Não houve manifestação

VEREADOR ALBERTO MENEGUZZI (PSB): Senhor presidente, em primeiro lugar, agradeço ao vereador Fiuza pela cedência do espaço. E quero, no espaço aqui que a gente tem, falar primeiro sobre uma questão crucial para a nossa juventude, vereador Fiuza, que é a questão da falta de empregos. Eu pediria para o pessoal baixar um pouco o meu microfone aqui, deve estar um pouco alto demais. Em setembro, o Caged, que é o cadastro que é divulgado mensalmente pela Universidade de Caxias do Sul, Cadastro de Desempregados, mostra que Caxias do Sul teve um decréscimo no número de empregos de 0,09%. Isso mostra que a crise está cada vez... Ela se estagnou e houve pouca melhora no que se refere ao número de vagas de empregos. E quem tem sofrido muito com a falta de vagas de empregos são os nossos jovens. A nossa juventude tem sofrido demasiadamente. As oportunidades estão escassas para eles no mercado de trabalho. Eles estão desassistidos, desesperançados e muitos desalentados. Quer dizer, é aquilo que até os especialistas em adolescência chamam de geração nem, nem, que é a geração que nem trabalha, nem estuda. E a gente carece no país, e Caxias do Sul não é diferente, de ações mais efetivas e concretas para ajudar a nossa juventude. E me causa estranheza, vereador Elói Frizzo, que, no orçamento que foi protocolado aqui, agora no final do mês para o ano de 2020, a Coordenadoria da Juventude, que tem como titular da pasta o jornalista Lucas Guarnieri que, aliás, com as condições que tem, faz um grande trabalho na Coordenadoria da Juventude, pasmem, tem um orçamento para 2020 de R$ 490,00 no ano, no ano, a Coordenadoria da Juventude, que é uma coordenadoria ligada à Secretaria de Segurança Pública e Proteção Social. A Coordenadoria tinha já um orçamento ínfimo para este ano, de R$ 1.200,00 e, para o ano seguinte, para o ano vem, o orçamento de R$ 1.200,00 passou para R$ 490,00 no ano inteiro para a Coordenadoria da Juventude. Olha o desafio de quem está à frente da Coordenadoria da Juventude tem para trabalhar. Quer dizer, se dividir isso por 12 dá R$ 40,00. Um folheto, um banner, uma ação, enfim, o que poderá fazer a Coordenadoria da Juventude em Caxias do Sul com um orçamento de R$ 490,00? É isso que está estabelecido naquilo que foi protocolado aqui no final agora do mês e vai valer para o ano que vem. A gente pode ainda fazer emendas, mas, de qualquer maneira, é ridículo, esse é o termo, é ridículo um orçamento de R$ 490,00 no ano – R$ 40,00 por mês –, para uma coordenadoria, que eu julgo importante, que é a Coordenadoria da Juventude. E que tem a frente um menino que é muito trabalhador, muito interessado, preside o Conselho da Juventude, que é o jornalista Lucas Guarnieri. Ele tem uma experiência nessa área e, fora as posições ideológicas, partidárias, enfim, o Lucas consegue fazer um trabalho bacana nessa área. Mas com R$ 490,00 por ano vai fazer o que na Coordenadoria da Juventude? Vai ficar mendigando recursos? Troca aqui; põe ali para fazer um folder, um material, uma campanha, enfim. Enquanto isso é bom que a gente se lembre, se o orçamento da Coordenadoria da Juventude é esse valor de R$ 490,00 no ano, R$ 40,00 por mês, é bom lembrar o orçamento das diárias de 2020 do Gabinete do Prefeito, Procuradoria Geral do Município e secretarias. O orçamento para diárias do prefeito no ano que vem previsto no orçamento, R$ 10.420,00. Claro que vai fazer relocação dessas diárias. Quer dizer, R$ 10.420,00 em 10 meses, este ano, o prefeito já gastou R$ 73.686.00 entre ele e o vereador Chico Guerra, seu chefe de Gabinete. Trinta e três mil para um, R$ 40 mil para outro. A previsão para PGM é R$ 39.130,00; Habitação R$ 34 mil; Fazenda R$ 6.490,00. Quer dizer, esses são os valores previstos para diárias. O valor para publicidade... É bom que as pessoas deem uma olhada bem atentamente ao orçamento do ano que vem para ver quais são as prioridades fora a saúde, educação, segurança, que é o que todo mundo fala, mas qual é a prioridade desse governo para melhorar, minimizar, o sofrimento da nossa juventude. Quero trazer também que a nossa juventude, vereador Cassina, precisa de capacitação, os jovens precisam de capacitação. Nós precisamos achar alternativas de dar a eles acolhimento. Muitos dos nossos jovens estão procurando um primeiro emprego. As empresas precisam cumprir a Lei de Cotas de Jovens Aprendizes, é a Lei 10.097, lá de 2000, que prevê que as empresas de médio e grande porte devem destinar aos jovens de 14 a 25 anos vagas. Existe uma demanda de 4.370 aqui em Caxias do Sul. Três mil essa demanda está sendo cumprida. Sobra ainda, falta ainda o cumprimento de 1.370 vagas. Então nós temos potencial para 1.370 vagas em nossas empresas para a contratação de jovens como menores aprendizes. Os números do CIEE, que é um dos órgãos que faz a admissão de estagiários, os números são preocupantes. Em busca de um primeiro estágio estão 20.788 jovens; em busca de uma primeira oportunidade, 16.536. Enfim, uma primeira oportunidade como jovem aprendiz. Nós temos 37 mil jovens na fila de espera do CIEE e, fora isso, a gente acompanha trabalhos como o Projeto Pescar, por exemplo, em unidades do São José, Diamantino, Consolação, unidade de empresas como Visate, Pompéia. Bairro São José, por exemplo, que eu seguidamente vou lá, conheço os instrutores, as equipes que trabalham, os empresários, tem em média 300 inscritos para 20 vagas – Diamantino, Consolação e Bairro São José. E os projetos que estão são em empresas, como Pompeia e Visate, são os mais procurados, mil inscritos para 25, 30 vagas. E boa parte desses jovens, vereador Kiko, saem empregados desses projetos. Boa parte desses jovens, em torno de 80% deles, são os que ajudam as famílias financeiramente porque são famílias que não têm renda superior a três salários mínimos. Então, vejam como são importantes esses programas de profissionalização, capacitação, indicação, acolhimento dos nossos jovens para o mercado de trabalho. Quer dizer, é importante sim, a gente pensar em políticas públicas para a nossa juventude. Nós precisamos de mais vagas do Sistema S, e não fechamento de escolas, como aconteceu com o Senai José Gazolla. Nós precisamos de mais vagas em grandes e médias empresas para jovens aprendizes de 14 a 24 anos. E o Município poderia ajudar mais nisso, porque um orçamento de 490 reais por ano na Coordenadoria da Juventude, enfim, é pequeno. Sei que a Coordenadoria não trabalha só a questão do emprego, mas é fundamental, sim, trabalhar em Caxias do Sul a questão do emprego. Eu tenho informações, por exemplo, de que a unidade Pescar da Visate, em função da crise financeira que a Visate tem enfrentado, ele temporariamente vai ser desativado no ano que vem. Então, são 27 jovens a menos em cursos de profissionalização e capacitação. A Visate vai desativar temporariamente, foi confirmado, em função de uma crise financeira. E também o Pescar do bairro Consolação vai deixar de existir, vai passar para as mãos da Alefan, mas teremos menos vagas ainda para cursos profissionalizantes, capacitação da nossa juventude. Então é preocupante, realmente, que nós tenhamos na cidade de Caxias do Sul milhares de jovens desempregados, sem uma primeira oportunidade de emprego, sem a devida capacitação, desorientados. Estudando no Ensino Médio e não sabendo o que vão fazer quando encerrar o Ensino Médio, para onde vão, sem uma oportunidade num curso superior, sem oportunidade de trabalho. E aí cooptados, evidentemente cooptados pelas drogas e pela violência, pelos traficantes. É isso que os nossos jovens, o destino dos nossos jovens, o destino de muitos de nossos jovens, principalmente os carentes. Então, quero desde já, eu lhe agradeço a cedência deste espaço, vereador Fiuza. A minha preocupação em relação a essas questões todas que envolvem a nossa juventude, mas principalmente o nosso gabinete está estudando uma emenda de a gente incrementar a verba para a Coordenadoria da Juventude aqui de Caxias do Sul, 490 reais é um valor indecente, é ridículo um orçamento como esse, um valor como esse destinado a uma coordenadoria tão importante como a Coordenadoria da Juventude. Eu peço uma declaração de líder, senhor presidente, para poder seguir num outro assunto, eu troco de assunto aqui, quero falar também a respeito da questão dos combustíveis aqui em Caxias do Sul. Quero falar de forma muito serena, como consumidor, porque na semana passada, há quinze dias, a nossa a gasolina comum e a gasolina aditivada estavam em quase R$ 4,50. Quatro e cinquenta era o preço do combustível aqui. Quatro e cinquenta, quatro e cinquenta e cinco.  