VEREADORA MARISOL SANTOS (PSDB): Bom dia a todos os colegas vereadores. Um bom dia muito especial hoje. Acompanham conosco a sessão hoje no plenário, pessoal do CTG Os Carreteiros. Os nossos bicampeões nacionais estão aqui. Daqui a pouquinho vão falar um pouquinho do assunto. Mas quero fazer um voto de congratulações também bastante especial aos amigos Alexandre Leite de Luca, Júlio César Velho e Leandro Velho, do Dunas Beat Space que completou um ano nesse fim de semana, esse empreendimento que fica no bairro Petrópolis, quadras de areia cobertas, para prática de vários esportes, de tênis, de vôlei, enfim. Fizeram uma festa linda nesse domingo com quadras liberadas, com roda de samba. Foi sensacional, tive a oportunidade de participar com eles, e a gente sabe que esse empreendimento também vem transformando e vem possibilitando a realização de grandes eventos esportivos, além da prática diária do esporte. Então parabéns ao Alexandre, ao Júlio e ao Leandro. Vida longa a esse espaço. Muito obrigada pelo convite. Foi uma alegria estar com vocês na comemoração desse primeiro ano, que a gente sabe que é o primeiro de muitos. Parabéns.
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VEREADOR CALEBE GARBIN (PP): Bom dia, senhor presidente, nobres colegas, comunidade caxiense que nos acompanha e assiste aqui. Hoje eu quero fazer um voto de congratulações ao meu amigo lá do Bairro Santa Fé, o pastor Fabiano Pansera, que além de pastor daquela igreja também é vice-presidente da nossa igreja Assembleia de Deus em Caxias do Sul, por razão do seu aniversário na data de ontem, desejando que Deus possa lhe abençoar grandemente. Presidente, também quero repercutir e achei até que algum colega o faria, a morte do Sr. José Roberto Guzzo, considerado por muitos como o maior jornalista que já passou pelo nosso país. Aos 82 anos, faleceu no último dia 2 deste mês. Foi diretor de redação comandando a revista Veja, tornando-se essa revista a terceira em tiragem impressa em todo o mundo, e por último, era aquele que assinava muitos textos aí, especialmente de um jornalismo isento, um jornalismo de fato que entregava informação e se atia aos fatos, não à opinião jornalística. Então, tomba aí o senhor Guzzo como um exemplo de jornalismo sério no nosso país, em um momento de crise institucional e crise de informações em que nós vivemos. Era isso, presidente. Muito obrigado.
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VEREADOR ALDONEI MACHADO (PSDB): Bom dia, presidente. Bom dia, nobres colegas. Eu quero saudar o colega Rafael Bado, seja bem-vindo a esta Casa Legislativa. Sucesso nessa empreitada, conte conosco quando precisar. E também fazer uma saudação ao CTG dos Carreteiros, bicampeões nacionais, Eloísa, Seu Britto, Fernando, Camila, Rosana, todos os integrantes, ao pessoal que não pôde estar presente aqui, a nossa saudação, sejam bem-vindos. Muito obrigado.
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VEREADORA ANDRESSA MARQUES (PCdoB): Senhor presidente, nobres colegas vereadores e vereadoras, pessoas que nos acompanham daqui e de casa. Primeiramente eu queria fazer um voto de congratulações à União das Associações de Bairro e às Associações de Moradores da nossa cidade, que nesse domingo tivemos um almoço de posse, de todas as lideranças comunitárias da nossa cidade. Outros colegas estavam presentes também, vereador Lucas, vereadora Rose, vereador Elói. Nós temos aqui o Paulinho, inclusive, que está acompanhando a posse do vereador Rafael Bado, que estava presente. Então, saudar todas as lideranças comunitárias da nossa cidade. Também vi a assessoria do vereador Aldonei e da vereadora Sandra. Então, que o movimento comunitário possa se fortalecer na nossa cidade e nós sabemos a importância que tem para nós a construção que fizeram em Caxias do Sul. Também gostaria de saudar, nobres colegas, a equipe da UPA Zona Norte. No dia de ontem, a minha mãe precisou de atendimento, e ela foi muito bem recebida, muito bem atendida. Então gostaria de agradecer em nome do coordenador Gustavo, o atendimento que prestaram à minha mãe, que foi a pessoa que precisou no dia de ontem. E saudar o nosso colega aqui, novo colega, Rafael Bado, da Zona Norte. Conheço pelo trabalho lá naquela região, onde nós temos algumas proximidades. Portanto, me coloco à disposição. Uma boa estada aqui nesta Casa. Tenho certeza de que isso é sinal de que virão futuramente novos trabalhos por aí. Obrigado, senhor presidente.
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VEREADOR TENENTE CRISTIANO BECKER DA SILVA (PRD): Muito obrigado, senhor presidente. Nobres colegas vereadores, saudar o colega Bado, Rafinha Bado, que está assumindo nesta Casa. Seja muito bem-vindo. Estaremos sempre à disposição aqui para dirimir qualquer dúvida, mesmo o senhor tendo o conhecimento que tem. Seremos sempre parceiros, viu, Rafinha. Já trabalhamos juntos no governo municipal e agora aqui na Câmara de Vereadores. Seja muito bem-vindo. Senhor presidente, eu também gostaria de ressaltar uma ação que ocorreu na sexta-feira à noite, ao qual vinha da cidade de Vacaria, o comandante do 10º BPM, o Coronel Becker, um camarada muito querido e... (Manifestação sem uso do microfone.) CRPO Nordeste[1]. Muito obrigado, muito obrigado. Do CRPO Nordeste, o Coronel Becker, o qual parou o trânsito quando presenciou um atropelamento de um cachorro na rodovia BR-116 e acionou a Polícia Rodoviária Federal. E agradecer, principalmente, também, a Valeska, coordenadora de resgates da Semma. Entrei em contato com o secretário Boniatti, o Boniatti já me deu o telefone da coordenadora de resgate, Valeska Aidée. Então, parabenizar e agradecer essa turma, que na noite de sexta-feira efetuou o resgate desse animalzinho em plena BR-116 na sexta-feira às 8 horas da noite. Então, parabéns Coronel Becker. Continue essa pessoa que o senhor é. E muito obrigado, Valeska, pelo pronto atendimento que prestaste na sexta-feira à noite. Era isso, senhor presidente e nobres colegas vereadores.
 

[1] Comando Regional de Polícia Ostensiva Nordeste
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VEREADORA DAIANE MELLO (PL): Senhor presidente, senhoras e senhores vereadoras. Agradecer a presença do CTG Carreteiros e parabenizá-los. Também tenho um voto de congratulação para entregar para vocês pelo prêmio conquistado. Dar um oi para o pessoal que veio acompanhar o Rafinha e desejar boas-vindas, Rafinha, aqui na Câmara de Vereadores. Pode contar com nós, com a nossa bancada, com os vereadores aqui e comigo. Tu é uma liderança lá da Zona Norte. A gente já trabalhou por diversas vezes juntos. Te parabenizar, porque tu tem trajetória e com toda certeza fará um bom trabalho aqui nesta Câmara. Obrigada, senhor presidente. Era isso.
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VEREADOR PEDRO RODRIGUES (PL): Senhor presidente, nobres pares e a todos que nos assistem, bom dia. Eu só pedi a palavra para dar as boas-vindas para o colega vereador Rafael. Seja bem-vindo à Casa. Colega aqui de partido, também do PL, né? Então, quero dizer que somos parceiros, estamos juntos. O que precisar estamos à disposição. Obrigado. Bem-vindo, vereador.
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VEREADOR CAPITÃO RAMON (PL): Senhor presidente e nobres colegas aqui presentes. Gostaria de homenagear e dar as boas-vindas ao nosso colega do Partido Liberal, Rafinha Bado. Está assumindo agora a cadeira do vereador Hiago Morandi que está licenciado por questão de saúde. Seja muito bem-vindo à Câmara de Vereadores de Caxias do Sul. Nós, do Partido Liberal estamos juntos por um Brasil melhor e o senhor nos ajudará nisso. Muito obrigado e seja bem-vindo mais uma vez. Até mais.
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VEREADOR EDSON DA ROSA (REPUBLICANOS): Senhor presidente e nobres pares. Primeiro, parabenizar por essa capa aqui do microfone nova, que a capa está bonita. (Risos) Eu estou me sentindo um repórter da TV Câmara. Saudar a todos que nos assistem, saudar a todos que nos assistem pela TV Câmara. Rafael, seja bem-vindo nesta Casa. O que precisar de nós estamos à disposição. Também ao pessoal que compõe o CTG Carreteiros, obrigado pela presença de vocês. Quando chegamos aqui, hoje, casualmente fui o primeiro vereador a chegar, já batemos um papo e lembramos do tempo do Rincão da Lealdade, né? Eu fui falar com a primeira prenda veterana, quando eu disse que eu casei no Rincão ela disse: “Eu não tinha nascido ainda”. Acabou comigo, né? Mas está tudo certo. Vereador Calebe, ainda bem que o vereador Calebe não estava aí. Eu queria fazer uma saudação especial também ao vereador Bresco e ao vereador Inspetor Robison. Obrigado pela presença de vocês. Nova Petrópolis. Que tenhamos uma boa sessão hoje. Era isso. Bom dia, senhor presidente.
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VEREADOR SANDRO FANTINEL (PL): Obrigado, senhor presidente. Nobres colegas, eu queria saudar aqui então, também, o vereador Bresco, colega do partido que eu estava, o Patriota. O pessoal da Câmara de Nova Petrópolis aí. Um bom trabalho para vocês. Sejam sempre bem-vindos aqui, ok? E também queria saudar o colega Rafinha, que está aqui presente, fazendo o trabalho no lugar do mais votado de Caxias do Sul. Então, eu acho que é sempre uma honra. Seja sempre bem-vindo. Conte com a gente, que nós estamos aí sempre para ajudá-lo. E também saúdo todos os presentes aqui no plenário. Obrigado, senhor presidente.
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VEREADORA ANDRESSA MALLMANN (PDT): Bom dia, excelências. Bom dia, presidente, Mesa Diretora. Bom dia. Eu quero fazer alguns agradecimentos antes. Quero agradecer à Clínica Esgarbossa, da cidades de Ibiraiaras e Caseiros; à veterinária Fran, que está cuidando do caso da Anja, que vocês devem ter visto, que é aquela cachorrinha que teve as patas decepadas. Eu tive o prazer de fazer a visita e fui muito bem atendida. Quero fazer uma ressalva à prefeitura também da região de Sananduva, na região ao lado de Caseiros. Gostaria da manifestação da prefeitura em relação a esse caso, porque não houve nada de participação ativa em relação à prefeitura dessa cidade, inclusive com críticas, salvando críticas a Ibiraiaras por ter protegido essa cachorrinha. Muito bem, eu queria falar sobre alguns assuntos breves, um pouco sobre a construção do novo Canil Municipal, do atual Canil Municipal e também do Castramóvel. Eu vi algumas notícias no dia 24/07, por exemplo: Após adequações, secretário projeta conclusão do Centro de Proteção de Bem-estar em até um ano. Licitação foi relançada na última semana e a empresa vencedora será conhecida no dia cinco de agosto, que seria hoje. Hoje seria cinco de agosto e nós saberíamos qual seria a empresa vencedora. Porém, no dia 1/08, na sexta-feira, suspenso o edital do Centro de Proteção Animal. A ação foi publicada em uma edição extra do diário oficial na última sexta-feira do dia primeiro. O certame foi relançado no dia 21 de julho, a empresa vencedora deve ser anunciada até o dia cinco, que seria hoje. As obras estão atrasadas em mais de um ano. Falando sobre isso, eu conversei hoje pela manhã quando eu saí da sessão, conversei um pouco com o prefeito Adiló sobre esse caso, e me parece que na semana que vem nós estaremos com a iniciação do projeto do novo canil. Falando do canil atual, eu quero fazer um agradecimento ao secretário de Habitação, que no meu último Grande Expediente eu não consegui fazer esse agradecimento, ao secretário Jack, José de Abreu, que forneceu, através da Habitação, materiais para reconstrução e reformas do canil atual, para que os animais do canil tivessem um inverno mais adequado. E também gostaria de pedir, novamente, ao secretário que dê mais atenção a essa pauta, porque não está tudo construído mesmo tendo os materiais lá. Gostaria de agradecer, também, o Tiago, da Paz e Bem, que eu visitei a cooperativa Paz e Bem vendo o seu trabalho fantástico e muitas dificuldades que eles têm passado em relação à reciclagem e recicladores. E agora, também, gostaria de falar sobre o Castramóvel. Na reunião com o vereador Pedro no dia 29/07... Vereador Pedro está presente? Não sei se está. Não. No dia que houve essa reunião, teve uma reunião de alinhamento entre o vereador Pedro, a Semmas e a FSG, a Faculdade da Serra Gaúcha, que já era uma interessada no Castramóvel. Eu não me oponho, né? Quero dizer que, como as ONGs saíram em função da oneração do plano de trabalho, eu não me oponho. Porém, aqui diz na reportagem do dia 29/07, que esse Castramóvel poderia fazer 1.000 castrações. A promessa seria de 1.000 castrações por mês. No dia seguinte, uma nota na Rádio Caxias diz que a Semmas nega o acordo com a FSG e lançará um chamamento público com as ONGs. Até sobre isso também conversei com o prefeito Adiló, porque como as ONGs já tiveram a sua desistência em função financeira também, porque não aceitar um plano de trabalho? Eu não entendi porque vai se negar o acordo e continuar o chamamento público, não continuar o chamamento público, por fim, e se vai ter ou não essa parceria com a FSG.
