacional, e que continua em alguma parte prejudicando a mim e toda a minha família, e ao mesmo tempo ver... E aí eu vim, encontro com os colegas aqui, sem ideologia, sem briga partidária, nada disso. Mas eu venho para os colegas dizer: Como é que se pode dizer, vereadores, que estamos vivendo em uma democracia? Baseado em que vocês podem dizer que a gente vive em uma democracia? Porque existe um Legislativo, um Executivo, um Judiciário, isso, aquilo, aquele outro? É por isso que se pode dizer que tem democracia? A verdade é a seguinte, esse senhor, não sei se merece ser chamado de senhor, o Peninha Mendonça, olha o que ele falou da Serra Gaúcha, das nossas casas, da nossa comida, da nossa gente. Muito pior do que este vereador, sem intenção de ofender ninguém, falou desta tribuna. Muito pior. Ponham os dois pesos e vocês vão ver que foi muito pior o que ele falou da nossa região, do nosso povo, da nossa comida, da nossa gente. Aí eu faço uma pergunta: Houve uma manifestação por parte do Ministério Público estadual e federal, cobrando um dano moral coletivo para esse cidadão? Zero. Nada. Nada. Agora, este cidadão vem e faz a mesma coisa com os evangélicos. A mesma coisa. Houve uma manifestação da Defensoria Pública, do Ministério Público? Zero. Por que então comigo o inferno? E com ele, fazendo algo muito pior do que eu fiz, nada? E tem gente que diz que se vive em uma democracia. Na fantasia, na bandeira e na faixa pode estar escrito democracia, mas o que acontece atrás não tem nada a ver com democracia. E aqui eu sempre vou dizer desde o dia que entrei até o dia que vou sair, senhor presidente, quem erra é justo que pague. Aqui ninguém está defendendo o lado ‘A’ ou ‘B’. Quem erra é justo que pague. Ao entendimento de alguns, que não foi dos juízes, graças a Deus, eu cometi um crime. Eu errei. Caiu o mundo em cima de mim. Destruíram a mim e a minha família. Aí vem esse cidadão, faz tudo o que fez de toda a nossa região, do nosso povo, agora contra os evangélicos, e eu não vi movimento nenhum por parte do Judiciário. A Defensoria Pública se levantou contra mim, o Ministério Público Estadual se levantou contra mim, o Ministério Público Federal se levantou contra mim. Contra esse senhor, zero. Absolutamente nada. E dizem para mim que é uma democracia. Onde? Quando todos foram tratados iguais perante a lei, independente de religião, credo ou cor, eu serei o primeiro a dizer: "Estou feliz, porque vivo em uma democracia." Agora, enquanto o lado A for perseguido, preso e processado por algo que tenha dito, e o lado B pode dizer o que quiser e não lhe acontece absolutamente nada, para mim não se vive em uma democracia. E eu quero externar aqui a minha indignação de ver os nossos poderes, o nosso Judiciário ficar em silêncio. Isso simplesmente é um absurdo. E aqui: “Não, mas não é o Judiciário que tem que se manifestar.” Pois então, eu não vi nenhum deputado, nem de direita, nem de centro, nem de esquerda se manifestar. Por que, se defendem a democracia? Por que não se manifestaram? Ou a esquerda não defende a democracia? Se a esquerda defende, por que um deputado de esquerda, então, não processou esse cara? Sabe por que não? Porque ele é do time. Esse é o motivo. Obrigado, senhor presidente.
