terça-feira, 05/08/2025 - 75 Ordinária

Requerimento nº 75/2025

VEREADORA ROSELAINE FRIGERI (PT): Bom, nós fizemos esse pedido de informações após inúmeros recebimentos de contato de pessoas das diversas áreas da nossa cidade. Nós, nesse meio tempo, também antes dele, do pedido de informações, realizamos reuniões com o secretário do Meio Ambiente, na época em que estava em transição ali para a secretaria de Gestão Urbana, e denúncias de pessoas que nos dizem que cortaram a árvore e pedem autorização, qual é o protocolo, que não acontece. Por outro lado, a gente vê algumas árvores, que também estão em uma situação até de perigo, que deveriam ser cortadas, que não acontece, não é? Então, eu quero deixar bem claro que, por exemplo, as podas de árvores, ninguém é contra, a gente sabe o quanto elas são importantes, que elas têm épocas para acontecer, é ação necessária, inclusive para salvar muitas árvores. Mas nós vemos várias situações aqui no Parque dos Macacos, Getúlio Vargas, quantas vezes não foram podadas, aí tem que cortar porque tal erva já tomou conta da árvore, ela acaba morrendo, então tem que cortar a árvore. Então, eu acho que esse plano, esse manejo de como tratar com a questão de podas e de supressão de árvores, elas têm que ficar claras para a população. Nós estivemos na segunda passada, na estação férrea, um chamamento do vereador Cláudio Libardi, pela Comissão de Meio Ambiente, e muito que se falou foi isso. Talvez se essas coisas estivessem mais nítidas, mais claras, mais... Se tivesse mais diálogo, que a população entendesse o que acontece na cidade, grande parte dos problemas seriam evitados. Mas tem muitas árvores que a gente sabe que não estão incomodando, a impressão que se tem, e eu vou falar impressão porque eu sou responsável, nós somos responsáveis, por isso a gente está fazendo um Pedido de Informações, é que vamos aproveitar que estamos cortando essas que precisam, já vamos cortar outra, vamos cortar outra e quando algum morador pede a licença não é mostrado. Então, são várias situações que a população precisa saber. E é esse o nosso papel aqui, não é? Então, também comentei, eu conheço situações de árvores que estão ocas, grandes, ocas, mortas e que estão trazendo até, talvez, algum risco e que não são cortadas. E o contrário parece que são cortadas. Então, nós precisamos entender como se dá isso, por esse motivo, até para a gente responder à população que nos demanda e tenho certeza que a todos os vereadores e vereadoras aqui deve estar o tempo inteiro sendo demandado, porque eu já vi várias publicações, inclusive que as pessoas marcam os vereadores, marcam as vereadoras, de corte de árvores. Então, nós apresentamos esse Pedido de Informações e contamos com a aprovação para que nós tenhamos, depois, o retorno disso e com certeza traremos aqui no plenário, assim que recebermos esse retorno. Obrigada.
