quinta-feira, 26/06/2025 - 59 Ordinária

Projeto de Resolução nº 1/2025

VEREADORA SANDRA BONETTO (NOVO): Bom dia, presidente. Bom dia, vereadores. Bom dia a quem está nos acompanhando de casa e aqui na Câmara de Vereadores. O projeto da Tribuna da Pessoa Idosa é uma forma de proporcionar a participação cidadã para o público idoso, criando um espaço ativo para o protagonismo desta população. Com a criação desta tribuna, esta Casa Legislativa passará a conter todos os programas institucionais que abrangem todas as idades, proporcionando o acesso à educação legislativa. O objetivo central é criar um espaço para o exercício de democracia, através de mecanismos que possam compreender palestras, encontros e outros. Mas também é proporcionar um espaço, por meio da tribuna, em que as pessoas idosas possam debater cidadania, possam falar de municipalidade e serviços públicos prestados à pessoa idosa. São pequenos gestos rumo a tornar Caxias do Sul cidade amiga da pessoa idosa. Quero aqui agradecer também os membros da comissão: vereador Edson da Rosa, vereadora Marisol Santos, vereador Pedro Rodrigues, vereador Rafael Bueno e suas assessorias. Agradecer também ao assessor da Comissão dos Direitos da Pessoa Idosa, o Matheus. E agradecer também, em especial, à Escola do Legislativo, em nome da servidora Edivania. No momento oportuno, peço o apoio de todos os vereadores para que a gente possa fazer um programa diferente dentro da nossa Casa Legislativa, contemplando também o público idoso. Muito obrigada.
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VEREADOR TENENTE CRISTIANO BECKER DA SILVA (PRD): Senhor presidente, nobres colegas vereadores. Antes de mais nada, vereadora Sandra, parabenizá-la. Parabenizar a Comissão de Direitos da Pessoa Idosa. Parabenizo também a vereadora Sandra, o vereador Pedro, o vereador Rafael Bueno, a vereadora Marisol Santos e o Edson, o vereador Edson da Rosa, pela propositura. Hoje, Caxias do Sul conta com mais de 83 mil pessoas idosas. Caxias do Sul avança na valorização dos nossos idosos. E esta Casa dá um passo importante nesse sentido hoje, vereadora Sandra. Nesse sentido, como diria a Vernã Myers, advogada, consultora em diversidade, especialista em equidade e inclusão, vereador Elói. Diversidade é ser convidado para a festa. Inclusão é ser convidado para dançar. Porque falar de políticas públicas para a pessoa idosa sem ouvi-la é desconsiderar a sua história e a sua voz. E deixo hoje, aqui, meu compromisso também, junto com os demais colegas vereadores e este Legislativo, de continuar defendendo as iniciativas que respeitem, incluam e fortaleçam a cidadania para todas as idades. Era isso, senhor presidente e nobres colegas vereadores. Muito obrigado.
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VEREADORA ROSELAINE FRIGERI (PT): Parabéns, vereadora, por essa proposição. Eu acho que é urgente, também, a gente fazer esse debate. Muito bem colocou o vereador Cristiano Becker, o que é incluir, o que é respeitar. Às vezes, a gente usa até aquele termo que eu não gosto, que é a tolerância. Parece que tu tolera aquela população. Mas, quando a gente faz esse debate... Esses dias até ouvi: “A mulher dos 60 não é a nova mulher dos 40, é a mulher dos 40.” E mulher dos 60 é a mulher dos 60 hoje em dia, com todas as dificuldades, mas que está muito mais ativa, que está ativa e que quer, as de 80 também, reconhecimento. Há pouco tempo, aqui, eu dei um Título de Cidadã Caxiense para a doutora Maria Helena, que tem 93 anos. Quem teve a oportunidade de ouvi-la falar pode perceber a clareza, o conhecimento. Há pouco escreveu um livro. Então, essas coisas têm que ser valorizadas, mas também nós temos que lembrar daquela gama de pessoas que estão excluídas. E o envelhecimento, quando a gente fala disso, ele não é só econômico. Ele é também econômico, porque as pessoas acabam gastando mais com tratamento. Ganham menos, né? Porque a aposentadoria a gente sabe, e quando consegue se aposentar, ou pensão. E ele não é só físico. O físico é inevitável, mas ele é econômico, ele é social, ele é até familiar. A gente pode não notar, mas eu lembro quando a minha mãe, que sempre foi uma pessoa participativa, enfim, ela faleceu com 80 anos, uns três anos antes ela continuava indo aos encontros com a família, isso e aquilo, mas já falava menos. E a gente