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VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Bom. Eu tenho muita tranquilidade de vir aqui rechaçar qualquer tipo de fala ou postura de ataque ilegal, indevido, que promova ódio, discriminação, intolerância, e atacar religião, identidade, etnia, orientação sexual, a qualquer grupo ou a qualquer pessoa. No ano passado, na presidência da Câmara, recebi aqui, junto com o vereador Pedro e o vereador Calebe, em duas ou três oportunidades, a comunidade evangélica, com muito respeito e admiração, a que tenho e sigo. Então, eu sou um parceiro no combate a qualquer tipo de discriminação. Especialmente aos evangélicos, aos irmãos e irmãs evangélicas que, na liberdade religiosa que é legal, estabelecida pela Constituição, professam a sua fé. Então, eu sou coerente, defendo aqui a liberdade religiosa, tenho uma relação próxima com as religiões de matriz africana. Fui educado e formado na fé cristã católica. Inclusive, semana passada tive uma reunião com Dom José Gislon, nosso Bispo Diocesano. Então, eu preciso ser coerente. E venho fazer esta fala aqui. Tendo que os evangélicos e as evangélicas prestam um trabalho importante em áreas sociais do nosso país. Hoje, há um crescimento exponencial da comunidade evangélica no Brasil, que precisa ser respeitada. Eu, na minha época de cristão católico, sempre me pus a estudar e a tentar entender a trajetória de Jesus Cristo. E Jesus Cristo foi uma figura à frente de seu tempo. Lutou contra a acumulação de riqueza. Jesus Cristo atacou a hipocrisia religiosa dos fariseus, dos saduceus, dos escribas, que ludibriavam as pessoas, se valiam da sua religião para atacar os outros. Jesus Cristo é o maior exemplo disso. Jesus Cristo se colocou contra o Império Romano; à época foi atacado e morto. Cabe nós lembrarmos a passagem, inclusive a ação de Pôncio Pilatos. Então, eu tenho esse respeito por todas as religiões. Deixo aqui a minha repulsa a qualquer ataque religioso. E eu, vereador Cláudio, se tem uma coisa na política que eu acho que é fundamental é a coerência. E eu, aqui nesta Casa, como presidente, um dos momentos mais importantes que eu tive foi quando eu recebi a comunidade evangélica, que pediram e fizeram uma oração para mim na sala da presidência, com muito amor, com muita fé, me desejando paz, me protegendo. E eu só entrego a minha cabeça, aqui em uma simbologia religiosa, para a minha mãe ou para o meu pai de santo, ou para um padre ou bispo católico, ou para um pastor ou para uma pastora que eu entenda que venham fazer o bem. Porque aqui, para quem entende de energia, a cabeça tem uma carga energética muito importante. O pastor, quando abana, só abençoa; e o pai e a mãe, quando beijam; Jesus, quando beijava as pessoas. Então, recebi com muito carinho essa fé. E aqui nesta Casa, quando nós recebemos a bandeira do divino, quando nós recebemos as religiões de matriz africana, os pastores, quando votamos homenagens, este vereador sempre vota e sempre está aqui, porque é coerência. Porque não adianta nós falarmos em ataque das religiões evangélicas quando aqui nesta Casa, vereadora Estela, temos pai de santo e mãe de santo e nós fugimos. Porque nós somos pessoas públicas, e se quisermos ser coerentes, precisamos ser coerentes com todos. Então, este vereador fala no arauto da sua coerência. Sou contra, voto favorável, mas sou contra os ataques de qualquer religião, sou contra ataques que as religiões possam fazer. Aliás, não são as religiões que fazem ataques, são as pessoas, vereador Calebe. Por isso que eu estou em uma fase que eu não gosto de generalizar. Não generalizo religião, não generalizo partido e não generalizo instituição. São pessoas, e as pessoas precisam ser rechaçadas. Então, aqui a nossa valorização aos evangélicos, nosso respeito, nosso ataque e nossa valorização à coerência de quem é contra todos os tipos de discriminação e de quem, na sua atuação parlamentar, não é parcial na defesa ou contrário aos ataques. Muito obrigado.
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VEREADOR DANIEL SANTOS (REPUBLICANOS): Obrigado, presidente. Vereador Calebe, parabéns pela proposição da moção. Sabe que esse Peninha, digno de pena, não é de hoje que ele vem se manifestando com as falas escrotas que ele tem. Inclusive, em 2022, eu fiz um vídeo expondo uma fala dele, que, por sinal, viralizou na época, onde ele diz, em um podcast, que ele tentava atropelar as senhorinhas nas manifestações da direita em Porto Alegre. Ele se pronunciou já naquela época, em 2022. Depois disso que daí ele tomou conhecimento, que ele fez esta fala [...][1]
PRESIDENTE EDSON DA ROSA (REPUBLICANOS): Vereador Daniel, pediria a gentileza a V. Exa. Só pode no Grande Expediente.
VEREADOR DANIEL SANTOS (REPUBLICANOS): Ah, tá. Obrigado. Desculpa.