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VEREADOR CLÁUDIO LIBARDI (PCdoB): Muito obrigado, presidente. Meus cumprimentos ao senhor. Desejar um bom retorno na condição dos nossos trabalhos. Parabenizar pela representação, na semana passada, tanto o senhor como a vereadora Rose Frigeri. O principal ponto de pauta da Comissão do Meio Ambiente, nesse primeiro semestre, tem sido o modelo de corte e poda das árvores, muito em razão da alteração da Legislação Municipal, que tirou desta Casa a competência para regulamentar o modelo de podas e transferiu ao prefeito. Nós tivemos uma votação, aqui, que alterou o regramento e agora como se dá o regramento acerca do manejo das árvores no nosso município? Se dá através de um decreto do prefeito municipal. Esse editado no ano de 2023, o Decreto nº 22.832, de 2023 que trata da arborização urbana. A primeira questão é que a gente tem que fazer uma divisão entre a arborização urbana pública e a arborização urbana privada. Essa é a grande questão. Muita gente se incomodava pela demora no licenciamento para poda de árvores em locais que anteriormente não eram considerados públicos. Então, a prefeitura promoveu essa alteração, supostamente, para reduzir o regramento permitindo que as pessoas pudessem promover a sua própria... Seu auto licenciamento e a poda da árvore. Mas o que nós verificamos é que tanto na questão do público, quanto na questão do privado, as árvores foram duramente atacadas, vereadora Rose Frigeri, no último período. E nós tivemos essa realidade imposta em diversas obras públicas. A Comissão do Meio Ambiente, através dos vereadores que a compõem, procurou o município, no último período, para que nós pudéssemos revisar essa política de poda das árvores quando da realização de obras públicas. Fomos bem atendidos pelo gerente, engenheiro responsável pelas obras na secretaria de... No Gabinete de Projetos e, prontamente, ele informou a mim e à vereadora Estela que, posteriormente a essa reunião, anteriormente à apresentação desses projetos pelo município, serão chamados os vereadores e a comunidade para dialogar acerca da poda das árvores. Porque uma coisa é nós realizarmos uma poda para plantio de árvores nativas, e aqui a gente vai ter árvores exóticas. Mas o pior ainda, nós vamos ter árvores exóticas que acabam por atentar com a integralidade do meio ambiente. Algumas das árvores que estavam localizadas, a exemplo da Estação Férrea, vereadora Rose Frigeri, mais do que prejudicar e não serem árvores nativas, elas eram exóticas a título de matar as demais. Então, bom, nós temos que necessariamente fazer a supressão dessas árvores; elas acabam com o nosso meio ambiente. Mas quando nós fazemos a supressão dessas árvores, necessariamente nós precisamos plantar árvores que sejam nativas. A gente não pode substituir exóticas por exóticas. E o decreto do prefeito, hoje, autoriza a substituição de árvores exóticas por novas árvores exóticas. Então, em resumo, nós entendemos que o pedido de informações da senhora é pertinente; mas, mais do que isso, nós entendemos que neste momento o que deve haver é a alteração do decreto que regulamenta a poda das árvores. Porque, hoje, o decreto é muito permissivo com o poder público, ele é muito permissivo com o cidadão e ele acaba por atentar algo que, mais do que ambientalmente, é histórico para a nossa cidade. Esta é uma cidade arborizada, e deve-se permanecer arborizada. Mais do que isso, vereadora Rose, eu alerto que esse decreto deve regulamentar um plano de manutenção arbóreo. Porque nós temos na nossa cidade algumas árvores, como bem tratou V. Exa., que não precisa ninguém cortar, que elas são mortas pela erva de passarinho. Essa é a realidade que a gente verifica. Tem uma parcela de descaso com algumas árvores que deveriam ser podadas e não são, e outras árvores que, quando podadas, precisam ser substituídas por árvores nativas. Infelizmente, o decreto que hoje regra isso não prevê a necessidade da substituição por árvores nativas. Então nós, quando dos projetos de paisagismo no município, em especial em áreas públicas que estão sendo renovadas, a exemplo da Estação Férrea, entendemos que a substituição das árvores exóticas deve ser feita imediatamente por árvores nativas, porque a manutenção das árvores exóticas ou a substituição por novas árvores exóticas, exclusivamente, causa prejuízo ao meio ambiente e prejuízo econômico ao nosso município. Vamos votar favorável. Obrigado, presidente.