Alguns postos mais – né? − bonzinhos baixavam o preço para R$ 4,40. De  repente um dos, uma das redes baixou o preço dos combustíveis, e aí ficou uma bronca entre os outros postos, que alegam que quando baixa, quando alguém baixa sistematicamente, baixa consideravelmente é dumping. Quer dizer, quando baixa preço, mesmo assim é punido, é dumping. Este é o termo do momento: dumping para quem baixa preço dos combustíveis. E o Procon inclusive faz averiguação, as denúncias são feitas até no Ministério Público. Baixou de mais, é dumping. Acontece que baixou, os outros os outros postos também baixaram o preço dos combustíveis. E baixou de R$ 4,50, R$ 4,60 para R$ 3,99, R$ 3,98, R$ 3,97, abaixo de R$ 4. E isso foi de um dia para o outro. Um dia a gente dormiu com R$ 4,50 de combustível na gasolina comum e aditivada; no outro dia a gasolina estava R$ 3,99, estava beirando os R$ 4, que é um valor absurdo ainda, mas, de qualquer maneira, houve uma diminuição no preço dos combustíveis em torno de 50 a 60 centavos em alguns casos. Bom, o consumidor ficou feliz, os preços todos os postos… Raramente algum posto não baixou. Em qualquer posto de combustível em que fosse abastecer, tinha ali um preço abaixo de R$ 4. O que eu repito: ainda é um absurdo. Nós já tivemos gasolina, em outros tempos, a R$ 2 e, de repente, nós temos gasolina a R$ 4. E a gente já está achando R$ 4 bom, né, perto do preço que estava. De uma hora para outra, em dois dias, o combustível subiu de novo. Quer dizer, de R$ 3,99, R$ 3,98, das promoções que os postos diziam que estavam fazendo… De um dia para o outro, o preço dos combustíveis passou de R$ 3,99 para R$ 4,50, R$ 4,60, num dia ou dois. Essa oscilação de preços, abaixo de R$ 4 reais e daqui a pouquinho, em um dia, acima de R$ 4,50, é que deixa o consumidor perplexo, confuso. Realmente, qual é o custo do combustível em Caxias do Sul? Onde é que tem uma grande alteração no mercado internacional que possa refletir no preço dos combustíveis? Que essa tem sido a desculpa inclusive dos donos de postos, do Sindipetro, que é o sindicato que representa a categoria. Tem alguma alguma política, alguma decisão, alguma ação em nível federal que influencia nas refinarias, que depois influencia na compra do combustível? Teve alguma alteração? Eu não fiquei sabendo de nada, mas teve essa oscilação de preço, baixando de R$ 4,50 para baixo de R$ 4 reais e, de um dia para o outro, acima de R$ 4,50. Então isso é uma… Eu considero isso uma vergonha, um desrespeito ao consumidor, um desrespeito ao consumidor. Imagina aquele cidadão que precisa do carro para trabalhar, e aí tu tens a gasolina R$ 4,60 em Caxias do Sul. Brincadeira. Então o Sindipetro, inclusive, baseado em uma postagem que fiz nas redes sociais, o Sindipetro me mandou um recado, sem assinatura, sem assinatura, não sei quem mandou esse recado, mas estava lá o símbolo do Sindipetro. Não sei se foi a assessoria de imprensa, se foi o presidente, se foi o estagiário, se foi o responsável de comunicação. Cobrando, reclamando de uma postura minha, de uma fala minha a respeito dessa oscilação dos preços dos combustíveis. Olha, eu recomendo ao Sindipetro… Eu não participo de janta do Sindipetro, não tenho relação com ninguém desse sindicato, não preciso do Sindipetro. Eu recomendo à direção do Sindipetro que vá e explique para o cidadão comum, que pague uma publicidade de uma emissora de rádio, que use suas redes sociais para explicar ao cidadão comum qual é o motivo da oscilação de preço, por que quando querem baixam para baixo de R$ 4, e depois, passam acima de R$ 4,50. Pare de gastar energia comigo, de mandar mensagem indireta, sem assinatura. Gastem energia explicando para o cidadão comum, o cidadão que precisa, para a população o porquê dessa oscilação e o porquê de um preço de R$ 4,60 hoje, vereador Frizzo, e em Farroupilha um preço menor que a gente. Em Garibaldi um preço menor, em Carlos Barbosa um preço menor. E Caxias do Sul, o maior preço de combustível tem no estado praticamente. Então, recomendo ao Sindipetro − que eu sei que tem gente qualificada e bem remunerada para isso − que explique para a população, que gaste a sua energia explicando para a população essas oscilações de preço,  por que a gasolina de Caxias é a mais cara, é uma das mais caras do estado. Tem seu aparte, vereador Frizzo.
VEREADOR ELÓI FRIZZO (PSB): Vereador Meneguzzi, assim, ó, quem está há muito tempo aqui na Câmara… Esse é um assunto recorrente, né? Eu me lembro de muitas falas do ex-vereador Marcos Daneluz relativas a essa forma de se conduzir dos postos de Caxias do Sul. E sempre foi uma articulação muito bem-feita, porque inclusive o Ministério Público, todos tentaram – né? − fazer com que houvesse uma redução, pelo menos ao nível dos preços das cidades vizinhas ou da capital, da região metropolitana. Mas aqui sempre teve um esquemão aí, e por mais que a gente tentasse, denunciasse… Porque o frete não pode ser. O custo, todo o argumento é que os postos de Caxias do Sul, enquanto os de Porto Alegre vendem 600 mil litros, eles vendem 150 mil. Só que isso aí eu gostaria de ver comprovado na prática. Que por isso o custo deles seria maior, né? Mas todos sabem que nós somos prisioneiros de duas grandes redes de postos de gasolina, que atuam com postos no estado inteiro, no Paraná, Santa Catarina e tal. Então, essa questão do custo é muito, muito, muito… É um argumento muito fraco. Agora, essa das promoções, então, essa é de dar gargalhada, né? “Porque é uma promoção que alguns postos estão fazendo.” Aí tu baixas de R$ 4,40 para R$ 4, R$ 3,90. Promoção? Não entendo qual o tipo de promoção. A coisa bem dirigida, né? Em dois postos tem, no outro não tem. Não sei, ué, porque se é promoção tem que ter em toda a rede, não é, vereador Meneguzzi?
VEREADOR ALBERTO MENEGUZZI (PSB): Está bom. Obrigado, vereador Frizzo. Para encerrar o meu espaço, fora isso que o vereador Frizzo falou, porque o pessoal não troca inclusive nem a parte de marketing. Quer dizer, a promoção é R$ 3,90, daqui a pouquinho a gasolina está R$ 4,50 e está lá escrito promoção ainda. A promoção é R$ 3,90 ou a promoção é R$ 4,60? Então o Sindipetro poderia gastar energia explicando isso. Por último, quero repudiar aqui, não sei se houve uma alteração, porque neste momento está havendo um café da manhã entre o governador e os deputados líderes da Assembleia Legislativa, essa decisão de cota única por IPVA em janeiro. Aliás, o vereador Eduardo Leite nós já estamos em novembro e as ações do governador Eduardo Leite são: continuar pagando o parcelamento do servidor e anda espichando, está piorando o parcelamento. Dar um milhão para cada um dos deputados através de emendas parlamentares, quer dizer, 55 milhões previstos no orçamento do ano que vem, um milhão para de lambuja para os deputados fazerem proselitismo político nas suas bases eleitorais. E agora nos premia com cota única para o IPVA e ainda com o secretário da receita, sei lá o que é o secretário do Estado fazendo comparações, mas já era assim. Não, o governador Sartori baixou. Diminuiu o prazo, mas não fez isso.
VEREADOR EDSON DA ROSA (PMDB): Concede o aparte, vereador.
VEREADOR ALBERTO MENEGUZZI (PSB): Então cota única para IPVA em janeiro avisando isso dia 4 de novembro. Quer dizer, quem se organiza para suas férias para o final de ano como é que vai se organizar agora? Como é que vai se organizar agora? O fluxo de caixa de cada um de nós, que nós temos e que o governador tanto fala? Então realmente é parcelamento de salários espichado, 55 milhões para deputados para emendas, agora parcelamento ou cota única para o IPVA e perdão da dívida de juros e multas para empresários que não pagam ICMS. No mesmo dia anuncia cota única para IPVA e no mesmo dia perdão para as empresas não pagarem juros e multas do que devem do ICMS. É brincadeira! Esses onze meses chega a ser lamentável. Eu lamento muito mais que o meu partido faça parte desse governo. Seu aparte, vereador Edson.
VEREADOR EDSON DA ROSA (PMDB): Vereador Alberto, parabéns por essa sua manifestação, vou me cingir na parte do não parcelamento do IPVA, porque no início do ano não é só IPVA. A organização financeira de cada pessoa é IPVA, é IPTU, tudo vence no início do ano. A rematrícula nas escolas, material escolar, é tudo. Esse é um grande problema, porque a gente sabe da situação do Estado, mas discute com a população. Está tendo uma reunião agora com a base aliada, por quê? Isso pegou como uma bomba para todos nós. É para todos nós, atinge todo mundo. Tomara que o governo e todos os seus aliados revejam esse posicionamento do não parcelamento. Até porque na entrevista ontem na Gaúcha, eles disseram que significa 5%. É uma contrariedade o secretário da receita dizer que é só 5% que não parcelava. Então existe uma incoerência nisso tudo que não dá para entender. Nesse sentido não foi bem o governador.
VEREADOR ALBERTO MENEGUZZI (PSB): Espero que nesse café da manhã que está acontecendo agora com os líderes e presidentes de partidos aconteça uma reversão dessa situação principalmente do IPVA já que não foi discutido com nenhum líder da Assembleia. Não foi discutido com os presidentes de partidos muito menos com a base do governo Eduardo Leite na Assembleia Legislativa. Mostra uma decisão intempestiva do governo e de desrespeito com a população. Muito obrigado, senhor presidente. Era isso e obrigado mais uma vez, vereador Fiuza, pela cedência do espaço.
