terça-feira, 03/09/2019 - 346 Ordinária

Requerimento 124/2019

VEREADOR ADILÓ DIDOMENICO (PTB): Senhor presidente, senhoras e senhores vereadores. Faltou acrescentar aqui neste pedido por que o Samae não usa aquele cavalete que foi a primeira lei sancionada pelo prefeito Guerra, de autoria deste vereador, onde dá as informações de quem está executando, com telefone, com responsável técnico; de quem contratou, com telefone e responsável técnico. Para que o povo possa exercer o seu papel de fiscalização. As obras de repavimentação em nossa cidade são uma tragédia. Não é de hoje, não é de hoje. Mas, durante o período da presidência do vereador Elói Frizzo e deste vereador, na Secretaria de Obras, nós chegamos à conclusão de colocar um cargo de confiança o dia inteiro acompanhando os trabalhos. Não tinha outra forma. E aí nós conseguimos melhorar muito a qualidade da repavimentação. E uma coisa importante que eu chamo atenção dos nobres vereadores aqui, isso sim, me preocupa: Qual o destino dado aos paralelepípedos retirados quando a repavimentação é asfalto? Esse paralelepípedo é patrimônio público, e ele sempre foi recolhido às dependências do britador, para a Secretaria de Obras poder usar em repavimentação, em pavimentação de ruas, ou seja, onde estão sendo depositados os paralelepípedos retirados da nossa cidade, que é uma metragem altíssima, senhoras e senhores. É muito paralelepípedo que é retirado. Nós conseguimos no passado calçar muitas ruas e fazer a repavimentação, os remendos. Hoje, o que me consta, o Samae está comprando paralelepípedo para fazer repavimentação. E ninguém sabe o destino desses que são retirados, além da péssima qualidade que está visível. Algumas ruas são tobogãs em nossa cidade, transformadas. A gente entende o transtorno, isso é positivo, as obras que estão sendo feitas pelo Samae, distensão de rede cloacal, quanto a isso só elogios. Agora, não se vê um acompanhamento rigoroso para que a repavimentação não deixe um passivo para a cidade. E normalmente a Secretaria de Obras que depois é cobrada para fazer esses reparos. A empreiteira ganha, entrega a obra, vai embora. E a Prefeitura, através da Secretaria de Obras, tem que arcar com o ônus da repavimentação, ou seja, dinheiro novamente do contribuinte. E nós estamos acompanhando a repavimentação e asfalto feita sem a devida qualidade técnica. Não tenho percebido a pintura de ligação, que é um item fundamental exigido para fazer, para executar a colocação do asfalto quando do encerramento da obra. Então esse pedido se faz necessário, para que a gente tenha esses esclarecimentos e depois possa tomar as devidas medidas de responsabilização, porque eu acredito que tenha alguma coisa que não está a contento. Seu aparte, vereador Uez.
VEREADOR VELOCINO UEZ (PDT): Obrigado, vereador. Lembra que faz muito tempo, desde o início que eu falei isso e novamente, ontem, a população de Galópolis, que lá estão acontecendo várias obras do Samae, vereador Frizzo, questionando quanto à péssima colocação. E o Município está sabendo disso. Falei com o secretário de Obras, e ele sabe que o serviço da empresa que estava ali, que tinha ganhado licitação também do Município, por isso não estão renovando, porque o serviço é péssimo. Não vou falar aqui o nome da empresa. Todo mundo sabe. Eles simplesmente jogam as pedras para dentro. Não é que nem quando se faz um calçamento, vira a pedra talvez de um lado, do outro, é praticamente jogado para dentro e cheio de pó. Lá em Galópolis, vai servir de modelo para essa empresa, o marketing da empresa. Era isso.
VEREADOR ADILÓ DIDOMENICO (PTB): Obrigado, vereador Uez. A repavimentação de uma vala precisa receber material seco; não pode ser colocado de volta o material molhado, o barro. E a cada 30 centímetros, ela precisa de compactação. Não adianta encher o valo de um metro, de 80, sei lá, e depois sapear ele por cima. Ele não vai ficar com boa qualidade. Ele vai acabar baixando. E surgem essas valetas que têm por tudo aí na cidade e que, a cada dia, aumentam mais. Então fica esse nosso pedido. Aguardemos as respostas por parte do Samae. É isso, senhor presidente. Muito obrigado.
 