VEREADORA DAIANE MELLO (PL): Um aparte, vereadora?
VEREADOR PEDRO RODRIGUES (PL): Peço um aparte, vereadora.
VEREADORA ANDRESSA MALLMANN (PDT): De imediato, vereadora Daiane.
VEREADORA DAIANE MELLO (PL): Vereadora Andressa, a gente tem acompanhado a questão do Castramóvel há muito tempo e, realmente, eu não entendo o secretário Boniatti. Ele erra, ele insiste no erro e ele continua errando. E a gente falou isso. Eu liguei para ele e perguntei, tenho as mensagens no meu celular, sobre a questão do chamamento público. Ele me disse: "Não, a gente vai aguardar a documentação das ONGs. A partir disso, se as ONGs não tiverem interesse, a gente faz um chamamento público diferente, não para as ONGs". Daí o que aconteceu? As ONGs se retiraram do processo. E ele insiste no chamamento público. Que chamamento público é esse? Por que então ele não fez lá atrás? Lá atrás, quando as ONGs demonstraram interesse, abre o chamamento público. Mas o secretário Boniatti novamente não escuta a população, não escuta as ONGs que são quem faz o trabalho da questão animal em Caxias do Sul. Porque quem faz hoje são as ONGs, as protetoras de animais. Enfim, agora com alguma indicação da senhora, o Departamento de Proteção Animal consegue até, às vezes, nos atender. Mas se não era só as ONGs, a gente dependia única e exclusivamente das ONGs. E o secretário Boniatti, secretário do Meio Ambiente, como eu disse em outra sessão, está muito grande a questão da educação ambiental lá dentro. Inclusive, os servidores estão indignados com o que está acontecendo dentro de sala fechada na Secretaria do Meio Ambiente. Então, a questão da educação ambiental, secretário, o senhor tem que deixar um pouquinho de lado essa situação, porque nem estamos vendo nas questões das escolas e se preocupar com o que realmente interessa que é a questão do Parque de Proteção Animal, que foi, inclusive, um deputado da nossa cidade, o deputado Neri, o Carteiro, foi lá durante a propaganda eleitoral dizendo que as obras tinham iniciado com máquina atrás dele no vídeo. Não está acontecendo, agora a gente tem entrega e não entrega; começam as obras, não começam; e a questão do Castramóvel que não vai para a rua. O Castramóvel precisa, urgentemente, ir para a rua e essa é a nossa pedida para ele. Independente se for através de ONG, de chamamento público, de FSG, de UCS, mas vai para a rua, o Castramóvel tem que ir. É para isso que ele veio para a nossa cidade. É um investimento de mais de 200 mil reais parado, estragando dentro da Secretaria!
VEREADOR CLÁUDIO LIBARDI (PCdoB): Vou lhe pedir um aparte, por gentileza.
VEREADORA ANDRESSA MALLMANN (PDT): Obrigada, vereadora Daiane Mello. É um questionamento que eu faço porque em um dia se faz um acordo, no outro dia se desfaz o acordo e é um dos motivos da conversa que eu tive, hoje, com o prefeito sobre isso, porque a gente, que trabalha na causa animal, precisa ter um entendimento do que está acontecendo, a gente não pode ouvir somente notícias de jornais, que vai e suspende, vai e suspende e a gente fica sem saber qual é a situação. De imediato, vereador Pedro Rodrigues.
VEREADOR PEDRO RODRIGUES (PL): Obrigado, vereadora Andressa. Como eu fui citado, que eu estive em reunião com o secretário Ronaldo, do Meio Ambiente, toda vez que levantaram a questão aqui que não estava sendo achada uma solução para o Castramóvel, eu sempre coloquei que eu tinha alguém da FSG que fez contato com o meu gabinete...
VEREADORA ANDRESSA MALLMANN (PDT): Uma Declaração de Líder, presidente, assim que possível.
VEREADOR PEDRO RODRIGUES (PL): Demonstrando interesse, que a FSG, essa instituição, tinha interesse de ser parceira, de fazer uso, então, do Castramóvel. Tem, no caso, eles têm uma estrutura, que poderia atender. Como foi colocado pela imprensa, e aqui na Casa também, que não tinha... As ONGs não quiseram, se retiraram do processo, eu, de novo, fiz contato e fiz encontro de agendas, então, com a FSG e com o secretário Ronaldo. E a gente esteve ali conversando e o pessoal me questionou muito da aonde é que saiu aquele negócio de mil castrações, saiu da publicação da prefeitura que disse que o Castramóvel tinha condição de fazer 50 castrações diárias. E as questões que ele falou para nós, que ele ia fazer um chamamento, ele disse assim: "Vou fazer o último chamamento para que não fique nenhuma ONG, dizer que ficou desavisado. Então, vou fazer um chamamento porque não foi feito um chamamento oficia. E nós vamos fazer esse chamamento oficial e aí sim, não tendo ninguém interessado, a gente chama de vocês, de novo, FSG e segue o assunto”. Seria isso. Obrigado, vereadora Andressa.
VEREADORA ANDRESSA MALLMANN (PDT): Vereador Pedro, eu fiquei com a mesma dúvida também. Primeiramente, o senhor sabe que eu tenho total respeito ao senhor, à sua causa, à sua pauta, mas uma coisa que me causou bastante estranheza é que ninguém da Frente Parlamentar de Direito dos Animais, que a maioria dos nossos colegas aqui também compõe, não souberam dessa reunião. O senhor não conversou comigo, que fui eleita por essa causa, porque trabalha há mais de 17 anos com isso. E me causou estranheza porque sim, o senhor falou em outros tempos, quando a gente falou sobre o Castramóvel, sempre desse interesse da FSG. E eu não vejo ele como ruim. Pelo contrário, se eles têm condições de abraçar essa causa, eu acredito que precisa abraçar, tá? Mas aí a gente vê uma notícia que agora vai ser destravado...
PRESIDENTE LUCAS CAREGNATO (PT): Segue em Declaração de Líder à bancada do PDT, vereadora Andressa Mallmann.
VEREADORA ANDRESSA MALLMANN (PDT): Obrigada, presidente. Que agora ia ser destravada essa batalha do Castramóvel com mais de mil ou com mil castrações mensais. Pelo que o senhor disse, essa foi uma colocação da mídia da prefeitura. Então, isso é uma questão... Essa é uma questão de explicações porque, digamos que esse Castramóvel não poderia ser usado, como nós já discutimos várias vezes, para fêmeas, né? Ele seria um Castramóvel usado para machos pela facilidade maior das castrações. Então, me saltou estranheza, tanto essas mil castrações mensais. Como que, no dia seguinte, a Semma nega acordo com a FSG e, depois, busca novamente um chamamento público? Onde já deixou claro no seu plano de trabalho a oneração das ONGs. Mais uma vez eu lhe digo, vereador Pedro, eu costumo, aqui nesta Casa, não só com o senhor, mas com todos os outros vereadores que têm suas pautas, respeitá-las, conversar. Quando eu tenho demandas para a vereadora Andressa Marques, relacionadas à assistência; com o vereador Cláudio Libardi; com todos os vereadores. Com a vereadora Daiane também, com quem já tive pautas de saúde. O vereador Rafael. Eu sempre busquei, mesmo sabendo o que estou fazendo nesta Casa, e que também sou vereadora de todas as outras causas, eu sempre procuro conversar. Eu lhe confesso que eu fiquei bastante decepcionada que o senhor não conversou com a frente parlamentar do direito dos animais, que foi lançada por mim, aqui dentro, e com os demais colegas em relação à causa animal. Mas, fora isso, o que eu chamo a atenção aqui seria em relação às datas. Eu conversei com o prefeito, hoje de manhã, para que isso se equipare. Que pare com essa coisa de uma hora vai, uma hora foi lançado, no dia seguinte foi deslançado e por aí vai.
VEREADORA ANDRESSA MARQUES (PCdoB): Um aparte, vereadora Andressa.
VEREADORA ANDRESSA MALLMANN (PDT): A causa animal precisa de respostas, precisa de um centro de bem-estar aconchegante para os animais e que essas castrações, independente de quem assuma, iniciem logo. Seu aparte, vereador Cláudio Libardi.
VEREADOR CLAUDIO LIBARDI (PCdoB): Muito obrigado, vereadora Andressa. Eu tive a oportunidade, na semana passada, por um convite da senhora, de acompanhar, em Galópolis, a apresentação do plano de trabalho do município. Me causou uma certa estranheza, primeiro porque houve dispensa de licitação na contratação com os valores que eram destinados ao fundo do meio ambiente para a verificação da área. Fundo do meio ambiente aqui tem outras funções, em especial a questão das associações de recicladores, que infelizmente não vinha sendo repassado, e a gente repassou mais de um milhão de reais do fundo do meio ambiente para a promoção de um estudo acerca da questão geológica de Galópolis. Passado isso, nós verificamos que a prefeitura informa que há necessidade de dispor, e aqui através do secretário do Meio Ambiente, de R$ 53 milhões para a promoção das alterações necessárias em Galópolis, e que a prefeitura não tem condições. Então, para isso, treinará as pessoas para que escutem uma sirene e corram do local. Vereadora Andressa, algumas coisas me preocupam. Primeiro que a senhora sabe que eu tenho uma insistência na divergência do governo Adiló. E sempre tive respeito, nunca imputei nenhuma conduta diversa a ninguém. Fui representar a Comissão do Meio Ambiente, esta Casa legislativa em Galópolis, na semana passada, e não fui convidado a falar, presidente Lucas. Porque todo mundo sabe o que eu ia falar. Eu ia falar o que falo para a senhora, que é uma falta de vergonha na cara avisar os moradores de Galópolis, que em uma parcela morreram ano passado, que vai ser colocada uma sirene no local para resolver o problema. A segunda questão que precisa ficar clara é que o município tem condições econômicas de fazer investimentos, e prioriza investimentos. Quem ganhou a eleição foi o prefeito Adiló; não tem nenhum problema. Se ele não quiser dispor de verba para fazer o investimento de R$ 53 milhões em Galópolis, bom, é uma opção dele, ele tem que escolher. O orçamento do município, que foi encaminhado a esta Casa para cumprimento dos compromissos firmados em plano de governo, precisa ser 40% maior. Não falado por mim, falado pelos técnicos da prefeitura. Então, a gente fez um investimento de 7,9 milhões na Praça do Trem. Tinha dinheiro para fazer um investimento de 7,9 milhões na Praça do Trem? Bom, tinha. Porque nós fizemos. Fizemos um investimento de 4,3 milhões na entrada do Planalto, vereador Lucas. Foi concluído? Não foi concluído, mas tinha dinheiro para fazer o investimento. Fizemos um investimento de R$ 21 milhões na entrada do Rizzo. Tinha dinheiro para fazer? Tinha. Foi feito o investimento. Então, não venha falar para os moradores de Galópolis que não tem capacidade econômica. O governo federal disponibilizou, através do fundo do clima, R$ 10,4 bilhões, para garantir ao Rio Grande do Sul investimento público para evitar tragédias. E lá a gente não está conversando de as pessoas aguardarem na sinaleira, com todo o respeito aos demais. A gente está conversando com uma comunidade que perdeu gente soterrada ano passado. Parabéns pelo tema. Fica cada vez mais o meu respeito pela senhora.