PRESIDENTE EDSON DA ROSA (REPUBLICANOS): Eu também quero verificar com a assessoria, porque não está contando o tempo do vereador Daniel Santos. (Manifestação sem o uso do microfone.) Ok. Obrigado. Vereador Daniel, obrigado pela sua compreensão. Obrigado pela sua compreensão.
VEREADOR DANIEL SANTOS (REPUBLICANOS): Perdão, desculpa. Desculpa, pessoal. Não sabia. Então assim, não é de hoje que esse cara...
PRESIDENTE EDSON DA ROSA (REPUBLICANOS): Vereador Daniel, só um minutinho. Eu pediria, até para que V. Exa. não seja prejudicado no futuro, que retire esse momento da fala do vereador dos Anais. Obrigado.
VEREADOR DANIEL SANTOS (REPUBLICANOS): Sim.
PRESIDENTE EDSON DA ROSA (REPUBLICANOS): Me perdoe ter interrompido V. Exa., mas pode seguir. Obrigado.
VEREADOR DANIEL SANTOS (REPUBLICANOS): Então, como a gente estava falando, não é de hoje que esse escroto do Peninha faz pronunciamentos contra tudo ou qualquer um que se pronuncie contrário a ele ou pense diferente daquilo que ele acredita. Eu não sei como esse cara ainda hoje tem espaço em qualquer mídia. Semana passada, vereador Calebe, inclusive, eu passando os canais, Peninha na TV Cultura. TV Cultura. (Risos.) Meio estranha a situação. Então, vereador Calebe, eu não vou me estender muito, mas eu acho que essa nota de repúdio, inclusive eu estava lendo agora, vereador Fantinel, que saiu notícia: Delegacia de Combate à Intolerância, na capital gaúcha, apura se declarações do historiador em canal do YouTube se enquadram na Lei 7.716/89, que criminaliza a discriminação religiosa. Até que enfim alguma ação foi tomada, o início de uma ação para se punir um cidadão que nem esse, que vomita tudo quanto é preconceito e intolerância contra os outros. Enquanto a gente... E aí tenho que concordar com a fala do vereador Fantinel. Enquanto muitos da direita se posicionam, por muito menos têm canal derrubado, canais no Instagram derrubados ou vídeos tirados do ar. Então, acho que esse é um ponto final. Acho que essa sua moção vem muito a calhar neste momento. Então era isso. Muito obrigado, vereador.
 

[1] Explanação suprimida por solicitação da presidência, conforme Art. 123 do Regimento Interno.
 
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VEREADORA DAIANE MELLO (PL): Senhor presidente, senhores vereadores. Vereador Calebe, lhe parabenizar pela moção. Pincelamos, aquele outro dia, alguma situação, mas lhe parabenizar por se debruçar sobre isso para registrar o nosso posicionamento. Acredito que quando a gente está em espaços assim, a gente sempre tem que deixar muito claro para as pessoas os nossos posicionamentos. E aqui eu queria falar que não se trata somente da questão direita e esquerda, é uma situação que ultrapassa todos os limites. Ela ultrapassa a intolerância religiosa. Então, quer dizer, porque eu sou mãe, eu sou mãe, vereadora, porque eu sou evangélica eu não posso votar ou eu não posso ser votada, eu não posso participar da vida pública do meu país, da vida política do meu país. Então, isso é a gente se posicionar sasim é exatamente registrar que a gente, sim, precisa estar em todos os espaços. Afinal, votar é um direito de todos, um direito civilizatório e que a gente precisa, sim, expressar as nossas opiniões.
VEREADOR SANDRO FANTINEL (PL): Peço um aparte.
VEREADORA DAIANE MELLO (PL): E esse cidadão já vem há muito tempo fazendo diversos outros tipos de declaração, apoiando situação de crime, como colocar o carro na frente das senhoras, a morte do Charlie Kirk, outras coisas falando mal da nossa Serra Gaúcha e tantas outras falas de uma pessoa. Então, a gente precisa muito mais ações para que isso não aconteça mais, porque esses posicionamentos falado diversas vezes, estando explícito em uma TV Cultura, estando explícito lá trabalhando no Senado, escrevendo livros, ganhando muitas vezes dinheiro público e expondo a nossa população brasileira a certas barbáries.
VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Vereadora, um aparte se for possível.