também já não percebia tanto isso. Já falava de outros assuntos. Então, de certa forma, até na família a pessoa idosa é excluída. Então, tem uma gama de exclusão. E o nosso país, diferentemente de muitos outros países, especialmente alguns países na África, na África Subsaariana, principalmente, onde tem ainda as tradições das aldeias, das comunidades lá, o velho, a pessoa idosa, ela é bastante respeitada. Os Griôs, que são aquelas pessoas que conheciam a história da região, a história viva de uma comunidade. Porque quem, vereador Elói, nós que fizemos história, a gente sabe o quanto a fonte oral da história é uma das mais importantes e o quanto a gente deixa se perder essa fonte por não valorizar as pessoas que têm o conhecimento daquilo. Os Griôs, que eram aquelas pessoas que conheciam, eles eram enterrados próximo das árvores, aquelas que florescem com essa simbologia. Aquele conhecimento daquela pessoa tem que perpassar para as outras, tem que perpassar na sociedade. Ele conta histórias, e os jovens, as crianças, os adolescentes e os adultos ficam em roda para ouvir as histórias daquele idoso. O que a gente faz com o idoso aqui? Como eu falei antes, começa na família às vezes a contar uma história e a gente: “Ah, isso aí já era, isso aí é do teu tempo. Isso não existe mais.” Então, eu acho que esses debates também servem para isso. Quanto mais a gente valorizar e fizer esta ação, mais importante tudo isso que a gente vem falando aqui. Sem contar do crescimento. Que bom que as pessoas menos jovens, mais idosas, mais velhas, porque tem inclusive uma pessoa que é especialista nessa área da academia, ela diz: “Só tu não usar o termo velha, de certa forma a gente já está dizendo que a pessoa que é velha não serve mais.” Talvez, mas as pessoas mais idosas ou mais velhas têm conhecimento, elas têm necessidades. Elas precisam de esporte e lazer público, elas precisam de uma série de coisas que pode ser muito mais garantida para fazer uma velhice saudável. Então, parabenizo mais uma vez, vereadora, por esse projeto e acho, hoje eu estou na escola do legislativo, mas pode talvez até ser incorporado de alguma maneira por ela. Obrigada.
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VEREADOR ELÓI FRIZZO (PSB): Presidente, senhoras e senhores vereadores. Em primeiro lugar, gostaria de cumprimentar os vereadores autores desta proposição, e, vereadora Rose, nós que somos os mais velhinhos aqui, depois acho que é o Edson, taco a taco ali, né. Mas eu, assumidamente, sou o mais antigo aqui, vamos falar assim. Mas quero cumprimentar porque, de fato, a iniciativa é muito interessante, de abrir um espaço específico para esse setor. Eu confesso aos senhores e senhoras que, na medida do possível, tento não me considerar um velho. Tanto que nessas questões de prioridades para pessoas com mais de 60 anos, 65, eu normalmente não utilizo. Mas confesso a vocês que, nesse final de semana, fiquei envergonhado. Enfrentando muitos problemas lá com a Latam. Oh companhia ruim essa Latam, bota companhia ruim. Atraso de voos, meu Deus, tratamento impossível. Mas aí... Cinco horas de atraso num voo e por aí vai. Mas isso é assunto para outro momento. Aí eu estava lá tentando me informar sobre uma situação, sobre a conexão em São Paulo, e aí o atendente da Latam: “Não, o senhor é prioridade, pode passar lá na frente”. Me senti um velho. (Risos) Vou ter que me assumir, não tem como, vereador Cristiano. Vou ter que me assumir. Então o sujeito disse assim: “Não, o senhor pode passar na frente, o senhor é prioridade.” (Manifestação sem uso do microfone.) Então tá, sou. O que é que vou fazer. Então, acho que abrir um espaço nesta Casa para oportunizar as falas, como disse a vereadora Rose, daquelas pessoas que tem toda essa tradição oral, isso é uma coisa fantástica, é uma coisa fantástica. Quem de nós não se apaixona vendo um pai, uma mãe, um avô, uma avó contando histórias para nós, colegas e assim por diante. Mas, vamos ficar no grupo familiar, vamos ficar no grupo familiar. Então, meus cumprimentos aos vereadores, não assinei esse processo, projeto, porque ou não fui convidado ou perdi o prazo, sei lá, mas me sinto contemplado pela apresentação dos vereadores que o fizeram. Então, nesse sentido, mais uma vez, cumprimento a todos, e, obviamente, votarei favorável. Era isso, senhor presidente.
