VEREADOR CALEBE GARBIN (PP): Senhor presidente, nobres colegas, comunidade caxiense que nos assiste e acompanha aqui no plenário também, aqueles que estão pelas redes sociais da nossa Casa. Eu acho, que de maneira muito convicta, nós junto com o PL e também junto com o PDT, diga-se de passagem, vereadora Andressa Mallmann também assina essa moção aqui, PL, progressistas, o PDT e também o partido Novo trazemos com muito orgulho e convicção esta moção para este plenário para que seja votado pelos colegas, e me assusta a incoerência dos discursos oportunistas que eu ouço aqui nesse momento, porque há dois anos e tanto atrás fizeram campanha para o governador que está posto no Estado. Nós não tínhamos esse candidato, não foi o candidato que eu apoiei. Na época eu não fazia parte do Partido Progressistas, compus esse partido a partir do ano passado, e da mesma forma o governo municipal atual. Nós muito bem sabemos que estivemos apoiando outro candidato no segundo turno, reconhecemos a derrota e isso é política, é composição que existe, isso não é novidade para ninguém.
VEREADOR ALEXANDRE BORTOLUZ - BORTOLA (PP): Um aparte, vereador Calebe.
VEREADOR CALEBE GARBIN (PP): O fato de nós sermos da base de um governo não nos isenta de nós fazermos autocrítica. Aí que está a diferença, porque enquanto vem a crítica ao Partido Progressista, que foi mencionado nessa fala, e eu preciso lembrar que o Eduardo Leite está lá porque teve o voto do PT e do PCdoB. Teve o voto da esquerda para ser eleito. Aí fica incoerência, nós compomos um governo e fazemos autocrítica quando necessário, e divergirmos internamente, inclusive. É verdade que tem que se reconhecer que foi feito melhorias no Estado? Sim, eu mesmo disse outro dia, o maior investimento que foi feito em segurança pública foi nesse governo do governador Eduardo Leite, não tem problema em reconhecer isso, não tem problema nenhum em deixar registrado isso aqui. Agora, o fato de reconhecer que existiu um avanço em uma área não me isenta de perceber os déficits que aconteceram em outras áreas e a autopromoção que acontece. De novo, o governador erra quando faz um aceno ao Rio de Janeiro tentando enviar dinheiro público para financiar o Carnaval lá na Escola de Samba da Portela, com o verniz da valorização da cultura gaúcha. Ele coloca, inclusive, o movimento negro nessa pauta, porque? Para calar a boca do segmento, a linha da esquerda, para que eles possam ficar em uma sinuca de bico e não possam divergir, porque daí fica complicado. Ou fica do lado do governador e fica a favor do movimento, ou fica contra o governador e fica contra o movimento. Foi uma jogada de mestre que ele tentou fazer, mas graças à liberdade de expressões e redes sociais que ainda, ainda estão no nosso país, nós temos a possibilidade de nos manifestar. Ainda bem que ainda existe Plenário aqui. Dias atrás uma pessoa — já lhe concedo o seu aparte, vereador Bortola — me questionou, disse: “Mas o Progressistas não é base do governo?” Autocrítica tem que fazer olho no olho, cara a cara. Imaginemos nós, colegas vereadores, cada vez que tivermos uma crítica ao Governo Federal, Governo Estadual, Governo Municipal, tem que marcar uma reunião com o chefe do Poder Executivo para ir lá e criticar; tem que ir lá na reunião da CIC e falar com o vice-governador, como Vossa Excelência Fez, Vereador Hiago. Fecha as portas do Plenário, não precisa existir Câmara de Vereadores, entrega na mão do Executivo e acabou. Nós estamos aqui justamente para representar os interesses e os anseios do povo que nos colocou aqui. Todo mundo sabe que foi um erro, que a construção política do governador Eduardo Leite foi um erro. Foi eleito com uma pauta de direita e no último podcast, agora ao jornalista Potter, está fazendo acenos ao pessoal, por quê? Está desesperado, está procurando base em tudo quanto é canto e não vai encontrar. Afirmo e repito o que já disse aqui, Eduardo Leite está esquentando uma cadeira à presidência, na verdade está mirando o Senado, todo mundo sabe disso. Dentro do PSD, está longe de ser unanimidade, vai disputar espaço com o Ratinho Júnior. Antes disso ainda, tem uma composição para ser feita com o Bolsonaro ou com o Tarcísio, isso não é novidade para ninguém, está todo mundo sabendo. É só abrir portal de notícia, é só ver crítico político e vai entender o que está sendo dito aqui. Seu aparte, vereador Bortola.
VEREADOR ALEXANDRE BORTOLUZ - BORTOLA (PP): Vereador Calebe, parabéns, fala cirúrgica. Eu lhe pergunto, sabe por que eu estou há 14 anos no Partido Progressista? Porque ninguém, absolutamente ninguém vai dizer como eu voto, como eu me posiciono e como eu penso. Se nós não concordando, não concordamos, mesmo estando na base, nós vamos falar, nós vamos falar na cara e apontar os erros. Porque a gente sabe, que nem o senhor falou, fazer autocrítica. Por isso, graças a Deus, eu estou há 14 anos no Partido Progressista, porque ninguém vai dizer como eu voto, como eu falo e como eu me posiciono! Não é partido, não é fulano, não é ciclano. Eu sei das minhas convicções, nós sabemos das nossas convicções e vamos mantê-las. Muito obrigado.
VEREADOR CALEBE GARBIN (PP): É interessante para finalizar, presidente, que apoiam em um dia, e no dia seguinte começam a fazer oposição, aí dizem: “Não, mas nós não concordamos com esse governo, não concordamos”. Mas elegeram o governo. Quer dizer, colocaram o seu eleitorado em uma fria e agora se recusa a fazer autocrítica? Foi a mesma coisa que aconteceu na eleição municipal, consideram que o governo Adiló é um desastre, etc. e etc., mas no dia da eleição estava fazendo campanha. Diziam que o fascismo ia assumir a cidade de Caxias do Sul, não era o que se dizia na campanha passada? Pois é, a incoerência. Nós somos base do governo, e porque somos base tanto aqui como também no governo estadual, é que existe a autocrítica que deve ser feita.
VEREADORA MARISOL SANTOS (PSDB): Peço a palavra.
VEREADOR CALEBE GARBIN (PP): Alguns escolhem as redes sociais para fazerem a autocrítica, outros escolhem o Plenário, outros escolhem encontrar com a pessoa e falar direto, cada um escolhe a maneira como quer fazer. Isso é questão política. Agora, incoerência, eu acho que não é do nosso segmento. Obrigado, presidente.