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VEREADORA ANDRESSA MARQUES (PCdoB): Senhor presidente, nobres colegas. Vereadora Rose, acredito que esse tema é importantíssimo que a gente possa discutir com as pessoas da nossa cidade, com a população, que nos procura muito em detrimento desse assunto. Como o vereador Libardi comentou, algumas delas revoltadas porque a poda não é feita de forma adequada quando solicitam, e outras... Nós já recebemos. E participei de reuniões da Comissão do Meio Ambiente. O vereador Libardi tem tratado esse tema com muita responsabilidade. E também já recebi, já recebemos dossiês de pessoas que fizeram todo um trabalho para mapear as árvores que estavam sendo mortas e podadas de forma inadequada na nossa cidade. Não é uma nem duas, vereador Libardi. São muitas árvores. Aí as pessoas podem parar e pensar: “Mas, Andressa, por que vocês estão tratando sobre as árvores?” Que é um assunto que, às vezes, parece tão pequeno; mas, na verdade, na atualidade, as cidades do Brasil e do mundo que têm discutido sobre a questão do meio ambiente, que têm discutido sobre uma cidade que seja mais acolhedora para as pessoas, discutem sobre a questão da arborização. E aí a nossa cidade, neste momento, tem ido na contramão disso quando faz com que as árvores acabem perdendo a vida, literalmente, pela forma como tem feito as podas. Então, nós precisamos perseguir um plano de arborização que dê conta das necessidades também ambientais. Porque, muitas vezes, falar de meio ambiente parece que a gente está, vereadora Rose, quando a gente fala de meio ambiente e defende a pauta ambiental parece que a gente está errado. Mas é comprovado cientificamente que, inclusive, a questão da temperatura das cidades, quando as cidades são mais arborizadas isso auxilia inclusive na temperatura das cidades, nobres colegas, e auxilia na questão do equilíbrio ambiental. Portanto, trazer esse tema é tratar de um tema que, hoje, tem sido um pouco negligenciado na nossa cidade. É urgente que a gente possa olhar para isso de forma responsável. Quando a moradora nos trouxe esses dados em relação à questão das árvores, daí ela pegou o centro da cidade e pegou diversos bairros, e ela fez um comparativo de antes e depois. Eu e o vereador Libardi podemos até trazer essas imagens durante esta semana. Ela mostrou onde tinha uma árvore que estava ali na calçada. Aparentemente, não atrapalhava nem nada. Porque é isso, quando a gente usa um discurso de que a árvore está atrapalhando, nós temos que refletir qual é a nossa concepção, inclusive, sobre a cidade. Para retirar uma árvore, isso não sou eu quem estou dizendo, são as pessoas que trabalham na área, nós precisamos ter uma percepção técnica. Não é pela minha vontade que a árvore tem que ser colocada ou retirada dali. E aí ela fez um comparativo entre antes e depois, que tinha uma árvore, que tinha uma sombra, e depois, quando cortaram a árvore, passou a não ter mais absolutamente nada. Aparentemente, não teve sentido aquela decisão, a não ser, daqui a pouco, a solicitação de uma ou outra pessoa. Mas nós não podemos sair arrancando árvore sem critério nenhum. Nós precisamos tratar essa questão com responsabilidade, ainda mais que a gente percebe essa questão climática, as mudanças climáticas no nosso país e o debate que o mundo inteiro tem feito em relação a isso. Portanto, é fundamental. Vereadora Rose, obviamente tem o apoio da nossa bancada. O vereador Libardi é presidente da Comissão do Meio Ambiente. Esses temas chegam, inclusive, mais do que eu imaginava para a gente. Porque essa moça que fez todo um dossiê, e ela é inclusive servidora do nosso município de Caxias do Sul, ela fez um dossiê. Há mais de um ano que ela vem colhendo essas informações, e foram centenas de árvores que ela nos trouxe os dados de como estava e como ficou. E várias delas inclusive sem manutenção. E muitas delas, depois que fizeram a poda, a árvore acabou morrendo. Isso é algo que precisa ser fonte da nossa preocupação, se nós pensamos em uma cidade equilibrada, se nós defendemos que Caxias do Sul tenha que olhar mais para o meio ambiente. Portanto, traremos essas imagens durante esta semana. Acredito ser oportuno. E nós estaremos, sim, acompanhando toda essa discussão que o vereador Cláudio trouxe, que está sendo realizada com o nosso Executivo municipal. Obrigada, senhor presidente.