VEREADORA ANDRESSA MALLMANN (PDT): Obrigada, vereador Libardi. Vereadora Andressa Marques.
VEREADORA ANDRESSA MARQUES (PCdoB): Vereadora Andressa, aproveitando o gancho do vereador Libardi em relação a esse assunto, acompanho inclusive as famílias que perderam as suas casas e que não podem mais voltar desde lá para Galópolis, que até hoje aguardam novas residências. Portanto, o nosso município tem problemas, sim, mas a gente sempre ouve o discurso, vereadora Andressa, que não há dinheiro. Há dinheiro e há decisão de investir em alguns lugares e em outros não. Portanto, temos que parar com esse discurso. Porque, se nós estamos aqui, se o governo foi eleito, é para implementar o seu plano de governo. A gente sabe que tem orçamento público para isso e que se prioriza. Em relação à causa animal, nós sabemos que a senhora aqui é a referência. Inclusive, semana passada, fui convidada pelo reitor da UCS. Falei da senhora, fomos convidadas conjuntamente para conhecer o zoológico. Hoje de tarde, inclusive, temos uma reunião para tratar desse assunto, da questão da causa animal a partir da Universidade de Caxias do Sul. Então, sempre vou procurar falar com os vereadores e vereadoras que têm referência com as diversas pautas aqui, por mais que, daqui a pouco, haja alguma divergência. Mas todos nós sabemos que a senhora é referência para a causa animal. E me preocupa quando a senhora fala que o nosso secretário do Meio Ambiente toma decisões, vai para frente, vai para trás, e as coisas não acontecem. Alguma coisa está acontecendo na Secretaria do Meio Ambiente que as coisas não evoluem, e isso é preocupante. Porque daí toda uma causa fica prejudicada por conta disso. Portanto, precisamos ter responsabilidade e precisamos ter, acima de tudo, palavra. Se se comprometeu com algum assunto com a população, precisa cumprir. Se não, fala a real, coloca as questões que estão sendo debatidas, para que as pessoas não fiquem na expectativa de que as coisas vão acontecer e, quando veem, não acontecem. Essa novela do castramóvel, faz quanto tempo que isso está acontecendo? É só conversar com a senhora, com as ONGs. Qual é o problema? Eu digo que o poder público erra, muitas vezes, em não conversar com os segmentos interessados. Se ouvissem mais, se respeitassem mais, a gente não teria tantos problemas que nós temos na nossa cidade hoje. Parabéns pelo seu trabalho. A senhora sabe que estamos juntas.
VEREADORA ANDRESSA MALLMANN (PDT): Obrigada, vereadora Andressa. Para concluir, presidente, esses questionamentos, venho a esta tribuna novamente com os mesmos assuntos, com as mesmas pautas, porque essa é a minha causa. Esses questionamentos precisam de resposta, o que eu peço. Também em conversa com o prefeito Adiló é o que eu pedi. São respostas e soluções para esses casos, porque a causa animal e o meio ambiente, como já falamos aqui, falamos sempre, são muito importantes para todos nós. Nós convivemos no meio ambiente e também com os animais. Seria isso, presidente. Muito obrigada. Um bom dia a todos.
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VEREADOR PEDRO RODRIGUES (PL): Peço um aparte, vereador.
VEREADOR CAPITÃO RAMON (PL): De imediato, vereador.
VEREADOR PEDRO RODRIGUES (PL): Vereadora Andressa, em primeiro lugar eu quero lhe parabenizar pelo trabalho. A senhora que é autoridade nesse assunto, nessa pauta aqui na Casa, merece o nosso reconhecimento. Sempre valorizei. Já me ajudou em questões aqui na causa animal. E queria lhe dizer que, toda vez que vinha esse assunto aqui, mais que uma vez eu fiz menção que o meu gabinete tinha sido notificado, tinha sido chamado para dizer que a FSG tinha interesse nisso. E nenhuma vez ninguém me chamou para as reuniões. Nem por isso eu me senti ofendido por alguém que tivesse deixado de me chamar. Uma vez que eu, como presidente do PL na época, junto com o deputado Giovani Cherini, fiz a entrega desse castramóvel no Parque da Festa da Uva. Então, eu nenhuma vez fui chamado para nenhuma reunião, também. Eu não sei se me ignoraram voluntariamente ou involuntariamente, mas eu não me senti ofendido. Mas eu lhe peço desculpas se a senhora se ofendeu comigo. Quero dizer que sou parceiro e lhe dou os parabéns. Obrigado, vereador Capitão Ramon.
VEREADOR CAPITÃO RAMON (PL): De nada. Senhor presidente, nobres colegas aqui presentes, a todos os senhores que nos assistem presencialmente e àqueles que acompanham pelas redes sociais. Qual é o preço que se paga por não fazer parte do sistema? Criação do pix em 2020. Quem aqui não utiliza o pix? Uma ferramenta implementada durante o governo Bolsonaro. Nós estamos falando de cerca de R$ cinco bilhões que deixaram de estar na mão dos bancos e estão na mão do povo, da população, que consegue fazer uma transferência bancária a qualquer momento sem pagar nada por isso. Implementação do governo Bolsonaro. Cerca de 100 milhões de pessoas não tinham acesso ao saneamento básico. Graças ao governo Bolsonaro, foi criado o marco legal do saneamento básico. Lei nº 14.026/2020. Nós estamos falando de cerca de metade da população brasileira que não tinha acesso ao esgoto. Não tem acesso à água tratada. Graças ao governo Bolsonaro, nós tivemos um investimento de cerca de R$ 700 bilhões, que foram investidos em saneamento básico. O que o saneamento básico proporciona para a população? Saúde, dignidade e meio ambiente. Isso foi graças ao governo Bolsonaro. A meta é de 99% da população ter acesso à água tratada e cerca de 90% da população ter acesso ao esgoto. Vemos aqui na nossa cidade de Caxias do Sul obras do Samae. Você pode visualizar. Nós temos que valorizar os feitos que foram feitos durante o governo Bolsonaro. Antes do marco, 83,6% da população tinha abastecimento de água. A meta é 99%. Antes, 53,2% da população tinha acesso à coleta de esgoto. Agora a meta é 90%, graças ao governo Bolsonaro. Nós tínhamos, no Brasil, cerca de 35 milhões de pessoas sem acesso a nada. Graças ao governo Bolsonaro, essas pessoas terão acesso à dignidade. Vamos falar a respeito das privatizações. Em 2022, o Brasil privatizou a Eletrobrás. Tínhamos 60% das ações, e passamos a ter 40%. Com isso, o Brasil ganhou cerca de R$ 33,7 bilhões para serem aplicados naquilo que interessa: na saúde, na educação e na segurança pública. Nós tivemos, ao longo do governo Bolsonaro, cerca de 43 aeroportos que foram destinados para a iniciativa privada. Nós estamos falando de cerca de R$ 12 bilhões que entraram nos cofres públicos para saúde, educação e segurança. Nós tivemos 30 terminais de portos arrendados. Nós tivemos 80 projetos de ferrovias autorizados, cerca de 240 bilhões em investimentos previstos na Ferrovia Ferroeste, Ferrogrão, Ferrovia Norte-Sul e na FIOL, Ferrovia de Integração Oeste-Leste, que este vereador trabalhou quando estava servindo o seu país na Bahia, durante o governo Bolsonaro. Concessão de rodovias, nós tivemos a concessão da BR-163, da BR-381 e da BR-116, atraindo bilhões de reais em investimentos. Isso é geração de renda, geração de emprego e melhorias para o cidadão. Com as privatizações, nós tivemos uma arrecadação de cerca de R$ 67 bilhões para os cofres públicos. Nós tivemos, com as concessões e com os leilões, cerca de R$ 800 bilhões graças ao governo Bolsonaro e à sua gestão. Total estimado de R$ 900 bilhões arrecadados para os cofres públicos para serem investidos para a senhora, dona Maria, para o senhor, seu João, em saúde, segurança e educação. Nós tivemos também a aprovação, na Câmara dos Deputados, da privatização dos Correios. No entanto, ficou parado no Senado Federal. Agora vamos falar a respeito de assistência social. Nós tivemos, em 2020, a maior crise mundial que nós já passamos. E, graças ao governo Bolsonaro, nós tivemos a criação, em tempo recorde, do auxílio emergencial, que beneficiou cerca de 68 milhões de brasileiros que receberam o auxílio emergencial. E esse auxílio chegou diretamente para os trabalhadores informais, aqueles que nunca, antes visto, eram lembrados por um governo. Aos desempregados, aos beneficiários do Bolsa Família, aos microempreendedores individuais, às mães de família. As mães de família, em especial, quando eram a única do seu lar, receberam o dobro: R$ 1.200 por mês para manter a sua família durante a maior crise humanitária da história do planeta Terra. Graças à ação rápida do governo Bolsonaro, nós tivemos essas famílias com vida, mantendo o sustento da sua família. Esse benefício atingiu nada mais nada menos que os 5.570 municípios do nosso país. Todos. Inclusive, o meu próprio irmão recebeu quando estava desempregado naquela época. Foram mais de R$ 360 bilhões injetados diretamente nas mãos daquelas pessoas que mais precisavam, para garantir o seu sustento, a sua dignidade, comprando alimentação, que é algo básico, quando todos diziam para ficar em casa. E o governo Bolsonaro defendia que todas as profissões são importantes, não somente algumas. Para aquele senhor que vende açaí na praia, a profissão dele é importantíssima, porque garante o sustento dele. Não somente aquele médico que estava atendendo no hospital, que a sua profissão é importante. Mas a profissão é importante para garantir o sustento da sua família. Então, todas as profissões são importantes e foram valorizadas durante o governo Bolsonaro. Para concluir, senhor presidente, foi esse momento de crise que separou a atitude de um governo sério, um governo honesto, que cuidou do seu povo quando ele mais precisou, com agilidade, transparência e efetividade.
PRESIDENTE LUCAS CAREGNATO (PT): Para concluir, vereador.
VEREADOR CAPITÃO RAMON TELES (PL): E qual é o preço... Para concluir, senhor presidente. Qual é o preço que se paga por não fazer parte de um sistema? Obrigado.
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VEREADORA MARISOL SANTOS (PSDB): Muito bem. Mais uma vez, muito bom dia, Mesa Diretora, colegas vereadores, a quem nos acompanha no plenário ou de casa. A gente aproveitou este espaço de declaração de liderança da nossa bancada porque eu preciso fazer um agradecimento muito grande e também relatar aqui como foi, para os vereadores que não puderam participar, como foi, nesse fim de semana, o I Seminário de Altas Habilidades e Superdotação da Serra Gaúcha, organizado pela Frente Parlamentar das Altas Habilidades desta Casa. Enquanto eu estiver falando, vocês vão ver aí alguns registros, algumas fotos de como foi o evento realizado lá no Colégio Polyuni, no último sábado, manhã e tarde, com várias palestras, com vários especialistas, inclusive vindos do Ceará, como foi o caso do psicopedagogo Átila Lopes. Então, foi um evento incrível. Eu preciso, aqui, fazer um agradecimento muito especial. Nós já tínhamos falado que tivemos quase 30 municípios gaúchos, e não só municípios aqui da nossa região, como era a ideia inicial do Seminário de Altas Habilidades da Serra Gaúcha, mas lotamos, assim, o plenário, como a gente viu nesta foto que passou aí rapidinho. Lotamos o plenário do Polyuni em um evento com uma série de palestras. Portanto, denso, assim, manhã e tarde, mas sempre com a participação de muita gente. Foi muito interessante para nós. Nós chegamos ao Polyuni, o credenciamento iniciava às oito. Quando eu cheguei, por volta de 7h30, já tinha uma van de Lajeado que veio sedenta por essas informações. Nós aprendemos muito, porque falamos sobre a questão das altas habilidades, da invisibilidade na escola, na família, na sociedade de maneira geral. E, ao mesmo tempo, tivemos a oportunidade de acompanhar, também, experiências que têm sido exitosas, inclusive na nossa rede municipal, com alguns exemplos de um dos painéis que nós realizamos, com exemplos de escolas nossas aqui. Naquele momento, a Santo Antônio e também o Catulo da Paixão Cearense, e mais o Polyuni falando sobre esse trabalho que eles fazem em uma escola de ensino médio, que é da Uniftec com o foco na alta performance. E foi sensacional. Quero agradecer muito a presença do representante desta Casa, o vereador Edson da Rosa, nosso presidente da Comissão de Educação, que participou conosco da abertura e no tempo que foi possível. Né, vereador? É difícil a gente conseguir ficar muito tempo. Agradecer também à vereadora Daiane Mello, que não esteve presente, mas encaminhou a Paula, que é a assessora dela. A vereadora Daiane que agora também faz parte da frente parlamentar. Então, muito obrigada. Ao vereador Calebe Garbin, me deixou extremamente feliz, porque não só foi, como foi e ficou bastante tempo acompanhando. Tenho certeza que foi também, de uma certa maneira, tocado por esse tema, pelo assunto. A gente realizou, além das palestras, a gente ainda fez algumas oficinas ao longo do dia. De manhã desenho e robótica, de tarde robótica, para a gurizada que foi junto com os seus pais. Foi sensacional, assim. Eu fiquei, por muitos momentos ao longo do evento, extremamente emocionada com o que a gente conseguiu realizar. Lembrando de como foi o início disso tudo, que foi uma conversa, quase um pedido de socorro, como disseram as mães aqui, no nosso gabinete. E a gente vê a frente parlamentar com uma realização tão importante. Eu preciso agradecer também aqui à Mesa Diretora, que nos permitiu, dentro de uma lei que nós aprovamos aqui, ainda na legislatura passada, a possibilidade de trazer pessoas especialistas também para nos ajudar nas causas que o Legislativo encabeça. Então, quero agradecer por ter nos ajudado a trazer esse palestrante do Ceará, que com certeza fez muita diferença. A gente está neste momento...