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VEREADORA ANDRESSA MARQUES (PCdoB): Senhor presidente, nobres colegas, vereadores e vereadoras. Eu queria parabenizar a proposição, a atitude do debate proposto aqui nessa Casa. Eu li ali a proposição, a exposição de motivos, e outro dia eu estava organizando alguns dados para poder propor algumas coisas para a juventude, para as mulheres, enfim. Aí, me deparei com os dados de que, com o passar dos anos, a tendência é que nós tenhamos mais pessoas idosas na nossa sociedade do que qualquer outra faixa etária. Aí, quando a gente para pra conversar sobre as fases da vida, porque me estranha quando alguém fala: “Eu não gosto de criança. Eu não gosto de idoso” Para mim isso é uma coisa que as pessoas deveriam repensar nisso, porque todos nós já fomos crianças e todos nós queremos chegar na fase da pessoa idosa. Eu, particularmente, quero poder ter o direito de chegar e ser uma idosa também aqui nessa cidade, mas vejo que a nossa sociedade subestima muitas vezes a juventude... Superestima a juventude, mas também considera que a juventude não tem conhecimento suficiente para poder fazer as coisas, e quando as pessoas estão chegando na fase idosa, as pessoas são tratadas como descartáveis, vereadores. Como se a pessoa não tivesse mais utilidade nenhuma para a nossa sociedade, sendo que a pessoa a vida inteira teve as suas contribuições, independente de quais foram elas. Nessa fase, precisa de um olhar diferente, porque precisa de cuidados, enfim, já tem uma idade avançada, e precisa ter um olhar da sociedade e das políticas públicas para que essa fase seja respeitada, resguardada e para que a pessoa possa ter uma qualidade de vida. Então, nós ficamos felizes quando a gente percebe que a expectativa de vida no Brasil tem crescido, isso é um avanço gigantesco, é muito importante, mas também nós precisamos refletir, vereadora Sandra, quais as condições que as pessoas idosas estão tendo para chegar aos 76 anos, 77, 78, aos 80, 90 anos, como é a senhora que a minha mãe, a minha mãe cuida de uma senhora idosa, que tem 91 anos. Portanto, nós precisamos pensar, sim, enquanto Poder Público, como olhar para as diferentes fases da vida e respeitar muito as pessoas mais velhas. Vejo que hoje é isso que a nossa sociedade trata, com essa percepção de utilidade, então, a partir do momento que a pessoa não trabalha mais como ela trabalhava antes, ela não serve mais para a sociedade. Poxa, mas que valores nós estamos construindo? Nós precisamos ensinar as nossas crianças, os nossos adolescentes, os nossos jovens a respeitar as pessoas mais velhas, que a gente possa ter uma convivência harmoniosa, que a gente possa aprender muito com as pessoas mais velhas. Então, eu tenho muito orgulho de ouvir, aprendo muito cotidianamente com as pessoas, tanto da minha família, mas também com os vereadores e vereadoras que tem mais idade do que eu, as pessoas do meu partido, as pessoas da sociedade. Acho que é assim que a gente vai conseguir construir uma sociedade melhor: quando nós, jovens, pudermos contribuir com a sociedade, mas também considerando tudo aquilo que foi construído até então, toda herança que os nossos avós nos deixaram e todo o conhecimento que existe, que são as pessoas mais velhas que trazem para a nossa sociedade. Então, meu respeito, meu apoio total a esse projeto, iniciativas como essas precisam ser pensadas. E nós, como poder público, o Parlamento, o Executivo, o Judiciário, precisamos ter atenção às pessoas idosas, porque elas precisam ter respeito acima de tudo e precisam ter condições para poder aproveitar e ter dignidade na sua vida na fase que elas estão. Porque é isso: nós temos diferentes fases da vida e todas elas precisam ser olhadas e respeitadas da forma como a nossa necessidade se coloca. Então, meu total apoio, nobres colegas, e contem comigo para discutir sobre pautas, também, e um olhar para as pessoas idosas.
