VEREADOR VELOCINO UEZ (PTB): Bom dia, colegas vereadores, pessoas que acompanham a TV Câmara, redes sociais. Primeiramente, agradecer, Bressan, essa nossa parceria sempre construtiva para a nossa cidade. Estava aqui ouvindo atentamente a fala da Denise, dos colegas, acompanhei também, ontem, de noite, e vejo que tudo é consequência, equívocos que houve na situação ali dos pedágios. E eu não vou... enfim, o meu assunto também eu quero mostrar aos nobres colegas que são equívocos cometidos ali atrás que levam às consequências do que está acontecendo no dia a dia, no dia de hoje. Quando eu me pronunciei há dias, um colega me disse: “Mas de novo tu falando desse prefeito de Galópolis?” Não, não tem como a gente esquecer a nossa base, de como a gente chegou aqui na vida pública, sim, foi primeiro concorrendo; depois, passando pela subprefeitura de Galópolis. E vendo as dificuldades de lá, a gente não pode deixar, enfim, esquecer consequências, dificuldades que a gente tinha quando estava lá. A minha colega vereadora Gladis vai concordar comigo na minha fala, o vereador Ricardo também, o Gil que foi subprefeito lá, que concorreu também, na situação do que chegamos, hoje, lá de dificuldades na Secretaria de Obras tanto de maquinário como de brita. Eu que conheço muito bem, talvez o vereador Sandro, há dias... Ele ainda não teve o momento que eu, este ano, estou na condição de presidente aqui na Câmara. Não posso, não tenho tanto esse... enfim, a oportunidade de poder me manifestar. Poderia, sim, quanto defensor que eu sou. A minha base, minha bandeira número um é a agricultura. Tanto é que a minha base, eu já venho de lá com 1.700 votos da base da agricultura. Quando fui subprefeito de Galópolis, desde lá, antes ainda, eu vim aqui na Casa por 30 dias, que eu fui suplente, primeiro assunto que eu pontuei aqui: que todas as administrações deveria vir, quando vem a LDO, todas as administrações deveriam comprar maquinário novo. Todas. Eu entendia, ali atrás, que deveria já ter uma diretriz ali. E não foi diferente. Hoje temos dificuldades. Primeiro no maquinário, que a gente, há poucos dias, vão ter as patrolas lá em novembro. Os caminhões deram deserta de novo, mostrou ontem. Agora o prefeito Adiló mandou aumentar o prazo de entrega, porque é consequência, sim, da pandemia, de matéria-prima que está faltando que chegamos a isso. Por que eu digo isso? O subprefeito que está lá na subprefeitura, se ele não tem o mínimo, vereadora Gladis... A senhora tinha muito a situação do esgoto, me ajudou muito emprestando a máquina. Pouco patrolamento em comparar... Por exemplo, Galópolis, eu tinha em torno de 330 quilômetros mais o bairro. Mas o subprefeito que não tem patrola boa e cascalho – não estou dizendo à vontade, a la vontê – suficiente, está morto. É como tu não ter, Marisol, arroz e feijão para colocar na mesa. Bom, se tu não tem outros quesitos, arroz e feijão quebra o galho. E nós estamos sofrendo muito hoje por quê? O último maquinário que comprou foi o próprio Adiló, quando foi secretário de Obras. Depois teve, ali no outro governo, uma roçadeira. Então, o subprefeito que está lá praticamente está mendigando a patrola muitas vezes de Vila Cristina, eu cito, mais estragada do que... Eu tive isso no primeiro ano, vereadora Gladis, a senhora me socorreu. Então isso o governo já está ciente. Logo vão vir as patrolas em novembro. Se acredita que vai melhorar muito. Porém, nós temos o problema da brita, vereador Sandro. Eu ontem não consegui, eu estou muito atarefado, infelizmente eu não consegui pegar detalhado desde quando nós perdemos o poder de lavras, que eu sempre quis entender. Porque antigamente, vereador Sandro, quando eu era novo, quando vinham patrolar a nossa estrada... Quando chovia, anunciavam chuva de noite, se nós tínhamos o caminhão carregado de verdura, nós tínhamos que ir em cima do morro, deixar o caminhão lá; porque, se chovesse, depois, na madrugada, não se saia. Eu venho de lá atrás. Quando anunciavam que vinha a patrola patrolar a estrala, “semana que vem, vem a patrola”, anteriormente, todos os vizinhos iam roçar a estrada, porque depois vinha a patrola. Quando a patrola estava lá, patrolando a estrada, nós íamos lá em Galópolis quebrar pedra a marreta para poder ter a brita para colocar na estrada, em