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VEREADOR SANDRO FANTINEL (PL): Obrigado, senhor presidente, nobres pares. Bom, eu, já de início, votarei sim, acho que é pertinente. E gostaria de ir na fala também do vereador Libardi, na questão das árvores nativas. Eu sou favorável que se coloque até o dobro de árvores na área urbana, mas que tivesse o critério seguinte: que todas as árvores plantadas sejam de pequeno porte. E não árvores que venham crescer demais, quebrar a calçada, rachar o asfalto, criar problema para os pedestres. Inclusive, com o passar do tempo, por mais que você faça a poda de forma correta, ela vai crescer e vai começar a criar problemas na rede elétrica, também nas calçadas e aos moradores. Então, eu acho pertinente que fosse estudada também essa questão, que fosse, sim, replantado onde as árvores já estão sem vida, que sejam replantadas novas árvores. Por mim não teria problema que tivesse o dobro de árvores na área central, mas que todas as árvores fossem de pequeno porte.
VEREADOR CLÁUDIO LIBARDI (PCdoB): Vou lhe pedir um aparte, por gentileza.
VEREADOR CAPITÃO RAMON TELES (PL): Peço a palavra, presidente.
VEREADOR SANDRO FANTINEL (PL): Porque árvores de pequeno porte com certeza não vão criar nenhum tipo de problema com o passar do tempo. Se não a gente resolve um problema e cria outro, né? Que são as raízes que destroem as calçadas, que destroem o passeio público e que, depois, os vereadores vêm aqui se queixar, dizer: "Bah, olha lá, a calçada está toda quebrada. Tem que consertar, tem que isso, tem que aquilo". Então, se forem árvores de pequeno porte, nós não teremos mais esse problema ali. Seu aparte, vereador Libardi.
VEREADOR CLÁUDIO LIBARDI (PCdoB): Obrigado pela gentileza. O senhor sabe que a gente teve a oportunidade, eu como presidente da Comissão do Meio Ambiente e V. Exa. como presidente da Comissão de Agricultura, conversarmos sobre a necessidade de técnica no plantio das árvores e técnica na poda das árvores. Eu fui procurado pelo secretário Weber e também pelo secretário adjunto Edi Carlos acerca da necessidade da alteração dos padrões dos técnicos agrícolas, para que esses tivessem responsabilidade técnica e fizessem essa verificação antes do plantio e na poda. É um avanço significativo. Estou encaminhando a indicação. Tenho certeza que conto com o apoio do senhor nessa indicação. Porque quanto mais técnicos nós tivermos e com responsabilidade técnica, mais garantia a gente vai ter de um meio ambiente equilibrado e também que a gente possa manter essas árvores por um período significativo de tempo posteriormente ao plantio. Obrigado, vereador.
VEREADOR SANDRO FANTINEL (PL): Obrigado. Era isso, senhor presidente.
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VEREADOR CAPITÃO RAMON TELES (PL): Senhor presidente, nobres colegas, é um tema muito relevante. Hoje, aqui no município de Caxias do Sul, nós temos duas leis que falam acerca do assunto. Uma delas dá a responsabilidade da calçada, do passeio público, para o responsável, para o proprietário. E a outra delas fala o seguinte. A partir do momento que é plantado uma árvore, esta poda ou corte supressivo é por responsabilidade do município. Então nós temos um impasse. A calçada é responsabilidade do proprietário, mas a árvore plantada na calçada é responsabilidade do município, que não tem braços e pessoal suficiente para realizar a poda dessa árvore. Eu tenho recebido relatos de moradores. Eles veem os idosos passando, veem as pessoas com mobilidade reduzida, pessoas com deficiência que não conseguem acessibilidade por conta que essas árvores, inicialmente pequenas, mas que um dia irão levantar as calçadas. Para nós, que temos acesso e mobilidade total, um buraco ou uma pedra levantada não faz diferença nenhuma; mas para as pessoas que têm mobilidade reduzida qualquer desnível ou pedra levantada, causada por essas árvores, irá prejudicar o seu princípio básico, que é a acessibilidade. Então, o que nós devemos fazer? Aquilo que o vereador Fantinel sugeriu. No nosso município, principalmente nas calçadas, nós devemos plantar árvores de pequeno porte. Todos nós concordamos que as árvores são essenciais para a nossa sociedade, para o nosso bom convívio e para a natureza também, mas nós não podemos colocar uma árvore frondosa, que é uma árvore muito grande, imensa, nas calçadas, porque elas interrompem o passeio público, o direito de ir e vir das pessoas. Nós, como uma sociedade organizada, nós devemos nos organizar melhor. Vide lá o Ecoparque, um local maravilhoso.