 
Parla Vox Taquigrafia
VEREADOR ADILÓ DIDOMENICO (PTB): Senhor presidente, senhoras e senhores vereadores, pessoal que nos acompanha através da TV Câmara, redes sociais, também aqui do plenário. Primeiro lugar agradecer a vereadora Paula pela cedência do espaço. Dizer ao vereador Meneguzzi que essa questão do IPVA eu acredito que o governador não tenha sido consultado. Eu espero que ele reverta essa medida hoje pela manhã porque é algo assim absurdo. É um vício que tem esses técnicos burocratas e o secretário da Fazenda em dá cada explicação que me deixa mais assustado ainda e tem sido recorrente. No início do governo Sartori o final zero pagava em outubro. Aí baixou para abril. Eu me lembro que quando a gente emplacava um veículo ficava torcendo de cair um número final de placa mais alto, de preferência zero, oito, nove, para ter um prazo a mais. Aí ficou até abril todos os veículos e agora janeiro? Aí não tem condições. Eu duvido que essa medida passe de hoje, ela não se sustenta, não tem condições. O estado está atrasando quase dois meses o salário do servidor, como é que ele vai pagar? Não tem condições. Então ali deve ter sido uma atitude afoita, burocrática, de pessoas que ficam fazendo calculo no gabinete e chegou a hora do poder público se reinventar, enxugar, aprender com as empresas a diminuir o seu tamanho, se tornar mais prestativo, oferecer melhores serviços para a sociedade sem... Toda vez que faltar ou apertar o orçamento olhar para o bolso do contribuinte. Esse bolso não tem mais espaço, não tem mais condições de ajudar. E o Rio Grande do Sul tem sido muito penalizado e de certa forma trabalhado na contramão. Santa Catarina está nos deixando na poeira, está levando embora as nossas empresas. Um estado moderno, ágil, fácil para tu obter uma licença, incentivos para se estabelecer as empresas. E queira ou não queira se nós não ajudarmos a iniciativa privada nós não vamos ter emprego. Seja a agricultura, seja a indústria, seja o próprio comércio nós precisamos gerar emprego. O vereador Meneguzzi acabou de observar um fato presente, os nossos jovens hoje saem do curso e não tem uma perspectiva de emprego e precisa. Nós não vamos segurar os nossos talentos se a gente não oferecer oportunidade. Nós estamos trazendo migrantes, sofredores, pessoas necessitadas que vem buscar uma oportunidade...
VEREADOR ALCEU THOMÉ (PTB): Um aparte, vereador.
VEREADOR ADILÓ DIDOMENICO (PTB): Já lhe concedo, em Caxias do Sul. São seres humanos, merecem ser acolhidos, mas nós estamos mandando embora os nossos talentos, nossas empresas, os investidores, seja pelo regramento descabido do nosso estado, pela carga tributária e agora completado e coroado aqui com essa estupidez burocrática da prefeitura de Caxias do Sul, que é o coroamento desse processo todo. Seu aparte, vereador.
VEREADOR ALCEU THOMÉ (PTB): Vereador, nessa tese também do vereador Meneguzzi, a gente tem observado o nosso interior que a gente participa em reuniões do nosso interior onde que praticamente são só pessoas idosas que participam. Nós estivemos lá em São Francisquinho, vereador, onde que de 80 pessoas mais de 70 eram pessoas idosas. Então a gente percebe que a nossa juventude também está fugindo do nosso interior. Lamentavelmente, mas está fugindo e praticamente não tem pessoas mais para que fiquem mantendo os cargos dos agricultores lá no interior. Então isso que eu acho que vem de acordo com o que vocês falaram.
VEREADOR ADILÓ DIDOMENICO (PTB): Ok. Obrigado, vereador Thomé. Eu quero, em primeiro lugar, agradecer ao presidente Cassina pela delegação de representar esta Casa no Parlamento Regional, quinta-feira, em Porto Alegre, na sede do Daer, onde estivemos lá representando a Casa, os colegas vereadores. Estavam lá representados vereadores de Farroupilha, Pinto Bandeira inclusive com a presença do prefeito, Flores da Cunha, Antônio Prado, Veranópolis, Nova Prata e São Marcos, evidentemente que a presidente Patrícia, que é de São Marcos e nós estávamos lá representando Caxias do Sul. Além de todas as demandas apresentadas lá pela vereadora Patrícia, que é a presidente, nós aproveitamos também a oportunidade para entregar algumas demandas de Caxias do Sul, dentre elas elas a manutenção das rodovias, especialmente aqui o trecho de Vila Cristina a Vale Real, que está uma verdadeira armadilha ali. Tem uns buracos aí que comprometem de forma muito perigosa os usuários. E também entregamos um pedido para que o Daer estude a viabilidade de se fazer uma passagem de nível pela Avenida Triches, passando por essa área que é do Município. Uma área que era do Samae, que foi permutada com o Município, ingressando no Desvio Rizzo por baixo da ERS-122 ou saindo pela margem, também cruzando por baixo. A topografia favorece, tem um desnível muito grande ali. E resolveria também o problema de drenagem daquela região, que hoje está estrangulada, provocando alagamentos aí, porque os bueiros, colocados há mais de 30 anos, são insuficientes para escoamento das águas. Tivessem aproveitado, a Secretaria do Planejamento e a Secretaria de Transportes, com o auxílio que a Havan investiu nesse impacto de trânsito, colocando aquela parafernália de sinaleira, semáforo, pisca lateral, seguramente, com um pouquinho a mais teriam feito essa obra, que seria uma solução definitiva para o Desvio Rizzo. Aquele conjunto de semáforos aí, o próprio Daer reconhece que ele resolveu em parte a questão dos veículos, mas deixou o pedestre vulnerável. O Desvio Rizzo é maior do que seguramente uma grande parte dos municípios gaúchos. Nós temos aí mais de 50 loteamentos. São 67, 68 mil habitantes. Uma região que não para de crescer, graças a Deus. O Desvio Rizzo tem se expandido, mas que tem um gargalo muito grande, que é a sua chegada e a saída. Mas principalmente a chegada, quem vai de Caxias em direção ao Desvio Rizzo. Então nós aproveitamos. Tem aquela Avenida Triches, que ela está quase toda ela pavimentada na sua extensão. Depois ela troca de nome. Não me recordo o nome dela. Na sequência. Mas bem tranquilo. Uma obra de custo baixo. Não tem indenização para fazer, porque passa dentro de uma área do Município, e a topografia favorece totalmente. Nós temos, inclusive, capacidade técnica na Secretaria de Obras para fazer essa espécie de pontilhão para cruzar. Vão de 14 metros. Técnicos lá da Secretaria de Obras tiram de letra, haja vista a ponte construída lá no Tega, lá embaixo, no Matioda, com vão de 14 metros, construída e implantada pelos técnicos da Secretaria de Obras. Na sequência também nós estamos encaminhando hoje um pedido ao Dnit para que faça a manutenção na BR-116, no trecho de Caxias do Sul a Vila Cristina, porque nós estamos com as sarjetas assoreadas. Em vários locais a drenagem está comprometida e a água está cruzando a pista, colocando em risco os usuários, um perigo muito grande de aquaplanagem. E também estamos encaminhando ao Dnit um pedido para que faça o estudo de uma alça elevada ali na altura da UCS.
VEREADOR VELOCINO UEZ (PDT): Um pequeno aparte, vereador.
VEREADOR ADILÓ DIDOMENICO (PTB): Já lhe concedo. Quem vem no sentido de São Ciro ao Imigrante, construir uma alça para ingressar na Universidade de Caxias do Sul, o que resolveria o trânsito com custo baixo. Apenas uma alça. Mais ou menos parecido com o que o Shopping Iguatemi fez aí. É uma alça só. Tu faz a passagem por baixo.
VEREADORA TATIANE FRIZZO (SOLIDARIEDADE): Declaração de Líder à bancada do Solidariedade.
VEREADOR ADILÓ DIDOMENICO (PTB): E resolveria um grande gargalo ali do trânsito. Claro que teria que fazer algumas adequações aí no trânsito, no ingresso da BR-116. Mas é uma obra relativamente barata perto de um viaduto, que hoje não se faz ele com menos de 18 ou 20 milhões. Então nós estamos, esses dois pedidos, encaminhando para que... A gente sabe que são projetos que demoram; mas, se a gente não dá o start, eles nunca vão chegar. Seu aparte, vereador Velocino.
VEREADOR VELOCINO UEZ (PDT): Vereador Adiló, uma coisa me preocupa bastante em um local que eu ando muito. Se vocês analisarem aqui, chega próximo a Santa Corona, aquela estrada de chão, que vem de acesso lá em cima, da Madal, há mais de 15 ou 20 dias vocês viram um monte de terra que tem próximo ao canteiro. (Esgotado o tempo regimental.)
VEREADOR ADILÓ DIDOMENICO (PTB): Pedir um Declaração de Líder para continuar.
VEREADOR VELOCINO UEZ (PDT): Depois, em seguida, descendo só um pouquinho, próximo ao [ininteligível], tem dois bueiros entupidos. Há muito tempo a gente entrou em contato com o DNIT, e o DNIT disse que não tem mais contrato. Está ali o asfalto totalmente danificado. Se vocês analisarem, passa Galópolis, logo em seguida, muitos pedestres, eu sei que a vereadora Tatiane também foi procurada por moradores, tem ali pessoas, pedestres que transitam ali logo depois em sentido às casas Galló totalmente abandonado. Há um ano e meio, parecia que ia fluir, agora está totalmente abandonado de novo de Caxias a Vila Cristina, e nada se ouve falar do DNIT. Então, nos próximos dias, vou mostrar fotos e tudo de pessoas com deficiência, enfim, praticamente cego, um pedestre que anda todo dia ali está sujeito a ser atropelado, então é muito lamentável esse tipo de situação na nossa BR-116. Obrigado.
VEREADOR ADILÓ DIDOMENICO (PTB): Obrigado, vereador Uez. Vereadora Paula, nos chega a informação agora que o governador Eduardo Leite revogou essa medida do IPVA, vereador Alberto. Eu tinha quase certeza que isso aí tinha sido uma medida burocrática de pessoas que não têm a sensibilidade e que não tinha o aval do governador, porque era uma medida de... Bom, mas voltou atrás. Eu acho que voltar atrás, o agente público, quando reconhece que está errado e dar um passo atrás não é feio. É de grandeza e de saber dar ouvido às ruas, à população e, acima de tudo, à imprensa. Então agradecer ao governador Eduardo Leite. Eu acho que não fica nenhum demérito, quando o gestor público, o administrador recua, ele sai até mais fortalecido, porque ele dá uma demonstração de humildade e de reconhecimento. Mas o vereador Uez coloca uma questão que é muito importante. Aliás, ali em Vila Cristina, ao que nos explicou o diretor do Daer, foi um morador que modificou o seu acesso e obstruiu totalmente a sarjeta, e a água está passando por cima da pista. Então, nesses casos...