pequena quantidade. Então, vejam bem a nossa história lá atrás. Mas, naquela época, os britadores tinham o poder de lavras do município. E alguém, lá atrás, houve um equívoco, e não renovou o poder de lavras do município. Eu entendo que, primeiro o município teria que ter esse poder; depois as privadas. Isso não poderia ter se perdido. Então, houve um equívoco. Temos consequências hoje. Lá atrás, consequência política também. Para nós mudarmos isso hoje, nós temos que, lá em cima, algum deputado colocar um projeto e convencer a maioria dos deputados a mudarem isso. Nem representação política não temos no município de Caxias. Região da Serra temos um pouco. Tudo são consequências, vereadora Marisol. Como mudar isso agora? De poder o município um dia, quem sabe, poder ter esse poder de lavras. Bom, enquanto isso vamos ter que ver o que podemos fazer com aquilo que temos. Então, desde lá atrás, tínhamos um britador. A Codeca produzia bastante, a Codeca entrava com a mão de obra, o município devolvia em material, ali produzia o asfalto, o pó de brita. O município entrava com o britador. Fagundes tem o poder de lavras. Mas tinha cascalho, pode-se dizer, até em abundância, comparado ao que é agora. Bom, o governo Adiló... Lá atrás, governo Alceu, quando fui subprefeito, o britador já várias vezes dava problema. Montou outro do lado, um pouco menor, para poder, com aquele velho e mais o outro ali... Bom, aí, partir do... Ganhou o outro governo, o governo Guerra, cancelou tudo, parou. O velho foi praticamente retirado, o novo não foi colocado. De agora em diante, vamos comprar a brita. Aí o governo Guerra gastava em torno de oito mil metros de brita por mês comprando. Esqueceu o assunto do britador. Estamos regredindo. Com oito mil metros, onde eu entendo, sempre tinha problemas, porque era muito fácil administrar com oito mil metros. Tem aquela Lei nº 7.546, Lei de Incentivo ao Produtor em permanência em zona rural, que diz que aquela propriedade que tem produção para lavouras, depósito de hortifruti onde encaixota e tal e coisa, ali tem que dar assistência. Bom, tendo dificuldade e pouco material, vamos dificultar. Então, o colono que quisesse ter esse incentivo, vai ter que ir lá na Secretaria da Agricultura, mostrar a produção com o talão, um técnico tem que ir na propriedade ver se realmente... Tirou o poder de autonomia do subprefeito, que eu tinha quando estava lá. Eu até discutia com a secretária: “Ah, porque o senhor deixou um cascalho amontoado lá no José Carlos Comerlatto”; sim, secretária, porque tu não me denuncia? Sabe por que eu deixei amontoado? Porque o município não tem a capacidade de ir lá e espalhar naquela estrada que vai para as parreiras. O certo, a lei protege que teria que ir lá fazer isso. Enquanto o produtor não gastou aquela brita, ele não vai pedir de novo, mas até hoje estou esperando. Tirou o poder da autonomia, dificulta, o colono cansa e ele acaba não indo. O governo Adiló agora está trabalhando fortemente para mudar os quesitos dessa lei dando mais autonomia para os subprefeitos. O CC que está lá, tem que ter a responsabilidade. Ele é o braço estendido do prefeito, ele é o prefeito de lá, como eu era. O governo Alceu sempre dizia: “É para o bem público? Faça. Não façam errado, porque eu não passo a mão na cabeça”. E é justo isso. Então, se tirou isso, essa lei está sendo implementada. Vamos ter problemas ali na frente, porque, infelizmente, temos muito chacareiros, que não é demérito ter uma chácara, que têm um talão só para ter um incentivo na energia, têm uma nota e não tem produção. Então, talvez isso vai dificultar, mas se faz jus àquele agricultor que não está conseguindo, muitas vezes. Fechou a propriedade na frente por ter segurança, muito latrocínio, roubo e talvez, se perde, fica questionando se tem direito ou não. Então o prefeito Adiló vai dar autonomia a partir dessa lei, enfim, com todos os critérios. Então, esse quesito, acredito que estamos avançando. Uma Declaração de Líder depois para concluir.
VEREADOR ADRIANO BRESSAN (PTB): Uma Declaração de Líder da bancada do PTB, senhor presidente.
PRESIDENTE ELISANDRO FIUZA (REPUBLICANOS): Uma Declaração de Líder a bancada do PTB, continua com a palavra o vereador Velocino Uez.
VEREADOR SANDRO FANTINEL (PATRIOTA): Peço um aparte também.