VEREADOR SANDRO FANTINEL (PL): Peço um aparte.
VEREADOR CAPITÃO RAMON (PL): Eu cheguei lá, tem árvore minúscula. Eu já fiz, quando eu estava no meu último emprego, no Exército Brasileiro, nós já fizemos a alteração de local de árvore. Nós arrancamos uma árvore de um local, que estava prejudicando uma estrada, e a replantamos em outro local. Isso é uma técnica que pode ser realizada; obviamente, com um pessoal especializado. Por último, não menos importante, antes de conceder aparte para o meu colega. Eu recebi relatos sabe de quem? Dos trabalhadores que operam e podam as árvores embaixo de rede de energia. Eles falaram o seguinte: “Vereador, o senhor não sabe o perigo que a gente passa diariamente para podar essas árvores embaixo da rede de energia. Essas árvores crescem, interrompem os cabos, e nós temos que ir lá arriscar a nossa vida para podar aquela árvore.” E aí a árvore fica até estranha, porque ela fica com os braços abertos ali embaixo da rede elétrica. Então, uma pequena sugestão seria plantar as árvores do outro lado, visto que nós só temos rede elétrica em um dos lados da via. Outro ponto também é nós termos um limitador de raiz. Isso é básico. Nós termos um círculo de ferro, ou um círculo de material, ou de cano de concreto ao redor dessa árvore para que a raiz vá para baixo, não que a raiz vá para as laterais. Isso pode ser um limitador de crescimento da raiz. Outro ponto que futuramente pode incomodar, e já incomoda, é a raiz estourando rede de esgoto, rede de drenagem. Então, nós temos que pensar nisso. Eu acredito que um limitador de raiz, fazendo com que ela cresça realmente para baixo, e não plantando árvores embaixo de rede elétrica vai solucionar muitos problemas. Seu aparte, vereador.
VEREADOR SANDRO FANTINEL (PL): Obrigado, vereador Capitão Ramon. É muito pertinente a questão que o senhor colocou ali da responsabilidade. Isso tem que ser decidido. Porque o problema é o seguinte. Se é de responsabilidade do proprietário, a lei exige que ele contrate uma pessoa especializada para fazer o trabalho, e muitas vezes o morador não tem essas condições. Então, isso aí teria que ser discutido, teria que ser analisado e teria que ser modificado, para que a prefeitura assuma esse compromisso de uma vez e o faça. Quanto à questão, eu falo como um pouco de entendimento na área da agricultura, a questão da árvore, existem as árvores específicas que fazem a raiz ir direto para baixo, e existem as árvores específicas que esparram as raízes. É só fazer o que o vereador Libardi falou, colocar pessoas técnicas para fazer a escolha das mudas, e isso estaria resolvido. Obrigado.
VEREADOR CAPITÃO RAMON (PL): Muito obrigado, meu colega. Para concluir, senhor presidente, eu acredito que se a gente passar para o município vai dificultar muito. Tem moradores lá da região leste que falaram o seguinte: “Vereador, tem época de poda.” E quem conhece mais do assunto sabe disso. Tem época de poda. E aí a época de poda, eu não sei qual época é, mas ele sabe. E ele cuidava...
PRESIDENTE LUCAS CAREGNATO (PT): Para concluir, vereador.
