VEREADORA ANDRESSA MARQUES (PCdoB): Obrigada, senhor presidente; nobres colegas; vereadoras que propuseram esse Pedido de Informações. Assunto importantíssimo porque, quando a gente fala de conselhos municipais, nós estamos falando de participação social, de controle social, de acompanhamento da sociedade, fiscalização, monitoramento das políticas públicas. E se nós estamos falando de conselhos, nobres colegas, nós estamos falando de espaços que são fundamentais para o fortalecimento dos serviços públicos, das políticas da nossa cidade. Por isso, vereadora Rose, importantíssimo e oportuno esse questionamento de vocês, porque é importante que o Executivo, que o Poder Público, que o parlamento pense como fortalecer a participação da sociedade. Com a sociedade acompanhando, vereadora Rose, foi esse o objetivo da criação das conferências, dos conselhos em nível nacional, é por entender que era importante que houvesse um espaço no qual o governo estivesse junto com a sociedade civil, junto com as entidades que participam, também, que tem alguma relação com aquela política pública ou com aquele direito, porque também pode ser... Nós temos diferentes conselhos para diferentes fins na nossa cidade. Então, é importante que a gente possa pensar como fortalecer o papel dos conselhos que são fundamentais para o fortalecimento e para que a sociedade possa trazer e participar as suas reivindicações em relação aos diferentes serviços. Vou pegar o exemplo do Conselho de Saúde, como um exemplo. Eu poderia fazer dois paralelos, Conselho da Assistência Social e o Conselho Municipal de Saúde. O Conselho Municipal de Assistência conseguiu comprar sede própria, tem assessor técnico, vereadora Rose, uma assessora técnica, tem agente administrativo, tem estagiário. Portanto, o Conselho de Assistência hoje é um conselho que tem uma boa estruturação e que eu diria que é um conselho que nós devemos usar como exemplo para pensar como que os outros podem ser estruturados. O próprio COMDICA, que é o Conselho Municipal, Bizzy, dos Direitos da Criança e do Adolescente, também é um conselho bem estruturado que tem assessor técnico, tem agente administrativo, tem estagiário acompanhando, tem sede, mas, falando do Conselho de Assistência, tem sede própria do conselho. Agora, se a gente for pegar o Conselho de Saúde está em uma sede provisória na Secretaria de Saúde, que eu acho isso inadequado porque é negativo para o conselho estar no mesmo espaço onde funciona o centro administrativo da política, não tem servidor público que acompanha o funcionamento do conselho, são somente estagiários e isso dificulta o andamento do conselho porque daí não tem nenhum trabalhador ou trabalhadora que consegue acompanhar todo o funcionamento do conselho. Então, é um debate, por exemplo, que se faz no Conselho de Saúde é que tenha um servidor público ali que possa organizar os documentos, que possa participar e dar um assessoramento decente para o conselho, que é o que hoje não acontece, mas nós sabemos que o Conselho de Saúde é um dos mais estruturados. Então, qual o critério, vereadora Rose, para ter uma sede ou não ter? Para ter um profissional ou não ter? No meu ponto de vista, todos os conselhos precisam ser bem estruturados, por isso que falar da sede é importante porque a gente vai estar falando de condições, de um espaço, de uma referência onde a população vai saber: "Eu preciso tratar alguma coisa sobre a questão da saúde, eu vou naquele lugar”, vereador Rafael Bueno. A população precisa tratar alguma coisa sobre a educação, “eu vou procurar o conselho que eu sei que está naquele lugar”. Hoje nós temos conselhos espalhados, uns têm sede e outros não têm; uns têm trabalhadores, outros não tem e aí acaba que fica muito à mercê de qual é a correlação, né, a participação da sociedade naquele momento. Poderia falar do Conselho de Habitação, Maurício, que é o meu assessor, que é vice-presidente do Conselho Municipal de Habitação, que ano passado voltou às atividades porque, vereador Rafinha, não tinha uma organização do conselho e não tem sede, não tem... é tudo extremamente frágil e provisório! Então, pensar em uma estruturação, em uma padronização dos conselhos, é falar, porque muitas vezes eu vejo que o poder público, e aí não é só o Governo Adiló, mas o Governo Adiló também, o poder público enxerga os conselhos como inimigos, como oposição, como parte de alguém, de um ente que vai criticar, que vai colocar problemas que tem na cidade. Mas nós temos que encarar o controle social como parceiros das políticas públicas. Como um espaço que vai ajudar a fortalecer, que vai ajudar a encontrar os problemas, inclusive ajudar a encontrar a solução. Porque se nós estamos falando de fiscalização e acompanhamento, nós estamos falando de transparência dos serviços públicos, da política pública, que é algo que desde a Constituição de 1988, nós temos que observar e nós temos um olhar em relação a isso no nosso país. Então, conselhos fortes, são políticas públicas fortes, por isso nós temos que caminhar na nossa cidade para que a gente possa estruturar muito bem os conselhos, dar suporte, que eu tenho certeza que a nossa cidade vai ganhar muito com isso. Portanto, é importante a gente verificar o que está acontecendo, tem sede prevista, não tem e como que a gente pode fazer para estruturar. E, para finalizar, senhor presidente, na própria política pública tem que ter já um valor direcionado para os conselhos. Então, se não tem isso nas políticas que nós discutimos aqui, que a gente debate orçamento, tem alguma coisa errada. Precisa ter dinheiro previsto para os conselhos poderem fazer o seu papel de fiscalização na nossa cidade. Obrigado, senhor presidente.