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VEREADOR EDSON DA ROSA (REPUBLICANOS): Senhor presidente, nobres Pares, bom dia. Bom dia a quem nos assiste pelas redes sociais. Eu não poderia me furtar de falar sobre a criação do Programa Tribuna da Pessoa Idosa no Âmbito da Câmara Municipal de Caxias do Sul, até porque tanto o vereador Elói, quanto a vereadora Rose, que já passamos dos 60, se manifestaram e a gente não tem a noção exata, às vezes, do que significa isso. Eu lembro (Manifestação sem uso do microfone) (Risos) Eu lembro quando eu estava no exército, como tenente, eu olhava para o coronel e dizia: “nossa que velho.” Hoje os coronéis têm 41, 42 anos, 43. E quando tu enxergava uma pessoa de 60 dizia: “Meu Deus! Está acabado!” E eu estou com 60. Então, eu estava comentando com o vereador Sandro Fantinel, que a mente não envelhece, mas o corpo sim, o corpo sente, e às vezes, por exemplo, um estacionamento de idoso que tem determinadas regiões localizadas para que a pessoa possa acessar um serviço, não parece, mas a distância para um jovem é uma, para quem já tem mais de 60, 70 é outra. Então, são essas situações que a gente só vai conseguir entender, verdadeiramente, quando tu está no segmento. Eu, essa semana, eu passei pelo nosso plenário, estava aqui o vereador Francisco Spiandorello, eu não sei qual é o programa que vai ser gravado com ele, mas eu, quando fui presidente da câmara em 2013, quem eu me espelhei na presidência foi o vereador Francisco Spiandorello pela sua maturidade, vereador Elói Frizzo, de conduzir as coisas, de saber viver na diversidade. E às vezes nós que temos a oportunidade de ter filhos, a gente quer atalhar os caminhos para que não sofram algumas desilusões e decepções, aí os filhos se reverberam e ficam contra e depois o que acontece dizem assim: “bah, o pai e a mãe tinham razão.”; “bah, o vô tinha razão.” Então, esse tipo de situação pode ser assinalada e vivenciada aqui na Câmara de Vereadores, porque vão vir as pessoas para falarem, para nos direcionarem. Eu quando fiz 60 anos, no dia seguinte, eu fui fazer, aliás na CNH já tem, é só tu pegar ali... Condutor e já está ali, no dia seguinte, tu já pode imprimir a tua certificação. E eu não tive nenhum problema, porque quando tu vai a um local, que nem no shopping, acho que eu já falei isso em uma das sessões aqui, tu verifica um monte de gente que tem 20, 30 anos que está ocupando vaga que não é dela. Falamos ontem isso. Acho que foi, né, vereador Elói? Eu fui pegar um voo quando estava como secretário da educação, e quando me chamaram que eu era da... Foi a primeira coisa que eu olhei, e eu digo: a pior coisa que tem é quem pensa em ficar sentado e observando. Aí eu estava olhando assim, aquela fila enorme, fila de prioridade, 60. Eu digo: “Vamos ver o que é prioridade para a parte aérea.” Sessenta anos. Mas não tive dúvida, fui. Eu não tenho nenhum problema porque eu cheguei nos 60. É um direito. Então, 65 são outros direitos. Penso que essa é uma situação. Não é querer trazer só os benefícios, mas nós, graças a Deus, nós conseguimos chegar em uma idade em que temos a condição de, inclusive, ajudar. E aqui, a gente está falando de idade, literalmente. Não estamos falando de maturidade e de experiência. Porque, daqui a pouco, em um determinado segmento, uma pessoa de 40 pode ter muito mais experiência que uma de 60. Nós estamos falando aqui em idade, que é acima dos 60 anos. Então, parabenizar. Penso que esse projeto vai trazer qualificação para o debate e a criação de políticas públicas, porque também a gente pode discutir a idade na classe social. A vereadora Rose falou, e falou muito bem sobre isso. Hoje, se nós dimensionarmos bastante esse assunto, o que teve de casas, lares na rede privada que cresceram, é impressionante esse segmento. Nós não temos noção e dimensão do que esse segmento seguiu aqui em Caxias do Sul. Inclusive, creches para idosos, que ficam o dia inteiro e de noite voltam para casa, são uma dificuldade de acesso muito grande. Então, penso que tem tantas coisas que nós podemos acessar e discutir quando as pessoas que estão envolvidas diretamente vierem nos trazer. E aqui na Câmara nós temos três que representam: eu, o vereador Frizzo e a vereadora Rose. E eu, com muito orgulho disso, porque nós chegamos nessa idade e podemos contribuir com a nossa experiência. Talvez nós consigamos chegar como oriente na respeitabilidade daquele que já trouxe uma bagagem de vida e pode trazer as coisas boas para aqueles que estão chegando. Era isso, senhor presidente. Votarei favorável.