VEREADORA DAIANE MELLO (PL): Então, eu quero deixar muito claro que o Estado laico não quer dizer antirreligioso. É isso, né? Ele não tem uma religião oficial, mas ele não é um Estado não religioso. Então, a gente tem o direito de expressar todas as nossas crenças, sim, e podemos estar em todos os espaços discutindo, debatendo, conversando, colocando as nossas opiniões, mas não como ele, inclusive imputando vários crimes. Seu aparte, vereador Fantinel.
VEREADOR SANDRO FANTINEL (PL): Obrigado, vereadora Daiane. Algo importante que eu acabei esquecendo na minha fala. A senhora acha que ele atacou os evangélicos simplesmente porque ele não gosta de evangélico? Não. É porque ele sabe que a maioria dos evangélicos ou quase a sua totalidade defende o liberalismo, defende a direita. Porque se ele tivesse preocupado com outras coisas, então ele poderia dizer: "Quem recebe Bolsa Família não tem que votar. Não pode votar.” Por quê? Porque a pessoa que recebe Bolsa Família dificilmente vai querer perder o benefício. Ou porque precisa, ou porque simplesmente por uma vantagem, não se sabe, mas não quer perder. E por esse motivo se mantém sempre naquele sentido político. Então, o ataque aos evangélicos não é por causa da religião, mas sim por causa da união dos evangélicos com o liberalismo. Obrigado, vereadora.
VEREADORA DAIANE MELLO (PL): Obrigada, vereador Fantinel. Seu aparte, vereador Lucas.
VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Obrigado, vereadora Daiane. Parabéns pela sua fala. Eu só quero fazer uma correção. Antes o vereador Hiago, quando estava fazendo a manifestação, destacou o fato de o Peninha ser professor de história. Eu não tenho essa informação tão corretamente. Ele deve ser bacharel em história, porque não está em sala de aula. Então, só fazer... Ele é jornalista. Então, só fazer essa correção, porque senão se demoniza aqui os professores de história, que, dos que eu conheço, inclusive a esposa do vereador Edson da Rosa, nosso presidente que está aqui, também é professora de história, cumprem um papel fundamental de trabalhar e de respeito à diversidade religiosa. Obrigado, vereadora.
VEREADORA DAIANE MELLO (PL): Obrigada, vereador Lucas. E até mesmo para a gente também não generalizar todas essas questões. Mas é importante a gente deixar claro o nosso posicionamento. Eu, como evangélica cristã, eu digo que quero me manifestar em diversas situações, quero votar. E é inadmissível que alguém queira retirar esse direito da gente porque a gente fala em Deus, porque a gente acredita, porque a gente tem a nossa fé. Então, rechaçar essa fala proferida pelo Peninha, que não é a primeira vez, diga-se de passagem, de uma pessoa que está sempre aí apoiando crimes, falando, proferindo muitas falas preconceituosas. Isso a gente não pode deixar passar batido. Obrigada, senhor presidente.
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VEREADOR PEDRO RODRIGUES (PL): Senhor presidente, nobres colegas, todos que nos assistem daqui, presencialmente, e também de casa, bom dia a todos. Eu, em primeiro lugar, quero dizer que, em momento oportuno, votarei favorável. Quero dar os parabéns pela propositura, vereador Calebe. Quero dizer aqui também, fazer um adendo aqui sobre a fala do colega vereador Lucas. Que não apenas em ano eleitoral, como fazem muitos aí, em ano de campanha, que mudam o seu discurso, ele foi uma pessoa que realmente, eu posso testemunhar aqui, que agiu, sim, com coerência aqui nesta Casa, em muitas ocasiões que a gente teve. Atendeu as nossas demandas. Então, quero lhe parabenizar, vereador, colega vereador Lucas Caregnato. Diferente de alguns que a gente vê aí, quando chega o ano eleitoral, só falta virar evangélico também, só falta pregar nas tribunas do Brasil afora, no estado do Rio Grande do Sul, e ensinar a Bíblia para os evangélicos, inclusive. Entram dentro das igrejas. Daí não tem problema nenhum de igreja participar, de evangélico participar. Diferente desse cara aí, que não tem a mínima noção. Um sem noção, né? Não dá nem para dizer, vereador Calebe, que é uma fala assim... Porque é um discurso de ódio que ele fez, sem credibilidade nenhuma, sem credibilidade jurídica, sem credibilidade histórica, sem credibilidade moral. Então, não daria para levar em conta. Mas eu quero dar os parabéns pela sua propositura e também para quem já ingressou na justiça contra essa fala, porque eu mesmo sou um defensor. E eu digo aqui que, se eu tenho que brigar, eu brigo pelo direito de todos exporem as suas ideias, as suas ideologias, as suas crenças, essa liberdade religiosa. Então, eu sou um defensor, sou um apoiador. Quero dizer que votarei, em momento favorável. Quero dar os parabéns pela fala dos colegas que me antecederam aqui também, que têm uma boa retórica, um bom discurso. Eu não sou muito bom de fala aqui neste microfone, mas a gente tem noção das coisas certas em relação àquilo que diz respeito às outras pessoas. Poxa vida! Se se vive em uma democracia, então cadê essa democracia? Qual é o lado? Qual é o lado que você está para dizer se merece ou não uma punição? Então seria isso, senhor presidente. Muito obrigado. Parabéns, vereador Calebe. Em momento oportuno, votaremos favorável.