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VEREADOR RENATO NUNES (PR): Senhor presidente, senhoras e senhores vereadores. Agradecendo aqui o bom senso, a lucidez dos nobres pares. Vereador Adiló, eu vou votar favorável ao seu pedido de informação, porque eu também quero saber. Não é porque estamos no governo, faço parte do governo que eu sei tudo também. Não. Eu tenho essa dúvida também. Tenho essa dúvida. Vou votar favorável, para a gente sanar a dúvida. Tirar aquele... Essas dúvidas que a população nos cobra. O senhor, como esteve lá na Secretaria, o senhor sabe muito bem como era feito antes, o senhor tem todo o direito de querer saber como está sendo feito antes. O senhor tem todo direito de querer saber como é que está sendo feito hoje. Aonde é que vai esse paralelepípedo que tirado ali? Porque, realmente, dava para, juntando, como diz o ditado: quem junta tem. Junta um pouquinho daqui, um pouquinho dali e um pouquinho de lá, daqui a pouco, tu faz ali uma pavimentação. E uma coisa, vereador Adiló, que eu tenho observado e andando por aí eu não sei, eu acho que tem alguém que está tirando paralelepípedo do meio das ruas. Só pode! Não é possível! Porque do nada amanhece nas ruas, em diversas localidades, sem dois, três paralelepípedos lá naquela rua. Eu não sei como uma pedra que pesa 10 quilos, 15 quilos cada pedra ela some do nada ali, foi arrebatada, eu não sei o que houve...
VEREADOR ADILÓ DIDOMENICO (PTB): Permite um aparte, vereador?
VEREADOR RENATO NUNES (PR): E ali acaba gerando um buraco, porque claro tu tira um, dois paralelepípedos ali, dá uma chuva, uma coisa com a movimentação, com o peso dos caminhões de ônibus, isso e aquilo, daqui a pouco tu tem uma cratera lá e é mais uma coisa para o município consertar. O senhor tem o seu aparte, vereador, até porque o senhor que tem mais experiência aí.
VEREADOR ADILÓ DIDOMENICO (PTB): Bem rápido, eu também tinha essa dúvida e eu ficava intrigado porque do nada parecia, dá a impressão de que alguém está fazendo desaforo. Mas aí fui me informar, durante algum período, anos atrás, eu não sei em que período, foi comprado paralelepípedo por metro quadrado. E o paralelepípedo tu compra por unidade e com as dimensões especificadas. Ele tem que ter no mínimo 14 de altura, por no mínimo 18 de comprimento aproximadamente, por 12 a 13 de largura, seja uma pedra retangular. Aí essa pedra não salta. Senão, o arrasto do pneu dos ônibus, dos caminhões truck, aquela rapadurinha quadrada não dá amarração e ele salta. Então nós tivemos um longo período nesta cidade que foi pavimentado com pedra que não é a habitual. Tanto vale que se o senhor observar as ruas mais antigas de Caxias o paralelepípedo não salta. Estão aí ruas muito antigas, a Júlio é uma delas, e a pedra tem essa característica para ela fazer uma boa amarração. Mas V. Exa. tem razão eu também andava intrigado com isso no passado. Obrigado.
VEREADOR RENATO NUNES (PR): Obrigado, vereador Adiló. Mas eu vou ser sincero com o senhor vereador, continuo com essa dúvida. Eu não quero fazer aqui uma acusação, eu não vou fazer aqui uma denúncia porque eu tenho que ter provas, eu tenho que ter alguma... Quem alega tem que provar. Eu não tenho como provar, mas eu tenho a desconfiança que sei lá que parece que é alguma pessoa que vai lá e arranca dois, três paralelepípedos ali para, daqui a pouco, causar uma cratera ali alguma coisa, um buraco, e o município... Sim, porque uma pedra daquelas ali pesa quanto, meu Deus? Eu não acredito. Será que um disco voador parou em cima e tirou duas ou três pedras ali? Acho que não. O vereador Adiló falou que: “Ah, se o senhor reparar nas ruas mais antigas, aqueles paralelepípedos não saltam para cima”. É porque nós estamos falando aqui, vereador Alberto, a respeito de aonde vão os paralelepípedos. É o pedido de informação. Aonde é que vai isso aí? E agora também dentro do tema essa questão de que as ruas amanhecem do dia para a noite sem dois três, quatro, cinco paralelepípedos que daqui a pouco cria um buraco ali, sei lá. É uma desconfiança. O vereador Adiló deu uma explicação aqui, mas... Eu sei que no fundo ainda o senhor de repente tem uma dúvida com respeito a isso aí. Ainda que um caminhão passe ali, um ônibus passe ali para tu fazer saltar uma pedra que pesa aí não sei quantos quilos, olha é difícil, mas tudo bem. Parabéns, vereador Adiló. Voto favorável ao pedido de informações muito pertinente e de interesse da nossa comunidade.
 
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Votação: Não realizada

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