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VEREADORA MARISOL SANTOS (PSDB): Muito obrigada. Eu queria me manifestar, porque eu acho que é superimportante que a gente fale sobre esse projeto. E quero aqui, imediatamente, parabenizar o Matheus, que é o nosso assessor da Comissão dos Direitos da Pessoa Idosa. E dizer a vereadora Sandra, que é a nossa presidente da Comissão, e vocês, como bem falado aqui a pouco pelo vereador Frizzo, nós assinamos juntos os autores dessa proposta. E não é uma proposta que veio por acaso, né vereadora Sandra? Ela veio sendo discutida nas reuniões da Comissão há bastante tempo. Veio sendo pensada, veio sendo aprimorada, veio sendo apresentada pelo assessor da comissão, que é o Matheus. E a gente vem trabalhando muito na Comissão da Pessoa Idosa com esse tema tão importante. Porque o envelhecer, a pessoa não envelhece aos 60, vereador Edson, aos 70. A gente envelhece todos os dias. E a gente precisa pensar no envelhecimento como algo que é natural e que está acontecendo conosco diariamente. E a gente precisa envelhecer com qualidade de vida. A gente precisa conseguir enxergar ali na frente como nós queremos que seja o mundo, não só para as crianças, mas para nós logo ali. Porque é muito fácil, assim, e eu vejo, a gente tem um trabalho, eu tenho um trabalho há muitos anos muito focado na questão, por exemplo, da destinação do Imposto de Renda para os fundos municipais. E é tão mais fácil sensibilizar as pessoas quando a gente fala que auxilia em projetos para as crianças, para o Fundo Municipal da Criança e do Adolescente. Quando a gente fala da necessidade de encaminhar esses recursos para o Fundo Municipal da Pessoa Idosa, para poder contribuir com o Centro Dia, com a Guarda Subsidiada, com uma série de atendimentos e serviços para a pessoa idosa, há uma restrição, porque as pessoas têm medo de pensar sobre isso. Apesar de ser onde todo mundo quer chegar, a gente quer poder envelhecer bem, e a gente sabe que vai e torce para que isso aconteça, porque o não envelhecimento significa que a gente não vai mais estar aqui para contar essas histórias todas. Mas, como a gente tem dificuldade de enxergar isso, de falar sobre isso com mais clareza e de perceber dessas necessidades, e de entender que, sim, nós vamos envelhecer, e com o envelhecimento virão algumas outras necessidades e virão restrições, mas que a gente precisa buscar a melhor forma de ter qualidade de vida com isso. Então, eu quero parabenizar muito aqui a Comissão da Pessoa Idosa que vem trabalhando com isso, os vereadores, os assessores que participam das reuniões quando a gente não consegue participar. A gente já teve visitas lá no UCS Sênior, a gente visitou esses dias o Sesc para entender como é a maturidade ativa, e a gente está vendo as pessoas realmente buscando qualidade de vida. E isso é muito importante, que a Câmara também esteja envolvida. E tem algo que a gente falou esta semana também, quando nós falamos sobre a questão das pessoas com deficiência, e que tem aquele lema que eu acho sensacional, que é “nada sobre nós sem nós”, e que está perfeito aqui. Porque a gente vai dizer: O que é o mais importante para o idoso. “Ah, é um programa como o Conviver, para ele ter lazer, para ele não ficar só em casa, para não sei o quê.” “Ah, não! A gente acha que o mais importante é a questão do medicamento, ele precisa ter acesso.” “Não. A gente acha que é o estacionamento para o idoso, porque ele tem dificuldade.” A gente acha, e é importante que a gente ache, porque a gente está pensando no assunto. Mas a gente tem que saber o que eles pensam. Como é que para eles é isso. Então, quando se discutiu dentro da comissão a questão dessa tribuna, a gente pensou, poxa vida, é a oportunidade de ouvi-los. Alguns representantes que digam: “Olha, para nós o mais importante não é isso aqui, não. Para nós o mais importante é que vocês olhem para tal coisa.” Então, eu acho que é sensacional quando a gente fala sobre isso, né? Todos sabem aqui, da minha... Eu nunca fui presidente de comissão, vereadora Sandra, nesta Casa, porque foi