VEREADORA ROSELAINE FRIGERI (PT): Bom dia. Bom dia, colegas vereadores, vereadoras, a quem nos acompanha aqui, em casa. Esse projeto nós já fizemos uma certa discussão há dois dias, na última sessão, mas sempre é bom reforçar a importância dele. É um projeto relativamente simples, ele tem poucos artigos, mas que institui aqui, em Caxias do Sul, a lei municipal, o dia municipal de conscientização a respeito da síndrome de Dravet. A síndrome de Dravet é muito pouco conhecida na nossa sociedade. Inclusive, trata muito da questão de que são muitos ataques epiléticos. A própria epilepsia tem muito desconhecimento de como lidar, de como fazer na nossa sociedade. Eu lembro de uma época, e não é tão distante, de alguns anos, que não se discutia, por exemplo, o autismo. Sei lá, acho que talvez há dez anos, um pouco mais. Nós, eu, como professora, por exemplo, a gente não tinha muito essa discussão. Eu nunca vou esquecer uma vez que uma colega resolveu fazer um trabalho em dupla, porque a gente trabalha muito isso nas salas de aula, e um menino, que tinha autismo, ele teve uma crise, ele fugiu. Ninguém conseguia entender o que estava acontecendo e muito menos achá-lo na escola. Depois disso, também a gente conseguiu ter, era bem no início do ano, maior conhecimento disso e tal. Faz mais de dez anos. Mas, enfim, não é uma coisa tão antiga, se nós pensarmos na nossa cidade, enfim. E são temas que nós estamos cada vez aprimorando mais, debatendo mais. E isso é importante para toda a sociedade, porque não são só aquelas pessoas da família as pessoas que são afetadas, são as pessoas de modo geral. A gente precisa saber como agir para ajudar, às vezes até uma intervenção mais direta, mas na maioria das vezes para não ter esse tipo de pré-conceito, que é um conceito que vem antes de a gente conhecer a realidade. Então, nada mais justo que dias como esse sejam instituídos para que a gente faça esse debate. Todas as áreas, a gente sabe, isso é consenso, o quanto o conhecimento liberta as pessoas. Então, quanto mais a gente conhecer, melhor para a sociedade, para a cidade, para as pessoas que são afetadas por essa síndrome, mas também por todo mundo, né? Então, eu acho que esse dia tenho certeza que será aprovado aqui. Nós já tivemos a oportunidade de conhecer, de falar sobre isso algumas vezes aqui na Câmara, mas é necessário que a sociedade conheça. E como também já se falou muitas vezes, esses dias, tem gente que comenta: “O que um nome de rua, o que um dia, o que isso muda na vida da sociedade?” Muda sim. É através desses debates que nós aprendemos muitas coisas, que nós debatemos muitas coisas, que nós aprofundamos muitas coisas. Eu lembro, em debates do Dia Internacional da Mulher, que alguns homens diziam: “Tá, mas quando vai ter o Dia Internacional do Homem?”. E a gente sempre debatendo. O dia que eu... Eu, particularmente, sonho para que essas datas não fossem necessárias. Porque, se não tivesse desigualdade, discriminação, se não tivessem essas síndromes na sociedade, não precisaria ter essas coisas. Não vai mais ter o dia que tiver aquilo que se conquistou. Então, no caso específico da síndrome, a própria Alexsandra, que está aqui também, já veio algumas vezes, mostrou o valor que é gasto por mês só em medicação, só em tratamento e como isso é arrecadado. Tudo isso já é oferecido pelos SUS, enfim. Tem que fazer janta, tem que fazer rifa, tem que viver disso. Então, acho que essas questões são importantes para conscientizar e também para criar políticas públicas em nível municipal, estadual e federal. Obrigada, presidente.