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VEREADOR EDSON DA ROSA (REPUBLICANOS): Obrigado, presidente Lucas. Eu nem ia me manifestar sobre esse assunto. Quando fui convidado pelo vereador Calebe para que nós pudéssemos assinar essa moção, eu disse: "Bah, Calebe, a coisa ruim a gente não deve dar muita manchete, muito palco, porque ela vai se disseminando.” Infelizmente, essa pessoa que atende pelo nome de Peninha, pelo nome não, pelo diminutivo de Peninha, tem um autor de músicas que eu gosto muito que também é Peninha. Autor de várias músicas, como Sonhos e tantas outras aí. Eu sou fã dele. Primeiro, vereador Lucas Caregnato, dizia a V. Exa. que minha esposa é formada, mas ela não exerce a docência. Mas para dizer a todos que ontem foi Dia de Nossa Senhora de Lourdes, e tivemos a procissão, teve a missa solene, teve a procissão. Nossa Senhora de Lourdes é padroeira dos enfermos. E coloquei todas as pessoas que são nossas amigas, ontem, na procissão, orei por todas, porque nós somos corresponsáveis pelas pessoas que nós cativamos, gostamos e convivemos. Com relação à fala dele, e da moção em específico, aquilo que nos diferencia e que nos torna melhor são as religiosidades. Por exemplo, evangélico é quem prega o evangelho. Crente é quem crê. Eu creio, eu professo a fé cristã e creio. Mas eu queria me deter no cerne da fala desse cidadão, que é o que ele dissemina. O problema do Peninha é o que ele dissemina quando ele ataca a religiosidade das pessoas. É o ódio, é o eu contra você, é o tu está errado, eu estou certo. E nós estamos vivendo esses tempos, tanto de um lado como do outro. Então, para mim, vereador Calebe, V. Exa. que foi quem propôs essa moção, esse é o foco que nós temos que atacar. E nós, como referência da cidade, como autoridade, nós temos que prestar atenção nesses discursos de ódio, que não nos levam, não nos elevam e não nos ajudam em absolutamente nada. Que é o grande ensinamento que Cristo traz para todos. O vereador Lucas comentou aqui sobre a cabeça, e é exatamente. É aquela que comanda, é aquela que nos dá o norte. Aquilo tudo que entra em nós pelo intelecto é que vai nos diferenciar das pessoas. Então, nesse sentido, é que essa moção, eu nem gostaria de dar palco para esse cidadão, a moção nós sabemos que é um direcionamento de pensamento. E nós estamos pensando no bem das pessoas que querem ser diferentes no mundo de hoje, tão carentes de pessoas que consigam olhar para o outro, vereador Pedro. Que consigam olhar para o outro como aquela pessoa que, tanto quanto eu, pode acertar ou errar. Mas no intuito de querer acertar. E essa pessoa sempre diz o seguinte: quem não é a favor da linha de pensamento dele está errado. Quer dizer, é um radical. Os extremos desequilibram a sociedade, e ele promove o desequilíbrio. Seu aparte, vereador Pedro.