VEREADOR VELOCINO UEZ (PDT): Então, vejam, colegas, equívocos que houve ali atrás, consequência que estamos tendo hoje. Consequências que hoje estão na vida real. Hoje, estamos... Lá em cima, ontem, eu até falei com o Sadi Pirovano, que agora está mais na Festa da Uva, estamos trabalhando mais ou menos com em torno de seis mil metros, 5.900, comprando a brita, porque é o que temos, enquanto o britador está em fase de teste. Então, vejam bem, eu subentendo, Gladis, que não tem como, entre 10 e 15 mil metros, os subprefeitos atenderem como deveriam ser atendidos, principalmente os agricultores lá atrás que tem essa lei protegida, que eu sempre digo, vereador Sandro e Ricardo, que não está ali agora, que nós estamos mais lá na ponta: o agricultor pede muito pouco comparado àquilo que devolve para o município. Uma estradinha boa, uma viagem de brita, talvez na época das máquinas pesadas lá se enquadrando. Olha o que contribui. Nós somos o maior produtor da região, do estado. A nível de país, se tivesse dado uma crise como deu no setor metal mecânico ao longo dos últimos anos... Mas o grão nunca faltou, só que os governos maiores olham só como um todo: os grandes produtores. E o pequeno aqui? Pedem um mínimo, e nós não estamos conseguindo atender por causa de... Não é choro olhando para trás; é a realidade. Como eu falei ontem, anteontem: nada se esconde, tudo é às claras. São consequências de situações ali atrás que deixaram de vir num segmento, e a consequência hoje está aí. Então, o britador, estava falando, hoje, de manhã, com o nosso colega secretário de Obras, que inclusive estava lá doando sangue, que ele tem problema de [ininteligível]. E ele me disse: “Olha, nós estamos testando o britador, só que esse britador precisa de mais implementos, correias para produzir, ele não tem condições, o britador novo, de produzir aquilo que o velho produzia.” Como dizia meu patroleiro lá em Galópolis, quando veio a máquina nova: “A nossa máquina velha, estando em condições de trabalho, ela seria melhor que a nova.” Então, veja que nem tudo que é novo é melhor. Então, veja, está trabalhando em cima disso, nós próximos dias, vai ir uma pessoa lá fazer um levantamento do britador velho, talvez, ele diz, talvez nós vamos nos assustar muito. Se estima mais de R$ 3 milhões, porque a vontade do Adiló é colocá-lo em prática novamente, o velho também. Sei que o prefeito Adiló – digo vereador, porque ele passou aqui – vai em Novo Hamburgo também. Ontem, ele estava falando com o Felipe – não é, Felipe? – que ele vai para Novo Hamburgo ver uma situação de um britador lá que mói caliça, que ele sempre teve essa vontade aqui dentro, então, eu acredito que ali adiante a gente vai melhorar e muito isso. Mas, enquanto isso, estamos pecando. O subprefeito que está muitas vezes... E eu também cobro, domingo, lá no Cerro da Glória lá, uma situação que depois eu quero ver com a Tatiane lá da Forqueta, que também teve problema com a máquina. Agora, nós temos muito maquinário deteriorado, porque foi deixado para trás. Está se empenhando para trocar muito maquinário, PC, agora vem em um segundo momento, no outro financiamento, mas eu queria mostrar para os nobres colegas que essas dificuldades que estamos tendo, hoje, lá são consequências de coisas, situações mal encaminhadas ali atrás que não houve aquela visão adequada. Bom, existe a lei, não temos como cumprir, vamos dificultar, então não vamos conseguir... Mas sempre nós, os agricultores, somos deixados por último, sempre por último. Agora, quando a gente levanta de manhã, além da necessidade, qual é o primeiro item depois da necessidade? O alimento na mesa. E de onde vem? Vem de lá. Então, na hora da Ordem do Dia, o agricultor que produz vem por primeiro; na hora do atendimento, a gente não consegue atender, fica por último. E não é de “A” e “B”; são problemas ocasionados por situações mal encaminhadas ali atrás. Então acredito muito que deve melhorar muito ali na frente, o maquinário novo virá. Eu também sou uma pessoa que me empenho muito, que eu gostaria muito em certos lugares, que eu não consegui quando estava lá de subprefeito, alargamentos em certos lugares, curvas ainda muito perigosas que a gente tem e não consegui fazer isso enquanto estava lá, então, eu queria não esquecer desses assuntos, vereador Sandro. Então eu gostaria muito de quando virem os maquinários, os PCs, que a gente possa ter uma ou duas máquinas para fazer esses alargamentos no interior. Os asfaltos aumentaram muito, Gladis, nosso prefeito Sartori, na época, ajudou muito para o interior, melhorou muito os acessos, porém tem aquelas vicinais, também esses melhoramentos puxaram muitas as pessoas para o interior, chácaras e todo o movimento aumenta, e as melhorias vão atrás, precisam ir atrás, infelizmente. Quem pediu aparte, vereador Scalco? A Gladis?