uma opção minha na legislatura anterior. Nesta eu tinha vontade. E a vontade que eu tinha era de ser presidente da Comissão da Pessoa Idosa, mas estou muito bem representada. A senhora sabe que não fui, porque não votei na atual Mesa Diretora. Então não tive essa oportunidade de me colocar à disposição. Mas participo e participo efetivamente, com muita vontade, porque muitas pautas foram chegando a mim, Eu lembro muito do ano passado em relação a isso. A empregabilidade, por exemplo. A dificuldade de voltar ao mercado de trabalho a partir de uma certa idade. O entendimento das questões de cultura, de lazer, da dificuldade de a gente pensar e tentar focar muito. E está certo, a gente tem que focar em todos, mas de a gente pensar em focar em atividades para a juventude, por exemplo, que ainda precisamos pensar muito mais. Mas e para eles, né? E para os idosos? E se a gente pensar: Onde vai ser? Como vai ser? Que tipo de acesso tem? Será que é um lugar de acesso facilitado? Enfim, tem tantas coisas importantes para a gente pensar. E eu queria parabenizar. Eu acho que essa comissão... Estou muito feliz de participar dela, porque essa é uma comissão que tem se envolvido, que tem discutido e tem batalhado para escutar. Porque oratória é lindo, mas a “escutatória” é sempre melhor. (Risos) Então, que a gente possa escutar mais os idosos. Eu acho que é um papel que a Câmara faz muito bem. Obviamente, voto favorável.
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VEREADORA ROSELAINE FRIGERI (PT): Então, agora, parabenizando a comissão. Acho que é mais importante ainda quando vem para o plenário um projeto que debate, que representa a comissão. Mas, de qualquer forma, eu queria, aqui, dizer que eu acho, vereadora Andressa, todo e qualquer tipo de discriminação, de preconceito, é horrível. Tem gente que tem com as crianças, tem gente que tem com o jovem. O que eu acho? Acho que a idade não deveria ser uma coisa considerada em um debate, a não ser nessas questões específicas mesmo. Como falou a vereadora Marisol, eu estava aqui pensando, só faltou eu dizer isso, que a gente, a partir do nascimento, envelhece. Tu envelhece todos os dias. Tu não chega aos 40, 45, aos 50 e “agora eu estou começando a envelhecer”. É um processo de vida. E quando tu discute, por exemplo, uma juventude saudável, tu também está trabalhando uma velhice saudável. Quando eu penso na questão da medicação, eu, por enquanto, não tomo medicação. Mas eu sei que, provavelmente, o físico não vai aguentar, tu vai tomar. Mas eu sei de muita gente jovem, bem mais jovem que eu, que toma. Então, a gente, quando trabalha a questão da saúde mental, das condições de trabalho para a juventude que está ingressando, das ansiedades que esse mundo traz para a juventude, tu está discutindo a juventude, mas também tu está trabalhando a velhice saudável daquela pessoa. Porque o envelhecimento é uma coisa muito pessoal. Então, esse debate é importante. E, por favor, eu que sou muito apegada com a questão das falas, não vamos usar assim: “na tua época”. Porque a minha época, por exemplo, é a mesma. É hoje também é a minha época. Então diz assim: na tua época de estudante, na tua época de jovem, na tua época de criança. Vamos completar esse “na tua época”, para a gente não usar mais preconceito e excluir a pessoa desta época atual. Obrigada.
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VEREADOR PEDRO RODRIGUES (PL): Obrigado pela gentileza, senhor presidente. Eu quero dar os parabéns pelo projeto, vereadora Sandra. Quero dizer que me sinto incluído, por ser um projeto da frente, a qual eu tenho, como disse a vereadora Marisol, sou muito feliz também de fazer parte dessa Frente Parlamentar da Pessoa Idosa. No momento oportuno, votarei favorável, obviamente. Em relação ao que falou aqui o colega vereador Elói e a vereadora Rose, entre outros colegas, sobre a pessoa mais antiga, mais velha, no automobilismo a gente usa o termo de “antigo”, e tem uns “antigos” que valem bem mais do que alguns novos. (Risos) Em momento oportuno, votarei favorável. Obrigado, presidente.