VEREADOR CALEBE GARBIN (PP): Peço um aparte.
VEREADORA MARISOL SANTOS (PSDB): Já enviamos para os participantes os seus certificados. Todos os palestrantes, que trouxeram conhecimentos profundíssimos, compartilham esses conhecimentos. Então a gente também está encaminhando aos participantes. Lembrando que a gente abriu um período de inscrições e muito rapidamente elas foram todas esgotadas. Então isso nos dá essa certeza, como eu falei na semana passada aqui, de que a Câmara precisa se envolver em temas que são efetivamente relevantes para a sociedade, e a gente entender, ouvir das pessoas que... Inclusive, pessoas de fora. A gente tinha a representação da Faders, que atua com políticas públicas no governo do estado para pessoas com deficiência e altas habilidades, eles dizerem que Caxias do Sul, pela nossa mobilização, se transforma em uma referência em altas habilidades e superdotação. Esse é o mês da superdotação, agora nos próximos dias, o dia 10 é o Dia Mundial da Superdotação. Nós estamos na Semana Municipal das Altas Habilidades e Superdotação, foi o evento de abertura oficial, e justamente ele aconteceu nessa data por ser início de uma semana que foi proposta e incluída no calendário oficial de eventos do município por uma proposta minha, na legislatura anterior. Então, eu estou extremamente feliz. E a gente sabe que a questão da frente parlamentar depende muito do nosso envolvimento, do quanto a gente faz ela acontecer, a gente já falou isso várias vezes aqui. Então, eu estou muito feliz que a gente conseguiu fazer acontecer e tem feito a diferença na vida de muita gente. Aliás, eu ouvi isso nessas palavras, que a frente parlamentar, a minha atuação na frente, a nossa atuação na frente fez mudar a vida de uma família. Eu ouvi isso, vereador Edson, alguém que veio me dizer: “A minha família é muito mais feliz pelas iniciativas de vocês lá atrás em nos orientarem, de encaminharem, de acompanharem na escola.” Então, estou extremamente feliz com isso. Aliás, quem visitar o Centro Administrativo, eu ainda não estive ali para ver, mas a Smed também já nos informou que tem trabalhos dos estudantes nos corredores, enfim. A gente quer agradecer muito. Eu não tinha como não vir aqui para dizer para vocês o quanto eu me emocionei, eu chorei várias vezes ao longo do dia, naquele momento, não só eu, várias pessoas, porque a gente viu essa mobilização tão grande. Essas fotos dos músicos, só para a gente entender, foi a abertura do evento com o projeto Família Sonora, do maestro Nino Henz. Os meninos ali, o João e o Tiago, que são irmãos, fazem parte dessa orquestra. Eu já trouxe aqui, já falei em outro momento para os colegas. É um projeto que tem financiamento, leis de incentivo à cultura, e que ele acontece gratuitamente oficinas de música erudita. Então a gente tem vários estudantes da nossa rede e não da rede que participam e que muitas vezes vereador, eles começam, a gente falou sobre isso lá, eles começam lá atrás sem saber, sem conhecer o instrumento musical, o violino, o violoncelo, sei lá. E aí, seis meses depois estão tocando música de orquestra e fazendo apresentações em concerto, como a gente já presenciou mais de uma vez. Vereador Calebe, com a palavra. Por favor, o seu aparte.
VEREADOR CALEBE GARBIN (PP): Vereadora Marisol, novamente meus cumprimentos à vossa excelência pelo excelente trabalho que nós presenciamos neste último sábado e como lhe disse que estaria, estive presente, e permaneci, fiz questão de estar, porque eu acho que mais do que uma visita política, mais do que estar presente apoiando, é realmente ouvir os anseios. Eu tive a oportunidade de ouvir o professor Átila que nos trouxe uma excelente palestra falando sobre a importância de reconhecer as pessoas com altas habilidades, e com superdotação. E de fato fazer a inclusão efetiva delas na comunidade, né? Então, meus cumprimentos e reitero aquilo que eu disse, a senhora, está representando as pessoas que lhe elegeram para tanto, e outros que talvez não lhe elegeram para isso, mas se sentem também representados de contrapartida, de maneira indireta.
VEREADOR EDSON DA ROSA (REPUBLICANOS): Um aparte.
VEREADOR CALEBE GARBIN (PP): Porque ao final de contas, pessoas com altas habilidades, com super dotação bem acolhidas e bem atendidas é bom para todos nós, né? E nós temos aí uma riqueza de talentos que pode ser muito bem explorado e utilizado para o benefício da sociedade. Então novamente reitero meus cumprimentos ao grande trabalho que vocês fizeram.
VEREADORA MARISOL SANTOS (PSDB): Eu reitero o meu agradecimento pela sua presença. Vereador Edson.
VEREADOR EDSON DA ROSA (REPUBLICANOS): Vereadora Marisol, quando se vê as fotos assim de um evento a gente não tem noção e a dimensão do quanto trabalho teve de voz e excelência, de toda a equipe. E ver o auditório lotado, essa inserção que se tem nas famílias, as pessoas ali estavam atentas porque a possibilidade de se fazer notar também institucionalmente por uma situação para os filhos principalmente, né? Eu vi ali, tem uma foto de uma menina e de outros tantos, pela própria musicalidade, exploração de talentos. Dividimos o tempo no sábado, porque todos nós aqui temos vários compromissos, né? Chegamos ali no início e depois até o horário que deu, mas parabenizar a vossa excelência. Estava muito legal o ambiente, né? O ambiente estava bom. Tanto que vossa excelência se emocionou por várias vezes. Então parabenizar a senhora e toda a sua equipe que um denodo fizeram um baita de um evento ali. Parabéns.
VEREADORA MARISOL SANTOS (PSDB): Eu quero lhe agradecer muito porque a importância, vereador Edson, da sua presença como presidente da Comissão de Educação, como ex-secretário municipal da Educação, como alguém que acompanha, como alguém que sabe o quanto isso é importante na rede e o quanto a gente está fazendo um evento desses para buscar qualificar os nossos mesmo. Porque esse é um entendimento e é um tema que a gente tem dificuldade de compreender se a gente não tiver ouvindo sobre ele. A gente já falou várias vezes, teve uma fala, inclusive da Estela, que é uma jovem super dotada, eu já falei sobre ela aqui também, e ela disse que toda vez que a gente sabe algo, eu uso muito essa expressão da luz também, vocês vão entender, ela disse: "Toda vez que a gente sabe algo, que a gente compreende algo, a gente acende uma luz. ” E eu fiz uma referência, que quando a gente acende uma luz, a gente não se ilumina, a gente ilumina todo mundo. Então que a gente possa continuar iluminando todo mundo. Eu preciso obviamente agradecer a Milena, Marcelo, Walter, Marinês, Gabi, Marcele que esteve lá conosco também para ajudar, que é nossa assessora da bancada. Enfim, toda essa equipe, gabinete e bancada que se envolveram demais. Muito obrigada e as mães que são a nossa abre aspas assessoria técnica fecha aspas, Aline e a Sirlei, muito obrigada. Foi simplesmente sensacional. Muito obrigada.
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VEREADOR CLÁUDIO LIBARDI (PCdoB): Muito obrigado, presidente. Meus cumprimentos ao senhor. Queria começar cumprimentando meu grande amigo Lucas Onzi, desde a minha época de adolescente, fomos muito felizes. Bem-vindo, Lucas! Presidente, Alexandre O grande falava que não podem haver dois sóis no céu, e nem dois senhores na terra. E evidentemente isso se coloca. Nós não podemos ser democratas às vezes e às vezes defender uma ditadura. Às vezes defender a ruptura democrática, não querer que o resultado de uma eleição se efetive. E foi isso que nós verificamos no Brasil nos últimos quatro anos. O presidente Lula venceu a eleição. Alguns maníacos tentaram dar um golpe de estado desastrado e foram condenados pelo Supremo Tribunal Federal. E foram condenados sob a relatoria de um ministro de direita. Um ministro que serviu José Serra, um ministro que, durante a integralidade do período em que atuou no serviço público, atuou para grandes caciques partidários que nunca estiveram do nosso lado, como o ministro Kassab. Um juiz que foi indicado fruto de um golpe de estado. E um juiz que continua com prática de direita, continua suprimindo o direito de trabalhador todos os dias, continua, quando dos julgados, suprimindo previsões legais na legislação trabalhista, e um juiz que serve a um senhor que é a democracia, mesmo sendo um juiz de direita. Esse é Alexandre, que exclusivamente imputa a lei, e não imputa na sua integralidade. Porque imagina se um representante de outra facção criminosa fosse a uma rua e atentasse à justiça, ofendesse o juízo, vereadora Rose? Um membro do PCC falando que “se esse juiz estiver sem toga, eu vou deixar ele escalpelado”. O que ia acontecer com esse aí? Ia pegar prisão domiciliar para ficar coçando em casa? Ia pegar era cadeia! Então, o Alexandre não está cumprindo a lei mesmo. Cumpri a lei é prender imediatamente Jair Messias Bolsonaro. Eu queria rebater alguns pontos que foram elencados pelo vereador Ramon Teles.
VEREADORA ANDRESSA MARQUES (PCdoB): Um aparte, vereador.
VEREADOR CLÁUDIO LIBARDI (PCdoB): Que tem o meu respeito. De imediato.
VEREADOR ELÓI FRIZZO (PSB): Um aparte, vereador.
VEREADORA ANDRESSA MARQUES (PCdoB): Vereador Libardi, o senhor entra em outros aspectos dessa importante declaração. Nós comemoramos, ontem, a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro. Mas se fosse qualquer outra pessoa que descumprisse tantas medidas cautelares como descumpriu, já estaria preso em regime fechado. Ninguém está acima da lei. E as pessoas precisam aprender isso, porque, no nosso país, quem tem colarinho branco está acostumado a não cumprir a lei e sair ileso dessa situação. Tentaram dar um golpe de estado no nosso país e acreditam que vão se safar dessa. É inacreditável que o Bolsonaro desrespeite a lei todos os dias e não cumpra aquilo que o Judiciário manda. Portanto, como o senhor falou, deveria estar em regime fechado. Se Alexandre de Moraes, de fato, estivesse atento à lei, já teria feito isso faz tempo. Obrigada, vereador.
VEREADOR CLÁUDIO LIBARDI (PCdoB): Obrigado. Vereador Edio Elói Frizzo.