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Um aparte, vereador?
VEREADOR ADILÓ DIDOMENICO (PTB): ... a subprefeitura tem obrigação de fazer intervenção, porque a água que atravessa a pista, ela é uma questão de drenagem, de obrigação do Município. Então esses casos aí não há problema nenhum o Município ajudar, desobstruir, porque a água que atravessa a BR ou atravessa a RS é responsabilidade da Prefeitura. Nós não podemos é fazer tapa-buracos, não podemos fazer obras em cima da BR, mas ajudar na questão da drenagem é muito importante. E o diretor Sandro, nessa questão, ele se mostra muito preocupado, eles estão sem orçamento, mas é uma pessoa que tem uma sensibilidade muito grande, conhece muito bem a região, é um servidor com mais de 30 anos de Daer. Sandro, conhecido aqui dos vereadores, uma pessoa esforçada, inclusive, nós entregamos algumas demandas lá da 110, que é a Rodovia de Bom Jesus, e a 432, que é o acesso da 110 para Jaquirana, onde ele pediu que se nós conseguíssemos uma retro com a Prefeitura para fazer a desobstrução das sarjetas... Isso já foi conseguido. A Prefeitura de Jaquirana já disponibilizou essa retro, já está fazendo a limpeza, onde justamente a água atravessava a pista. Não tem coisa pior para danificar o asfalto do que uma água que corte superficialmente uma rodovia de asfalto. E esse é o grande problema. A BR-116 até aguenta bem. É um asfalto de excelente qualidade, se a gente for ver, ele aguenta. Qualquer outra rodovia com esse tipo de problema de drenagem estaria toda esburacada. A BR-116 tem aguentado bem. Mas ela coloca em risco uma aquaplanagem, um acidente grave, e nós temos que sempre pensar que isso oferece risco para todos nós, para a nossa comunidade. Seu aparte, vereador Rafael.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Vereador, só a questão do IPVA, o Eduardo Leite sabia, porque foi uma proposta dele e foi construída nos bastidores, que a gente não sabe como. E aí, na época de eleição, era só selfie, sorrisinho, pegar criança no colo, tudo era bonito. E agora se transformou naquilo que o então ex-governador falava: parole, parole, parole. E o que eu fico abismado que muitos do PMDB não sobem à tribuna para repudiar atitudes como essa, porque eles estão no governo hoje. Mas o pior disso sabe o que é, Adiló? Quando o senhor fala que ele recuou, que é uma boa atitude, é boa atitude, só que ele tem que se acostumar a ter essas atitudes antes de tomar essas medidas. Por exemplo, como o Código Ambiental, que está como regime de urgência, colocou para os deputados votarem em regime de urgência, não possibilitando debate e podendo correr sérios riscos para o futuro do Rio Grande do Sul, do nosso meio ambiente. Então ele tem que aprender a dialogar porque só a carinha de santo não adianta. Tem que ser um bom gestor mesmo. Obrigado.
VEREADOR ADILÓ DIDOMENICO (PTB): Obrigado, vereador Rafael. Acho que na questão do diálogo o governador Eduardo Leite merece toda a nossa consideração porque ele tem dialogado com todos os segmentos da sociedade, com todos os partidos. Aliás, se tem um governador que não fecha a porta para ninguém é ele. Se ele cometeu um equívoco nessa questão de IPVA, o mérito está em poder, em saber recuar diante do desconforto. Então eu não vejo nenhum problema. Vejo problema quando vêm essas medidas sem discussão com a sociedade, mas pelo menos ter a sensibilidade de voltar atrás, eu acho que isso tem que ser reconhecido em qualquer governo. Que nós tivemos em outras épocas que se aumentou os tributos um gritedo da sociedade foi enorme e até hoje não se voltou atrás. Então todos os governos cometem seus erros e o que é importante é que se tenha sempre este canal aberto de reconsiderar, rediscutir. Eu espero que essa marca do diálogo seja permanente em toda a sociedade.
VEREADOR KIKO GIRARDI (PSD): Um aparte?
VEREADOR ADILÓ DIDOMENICO (PTB): Seu aparte, vereador Kiko.
VEREADOR KIKO GIRARDI (PSD): Vereador Adiló, eu fiquei falando fora aqui e fica até chato. Claro que também eu tenho meu partido lá, ele recebeu, ele conversa com todo mundo. O deputado do meu partido é recebido e ele conhece todo mundo. Mas essa decisão do IPVA ele não sonhou de noite e, no outro dia, chegou e colocou para testar a população. Ele consultou, eles estudaram. É louvável voltar atrás quando vê a população e tudo, mas ele sabia, ele tentou ver a repercussão. Agora, de um dia para o outro, levantar, acordar e colocar uma medida dessas tão importante que vai impactar no bolso de toda a população e no outro dia voltar atrás, não sei se é uma decisão muito coerente, mas tem que consultar. Como o senhor falou, tem que consultar bastante, conversar, dialogar para poder tomar as decisões porque é muito séria essa decisão. Um governo que hoje, já não é de hoje, vem parcelamento os salários não pode pegar e cobrar à vista de quem está recebendo parcelado também, mas já vem de antes, já vem de antes e fica bem claro isso daí.
VEREADOR ADILÓ DIDOMENICO (PTB): Obrigado, vereador Kiko. Não, realmente, é uma medida que criou um desgaste muito grande, desnecessário, mas nós temos que louvar a atitude do governador de voltar atrás.
VEREADORA PAULA IORIS (PSDB): Um aparte, vereador?
VEREADOR ADILÓ DIDOMENICO (PTB): Nós tivemos outras medidas no passado que impactaram negativamente e os governantes não voltaram atrás. Seu aparte, vereadora.
VEREADORA PAULA IORIS (PSDB): Bem, eu também concordo que o fato de voltar atrás foi de fato uma reação muito grande no estado como um todo, estar voltando atrás. Eu acho importante a gente ter presente, somos todos adultos aqui, que este parcelamento de salário não é de hoje. Nós temos um governo, um Estado que está quebrado há muitas décadas e eu percebo que está havendo muito esforço por parte do governo em alinhar isso. Ninguém parcela o salário porque quer. Então as ações que foram tentadas em relação... Muitas ações foram feitas, especialmente a da venda de ações do Banrisul, que não deu certo. Então está se tentando de outras formas. Penso que, em algum momento neste Estado, nós vamos ter que nos unir todos para buscar uma solução porque é um problema que é de todos nós. Ninguém parcela salário por que quer. Nós temos a experiência de Portugal que, há 10 anos, todos se uniram e resolveram tomar medidas em prol do país e hoje nós temos um país crescente. E temos um exemplo da Grécia que não evoluiu e a Grécia quebrou. Então, em algum momento, quem sabe, a gente possa olhar como sendo um assunto para nós, de fato, nos debruçarmos e percebermos que ele é um problema de todos, e não só de quem está no momento no governo. Muito obrigada.
VEREADOR ADILÓ DIDOMENICO (PTB): Obrigado, vereadora Paula. Infelizmente o nosso país tem tido um defeito muito grave na política de fazer caridade com o chapéu dos outros ao longo dos anos, independente de governo “a”, “b” ou “c”. Isso é uma prática perversa onde se concedem benefícios sem critérios neste país, muitos, muitos benefícios sem critérios. O SUS é um exemplo, vai explodir; amanhã ou depois, não vai ter mais dinheiro para bancar, por quê? Porque há uma distribuição sem critérios e que não tem condições de atender todo mundo da melhor maneira. É isso, senhor presidente, muito obrigado.