VEREADOR CAPITÃO RAMON (PL): Para concluir, senhor presidente. Ele cuidava muito bem da sua árvore. A partir do momento que ele não pôde mais cuidar da sua árvore, ela passou a ficar completamente obstruindo a via. E ele com os protocolos se somando na sua casa e nada sendo feito. Então, eu acredito – para concluir, senhor presidente – que nós devemos deixar a responsabilidade com o proprietário, para que ele faça a poda, ele cuide da sua calçada, ele cuide da sua árvore, e que a gente só cobre dele. Porque, quando a gente tem dois pais, acaba que aquele responsável morre de fome. Obrigado.
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VEREADOR CLÁUDIO LIBARDI (PCdoB): Peço perdão, porque estava longe do microfone. Presidente, quando eu me refiro à legislação, a legislação prevê todas essas determinações aqui elencadas pelo vereador Ramon. Ela discrimina qual é o modelo de calçada para que nós consigamos evitar que essas raízes tenham interferência nas calçadas. A gente regrou isso já. Mas, bom, nós regramos. Daí é outro problema, né? Se fosse lei, eu fazia aqui, agora. Mas eu gostaria de destacar a disposição do decreto que mencionei anteriormente, que é um dos grandes problemas, que é quanto à concessionária de energia elétrica. A prefeitura, sim, regrou a poda de árvores pela RGE. Artigo 25: Nos casos de conflito com a rede de tensão ou ramais de entrada de energia elétrica, a poda é de competência da empresa concessionária. Todos aqui já recebemos denúncia de que a empresa notifica a pessoa para realizar a poda. Então, bom, aqui tem uma poda determinada, que é de responsabilidade da concessionária. Mas, aqui, o que me preocupa: não havendo a necessidade de autorização ou informação à Secretaria do Meio Ambiente. Então, bom, façam só o que vocês quiserem, né? Parágrafo primeiro: “A concessionária deverá realizar a poda de afastamento da rede de acordo com a distância mínima segura, removendo somente o necessário para afastar os galhos da rede.” Que infelizmente não é o que acontece. Tem a legislação, mas primeiro que não há um cumprimento, porque é uma exigência da concessionária do próprio usuário promover a poda. E, segundo, que não há um respeito quanto ao mínimo do necessário de corte. Então, mais do que legislação, nós precisamos efetivamente de fiscalização. Vou votar sim, presidente.
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VEREADOR CAPITÃO RAMON (PL): Eu acredito que nós, antes de fazermos uma lei ou regularmos o município, nós devemos informar a população. Aqui, muito falta informação. Nós vamos aqui, elaboramos uma lei, temos todo um cuidado para ver se é constitucional, a responsabilidade, quem vai fazer, quem não vai fazer. Só que chega lá na população e não é realizada. Então, nós temos que ouvir a população, desburocratizar, dar responsabilidade para aquela pessoa. Não adianta a gente trazer tudo para responsabilidade do município. O município não está em todos os lugares, ele não é onipresente. Ele tem as suas equipes, tem delimitação, tem dificuldade de pessoal, tem dificuldade de material. Nós devemos dar responsabilidade para as pessoas. Isso é mais agilidade na resposta. Porque, hoje, ele faz o seguinte. Quer cortar uma árvore? Ele vai à Semma. Aí a Semma diz que é na Gestão Urbana. A Gestão Urbana agora está aqui na prefeitura, antes não tinha sala. Só que é só em horário de expediente. As pessoas trabalham. Então é tudo... E é só presencial. Então assim, tudo é burocrático, tudo é burocrático. É mais fácil o cara ligar para o Alô Caxias. Liga para o Alô Caxias ou manda uma foto, um link, faz um cadastro. Ele ter que vir presencial para solicitar uma poda de árvore? Me desculpem, mas ele vai pegar, vai cortar de qualquer jeito e deu. Na calada da noite ele arranca a árvore, nunca existiu a árvore. Então, nós devemos melhorar o acesso para a nossa população. E aqui eu faço um pedido para o meu amigo Weber: Não faça questão da obrigatoriedade de vir presencial para essa solicitação. Cria um link. Vamos dar agilidade para as pessoas. Muitos são trabalhadores. Se o cara perde um dia de trabalho, ele perde a cesta básica dele do mês. Ele perde aquela assiduidade. Não é todo mundo que tem todo o horário livre. E a gente sabe que o horário da prefeitura, salvo engano, é das 10 às quatro. E é o horário de trabalho da população. Eles não conseguem vir aqui, não conseguem ter acesso. Obrigado, senhor presidente. Vou votar sim.