VEREADOR ELÓI FRIZZO (PSB): Me atrapalhando aqui. Vereador Cláudio, eu gostei muito de uma expressão que o pessoal utilizou ontem, na imprensa, de cavar. Cavar. Cavaram. Nós que gostamos de futebol, especialmente do Esporte Clube Juventude, e acompanhamos, eventualmente, as partidas, a gente sabe o que é cavar um pênalti. Cavar um pênalti é simular. Então, fizeram uma grande novelinha, né? Tudo “acordadinho”, né? Do ponto de vista de tentar dizer e forçar que o Supremo tomasse uma decisão. Eu tenho clientes, vereador Cláudio, que conseguiram, por exemplo, relaxamento de pena. E tenho clientes que, por conta de pegar o celular, o juiz mandou recolher de novo. Começar a trocar... Porque se cabe para um cliente, uma pessoa simples, comum, que deve alguma pena para a justiça, por que não cabe para o presidente? Então, simularam. O problema é que tinha VAR. Tinha o VAR, e o VAR percebeu. Então, nada mais justo. Concordo com V. Sa., tinha mais é que ser preso, literalmente. Prisão preventiva, que é o que cabe. O que caberia para qualquer cidadão comum. “Ah, porque é o presidente da República!” Vi algumas manifestações. E me perdoe, vereador Ramon, fazer qualquer comparação entre o atual governo Lula, todo um processo novo de industrialização do Brasil, com os quatro anos do governo Bolsonaro é pedir para inglês ver. É pedir para inglês ver, né?
VEREADOR CAPITÃO RAMON (PL): Questão de Ordem, presidente.
VEREADOR ELÓI FRIZZO (PSB): Nós aproveitamos um processo, um processo muito grande de desindustrialização.
PRESIDENTE LUCAS CAREGNATO (PT): Só um pouquinho, vereador Elói. Pois não, vereador Ramon.
VEREADOR CAPITÃO RAMON (PL): Artigo 209, inciso II. Eu quero que o vereador Frizzo explique em que momento do meu discurso eu citei Luiz Inácio Lula da Silva.
VEREADOR ELÓI FRIZZO (PSB): Não, não. O senhor fez um apanhado, vereador. Não vou tirar o tempo do vereador Cláudio. Fez um apanhado do governo Bolsonaro. E eu estou dizendo que não dá para comparar.
VEREADOR CAPITÃO RAMON (PL): Questão de Ordem, presidente.
VEREADOR ELÓI FRIZZO (PSB): Só isso. Só isso, senhor Presidente.
VEREADOR CAPITÃO RAMON (PL): Questão de Ordem.
PRESIDENTE LUCAS CAREGNATO (PT): Vereador Capitão Ramon, a Questão de Ordem solicitada pelo senhor...
VEREADOR ELÓI FRIZZO (PSB): Absolutamente.
PRESIDENTE LUCAS CAREGNATO (PT): No inciso II trata disto: solicitar a censura do presidente ao pronunciamento de vereador, né?
VEREADOR CAPITÃO RAMON (PL): Então, presidente. Eu não falei em nenhum momento de Luiz Inácio Lula da Silva durante o meu discurso, e o vereador, com todo o respeito, Frizzo, disse que eu falei. VEREADOR ELÓI FRIZZO (PSB): Eu falei, vereador.
VEREADOR CAPITÃO RAMON (PL): Que fiz uma comparação.
PRESIDENTE LUCAS CAREGNATO (PT): Isso. Segue. Ele já respondeu.
VEREADOR ELÓI FRIZZO (PSB): Eu falei. Concluir, senhor presidente.
PRESIDENTE LUCAS CAREGNATO (PT): Segue o orador, da tribuna.
VEREADOR ELÓI FRIZZO (PSB): Peço que desconte o tempo do nosso ilustre orador.
VEREADOR CLÁUDIO LIBARDI (PCdoB): Muito obrigado pela gentileza. Seguindo, presidente. E aqui, contrapondo a integralidade dos argumentos do vereador Capitão Ramon, o pix, eu, o senhor também inclusive sabe que foi uma proposta do Banco Central quando da gestão do presidente Michel Temer, não do presidente Bolsonaro. Segunda questão, a maior tragédia para um Banco Central é ser autônomo. E é isso que acontece aqui. Por isso o senhor e a senhora de casa vão parcelar agora um fogão seis bocas, tem que pagar 20% de juro ao ano. Podem agradecer ao Bolsonaro, que fez a autonomia do Banco Central. Quanto ao saneamento básico, a lei do saneamento básico determina a integralização do acesso ao saneamento básico até 2033. As grandes cidades que dão lucro, Paulo Dahmer, podem ter o saneamento básico integralizado. Agora eu duvido que Xique-Xique, da Bahia, tenha integralização do saneamento básico. Que Hollywood, Pernambuco. Sabe por quê? Porque onde dá prejuízo o capitalista não quer. A segunda questão, a Eletrobrás, pode agradecer ao presidente Bolsonaro o aumento da luz também. Quem privatizou a Eletrobrás foi ele. Podem agradecer ainda quando aumenta em 8.5% a taxa de embarque dos aeroportos. Uma passagem que anteriormente custava R$ 580 para São Paulo, agora nós pagamos R$ 1.200. Agradeça ao presidente Bolsonaro. Mais do que isso, agradeça ao presidente Bolsonaro porque, depois de privatizar, a empresa privada, quando dá um problema, bate na porta do governo para pedir dinheiro, que foi o que aconteceu com a Fraport. Alagou o aeroporto Salgado Filho. Quem pagou foi o seguro? Quem pagou foi a Fraport? Ou foi o governo federal, para ficar aberto? Quinhentos e cinquenta milhões de reais de investimento público para reabrir. Mas se a gente for tratar de números do governo Bolsonaro, a gente não pode esquecer que 690 mil pessoas morreram de covid. Porque o Bolsonaro não conseguia ficar em casa. Teve que o ministro Alexandre de Moraes mandar ele ficar em casa. Agora vai ficar em casa, parece. Mas, mais do que isso, anteriormente, nós tínhamos uma clara divisão entre a importância da economia e da vida. “Ah, mas os CNPJs não podem morrer.” Nós precisamos afastar o direito à vida para garantir a abertura irrestrita dos locais. A economia não pode parar. Mas agora, em nome de o bonito ficar solto, a economia brasileira pode toda parar? A gente pode parar de exportar café, a gente pode parar de exportar carne, a gente pode parar tudo. Simplesmente para um autocrata vir aqui, defendido por aqueles que nenhum amor à nação têm, impor a sua legislação em país estrangeiro. A legislação brasileira é clara ao determinar que nós não admitimos intervenção estrangeira e não admitiremos. Mas o que a direita em parcela não admite é que nós voltamos, ganhamos a eleição, levamos o feijão a R$ 6, voltamos a levar o arroz a R$ 20, voltamos a levar o açúcar 5 kg a R$ 20, voltamos a reduzir preços importantes a que as pessoas têm acesso.
VEREADOR CAPITÃO RAMON (PL): Me permite um aparte, vereador?
VEREADOR CLÁUDIO LIBARDI (PCdoB): Garantimos o retorno da gasolina a seis e pouco. Porque se fosse na época de autonomia, levando em consideração que a Europa vende gasolina a um euro e 70, com o Bolsonaro no poder nós estaríamos pagando R$ 12 o litro da gasolina. Como sou um democrata, vereador Ramon, tenha a bondade.
VEREADOR CAPITÃO RAMON TELES (PL): Vereador Cláudio Libardi, o senhor citou alguns valores. Eu gostaria, inclusive, que o senhor passasse aqui para estes parlamentares e para a população caxiense onde é que a gente encontra esses valores aí, porque eu gostei dos preços. Eu tenho ido às gôndolas, e não são esses os preços. Vamos lá, lá no Andreazza, no Bela Vista, que o senhor citou que é lá que eu moro, eu vou lá e olho a picanha. A picanha não custa R$ 50, o café não está custando 10 pilas. O quilo do café está R$ 100, vereador. Então, se o senhor me indicar esse mercado, eu vou divulgar para os meus seguidores onde eles podem comprar por esse preço aí.
VEREADOR CLÁUDIO LIBARDI (PCdoB): Eu tenho um representante dele aqui, Supermercado Onzi, na encruzilhada de Ana Rech. Um abraço para o senhor.
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VEREADOR ALEXANDRE BORTOLUZ – BORTOLA (PP): Se possível um aparte de imediato, vereador.
VEREADOR CALEBE GARBIN (PP): Só remover o banquinho aqui do vereador Cláudio Libardi.
VEREADOR ALEXANDRE BORTOLUZ – BORTOLA (PP): Vereador Calebe, primeiramente, obrigado pelo aparte aqui. Fugir um pouco do tema, mas agradecer imensamente e parabenizar pelos relevantes serviços prestados pela nossa grande colega, a nossa querida intérprete de Libras aqui, a Jéssica, que é o último dia dela hoje, aqui, nesta Casa Legislativa. Então, agradecer os relevantes serviços dela. Parabenizar. Que ela tenha uma vida no mundo lá fora. Vamos fazer palmas em Libras, colegas. (Palmas em Libras) Então, agradecer imensamente essa pessoa muito bacana que ela é. Um abraço a ela e a toda a família dela. Seria isso. Obrigado, vereador.
VEREADOR CALEBE GARBIN (PP): De nada, vereador Bortola. Senhor presidente, nobres pares que estão aqui conosco, nesta oportunidade. Não tem como nós não repercutimos uma notícia de tamanha relevância para o nosso país, para todo o cidadão, enfim, para quem ainda acredita na justiça do Brasil, na independência das instituições, na democracia, na liberdade de expressão. Tantas coisas que, algumas décadas atrás, a esquerda defendia com unhas e dentes. Né, vereador Bortola? Ela ia para a rua, protestava, levantava a bandeira em favor da liberdade de expressão, em favor da independência dos poderes. E hoje, infelizmente, a esquerda atual envergonha a esquerda. Eu fico imaginando Che Guevara olhando para esta esquerda de hoje. Fico imaginando outros ditadores aí, ao longo da história humana, olhando para esquerda de hoje, que em vez de debater política econômica, em vez de debater os limites da liberdade de expressão, etc., debate pronome neutro. Uma esquerda que está prostrada diante de uma cultura woke, etc. Mas o meu tema, aqui, não é hoje, mas acho que vale deixar registrado isso. E me surpreende, vereador Libardi, o senhor que é um bacharel em direito, assim como eu e outros colegas aqui desta Casa, e além de bacharel V. Exa. é mestre e advogado. Me surpreende a sua defesa a Alexandre de Moraes. Porque assim, algum tempo atrás, lá nos meados de 2016 para 17, acredito que em 17, quando o presidente ainda era Michel Temer, vereador Rafinha Bado o PT, junto com o PSOL e outros partidos de esquerda apresentaram um abaixo-assinado lá no Senado da República, pedindo que Moraes não fosse nomeado, não fosse nem sequer sabatinado como ministro do STF. Porque eles julgavam, como disse muito bem o vereador Libardi, que o Moraes era de extrema direita, que o Moraes era um homem que atacava as liberdades, que ele era repressivo demais contra o crime em São Paulo. Porque ele tinha sido secretário, né? Tinha trabalhado na época com o companheiro. Agora é companheiro, né? Antes era oposição. Com o companheiro Geraldo Alckmin. Então, na época, não servia o Alexandre Moraes. Só que hoje o Alexandre Moraes é cortejado, ovacionado. Daqui a pouco vai ter alguém propondo o título de Cidadão Caxiense aqui para ele. Eu não duvido de nada, eu não duvido de nada. Vai ter gente fazendo voto de louvor, vai ter gente... Por quê? Essa é a esquerda que diz ser coerente, mas negocia até a mãe se for preciso contra um opositor político. Fala em liberdade... Se alguém se sentir ofendido faça Questão de Ordem. Fala em liberdade, mas está prendendo o principal opositor para as eleições de 2026. É interessante, vereador Libardi, que nós falamos tanto na possibilidade de recorrer dentro do STF, a possibilidade de recorrer dentro do sistema do ordenamento jurídico que nós temos, que nós temos mulheres, vereador Bortola, que nunca sequer concorreram a vereadora no Brasil, sendo indiciadas e processadas na Suprema Corte deste país. E aí a pergunta que fica é: Onde está o primeiro grau de jurisdição? Onde está a possibilidade de recorrer em segundo grau e depois, sim, ir para o STJ e, se necessário, a matéria ser discutida no Supremo Tribunal Federal? Aonde está, também, vereador Fantinel, o trânsito em julgado? Aonde está, também, o foro privilegiado de um ex-presidente da República? Se é ex presidente não goza de um foro privilegiado, então não deveria estar no Supremo Tribunal Federal sendo julgado. Mas esses detalhes V. Exa.  não fala, né? Porque o importante é o quê? “Nós tiramos o Bolsonaro. Nós tiramos o Bozo. Ah, agora nós temos alguém do amor.” Pois é, alguém do amor que tirou já mais de umas centenas de campos de futebol para fazer uma estrada para a COP 30 lá no Pará. Alguém que diz defender o meio ambiente, a Amazônia nunca pegou tanto fogo como nesses anos. Mas quem cantava Salve Amazônia está em silêncio. Por quê? Lei Rouanet está no bolso. Está o dinheiro lá pago, está tudo certo, está tudo tranquilo, mas vamos seguir. Qual é a competência que teve o STF no caso do ex-presidente na época e agora presidente Lula? A competência foi só revisar o que o primeiro grau lá em Curitiba tinha feito depois de ser indiciado, investigado, indiciado, processado, julgado, condenado e preso como foi o Lula.