 
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VEREADORA TATIANE FRIZZO (SOLIDARIEDADE): Senhor presidente, nobres pares, colegas vereadores que estão conosco, aos ciclistas aqui presentes: a Bianca e o Rodrigo sejam muito bem-vindos. Hoje venho então fazer uma fala como presidente da Comissão Temporária Especial pela Defesa da Bicicleta como meio de locomoção e também atividade esportiva onde estou fazendo então juntamente com os demais vereadores que são integrantes desta comissão: vereador Alberto Meneguzzi, vereadora Denise Pessôa, vereador Felipe Gremelmaier e também o vereador Velocino Uez. Nós estamos fazendo uma indicação ao Poder Público que sugere destinação de locais para estacionamentos de bicicletas tais como: bicicletários e para ciclos como parte da infraestrutura de apoio a esse meio de locomoção. Então que prédios públicos, parques, praças disponham desse bicicletário, a fim de que a gente possa fortalecer a bicicleta como meio de locomoção. Nós estamos ainda fazendo diversas ações em prol da bicicleta, nesse sentido quero retomar algumas das ações feitas pela comissão como a retomada do passeio da Massa Crítica. Uma ideia que foi bastante debatida durante os encontros. A Massa Crítica que era um movimento que começou em Caxias do Sul em 2001, mas que teve um momento onde ficou por quase um ano inativa e agora então, em setembro deste ano, nós retomamos um passeio com quase 200 ciclistas no mês de setembro, em outubro nós tivemos um acréscimo então, mais de 200 ciclistas agora em outubro participaram dessa ação onde o ciclista se insere na via e pede por respeito, por espaços no trânsito. Lembrando que o ciclista ele não atrapalha o trânsito. Ele é parte desse trânsito. Então que bom que a gente possa pensar Caxias do Sul como uma cidade que vai apoiar e vai incentivar esse tipo de transporte, uma vez que a gente observa que o transporte motorizado em Caxias do Sul tem ficado cada vez mais insustentável. É natural que grandes cidades tenham dificuldades com relação ao congestionamento. A partir do momento que não se faz investimentos em transporte público, em calçadas adequadas para pedestres, em ciclovias ciclofaixas. Sim, a gente tem um acréscimo de trânsito, um impacto na saúde e no meio ambiente das pessoas. Além da retomada da Massa Crítica também uma das ações da comissão foi debatido com os participantes se fazer uma associação dos ciclistas, porque hoje nós não temos uma representatividade e é uma queixa também do poder público no sentido de que muitas vezes quando se quer fazer uma ação aos ciclistas, como falar com ciclistas, como encontrar essas pessoas para debater. Então é uma coisa que vem se estruturando. Parabenizar os ciclistas que estão na frente como o nosso amigo Rodrigo que tem demonstrado bastante interesse na união dos ciclistas nesse trabalho em prol de Caxias do Sul. Então essa associação ela vem também para reforçar a importância desse movimento em Caxias do Sul. Além dessa indicação ao poder público que nós estamos fazendo hoje o protocolo em meu nome, em nome da comissão, junto com os demais vereadores, um projeto de lei. Esse projeto de lei tem como objetivo regulamentar a questão de estacionamentos de bicicletas em estacionamentos privados. Fiz uma pesquisa na área central de Caxias do Sul. Estive conversando com inúmeros proprietários de estacionamentos para ver como eles enxergam a questão de disponibilizar o espaço para que pelo menos um ciclista esteja ali amparado, porque é uma dificuldade com a qual muitos de nós ciclistas se deparam. Vão ao centro de bicicleta, precisam usar o banco. Opa, vou deixar minha bicicleta onde? Às vezes cadeia numa árvore, numa placa e dependendo do valor da bicicleta realmente a pessoa não vai deixar cadeada em um espaço público, porque a gente sabe que essas bicicletas, você desmonta a roda, você tira... Então acaba se tornando muito fácil até mesmo para um roubo. Então com relação a isso, fiz uma pesquisa com todos os proprietários de estacionamentos privados onde a ideia foi muito bem recebida, ou seja, eles me disseram que hoje eles já recebem ciclistas, já têm as bicicletas e que em geral muitos não cobram, alguns podem vir a cobrar algum valor, mas o importante desse projeto é que todos os estacionamentos privados devem dispor de pelo menos uma vaga para ciclista. Isso vai fazer com que a gente tenha um aumento da estrutura. Lembrando que é muito importante, algo que a nossa comissão vem debatendo fortemente é a questão das ciclovias e ciclofaixas. Temos estacionamentos, como chegaremos aos estacionamentos? Ainda é uma questão a ser respondida e com a qual a gente espera que se evolua, em Caxias do Sul. Lembro a todos os vereadores aqui presentes, ao nosso líder do governo, que está no plano de governo do prefeito Daniel Guerra. Então estamos entrando no último ano deste governo e neste momento ainda não vemos ações concretas nesse sentido, mas que nós estamos atentos, cobrando e acreditamos que sim, isso é uma ação que fará a diferença para a utilização no dia a dia. Com relação as demais ações da comissão em função do grande número de assuntos envolvidos nós estaremos protocolando a prorrogação da comissão que inicialmente se esperava iniciar no início do ano, ali por março... foi março, abril quando a gente iniciou os trabalhos e se encerrar para o final deste ano. No entanto a gente observou que ainda tem bastante pautas, bastante assuntos a serem abordados. Pretendemos fazer uma audiência pública em momento oportuno. Havíamos tido uma previsão de que seria para esse final de ano, no entanto estamos revendo essa ideia, para que seja no ano que vem. E ficamos à disposição da comunidade, fazemos esse chamamento para que os ciclistas continuem participando, toda última sexta-feira do mês, do Movimento Massa Crítica, mais de 200 ciclistas. Convido os vereadores aqui do plenário para que se façam presentes e que enxerguem, realmente, essa população que por vezes passa desapercebida aqui neste plenário. Então era isso, agradeço, estaremos protocolando agora essa indicação e também o projeto de lei...
VEREADOR ARLINDO BANDEIRA (PP): Senhor presidente, uma Declaração de Líder.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Um aparte, vereadora.
VEREADORA TATIANE FRIZZO (SOLIDARIEDADE): Juntamente com os demais vereadores integrantes da comissão. Seu aparte, vereador Rafael.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Obrigado, vereadora. Talvez passe desapercebido para alguns, mas eu, na legislatura passada... Não tenho bicicleta, mas eu fiz uma viagem e na Ilha de Marajó, onde estive, me chamou atenção onde todas as crianças iam de bicicleta para a escola. Então tinha estacionamento dentro do pátio das escolas. E aí quando eu cheguei fiz um projeto de lei, aqui na Câmara de Vereadores, a senhora até pode... Se a senhora quiser aproveitar ele, que é um projeto muito bom, que é de outras cidades inclusive. Teve um lobby muito grande de sindicatos, aqui dentro da Câmara de Vereadores, para que esse meu projeto não vingasse aqui na Câmara. Então esse projeto que a senhora vai propor não é novidade, foi da minha iniciativa, só que justamente por questão econômica, de tirar centímetros de espaço de estacionamento privado, de construções ou novas construções, infelizmente foi dado parecer inconstitucional. Eu espero que a questão de saúde, a questão de bem-estar fale mais alto do que a questão econômica nesse projeto de lei. Boa iniciativa da senhora, mas não é novidade, eu tenho um projeto de minha autoria que infelizmente foi rejeitado nas comissões. Obrigado.
VEREADORA TATIANE FRIZZO (SOLIDARIEDADE): Sim, vereador Rafael. Acredito que é um novo momento e acho que hoje já se enxerga que é uma situação que vem em crescimento em todos os países do mundo, no próprio Brasil tem se trazido essa questão da bicicleta: Porto Alegre, São Paulo. Então existem inúmeros movimentos que vem mostrando a ampliação nesse sentido. Com relação aos estacionamentos, como eu falei, fiz uma fala com os proprietários de estacionamentos privados e todos receberam muito bem. A maioria disse que tem demanda, que já recebem bicicleta inclusive. Então acredito que não vai ter problema. E sem dúvida, enquanto vereadora e também acredito que com os demais integrantes da comissão da bicicleta estaremos lutando, sim, para que esse projeto seja aprovado. Então estamos atentos e sem dúvida acho que se trata de esporte, de lazer, de qualidade de vida. Então são vários os motivos pelos quais a gente tem que olhar a bicicleta com o olhar diferenciado nesse sentido. Era isso. Muito obrigada.
 
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VEREADOR ARLINDO BANDEIRA (PP): Senhor presidente, senhoras e senhores vereadores, eu quero cumprimentar aqui todos que se encontram no plenário e todos aqueles que nos assistem pela TV Câmara, canal 16. Bom dia, colegas vereadores, também. Então, este final de semana, fui fazer umas visitas lá em Criúva: UBS, a ponte de ferro em Campestre da Serra, fomos acompanhar a ponte que está sendo feita em Criúva, alargamento de estradas. Fizemos umas visitas assim... Muitas visitas. Passamos o dia lá. Uma reunião da UBS, às 13h30, com os moradores. E assim, na sequência, estou dando continuidade a essa visita aqui também lá no meu distrito de Santa Lúcia do Piaí. Essa que falei anteriormente a gente vai mostrar na sequência, amanhã poderá. Os vídeos, inclusive, alguma coisa que temos aí, relatos do povo de Criúva. E hoje então da UBS, que já falei aqui semana passada. Nós temos uma questão, vereador Kiko, gravíssima, começando por Santa Lúcia do Piaí. A gente sabe que em todos os distritos a gente tem, algum problema ou outro a gente tem. Mas a gente está pontuando, neste momento, os de Santa Lúcia, pelo qual eu sempre falo aqui. A gente, há muito tempo, desde quando entrei na Câmara de Vereadores, a gente batalhou para ter uma UBS nova. Usar um modelo, como eu falei aqui já, repetindo, aquela de Fazenda Souza, que acolhe o povo quando chove. Porque vocês podem ver aí. Este povo aí, hoje de manhã cedinho, eu tirei foto de ontem, eu acompanhei ontem, na segunda, acompanhei hoje pela manhã. Chovendo, e o povo ali debaixo da [ininteligível], na chuva, sem uma cobertura. Então isso é um absurdo, é lamentável. A gente vai vir cobrar aqui quantas vezes precisar, até que isso não seja resolvido. A UBS, quando se fala a nova, essa ainda a gente pode amenizar a situação. Mas a gente vai acompanhar de perto para ter um terreno, para ter assim... Para nós termos a construção de uma UBS nova. Mas assim, por enquanto, até que não seja construída, e até porque o espaço é grandioso nessa UBS, no mínimo que tenha uma pessoa lá, vereadora Gladis, que abra o consultório, abra a UBS de manhã cedo e que as pessoas possam ser acolhidas dentro da UBS. Não custa, não custa colocar uma pessoa lá 6 horas da manhã, digamos, se é esse o problema. Como também a gente não aceita as pessoas 4 horas, 5 horas da manhã, 6 horas da manhã estarem lá para enfrentar fila. Para quê? Falta organização. Quando se fala em organização, eu falei, a gente sempre fala com as pessoas, os funcionários, vereador Edson da Rosa, que trabalham, as enfermeiras. Como ontem já falei também. Elas não são culpadas, tem que deixar bem claro. Elas fazem, como a gente diz aqui, das tripas o coração. Palavreado bem grosso a gente usa. Elas fazem o que compete a elas, o que cabe a elas. Muitas vezes, vereador Beltrão, elas não conseguem dar conta do recado. Por quê? O distrito está crescendo vertiginosamente. Nós temos lá em torno de 3 mil e poucos habitantes. Elas atendem em torno de duas mil pessoas, atendimentos mensais, mensais. Está aumentando porque as pessoas estão procurando o distrito. As pessoas vêm de fora, vem morar em Santa Lúcia. Depois acabam ficando, construindo suas casas, suas famílias e assim por diante. Então, em resumo, acho que vocês já estão sabendo, pela minha fala, o que precisam. É aumentar, vereador Frizzo. Mais médicos, mais tudo. Funcionários, gente que receba. Seja médico, seja pediatria, seja o que for. Nós precisamos com a máxima urgência. Psiquiatra, enfim. Porque o nosso distrito está crescendo, e nós precisamos que aumente. Aumente inclusive o horário. Horário estendido. E nós temos aqui protocolo de várias situações. Nós temos protocolo aqui que solicita a contratação de servidor público destinado exclusivamente à manutenção especial da UBS, como já falamos aqui.