VEREADOR ZÉ DAMBRÓS (PSB): Eu pedi aparte depois.
VEREADOR MAURÍCIO SCALCO (NOVO): Tempo de Líder da bancada do NOVO.
VEREADORA GLADIS FRIZZO (MDB): Vereador Velocino, é justo tudo isso que o senhor está colocando, dizer que a gente sabe muito bem o quanto a gente sofreu nas subprefeituras, porque o senhor falou uma coisa certa: o que o agricultor pede? É muito pouco. São somente estradas em condições para poder tirar a safra da uva, para poder tirar os hortifrutigranjeiros. É só isso que eles pedem, não é? Eu só quero dizer que, infelizmente, lá na região do Desvio Rizzo, nós tínhamos uma patrola, que era aquela que ajudava muito as subprefeituras, porque era uma patrola velha, mas era uma patrola forte.
VEREADOR VELOCINO UEZ (PTB): Boa.
VEREADORA GLADIS FRIZZO (MDB): Era melhor. Infelizmente, no governo Guerra, até a patrola do Desvio Rizzo eles tiraram de lá. Tiraram a patrola do Desvio Rizzo. Então nós dependemos tudo da boa vontade do esquema todo para poder levar uma patrola. Claro, não temos lá no Rizzo a quantidade de estradas para patrolar, mas aqueles que precisam tem que ter.
VEREADOR ZÉ DAMBRÓS (PSB): Um aparte, vereador.
VEREADORA GLADIS FRIZZO (MDB): Então dizer para o senhor que nós temos ali colonos na Forqueta também que eles querem plantar mais uva, querem plantar mais, mas não tem condições do caminhão passar ali. Nós temos exemplo de que nem o caminhão do Samae entra nas ruas lá, nas estradas. Então a gente sabe da competência, graças a Deus que nós temos o secretário Soletti, nas Obras, e agora nós temos o Rudimar Menegotto, na Agricultura. Agora, se vocês soubessem a romaria que o colono tem que fazer para poder ter a sua estrada patrolada... tem que passar na Agricultura, que isso também é obra, desculpa, vereador Fiuza, mas é obra do prefeito ou desprefeito Daniel Guerra, porque antes não tinha isso. Tem que passar pela Agricultura, tem que ter um laudo da Agricultura para depois ir para a subprefeitura, para depois liberar. Então faz ora a uva amadurecer, cair e não tiram de dentro das propriedades. Então, vereador Uez, conheço o seu trabalho e quero lhe parabenizar por trazer isso. Parece pouca coisa, mas tem que ver a dificuldade do colono.
VEREADOR VELOCINO UEZ (PTB): Vereador Dambrós. Obrigado, colega Gladis.
VEREADOR ZÉ DAMBRÓS (PSB): Parabenizo pelo seu tema. Eu vim da roça, com muito orgulho, e tínhamos um ditado lá na roça: prefeito bom é prefeito que cuida das estradas. Eu sei do empenho, passou aqui pela Casa, o financiamento para adquirir máquinas novas, que estavam sucateadas, uma remendando a outra para poder funcionar, conheço bem. Estamos gastando mais de 200 mil reais por mês de cascalho porque o britador está em teste. Temos dois britadores lá, conheço também, e eu acho que o velho não funciona mais. Mas enfim, passaram oito meses, está em teste e acredito que venha a funcionar para que a gente tenha economia. Mas vejam, quero voltar um pouco no passado, todos os asfaltos que os governos fizeram... imaginem se tivéssemos que colocar cascalho em todas as estradas que hoje tem asfalto? Por isso que sou adepto a pavimentação comunitária, asfáltica comunitária. São outros tempos e com isso nós vamos ter uma economia. Todo mundo, com certeza, vai querer ajudar um pouco para melhorar as suas estradas. Parabéns pelo tema.
VEREADOR VELOCINO UEZ (PTB): Obrigado Dambrós. Eu só tenho trinta segundos, gostaria muito da contribuição do Sandro e também do líder do governo, mas novamente nós vamos se empenhar muito. Eu acredito muito nesse governo, o Adiló sempre mostrou que quer resolver, vai resolver... mostrou quando era secretário de Obras e o Soletti está lá por mérito. Acredito muito que ali na frente nós vamos melhor e muito. Agora, eu gostaria de ver ali na frente que o agricultor possa ser visto como no alimento, o primeiro da ordem do dia. Quem sabe um dia. Estamos trabalhando para isso, essa bandeira jamais vou tirar de mim. Se esquecer do alicerce um dia a casa cai. É para isso que estou aqui, com responsabilidade cobrando os direitos de quem produz o alimento sem desmerecer as outras categorias. Obrigado, colegas.