VEREADOR SANDRO FANTINEL (PL): Peço um aparte.
VEREADOR CALEBE GARBIN (PP): E aí, depois recorreu na instância superior no TRF[1], foi julgado de novo, foi reafirmado. Inclusive, foi aumentada a prisão. Foi para o STF, novamente foi deferida a prisão de Lula. Por quê? Passou pelo sistema do ordenamento jurídico brasileiro. Aí por uma manobra do Supremo Tribunal Federal, conseguiu uma soltura na iminência da eleição para concorrer e ganhar as eleições de acordo com o que é dito por aí afora. Aí fica algo interessante de nós pensarmos. Por que será que o Bolsonaro, foi decretado a prisão dele ontem à tarde, vereador Bortola? Porque algumas horas antes, Tagliaferro, ex-assessor de Moraes quando ainda era presidente do Tribunal Superior Eleitoral no período das eleições, das últimas eleições federais em 2022, Tagliaferro está na Itália e o passarinho resolveu abrir a boca, e entregou algumas provas no mínimo contundentes e conversas entre juízes auxiliares, entre assessores da Suprema Corte, do Tribunal Superior Eleitoral, melhor dizendo, onde essas provas apontavam que, mesmo havendo uma solicitação do PGR da República, Procurador Geral da República, pela soltura daqueles que estavam presos há mais de um mês já na época, em janeiro de 2023, a orientação do ministro era: "Vamos ainda verificar as redes sociais para ver se tem alguma crítica ao STF". A pergunta que fica é: quando se tornou crime no Brasil criticar juiz? Quando se tornou crime no Brasil fazer crítica a um político? Quando nós viemos para a vida pública, nós estamos sujeitos a críticas, isso faz parte do jogo. E o limite entre a crítica e o crime estará no código penal. Injúria, difamação. Lá estão as tipificações penais para alguém que se sente ofendido por alguma crítica que aconteceu. Então, do nada a liberdade de expressão foi por rio abaixo, foi água abaixo. A liberdade de expressão que é um valor tão sagrado para os países livres. Obviamente, países comunistas, liberdade de expressão é um conto de fadas, né? Venezuela, por exemplo, Coreia do Norte, Cuba e tantos outros países aí que ninguém quer visitar. Admiram, mas admiram de longe, né? É legal admirar Cuba estando no Brasil. É legal admirar a Venezuela tendo a possibilidade de falar aqui no microfone. Isso é legal, mas ninguém quer admirar in loco, né? Mas esses países, lá para eles é normal esse cerceamento de liberdade. Lá o povo luta por liberdade. E aqui a liberdade que nós tínhamos, a esquerda, em conluio com o Alexandre de Moraes, entrega dia após dia essa liberdade. Então, vereador Fantinel, a conclusão que eu chego é que, se para resolver o problema eu me associo...
VEREADOR CAPITÃO RAMON (PL): Tempo de liderança à bancada do PL.
VEREADOR CALEBE GARBIN (PP): Para resolver o meu posto político, eu me associo com quem quer que seja, pouco importa quem seja a pessoa. O importante é que eles tiraram o Bolsonaro. E eles garantem para nós que ano que vem haverá eleições com liberdade de expressão, com livre concorrência, não vai existir nenhum tipo de cerceamento de liberdades.
VEREADORA ANDRESSA MARQUES (PCdoB): Um aparte, vereador?
VEREADOR CALEBE GARBIN (PP): Esta é a esquerda que se apresenta para nós, a mesma esquerda que conseguiu livrar Lula da cadeia por meio de uma manobra no STF. É a esquerda que jura que o STF continua imparcial e independente, a político e a partidário. Para encerrar minhas palavras aqui, presidente, e conceder o aparte para a vereadora Andressa Marques, eu quero lembrar que essa semana o presidente Lula...
VEREADOR SANDRO FANTINEL (PL): Eu lhe pedi aparte também.
VEREADOR CALEBE GARBIN (PP): Vereador Fantinel tinha pedido antes. Essa semana o presidente Lula convocou uma reunião, vereador Ramon, com os ministros do STF. Dos 11, cinco não foram. E aí a gente começa a se perguntar: será que de fato está todo mundo do lado dessa democracia, dessa liberdade? Aguardemos os próximos capítulos dessa saga, um tanto quanto eletrizante, que acontece no nosso país. Seu aparte, vereador Fantinel.
VEREADOR SANDRO FANTINEL (PL): Vereador Calebe, com toda vênia e respeito a todos os colegas, aqui, que fizeram direito, que são advogados, mas eu acredito que nenhum de vocês tem, nem sequer, o mínimo do conhecimento que o ministro Marco Aurélio, do Supremo Tribunal Federal, tem. Do Joaquim Barbosa tem. Ambos ministros do Supremo Tribunal Federal. E que ambos fizeram várias entrevistas, várias que estão aí para todo mundo ver, quem quiser acompanhar, dizendo que não está havendo o trânsito em julgado. Que tudo o que está acontecendo no Supremo, hoje, não segue o rito constitucional. Dito por esses dois, está em tudo onde vocês quiserem ver as duas, três entrevistas que eles deram. E, para concluir, meu colega. O ministro Marco Aurélio disse na última entrevista: "Eu não gostaria de estar hoje no STF no lugar de Alexandre de Moraes". Era isso que eu tinha para dizer. Obrigado.
VEREADOR CALEBE GARBIN (PP): Vereador Fantinel, já foi dito por Rui Barbosa que a pior ditadura que existe é a ditadura do judiciário. Contra ela não há a quem recorrer. E as pessoas não estão percebendo. Seu aparte, vereadora Andressa.
VEREADORA ANDRESSA MARQUES (PCdoB): Vereador Calebe...
PRESIDENTE LUCAS CAREGNATO (PT): Para concluir, vereador.
VEREADORA ANDRESSA MARQUES (PCdoB): Se no período da ditadura militar vocês fizessem, falassem, agissem como agem hoje, todos vocês já estariam presos. Então, viver em uma democracia, como é importante para ter liberdade de expressão...
PRESIDENTE LUCAS CAREGNATO (PT): Para concluir.
VEREADORA ANDRESSA MARQUES (PCdoB): Para concluir. Mas tem gente que se passa como o nosso ex-presidente que disse, quase 700 mil mortes no Brasil, ele disse que “todos iam morrer um dia”.
PRESIDENTE LUCAS CAREGNATO (PT): Para concluir.
VEREADORA ANDRESSA MARQUES (PCdoB): Então, grande sensibilidade do nosso ex-presidente. É inacreditável que os nobres colegas venham para esta Casa defender o indefensável. Obrigada, pelo aparte.
VEREADOR CALEBE GARBIN (PP): Para concluir, presidente. Eu não estava na ditadura, não defendo a ditadura, que fique registrado aqui. Ditadura nem do fuzil nem da toga, como disse o presidente da AOB do Rio Grande do Sul, Dr. Lamachia. E, para finalizar também, Bolsonaro está sendo condenado pelo quê? Pelas mortes do covid? Qual que é o processo que está no STF? Obrigado, presidente.
 

[1] Tribunais Regionais Federais
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VEREADORA ANDRESSA MARQUES (PCdoB): Para relembrar os nobres colegas, o Brasil foi o segundo país que mais perdeu gente por conta da Covid, quase 700 mil pessoas. O Brasil não é o segundo país em maior população do mundo, mas foi o segundo que mais morreu gente. Quero relembrar vereadora Rose, duas falas dele inacreditáveis na época da pandemia. No final de março, após um passeio que provocou aglomeração, o presidente disse: "Essa é uma realidade, o vírus tá aí, vamos ter que enfrentá-lo, mas enfrentar como homem, porra". Ele falou isso. “Não como um moleque. Vamos enfrentar o vírus com a realidade, é a vida, todos nós iremos morrer um dia.”. No final de Abril, o presidente foi perguntado por um repórter o que ele tinha a dizer sobre o recorde diário de mortes notificadas naquele dia, ao que o presidente respondeu: "E daí? lamento, quer que eu faça o quê? Eu sou Messias, mas não faço milagre.” Disse em referência ao seu nome Jair Messias Bolsonaro. É inacreditável que um presidente tenha feito descaso com tantas mortes nesse país. Divulgou medicamentos que não funcionavam e incitou as pessoas a fazerem o errado. Só por isso Bolsonaro já deveria estar preso no dia de hoje. Obrigada, vereadora Rose Frigeri.
VEREADORA ROSELAINE FRIGERI (PT): Eu tinha tentado trazer um vídeo aqui, mas não deu, porque é muito mais chocante do que ouvir isso que o então presidente falou é ver, não é, ele debochando das pessoas. Ele gozando de quem ficava engasgado. Eu queria fazer uma pergunta para alguém que tá nos acompanhando, para alguém que tá aqui nesta sala, se tem alguma pessoa aqui...
VEREADOR CALEBE GARBIN (PP):  Questão de Ordem, Presidente.
VEREADORA ROSELAINE FRIGERI (PT): ...que não perdeu nenhum conhecido. Nenhum...
PRESIDENTE LUCAS CAREGNATO (PT): Só um minutinho, vereadora Rose Frigeri.
VEREADOR CALEBE GARBIN (PP): Com base no Artigo 136, eu quero oportunizar, parágrafo I, oportunizar a colega, Andressa Marques, que ela retire ou ela explique. Porque ela disse que o Brasil é o segundo lugar que mais morreu gente por covid, proporcionalmente. Ela: "Ah, o Brasil não é nem o segundo país do mundo, mas é o segundo que mais matou". Mas proporcionalmente o Brasil é o 14º em ranking de mortes proporcionais pelo Covid, matéria do Poder 360. Basta fazer uma pesquisa, 23 de setembro de 2022. Então, se ela quer sustentar a fake news, deixar nos Anais da história e passar vergonha na Câmara, ok. Senão, ela tem a oportunidade de retirar. Obrigado, presidente.
PRESIDENTE LUCAS CAREGNATO (PT): Obrigado, vereador Calebe. A vereadora Andressa aparteou, acabou de apartear a vereadora Rose, que é a oradora em Declaração de Líder da bancada do PT. A senhora retira, vereadora Andressa?
VEREADORA ANDRESSA MARQUES (PCdoB): Não retiro.
PRESIDENTE LUCAS CAREGNATO (PT): Segue em Declaração de Líder, vereadora Rose Frigeri.