VEREADORA GLADIS FRIZZO (MDB): Um aparte, vereador?
VEREADOR ARLINDO BANDEIRA (PP): Temos também que solicita ao Executivo Municipal médicos, pediatras, ginecologistas e assim por diante. Infelizmente, nós não temos retorno. Eu mandei uma mensagem de voz, ontem, para o secretário Júlio, e infelizmente, ele não me retornou. Eu disse que nós temos vídeo, nós estamos com problema gravíssimo na nossa UBS de Santa Lúcia do Piaí. Nós temos a indicação, a distribuição, a descentralização dos medicamentos que seriam pegos lá na UBS, como dos exames também. Nós temos muitas indicações aqui. Mas que, infelizmente, a gente não é atendido. Solicita ao Poder Executivo a construção da UBS, como a gente já falou também. A gente cansa aqui de pedir. Enfim, aqui, solicita ao Poder Executivo uma linha telefônica. Acho que tem que pedir duas, três, porque está um caos. Quando se fala em telefone, a gente sabe que a telefonia não funciona direito. Precária a nossa telefonia. Inclusive, nós temos uma audiência pública dia 28, agora neste mês, lá no salão da igreja, para bater sobre essa questão também. Cobertura, nós temos vários protocolos aqui, que, infelizmente, nada foi feito. O conserto da cadeira de um dentista, o pessoal chorando de dor de dente, vereador Adiló, e nada. Cadê? Cadê o retorno? Não sei se a minha equipe conseguiu algum retorno. Nada. Manda ofício, manda... Quero saber se ele recebeu, quero me certificar se ele recebeu as nossas demandas, os nossos pedidos. Cadê o retorno para nós falarmos à população? Nós precisamos falar para a população dessa cadeira também que não está funcionando. Nós precisamos saber e falar para a população com a máxima urgência, para ontem essa explicação nós precisamos. Mas tem que fazer algum pedido aqui, através da Câmara, para saber, para falar para a população. Enfim, tem muito aqui que nós podíamos citar mais. Mas eu quero até, inclusive, antes de ceder o aparte, passar um videozinho das pessoas. Como é que vocês... E percebem, colegas, como estão as pessoas. Pode passar aí. (Procede-se à execução do vídeo.) Bom, percebam aí uma senhora de 85 anos indo quatro, cinco vezes pedindo, marcando uma consulta e tendo que voltar. Isso é lamentável, uma falta de repeito com o ser humano, com uma senhora de 85 anos. Tem mais um videozinho. Acho que tem mais um de hoje de manhã. Pode passar. Esse é de hoje de manhã. (Procede-se à execução do vídeo.) Vocês percebam... Nem vamos deixar muito, está bom. Vocês percebam o relato como está a pessoa chorando...
VEREADOR KIKO GIRARDI (PSD): Um aparte, vereador?
VEREADOR ARLINDO BANDEIRA (PP): ... praticamente chorando para ser... Várias vezes, indo aí e não consegue... E isso é caso de justiça, caso de justiça que a gente sempre fala que vamos ter que resolver isso com a máxima urgência. Quem pediu aparte? Seu aparte. Vinte segundos cada um, bem rápido.
VEREADORA GLADIS FRIZZO (MDB): Vereador, agradeço o aparte. Eu também... A gente fica triste, e é lamentável ver a população que já está com algum problema de saúde, para ter que ir à UBS e ainda tem que enfrentar chuva, frio. E aí eu fico pensando: saudades do tempo do OP e do OC, porque, nessa época, a gente poderia indicar e solicitar pelo menos ali uma calçada coberta; não uma rua coberta, mas um toldo para que pudesse acomodar melhor esse cidadão. E não é só em Santa Lúcia do Piaí, a gente sabe disso, que a maioria das UBSs, o pessoal fica à deriva. (Esgotado o tempo regimental.)
VEREADOR ARLINDO BANDEIRA (PP): Vereador Kiko, um segundo aí.
VEREADOR KIKO GIRARDI (PSD): Vereador, é muito... A gente, às vezes, fica aqui até brincando das suas visitas, mas é muito importante isso daí do vereador. O senhor sabe do respeito que a gente tem pelo senhor e pelo seu trabalho. Agora é uma pouca de uma vergonha o abandono que está a nossa saúde no interior. Eu não pude pegar toda a sua fala, mas outro dia também, eu vou seguido no interior, não tanto quanto o senhor, eu fui a Criúva e o pessoal me relatou que hoje para pedir para patrolar uma estrada tem que fazer um Alô Caxias. Aí é uma pouca de uma vergonha. Não adianta ir à subprefeitura que eles pedem para fazer um Alô Caxias. Aí não dá mais mesmo, aí não tem mais como continuar acreditando em uma administração dessa maneira.
VEREADOR ARLINDO BANDEIRA (PP): Obrigado, vereador Kiko. Concluindo, senhor presidente, obrigado por me alongar um pouquinho. Nós vamos ver o que nós podemos fazer por intermédio da Câmara, não sei, isso daí é uma coisa de justiça, é um desrespeito com o nosso cidadão, com os nossos moradores desses distritos. Obrigado, senhor presidente.
 
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VEREADOR VELOCINO UEZ (PDT): Senhora presidente em exercício, colegas vereadores e vereadoras.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Peço um pequeno aparte, vereador Uez.
VEREADOR VELOCINO UEZ (PDT): Seu aparte rapidamente então, senão depois...
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Vereador Velocino, obrigado pelo aparte. Hoje é o Dia Nacional da Cultura. Eu quero aproveitar para fazer o convite à população de Caxias do Sul para o 7º Aldeia Sesc, que começará amanhã, até dia 10, domingo, onde tem uma vasta programação cultural. O tema este ano é a Celebração do Feminino: Terra, Mãe, Mulher. Então, através do Sesc, eles estão promovendo o 7º Aldeia, que tem uma programação que interage na comunidade, no interior com filmes, teatro, dança, e aí pode acessar o Facebook  do Sesc aqui de Caxias do Sul. E eu quero convidar a população de Caxias do Sul, porque todos os eventos são gratuitos. E, no dia 10, às sete horas da noite, ali na Estação Férrea, terá o show da Banda Cidade Negra. É um show totalmente gratuito, então a população está convidada. Vão ter vários shows, naquela tarde, musicais, enfim, mas um show gratuito nacional, do Cidade Negra, promovido pela Aldeia Sesc. Então fica esse o convite, e dizendo que a cultura é um direito de todos. Obrigado.
VEREADOR VELOCINO UEZ (PDT): Então, colegas vereadores, uma situação que eu já comentei aqui dentro, a gente sabe que agora o clima não está favorecendo muito, porém, tem aquela situação da reposição das calçadas das obras realizadas pela Secretaria de Obras. Ressalto novamente, a gente tem conseguido, sim, avançar muito em situações, demandas que a população nos pede. A gente faz o trâmite burocrático, e a Secretaria de Obras tem dado uma resposta até imediata, porém, colega vereador Adiló, nós sabemos muito bem, Frizzo também, uma obra não é tão fácil. A gente sabe que deu problema na licitação, porém, como explicar para a população que quando o proprietário é notificado a melhorar o seu passeio público, lá tem um prazo? Trinta, sessenta dias, noventa. Temos situações de oito, nove meses de obras realizadas no nosso Município, calçadas que não foram ainda recolocadas, agora o tempo, sim, não está colaborando, mas precisamos de ação. No último final de semana, também fui chamado novamente ali na Av. São Leopoldo, numa obra realizada há quatro, cinco meses, na frente da UBS. E a moradora se sente muito incomodada, porque as pessoas que frequentam a UBS têm dificuldade em acessar ali em frente da calçada e, simplesmente, jogam a culpa nela. E a gente sabe que, quando é o poder público que mexe na calçada para reparos de esgoto, a responsabilidade é do poder público. Quando não tiver problema na calçada, não for feita obra é do contribuinte. Mas como colocar isso para a população? A população nos questiona: Como é que para nós tem prazo e para o poder público que assim impõe não tem? Então é uma dificuldade muito grande. Provavelmente, vereador Adiló, vai virar o ano com muitas obras na cidade que foram feitas as calçadas a serem repostas. Ali em São Pelegrino, tem do lado do Lain, tem aqui próximo a Trigo’s. Poderia nomear aqui só do meu alcance de indicações que foram feitas, no mínimo, quinze, todos têm. Então tem que haver um retorno imediato na melhora do tempo. E uma outra situação também, nos últimos dias de chuva que já falei: os asfaltos, acesso de água, as canaletas todas entupidas no nosso interior, nada está sendo visto, nada está sendo feito. E ali na frente, vai ter um passivo muito grande para o poder público, vai lá na frente, e o poder público não vai mais ter condições de fazer reparos em asfaltos. Quando se está lutando por novos asfaltos, a conta vem lá na frente. Se não, urgentemente, for feita alguma coisa, limpeza nas canaletas dos asfaltos do interior, a conta vai vir grande. Ali na frente, logo, logo, nós vamos ter que lutar para melhorar aquilo já feito, e não avançar em novos, em trechos de asfalto no interior se nada for feito. Asfalto com umidade não se fecha. Vocês podem ver na fala que eu vi hoje, de manhã, na BR, todos os lugares que o excesso de umidade, água correndo constantemente, ali, logo, logo, o asfalto se danifica. Só na região da 4ª Légua tem, no mínimo, quinze lugares já que tem que ser feito o recorte. Então imaginem vocês, ali na frente, o poder público, 170 quilômetros só dos governos Sartori, enfim, ali e depois (ininteligível) mais 70, agora, o que vai ter de passivo para o poder público ali na frente. Então, algo tem que ser feito urgente para que a conta não fique muito alta ali na frente, e a população vai pagar muito caro. É aquele contribuinte que mora lá que vai pagar a conta. (Esgotado o tempo regimental.)