VEREADOR PEDRO RODRIGUES (PL): Obrigado, vereador Edson. Eu queria dizer para o senhor que, em relação a isso, a não dar ênfase, a não dar palco para essa gente, eu concordo plenamente. Mas quando é o contrário acontece muito palco. Então, há a necessidade que seja feito o contraponto também. Isso é uma coisa. E outra coisa que é lamentável é que um cidadão desse viva de dinheiro público, de Lei Rouanet. O que é isso, gente? Isso que eu esqueci de falar ali. Por isso que eu só sentei aqui, lhe pedi um aparte e lhe agradeço. Isso é lamentável. Isso é lamentável. Então, isso precisa. E hoje, como já falaram outros vereadores aqui, colegas, está mudando, está havendo o contraponto. Então, infelizmente, precisa se tratar de algumas coisas assim, às vezes se expor, dar ênfase. Porque, quando é o contrário, meu Deus do céu! Experimenta um padre fazer uma coisa errada, um pastor fazer uma coisa errada, um bispo fazer uma coisa errada. Parece que daí caiu o mundo inteiro. Qualquer coisa que poderia ser muito mais grave é tirada a ênfase e colocada naquilo ali. Seria isso, vereador. Obrigado.
VEREADOR EDSON DA ROSA (REPUBLICANOS): Ok. Indo ao encontro do que V. Exa. falou, tanto que assinamos. Mas a minha grande preocupação é que continua na mídia. Continua na mídia e, efetivamente, ainda nada aconteceu com esse cidadão. Então, quero deixar aqui, também, essa moção, que eu concordo com o teor dela, vereador Calebe. E dizer que, também, isso serve para nós de exemplo do que não devemos fazer. Era isso, senhor presidente. Muito obrigado.
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VEREADOR CALEBE GARBIN (PP): Presidente em exercício Edson, eu só quero agradecer aqui com esta Declaração de Voto, reafirmar, obviamente, como autor votarei favorável. Mas agradecer a manifestação de cada um dos colegas aqui que falaram. E responder uma pergunta que foi feita. Alguém disse: "Por que não fazem isso com outras religiões?" E a resposta é muito simples. Porque o povo evangélico, em sua esmagadora maioria, é um povo pacífico. Essa é a simples resposta. Lembram 2015, lá na França, quando um jornal, chamado Charlie Hebdo, resolveu fazer manifestações contra os muçulmanos o que aconteceu? Centenas de mortes nas ruas. E esses homens foram tidos como heróis no Afeganistão. E aqui eu faço um parêntese, eu não estou generalizando os muçulmanos, porque tem várias correntes no islamismo. Mas por que o Peninha se sente confortável em fazer contra os cristãos evangélicos? Porque, primeiro, na prática não vai dar nada. A gente sabe como é que funciona a justiça no Brasil. Segundo, porque não vai ter nenhum evangélico na porta da casa dele dando tiro, agredindo, matando, batendo, etc. Como ele incentiva e como ele acende, como um reacionário, acende o ódio contra esse grupo social. Então, primeira resposta é essa. Porque os evangélicos são pacíficos. E mais uma coisa, presidente. Porque nós cristãos, e agora eu estou tratando de todo mundo aqui, todo mundo que é cristão, mas cristão mesmo, que tem Cristo como Senhor e salvador da sua vida. Católico, evangélico. Porque o cristão foi perdoado um dia e aprende a perdoar. Então é por isso. Então, ele sabe que o perdão dos cristãos ele já tem. Os mesmos pastores que ele ofendeu, se um dia ele precisar, em um leito de hospital, e eu não desejo isso, mas se por um acaso a vida colocar ele em um leito de hospital acamado, ele vai ter um capelão evangélico que vai orar por ele, como ontem eu fiz por um pastor que quebrou a perna na última semana. Fui ao Hospital da Unimed, entre alguns instantes antes da reunião da Comissão de Educação, estive lá orando por esse pastor que estava lá. Porque eu sei do valor da fé e a importância disso. Então, apenas para reafirmar isso. E lembrar, presidente, a sua fala foi muito boa, porque nós tivemos um colega nesta Casa, o vereador Bizzy, que também foi atacado pela sua religião nas redes sociais e, na época, usando a coerência, como o vereador Lucas bem falou, e foi coerente na sua fala, eu me manifestei, a seu pedido também, contra o rechaço que fizeram sobre o vereador Bizzy e disse: "Aqui não se trata de direita e esquerda; aqui é crime de racismo e intolerância religiosa." Então, que nós possamos ter paz nesta Casa. E que isso não precise vir tão logo para este cenário. Obrigado.
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Votação: Não realizada

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