VEREADORA ROSELAINE FRIGERI (PT): Tumultuado, né? Eu vou mostrar. Já não ia mostrar porque acho que não era esse o objetivo, mas vamos ver. Então, já que se está se falando de Covid, isso não é fake, tá? (Exibição de vídeo.) Então, eu quero dizer que, como eu estava perguntando, não sei se teve alguém que não viveu, eu tive. Tive minha cunhada que se cuidou, e mesmo assim pegou covid, ficou 45 dias fechando o pulmão. Cada exame estava concretando, como se fosse um tijolo, sendo de concreto em roda do pulmão. E o nosso presidente, sim, estava debochando, gozando, fazendo pouco caso. Mas hoje eu quero falar, antes de falar da prisão, vereador Ramon, lhe aconselho a ir lá, corra, porque talvez ainda esteja 39,90. A picanha lá no Supermercado Apolo estava. Dia dois, né? Então, talvez ainda esteja esse valor. Eu quero dizer que eu não estou feliz ou comemorando a prisão de um indivíduo. Eu acho que não é isso que o Brasil tem que fazer nesse momento. Eu acho até que tem que ficar triste mesmo, sabe? Porque a gente ter tido um presidente que desonrou o Brasil internacionalmente durante quatro anos, foi triste para o Brasil. Que fez o Brasil passar vergonha e vexames internacionais e fez um monte de gente passar por situações, não só essas, várias outras, é triste. Eu não estou comemorando a prisão de um indivíduo. Eu estou comemorando, se é que nós temos que comemorar, a vitória da democracia no nosso país. Eu estou comemorando a derrota do autoritarismo e da tentativa de golpe. Porque eu também não defendo ninguém aqui por defender. Eu sempre fiz esse debate em várias vezes nesta Casa, na minha vida inteira, do devido processo legal. E dizia isso, inclusive, quando o ex-presidente, agora presidente Lula, havia sido preso. Esse sim, sem ter o trânsito julgado. Engraçado que, quando é com uns, vale o trânsito em julgado, se enche a boca para dizer que ainda tinha recurso. Quando é para outros, não, isto está dentro dos sistemas. Eu acho impressionante a capacidade que as pessoas têm de fazer julgamentos diferenciados. Eu não defendo ministro de tribunal nenhum. Eu defendo que ele aplique a lei. E, nesse momento, o Alexandre de Moraes, o senhor Alexandre Moraes está aplicando a lei. Ele avisou. Ele avisou, inclusive, há uns dias atrás quando o ex-presidente descumpriu uma determinação dele e foi pedida a prisão imediata, e ele disse que não, que tinha sido um fato isolado, que ele não ia considerar aquilo para fazer a prisão, mesmo que domiciliar, nesse momento. Mas naquele momento ele não falou. Ele falou que não iria fazer a prisão preventiva do ex-presidente porque tinha sido um fato isolado, mas que em uma segunda tentativa de descumprir uma ordem judicial, que ninguém pode descumprir, gente. Isso aqui é o quê? A Casa... Cada um: "Ah, eu vou lá. Desculpa, porque o Trump me apoia". Ah, vamos ter vergonha na cara, né? Vamos ter vergonha na cara. Se ele não podia fazer, ele não tinha que ter feito. E se ele fez, ele tinha que ser preso, sim. Então, o que está sendo aqui é uma tentativa. Todo mundo sabe que ele... Sabe, às vezes eu fico pensando assim: não é possível que ele seja tão ingênuo que ele não tenha advogados para lhe assessorar, para ele ter feito aquilo que ele fez no domingo sem querer ter feito, sem saber que ia ser preso. Às vezes eu fico pensando: não, foi proposital. Ele fez de propósito para incendiar a população e se fazer de coitado, para criar esse clima no país inteiro que é a tentativa do golpe que não deu certo lá do dia oito de janeiro de 2023. Porque eles não desistiram do golpe, a ideia é que haja um golpe. Então, ninguém que defenda esses movimentos vem aqui me dizer que é contra a ditadura, porque não existe golpe sem ditadura. Ninguém vai poder estar aqui falando. Ou vocês acham que se tem um golpe tira a ordem constitucional? Eu aguentei, sem brilho nos olhos, quatro anos com aquele cara sendo presidente do Brasil. Sofrendo e dizendo: “Fazer o quê? Vamos aguardar a próxima eleição. Vamos aguardar a próxima eleição”. Ninguém foi para a rua tentar destituir se não tinha motivo para ser destituído. Agora, querem continuar, querem... Vem gente de fora aqui dizer o que o nosso país... Olha, qualquer cidadão que nasceu no Brasil e que diz que ama seu país independente de direita, de esquerda, de meio, do que for, deveria ser contra qualquer outro país vir aqui dentro dizer o que nós temos que fazer. Pelo amor de Deus! Isso é soberania. Ninguém, ninguém. Não tem país que deva vir se meter aqui. Aliás, quem não conhece a história ou quem esqueceu, o golpe lá de 64, que deu toda aquela fase de mais de 20 anos de ditadura no Brasil, começou assim. Com gente... Não, não foi com Cuba. Foi com gente lá dos Estados Unidos se metendo aqui. Querendo fazer os acordos que fizeram aqui. O golpe que tirou a presidenta Dilma, porque foi golpe, porque até hoje não foi comprovado que ela merecia impeachment, foi dos acordos lá daquela época dos Estados Unidos se metendo. Então, eles estão acreditando que vai dar certo, mas não vai dar. Porque venceu a democracia, venceu a luta contra o autoritarismo, e vai vencer e continuará vencendo a ordem institucional e o devido processo legal no nosso país, porque foi assim que o povo quis. Se quiserem chegar ao poder, concorram às eleições ano que vem. É assim que se faz uma democracia. Obrigada.
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VEREADOR CALEBE GARBIN (PP): Peço um aparte, vereador.
VEREADOR CAPITÃO RAMON TELES (PL): De imediato um aparte, colega.
VEREADOR CALEBE GARBIN (PP): Eu queria entender do que a gente está falando. Porque assim, parece bem uma guerra de narrativas. É uma mistura de responsabilização por covid, tentativa de golpe, arbitrariedade, soberania. Aí parece que coloca tudo no liquidificador, bate, e aí condena o Bolsonaro por isso. E tem gente que acha que o Bolsonaro está sendo preso pelas mortes da covid. Acho que a vereadora Rose não entendeu. Mas, enfim, em todo caso, vereador Capitão Ramon, como é importante a gente esclarecer e se ater a fatos, né?
VEREADOR SANDRO FANTINEL (PL): Um aparte, se possível.
VEREADOR CALEBE GARBIN (PP): Foi trazido aqui pela vereadora Rose, dizendo que o Bolsonaro está permitindo que o Trump interfira na soberania do Brasil. Pois é. E o Lula? Será que ele não permitiu o Irã vir aqui com navios, ao nosso país, para recolher urânio, se eu não estou enganado, para enriquecer? Ninguém falou em soberania nessa hora. Trump não atingiu soberania. Ele taxou, e eu discordo das taxações, inclusive falamos sobre isso já semana passada. Isso como um soberano, como um país soberano, que tem a liberdade de taxar quem ele quiser, para negociar, como fez com a Argentina. Lei Magnitsky é uma lei que não interfere na soberania, é uma lei que diz respeito a empresas americanas. Então, agradecendo ao seu aparte, só para deixar claro, porque é uma guerra de narrativas, e em narrativas eles são bons.
VEREADOR CAPITÃO RAMON TELES (PL): Obrigado, nobre colega. Senhor presidente, nobres colegas aqui presentes. Eu não poderia me furtar em continuar o debate aqui. E aqui, na Câmara de Vereadores, pelo visto nós temos juízes também. Sem provas, acusam criam narrativas.
VEREADORA ANDRESSA MARQUES (PCdoB): Um aparte, vereador.
VEREADOR CAPITÃO RAMON TELES (PL): E aqui eu tenho o painho falando. (Exibição de áudio). Então está aqui. O que querem fazer? Crie uma narrativa. Desconstrua a imagem. Ontem eu postei na minha rede social como você faz para aniquilar uma pessoa. E aqui eu vou ler para aqueles que não viram. Então aqui, receita de bolo. Quer aniquilar com alguém? Faz o seguinte. Primeiro, faça parecer um monstro. Isso, o vídeo elaborado aqui, vereadora Rose, estão de parabéns. Se eu pudesse dar um parabéns invertido, elevado a menos um, para aqueles que sabem matemática, eu daria para a senhora. Está totalmente desconstruído. Então, faça parecer um monstro. Segundo, dissemine essa informação de que ele é um monstro. Fale o tempo todo. Já dizia o papai Stalin. Vereador Elói Frizzo, o senhor conhece história. Stalin falava isso. Diga uma mentira mil vezes e ela tornar-se-á uma verdade. Está aí. Foi o assessor do Hitler, pior ainda. Estão copiando nazistas. Então, estão copiando nazistas? É pior do que eu pensava. Continuando. Declare-o culpado. Seja do que for, ele é culpado. Está parecendo aquele filme da Alice no País das Maravilhas, onde a rainha via qualquer coisa: “Corte a cabeça!” É isso. Já estão declarando o culpado. Eu gostei de uma fala da vereadora Rose, e eu concordo com ela. Se acha que é melhor, vamos disputar o voto. Vem para a eleição Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. Eu quero ver no voto. No voto. Não cerceando, como foi cerceado na última eleição. O Lula ganhou por quê? Porque o Bolsonaro não podia fazer nada. Ele não podia fazer live, ele era cerceado. Ele não podia fazer nada, ele não podia se manifestar, não podia usar a imagem do 7 de Setembro que reuniu milhões de pessoas em Brasília. Nesse último 7 de Setembro aqui não reuniu meia dúzia de gato pingado. O Bolsonaro foi cerceado. Nós tivemos provas contundentes, delações e delações e provas para condenar Luiz Inácio Lula da Silva e por uma manobra judicial que eu hoje vou começar o curso de Direito, por uma manobra judicial pegaram o caso dele... Não! O foro não é Paraná! O foro é Brasília. No entanto, meus amigos, como já passou o tempo, não pode mais ser julgado; e como ele já está um senhor idoso também, é inimputável. Olha o que aconteceu. Tantas falas e falas dizendo que é inocente. Negativo! De inocente não tem nada. Todas as informações são manipuladas, e aí tem um consórcio que é pago com o nosso dinheiro, que nós temos diversas leis que seriam para trazer cultura, mas elas trazem desinformação. Nós temos a mídia influenciando o tempo todo, desconstruindo a imagem de Jair Messias Bolsonaro, o verdadeiro patriota, e aqui vem e faz diversas acusações sem provas nenhuma! E a única coisa que não conseguirão, podem fazer tudo com ele, até mesmo matá-lo, mas jamais as pessoas esquecerão dele. Um verdadeiro patriota, um Presidente da República que elevou o país à grande nação que é.
VEREADOR SANDRO FANTINEL (PL): Peço um aparte, vereador.
VEREADOR CAPITÃO RAMON (PL):  Eu quero os videozinhos aqui. Vou botar os vídeos nesses meus 4 minutos e 30 do atual presidente. Já que a vereadora Rose divulgou os vídeos, eu quero os vídeos aqui também. Olha lá. (Exibição de vídeo.) Defende as mulheres. Lula defende as mulheres. Lula defende as mulheres. Está aí. Discurso de agora. O que é que a gente faz então? O que é que a gente faz então, presidente? Ouçam bem! Bota o final novamente! Parafraseando Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente da República: “Quer bater em mulher, vai bater em outro lugar! Não na sua casa!” Agora, eu vou parafrasear Maria do Rosário: “Mas o que é isso? Mas o que é isso? Mas o que é isso?” Dizendo para baterem mulher em outro lugar. Esse é o Presidente da República? Coloca o outro aí, por favor. Aquele de aqui do Rio Grande do Sul. Que esse é legal de falar. Eu quero ouvir. É o defensor das causas. Bota aí, por favor. Se não botar eu coloco aqui. (Exibição de vídeo.) Quem é que falou isso aqui? “Pelotas é cidade de Polo. Exportadora de...”, algo que eu nem vou falar. Foi falado pelo presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva. Isso é uma coisa que não falam. Aí, Brasil. Aí vai lá, em Paris e fala o seguinte, agora eu vou tentar imitar ele, uma vez eu imitava: “No Brasil são cerca de 25 milhões de crianças de rua.” Aí chega o assessor dele e fala: "Lula, não, a gente não ia conseguir caminhar na rua se tivesse 25 milhões de criança de rua.” Aí ele falou o seguinte: "Não precisa comprovar, é só falar dado que eles aplaudem de pé".  E está aparecendo isso aqui. Dados. Dados, vamos trazer dados, pelo amor de Deus. E eu trago dado aqui. A Gleisi Hoffmann, ela dizia o seguinte: "Vamos arrancar do Banco Central, Roberto Campos Neto, indicado por Bolsonaro. Vamos arrancá-lo do Banco Central". Juro estava 2% na taxa SELIC, dona Maria. Dois por cento! A senhora podia comprar um carro parcelado, não custava nada. Aí agora, como o indicado pelo papai Lula, nós temos juros a 15% anual. 15%. Você não consegue comprar praticamente o café que está R$ 100. Pelo amor de Deus. E aí, outro assunto, meu colega vereador, com todo o respeito, Cláudio Libardi veio aqui e falou da luz. A luz está cara, graças ao Bolsonaro? Negativo. A luz está cara por mais um programa que foi criado pelo governo Lula agora. Senhoras e senhores, está aqui, 60 milhões de brasileiros vão ganhar a gratuidade da luz e mais 55 milhões vão pagar metade. E todos os que eu tenho recebido, pessoas que a luz está cara, a luz está cara. Quem está pagando? É você que está pagando a conta.