 
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VEREADOR ALBERTO MENEGUZZI (PSB): Senhora presidente, vereadora Paula, eu quero reforçar aquilo que também disse aqui o vereador Rafael Bueno: É importante, sim, que a gente fale cada vez mais sobre a atuação do Conselho Tutelar. Nós temos poucos conselheiros, tem sido uma briga também do meu gabinete desde que assumi aqui nessa primeira legislatura, minha, como vereador, de sugerir que nós tenhamos mais conselheiros tutelares. E é bom que a gente explique que o Conselho Tutelar não tem poder de polícia. O novo local que o Conselho Tutelar foi colocado sem nenhum tipo de discussão com os conselheiros, sem nenhum tipo de discussão, que é próximo ali da Estação Férrea, isso faz com que as pessoas pensem que quem tem que coibir a embriagues de jovens, de adolescentes, quem tem que coibir a venda ilegal de bebidas alcoólicas, quem tem que punir o mau comerciante que vende bebida para jovens seja o Conselho Tutelar.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Um aparte, vereador?
VEREADOR ALBERTO MENEGUZZI (PSB): Então que não confundam isso, não é o Conselho Tutelar. O Conselho Tutelar não tem poder de polícia. O que vai fazer com que os maus comerciantes, que essa juventude é a gente fazer uma ação policial forte, uma ação consistente ali com todos os órgãos de segurança do município, não é o conselheiro tutelar, não é o Conselho Tutelar que vai ali fazer abordagens. É isso, Marjorie! A gente sempre, no meu tempo de rádio, a gente sempre levava conselheiros tutelares e sempre batia nesta tecla e os ouvintes dos programas não entendiam. “Ah, o Conselho Tutelar não faz nada. O Conselho Tutelar não fiscaliza.” Porque as pessoas não conhecem, não sabem quais as atribuições de um conselheiro tutelar e quais as atribuições dos conselhos. Então eu temo realmente essa mudança de local do Conselho Tutelar ali para aquele local, que é um lugar onde fervilha, a nossa juventude fervilha, e há sim muitas irregularidades ali. Há muitas irregularidades porque já foram prometidas uma série de ações por parte dos órgãos públicos e essas ações são ações soluço, dá paz. Faz uma vez e depois não faz mais e continuam sempre ali esses problemas. Falo aí da Estação Férrea porque é um local de muita frequência da nossa juventude, de muitos estabelecimentos legais ali. Poderia ser um lugar para lazer, para diversão, realmente, mas não tem sido. Então é bom a gente reforçar isso e deixar bem claro de que, pelo que eu sei os conselheiros não foram consultados, não foram ouvidos na escolha deste novo local para a sede do conselho. Seu aparte, vereador Rafael.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Vereador Alberto, e as péssimas condições... Eu volto a reiterar que eles estão trabalhando. Eu fiz uma denúncia para o Ministério Público do Trabalho, para o Vanius Corte, provavelmente ele estará hoje fazendo a averiguação do local, porque é uma situação caótica onde as pessoas que procuram atendimento para a criança e o adolescente estão recebendo atendimento. É fio para todo lado, é lixo para todo canto, é tipo aquelas cenas de acumuladores onde estão trabalhando os conselheiros tutelares. Eles atiraram as caixas lá e que se virem. Eu fiz essa denúncia e torno pública porque é gravíssima a nossa situação. Até organizar a casa, principalmente em um período que nós estamos vivendo de época de final de ano, de matrícula e rematrícula, eles precisam ter condições de trabalho para poder desenvolver as suas atividades e é o que a gente não está vendo. O descaso mais uma vez da prefeitura com a criança e o adolescente. Obrigado.
VEREADOR ALBERTO MENEGUZZI (PSB): E, para permanecer ainda no assunto da juventude, das oportunidades, quero reforçar aqui um convite que eu recebi, e vou ajudar anunciar isso também porque é uma ação boa, sexta-feira, agora, dia 08, das 08h30min até às 11 horas, aqui próximo da prefeitura, uma ação de encaminhamento de jovens para vagas de emprego. Uma promoção da FGTAS, Sine Móvel, Coordenadoria da Juventude, enfim. É um serviço de intermediação da mão de obra para jovens entre 18 e 29 anos. Então é importante que os jovens que aparecerem aqui tragam a Carteira de Trabalho. Então é uma ação conjunta e mais ações assim a gente precisava em frente à prefeitura, na praça... Isso se o prefeito deixar fazer na praça, mas enfim... Aqui na frente da prefeitura, em outros locais é importante sim que a gente tenha ação de encaminhamento da nossa juventude ao mercado de trabalho. Não importa quais são os órgãos, os órgãos se unam e façam. No caso aqui tem uma ação forte da Coordenadoria da Juventude, da prefeitura, da FGTAS, Sine Móvel, enfim, é importante isso. Então quanto mais oportunidades os jovens tiverem de terem alguém que lhes acolha, que lhe indique caminhos, isso é importante. Então, sexta-feira, das 08h30min até às 11 horas, aqui em frente da prefeitura. Obrigado, presidente. Era isso.
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VEREADOR ADILÓ DIDOMENICO (PTB): Senhora presidente, senhoras e senhores vereadores, pessoal que nos acompanha nas redes sociais, pela TV Câmara e também aqui do plenário. Minha saudação à conselheira Marjorie Sasset, filha do nosso amigo Darci Sasset, grande amigo. Dizer que é muito grave a situação denunciada pelo vereador Rafael Bueno. Esperamos que o poder público tome as devidas providências, o quanto antes melhor. Eu quero voltar a insistir um pouco nessa questão de manutenção das estradas que o vereador Velocino Uez abordou. Desde à época que éramos secretário de Obras nós vínhamos planejando criar equipes de manutenção de limpezas das calhas desses 170 quilômetros de asfalto no interior. Se não for feito isso com urgência, nós vamos ter sérios problemas e depois não vai ter orçamento para todos, porque o asfalto quando ele começar a se deteriorar vide Rota do Sol. Quanto já se gastou e está sempre esburacada, porque há falta de drenagem em muitos locais. Esse é o tipo de convênio que nós poderíamos copiar de algumas prefeituras como é o caso de Pelotas que tem um convênio com a Susepe que utiliza mão-de-obra para inúmeras atividades e essa é uma atividade típica interessante, porque é um trabalho manual, tem que ser feito, não tem outro jeito. Se tu colocar uma máquina aí, tu danificas as calhas, tu acabas danificando sinalização, é um trabalho típico manual. Então fica aqui o registro, o nosso apelo o quanto antes se faça isso, porque isso é investimento, isso não é dispensa, se não, amanhã ou depois, o asfalto vai estar nas péssimas condições. Também reforçar esses dois pedidos que nós encaminhamos tanto com o Daer pedindo providências aí em um projeto de passagem de nível por baixo da RS-122 de acesso ao Desvio Rizzo e essa alça de elevada ali defronte a  UCS. Normalmente os nossos espaços aqui adquirem um destaque maior na imprensa quando a gente se envolve em polêmica. Esse tipo de atividade parece que a Câmara não se envolve, não participa. Nós estamos a tempo cobrando isso. Inclusive quando foi feita aquela ação aí em parceria com a Havan aí no Desvio Rizzo, antes disso, nós já havíamos levantado esse tema necessário, é importante. É uma obra que não é um custo tão elevado e ela é estratégica para o Desvio Rizzo. Ali na UCS é chegar ali no fim de tarde, na hora do pico, para ver a confusão que é o trânsito ali há anos e cada vez pior. Então é uma obra necessária. Caxias é uma cidade de uma importância estratégica, a segunda maior cidade do interior para pagar impostos, mas para receber retorno por parte do governo federal ela é talvez uma das últimas. Veja o quanto foi a novela para aquela duplicação de uma pista ali da BR-116 na questão do Palermo. Não ficou lá essas maravilhas porque deveria ter sido feito duas pistas já que mexeram, mas, enfim. Então nós vamos continuar lutando. Fica aí o nosso esforço, o trabalho e a dedicação e contando sempre com a parceria do Daer e também do DNIT por parte do responsável, que é muito atencioso, que o engenheiro Daniel Bencke, que sempre se coloca à disposição de todos os vereadores e através dele que nós estamos pedindo esse apoio para a elaboração deste importante projeto dessa elevada, essa alça de acesso a UCS que seguramente resolveria o problema do trânsito naquela região. Era isso por hora, senhor presidente. Muito obrigado.
 
 
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VEREADOR RENATO NUNES (PR): Senhora presidente, vereadora Paula Ioris, que presidente os trabalhos neste momento, demais vereadores e vereadoras meus cumprimentos. Meus comprimentos a conselheira reeleita Marjorie que está presente aqui no plenário, a todas as pessoas que nos assistem através da TV Câmara, canal 16 ou pela internet. Eu estava aqui atentamente ouvindo a fala de alguns vereadores. O vereador Adiló agora por último disse: é grave a denúncia trazida aqui pelo vereador Rafael Bueno. Engraçado, vereador Adiló, o senhor não falou essa mesma frase: é grave, quando este vereador deu voz naquela tribuna àquelas pessoas que participaram das eleições para conselheiro tutelar, que fizeram denúncias graves, graves, vereadores e vereador Adiló. Que pena que o senhor não falou essa mesma frase  e a maioria dos vereadores aqui ninguém falou nada. Por duas vezes, já é a terceira vez que eu falo, exceto eu e o vereador Kiko que fez uma fala nesse sentido. Os demais vereadores aqui o silêncio absoluto dentro desse plenário. Ninguém viu nada, ninguém sabe de nada, ninguém ouviu nada, ninguém viu nada, todo mundo quieto.
VEREADOR PAULO PÉRICO (MDB): Um pequeno aparte, vereador.
VEREADOR RENATO NUNES (PR): Eu não sei se está tudo certo, se está tudo ok ou se realmente tem coisa errada. Mas a denúncia já foi trazida, já fiz voz aqui, vereador. Senhora presidente, Questão de Ordem. A senhora pode me garantir a palavra aqui, por gentileza? Que o vereador Alberto Meneguzzi está falando fora do microfone e me interrompendo.
PRESIDENTE PAULA IORIS (PSDB): O senhor pode continuar, tem a palavra garantida.