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VEREADOR EDSON DA ROSA (REPUBLICANOS): Vereador Pedro, me incluo nesses “antigos”. (Risos) Mas, enfim, só para fazer uma alusão, porque é sempre meritoso dar mérito àqueles que o tem. Vereadora Sandra, parabéns! Oh, já estou visualizando. Ia dizer vereador Matheus. Quem sabe lá na frente? Matheus, o nosso carioca da Câmara, aqui. (Manifestação sem uso do microfone) Não, mas bem no futuro, vereador. Daqui umas quatro, cinco legislaturas. Parabéns! Essas discussões, eu intercalo a minha participação nessa Comissão com a assessoria, porque eu tenho a certeza que, às vezes, na criação ou na participação de uma Frente ou de uma Comissão, nós gostaríamos de participar de todas, mas não tem como, não se tem pernas, não se tem tempo, não adianta. Mas, enfim, parabenizar, vereadora Sandra, V. Exa. e o Matheus, que fazem um trabalho brilhante à frente dessa Comissão. Nos instigam e nos provocam, e isso é muito importante. Por óbvio, senhor presidente, votarei favorável.
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VEREADOR TENENTE CRISTIANO BECKER DA SILVA (PRD): Senhor presidente, colegas. Como é bom ouvir a fala das pessoas mais experientes que nós temos nesta Casa. (Risos) Não é, Elói? (Risos) O vereador Elói, a vereadora Rose, vereador Edson da Rosa, pessoas mais velhas, que trazem a experiência, que é isso que a Comissão traz hoje: ouvir a voz da experiência. Por vezes, também ligo para o meu pai, não por ter sido vereador desta Casa por seis mandatos, ter sido presidente por três - claro, também, por óbvio - mas pela pessoa que já tem muito mais experiência de vida do que eu e ensina muitas coisas. Eu vejo hoje, eu, aposentado da Brigada Militar como tenente, tenho muito para conversar e para ensinar para a gurizada que está entrando hoje. Não sou idoso, claro, ainda, mas logo estou chegando ali. Estou com 52 anos hoje, daqui uns dias. E é motivo de orgulho. E que bom trazermos essas pessoas para cá. Parabéns, Sandra! Parabéns à Comissão! Parabéns, Matheus! Por terem trazido, com tanta propriedade, esse tema que é necessário para a nossa cidade, para o nosso Legislativo, para o nosso Executivo, trazer a voz da experiência que tanto nos ensina. E muito obrigado, Elói, Rose, Edson, por também, por muitas vezes, aqui, apaziguarem algumas situações, trazerem histórias, que é o que a vida ensina e que vocês trazem com tanta propriedade. Era isso, senhor presidente. Muito obrigado.
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Votação: Aprovado por Unanimidade

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59ª Ordinária | 26/06/2025
Projeto de Resolução nº 1/2025
Aprovado por Unanimidade
ALDONEI MACHADO
PSDB
Sim
ALEXANDRE BORTOLUZ
PP
Sim
ANDRESSA CAMPANHER MARQUES
PCdoB
Sim
ANDRESSA MALLMANN
PDT
Sim
CALEBE GARBIN
PP
Sim
DAIANE MELLO
PL
Sim
DANIEL SANTOS
REPUB
Sim
EDIO ELÓI FRIZZO
PSB
Sim
EDSON DA ROSA
REPUB
Sim
ESTELA BALARDIN
PT
Ausente
HIAGO STOCK MORANDI
PL
Sim
JULIANO VALIM
PSD
Sim
LUCAS CAREGNATO
PT
Ausente
MARISOL SANTOS
PSDB
Sim
PEDRO RODRIGUES
PL
Sim
RAFAEL BUENO
PDT
Ausente
RAMON DE OLIVEIRA TELES
PL
Sim
RENATO JOSÉ FERREIRA DE OLIVEIRA
PCdoB
Ausente
ROSELAINE FRIGERI
PT
Sim
SANDRA BONETTO
NOVO
Sim
SANDRO FANTINEL
PL
Sim
TENENTE CRISTIANO BECKER
PRD
Sim
WAGNER PETRINI
PSB
Não votou
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