VEREADOR CALEBE GARBIN (PP): Peço um aparte se possível.
VEREADOR CAPITÃO RAMON TELES (PL): Não existe almoço grátis. Não existe almoço grátis. Não adianta a gente vir prometer um monte de coisa, não adianta. Pode, pois não, o aparte vereador.
VEREADOR CALEBE GARBIN (PP): Pois é, vereador Capitão Ramon. Já que a gente entrou no assunto do Covid, só fazer menção aqui, mais uma frase do presidente Lula, “Ainda bem que a natureza, contra a vontade da humanidade, criou esse monstro chamado corona vírus. ” Esse é o homem que defendeu o meu ambiente, a natureza, etc. Ele tá agradecendo a natureza por ter criado o coronavírus. De tão preocupado que ele estava.
VEREADOR CAPITÃO RAMON TELES (PL): Exatamente vereador. E para concluir senhor presidente, uma eleição limpa é que todos os candidatos, ambos os candidatos tenham acesso a tudo, não sejam cerceados. E aí eu quero ver no voto quem é que vence, no voto sem cerceamento judicial que é o que estão fazendo agora com o Jair Messias Bolsonaro. Muito obrigado.
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VEREADOR SANDRO FANTINEL (PL): Peço uma parte se possível, vereador.
VEREADORA ANDRESSA MARQUES (PCdoB): Uma parte por gentileza, vereador.
VEREADOR ELÓI FRIZZO (PSB): Senhor presidente, senhoras e senhores vereadores, muito obrigado aos vereadores que permaneceram, possibilitando que a gente tivesse esse diálogo cavalheiresco entre nós aqui. Pois não vereadora Andressa.
VEREADORA ANDRESSA MARQUES (PCdoB): Vereador Elói, já que o vereador Calebe gosta de me chamar de mentirosa, uma matéria aqui do mapa do coronavírus pelo mundo, do poder 360.
VEREADOR CALEBE GARBIN (PP): Questão de ordem, presidente. Art. 136, parágrafo 1º. Suprimir a palavra mentirosa. Eu não chamei de mentirosa.
PRESIDENTE LUCAS CAREGNATO (PT): Por favor, só um minutinho. Só um minutinho, vereador Calebe. Já, por favor, colegas, por favor.
VEREADORA ANDRESSA MARQUES (PCdoB): O senhor falou que eu estava produzindo fake news.
 PRESIDENTE LUCAS CAREGNATO (PT): O senhor solicitou a questão de ordem, eu estou lhe dando a palavra. O senhor pode só replicar.
VEREADOR CALEBE GARBIN (PP): Estou fundamentando a minha questão de ordem. Art. 136, parágrafo 1º., para que ela retire dos anais a expressão que eu lhe chamei de mentirosa. Eu disse que ela estava produzindo fake news. Produzir fake news não é dizer que ela é mentirosa, eu não atribuí adjetivo a ela. Disse que a conduta dela é de alguém que está fazendo, tem uma diferença, vereador Libardi.
PRESIDENTE LUCAS CAREGNATO (PT): Obrigado, vereador Calebe. A senhora quer retirar dos anais? Fui eu que falei, eu não retiro, vereador. Por favor, segue em aparte, vereadora Andressa Marques.
VEREADORA ANDRESSA MARQUES (PCdoB): Os números são os totais acumulados desde o início da pandemia, acompanha a situação atual. Ranking da covid no mundo por novas mortes diárias por milhão de habitantes. Brasil em segundo lugar, Estados Unidos em primeiro, Índia em terceiro, México em quarto. Eu não sei qual foi a matéria que o vereador Calebe olhou, mas é só pesquisa em qualquer lugar do Brasil e do mundo que vai perceber que a informação que eu falei, ela é verídica. E vereador Elói, engraçado que o vereador Ramon vem aqui dizer que a gente tem que ir para o voto, mas quando nós fomos para o voto e ganhamos eles começaram a questionar as urnas eletrônicas, lembrando: urnas eletrônicas que foram as mesmas que nos elegeram. Portanto, se há dúvidas sobre a eleição de Lula, há dúvidas sobre a nossa eleição também. Obrigada vereador Elói.
VEREADOR ELÓI FRIZZO (PSB): Perdão, alguém mais tinha me pedido? Vereador. Pois não.
VEREADOR SANDRO FANTINEL (PL): Obrigado, vereador Frizzo. Eu só queria fazer um complemento na discussão que veio antes. Não partiu do senhor, mas lhe peço essa oportunidade de dizer que eu entendo quando a esquerda diz que quer eleições democráticas e limpas. E para esquerda a melhor eleição democrática limpa é prender todos os candidatos que tem chance de ganhar, do outro lado. Aí você pode fazer uma eleição tranquila e limpa, porque você tem certeza de quem vai ganhar. Você não tem concorrentes. Obrigado, vereador.
VEREADOR ELÓI FRIZZO (PSB): Obrigado. Foi exatamente o que fizeram Moro e companhia, né? Quando prenderam Lula, e impediram ele de concorrer numa eleição que todo mundo sabia que Lula ganharia. Lá em Curitiba, na lava jato, independente das questões que lá foram discutidas e, coincidentemente vereador Libardi, posteriormente, o juiz virou o ministro do presidente Bolsonaro. Esse é o desafeto, posteriormente, seu desafeto, denunciando, inclusive, parte das falcatruas acontecidas, especialmente com o clã Bolsonaro. Então, meu caro presidente, senhoras e senhores vereadores, para fugir da guerra de narrativas e fazer um contraponto, eu gostaria de citar Só alguns dados do atual governo. Crescimento do PIB de 3,5 acima de 3,2, de 2023 e 2024. Lembrando que a média entre 2015 e 2022 foi de apenas 0,4% ao ano, com desemprego e pobreza crescentes. O desemprego caiu para 6,1, a menor taxa da história do país, 103 milhões de pessoas empregadas. A taxa de pobreza caiu para a mínima histórica. O investimento em infraestrutura saiu de 188 bilhões, em 2022, para 260 bilhões, em 2024. E uma questão que eu me orgulho muito, o nosso vice-presidente à frente do Ministério da Indústria e Comércio, 507 bilhões de crédito para investimento no programa Nova Indústria Brasil, que os americanos, agora, estão tentando boicotar com a tarifa. Com a Nova indústria Brasil, o novo PAC e PTE, o setor privado já anunciou investimentos de 2,3 trilhões e que agora com o tarifá-lo, exatamente, para atender os interesses megalomaníacos do clã Bolsonaro, colocando todo o país com uma crise econômica artificial criada em cima de que o Bolsonaro precisa sair da cadeia e precisa concorrer. Não, ele que cumpra como o Lula cumpriu 500 e poucos dias de cana. Vai lá também! Vai lá também saber... E aí vocês vão fazer passeata na Papuda, em Brasília. “solta Bolsonaro!” Aí vocês vão fazer o mesmo papel. Então, nesse sentido, eu gostaria de deixar bem claro de que aqui se faz, aqui se paga. Eu gosto mais desse provérbio, vereador Ramão. Aqui se faz, aqui se paga. Por mais que odeiem o ministro Alexandre, ele não faz outra coisa a não ser cumprir o que está na lei. Quem votou aquela lei foi o Congresso Nacional. Está na Constituição de 88. É papel do Supremo, as suas decisões são homologadas pelos demais ministros. É o Supremo que está falando...
VEREADOR CAPITÃO RAMON (PL): Me permite um aparte, vereador Elói Frizzo? Com toda a gentileza.
VEREADOR ELÓI FRIZZO (PSB): Então, eu diria assim que espernear é do jogo. Espernear é do jogo, não é? Já começou. Primeiro foi a tornozeleira, agora a prisão domiciliar. Quem sabe amanhã a prisão preventiva e logo ali a Papuda. E logo ali a Papuda. Então, aqui se faz, aqui se paga. Pois não, vereador Cláudio?
VEREADOR CLÁUDIO LIBARDI (PCdoB): Gostaria de voltar aos alimentos, não é? Tive a oportunidade de sair aqui da sessão, breves minutos, conversei com esse meu amigo que é proprietário de mercado, me falou: "Cláudio, é loucura, tudo caiu! A farinha caiu, o arroz caiu, o feijão caiu. O que não caiu foi o preço do damasco, do camarão, por isso que a elite se retorce, que quer baixar o preço das vieiras, do filé mignon, o Wellington, esses preços que eles querem baixar.” Ou melhor, vereador Frizzo, o preço do jet ski. Hoje, eu tive que ouvir o presidente do PL falando imbecilidades na Rádio Caxias, “porque nós baixamos 55 impostos”, daí vai olhar a lista de impostos. Baixaram o imposto do jet ski, do paraglider. Pelo amor de Deus, tem que baixar o imposto do arroz e do feijão! Porque a comida, porque a comida aumentou o repolho 75%; o óleo de soja 67%; o pimentão 59%; o pepino 59%; o frango 25%; o cupim 35%; o músculo 38%; o lagarto 34%; a abobrinha 58%. Ninguém mais comia! Tanto que na hora de votar, a maioria apertou o ‘13’ para voltar o Lula que já tinha resolvido esse problema uma vez. Obrigado.
VEREADOR ELÓI FRIZZO (PSB): Obrigado. E eu gostaria de também de dizer, vereador Ramon.
VEREADOR CAPITÃO RAMON (PL): Me permite um aparte, por gentileza?
VEREADOR ELÓI FRIZZO (PSB): Vereador Ramon, eu gostaria de dizer que há uma coisa que eu
VEREADOR ELÓI FRIZZO (PSB): Vereador Ramon, eu gostaria de dizer que há uma coisa que eu reconheço. Nós só estamos aqui, fazendo esse debate, por conta de uma decisão corajosa dos ministros militares na sua maioria, que respeitaram a legalidade e impediram que acontecesse um novo golpe no país. Porque senão nós estaríamos, provavelmente, com o Congresso fechado, com uma intervenção no Supremo e nós não estaríamos aqui falando. E, portanto, aqueles que falam que “acabou a democracia”, que falam lá dos Estados Unidos, fugiu para lá - E é uma coisa que eu tenho certeza do que está acontecendo na ação do ministro Moraes - Ele impediu que o Bolsonaro fugisse para os Estados Unidos, que deve ser o grande sonho de uma grande maioria desse povo que foi para a rua defender a bandeira americana, não é? É ir morar nos Estados Unidos. Mandavam à esquerda para Cuba, vereador Cláudio. Agora vão para os Estados Unidos! Vão para lá! Vão para lá! Não tem problema nenhum! Não faz falta aqui! Deixa o nosso povo seguir seu destino, respeitar a nossa soberania, no mínimo isso. Então, a guerra de narrativas vai continuar, mas eu tenho a convicção de que a lei vai ser feita. A lei vai ser feita, as instituições estão funcionando. Eu, em outras oportunidades aqui, já tive oportunidade de dizer que, lamentavelmente, em razão, principalmente da omissão do Congresso Nacional, o Supremo está legislando, estou reconhecendo aqui. E o Executivo é prisioneiro, como todos os outros governos foram, prisioneiros de um Congresso que quer manipular o orçamento, que o que fazem há 200, 300 anos em favor de uma minoria, de uma elite nesse país, contra os interesses do povo brasileiro, daqueles que trabalham, daqueles que precisam ter o Estado lhe apoiando, dando emprego, dando renda, dividindo de forma correta o que se produz neste país, distribuindo melhor a riqueza concentrada nas mãos de duas mil famílias neste país. Enquanto nós temos famílias ganhando bilhões, nós temos um salário mínimo que não permite que a pessoa tenha o mínimo de dignidade, não é? Quando se diz que o salário mínimo do Dieese[1]era no mínimo acima de 5, 7, 10 mil reais, nós temos o salário mínimo em 1.500 e pouco. Dá para viver com isso? E quantos milhões de brasileiros vivem disso? Aí condenam o Bolsa Família. Bolsa Família porque dá 200 pilas, 300 pilas, 400 pilas para a pessoa se alimentar. Então, é isto que eu quero dizer. É isso que eu quero dizer. Essa guerra de narrativas vai continuar. Mas eu tenho certeza que o povo brasileiro é que vai vencer. Muito obrigado, senhor presidente.
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Não houve manifestação

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