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VEREADORA ANDRESSA MARQUES (PCdoB): Senhor presidente, em vários momentos aqui desta Casa, na minha concepção, se nós olhássemos mais para o conhecimento técnico acumulado que nós temos sobre diferentes assuntos, talvez nós não precisássemos, vereador Libardi, ficar aqui debatendo algumas coisas. Porque, de fato, se perguntar para mim qual é o critério para cortar ou não uma árvore, eu, assistente social, Andressa, não vou saber responder, obviamente. Então, preciso falar com as pessoas que entendem sobre o assunto. Mas muitas vezes, nos comentários dos nobres colegas, me preocupa um pouco, porque parece que o problema é a árvore. Então, daqui a pouco, a solução vai ser arrancar a árvore. É mais fácil, de fato. Ir lá, atora a árvore, tira ela, acaba com o problema e está tudo resolvido. Nós temos que nos preocupar, nobres colegas, para trabalhar para ver como mantém a árvore. O problema não é a árvore. A questão ambiental, a questão... Nós estamos falando aqui de planejamento urbano. Portanto, então, daqui a pouco o problema é o planejamento urbano, porque nós não conseguimos olhar para a legislação que nós temos atualmente e fazer com que ela seja cumprida, seja pela implementação da lei, seja pela fiscalização da lei, que muitas vezes a gente sabe que existe negligência do poder público, porque não consegue ter pessoas suficientes para isso, porque não tem instrumentos suficientes para fazer o trabalho que deveria fazer. E nós sabemos que a população, sem o conhecimento técnico ou necessário para aquele assunto, ela vai fazer da forma como ela acreditar que deve. Portanto, nós precisamos ter profissionais, sim, que acompanhem. E as pessoas precisam poder contatar os profissionais da área, técnicos agrícolas, enfim, o que for, para fazer com que a poda seja feita ou não de forma adequada, levando em consideração a realidade da situação. Mas como eu falei anteriormente, vereadora Rose, votaremos favorável, porque o problema não é a árvore. Nós precisamos acabar com esse discurso e trabalhar para que a nossa cidade seja mais arborizada e que nós tenhamos árvores que façam bem ao meio ambiente e à nossa cidade. Obrigada, senhor presidente.
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Votação: Aprovado por Unanimidade

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75ª Ordinária | 05/08/2025
Requerimento nº 75/2025
Aprovado por Unanimidade
ALDONEI MACHADO
PSDB
Sim
ALEXANDRE BORTOLUZ
PP
Sim
ANDRESSA CAMPANHER MARQUES
PCdoB
Sim
ANDRESSA MALLMANN
PDT
Não votou
CALEBE GARBIN
PP
Sim
CLAUDIO LIBARDI JUNIOR
PCdoB
Sim
DAIANE MELLO
PL
Sim
DANIEL SANTOS
REPUB
Sim
EDIO ELÓI FRIZZO
PSB
Sim
EDSON DA ROSA
REPUB
Sim
ESTELA BALARDIN
PT
Ausente
JULIANO VALIM
PSD
Sim
LUCAS CAREGNATO
PT
Não votou
MARISOL SANTOS
PSDB
Sim
PEDRO RODRIGUES
PL
Sim
RAFAEL BADO
PL
Sim
RAFAEL BUENO
PDT
Ausente
RAMON DE OLIVEIRA TELES
PL
Sim
ROSELAINE FRIGERI
PT
Sim
SANDRA BONETTO
NOVO
Sim
SANDRO FANTINEL
PL
Sim
TENENTE CRISTIANO BECKER
PRD
Sim
WAGNER PETRINI
PSB
Sim
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