VEREADOR RENATO NUNES (PR): Muito obrigado, senhora presidente. Então eu já fiz voz. A denúncia não fui eu que fiz, foram as pessoas, eu apenas li a denúncia, foi matéria no Jornal Pioneiro que existiu... Não fui eu que fiz a denúncia, eu apenas...
VEREADOR ELÓI FRIZZO (PSB): Permite um aparte, vereador Renato.
VEREADOR RENATO NUNES (PR): fiz a fala, li a matéria inclusive do jornal, que os senhores aqui gostam muito de se pautar pelo Jornal Pioneiro, teve uma matéria, ninguém falou nada, esperei que alguém falasse alguma coisa, ninguém falou nada, falei e também ninguém falou nada. Falei a segunda vez, já é a terceira vez que estou falando. Então assim, eu só quero dizer que eu estou atento, quero ver agora como vai ser o desfecho com respeito às denúncias. Não estou dizendo se é, se aconteceu. Eu sei que tem as denúncias e são graves, vereador Adiló. Eu não vi o senhor falar que é grave isso também, que houve possíveis, que teria havido possíveis irregularidades nas eleições. Gente que inclusive que chegou atrasada no exame, não poderia fazer, ali já tinha que ser desclassificado e fez, e se elegeu, se reelegeu.
VEREADOR PAULO PÉRICO (MDB): Um pequeno aparte.
VEREADOR RENATO NUNES (PR): Então isso é grave. Então estou atendo qual vai ser o desfecho do Comdica, dessas denúncias que foram feitas no Comdica e também no Ministério Público. Estou só aguardando, inclusive falei com o pessoal do Executivo que também está aguardando a questão do Ministério Público para a gente ver o que a gente faz, que teve outras cidades que muitos conselheiros tutelares tiveram impugnado a sua eleição. E teve cidades que inclusive estão fazendo novas eleições, isso é grave. Aí teve vereador aqui, só para concluir, senhor presidente... Vou pedir desculpa que não vou conseguir dar aparte, tenho pouco tempo, mas os demais vereadores têm mais tempo. Então quero dizer que isso é muito grave. Até tinha uma palavra que eu ia dizer, que eu ia explicar aqui e acabei esquecendo, para ver como é que funciona. Mas teve cidades que tiveram que fazer novas eleições. A gente está só esperando para ver o desfecho. Ah, agora lembrei, teve vereador aqui que disse o seguinte:  “Isso é papo de derrotado, isso é papo de perdedor, isso é conversa de gente que perdeu as eleições e que está reclamando”. Não, perder a gente pode perder, a gente sabe que a gente participa de uma eleição que pode ganhar e pode perder. Agora, perder para impunidade, para injustiça é outra coisa. Perder para impunidade, para injustiça e para as irregularidades, possíveis irregularidades que tem nessa acusação, é outra coisa bem diferente, mas nós estamos atentos e no momento oportuno vamos trazer de volta esse assunto nesse plenário. Muito obrigado.
 
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VEREADOR ELÓI FRIZZO (PSB): Vereador Elisandro, me permite um segundo do seu tempo.
VEREADOR PAULO PÉRICO (MDB): Um pequeno aparte, vereador Elisandro.
VEREADOR ELISANDRO FIUZA (REPUBLICANOS): Pois não.
VEREADOR EDSON DA ROSA (MDB): Um aparte, vereador.
VEREADOR ELÓI FRIZZO (PSB): Vereador Elisandro, eu estou tentando fazer aqui um esforço muito grande para entender essa provocação do vereador Renato para com os outros vereadores.  Acho que ele está na sua função. Denuncie o que bem entender, cobre o que bem entender. O senhor não vai me pautar, vereador. A responsabilidade para apurar eventuais problemas na eleição é da própria Prefeitura, quando V. Sa. é líder do governo; do Comdica; e do Ministério Público. O que os vereadores vão fazer aqui? Então me permita, vereador. Já é a terceira vez que o senhor fala essa abobrinha, essa abobrinha. Está cobrando dos demais vereadores uma posição que é um problema seu. Parece mal resolvido com alguém ali nessa eleição do Conselho. Eu acho que V. Sa. que está com problemas nessa eleição do Conselho. Eu não estou com problema nenhum. Eu mal e mal fui lá votar. Então, nesse sentido, vereador Renato, com todo o respeito...
VEREADOR RENATO NUNES (PR): Um pequeno aparte, vereador.
VEREADOR ELÓI FRIZZO (PSB): Pare com essa provocação idiota que V. Sa. está fazendo.
VEREADOR RENATO NUNES (PR): Vereador Fiuza, um pequeno aparte.
VEREADOR ELISANDRO FIUZA (REPUBLICANOS): Vereador Périco.
VEREADOR PAULO PÉRICO (MDB): Vereador Fiuza, eu quero colocar que eu também vejo como grave isso que aconteceu e eu gostaria que o Comdica e o próprio Ministério Público trouxessem para a comunidade de Caxias do Sul, para que ficasse atento às irregularidades. E que responda à comunidade de Caxias do Sul essas irregularidades. Porque nós não podemos ter conselheiros tutelares que tenham sido eleitos ou reeleitos, não importa, mas que de repente tenha alguma irregularidade. Aqui está a Marjorie, que sabe muito bem, que trabalha lá, que está apurando. É o Comdica. Não, não é a Câmara, vereador Uez. Mas a Câmara também tem o papel de ter a sua opinião também, de também ter a sua opinião. Se está no Ministério Público, que resolva. Mas eu também ouvi isso e não vou aqui ficar aqui escondido. Eu ouvi isso também. Eu acredito que a Câmara de Vereadores também tenha que ter uma posição. E não é uma posição partidária, é uma social, uma posição importante como Câmara de Vereadores, e não como interesse político partidário. Essa é a minha colocação. Então para mim também é grave isso. E que o Comdica e que o Ministério Público venham e digam o que aconteceu. Porque nós ouvimos muitas coisas, muitas coisas. Obrigado, vereador Fiuza.
VEREADOR RENATO NUNES (PR): Um pequeno aparte, vereador.
VEREADOR ELISANDRO FIUZA (REPUBLICANOS): Obrigado, vereador Périco. Também ressaltando que já existe uma comissão julgadora do Comdica que tem a total competência e responsabilidade para averiguar essas irregularidades ou não. Inclusive, quero aqui ressaltar, mesmo sendo vereador de primeiro mandato, essas situações do Conselho Tutelar não é novidade. Em todas as edições existem alguns apontamentos. Então isso é notório, é uma infelicidade e está aberto para quem acha que teve ou deixou de ter a irregularidade.
VEREADOR KIKO GIRARDI (PSD): Um aparte.
VEREADOR ELISANDRO FIUZA (REPUBLICANOS): Um aparte, vereador Renato.
VEREADOR RENATO NUNES (PR): Obrigado, vereador Elisandro Fiuza. Não, eu só quero deixar claro aqui. Eu não estou ofendendo ninguém. O vereador Adiló fez uma fala que achou grave a denúncia do vereador Rafael Bueno, e eu disse “não, grave foi que eu dei voz ali na tribuna à denúncia que saiu no jornal”. Isso aí para mim é grave. E outra coisa, vereador Frizzo, por que o senhor está se ofendendo? Por que o senhor me chama de idiota? Respeito! Respeito! Eu sempre lhe respeitei. Exijo respeito da sua parte para comigo. Eu nunca lhe chamei de idiota. O senhor é vereador, nobre edil. Me respeite. É a minha posição. Eu não sei por que o senhor está se ofendendo. Dá licença! Muito obrigado, vereador Elisandro Fiuza.
VEREADOR ELISANDRO FIUZA (REPUBLICANOS): Obrigado, vereador Renato. Pois não, vereador Meneguzzi.
VEREADOR ALBERTO MENEGUZZI (PSB): Não, vereador Fiuza, eu fiz aqui, durante algum tempo, várias denúncias seríssimas em relação à área da saúde, em relação à conduta do IGH na UPA Zona Norte. Enfim, uma série de denúncias gravíssimas que foram levadas inclusive para o Ministério Público. Eu nunca ouvi a voz do vereador Renato Nunes apoiar esse tipo... “Não, tem que investigar.” Então agora ele quer pautar todos os vereadores. O vereador Frizzo falou de uma conduta, não falou de um vereador. Então, quando a gente trouxer denúncias aqui, o senhor se manifeste também. São denúncias seríssimas que foram trazidas por vários vereadores, por mim também. Eu nunca ouvi a manifestação. Ele, como líder de governo, deveria responder, deveria se manifestar. Agora fica querendo pautar os demais vereadores? A mim não.
VEREADOR ELISANDRO FIUZA (REPUBLICANOS): Obrigado, vereador Meneguzzi. Vereador Edson.
VEREADOR EDSON DA ROSA (MDB): Vereador Elisandro, na mesma linha do vereador Alberto, eu não vou deixar me pautar, até porque o vereador Renato é uma autoridade, se ele vem aqui e faz uma denúncia, eu me sinto contemplado. E no caso da eleição de Conselho Tutelar, tem uma comissão eleitoral que está decidindo isso. E outra coisa: é a contrariedade na fala do vereador Renato que eu não consigo entender. Olha, ele acabou de dizer o seguinte: “Pela impunidade, pela injustiça.” Aí depois diz: “Possíveis.” Então eu é que não entendo o que está acontecendo. Então essa semântica de discurso que ele utiliza aqui para fazer denúncia, pelo amor de Deus!1 Agora, eu, com todo carinho, não me deixo pautar por essas falas. Eu não me pauto por jornal. Então, vereador, V. Exa. é uma autoridade, V. Exa. fez a denúncia, simplesmente agora aguarde. Agora, quer que os outros vereadores se manifestem, porque ele veio na tribuna falar? Ah, por favor, me poupe!
PRESIDENTE PAULA IORIS (PSDB): Para encerrar, vereador.
VEREADOR ELISANDRO FIUZA (PRB): Obrigado. Vereadora Paula, muito obrigado.
 
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